Uma nova moeda mundial

Categoria (Governo Mundial) por Geração Maranata em 02-08-2010

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Atualizado em 18-11-2011

por Geração Maranata

Nova Moeda Mundial

Imagem retirada do link: http://www.futureworldcurrency.com/ (uma das faces da moeda lembra um símbolo muito conhecido!)

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18 de novembrode 2011

ONU propõe nova moeda global para substituir o dólar

Um número de países, incluindo China e Rússia, têm sugerido substituir o dólar como moeda de reserva mundial 

O dólar deve ser substituído por uma nova moeda global, diz a ONU, a Organização das Nações Unidas, propondo uma das maiores mudanças econômicas internacionais da História desde a Segunda Guerra Mundial.

Em afirmações radicais, na Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), a Organização das Nações Unidas afirma que o atual sistema de moedas-correntes e as regras sobre o mercado de capitais internacional, o qual entrelaça a economia mundial, não estaria funcionando devidamente e seria o responsável pela atual crise financeira global. A ONU acrescentou ainda que o sistema atual, em que o dólar atua como moeda de reserva mundial, deve ser sujeito a uma reconsideração geral.

Apesar de países como a China e a Rússia, os quais vêm propondo ativamente substituir o dólar como moeda de reserva internacional, o relatório da UNCTAD é o primeiro a ser amplamente divulgado tendo a ONU como proponente de uma mudança econômica internacional de tamanhas e imprevisíveis proporções.

“Substituir o dólar por uma nova moeda internacional resolveria alguns dos problemas relacionados com o potencial de países com grandes déficits e ajudaria a estabilidade”, afirmou Detlef Kotte, um dos autores do relatório.

O relatório vem escrito em um tom impositivo, onde é dito que os Bancos Centrais teriam que intervir no sentido da instituição desta nova moeda global, caso contrário “terão que ser compelidos a agir dessa forma” por uma instituição internacional multilateral, como o Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

O dólar é apenas a “bola da vez” e tem realce devido ao fato de ser moeda referencial de valor há décadas. Todavia, todas as moedas correntes ocidentais e orientais estão debaixo de ameaça, pois a trama internacional trará à tona um novo meio de negociação, uma nova moeda internacional. Já se vê esse fato sendo mencionado com uma frequência cada vez maior. E uma das forças de destruição das moedas correntes atuais é a dívida das nações.

Fontes: 

http://www.telegraph.co.uk/finance/currency/6152204/UN-wants-new-global-currency-to-replace-dollar.html

http://criseinternacional.com/mundo/organizacao-das-nacoes-unidas-quer-nova-moeda-global.html
 

 

06 de agosto de 2011

Maior credor dos EUA, China pede nova moeda de reserva mundial

Agência de notícias oficial chinesa diz que nova divisa, estável e segura, pode ser opção para evitar catástrofe causada por um único país

XANGAI – A China condenou neste sábado, 6, as "míopes" disputas políticas nos Estados unidos quanto aos problemas de dívida norte-americana e afirmou que o mundo precisa de uma nova moeda de reserva mundial estável. "China, o maior credor da única superpotência do mundo, tem todo direito de exigir agora que os EUA discutam seus problemas de dívida e garantam a segurança dos ativos chineses em dólares", informou a agência de notícias oficial da China.

"Supervisão internacional quanto à questão de dólares dos EUA deve ser introduzida e uma nova moeda de reserva mundial, estável e segura, pode também ser uma opção para evitar uma catástrofe causada por um único país", acrescentou.

Os Estados Unidos perderam na sexta-feira sua nota máxima de crédito "AAA" concedida pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, em um dramático revés sem precedentes para a maior economia do mundo. A avaliação havia sido mantida nos últimos 70 anos e é a mais elevada do ranking. Agora, a avaliação de risco do crédito norte-americano de longo prazo passou para AA+.

A medida foi tomada três dias depois da sanção da lei que evitou a suspensão de pagamentos pelo governo americano que esboçou o plano de ajuste de US$ 2,1 trilhões nas contas públicas federais nos próximos dez anos.

Tesouro aponta erro de US$ 2 trilhões

A S&P havia notificado a Casa Branca sobre a decisão antes de anunciá-la, como sempre, de surpresa e após o fechamento dos pregões das bolsas americanas. O Tesouro americano argumentou à agência ter havido falha de US$ 2 trilhões nos cálculos sobre as projeções das contas públicas do país. Porém, nem o Tesouro nem a S&P se manifestaram publicamente sobre o possível erro de cálculo.

Por meio de um comunicado emitido na noite de ontem, a S&P advertiu sobre a possibilidade de novo rebaixamento, para AA, nos próximos dois anos, "se virmos que o corte menor das despesas em relação ao acertado, o aumento nas taxas de juros ou novas pressões fiscais durante o período resultam em uma trajetória mais elevada da dívida governamental do que a atualmente sugerida pela nossa base de dados". "O panorama sobre a avaliação de longo prazo é negativo", acentuou.

A agência atribuiu sua decisão às medidas fiscais acordadas entre o Congresso e a Casa Branca para garantir a estabilização da dívida em médio prazo. Para a S&P, elas são insuficientes para garantir a estabilidade fiscal do país e sua capacidade de pagar as dívidas. O governo dos EUA acumula US$ 14,3 trilhões em dívidas, o equivalente a mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB).

Até o momento, a agência de avaliação de risco Moody"s havia se manifestado com o possível rebaixamento da nota dos EUA, mantida em AAA desde 1917, em médio prazo. Mas se esquivara de tomar a iniciativa por enquanto, assim como a Fitch. Apenas a agência chinesa Dagong Global havia tomado a iniciativa nesta semana, ao reduzir a nota de risco dos EUA de A+ para A.

As agências de classificação de risco avaliam a capacidade de um emissor de dívida honrar o pagamento do papel que emite. Pode ser uma empresa, um governo ou um fundo de crédito, entre outras instituições. As agências são contratadas pelos próprios emissores da dívida para atribuir um rating (nota) aos títulos. Os emissores têm interesse em mostrar aos investidores a visão das agências sobre seus títulos. Com isso, aumenta a demanda pelos papéis. As três principais agências do mundo, pela ordem, são: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,maior-credor-dos-eua-china-pede-nova-moeda-de-reserva-mundial,79087,0.htm

 

12/07/2010

Moeda do Futuro Apresentado aos líderes do G8 – (traduzido pelo google translate)

A amostra do teste de "primeira" moeda do projeto internacional para uma nova moeda global virtual, dado o nome de projecto, "Future World Currency – eurodólar Unidos", foi apresentado como exclusividade aos Chefes de Estado e de Governo do G8 : Barack H. Obama, Medvedev Anatolyevich Dmitij, Gordon Brown, Nicolas Sarkozy, Angela Merkel, Silvio Berlusconi, Taro Aso, Stephen Harper, José Mauel Durão Barroso, Fredrik Reinfeldt.

O nome final e símbolo da nova moeda será decidida em uma competição para crianças em 1000 escolas de todo o mundo, organizado pelo Museo del Tempo.

A iniciativa começou em Itália e conta com o patrocínio do Gabinete do primeiro-ministro italiano e do Tesouro italiano. Embora o objetivo inicial é a de unir os Estados Unidos da América com os Estados Unidos da Europa, será também aberto a outros países.

O exemplo do Euro, que uniu países com histórias e culturas diferentes em uma mesma moeda, é um precedente concreto que demonstra como esse projeto pode de fato vir à vida e reunir as nações de vários continentes diferentes.

Ao enviar seus melhores desejos para o projeto de seu coordenador, Sandro Sassoli, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi ressaltou que, "É interessante que os jovens estudantes de diferentes países podem se envolver em um projeto internacional que ajuda a compreender certos aspectos da política econômica internacional, permitindo-lhes para se prepararem para a futura união monetária que esperamos. "

Em 1996, Sandro Sassoli concebeu a idéia do UFWC projeto, tendo tomado conselho de Arthur Schlessinger Júnior, ex-conselheiro do presidente John F. Kennedy.

Um júri internacional, composto por líderes mundiais, economistas, vencedores do prêmio Nobel e figuras do mundo da cultura e do jornalismo, terão a tarefa de selecionar e premiar os melhores trabalhos das crianças sobre a nova moeda.

A Casa da Moeda Real da Bélgica, uma das mais prestigiadas do mundo, foi a primeira a emitir um teste para a nova moeda, uma edição especial de ouro que foi apresentado ao G8.

A moeda foi desenhada por Luc Luycx, autor das faces das moedas de euro.

O projeto vai estudar segurança e medidas anti-falsificação, entretanto, a busca por soluções inovadoras para um "dinheiro" inteligente também está em andamento.

A moeda também será submetida a um teste importante: será exibida ao público em 2015 no Milan Expo Universal.

www.futureworldcurrency.

 

ONU defende criação de uma nova moeda mundial

07/09/09

A ideia não é nova e hoje ganhou um apoio de peso. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) defende a criação de uma nova divisa que diminua o peso do dólar no comércio internacional.

Num relatório hoje conhecido, este órgão da ONU defende ser necessária a criação de uma nova moeda internacional que proteja as economias emergentes da especulação financeira. O organismo também propõe a criação de um banco global que fique responsável pela gestão desta moeda, nomeadamente das taxas de câmbio.

Nesse documento, a UNCTAD diz mesmo "ser necessária uma intervenção equivalente à de Bretton Woods ou ao sistema monetário europeu" na seqüência da atual crise mundial, a mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial.

A sugestão de criação de uma nova moeda mundial partiu da China, Índia, Brasil e Rússia, países que viviam em 'boom' econômico e sentiram de perto a crise financeira no mercado imobiliário norte-americano

***

MOEDA MUNDIAL – China, Rússia e Brasil querem usar G8 para debater nova moeda mundial

Para países desenvolvidos, fórum não é adequado para discutir câmbio. Índia também está aberta à discussão sobre substituição do dólar.

08/07/2009

China, Rússia e Brasil vão usar a cúpula do G8 desta semana na Itália para defender a visão de que o mundo precisa procurar uma nova moeda de reserva global como alternativa ao dólar, disseram autoridades nesta terça-feira (7).

Entretanto, enquanto líderes do grupo dos oito países mais ricos e as maiores potências em desenvolvimento viajam para a Itália para o encontro de três dias que tem início na quarta-feira (8), parece improvável que o debate sobre a moeda tenha alguma menção específica nos documentos da cúpula.

Mas tanto a Rússia quanto o Brasil repetiram os pedidos da China para que um debate sobre a moeda global seja abraçado por líderes mundiais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que está bastante interessado em explorar "a possibilidade de novas relações comerciais não dependentes do dólar" e a Índia também se colocou aberta à discussão.

Debate sobre câmbio

Alemanha, França e Canadá, no entanto, descartaram um debate detalhado sobre moeda global na cúpula. Uma fonte do gabinete do presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que o G8 "não é de maneira geral o fórum (…) para discussão das taxas de câmbio".

O ministro de Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck, afirmou na segunda-feira (6) que o dólar tende a continuar como moeda de reserva global, mas que o iuan e o euro devem ganhar importância aos poucos.

O debate é bastante delicado nos mercados financeiros, que se preocupam com os valores de ativos norte-americanos. China e outros países, apesar de insistirem na discussão, agem com cautela para não derrubar o dólar e Lula disse que a moeda será vital "por décadas".

A China, que detém até 70% de suas reservas de US$ 1,95 trilhão em moeda norte-americana, ressalta que o dólar ainda é a mais importante moeda de reserva.

Mas o país acredita que uma confiança exagerada no dólar potencializou a crise financeira e vê o Direito Especial de Saque (SDR, na sigla em inglês) do Fundo Monetário Internacional (FMI), baseado em uma cesta de moedas, como alternativa viável para o futuro.

Fonte: Reuters

 

Medvedev apresenta amostra de nova moeda mundial

12/07/2009

“Este é o símbolo da nossa unidade e do nosso desejo de resolver os problemas em conjunto. (…) Aqui está ela. Podem vê-la e tocá-la”, disse o presidente da Rússia Dmitri Medvedev ao apresentar aos jornalistas a amostra da nova moeda global, durante uma conferência de imprensa em L’Aquila (Itália), após a cimeira das nações que integram o Grupo dos Oito (G8).

A agência russa RIA Novosti apresentou-a como o “exemplo” de “uma possível moeda global”. Por seu turno, a agência financeira norte-americana Bloomberg, referiu que a amostra ostenta a frase “unidade na diversidade”, foi cunhada na Bélgica e apresentada aos líderes do G8 pelo presidente russo durante a cimeira.

Medvedev esclareceu que a nova moeda será usada como meio de pagamento pelos cidadãos de todos os países do mundo e descreveu-a como a “futura moeda única mundial”. “Penso que é um bom sinal de que percebemos a nossa interdependência”, precisou.

As principais economias emergentes do mundo, sob a liderança da China e da Rússia, têm apelado repetidamente nos últimos meses para a necessidade de ser criada uma nova reserva monetária mundial que substitua o dólar e ponha fim à dominância financeira mundial dos Estados Unidos, desde 1944, data da assinatura do acordo de Bretton Woods.

A iniciativa de Medvedev pode ser entendida como um inteligente golpe de relações públicas destinado a dizer às principais potências mundiais que, apesar da sua resistência e cepticismo, os países emergentes, produtores de quase metade do PIB mundial, estão decididos a impor aos países ricos novas regras de governança das finanças globais.

http://www.lawrei.eu/MRA_Alliance/?p=4246

 

G8: Medvedev apresentou amostra da “moeda única mundial”

10/07/ 2009

“Este é o símbolo da nossa unidade e do nosso desejo de resolver os problemas em conjunto. (…) Aqui está ela. Podem vê-la e tocá-la”, disse o presidente da Rússia Dmitri Medvedev ao apresentar aos jornalistas a amostra da nova moeda global, durante uma conferência de imprensa em L’Aquila (Itália), após a cimeira das nações que integram o Grupo dos Oito (G8).

A agência russa RIA Novosti apresentou-a como o “exemplo” de “uma possível moeda global”. Por seu turno, a agência financeira norte-americana Bloomberg, referiu que a amostra ostenta a frase “unidade na diversidade”, foi cunhada na Bélgica e apresentada aos líderes do G8 pelo presidente russo durante a cimeira.

Medvedev esclareceu que a nova moeda será usada como meio de pagamento pelos cidadãos de todos os países do mundo e descreveu-a como a “futura moeda única mundial”. “Penso que é um bom sinal de que percebemos a nossa interdependência”, precisou.

As principais economias emergentes do mundo, sob a liderança da China e da Rússia, têm apelado repetidamente nos últimos meses para a necessidade de ser criada uma nova reserva monetária mundial que substitua o dólar e ponha fim à dominância financeira mundial dos Estados Unidos, desde 1944, data da assinatura do acordo de Bretton Woods.

A iniciativa de Medvedev pode ser entendida como um inteligente golpe de relações públicas destinado a dizer às principais potências mundiais que, apesar da sua resistência e cepticismo, os países emergentes, produtores de quase metade do PIB mundial, estão decididos a impor aos países ricos novas regras de governança das finanças globais.

MRA Alliance/Agências

 

Troca do dólar por nova moeda mundial é 'tendência', avaliam analistas

Nova divisa para as reservas internacionais foi proposta pela China.

Lula apoiou a ideia e disse que o Brasil não pode depender só do dólar.

A proposta feita pela China na semana passada de trocar o dólar por uma nova moeda como principal componente das reservas mundiais – dinheiro usado por cada país para fazer comércio com as demais nações e estabilizar sua economia – é possível e deverá ser uma tendência na economia mundial, na opinião de economistas ouvidos pelo G1.

“A troca é altamente viável porque minimiza o risco cambial entre os países. Com essa moeda, a chance de crises como a da Rússia ou dos “Tigres” asiáticos, no final dos anos 1990, seria muito menor”, afirma Otto Nogami, economista da escola de negócios Ibmec São Paulo.

“A tendência é que essa substituição aconteça porque há uma crescente preocupação com a desvalorização do dólar, conforme caminha a perda de hegemonia americana. O medo é que o governo americano desvalorize demais”, concorda Alcides Leite, professor de mercado financeiro da Trevisan Escola de Negócios.

Segundo ele, “essa crise está reforçando o fim da hegemonia total os EUA, e estamos caminhando cada vez mais para um mundo multilateral". "A moeda mais utilizada como moeda de troca global tende a seguir esse movimento de abertura. Talvez essa proposta já possa ser colocada em prática nos próximos anos."

A substituição do dólar por uma nova moeda que seria emitida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) foi proposta na semana passada pelo presidente do Banco Central chinês, Zhu Xiaochuan, em texto publicado no site da instituição. "A crise econômica que abalou o mundo evidencia as vulnerabilidades inerentes e os riscos sistêmicos no sistema monetário internacional", declarou.

Segundo Otto Nogami, a proposta da China surgiu a partir do perigo de desvalorização do dólar – moeda que constitui a maior parte das reservas do país, de quase US$ 2 trilhões.

“A partir do momento em que você está atrelado em grande parte a uma única moeda, está sempre sujeito ao perigo de uma desvalorização. Se os EUA quebrarem, como fica a China? Totalmente vendida”, questiona.

Sem coincidência

Kenneth Rogoff, ex-economista chefe do FMI, já declarou que não é coincidência que a China e outros países estejam ficando nervosos com a atual crise. “Eles estão percebendo que as reservas em dólar que possuem podem não valer tanto em 5 ou 10 anos”, afirma.

No entanto, ele diz que a adoção de uma nova medida seria gradual. “De modo algum ela suplantaria o dólar da noite para o dia”, analisa. Esse mecanismo também coloca o Brasil em perigo, uma vez que, a exemplo da China, as reservas são formadas principalmente em dólar por aqui.

A ideia do projeto chinês é que a nova moeda, ao não ser atrelada a um país específico, e sim composta de uma cesta com as maiores moedas do mundo, diminuiria o risco da turbulência. No entanto, a adoção da divisa dependeria da reformulação de alguns órgãos internacionais.

“O Banco de Compensações Internacionais (BIS) precisaria ser tranformado num verdadeiro Banco Central mundial”, diz Nogami. “Além disso, seria preciso aumentar a cesta que compõe o SDR (a moeda proposta pela China, atualmente formada por quatro divisas).Ela precisaria incluir a própria moeda da China, por exemplo”, completa.

Dependência

A adoção de uma nova divisa também já foi defendida por alguns pesos-pesados como o ganhador do Prêmio Nobel de economia, Joseph Stiglitz. “O sistema baseado em dólares é parte do problema”, disse ele em palestra na China na semana passada. “Nós precisamos de um sistema global de reservas."

O economista americano Joseph Stiglitz: defesa de um novo sistema internacional. (Foto: Wikipedia Commons)

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou suporte à proposta. "Me interesa que tenhamos mais de uma moeda de referência e que não continuemos dependendo apenas do dólar", afirmou Lula durante sua participação no encontro de cúpula do G20, em Londres, na última semana.

Lula também propôs ao presidente chinês Hu Jintao que as trocas comerciais entre os dois países passem a ser feitas tanto na moeda brasileira quanto na chinesa, a exemplo do que já acontece entre a China e a Argentina.

Consequências

Para os economistas, caso a troca de moedas fosse feita, os países emergentes – como o Brasil – sairiam ganhando.

“Para os emergentes, seria positivo. O Brasil poderia ter uma capacidade de financiamento maior a um custo menor, o que poderia aumentar o desenvolvimento econômico. As empresas e o setor público poderiam emitir títulos nessa nova moeda com aceitação mundial porque o Brasil obrigatoriamente teria participação importante nesse BC global”, afirma Leite, da Trevisan Escola de Negócios.

Já os EUA seriam os principais prejudicados. “Eles perderiam a capacidade de financiamento. Os EUA têm a vantagem de imprimir a moeda de referência. Todo o crescimento do consumo lá foi financiado pelos países emergentes, que exportam para os EUA. Na medida que a moeda mude, eles precisariam fazer o que os demais países fazem: equilibrar sua conta fiscal”, projeta o professor.

Lula durante encontro com o Presidente da China, Hu Jintao durante a cúpula do G20, na última semana (Foto: Ricardo Stuckert / Presidência).

Outro problema é que a troca poderia gerar inflação nos EUA. “Existe um excesso de liquidez de dólares no mercado. A medida que se fizesse essa transação, o dólar começaria a sobrar, voltaria ao país de origem e provavelmente geraria uma inflação interna”, diz Nogami, do Ibmec.

Levando em conta essas desvantagens, os EUA não iriam querer bloquear o processo? Para Leite, é “claro que eles EUA vão lutar contra isso", embora o país não possa unilateralmente forçar sua vontade. "Eles têm que levar em conta o que outros parceiros relevantes, como a China e os emergentes, pensam. Esse é um processo inexorável."

Exemplo europeu

Além disso, até os EUA poderiam se beneficiar de alguns aspectos da troca. “A Europa unificou a moeda porque o comércio era grande entre os países, mas eles tinham uma barreira nas operações cambiais. Isso aumentava custos e tornava o comércio menos fluido. Do mesmo modo, a tendência mundial é que chegue um ponto onde as vantagens dessa troca superem as desvantagens”, analisa o professor do Ibmec.

O próprio presidente do BC chinês, Zhu Xiaochuan, diz que a adoção de uma nova moeda poderia ajudar os EUA, uma vez que ajudaria a evitar futuras crises. Segundo ele, como outros países criaram suas reservas comprando dólares americanos, o Fed conseguiu “manter uma política irresponsável nos anos recentes, mantendo os juros baixos por tempo demais, o que ajudou a criar uma bolha no mercado imobiliário” – um dos principais motivos para a atual turbulência econômica.

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1072414-9356,00-TROCA+DO+DOLAR+POR+NOVA+MOEDA+MUNDIAL+E+TENDENCIA+AVALIAM+ANALISTAS.html

 

Mais informações:

http://en.wikipedia.org/wiki/World_currency

http://www.futureworldcurrency.com/

http://www.singleglobalcurrency.org/

 

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