Israel: o Relógio de Deus

Categoria (Israel e as Profecias) por Geração Maranata em 03-05-2010

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por Randy Thomas

Você Já se perguntou por que a minúscula nação de Israel está nos noticiários quase todos os dias? Por que quando Israel faz qualquer coisa, isso certamente produzirá uma manchete? Por que todo o foco da paz no Oriente Médio se centraliza em torno de Israel? Por que Israel, o que há de tão significante nesse minúsculo país mais ou menos do tamanho de Sergipe?

A Promessa

Bem, tudo começou com uma promessa, uma promessa de Deus, e Deus não seria Deus se não cumprisse suas promessas. Essa promessa de Deus foi dada há cerca de 4.000 anos atrás a um homem chamado Abraão. Qual foi a promessa e o que ela tem a ver conosco no século 20? Bom, a promessa foi:

“Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gênesis 12.1-3

Então Abraão empacotou suas coisas, carregou seus camelos e burros e deixou a terra em que cresceu. Deixou o povo que amara por toda sua vida e a proteção e conforto de seu próprio pai e família. Esse foi um grande passo de fé, mas ele confiou em Deus para manter sua promessa e Ele o fez!

Apesar de Abraão jamais ter visto essa terra, Deus cumpriu sua promessa através dos seus descendentes. Deus guiou os descendentes de Abraão a uma terra onde corriam leite e mel. Ele os abençoou, eles prosperaram e se tornaram uma grande nação. Assim como Deus prometeu, essa terra, a terra prometida, é hoje conhecida como Israel, pelo menos parte dela. Na verdade a terra que Israel ocupa hoje é apenas uma pequena parte da terra que Deus prometeu a Abraão. Apesar de Israel estar dispondo de parte de suas terra hoje, num futuro próximo eles receberão toda a terra que Deus prometeu a Abraão. Mas esta é outra história que veremos depois.

O Acordo de Arrendamento

Agora, que Israel era uma nação, eles ocuparam a terra. Eles não possuíam a terra, Deus sim, mas podemos dizer que Deus arrendou a terra a Israel. Como em todos os arrendamentos, havia um acordo de arrendamento, uma lista de leis e regulamentos que deveriam ser seguidos. Deus deu a Israel uma lista de leis e regulamentos sob as quais deveria se abrigar. Enquanto Israel obedecesse às leis, lhe seria permitido viver na terra. Imagine ter a Deus como seu senhorio. Uma lei em particular que Deus deu a Israel, dizia respeito à própria terra. A lei era a seguinte:

“Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra. Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; E ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento. Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. Neste ano do jubileu tornareis cada um à sua possessão.” Levítico 25.2-13

Essa regra devia estar nas letras miúdas, porque Israel jamais obedeceu. A regra diz basicamente que Israel podia cultivar a terra, plantar e colher seus frutos e aproveitar sua generosidade. Eles poderiam fazer isso por seis anos, mas a cada sete anos teriam que deixar a terra descansar. Sem plantio, sem colheita, mas qualquer coisa que crescesse lhes seria permitido comer e dar para seus animais. Não lhes seria permitido colher e vender sua colheita. Em segundo lugar, após sete desses períodos de sete anos (7×7 = 49) terem se completado, eles deveriam proclamar o 50º ano como um ano de Jubileu.

Um Tempo de Celebração

O ano de Jubileu seria um tempo especial, seria um ano de liberdade, não somente para a terra, mas também para o povo. A terra novamente deveria permanecer inativa, sem plantio, sem colheita. Todos os escravos deveriam ser libertados, propriedades devolvidas aos seus donos originais, famílias seriam reunidas.

Deus estabeleceu essas regras para que ninguém tivesse um débito excessivo e escravos não permanecessem cativos por mais que 49 anos. Esse era também um tempo para o povo de Israel dar graças e honrar a Deus por lhes permitir viver e se utilizar da terra. Se o povo tivesse obedecido a Deus, tudo estaria muito bem, mas o povo de Israel se tornou avarento e teimoso. Não houve nenhuma celebração. Eles estavam para ser despejados.

O Princípio dos Ais

Sendo Deus um senhorio gracioso e paciente, teve paciência com a desobediência de Israel e lhes deu uma chance após outra de seguir as regras que estabeleceu. Finalmente, Deus disse “já chega!” e retirou a benção e a proteção que havia lhes dado. Por centenas de anos eles haviam vencido batalha após batalha, conquistando todos os seus inimigos e amontoando grandes riquezas, posses e rebanhos. Eles eram temidos por todos os seus inimigos, pois podiam ver que a mão de Deus protegia os Israelitas. Com a remoção da proteção divina, Israel logo perdeu sua posição como Nação Soberana. Israel foi conquistado e destruído pelo rei Nabucodonosor da Babilônia pela primeira vez em 606 a.C.. As cidades de Israel foram dizimadas e o povo levado cativo, muitos como escravos. Nunca mais eles seriam uma nação soberana. Eles existiram em várias formas de províncias numa sucessão de impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.

O Golpe Final

O povo de Israel tentou retomar sua situação original e fizeram várias tentativas de se reagrupar e formar seu próprio governo, mas o golpe final veio em 70 A.D. A Legião Romana, sob as ordens de Tito, foi despachada para Jerusalém para derrubar a última de uma série de rebeliões Israelitas. Suas ordens eram para destruir Israel como uma nação e como um povo distinto. A história nos conta que mais de um milhão de Judeus foram mortos. O Templo Judeu foi completamente destruído. Os sobreviventes foram espalhados como escravos e até mesmo proibidos de se ajuntarem em grupos de mais do que três, sob pena de morte. Os Judeus foram espalhados pelos continentes Asiático e Europeu, humilhados e desprezados onde quer que fossem. Ficaram desabrigados, conhecidos como os Judeus Errantes. Onde quer que fossem sofriam perseguição, mas não se esqueceram da promessa que Deus havia feito a Abraão. Eles sabiam que em algum momento no futuro, Deus cumpriria Sua promessa e eles iriam novamente superar todos os revezes e se tornar a Grande Nação que Deus pretendia que fossem. Uma nação que seria uma benção para todo o mundo.

As 70 Semanas de Daniel

A mais impressionante profecia: Era um período muito escuro na história da nação de Israel. Um povo sem uma terra própria. A punição de Deus ao povo de Israel por sua desobediência veio através de uma restituição! Israel deveria restituir a Deus por não seguir a regra dos 7 anos para deixar a terra descansar. Deus determinou sobre o povo de Israel que este lhe devia 70 semanas de anos (7×70=490) ou 490 anos.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” Daniel 9.24-27

Nesse período de trevas surgiu um jovem profeta de Deus chamado Daniel. Ele foi usado por Deus como um facho de luz para relembrar ao povo de Israel Sua promessa. Sua luz ainda brilha hoje, para nossa geração, para nos mostrar que estamos nos aproximando do Tempo do Fim!

Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Jerusalém em 606 a.C. e voltou para casa com os melhores jovens de Israel. Um desses jovens se chamava Daniel. A Daniel foram dados pelo Reino Babilônico a melhor educação e o melhor treinamento possíveis. Daniel foi dotado por Deus de grande sabedoria e habilidades proféticas devido a sua grande fidelidade. Como de resultado de sua grande capacidade, Daniel foi promovido de escravo Judeu a conselheiro real e, mais tarde, Primeiro Ministro de toda a Babilônia, o maior de todos os impérios antigos.

Enquanto Daniel vivia no palácio real, o restante do povo Judeu vivia sob a jurisdição do exército Babilônico em Jerusalém. Havia um outro profeta de Deus, chamado Jeremias, que falou a esse povo. Jeremias declarou que, E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.” Jeremias 25.11

Anjo Gabriel

Enquanto Daniel orava por seu povo, Deus respondeu à sua oração enviando Seu Anjo Gabriel para lhe dar uma mensagem e o entendimento sobre eventos que ocorreriam no futuro. Daniel recebeu uma das mais impressionantes profecias já dadas a um homem. A profecia das 70 semanas de anos. Essa era uma visão do futuro, que incluía a vindoura rejeição de Jesus o Messias, a destruição de Jerusalém e os futuros impérios que dominariam o mundo.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.” Daniel 9.24

Este único verso resume a história Judaica, dos dias de Daniel ao retorno de Jesus Cristo. Foi dito a Daniel, “Setenta semanas foram determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade”. Os Judeus mediam o tempo em unidades, assim como os Gregos. Assim como nós usamos a palavra “década” para indicar um período de dez anos. Os Judeus mediam aos sétimos, ao invés de aos décimos como os Gregos. Assim, o Judaico ou Hebreu equivalente a uma década de dez anos era a palavra Hebraica shabua, ou “semana”, um período de sete anos. Setenta dessas “semanas” indicam um período de 490 anos. Então, a punição dada ao povo de Daniel, os Judeus, e à Cidade Santa de Jerusalém foi de 70 semanas ou 490 anos.

As Primeiras 69 Semanas

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.” Daniel 9.25-26

Quão Preciso é Daniel?

No final do século 19, Sir Robert Anderson, um inspetor aposentado da Scotland Yard revisou a profecia de Daniel das Setenta Semanas de Anos. Em seu livro, O Príncipe Vindouro, Anderson calculou as Primeiras 69 Semanas da profecia de Daniel. Daniel declarou que haveriam sete “sétimos” e sessenta e dois “sétimos” que perfazem 483 anos bíblicos (um ano bíblico é igual a 360 dias).

O Relógio Começa a Girar…

A história conta que em 14 de março de 445 a.C. um decreto foi expedido pelo rei Sírio Artaxerxes Longimanus, para reconstruir os muros de Jerusalém. Exatamente no dia 30 de março de 33 A.D. Jesus entrou em Jerusalém. Ao se aproximar de Jerusalém e ver a cidade, Ele chorou sobre ela e disse:

“Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.” Lucas 19.42-44

No ano 70 A.D., menos de 40 anos após a profecia de Cristo, o exército Romano sitiou Jerusalém, matando mais de um milhão de seus habitantes. A Legião Romana demoliu a cidade de Jerusalém, cumprindo completamente a profecia de Cristo de que “ não deixarão em ti pedra sobre pedra ” (Lucas 19.44). O Templo foi completamente destruído e demolido pedra por pedra para recuperar o ouro derretido que havia coberto suas paredes internas.

Ainda Está Confuso?

Pegue sua calculadora. Seguindo para trás a partir de nosso calendário, siga esses cálculos: De 14 de março de 445 a.C. (a data da ordem para reconstruir Jerusalém) até 14 de março de 32 A.D., são 476 anos de 365 dias cada, ou 173.740 dias. Some 24 dias de 14 de março de 32 A.D. até 6 de abril de 32 A.D. (Domingo de Ramos, o “corte” do Messias) – vinte e quatro dias. Então some 116 dias bissextos que ocorreram nesse período (calculados pelo Observatório Real, Greenwich, Reino Unido) – 116 dias. Esses números somados (173.740 + 24 + 166) totalizam 173.880 dias, a duração exata das 69 “semanas” de anos de Daniel (173.880 ÷ 360 ÷ 7 = 69).

Obs: utilizamos o ano 32 A.D., e não o ano 33 A.D., porque não existiu um ano 0 (zero). Portanto, para cálculos envolvendo as duas eras, precisamos subtrair um ano.

O Relógio Para de Girar…

Mas espere, eu pensei que você havia dito haverem 70 semanas, até aqui temos só 69 semanas. Correto, Deus parou seu relógio profético. A 70ª e última semana devida por Israel ainda está por vir. O período de sete anos de tribulação, a Septuagésima Semana de sete anos críticos, permanece por se cumprir em nossa geração. Em Daniel 9.24 nos é especificado que as “setenta semanas” foram decretadas sobre o povo de Daniel, os Judeus. As primeiras sessenta e nove semanas se relacionaram ao povo Judeu e ao testemunho de Deus ao mundo através do Seu Povo Escolhido. Em 70 A.D., Israel deixou de existir como nação e como povo, e tendo rejeitado o Messias, foram rejeitados por Deus como povo. A Septuagésima, e última, Semana de sete anos novamente focará sobre o lidar de Deus com Israel e o julgamento do mundo através de eventos que chamam a atenção.

360 x 7 = 2.520

Após a destruição de Jerusalém e a rejeição de Jesus como o Messias, os Judeus foram feitos cativos e dispersados pela Europa e Ásia; eles deixaram a Terra Prometida temendo ainda mais por suas vidas. Esse foi um período negro na história dos Judeus. Ainda assim, onde quer que vivessem, nunca esqueceram suas raízes nem a promessa que Deus fez a seus ancestrais de torná-los uma grande nação. A terra de Israel tornou-se um campo de dejetos, impróprio para pessoas e animais. Como notou Mark Twain, Israel se tornou um lugar desolado, árido e seco, onde não se viam árvores por quilômetros. A terra e o povo eram com um. Enquanto fossem obedientes a Deus, eles floresceriam. A desobediência provocou desespero e negação.

Por Quanto Tempo, Senhor?

Israel não se arrependeu de seu pecado ao final dos 70 anos de cativeiro em Babilônia. Alguns Judeus retornaram para a Terra Prometida, mas a maioria simplesmente se estabeleceu no Império Persa (Iran – Iraque). Então, quanto tempo até que Deus reunisse os Judeus e os restaurasse como a Nação de Israel? A solução para o mistério está em Levítico 26. “ E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então eu prosseguirei a castigar-vos sete vezes mais, por causa dos vossos pecados. ” Levítico 26.18. Em outras palavras, se Israel não se arrependesse, a punição prometida seria multiplicada por sete.

Houve um profeta de Deus chamado Ezequiel que, como Daniel, também foi capturado e levado para Babilônia. Ele ficou lá por cerca de 20 anos e, como Daniel, também conhecia as profecias de Jeremias de que o cativeiro em Babilônia duraria 70 anos. O Senhor apareceu a Ezequiel e lhe deu esta visão:

E tu toma uma sertã de ferro, e põe-na por muro de ferro entre ti e a cidade; e dirige para ela o teu rosto, e assim será cercada, e a cercarás; isto servirá de sinal à casa de Israel. Tu também deita-te sobre o teu lado esquerdo, e põe a iniqüidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás as suas iniqüidades. Porque eu já te tenho fixado os anos da sua iniqüidade, conforme o número dos dias, trezentos e noventa dias; e levarás a iniqüidade da casa de Israel. E, quando tiveres cumprido estes dias, tornar-te-ás a deitar sobre o teu lado direito, e levarás a iniqüidade da casa de Judá quarenta dias; um dia te dei para cada ano. ” Ezequiel 4.3-6

Então, vejamos: são 390 dias para a casa de Israel e 40 anos para a casa de Judá. São 430 anos, mas temos que subtrair os 70 anos que Israel serviu durante o cativeiro Babilônico. Assim, agora Israel devia a Deus 360 anos de punição, multiplicados por 7: 360 anos x 7 = 2.520 anos bíblicos, cada um de 360 dias. Mas quando os 2.520 anos de punição começaram? Da Bíblia e de outras fontes históricas, incluindo Flavius Josephus, o final do cativeiro Babilônico ocorreu na primavera de 536 a.C. Esta data será nosso ponto de partida.

2.520 anos bíblicos x 360 = 907.200 dias. Convertendo esse total para o nosso calendário de 365,25 dias, e dividindo em 907.200 dias chegamos a um total de 2.483,8 anos calendário. (nesses cálculos temos que ter em mente que só houve um ano entre 1 a.C. e 1 A.D.). Portanto, o final do cativeiro mundial de Israel ocorreria após um total de 2.483,8 anos se passarem a partir da primavera de 536 a.C.

Ossos Secos

O que fora outrora uma terra de onde fluíam leite e mel, era agora uma terra seca, nua e desolada. Um cemitério de coisas passadas, uma terra esperando por um milagre.

A Visão de Ezequiel…

A mão do SENHOR estava sobre mim, e Ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me colocou no meio de um vale; ele estava cheio de ossos. Ele me guiou por entre eles, e eu vi um monte de ossos no chão do vale, ossos que estavam muito secos. Ele me perguntou, “Filho do homem, podem esses ossos ter vida?” E eu disse, “Oh, SENHOR Soberano, somente Tu o sabes.” Então Ele me disse, “Profetiza a esses ossos e dize-lhes, ‘Ossos secos, ouçam a palavra do SENHOR! Isso é o que o SENHOR Soberano diz a esses ossos: Eu farei o fôlego entrar em vós, e vós vivereis. Eu vos darei tendões e porei carne sobre vós e vos cobrirei com pele; Eu vos darei fôlego, e vivereis. Então sabereis que Eu sou o SENHOR.’” Então, eu profetizei como me fora ordenado. E, enquanto eu profetizava, houve um barulho, um som de ossos se batendo, e os ossos se uniram, osso com osso. Enquanto eu olhava surgiram tendões e carne sobre eles, e pele os cobriu, mas não havia fôlego neles. Então, Ele me disse, “Profetiza ao fôlego; profetiza, filho do homem, e diga-lhe, ‘Isso é o que o SENHOR Soberano diz: Venha dos quatro ventos, oh fôlego, e sopra nesse defuntos, para que vivam.’” Assim eu profetizei como me ordenou, e o fôlego entrou neles; eles viveram e se colocaram sobre seus pés – um vasto exército. Então Ele me falou: “Filho do homem, esses ossos são toda a casa de Israel. Eles dizem, ‘Nossos ossos estão secos e nossa esperança se foi; nós fomos cortados.’ Portanto, profetiza e dize a eles: ‘Eis o que diz o SENHOR Soberano: Oh meu povo, Eu abrirei as vossas sepulturas e vos tirarei delas; Eu vos trarei de volta à terra de Israel. Então vós, meu povo, sabereis que Eu sou o SENHOR, quando Eu abrir as vossas sepulturas e vos tirar delas. Eu porei o meu Espírito em vós e vós vivereis, e Eu vos estabelecerei em vossa própria terra. Então saberei que Eu o SENHOR falei, Eu o fiz, declara o SENHOR.’” Ezequiel 37.1-14 (tradução livre da versão Inglesa Atualizada).

A Reunião, Um Milagre dos Dias Modernos

O Renascimento de Uma Nação

Deus lentamente começou a cumprir a visão de Ezequiel, de toda a terra os Judeus começaram a voltar para a terra prometida. Deus soprou novo espírito e vida nos Judeus. Em 14 de maio de 1948, exatamente 2.520 anos desde o fim do cativeiro Babilônico, os Judeus chocaram o mundo. Eles proclamaram a independência do renascido Estado de Israel, mesmo enquanto seis nações Árabes simultaneamente se preparavam para invadir o pequeno país e destruí-lo ao nascer. Em um súbito e não provocado golpe, os exércitos da Síria, Líbano, Egito, Iraque, Jordânia e forças voluntárias da Arábia Saudita, se lançaram sobre Israel. Era Davi contra Golias novamente. Para qualquer observador inteligente era óbvio que os Árabes fariam um trabalho rápido contra os menos preparados e menos armados Judeus. Seria necessário um milagre para Israel sobreviver.

Deus No Negócio dos Milagres

Pela Graça de Deus, despreparados e desequipados Israelitas foram vencedores. Humanamente falando, não há como explicar o bem treinado, pesadamente equipado exército Muçulmano que os sobrepujava em dez por um. A restauração de Israel é um milagre moderno de todas as formas. Sua contínua sobrevivência é um milagre ainda maior. Nunca na história tal coisa aconteceu. De estar espalhados sobre a terra por mais de 2.500 anos eles retornaram para o pedaço original de propriedade que Deus lhes havia prometido. Incrivelmente, sua cultura, costumes, leis religiosas e de dieta permaneceram intactos. E apesar de terem vivido sob condições terríveis em terras que não lhes pertenciam, um senso de nacionalismo sobreviveu em seus corações.

Uma Língua Morta Revive

Cumprindo as palavras do profeta Sofonias, mesmo a língua Hebraica, uma língua morta mesmo antes da ocupação Romana, é a língua oficial de Israel hoje.

Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, para que o sirvam com um mesmo consenso. ” Sofonias 3.9

O Hebraico prosaico e profissional, foi restaurado pelo estudioso Judeu Ben Yehuda no começo do século 20, mas não substituiu o Yiddish até 1948.

Tic… Tac… Tic… Tac…

Com a restauração de Israel em 14 de maio de 1948, Deus ligou o relógio profético novamente. Quando a Estrela de seis pontas de Davi acendeu sobre a recém-estabelecida nação de Israel, a contagem regressiva para o fim da era atual começou.

Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. ” Mateus 24.32-35

Na parábola da figueira, nos é mandado aprender sobre o tempo em geral logo antes do retorno de Jesus Cristo. Nós somos a geração que viu e testemunhou o renascimento de Israel.

Sem Engano

Não pode haver engano. O renascimento de Israel é o sinal chave ao redor do qual todos os outros sinais proféticos começam a aparecer. Nunca antes esse explicitamente predito evento apareceu na história. E não pode ser desfeito, Israel não pode deixar de ser uma nação, eles não podem parar de falar Hebraico novamente. Em outras palavras, uma vez que o renascimento de Israel foi posto em movimento, todos os outros eventos preditos se encaixam em seus lugares, e, todos eles levam a uma conclusão final. A Segunda Vinda de Cristo!

Maranata!

Extraído de www.olharprofetico

 

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