ZEITGEIST – Jesus um Plágio?

Categoria (Apostasia, Defesa da Fé) por Geração Maranata em 13-09-2009

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This entry is part 3 of 5 in the series Zeitgeist

por Geração Maranata

"E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira." (2Tess 2:11)

 

Sobre o Documentário

 

A palavra Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos.

Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original) foi publicado em 2007 por Peter Joseph (então com 29 anos, criador também do Movimento Zeitgeist que possui vários seguidores), e aborda entre outros temas o Cristianismo.

O filme foi lançado e disponibilizado livremente pela Google Video em Junho do mesmo ano para conhecimento global; em poucas semanas o filme foi visto, sempre alojado nos servidores da Google, mais de 8 Milhões de vezes, isso até Novembro de 2007.

O sucesso foi tanto, que Peter Joseph foi convidado pelos responsáveis do "4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards" a apresentar a sua polêmica obra caseira ao circuito cinematográfico.

A primeira parte "The Greatest Story Ever Told", tem a pretensão de investigar e analisar, aquilo que o autor considera ser a maior encenação da história da humanidade: a existência de um Cristo e as religiões em si.

Peter Joseph levanta a tese de que Jesus é um personagem híbrido, ou seja, uma mistura astrológica, mitológica e literária. Toda a sua história foi baseada numa lenda criada por uma civilização bastante anterior ao "ano 0" e que foi adaptada e remodelada de acordo com a época e as necessidades de diversos povos.

Apesar de o Documentário conter uma série de equívocos, erros históricos, afirmações que não podem ser provadas, nenhuma citação de fonte, e muita, mas muita mentira, o fato é que muitas pessoas receberam muito bem o que foi dito e ainda mais, acreditaram piamente em tudo sem questionar e sem se dar o trabalho de pesquisar se as informações são verídicas ou não.

Somente alguns poucos — até porque as referências são muitas e obrigariam ao telespectador a um grande trabalho de investigação — persistirão em buscar a verdade, isto é, se aquilo que o autor de Zeitgeist disse se traduz em fatos verificáveis no registro histórico ou mitológico.

O que também causa espanto é que uma empresa do porte da Google patrocine um filme-documentário recheado de teoria da conspiração, relatos que não podem ser comprovados, erros incríveis de história, mitologia e o pior de tudo: mentiras.

 

Refutando o Documentário

Vamos analisar a possibilidade de Jesus Cristo ser um mero plágio de outras religiões. As alegações são as “semelhanças” entre informações que temos de Jesus encontradas na Bíblia, com informações a respeito de diversos “deuses”, como Mitra (persa/romano), Horus (egípcio), Dionísio (grego), Krishna (hindu/indiano), Attis (Frígia/Roma), entre outros.

 

O que diz o documentário:

Horus (Egípcio) 3000 a.C.

Nasceu dia 25 de dezembro;

Nasceu de uma “virgem”, a deusa Ísis com Osíris;

Nascimento acompanhado por uma estrela;

Estrela seguida por 3 reis;

Aos 12 anos, era uma criança prodígio;

Batizado aos 30 anos;

Começou seu ministério aos 30;

Tinha 12 discípulos e viajou com eles;

Operou milagres e andou sobre as águas;

Era “chamado” de Filho de Deus, Luz do Mundo, A Verdade, Filho adorado de Deus, Bom Pastor, Cordeiro de Deus, etc;

Foi traído, crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois.

 

Mitra (Persa – Romano) 1200 a.C

Nasceu dia 25 de dezembro;

Nasceu de uma virgem;

Teve 12 discípulos;

Praticou milagres;

Morreu crucificado;

Ressuscitou no 3º dia;

Era chamado de “A Verdade”, “A Luz”

Veio para lavar os pecados da humanidade;

Foi batizado;

Como deus, tinha um “filho”, chamado Zoroastro.

 

Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C.

Nasceu dia 25 de dezembro;

Nasceu de uma virgem;

Foi crucificado, morreu e foi enterrado;

Ressuscitou no 3º dia;

 

Krishna (Hindu – Índia) 900 a.C

Nasceu dia 25 de dezembro;

Nasceu de uma virgem;

Uma estrela avisou a sua chegada;

Fez milagres;

Após morrer, ressuscitou.

 

Dionísio (Grego) 500 a.C

Nasceu de uma virgem;

Foi peregrino (viajante);

Transformou água em vinho;

Chamado de Rei dos reis, Alpha e ômega;

Após a morte, ressuscitou;

Era chamado de “Filho pródigo de Deus”

 

O que esses deuses têm em comum ?

O Sol

Todos os deuses de mistérios possuem influências astrológicas, onde o deus maior é o Sol, chamado de a luz do mundo e “salvador”. É fácil associar o Sol a uma divindade, pois suas características são muito boas para um “salvador”: traz vida, aquece, dá luz, etc.

O Solstício de inverno

Um fenômeno conhecido desde a antiguidade são os solstícios. No dia 22 de dezembro ocorre o início do solstício de inverno (no hemisfério norte), no qual o sol tem o seu ponto mais baixo no horizonte, devido à inclinação do eixo terrestre. Este ponto mais baixo permanece por um período de três dias, e no dia 25 de dezembro, o sol sai deste ponto, subindo 1 grau e voltando, gradativamente, ao seu ponto mais alto, completando e finalizando assim o solstício de verão.

A Estrela Sirius e Constelação de três reis

A estrela que brilha mais forte no céu é chamada de estrela Sirius, que no dia 25 de dezembro fica alinhada à constelação de 3 reis (Marias aqui no Brasil). Este alinhamento aponta diretamente ao sol.

Sendo assim, o sol, saindo do solstício de verão “renasce”, movendo-se 1 grau para o norte depois de três dias (22-25) e quando renasce, é sinalizado pela estrela Sirius, seguida pela constelação de três reis, formando assim um alinhamento entre os três.

Entende-se que as mitologias surgiram, ou tiveram como base, estes fenômenos. O Sol, renascendo, é sinalizado pela estrela, que, formando um alinhamento com a constelação de reis e o sol, nos mostra a constelação seguindo a estrela e indo em direção ao Sol. Temos aí a mitologia criada: o salvador foi sinalizado por uma estrela e que três reis foram até o salvador seguindo a estrela. Tal informação se assemelha com o relato do nascimento de Jesus.

Cruzeiro do Sul

O mesmo fenômeno é comparado com a crucificação, quando o Sol termina o solstício de verão e fica neste período por três dias (enterrado) e ressurge (ressuscita) ao 3º dia. Tal comparação com a crucificação é devido a outro alinhamento estelar, este, com o cruzeiro do sul no dia 22, ou seja, o sol é crucificado com o cruzeiro e ressurge no 3º dia (ressuscita) dia 25.

 

Jesus é um Plágio desses deuses?

As informações apresentam apenas o que lhes convém, para embasar suas alegações. Apresentam somente as pseudas-semelhanças, e ignoram completamente as diferenças.

 

Os Três Reis Magos

Não se sabe ao certo porque os homens vindos do oriente foram denominados como reis, porém uma coisa é certa, não é o que está escrito na Bíblia. Ela não afirma em nenhum momento que tais homens eram reis, mas afirma que eles eram sábios (traduzidos como magos) viajantes. Seguem vários trechos bíblicos em seus vários tipos de traduções:

NVI (Nova Versão Internacional): Mateus 2:1 – Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do oriente chegaram a Jerusalém

Almeida Corrigida e Fiel: Mateus 2:1 – E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,

NTLH (Novo Testamento na Linguagem de Hoje): Mateus 2:1 - Jesus nasceu na cidade de Belém, na região da Judéia, quando Herodes era rei da terra de Israel. Nesse tempo alguns homens que estudavam as estrelas vieram do Oriente e chegaram a Jerusalém.

King James: Mateus 2:1 – Now when Jesus was born in Bethlehem of Judaea in the days of Herod the king, behold, there came wise men from the east to Jerusalem.

Outra questão é a quantidade de 'reis'. Não há informação de que foram três (3) homens até Jesus seguindo a estrela. Este número foi obtido devido ao número de presentes, que foram três: Ouro, Incenso e Mirra.

 

A Estrela de Belém

Os homens que foram levados pela estrela, possivelmente eram astrólogos e astrônomos. Sabemos que eram astrólogos primeiramente porque sua religião era possivelmente persa zoroástrica (porque vinham do oriente) e seguiam a estrela porque entendiam que era o sinal de um rei.

Tal interpretação do sinal foi obtida justamente por conhecerem o fenômeno da estrela Sirius apontando para o sol, mas desta vez com um diferencial, ela ia em direção a um rei humano. Portanto, sabemos que eles estudavam as estrelas e conheciam muito bem a estrela Sirius.

De acordo com o texto, a estrela Sirius sempre esteve presente na mitologia de muitos povos, principalmente os egípcios. Então, a estrela Sirius, sempre esteve lá e os magos que foram a Jesus certamente a conheciam.

Então como os críticos explicão este texto?

Mateus 2: 7 – Então Herodes chamou os magos secretamente e informou-se com eles a respeito do tempo exato em que a estrela tinha aparecido.

Vejam que os magos foram atrás da estrela porque ela era NOVA. De acordo com o versículo 16, sabemos que tal estrela havia aparecido num período máximo de dois anos.

Como poderiam estes homens estudados em astronomia e astrologia confundirem-se, seguindo uma estrela achando que era a Sirius? Isso é de certa forma improvável.

Outro detalhe é que tal estrela não seguia uma seqüência rotacional planetária como qualquer outra estrela e constelação. Os homens seguiram a estrela por um período de aproximadamente dois anos, em um único sentido talvez, até chegar a Jesus. Se tal estrela fosse a Sirius, eles teriam dado duas voltas no mesmo lugar e nunca teriam chegado a Belém. Ou seja, tal estrela não seguia o padrão rotacional do planeta. Ela era independente dele.

A comparação do relato bíblico dos homens do oriente com a mitologia acerca da estrela Sirius com a constelação de três reis é infundada, pois as semelhanças são muito superficiais comparadas com as diferenças.

Os homens que presentearam Jesus não eram reis, não eram três (3) e não seguiam a estrela Sirius, mas uma estrela nova que havia surgidno nos céus há dois anos no máximo. Jesus também foi visitado por pessoas pobres no seu nascimento, diferente dos deuses que eram cercados apenas de outros deuses ricos e poderosos.

 

Nascimento Virginal

Esta semelhança é incontestável, ou seja, nasceu de uma virgem. Mas vamos prestar atenção nos dois deuses de mistérios que mais se “assemelham” com Jesus. Mitra e Horus.

Para se ter um nascimento virginal, obrigatoriamente, a mulher não pode ter tido qualquer tipo de relação sexual. Então como se explica a união entre os deuses mãe e pai de Horus e de Mitra?

É preciso muita criatividade para afirmar que Isis era virgem quando concebeu Horus, porque nunca foi dito no relato mitológico de que ela era virgem, mas viúva de Osíris quando concebeu o deus-ídolo falcão Horus! Como ela teria engravidado? O relato do mito diz que Isis praticava artes mágicas e a usou para retirar de Osíris (ja morto) o sêmen necessário para fecundá-la.

Já Mitra nasceu a partir de uma rocha (chamada 'petra generatrix'), ou seja, não há relato de que ele nasceu de uma mulher, quanto mais de uma virgem.

Outro fato é o que se sabe sobre estes deuses são através de desenhos. Não se tem notícias de nada escrito por seus seguidores. Como então desenhar uma mulher virgem? A única diferença entre uma virgem e uma não-virgem é interna. Então de onde tiraram a informação de que as suas mães eram virgens?

 

Jesus e seus 12 anos

O único relato que temos de Jesus acerca de sua infância está em Lucas 2:42, que conta o “problema” que Jesus causou a seus pais. Jesus acabou ficando em Jerusalém e três dias depois seus pais voltaram para a cidade onde o encontraram ensinando aos sacerdotes e debatendo com eles

O fato é que esta semelhança não foi até hoje encontrada em nenhum escrito, desenho ou relevo egípcio que diga que Hórus, ou qualquer outro deus um dia teve 12 anos.

 

Batismo e ministério aos trinta anos

Os críticos alegam que essa informação acerca de Jesus também corresponde a um plágio derivado da religião egípcia e que Horus também teria sido batizado e começado seu ministério aos 30 anos.

Hórus nasceu como deus e foi adorado como deus desde o seu nascimento. A data do seu surgimento é tão antiga que impossibilita o “batismo”, pois tal prática não existia na época (nada na história da arqueologia afirmou o batismo em data tão antiga). Hórus não teve um ministério. Ele não precisava disso. Ele nasceu deus e sempre foi adorado como tal.

O documentário afirma que todos os deuses de mistério (como Cristo) foram crucificados, enterrados e ressuscitaram ao 3º dia, tinham 12 discípulos, foram batizados aos 30 anos, etc.

Um fato que não é exposto é que não foram encontradas até hoje evidências na mitologia desses deuses, que eles ensinavam, que tinham 12 discípulos, que foram crucificados, que realizaram milagres e que ressuscitaram 3 dias depois de mortos ou que foram batizados. Nada no históricos ou na arqueologia provou algo em relação a isso datado antes do nascimento de Jesus.

Um exemplo é o deus Mitra. As informações dadas pelo autor sobre esse deus é que ele nasceu de uma virgem, perdoou pecados, morreu crucificado e ressuscitou 3 dias depois. Porém as 'evidências' encontradas são datadas superiores a 300 anos d.C, ou seja, os desenhos (sempre desenhos!) foram feitos pelo menos 300 anos DEPOIS da morte de Jesus. Os detalhes são tão parecidos que evidenciam o paganismo adotando detalhes do Cristianismo. Isso seria muito comum em se tratando de uma religião politeísta onde seus deuses se associam com outros e vice-versa. Na verdade o que vemos é o Mitraísmo plagiando o Cristianismo!!

 

Crucificação

Não há um só relato que diga que Horus tenha sido alguma vez crucificado, muito menos morto e depois de três dias ressuscitado! Também as evidências que revelam que a informação de que Mitra teria sido crucificado, morrido, ressuscitado e ascendido, surgiu apenas por volta de 400 d.C., ou seja, a crença na crucificação e ressurreição de Mitra provavelmente foi baseada no Cristianismo, pois o politeísmo tem a prática de associação de deuses e utilização de mesmas mitologias.

A Crucificação era um método de execução tipicamente romano, primeiramente reservado a escravos. Crê-se que foi criado na Pérsia, sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos itálicos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo era olhado com profundo horror. O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. No azorrague os soldados fixavam os pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em conseqüência do açoite. O flagelo era cometido o réu estando preso a uma coluna. As palavras em grego e latim para "crucificação" se aplicam a diferentes formas agonizantes de execução, do empalamento em estacas, fixado em árvores, em postes, em patíbulos ou vigas transversas. Se em viga transversa, esta seria carregada pelo condenado sobre seus ombros até o local da execução. Fonte: Wikipédia

Seria um absurdo dizer que a crucificação é pura mitologia. Até a pouco tempo, a história da crucificação de Cristo utilizando pregos, era contestada por diversos estudiosos. Alguns críticos dizem que a crucificação está ligada com o cruzeiro do sul, e que isso é mitologia. Porém a arqueologia diz diferente.

A crucificação é fato. Esse método de punição era largamente difundido em Roma. Vários corpos já foram encontrados com sinais de crucificação, porém nunca havia sido encontrado um com marcas de prego. Assim sendo, a crucificação de Cristo, supostamente era falsa.

Então ocorreu uma revolucionária descoberta arqueológica em junho de 1968. Foram descobertos 4 túmulos em cavernas no local de Giv'at ha-Mivtar, ao norte de Jerusalém, perto do monte Scopus. Este grupo de túmulo escavados em pedra calcária (assim como o de Jesus) datam do período do 2º século antes de Cristo até 70 depois de Cristo. Ou seja, Inclui o ano 7 a.C (nascimento de Cristo) ao ano 26 d.C. (morte dEle). No total, foram encontrados ossos de 35 pessoas.

Em uma das urnas encontradas com os ossos, a umidade havia conservado melhor as ossadas, evidenciando marcas de morte por violência em 5 corpos: Por pancada de clava, por flecha e por crucificação. Os ossos foram examinados pelo Dr. N.Hass, do departamento de Anatomia da universidade hebraica e da faculdade de medicina de Hadassah.

No ossuário nº 4 (dos 15 encontrados) gravado com o nome Yohanan Ben Ha'galgal, foram encontrados os ossos de um homem adulto e de uma criança. Um grande prego de 20 cm tinha sido cravado no osso do calcanhar, e a duas pernas estavam fraturadas. Haas relata: "os ossos dos dois calcanhares foram transfixados por um grande prego de ferro. As tíbias tinham sido fraturadas intencionalmente. A morte foi causada por crucificação. (fraturas – exatamente igual aos ladrões junto a Cristo).

Agora o interessante: Os primeiros registros de crucificação foram encontrados em evidências persas, provenientes de pelo menos 1000 anos DEPOIS do surgimento do deus Mitra, adorado na pérsia. A crucificação só chegou ao Egito DEPOIS que este foi conquistado por Alexandre o Grande. Alexandre aprendeu com os persas o processo de crucificação e levou para todo o seu império. O surgimento do deus Horus é muito mais antigo que Alexandre. Então, como ele pode ser crucificado, sendo que os egípcios nem sabiam o que era isso? Além do problema ignorado pelos críticos sobre a ausência de evidências arqueológicas anteriores ao cristianismo que diziam que tais deuses teriam morrido crucificados. Arqueologicamente falando, o primeiro relato documentado de um deus sendo morto por crucificação foi Jesus Cristo.

A mesma história se repete com outros deuses de mistérios. Isso tudo leva a pensar que, na verdade, tais detalhes destes deuses ou foram adotados do cristianismo, por não possuírem evidências anteriores a Jesus, ou foram forjadamente inseridos nas características destes deuses, justamente para desacreditar a fé cristã, assim como fazem cientistas evolucionistas para desacreditar a ciência criacionista (lei da Biogenética de Haeckel por exemplo).

Então quem está plagiando quem?

 

Adjetivos

Outro tipo de informação atribuída aos deuses de mistérios são os adjetivos largamente difundidos e ligados a Jesus Cristo, tais como: Luz do mundo; Salvador; Filho de Deus; Cordeiro de Deus; Alfa e ômega; Bom pastor; A verdade; Rei dos reis;

Luz do mundo – Este adjetivo é facilmente aplicado aos deuses, pois eles são associados ao sol.

Salvador – Outro adjetivo facilmente atribuído ao sol. O sol salva a vida existente na terra.

Filho de Deus – adjetivo obviamente atribuído a qualquer divindade que fosse gerada por um deus.

Cordeiro de Deus – Não existe nenhum registro mostrando que os deuses possuíam tais adjetivos. São exclusivos de Jesus. Cordeiro de Deus é uma analogia ao cordeiro sacrificado num ritual judaico. O paganismo não sacrificava cordeiros em alusão a seus deuses, mas sim touros, como por exemplo o mitraísmo.

Alfa e ômega - Já o alfa e ômega é outro termo utilizado apenas por João e a informação de que Dionísio era o alfa e ômega não tem sustentação arqueológica. O que causa essa especulação é que este título tem origem na Grécia, e João esteve cativo lá. Como ele escreveu seu evangelho aos gregos, pode ter usado o termo para exemplificar que Deus era o princípio e o fim. Apenas uma ilustração criada por João.

Bom pastor – Tal adjetivo pode ser conferido a qualquer entidade que queira se mostrar benévola, caridosa, servil, amável, etc. Mas sabemos que os deuses de mistérios não eram assim. Eram deuses tiranos, corruptíveis (deuses gregos), narcisistas, humilhadores e raras eram as vezes que tinham compaixão dos homens.

A Verdade – Tal título também pode ser visto como exclusivo de Jesus. O que ocorre aqui é um enxerto na descrição dos deuses, visando o descrédito de Jesus. Não existe nada, nenhum texto ou desenho que afirme que tais deuses se diziam ser “A Verdade”. Apenas escritos recentes sobre tais deuses dizem isso.

Rei dos reis – Tal descrição é comum em divindades. É um adjetivo facilmente aplicável a qualquer deus. A diferença é que Jesus reina sobre todos os reis do mundo. Já os deuses de mistérios sempre eram regionais.

A Remissão de Pecados – Outra fraude que é aplicada aos deuses é a “remissão” dos pecados. O termo pecado tem sua origem no povo hebreu. Talvez uma forma diferente de pecado era conhecida pelos outros povos, mas o termo pecado (desobediência às leis, tendo como conseqüência a morte espiritual) era conhecido apenas pelo povo hebreu. O que ocorria em outras religiões era o erro de alguém que pedia perdão ao seu deus, mas não tinha consciência do que era o “pecado” (morte espiritual). Este ato foi registrado pela primeira vez em Genesis e não há registro mais antigo utilizando o termo “pecado”. Entre outras palavras, os deuses não perdoavam ou redimiam pecados. Tal atitude era exclusiva de Deus (Jesus).

Trindade - A doutrina cristã da Trindade não tem origem pagã. As religiões pagãs eram POLITEÍSTAS e PANTEÍSTAS, mas os trinitários são monoteístas. Os trinitários não são TRITEÍSTAS que acreditam em três deuses separados; eles são monoteístas que acreditam num deus manifesto em três pessoas distintas.

Jesus x Horus

Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro

Essa data foi criada pela Igreja católica no século III, época do imperador romano Constantino, que havia se convertido ao Cristianismo e resolveu cristianizar o povo.

Como a Igreja não conseguiu suprimir de vez os cultos pagãos, usou do artifício utilizado até hoje, o sincretismo, que é a assimilação das festas pagãs, então trocou-se as divindades por santos católicos.

Jesus nasceu no mês de Abib (calendário judaico) que corresponde ao mês de março/abril do nosso calendário. O próprio deus Horus, segundos os especialistas egípcios, não nasceu neste dia, a data provável é outubro/novembro que é o mês Khoiak, mas seu aniversário era comemorado no solstício de inverno que caía no dia 25 de dezembro.

Concepção virginal

Na mitologia grega Ísis não era tida como virgem quando concebeu Horus, mas sim viúva de seu marido Osíris. Conta a lenda que Isis era praticante de artes mágicas e se utilizou dela para engravidar:

Crucificação e ressurreição

Não há nenhum relato que Horus, ou qualquer outro deus, tenha sido alguma vez crucificado, muito menos morto e que depois de três dias ressuscitou.

Vitória sobre as trevas

Relação ente o relato da batalha entre Horus e Set e o encontro de JESUS e satanás no deserto. Segue o relato da batalha de Horus, que por si mesmo responde a questão:  durante a batalha entre os deuses, Horus rasga um dos testículos de Set, enquanto Set (às vezes chamado Seth) arranca fora um dos olhos de Horus. Set depois tenta provar seu domínio iniciando um “relacionamento” (não fica claro que tipo de relacionamento é esse, mas deduz-se que seja de cunho sexual) com Horus. Este pega o sêmen de Set em sua mão e lança isto em um rio próximo. Horus se masturba depois e esparrama o sêmen dele em cima de uma alface que Set consome. Set e Horus comparecem perante os deuses para proclamar o direito deles de reger o Egito. Quando Set faz suas reivindicações para dominar sobre Horus, o sêmen dele é achado no rio. Quando o domínio de Horus é considerado, o sêmen dele é achado dentro de Set e assim a Horus é concedido predomínio em todo o Egito.

Os doze discípulos de Horus:

Não há relato nos mitos egípcios que Horus tivesse doze discípulos e que estes o seguiam praticando milagres. Na verdade, essa “evidência” é tirada de representações do deus-falcão nas quais ele se encontra rodeada pelos doze signos zodiacais, visto que se trata de um deus-simbólico da religião de símbolos astrológicos tão populares na Antiguidade.

 

Erros de citações bíblicas:

- As doze tribos de Israel não são formadas só pelos irmãos de José, mas sim os dez irmãos e os dois filhos de José (Manasses e Efraim)

- O número de Juízes da Bíblias não são 12 e sim 14.

- Na Bíblia há registros de inúmeros profetas e não doze como informa o documentário.

- Israel não teve só 12 reis, mas sim 40, sendo 20 no reino do norte e 20 no reino do sul.

Jesus x Krishna

O nome Krishna significa em sânscrito “negro”, por causa do tom de pele (azul-escuro).

Cristo ou Messias significa “Ungido” e “Escolhido”.

Não há relato de nascimento virginal de Krishna mesmo porque é declarado na mitologia que seus pais geraram sete outros filhos antes dele. Sua mãe, Devaki, era casada com Vasudeva, um nobre nos tribunais da localidade de Mathura, e não um camponês ou carpinteiro. A profecia que diz respeito a concepção virginal do Messias, se encontra em Isaias 7:14, que foi escrito por volta do ano 700 a.c., mais ou menos 100 anos antes de Krishna; a lenda conta que um governante tirânico de nome Kansa decidiu matar não todas as crianças de uma cidade, mas somente os filhos de Devaki por causa de uma profecia de que um deles iria matá-lo; por conta disso, seus pais foram presos e Krishna nasceu não num estábulo ou coisa parecida, mas dentro da prisão, de onde foi posteriormente trocado por outra criança e dado a um pai adotivo; não há nenhum relato original de uma estrela apontando o nascimento dele e também, como se deveria esperar, de nenhuma visita de pastores de ovelhas na cadeia para adorá-lo.

Não há referencia alguma sobre morte por crucificação, mas por um acidente numa caçada, na qual um caçador o alvejou por engano; ele nem chegou a ser enterrado e segundo a lenda, ressuscitou imediatamente e somente o caçador viu isso.

Jesus x Attis

Outro deus mitológico cuja existência histórica não pode ser atestada e a análise do mito não permite correlação alguma com o Cristianismo.

Ele não ensinou nada que tenha a ver com Cristo e, como os outros pretensos salvadores, nunca foi crucificado, nem ressuscitou ao terceiro dia.

Não se encontra nesses mitos nenhum indicio do sacrifício expiatório que Cristo disse que veio realizar através de sua morte, ou seja, de que forma eles podem alegar que esses são “salvadores” como JESUS disse que era?

Nenhum desses personagens disse sequer uma vez que perdoava os pecados de uma pessoa como JESUS disse que fazia.

Nenhum deles disse que veio para dar sua vida em resgate do pecador como Cristo disse que veio.

O próprio conceito de pecado e pecador não existia nessas culturas sendo praticamente exclusivo do judaísmo.

 

Conclusão

As supostas similaridades das outras divindades são muito ridículas. Como por exemplo, achar alguma semelhança entre Cristo e seus ensinamentos com Dionísio, o deus grego do vinho e das orgias sexuais.

A grande responsável pela paganização do Cristianismo foi a própria e única Igreja da época, chamada Igreja Católica, que a partir do século III inseriu vários costumes e práticas pagãs, afastando-se do verdadeiro Cristianismo.

O que se viu foi um sincretismo que mesclou judaísmo, cristianismo e mitraísmo romano. Deste último, a igreja Romana copiou a hierarquia clerical e roupas para a distinção entre leigos e sacerdotes, entre eles: a mitra, estolas, etc. o nome Pontífice Máximo era designado ao sumo-sacerdote pagão de Roma.

No final do século IV iniciou-se a adoração a Maria e aos santos e mártires, dando início a substituição ao panteão grego/romano de deuses e semi-deuses.

Por volta do século VIII, o uso de imagens já estava difundido tornando o “Cristianismo” de Roma em nada diferente das religiões pagãs antigas.

 

E agora, o que você diz? Vai continuar acreditando na mentira?

"Uma mentira contata várias vezes faz com que as pessoas passem a acreditar que ela seja verdadeira"

Essa é a estratégia. Não se deixe envolver pelo engano.

 

Semelhança entre a "Maria" Católica e a divindade egípcia Ísis.

Continua … Parte II:   Astrologia e Mitologia

Para saber mais: Baixe o ebook "ZEITGEIST"

 

Bibliografia:

www.alwaysbeready.com

www.dc.golgota.org

www.oartigo.com

www.trincheiraespiritual.blogspot.com

www.wikepedia.com

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