A Bíblia merece confiança?

Categoria (Arqueologia, Defesa da Fé) por Geração Maranata em 26-09-2010

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A Bíblia é o livro mais bem preservado de todos os livros da antigüidade.  A preservação da Bíblia foi um trabalho realizado pelos os homens, porém não temos como deixar de ver a mão de Deus atuando e fazendo com que tenhamos em mãos a autêntica Palavra de Deus.

Frases como estas: “A Bíblia foi mudada com o passar dos séculos”; “Os papas e os sacerdotes de Roma mudaram toda a Bíblia"; "Os originais estão escondidos no Vaticano”; “Vários livros foram retirados da Bíblia”; “O problema com a Bíblia é que há muitas traduções”; “Há muitas Bíblias diferentes”.

Por trás de todas elas, há um só temor: que a mensagem de Deus, entregue no passado aos homens, tenha sido desfigurada e corrompida como tudo o que passa pela mão da humanidade. Há também a desconfiança do homem e da mulher comum, acostumados a ver manipulação da informação em muitas ocasiões, e imaginando que o mesmo poderia ter sido realizado com a Bíblia.

 

É verdade que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo?

Quando alguém fala da Bíblia como tendo sido alterada, é importante indagar em primeiro lugar, qual mudança o questionador tem em mente. Quando nos defrontamos com pessoas que têm esta dúvida, normalmente, a pessoa não pode citar nenhum caso específico de alteração. Fala-se muito sobre o Vaticano ou dos imperadores romanos. Outros falam de “livros proibidos” ou de “livros retirados ou perdidos” da Bíblia. Mesmo nestes casos, todas as referências são vagas e incertas. Pouquíssimos têm algo concreto a perguntar.

Quem não a conhece ou só tem conhecimento dela de segunda mão, muitas vezes por meio da imprensa sensacionalista, acaba desconfiando dela ou julgando que está corrompida, como os próprios meios de comunicação que lhe passaram informações falsas.

A aceitação da Bíblia como livro inspirado por Deus é um ato e decisão de fé: isto quer dizer que não se aceita este ensino sem confiar em Deus. Contudo, a Escritura não apela para a irracionalidade ou superstição. Quando estudamos a Bíblia à luz de certos conhecimentos humanos, percebemos facilmente a inspiração divina da Bíblia.

Se a Bíblia fosse um livro, “cheio de erros”, como dizem alguns, a afirmação de ser um livro inspirado por Deus estaria comprometida, pois, se um livro erra a todo instante, é obra humana e de pouco valor. Contudo, o que se observa é que a Bíblia é um livro “cheio de acertos” em todas as áreas do conhecimento humano: história, geografia, ciências biológicas, psicologia, etc. Embora a Bíblia não seja livro texto destas matérias, suas afirmações em cada uma destas áreas, sempre podem ser verificadas como correta.

Os críticos precisam eliminar a credibilidade na Bíblia, pois sem ela, eles se sentem à vontade para praticar todo tipo de atos perversos. A Bíblia é um tropeço na vida de tais pessoas, pois aponta e condena seus pecados que eles mesmos não querem largar.

Um dos modos mais usados para desacreditar a Bíblia é a criação de heresias para deturpar a mensagem dando a ela uma nova interpretação fora do contexto, como fazem várias religiões que neguem a inspiração divina da Bíblia, mas a usam para apoiar suas próprias doutrinas religiosas e com isso dar credibilidade a mesma. .

Mas é justo perguntar: a Bíblia merece crédito ?

A Bíblia pode resistir aos ataques que constantemente os críticos lançam contra ela?

Pretendemos usar a apologética propriamente dita, lançando mão de várias descobertas científicas principalmente arqueológicas como meio de refutação às criticas levantadas.

Outro fato são as profecias bíblicas. As profecias são uma das provas mais importantes a favor da inspiração Bíblica. Só um livro escrito sob a direção de Deus, poderia prever detalhes da história e, sobretudo, da carreira de Jesus na terra, com tanta precisão e antecedência.

 

A BÍBLIA MERECE CONFIANÇA POIS FOI BEM CONSERVADA

Os boatos sobre supostos erros da Bíblia baseiam-se no desconhecimento sobre como a Bíblia foi formada e como foi transmitida até hoje. Imagina-se que o processo de formação e transmissão da Bíblia desde a antigüidade até hoje, tenha sido um processo obscuro, cheio de falsificações e de interferências humanas.

A verdade é que a Bíblia atravessou os séculos, desde sua origem até hoje, em um processo que pode ser acompanhado pela análise da própria Escritura. A Bíblia foi redigida durante aproximadamente 1500 anos, desde o primeiro escritor, Moisés em 1440 a. C., até o último, o apóstolo João, que morreu pouco antes do ano 100 A.D. Depois disto, ela foi transmitida até nossos dias.

 

A integridade da evidência manuscrita

Como qualquer antigo livro que chegou a nós através de um grande número de manuscritos a pergunta que nos vem é se podemos confiar que eles são realmente como os originais. Vamos ver as comprovações que temos para a integridade dos livros do Novo Testamento?

Vamos comparar a evidência manuscrita para a Bíblia com outros escritos antigas de igual época.

a) Tácito, o historiador romano, escreveu seus Anais da Roma Imperial em aproximadamente D.C. 116. Só um manuscrito restou de seus trabalhos. Foi copiado em aproximadamente 850 D.C.

b) A Ilíada de Homero foi escrita ao redor de 800 A.C. Era tão importante para os gregos antigos como a Bíblia era aos hebreus. Há mais de 650 manuscritos que permanecem mas eles datam de 200 a 300 D.C. que são mais de mil anos depois que foi escrita.

 

Os Manuscritos

Um manuscrito é qualquer documento "escrito a mão", tradução literal do latim manu scriptum, em oposição a documentos impressos ou reproduzidos de outras maneiras, como a tipografia.

Autógrafos – 586 A.C. Jerusalém foi destruída pelo rei babilônico Nabucodonosor. Os judeus foram levados em cativeiro para a Babilônia. Eles permaneceram na Babilônia sob o Império Medo-persa e lá começaram a falar aramaico.

• 555-545 A.C. O Livro de Daniel 2:4 a 7:28 foram escritos em aramaico.

• 425 A.C. Malaquias, o último livro do Velho Testamento, foi escrito em hebreu.

• 400 A.C. Ez. 4:8 a 6:18; e 7:12-26 foram escritos em aramaico.

Papiros — Produzidos quando o movimento iniciado pelos discípulos de Jesus ainda era ilegal. Datam dos séculos II e III d.C e constituem valioso testemunho da veracidade do Novo Testamento, pois surgiram há apenas uma geração dos Autógrafos, que eram os Manuscritos originais.

Os mais conhecidos, que levam o nome de seus descobridores ou do local onde foram achados, são:

• Fragmento de John Rylands – [117 – 118 d.C] Encontrado no Egito em 1930. Contém parte do Evangelho de João;

• Papiros de Bodmer – [175 – 225 d.C] O p66 contém parte do Evangelho de João e data do ano 200; o fragmento p72 contém cópias de Judas e de I e II Pedro; e o p75 contém a mais antiga cópia do Evangelho de Lucas;

• Papiros Chester Beaty – [250 d.C] Contendo quase todo o Novo Testamento. O p45 contém os Evangelhos e o livro de Atos dos Apóstolos; o p46, a maior parte das cartas de Paulo; e o p47, parte do Apocalipse;

• Papiros de Oxirrinco [século III d.C] Diversos manuscritos encontrados no Egito em 1898.

• Manuscrito Oriental nº 4445 do Museu Britânico – trata-se de uma cópia do Pentateuco (Gênesis 39.20 a Deuteronômio 1.33) cujo texto remonta a 850 d.C.

Unciais — Manuscritos em caracteres maiúsculos, escritos em velino e pergaminho, constituem os escritos mais importantes do Novo Testamento dos séculos III a V. Existem cerca de 297 Unciais, entre eles:

• Códice Alexandrino – Data do século V;

• Códice Beza ou Cambridge – Cerca de 500 d.C; é o manuscrito bilíngüe mais antigo do Novo Testamento. Foi escrito em Grego e Latim;

• Códice Efraimita – Originou-se em Alexandria, no Egito, em cerca de 345 d.C;

• Códice Sinaítico [Álefe] – Data do século IV e possui poucas omissões;

• Códice Vaticano – É o mais antigo dos Unciais [325 – 350 d.C] e foi desconhecido dos estudiosos bíblicos até 1475, quando foi catalogado na Biblioteca do Vaticano. Contém a maior parte do Velho Testamento [Septuaginta / LXX] com os Apócrifos e o Novo Testamento em Grego;

• Códice dos Profetas Anteriores e Posteriores da Sinagoga Caraíta do Cairo. Foi escrito em Tiberíades em 895 d.C. Os Profetas Anteriores são: Josué, Juízes, Samuel, Reis. Os Profetas Posteriores são: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Os Doze (Profetas Menores).

• Códice Petropolitano, escrito em 916 d.C. (ou 930 d.C.), veio da Criméia. Contém apenas os Profetas Posteriores. Está na biblioteca de Leningrado (a antiga Petrogrado, donde deriva o nome Petropolitano).

• Códice de Alepo, de cerca de 980 d.C. contém todo o texto do Antigo Testamento. Era guardado zelosamente pela sinagoga sefárdica de Alepo. Foi contrabandeado em anos recentes da Síria para Israel. Será utilizado como base da nova Bíblia Hebraica, em preparo pela Universidade Hebraica, de Jerusalém.

• Códice de São Petersburgo (B 19a) Está na biblioteca de Leningrado (Rússia). Foi escrito cerca do ano 1000 d.C. Foi copiado no ano 1008-9 d.C., no Cairo. Este, por um tempo, foi o mais antigo manuscrito completo do Antigo Testamento com data conhecida. Ele é a base da moderna Biblia Hebraica Stuttgartensia.

Minúsculos — Manuscritos em caracteres minúsculos que datam dos séculos IX ao XV, somando mais de 4000 documentos, entre Manuscritos e Lecionários.

 

Manuscritos do Mar Morto

Os manuscritos mais antigos oriundos dos trabalhos dos Massoretas são dos anos 900 a 1000 d.C. Apesar de serem tão distantes dos originais, a arqueologia tem demonstrado que eles fizeram um bom trabalho ao preservar o texto hebraico. Os manuscritos encontrados no Mar Morto (pertenciam a uma comunidade de Essênios de Qumran) datados, em geral, de 100 a.C – 100 d.C., confirmam a exatidão do chamado Texto Massorético, embora haja mais de 1000 anos de distância entre estes achados arqueológicos e os mencionados manuscritos dos massoretas.

Os Manuscritos de Quram foram encontrados casualmente em uma gruta, nas encostas rochosas da região do Mar Morto, na região de Jericó, em março de 1947 por um pastor beduíno que buscava uma cabra perdida de seu rebanho. São jarros contendo manuscritos de inúmeros documentos dos Escritos Sagrados de uma seita judaica que existiu na época de Jesus, os Essênios. Várias outras grutas foram encontradas após este achado, com muitos outros documentos.

Esta foi considerada a maior descoberta de manuscritos da época moderna e a mais importante na região da Terra Santa.

Os Manuscritos ou Documentos do Mar Morto tiveram grande impacto na visão das Escrituras, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos Textos Massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelece que os documentos foram produzidos entre 168 a.C e 233 d.C Destacam-se, nestes documentos, textos do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um Targum [Paráfrase] de Jó.

Os famosos Manuscritos foram encontrados e revelaram algo admirável: tudo o que está escrito na Palavra de Deus é verídico! Estes Manuscritos antiquíssimos foram encontrados mais exatamente em Qumran. Neste lugar existem muitas cavernas, e como o local está num deserto, foi fácil esconder o material em jarros de barro lacrados, que foram postos nas cavernas.

Somente há cerca de 60 anos eles foram encontrados, e neste achado temos quase todo o Velho Testamento completo. Estes manuscritos só puderam resistir ao tempo porque foram colocados em potes de barro e lacrados. Um dos fatores que ajudou a sua conservação foi a baixa umidade da região e o isolamento dos manuscritos de contato com humanos. Os especialistas já examinaram grande parte dos manuscritos achados, porém nada há que possa nos surpreender ou mudar aquilo que temos como a Palavra de Deus.

Os críticos esperavam que esta descoberta revelasse coisas completamente diferentes das que possuímos na Bíblia. Para eles foi uma grande decepção! Os estudos revelaram sim, que há uma grande exatidão na Palavra que temos em nossas mãos, não havendo, realmente, nada de significativo a retirar-se ou a acrescentar-se à Bíblia.

O material de confecção dos manuscritos é o papiro, que é uma planta que nasce à beira dos brejos. Esta planta é como uma pequena cana, fina, que quando seu caule é cortado ao meio, entrelaçado com outros do mesmo tipo e prensado (para retirar a água da planta), ele forma uma folha de papel que era utilizada para escrever livros, mensagens, relatórios, etc. Isto é o que foi achado em Qumran e está exposto no "Museu do Livro" em Jerusalém.

Foram encontrados em Qumran cerca de 823 manuscritos, sendo que a maior parte é de livros bíblicos ou relacionados. Alguns manuscritos achados em Qumran, além do supracitado manuscrito de Isaías, são:

• O comentário de Habacuque (1QpHb) que tem apenas os capítulos 1 e 2, datado de cerca de 100-50 a.C.

• O rolo de Isaías da Universidade de Jerusalém (1QIsb) datado de cerca de 50 a.C. contendo parte do livro. Não confundir com o outro rolo de Isaías mencionado antes.

• Fragmentos de Levítico (1QLv) contém os capítulos 19-23. Este tem sido datado entre os séculos IV e II a.C. Está grafado com páleo-hebraico, uma forma arcaica de escrever.

• 4QSmª do livro de Samuel, datado do primeiro século a.C.

• 4QSmb, uma cópia de textos de Samuel, talvez seja o manuscrito mais antigo descoberto em Qumran. Datado de cerca de 225 a.C. ou antes, com uma ortografia primitiva.

• 4QXIIª é uma copia dos Profetas Menores datada do século terceiro a.C.

Há centenas de outros manuscritos de Qumran que podiam ser mencionados. Estes bastam, contudo, para mostrar que temos encontrado materiais muito antigos e que eles somente tem aumentado nossa confiança no texto bíblico, na certeza que ele foi bem preservado e transmitido até os dias de hoje.

 

Manuscritos do NT

Um famoso teólogo do início do século XIX, F.C.Baur, dizia que o evangelho de João só tinha sido escrito por volta do ano 160 d.C., negando a origem apostólica do documento. Porém no século XX foi encontrado um fragmento do evangelho de João, no Egito, datado de 125 d.C., derrubando completamente a teoria daquele "erudito". Este papiro (tecnicamente conhecido como Papiro 52), contém poucos versos do evangelho de João (18.31-33, 37-38), mas era o texto mais antigo do Novo Testamento que conhecíamos e mostra que o evangelho que havia sido escrito depois de 90 d.C. já tinha alcançado uma cidade do Egito em menos de 35 anos! É desta forma que as descobertas recentes confirmam o relato e o texto da Bíblia.

The Times, um famoso jornal inglês publicou em sua primeira página na véspera do natal de 1994 a notícia: “Um papiro que se acredita ser o mais antigo fragmento existente do Novo Testamento foi encontrado na biblioteca de Oxford” “Ele fornece a primeira prova material de que o Evangelho segundo Mateus é um relato de testemunha ocular, escrito por contemporâneos de Cristo”. A reportagem apoiava-se no trabalho de um respeitado estudioso bíblico alemão, o paleógrafo Carsten Peter Thiede. O papiro estava na biblioteca do Magdalen College (Faculdade Madalena), e havia recebido em 1953 uma datação errada, situando-o no fim do segundo século A.D., e portanto, não despertava atenção. A data atualmente proposta para este papiro é 50 A.D.! “Estes fragmentos são provas importantes da sofisticação e ambição institucionais da igreja antes da destruição do Templo, sugerindo uma bem planejada estratégia eclesiástica em ação nos meados do século I A.D”.

Os escritos do Novo Testamento se utilizaram do Grego Koiné (Comum – No sentido de mesmo idioma para todos), amplamente conhecido e utilizado no século I em conseqüência do império de Alexandre – O Grande. Esse idioma possuía muitos recursos lingüísticos e precisão técnica, não encontrados no hebraico, o que permitiu uma maior e mais rápida propagação dos textos entre os povos (Assim como o inglês moderno, nos tempos atuais). É plenamente aceitável dizer que o idioma grego foi escolhido pelo Espírito Santo para difundir a Palavra a todos os povos naqueles dias e nos atuais, pelas características inerentes ao idioma.

Os manuscritos originais [Autógrafos] não existem mais, e foram reconstituídos a partir de cópias produzidas pelos primeiros pais da Igreja. Também foram utilizados nesta reconstituição os livros Apócrifos, documentos considerados não inspirados e comentários documentais dos mesmos pais da Igreja que produziram as cópias. Os originais desapareceram principalmente devido à fragilidade do material utilizado para escrever os livros, e pela ilegalidade do movimento, em seu início, o que implicava perseguição à Igreja. A veracidade dos escritos, no entanto, pode ser comprovada historicamente pelos motivos abaixo:

• Existem cerca de 5.400 escritos do Novo Testamento;

• Inscrições e gravações em paredes, pilares, moedas e outros lugares são testemunhos do Novo Testamento;

• Lecionários, que eram livros muito utilizados nos cultos da Igreja, continham textos selecionados das Escrituras para leitura, incluindo o Novo Testamento [séculos IV e VI];

• O estilo dos escritos confere com aqueles utilizados no século I [Grego Koiné];

• Os Escritos de Marcos [50 a 70 d.C];

• Os escritos foram redigidos num momento muito próximo aos acontecimentos que os geraram;

• Os livros apócrifos, apesar de não canônicos, apresentam dependência literária dos textos canônicos, chegando a imitá-los no conteúdo e forma literária, e citam vários livros que compõem o Novo Testamento;

• Os primeiros pais da Igreja comentam e fazem citações de praticamente todo o Novo Testamento;

• Vários papiros contendo fragmentos do Evangelho de João foram encontrados no Egito, anteriormente datado do século II, porém hoje se sabe que a datação é bem anterior, cerca de 50 d.C.

 

A BÍBLIA MERECE CONFIANÇA, POIS ESTÁ BEM TRADUZIDA

Surge, então, uma questão. De que adianta uma Bíblia inspirada por Deus, bem conservada pelos séculos, mas que tem inúmeras traduções conflitantes? Na verdade, esta insinuação é falsa. A Bíblia é o livro mais e melhor traduzido no mundo, de todas as épocas.

Hoje, as traduções da Bíblia feitas por eruditos, especialistas nas línguas antigas e modernas têm dado cada vez mais certeza da compreensão da vontade de Deus e do evangelho.

Embora existam muitas igrejas e muitas doutrinas, elas não se baseiam em “diferenças de traduções da Bíblia”. Uma Bíblia publicada por uma editora católica, os irmãos de Jesus ainda são irmãos de Jesus, não foi mudança para “primos”, por exemplo. Eles não ousaram traduzir a palavra de outra forma. Nas notas de pé de página, há a explicação católica de que a palavra irmãos pode significar primos de Jesus. No caso de Atos 2.38, todas as traduções ensinam que o batismo é “para remissão de pecados”. Embora o mundo evangélico, em sua maioria, não aceite esta expressão, não ousam mudar sua tradução: em todas as Bíblias evangélicas em português, o batismo, em Atos 2.38, é “para remissão de pecados”.

 

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

Muitas são as objeções que se levantam contra a veracidade da Bíblia; objeções estas fincadas no naturalismo e ceticismo dos pressupostos da critica negativa.

Por muito tempo vários episódios descritos na Bíblia foram considerados não históricos. Contudo, descobertas após descobertas foram confirmando, fatos bíblicos que outrora considerado apenas lenda, era de fato historia real. Daremos um pequeno resumo logo abaixo:

Novas escavações, achados arqueológicos, escritos antigos, descobertas surpreendentes e avanços no conhecimento científico confirmam o que a Bíblia diz. Um recente documentário da BBC comprovou que o êxodo dos israelitas do Egito foi real.

Israel no Egito – O relato bíblico da saída do povo de Israel do Egito pode ser comprovado cientificamente. Segundo um documentário da televisão britânica BBC, os resultados de pesquisas científicas e os achados e estudos de egiptólogos e arqueólogos desmentem a afirmação de que o povo de Israel jamais esteve no Egito. Contrariamente às teses de alguns teólogos, que afirmam que o livro de Êxodo só foi escrito entre o sétimo e o terceiro séculos antes de Cristo, os pesquisadores consideram perfeitamente possível que o próprio Moisés tenha relatado os fatos descritos em Êxodo – o trabalho escravo do povo hebreu no Egito, a divisão do Mar Vermelho e a peregrinação do povo pelo deserto do Sinai. Eles encontraram indícios de que hebreus radicados no Egito conheciam a escrita semita já no século 13 antes de Cristo. Moisés, que havia recebido uma educação muito abrangente na corte de Faraó, teria sido seu sábio de maior destaque. E isso teria dado a ele as condições para escrever o relato bíblico sobre a saída do Egito, conforme afirmou também um documentário do canal cultural franco-alemão ARTE.

Segundo o documentário, algumas inscrições encontradas em palácios reais egípcios e em uma mina, bem como a descrição detalhada da construção da cidade de Ramsés, edificada por volta de 1220 a.C. no delta do Nilo, comprovariam que os hebreus realmente viveram no Egito no século 13 antes de Cristo. A cidade de Ramsés só existiu por dois séculos e depois caiu no esquecimento, portanto, o relato só poderia vir de uma testemunha ocular. Também as dez pragas mencionadas na Bíblia, que forçaram Faraó a libertar o povo de Israel da escravidão, não poderiam ser, conforme os pesquisadores, uma invenção de algum escritor que viveu em Jerusalém cinco séculos depois…

Muitas personagens bíblicas foram tidas como não históricas, mas que recentemente as descobertas tem mostrado que eram pessoas reais como bem descreve a Bíblia. Eis algumas:

Sargão: o arqueólogo francês Paul-Émile Botta em 1843 fez escavações em Corsabad e encontrou vestígios do "lendário" Sargão.

Belsazar: Tempos atrás o nome de Belsazar foi tido como lenda. Contudo no século 19 descobriu-se alguns cilindros com inscrições cuneiformes. O escrito mencionava uma certa oração ao filho de Nabonido cujo nome era Belsazar. Também havia a discrepância de que a Bíblia mencionava-o como rei, enquanto as inscrições o chama de filho de Nabonido, sendo ele na verdade um príncipe. Mas novas inscrições encontradas em escavações relatam a estreita união entre Belsazar e Nabonido na regência do reino. Também o nome rei podia ser dado mesmo a um regente abaixo do rei oficial. Escavações arqueológicas feitas na Síria descobriram uma estátua de um governante com duas inscrições em línguas diferentes, uma delas mencionava-o como governador a outra como rei.

Joaquim: Importantes inscrições babilônicas mencionam uma lista de rações dadas a um certo "Yaukin (Joaquim), rei de iahudu (Judá)".

Davi: A existência do rei Davi era considerada como lenda até 1993 quando foi descoberta uma pedra de basalto contendo a inscrição "Casa de Davi". Provando assim que se há uma casa (dinastia) de Davi, houve de fato um personagem real histórico que a deu origem.

Balaão: Em Deir Alá, localizado no vale do Jordão, foi descoberta uma inscrição aramaica de meados do século VIII, mencionando o vidente Balaão (Nm. 22-24).

Muitas cidades que outrora eram conhecidas apenas nos relatos bíblico foram desenterradas por escavações arqueológicas. Eis algumas delas:

Cidades antediluvianas: Eridu, Obeide, Ereque, Susa, Tepe Gawra, Sipar, Larsa tem sido desenterradas com utensílios da época ainda intactos, com isso muito dos costumes daqueles povos primitivos foram expostos ao conhecimento moderno.

Ur dos Caldeus: O arqueólogo Sir Charles Leonard Woolley descobriu Ur dos Caldeus.

Cidades Bíblicas como Faleg e Sarug, Nacor, Tare e Harã foram mencionadas em textos cuneiformes encontrados em Mari uma antiga cidade do século XIX a.C. Pelos arquivos do palácio de Mari as cidades de Harã e Nacor eram cidades florescentes em 1.900 a.C.

Siquém: "Escavações foram empenhadas em Siquém, primeiramente pelas expedições austríaco-alemãs em 1913 e 1914; posteriormente no período de 1926 a 1934, sob a responsabilidade de vários arqueólogos; e, por fim, por uma expedição americana no período de 1956 a 1972 […] A escavação na área sagrada revelou uma fortaleza na qual havia um santuário e um templo dedicado a El-berith, 'o deus da convenção'. Este templo foi destruído por Abimeleque, filho do juiz Gideão (Veja Jz 9) e nos proporcionou uma data confiável acerca do 'período teocrático'. Recentemente, nas proximidades do monte Ebal (Veja Dt 27.13), foi encontrada uma estrutura que sugere identificar um altar israelita. Datado do 13º ou 12º século a.C., o altar pode ser considerado como contemporâneo de Josué, indicando a possibilidade de o altar ter sido construído pelo próprio líder hebreu, conforme é descrito em Deuteronômio 27 e 28". (Horn, Siegfried H, Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p.40).

Arade: "Escavações realizadas por Y. Aharoni e R. B. K. Amiran no período de 1962 a 1974 comprovaram a existência de Arade – 30 km ao nordeste de Berseba" (The New Bible Dictionary, Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1962). "O local consiste em um pequeno monte superior ou acrópole onde as escavações revelaram ser a cidade da Idade do Ferro". (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper's Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

Susã: "Escavações conduzidas por Marcel Dieulafoy no período de 1884 a 1886 comprovaram a existência da cidade de Susã". (Douglas, J. D., Comfort, Philip W. & Mitchell, Donald, Editors. Who's Who in Christian History,Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992.)

Nínive: Em 1845, um explorador inglês A H Layard descobriu Nemrod que na Bíblia se chama Cale.  Nínive foi encontrada nas escavações de Austen H. Layard no período de 1845 a 1857.

Betel: "W. F. Albright fez uma escavação de ensaio em Betel em 1927 e posteriormente empenhou uma escavação oficial em 1934. Seu assistente, J. L. Kelso, continuou as escavações em 1954, 1957 e 1960" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper's Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

Dafca: onde ficava a mina de Ramsés II foi descoberta por Flinders Petrie, arqueólogo inglês em 1904.

Cades-Barnéia: (Deut. 1.19) Esta antiga cidade Bíblica tem sido identificada com Ain Kadees, um oásis.

Hititas: Duvidava-se da existência deste povo até uma escavação feita em 1905 descobrir uma enorme quantidade de inscrições cuneiformes. A tradução mencionava um povo cuja Bíblia chamava de filhos de het. Os escombros das cidades hititas foram expostos ao mundo novamente.

As muralhas de Jericó: O dr. John Garstang, diretor da Escola Britânica de Arqueologia de Jerusalém e do Departamento de Antiguidades do governo da Palestina (1930-36), descobriu em suas escavações que o muro realmente "foi abaixo"; caiu, e que era duplo. Os dois muros ficavam separados um do outro por uma distância de cinco metros. O muro externo tinha dois metros de espessura e o interno, quatro metros. Os dois tinham cerca de dez metros de altura. Eram construídos não muito solidamente, sobre alicerces defeituosos e desnivelados, com tijolos de dez centímetros de espessura, por trinta a sessenta centímetros de comprimento, assentados em argamassa de lama. Eram ligados entre si por casas construídas de través na parte superior. Garstang verificou também que o muro externo ruiu para fora, pela encosta da colina, arrastando consigo o muro interno e as casas, ficando as camadas de tijolos cada vez mais finas à proporção que rolavam ladeira abaixo. O dr. Garstang pensa haver indícios de que o muro foi derribado por um terremoto, o que pode ser, perfeitamente unia conseqüência da ação divina.

Jericó: "Jericó foi a mais velha fortaleza escavada". (Horn, Siegfried H. Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p. 37). "A cidade de Jericó é representada hoje por um pequeno montículo de área […1 A cidade antiga foi escavada por C. Warren (1867), E. Sellin e C. Watzinger (1907-09), J. Garstang (1930-36), e K. Kenyon (1952-58)". (Achtemeier, Paul J., Th.D. Harper's Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985). "A primeira escavação científica em Jericó (1907-9) foi feita por Sellin e Watzinger em 1913". (The New Bible Dictionàry Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1962).

Dã – "A escavação de Dá começou em 1966 sob a direção de Avraham Biran". (Horn, Siegfried H., Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p.42). "Primeiramente chamada Laís, esta cidade é mencionada nos textos das tábuas de Mari e nos registros do faraó Thutmose III, no século XVIII a.C. É identificada como Tel Dá (moderna Tell el-Qadi) e localiza-se no centro de um vale fértil, próximo de uma das principais fontes de alimentação, o Rio Jordão […] Tel Dá tem sido escavada por A. Biran desde 1966. A primeira ocupação no local remonta ao terceiro milênio antes de Cristo". (Achtemeier, Paul J., ThU, Harper's Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

Cafarnaum – "Cafarnaum foi identificada desde 1856 e, a partir de então, tem sido alvo de escavações nos últimos 130 anos" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

Corazim – "Escavações na atual cidade deserta indicam que ela abrangeu uma área de doze acres e foi construída com uma série de terraços com o basalto da região montanhosa local" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper's Bible Dictionary San Francisco: Harper ando 10.

Éfeso – "Arqueólogos austríacos encontraram em escavações, no século passado, um teatro de 24.000 assentos, bem como muitos outros edifícios públicos e ruas do primeiro e segundo séculos depois de Cristo, de forma que a pessoa que visita o local pode ter uma boa impressão da cidade como foi conhecida pelo apóstolo Paulo" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

Jope – "Durante escavações no local da antiga cidade de Jope (XIII a.C.) o portão da fortaleza foi descoberto…" (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper's Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

Edom  (atual Petra ) – Sua descoberta ocorreu em 1812 graças ao explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt.

 

A Criação

Alega-se por vezes que as narrativas de Gênesis não passam de um refinamento de lendas de povos pagãos.

Os primeiros relatos de Gênesis sobre a criação, um jardim paradisíaco, a queda do homem, a árvore da vida, o dilúvio, a arca e a dispersão das raças tem encontrado paralelo em vários documentos extrabíblicos.

A queda do primeiro casal é relatado em documentos da Pérsia, Babilônia, Índia, Grecia, China etc… Os detalhes incrementados com cores politeísta dão o toque diferencial entre estes e o documento mosaico. No entanto, de modo geral, a mensagem central transmitida é sempre a mesma: o primeiro casal eram livres, andavam nus, mas em dado momento ofenderam os deuses e caíram no desfavor destes. Dois antigos sinetes babilônicos mostram a figura de um homem e uma mulher nus seguidos por uma serpente.

Apesar de documentos como Enuma Elish, e os épicos de Atrahasis e Gilgamesh mostrarem um paralelo incrível com Gênesis, no entanto, não podemos ver nisso nada mais que distorções de eventos reais. Não há de supor que os eventos descritos em Gênesis são apenas plágios refinados ao gosto mosaico destes documentos.

Contudo, estudiosos ao analisarem tais documentos viram que existem mais diferenças que similaridades. "No Oriente Médio antigo, a regra é que relatos ou tradições simples dão lugar (por acréscimo ou adorno) a lendas elaboradas, mas não o inverso."

Merryl Unger explica que "Suas semelhanças se devem a uma mesma herança, onde cada raça de homens manteve, de geração em geração, os históricos orais e escritos da história primeira da raça humana."

Também a incrível precisão cientifica do livro atesta contra todas essas alegações. Como explicar que no geral Gênesis se enquadra fielmente na ordem que a moderna ciência dá aos eventos da criação?

 

O Dilúvio

Os críticos dizem que o dilúvio é apenas um plágio de antigas lendas pré-históricas.

Antigamente era objetado que o dilúvio bíblico era algo fictício. Todavia, com a descoberta do Épico de Atrahasis e Gilgamesh que relatavam antigas histórias de um dilúvio, o pêndulo dos céticos oscilaram para outro lado: o de insinuar que o dilúvio bíblico a exemplo da criação, fora um plágio destas narrativas. Fora estes dois relatos encontramos ainda vestígios de um dilúvio nas literaturas de vários povos do mundo tais como os gregos, hindus, chineses, mexicanos, algonquinos, havaianos, sumerianos, guatemaltecos, australianos e muitos outros povos ainda.

Escavações levadas a cabo pelo arqueólogo Woolley, encontraram a colina de Ur e descobriram camadas de limo acima do nível do rio. O mar havia depositado restos de pequenos animais marinhos naquele lugar.

"Ao pé da velha torre escalonada dos sumérios, em Ur, no baixo Eufrates, podia-se descer por uma escada ao fundo dum estreito poço e ver e apalpar os restos de uma imensa inundação – uma camada de limo de quase três metros de espessura. E pela idade das camadas que indicavam estabelecimentos humanos e nas quais se podia ler o tempo como calendário, podia-se também determinar quando tivera lugar essa inundação. Ocorreu pelo ano 4.000 a.C.!" (E A Bíblia Tinha Razão… pg.45). Outras escavações foram feitas em Quis cidade próxima à Babilônia, assim como em Fará e Nínive, em todas elas constavam vestígios de uma inundação repentina.

Tirando os detalhes fictícios o Épico Gilgamesh, narra de forma incrível como se deu este dilúvio. Até mesmo a situação geográfica da tempestade e seus fenômenos meteorológicos. Segundo a narração tudo indica que ocorreu um gigantesco ciclone que culminou no dilúvio. Fenômenos naturais em escala menor ainda é visto em muitas ilhas como na Baia de Bengala que em 1876 adentrou 141 milhas à terra com ondas de até 15 metros de altura matando centenas de pessoas.

Outro fato interessante é que o principal veículo de escape de Noé é associado intimamente com o diluvio por tais documentos extrabíblicos. Os documentos babilônicos falam dele como um barco em que um homem escapou da terrível catástrofe. Este barco teria aterrado em um monte.

Sendo assim, aqueles que identificam o dilúvio com a ultima grande modificação acontecida ao fim da Era Glacial, em 7.500 a.C coloca o inicio da humanidade em tempos bem mais recuado. Segundo esta teoria, o derretimento do gelo represado no Mar Negro causou um síbito e violento vazamento de água, submergindo as terras férteis da Europa Central. Teoria proposta pelos oceanógrafos William Ryan e Walter Pitman, da Universidade Columbia.

 

Jesus

Fontes Não-Bíblicas Atestam a Historicidade de Jesus:

Flávio Josefo (37-100 d.C.).   O historiador Josefo que viveu ainda no primeiro século (nasceu no ano 37 ou 38 e participou da guerra contra os romanos no ano 70, escreveu em seu livro Antiguidades Judaicas:  "(O sumo sacerdote) Hanan reúne o Sinedrim em conselho judiciário e faz comparecer perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo (Tiago era o nome dele) com alguns outros" (Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XX, p.1, apud Suma Católica contra os sem Deus, dirigida por Ivan Kologrivof. Ed José Olympio, Rio de Janeiro 1939, p. 254). E mais adiante, no mesmo livro, escreveu Flávio Josefo: "Foi naquele tempo (por ocasião da sublevação contra Pilatos que queria servir-se do tesouro do Templo para aduzir a Jerusalém a água de um manancial longínquo), que apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo — homem. Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado; e quando Pilatos, por denúncia dos notáveis de nossa nação, o condenou a ser crucificado, os que antes o haviam amado durante a vida persistiram nesse amor, pois Ele lhes apareceu vivo de novo no terceiro dia, tal como haviam predito os divinos profetas, que tinham predito também outras coisas maravilhosas a respeito dele; e a espécie de gente que tira dele o nome de cristãos subsiste ainda em nossos dias". (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Antiguidades Judaicas, XVIII, III, 3 , ed. cit. p. 254). (1, pg. 311 e 3).

Tácito (56-120 d.C.) –  Tácito, historiador romano, também fala de Jesus. "Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela" (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)

Suetônio (69-122 d.C.) –  Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio "expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de desordem"; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: "Os cristãos, espécie de gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício" (Suetônio, Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 311; 3)

Plínio o Moço (61-114 d.C.) – Plínio, o moço, em carta ao imperador Trajano (Epist. lib. X, 96), nos anos 111 – 113, pede instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo. (4, pg. 106).

Talo (52 d.C) – O historiador samaritano é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo indiretamente. Tentando dar uma explicação natural para as trevas que ocorreram na crucificação de Jesus, diz:  "O mundo inteiro foi atingido por uma profunda treva; as pedras foram rasgadas por um terremoto, muitos lugares na Judéia e outros distritos foram afetados. Esta escuridão Talos, no terceiro livro de sua História, chama, como me parece sem razão, um eclipse do Sol."  Tanto os escritos de Talo, como de Flêgão, não existem mais, alguns fragmentos foram preservados nos escritos de Júlio Africano (220 d.C)

Mara Bar-Serapião – 73 d.C (?) – Um sírio escrevendo ao seu filho Serapião sobre a busca da sabedoria, menciona a Cristo como sábio, embora não o mencione pelo nome, mas apenas como "rei dos judeus". Diz ele:   "Que vantagem tem os judeus executando seu sábio rei?…O rei sábio não morreu; ele vive nos ensinos que deu."

Tertuliano (155-220 d.C.) – Escritor latino. Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. (6). Ele escreveu: "Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo…".

Os Talmudes Judeus – A tradição judaica recolhe também notícias acerca de Jesus. Assim, no Talmude de Jerusalém e no da Babilônia incluem-se dados que, evidentemente, contradizem a visão cristã, mas que confirmam a existência histórica de Jesus de Nazaré. (6)

 

Notícias Arqueológicas:

Arqueólogos: Encontrado Local do Templo

Fonte: http://www.cafetorah.com/Descobertas-Arqueologicas-no-Monte-do-Templo

Uma equipe de arqueólogos foram aos meios de comunicação em Israel e solicitaram dramaticamente uma intervenção do governo, pois o Waqf estaria realizando obras ilegais e destruindo as provas da presença do Grande Templo construido por Herodes no local do Primeiro Templo que foi erguido sob as mãos do Rei Salomão.

Segundo os arqueólogos, a construção do canal pela autoridade islâmica revelou uma parede de sete metros de comprimento que seria parte do edifício do Grande Templo.

JERUSALÉM (AFP) — Restos do segundo templo de Herodes podem ter sido encontrados em Jerusalém

Vestígios do segundo templo de Herodes foram presumivelmente descobertos durante trabalhos de escavação realizados na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, informou nesta quinta-feira a rede de televisão pública israelense.

Um grupo de arqueólogos de Israel esteve no canteiro de obras destinadas a estabelecer um sistema de canalização -, realizadas pelo Waqf islâmico, o organismo de bens muçulmanos que supervisiona os locais sagrados para instalar suas infra-estruturas, acrescentou a televisão, que divulgou imagens de uma escavadeira no sítio da suposta descoberta.

Os restos consistem num "muro maciço de sete metros de comprimento", disse na televisão a arqueóloga Gaby Barkai, da Universidade Bar Ilan, perto de Tel Aviv, que pediu ao governo israelense a paralisação dos trabalhos.

A canalização feita pelo Waqf na Esplanada tem 1,5 metro de profundidade por 100 metros de comprimento.

O departamento nacional de antigüidades não comentou o achado.

A Esplanada da Mesquitas, onde ficam templos como o Domo da Rocha e a Mesquita de Al Aqsa, no setor oriental de Jerusalém ocupado e anexado por Israel, é o terceiro lugar santo do Islã, junto com as cidades de Meca e Medina, na Arábia Saudita.

Os judeus a chamam de Monte do Templo, o local mais venerado do judaísmo, onde existiu o segundo templo de Herodes, destruído pelos romanos no ano 70 da era cristã e do qual só resta o muro ocidental, conhecido como o das Lamentações.

 

Judeus e árabes: irmãos

Fonte: http://www.zaz.com.br/istoe/1598/ciencia/1598judeus.htm

Pesquisa mostra parentesco profundo entre adversários, apontando uma ancestralidade comum.

Estudando o cromossomo Y –aquela herança genética que é passada apenas de pai para filho sem nenhuma modificação –, obteve-se a confirmação científica de que todas as comunidades judaicas espalhadas hoje pelo mundo têm forte parentesco não apenas entre si, mas também com palestinos, sírios e libaneses. A pesquisa revela que todos esses povos possuem um ancestral comum: uma população que teria habitado o Oriente Médio há quatro mil anos.

O estudo também mostra que todas essas comunidades judaicas conseguiram manter praticamente intacta sua identidade biológica, mesmo tendo migrado para regiões tão distintas do planeta.

Para entender essa técnica é preciso voltar às origens da evolução humana, quando todos os cromossomos Y foram perdidos, à exceção de um, cujos poucos donos não tiveram filhos ou só filhas. Assim, todos os cromossomos Y de hoje são descendentes de um único “Adão genético”, que teria vivido há 140 mil anos. Então, se nada tivesse mudado, hoje todos os homens do planeta teriam o mesmo cromossomo Y. Mas ao longo desses milhares de anos aconteceram pequenos erros na sequência genética desse cromossomo. Erros que se reproduziram de geração em geração. São justamente esses pequenos erros que formam a assinatura que os cientistas procuram para identificar a ascendência genética das mais

O próprio Hammer não deixa de apontar as semelhanças entre os resultados de sua pesquisa e o relato do Gênesis. A afinidade genética entre judeus e árabes lembra o relato de como Abraão se tornou pai de Ismael, filho da empregada de sua mulher, Sara, que não podia ter filhos. Ou, então, quando Sara acabou conseguindo conceber Isaac. Embora os muçulmanos tenham uma versão diferente para a mesma história, o fato é que também consideram Abraão e Ismael, ou Ismail como chamam, seus patriarcas.

 

Fontes pesquisadas:

http://sites.google.com/site/ochamadodeus

http://www.cacp.org.br/

http://pt.wikipedia.org/

 

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