Nasa: Tempestade Geomagnética e Manchas Solares

Categoria (Sinais Proféticos) por Geração Maranata em 28-10-2010

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Nasa divulga foto de supermancha solar

Filamento magnético é mais largo que distância entre a Terra e a Lua.

Outubro/2010

Agência espacial americana mantém 18 missões para estudar o Sol.

A foto acima, divulgada nesta quinta-feira (21/10/2010) no site da Nasa, a agência espacial americana, mostra a mancha solar 1112, de alta expansão, lançando labaredas ao espaço. Por enquanto, nenhuma das explosões produziu uma substancial ejeção de massa coronal em direção à Terra. Ejeções de massa coronal são “cuspes solares” que se estendem por centenas de milhares de quilômetros na atmosfera externa do Sol, a coroa solar. Mas um grande filamento magnético está cortando o hemisfério sul solar. O filamento é tão grande que abarca uma distância maior que aquela que separa a Terra da Lua.

Ejeções de massa coronal podem causar problemas na Terra. As partículas de energia podem danificar satélites, causar problemas de comunicação e navegação em aviões, interromper o fornecimento de energia em residências e indústrias – e pôr em risco a saúde de astronautas.

Atividade solar pode interferir com comunicações na Terra até 2012, dizem cientistas

Fevereiro/2010

Segundo pesquisadores, fenômeno aparece após três anos com a mais baixa atividade solar em quase um século.

A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.

Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.

A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.

Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

‘Maluco’

“Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade”, afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

“O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais”, explica Couper.

“Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá”, diz a astrônoma.

Sem explicações

Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.

Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.

A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa

Cientistas prevêem que pico do ciclo solar ocorrerá em 2013

Junho/2009

Todos que acompanham as notícias sobre as tempestades solares sabem que o nível atual de atividade do Sol está bem baixo, o que significa poucas tempestades geomagnéticas aqui na Terra. Agora, uma comissão internacional de pesquisadores lançou uma nova previsão de atividade, prevendo um número de manchas solares abaixo da média.

O estudo, elaborado por dezenas de cientistas de nove instituições diferentes prevê que o atual ciclo solar 24 deverá atingir seu pico em maio de 2013, com aproximadamente 90 manchas solares, o menor valor desde 1928 durante o ciclo solar 16, quando o número de manchas solares atingiu o máximo de 78.

"Apesar dos modelos indicarem ser este um ciclo solar fraco ou abaixo da média, não significa que a atividade solar seja fraca", disse Doug Biesecker, diretor da comissão e cientista chefe do Centro de Previsão de Tempo Espacial, da Universidade de Boulder. "Mesmo os ciclos abaixo da média são capazes de produzir severas tempestades solares. A grande tempestade geomagnética de 1859, por exemplo, ocorreu em um ciclo da mesma magnitude do que estamos prevendo para 2013", disse o pesquisador.

Nova Previsão

A atual previsão é uma revisão daquela divulgada em 2007, quando os pesquisadores acreditavam que o mínimo solar ocorreria em março de 2008, seguido por um forte máximo em 2011 ou um fraco máximo em 2012. Na ocasião, diversos modelos computacionais geraram previsões, deixando os pesquisadores em dúvida sobre os valores corretos.

"Isso nos mostrou que nenhum dos modelos estava correto", disse Dean Pesnell, que representa o Centro Espacial Goddard, na Nasa. "O Sol está muito estranho e se comportando de maneira inesperada, mas de um jeito muito interessante", disse Pesnell.

Desde 2007 o Sol está anormalmente quieto, com pouca ou quase nenhuma atividade eletromagnética. No entanto, nos últimos meses pequenas manchas, ou proto-manchas, parecem surgir com maior frequência no disco solar e enormes correntes de plasma na superfície estão ganhando intensidade. Emissões eletromagnéticas, apesar de fracas, também já estão sendo detectadas pelos radiotelescópios. No entender de Pesnell esses sinais são uma clara evidência de que o Sol está acordando e dão maior sustentação às previsões, que agora são quase unânimes entre os cientistas.

Entendendo

Para quem não sabe, a cada 11 anos o Sol passa por momentos alternados de alta e baixa atividade eletromagnética, conhecidos por mínimos e máximos solares. Esse período é chamado de ciclo solar ou de Schwabe e desde que as observações começaram a ser feitas já foram contados 23 ciclos até o ano de 2007.

Durante o máximo solar, grandes manchas e intensas explosões ocorrem quase diariamente. As auroras surgem nas latitudes médias e violentas tempestades de radiação danificam os satélites em órbita. A última vez que isso ocorreu com tal intensidade foi entre os anos de 2000 e 2001.

No Mínimo Solar ocorre o contrário. Quase não existem flares solares e podem passar semanas sem que uma única mancha quebre a monotonia do disco solar. É exatamente esse o momento atual que estamos passando, o início do ciclo solar 24.

A mais intensa

A tempestade geomagnética mais intensa que se tem registro foi denominada Evento Carrington e ocorreu entre agosto e setembro de 1859. A intensa tormenta foi testemunhada pelo astrônomo britânico Richard Carrington, que observou o fenômeno através da projeção da imagem do sol em uma tela branca. Na ocasião, a atividade geomagnética disparou uma série de explosões nas linhas telegráficas, eletrocutando técnicos e incendiando os papéis das mensagens em código Morse.

Relatos informam que as auroras boreais foram vistas até nas latitudes médias ao sul de Cuba e Havaí. Nas Montanhas Rochosas, no oeste da América do Norte, as auroras eram tão brilhantes que acordavam os camponeses antes da hora, que pensavam estar amanhecendo. As melhores estimativas mostram que o Evento Carrington foi 50% mais intenso que a supertempestade de maio de 1921.

Inverno Implacável

O mínimo mais longo da história, o Mínimo de Maunder, ocorreu entre 1645 e 1715 e durou incríveis 70 anos. Manchas solares eram extremamente raras e o ciclo solar de 11 anos parecia ter se rompido. Esse período de silêncio coincidiu com a "pequena Era do Gelo" uma série de invernos implacáveis que atingiu o hemisfério Norte.

Por razões ainda não compreendidas, o ciclo de manchas solares se normalizou no século 18, voltando ao período de 11 anos. Como os cientistas ainda não compreendem o que disparou o Mínimo de Maunder e como pode ter influenciado o clima na Terra, a busca por sinais de que possa ocorrer de novo é um trabalho constante nas pesquisas.

Fontes:

  • Notícias Yahoo
  • BBC
  • science.nasa.gov/headlines/y2009/29may_noaaprediction.htm
  • g1.globo.com
  • tecnologiacomciencia.ufrgs.br/noticias_full.php?id=960

 

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