Israel e a criação do Estado Palestino

Categoria (Israel e as Profecias) por Geração Maranata em 09-03-2011

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por Geração Maranata

Atualizado em 17/03/2014

Estamos cada vez mais vendo as profecias se cumprindo.  A Bíblia afirmou em Zacarias que Jerusalém seria um "cálice de tontear e um peso para todos os povos". Toda semana Jerusalém é notícia em jornais, revistas, tvs, etc.

Acredito que somos a geração que verá as profecias finais se cumprirem. Não quero entrar no mérito se estaremos aqui para ver tudo acontecer ou não.   Temos estudos abordando várias teorias neste sentido.

O importante é estar preparado para "ser digno de estar diante do Trono e do Cordeiro" (ver Ap 7:9 e comparar com Lc 21:36), seja antes, durante ou após a Tribulação.

Qual é a questão sobre a possível criação do Estado Palestino? a divisão de Jerusalém.

Em 1980, uma lei israelita declarou Jerusalém como capital eterna e indivísivel de Israel. Porém a ocupação de Jerusalém Oriental é considerada ilegal do ponto de vista do direito internacional e na época foi condenada por uma resolução das Nações Unidas.

A maioria dos países não reconhecem Jerusalém (a parte Oriental) como parte da capital de Israel. A Inglaterra, por exemplo, não reconhece a anexação de Jerusalém em 1967 e mantém apenas um consulado na cidade, que não se relaciona com o governo de Israel. A Bolívia e o Paraguai mantém suas representações em um subúrbio de Jerusalém – Mevasseret Zion. Costa Rica e El Salvador eram os únicos países que tinham embaixadas em Jerusalém, no entanto, em Agosto de 2006, o presidente da Costa Rica declarou sua intenção de transferí-la para Tel-Aviv e El Salvador fez o mesmo nove dias depois.

Em seu início de governo, Barack Obama declarou em um de seus discurso que iria trabalhar pela existência de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel.  "Deixe-me ser claro: a segurança de Israel é sacrossanta. É não-negociável. Os palestinos precisam de um Estado que seja contíguo e coeso, e que lhes permita prosperar. Mas qualquer acordo com o povo palestino deve preservar a identidade de Israel como Estado judeu, com fronteiras seguras, reconhecidas e defensáveis" disse Obama e acrescentou que  "Jerusalém continuará como capital de Israel, e deve permanecer sem ser dividida".

Em Setembro de 2010, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, através de um assessor, afirmou que Jerusalém deverá continuar sendo a "capital indivisível de Israel", esclarecendo a postura de Israel depois das declarações de seu ministro da Defesa, Ehud Barak, que sugeriu que a divisão era uma possibilidade. Barak sugeriu que Jerusalém Oeste e 12 bairros judeus, onde vivem 200 mil pessoas, permaneceriam sob o domínio de Israel e os bairros árabes, onde vivem cerca 250 mil pessoas, poderiam pertencer ao Estado Palestino.
Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas junto com o presidente americano Barack Obama, estão se aproximando para tentar uma negociação de paz.
 

 

Uma análise dos países de Ezequiel 38:

"Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal; E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada; Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gomer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo." (Ez 38:2-6)

"Sebá e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus leõezinhos te dirão: Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste a tua multidão para arrebatar a tua presa? Para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e os bens, para saquear o grande despojo?" (Ez 38:13)

Filhos de Noé

1) Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras

Filhos de Jafé: Esta expressão designa os povos situados ao norte e a nordeste do território ocupado pelos semitas. A expressão hebraica filho de… não se refere somente à filiação em sentido estrito, mas também pode designar a filiação a um grupo ou a uma categoria. Este versículo menciona os Cimérios (Gomer) da região do Cáucaso, os Lídios (Magogue) da Ásia Menor, os Medos (Madai) da região montanhosa a noroeste do Irã, os Gregos da Jônia (Javã), na costa ocidental da Ásia Menor e ainda povos que habitavam a região do mar Negro (Tubal e Meseque). Tiras, provavelmente, seja o nome bíblico dos Tirrenos, piratas do mar Egeu e antepassados dos Etruscos.

2) Os filhos de Gomer são: Asquenaz, Rifate e Togarma

Asquenaz: São os Citas, que, desde a costa do mar Negro, se expandiram para várias regiões da Ásia Menor e do Oriente Próximo. Rifate: Povo ainda não identificado. Togarma: A oeste da Armênia.

3) Os de Javã são: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim

Elisá: Na costa oriental de Chipre (Ez 27.7). Társis: (Sl 48.7). Quitim: A ilha de Chipre e outras ilhas e costas do Mediterrâneo oriental (Ez 27.6). Dodanim: Ou Rodanim, nome que designa os habitantes da ilha de Rodes, no mar Egeu.

4) Os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã.

Cuxe, Mizraim, e Pute: Etiópia, Egito e o território da costa africana ao sul do mar Vermelho. Canaã é mencionado aqui por ter estado muito tempo sob o domínio egípcio. Os filhos de Cam: Os povos situados ao sul da Palestina e do território habitado pelos filhos de Sem.

5) Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sabá e Dedã.

Sebá: Ver Sl 72.10. Havilá: Região da Arábia. Sabtá, Raamá e Sabtecá: Ao sul da Arábia, em direção ao Iêmen. Dedã: A noroeste da Arábia.

 

Gogue = significa “montanha” – príncipe profético de Rôs, Meseque e Tubal, e Magogue, rei da terra de Magogue que virá do norte e atacará a terra de Israel.

Magogue – provavelmente se entende serem os Cítios ou Tártaros, assim chamados pelos escritores árabes e sírios, e especialmente os turcos, que se originaram de Tártaro.

Magogue é a “terra de Gogue”:

1) o segundo filho de Jafé, neto de Noé, e progenitor de diversas tribos ao norte de Israel.

2) a região montanhosa entre a Capadócia e a Média e habitação dos descendentes de Magogue, filho de Jafé e neto de Noé.

Magogue significa: "o que transcende, encobre”

1) região ao norte de Israel da qual o rei de Gogue virá para atacar a Israel

Meseque = significa “escolhido”

1) filho de Jafé, neto de Noé, e progenitor dos povos do norte de Israel

1a) descendentes de Meseque freqüentemente são mencionados em conexão com Tubal, Magogue, e outras nações do norte incluindo os Moschi, um povo localizado nas fronteiras da Cólquida e Armênia

Tubal = significa “tu serás trazido”

1) filho de Jafé e neto de Noé

2) uma região na parte oriental da Ásia Menor

2a) talvez quase idêntica à Capadócia

Tubalcaim - significa "Aquele Que Faz Forjas" – artífice que trabalhou com bronze e ferro (Gn 4.22).

Persas - País hoje chamado de Irã

Etíopes/CuxePaís que ficava ao sul do Egito e que incluía a Núbia, o Sudão e o norte da Etiópia dos tempos modernos. Em hebraico esse país se chamava Cuxe, nome de um dos filhos de CAM. Israel teve alguns contatos com a Etiópia (Nm 12.1; 2Cr 12.3; 14.9-13; 2Rs 19.9). Os profetas a mencionaram (Is 11.11;18.1; 20.3-5; Jr 46.9; Ez 29.10; 30.4-9; Na 3.9; Sf 3.10). No NT relata-se o batismo de um alto funcionário da Etiópia (At 8.26-40).

Pute - Líbia  (Pute e os líbios) – nação e povo da África do Norte; provavelmente os Líbios, país localizado no norte da África, a oeste do Egito (Na 3.9; At 2.10)

Gomer = significa “completo”

1) o filho mais velho de Jafé e neto de Noé; o progenitor dos antigos cimerianos e outros ramos da família céltica

2) a esposa infiel do profeta Oséias; o relacionamento de Oséias com ela era um simbolismo do relacionamento de Deus com a desobediente Israel

Togarma = significa “tu a quebrarás”

1) filho de Gômer, neto de Jafé, e bisneto de Noé

2) território ocupado pelos descendentes de Togarma

2a) provavelmente a região conhecida como Armênia

Rôs = significa “cabeça”

1) um filho de Benjamim

2) Russos, descendentes dos antigos habitantes junto ao rio Araxes

 

Para saber mais: leia o post 'Um Olhar Aprofundado nos Equivalentes Modernos aos Nomes Bíblicos em Ezequiel 38', onde é identificado alguns países que farão parte da coalizão que invadirá Israel no futuro.
 
Postarei algumas notícias divulgadas pela Mídia sobre o assunto, que serão realimentadas conforme a evolução do acordo de paz e a criação do Estado Palestino.
 
 
Notícias 2014:
 
12 de março de 2014: Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,israel-aprova-exigencia-de-referendo-sobre-jerusalem,1140026,0.htm
 
Israel aprova exigência de referendo sobre Jerusalém
 
O Parlamento de Israel aprovou uma lei que exige um referendo nacional para aprovar qualquer proposta de retirada de território de Jerusalém Oriental, acrescentando uma nova barreira na negociação de um acordo de paz com os palestinos.
 
O destino de Jerusalém Oriental, que abriga vários locais de importância religiosa, é a questão mais preocupante das negociações de paz. Israel assumiu a área em 1967 e diz que ela faz parte de sua capital eterna. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.
 
A lei, aprovada por 68 votos a zero nesta quarta-feira, exige que seja realizado um referendo sobre qualquer cessão ou retirada de território "soberano" israelense. Parlamentares da oposição boicotaram a votação.
 
Essa votação encerrou uma série de votações polêmicas pelo Parlamento israelense. Também nesta quarta-feira, foi aprovada lei que permite a Israel convocar homens judeus ultraortodoxos para as Forças Armadas. A polêmica das exceções ao serviço militar começou com o estabelecimento de Israel como Estado em 1948, quando o governo permitiu que estudantes de desempenho exemplar deixassem de servir às Forças Armadas para realizar estudos religiosos. Ao longo dos anos, o número de exceções cresceu, com milhares de jovens religiosos escapando do serviço militar para estudar religião, enquanto a maioria dos outros homens judeus era obrigada a se submeter a três anos de serviço militar obrigatório.
 
As exceções provocavam ressentimento ante os ultraortodoxos e foram tema central nas eleições do ano passado. "A mudança começa amanhã e deve transformar a face da sociedade israelense", afirmou Yaakov Peri, ministro de gabinete de Yesh Atid, que ajudou a formular o projeto. A lei não impõe o recrutamento universal. Em vez disso, o Exército será obrigado a convocar um crescente número de judeus ultraortodoxos a cada ano, com o objetivo de recrutar 5,2 mil soldados ultraortodoxos em 2017. O país concederá incentivos financeiros para escolas religiosas que enviem seus alunos para o exército. Se a comunidade ultraortodoxa não atender a esse contingente, a legislação prevê serviço obrigatório para os judeus ultraortodoxos e sanções penais para os que não atenderem à convocação.
 
Na terça-feira, o Parlamento já havia aprovado uma polêmica lei eleitoral que eleva o porcentual de votos necessários para que um partido possa ser representado na casa legislativa. Os defensores a consideram necessária em nome da governabilidade. Os setores contrários consideram a medida antidemocrática e projetada especificamente para dificultar a eleição de políticos árabes israelenses. O projeto de lei foi aprovado com 67 votos a favor e nenhum contra no Parlamento de 120 cadeiras. A bancada de oposição retirou-se da votação.
 
O texto eleva de 2% para 3,25% o número de votos necessários para que um partido eleja uma bancada. Israel possui um sistema de representação proporcional. Os eleitores votam em listas apresentadas pelos partidos, e não em um político específico. Pela nova lei, calcula-se que um partido precisará ganhar pelo menos quatro cadeiras para superar a cláusula de barreira.
Fonte: Associated Press. 
 

 
 
Notícias 2013:
 
 
Israel e palestinos estabelecem prazo de nove meses para alcançar acordo de paz
 
Secretário de Estado dos EUA anuncia que nova rodada de negociações ocorre em duas semanas no Oriente Médio
 
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou nesta terça-feira que os negociadores israelenses e palestinos concordaram em se encontrar novamente em duas semanas para continuar negociações substantivas para um até agora distante acordo de paz. Ele afirmou que os lados estabeleceram como objetivo um prazo de nove meses (Abril/2014) para alcançar o pacto. [Nota: Pode ser coincidênica, mas neste mês/ano está previsto um grande sinal no céu (tetrad) que ocorrerá na Festa Judaica da Páscoa, leia mais aqui].
 
 
Segunda: Israel e palestinos retomam negociações de paz.
 
Falando depois de os dois lados terem terminado a primeira rodada de negociações nesta terça, Kerry disse que eles estavam comprometidos com um diálogo "sustentado, contínuo e substantivo nas questões centrais" que os dividiam. Ele disse que a próxima rodada marcará o início formal das negociações e acontecerá em Israel ou nos territórios palestinos.
 
"Eles estão à mesa com um único objetivo: uma visão para pôr fim ao conflito, pôr fim a todas as reivindicações", disse Kerry ao fim de dois dias de negociações em Washington. Ele fez as declarações ao lado dos negociadores-chefe dos dois lados que fizeram pronunciamentos breves sobre a necessidade de resolver o conflito de longa data.
 
Obama em apelo por paz em Israel: 'Coloque-se no lugar dos palestinos'
 
Antes do anúncio, o presidente dos EUA, Barack Obama, reuniu-se na Casa Branca com os negociadores israelense e palestino – a ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni, e o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat.
 
"Sei que o caminho é difícil. Não há uma ausência de céticos apaixonados. Mas com negociadores capazes e respeitáveis estou convencido de que conseguimos chegar lá", disse Kerry. Ele informou que os encontros em Washington foram "construtivos e positivos".
 
Dia 19: Israel e palestinos acertam bases para nova negociação, diz Kerry
 
Além disso, Kerry elogiou a "liderança corajosa" mostrada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para chegar a esse ponto. 
 
Na mesma coletiva, Erekat disse estar "feliz" que todos os assuntos seriam discutidos. "Os palestinos já sofreram o suficiente. É o momento de os palestinos viverem em paz, com liberdade e dignidade dentro de seu próprio Estado soberano."
 
Livni disse que, depois de anos de impasse, ela se sentia esperançosa – apesar de não ser ingênua: "É nossa tarefa trabalhar juntos para que possamos transformar a chama de esperança em algo real e duradouro. Acredito que a história não é feita por cínicos. É feita por realistas que não têm medo de sonhar. E que sejamos essas pessoas."
 
Domingo: Israel aprova libertação de árabes para reiniciar negociações
 
As negociações de paz entre os dois lados começaram na segunda-feira após três anos de hiato, um dia depois que Israel aprovou a libertação de mais de cem prisioneiros palestinos . O gabinete israelense deu sinal verde para a soltura de 104 prisioneiros palestinos de longa data em quatro estágios durante vários meses, vinculados ao progresso que for obtido no processo de paz.
 
As identidades dos presos não foram publicadas, mas, de acordo com informações, incluiriam aqueles que mataram israelenses ou informantes palestinos. O gabinete israelense também aprovou o esboço de um projeto de lei requerendo um referendo para qualquer acordo de paz com os palestinos que envolva concessões territoriais.
 
2012: ONU reconhece de forma implícita Estado Palestino
 
Entenda: O que significa o novo status palestino na ONU?
 
Nos últimos cinco meses, Kerry fez seis visitas oficiais ao Oriente Médio em um esforço para reiniciar as negociações. O ex-embaixador dos EUA em Israel Martin Indyk foi nomeado enviado especial dos EUA para o diálogo. O diplomata desempenhou um papel-chave nas negociações de Camp David em 2000, sob o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001).
 
A questão da construção dos assentamentos paralisou as negociações diretas em setembro de 2010 . As construções são consideradas ilegais sob a lei internacional, apesar da constestação de Israel.
 
 
Notícias 2012:

 
29/11/2012 – http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121127_palestinos_onu_pai.shtml
 
ONU aprova pedido da Autoridade Palestina para virar Estado observador
 
Por 138 votos a nove, a Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira uma ascensão do status dos palestinos nas Nações Unidas, de "entidade observadora" a "Estado observador não-membro". A importância é muito mais simbólica, já que a ONU não tem poder para reconhecer um estado palestino.
 
O Brasil está entre os países que votaram a favor da medida, que precisava apenas de maioria simples para ser aprovada. A maior oposição veio de EUA e Israel, que estão entre os nove membros que votaram contra. Os países que se abstiveram somam 41.
 
O pleito se segue a uma fracassada tentativa dos palestinos de integrar a ONU como membros permanentes, em 2011, quando não obtiveram apoio do Conselho de Segurança da ONU. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse mais cedo que essa seria a "última chance" de uma solução para o conflito com Israel. Ele havia solicitado que a comunidade internacional desse uma "certidão de nascimento" para a Palestina.
 
Que impactos essa mudança – cujo caráter é majoritariamente simbólico – deve ter nas relações entre israelenses e palestinos e no pleito destes por um Estado próprio?
Entenda no guia abaixo:
 
 
O que a mudança de status significa?
 
A decisão desta quinta dá aos palestinos o status de "Estado observador não-membro", semelhante ao do Vaticano perante a ONU.
 
O novo status é principalmente simbólico, mas a liderança palestina argumenta que ele ajudará a delimitar o território que quer para seu Estado próprio – gradativamente tomado pelo avanço dos assentamentos israelenses. Também pode ajudar que essa delimitação de território ganhe reconhecimento formal.
 
O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, havia dito que a aprovação é "um passo muito importante para salvar a solução de dois Estados".
 
A mudança também significa que palestinos poderão participar dos debates da Assembleia Geral da ONU, aumentando suas chances de de integrar agências e entidades ligadas à ONU.
Talvez o maior temor de Israel seja o de que palestinos usem seu novo status para entrar no Tribunal Penal Internacional e tentar acionar Israel judicialmente por supostos crimes de guerra cometidos em territórios ocupados, como na Cisjordânia.
 
Israel classifica a iniciativa palestina de uma violação dos Acordos de Oslo (1993), que traçam caminhos para a negociação bilateral (atualmente interrompida) de paz.
 
 
Quem ganha politicamente?
 
A aprovação do novo status na ONU é uma vitória diplomática de Mahmoud Abbas, o líder da Autoridade Palestina e principal força política na Cisjordânia.
 
A vitória lhe dá cacife num momento em que o líder estava escanteado diante do fortalecimento político e militar do rival Hamas (grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) entre os palestinos, enquanto Abbas tinha pouco a comemorar com suas políticas mais moderadas.
 
No entanto, mesmo com a vitória desta quinta, Abbas precisará de muito mais para obter o Estado palestino. Quando acabarem as comemorações do novo status, o líder terá que rever sua estratégia política para colocar em prática o anseio por um Estado palestino.
 
 
O que querem os palestinos?
 
Os palestinos tentam há tempos estabelecer um Estado soberano na Cisjordânia, que inclua Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, seguindo o traçado de antes da Guerra dos Seis Dias (em 1967, quando Israel ocupou territórios reivindicados pelos palestinos).
 
Os Acordos de Oslo, entre a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) e Israel, levaram ao reconhecimento mútuo. No entanto, duas décadas de conflitos intermitentes desde então e a ausência de consenso em temas-chave impediram um acordo permanente. A última rodada de negociações terminou em 2010.
 
Com o impasse nas negociações, a liderança palestina passou a buscar o reconhecimento individual dos países de um Estado palestino. Essa é a principal razão por trás do atual pleito na ONU.
Em setembro de 2011, Abbas tentou obter o status de membro pleno da ONU, mas a tentativa não passou pelo crivo do Conselho de Segurança do órgão. Abbas tentou, então, um status menor, o de não-membro observador.
 
 
Quais são as divergências?
 
O reconhecimento diplomático palestino dá força simbólica ao pleito por um Estado que siga o traçado pré-1967 e às negociações de paz com Israel.
 
No entanto, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeita essa noção territorial como base para as negociações, descrevendo-as como "não realistas", já que grande parte dos territórios hoje reivindicados concentram grande população de judeus em assentamentos (considerados ilegais sob a lei internacional).
 
Outros temas-chave sobre os quais não há acordo entre israelenses e palestinos são o status de Jerusalém Oriental e o retorno de refugiados palestinos.
 
Para Israel, o novo status palestino na ONU é uma medida "unilateral" que viola os termos dos Acordos de Oslo.
 
 
Quem deve apoiar ou rejeitar o novo status palestino?
 
A reivindicação por um novo status na ONU não engajou os palestinos da mesma forma que em 2011. O novo status tem o apoio do Fatah, movimento secular que, com a Autoridade Palestina, administra a Cisjordânia.
 
A proposta foi inicialmente criticada por líderes do Hamas. No entanto, após os oito dias da recente ofensiva israelense em Gaza, o líder político do Hamas, Khaled Meshaal, elogiou a iniciativa do rival Fatah.
 
Em âmbito mais amplo, os 22 países da Liga Árabe também apoiaram a Autoridade Palestina.
 
A maior oposição vem de Israel, que tentou dissuadir Abbas ameaçando-o com a suspensão da coleta de impostos na Cisjordânia. Um documento vazado da Chancelaria de Israel sugere que se discutiu inclusive a derrubada de Abbas – mas a medida é considerada improvável por analistas, a não ser que o líder palestino use o novo status para tomar passos mais drásticos, como pressionar Israel no Tribunal Penal Internacional.
 
Nos últimos dias, autoridades israelenses indicaram que colocariam em vigor sanções contra os palestinos.
 
Os EUA, principais aliados de Israel mas também doador à Autoridade Palestina, também pode impor alguma sanção financeira.
 
Na Europa, outras nações que também financiam a AP também temem os desdobramentos da estratégia palestina. Só 9 dos 27 países-membros da União Europeia reconhecem a Palestina bilateralmente.
 
Notícias 2011:

 

Unesco concede status de membro pleno a palestinos e Israel alerta que decisão ameaça negociação de paz

JERUSALÉM e PARIS – A Unesco concedeu nesta segunda-feira (31-10-2011) status de membro pleno aos palestinos no organismo, que se torna o primeiro das Nações Unidas a adotar tal decisão desde que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, fez, em setembro, seu histórico discurso na Assembleia Geral pedindo o reconhecimento do Estado palestino. O governo de Israel reagiu minutos depois, advertindo que o resultado da votação na Unesco ameaça a retomada das negociações de paz com os palestinos.

 

"Essa é uma manobra palestina unilateral que não vai trazer mudança na prática, mas remove a possibilidade de um acordo de paz", disse em comunicado o ministério das Relações Exteriores israelense. "Essa decisão não vai transformar a Autoridade Nacional Palestina em um Estado e coloca obstáculos desnecessários na rota da renovação das negociações", completa a nota.

Na sede da Unesco em Paris, delegados de diversos países comemoraram quando foi anunciada a "vitória" dos palestinos, que conseguiram apoio de 107 Estados. Apenas 14 votaram contra, e 52 se abstiveram. Para que a adesão plena fosse concedida, eram necessários 81 votos entre os 173 membros do organismo.

Durante a reunião da Unesco em Paris para avaliar o pedido palestino, Estados Unidos, Canadá e Alemanha votaram contra a mudança de status dos palestinos. Brasil, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor. O Reino Unido se absteve. O resultado entra em vigor assim que a Autoridade Nacional Palestina assinar a carta da Unesco.

Os EUA, que já prometeram vetar no Conselho de Segurança a reivindicação palestina de ter uma cadeira na ONU, eram também os principais opositores, junto com Israel, aos pedidos de que os palestinos fossem membros plenos da Unesco e de outros organismos das Nações Unidas.

Congressistas americanos ameaçavam cortar o financiamento dos EUA à agência em caso de aprovação do status pleno para palestinos. A contribuição americana, de cerca de US$ 80 milhões por ano, representa 22% da verba total da Unesco.

Pelas regras da ONU, os palestinos poderiam integrar a agência independentemente do seu status dentro das Nações Unidas, onde atualmente eles são classificados como "entidade observadora".

O governo americano se opunha ao pedido palestino sob o argumento de que isso não ajudaria nos esforços para reativar as negociações de paz com Israel, que sofreram um colapso no ano passado.

Já Israel afirmava que o pedido palestino é uma politização da agência e que minaria a capacidade de cumprir seu mandato.
 

 

17/09/2011 – Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5914137/abbas-anuncia-que-buscara-status-pleno-para-palestina.aspx

Abbas anuncia que buscará status pleno para Palestina

Apesar da oposição de EUA e Israel, a Autoridade Palestina buscará a admissão do Estado palestino como membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima sexta-feira, durante a Assembleia-Geral em Nova York. A iniciativa não conta com o apoio do Hamas e foi anunciada pelo presidente Mahmoud Abbas em Ramalla (Cisjordânia).

A decisão põe os palestinos em rota de choque com Washington. Para ser um membro pleno da ONU, é preciso a aprovação do Conselho de Segurança e de dois terços dos votos dos 193 países da Assembleia-Geral. O problema é que a Autoridade Palestina não conseguirá passar da etapa do conselho, onde os americanos usarão o poder de veto, conforme anunciado pelo presidente Barack Obama.

Nesse caso, os palestinos pedirão um reconhecimento como Estado não membro na assembleia, pois, para tal status, não há necessidade de aprovação no Conselho de Segurança. Por isso, analistas dizem que o objetivo da Autoridade Palestina seria ter uma vitória simbólica, mostrando ter o apoio da comunidade internacional, isolando EUA e Israel. Além disso, seria possível tentar processar os israelenses por crimes na justiça internacional.

"Precisamos ser membros plenos da ONU. Precisamos de um Estado, de um assento nas Nações Unidas. É um direito legítimo", disse Abbas, acrescentando que o objetivo não será isolar Israel, mas para enfatizar a questão "da ocupação da Cisjordânia" e aumentar o poder de negociação dos palestinos. "Será de Estado para Estado a partir de agora", disse. No discurso, Abbas defendeu um Estado tendo como base as fronteiras pré-1967 e Jerusalém Oriental como capital. Ele não falou da questão dos refugiados.

O Departamento de Estado dos EUA disse ainda estar tentando encontrar uma saída para evitar uma crise. O veto deve prejudicar a imagem americana nos países árabes num momento considerado crítico. A União Europeia, ainda dividida sobre que rumo tomar, também tenta encontrar uma solução para evitar a ida dos palestinos para o conselho.

O gabinete do premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, divulgou comunicado dizendo que a "paz apenas pode ser alcançada por meio de negociações". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

17/06/2011 - Fonte: http://www.cafetorah.com/Europa-busca-mais-uma-iniciativa-de-paz-para-Oriente-Medio

Europa busca mais uma iniciativa de paz para Oriente Médio – Por quê? E por que agora?

As fronteiras de "1967 são de comum acordo" e o compromisso de "garantias de segurança" são os princípios básicos da iniciativa européia nova de paz no Oriente delineada pelo discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, realizado no Departamento de Estado em maio deste. O "Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e da Política de Segurança", Catherine Ashton, pediu uma convocação de urgência do chamado Quarteto (EUA, UE, ONU, Rússia) em uma carta que ela escreveu a Secretária dos EUA, Hillary Clinton, ao Secretário Geral da ONU, Ban KiMoon e Sergei Lavrov, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

"Os acontecimentos dramáticos de todo o mundo árabe", diz o facto de Ministro dos Negócios Estrangeiros da UE, tornam "ainda mais urgente encontrar uma solução duradoura para o conflito israelo-palestino".

"A construção de assentamentos e o fato de que o muro não está nas fronteiras de 1967" é a resposta seca de um político do alto escalão alemão para a questão de saber o principal obstáculo ao processo de paz no Médio Oriente.

O Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu argumenta: "Não é você dar mais um quilômetro e resolverá a paz". A raiz do conflito, afirma, é que os palestinos não querem reconhecer o direito de existência de Israel como um Estado judeu no Oriente Médio.

O que deve vir desta nova iniciativa, que não contém nada de substancialmente novo? E por que agora? O que é diferente de agora ou um, três, cinco ou dez anos atrás? É o West nervoso por causa da votação da ONU ameaçou os palestinos têm agendada para Setembro? Você sabia que apesar de tão cedo, em 1947 um Estado árabe tinha sido declarado no Mandato Britânico na Palestina, mas foi rejeitado por unanimidade pelos árabes, e ratificaram isto novamente em 1988 pelos palestinos?

Netanyahu exala uma sensação de que o conflito no Oriente Médio é insolúvel. É por isso que o chefe de governo israelense faz tudo o que ele pode controlá-lo como habilmente possível. Seu ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, é visto no exterior como um racista.

Entre os imigrantes russos e beduínos israelenses, ele é visto como portador de esperança para a igualdade dos não-judeus no Estado judeu. Ele descreve o plano da União Européia de certa forma como ingênuo. Os desenvolvimentos na Síria, Líbia e Iêmen, Sudão, Paquistão e Irã por último não são menos importante dos desafios atuais, mas não tem nada a ver com o Estado judeu, diz diplomata-chefe de Israel.

Perguntei ao político do alto escalão alemão em particular, se ele realmente acreditava que o muro e os assentamentos foram obstáculos para a paz no Oriente Médio. Ele olhou-me impotente nos olhos e confessou: "Não, mas agora não sabemos o devemos fazer" "Com uma declaração como essa você não vai ganhar a eleição", disse. "Exatamente", confirmou. Pode-se também optar por ficar em silêncio se não saber algo, esta é uma opção que eu não ousou usar naquele momento. Segurar a língua de uma pessoa não é fácil quando os políticos são eleitos ou jornalistas são pagos. Por esta razão, os jornalistas vão continuar a falar muito, mesmo quando eles realmente não sabem muito, e os políticos continuarão a exercer pressão sobre aqueles que reagem a eles, mesmo se eles estiverem errados.

 

19/05/2011 - Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/05/19/obama-defende-estado-palestino-com-fronteiras-de-1967-924494052.asp#ixzz1MphB87JX

Obama defende Estado palestino com fronteiras de 1967

WASHINGTON – O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu em discurso nesta quinta-feira (19/05) a criação de um Estado palestino de acordo com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, uma reivindicação chave da causa palestina. A defesa marca uma significativa mudança na política dos Estados Unidos e deve despertar, quase certamente, a ira de Israel.

Obama incitou Israel a aceitar que nunca se pode ter uma nação verdadeiramente pacífica baseada na "ocupação permanente ". Israel defende que endossar as fronteiras de 1967 – quando o país ocupou o leste de Jerusalém, a Cisjordânia e Gaza – prejudicaria as negociações de paz.

Enquanto o presidente discursava, porém, o Comitê de Planejamento e Construção de Jerusalém aprovou a construção de mais 1.550 casas no leste da cidade. Segundo o jornal israelense "Yediot Ahronot", as unidades serão erguidas nos bairros de Har Homa e Pisgat Zeev.

Obama diz que o futuro dos EUA está ligado ao Oriente Médio e ao Norte da África

Obama disse ainda que o futuro do país está ligado ao Oriente Médio e ao Norte da África. Em discurso do Departamento de Estado sobre os novos planos do seu governo para o mundo árabe, em Washington, o líder da Casa Branca afirmou que, após a queda de dois líderes (na Tunísia e no Egito), outros devem seguir o mesmo caminho. O presidente anunciou que os EUA lançarão um "amplo plano de comércio e investimentos" na região.

- De forma pacífica, o povo (da região) conseguiu mais mudanças em seis meses do que os terroristas em décadas – declarou Obama.

O presidente disse ainda que a prioridade do país na região é promover reformas:

- Temos uma oportunidade histórica. Temos uma chance de mostrar que a América valoriza mais a dignidade de um vendedor de rua da Tunísia do que o poder de um ditador.

Obama criticou que o poder na região esteja concentrado nas mãos de poucas pessoas e disse, ainda, que Washington vai apoiar a transição para a democracia nos países e deve "usar todos os seus recursos para encorajar a reforma no Oriente Médio e no Norte da África".

- Os EUA apoiam direitos e princípios universais, como o livre discurso e a igualdade entre homens e mulheres – comentou.

O presidente criticou durante os "opressores" regimes de Muamar Kadafi, na Líbia, e de Bashar al-Assad, na Síria, por sufocarem os anseios da população com grande violência. Diretamente para Assad, Obama afirmou que ou o presidente sírio lidera a transição para a democracia ou deve deixar o poder.

Bin Laden

Durante o discurso, Obama voltou a falar da morte de Osama bin laden. Segundo o presidente, a visão de destruição propagada por Bin Laden já estava desaparecendo mesmo antes de as forças americanas matarem o líder máximo da al-Qaeda. O chefe da Casa Branca ressaltou que "Bin Laden não é mártir".

Ajuda ao Egito

O país será um dos mais beneficiados pelo plano do governo americano. Obama anunciou que os EUA vão aliviar US$ 1 bilhão da dívida egípcia e realizar grandes investimentos no país até poucos meses governado pelo ditador Hosni Mubarak.

Brasil

O presidente citou o Brasil como um dos países que mostrou um impressionante progresso nos últimos anos.

"Os eventos nos últimos seis meses nos mostram que as estratégias de repressão e desvio não funcionam mais. Televisão por satélite e a Internet fornecem uma janela para um mundo mais amplo – um mundo de progressos impressionantes em lugares como a Índia, Indonésia e Brasil."

 

Abu Mazen e Khaled Mashaal pressionam por independência palestina

Revolta dos povos egípcio e tunisiano restauraram onfiança dos palestinos no seu futuro. Israel não aceitará solução imposta

06/03/2011

Duas vozes ameaçam Israel. Abu Mazen, como é conhecido no Brasil o presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas, declarou ao presidente chileno, em visita a Ramallah, que chegou a hora "de a Palestina se transformar em um membro permanente das Nações Unidas". Ele reiterou à oposição de seu governo e partido a ideia de um Estado com fronteiras temporárias, atribuída aos israelenses. E expressou a Sebastián Piñera, presidente do Chile, que é esperança de declarar o Estado palestino indepentende nas linhas fronteiriças de 1967 no setembro próximo. E culpou Israel pelo atual impasse nas negociações de paz.

Khaled Mashaal, líder político da Frente de Resistência Islâmica (o Hamas), exilado em Damasco, na Síria, clamou na conferência sobre Jerusalém que tem lugar na capital do Sudão, Cartum, que o primeiro passo para a liberação da cidade da ocupação por Israel será a reconciliação entre o partido Fatah, de Abu Mazen, e o Hamas, cuja posição é de "jihad" – guerra santa. O atual status da parte oriental de Jerusalém, conquistada em 1967 pelos israelenses e unificada com a parte ocidental, é de “capital unida e única de Israel”.

E é bom lembrar que o presidente Mubarak, do Egito, recentemente derrubado do poder, tentou por todos os meios, políticos e diplomáticos, promover a reconciliação entre os grupos palestinos e a retomada das negociações com Israel, interrompidas em setembro do ano passado. Fracassou.

O presidente do Sudão (Cuxe bíblico), que hospeda a 8a conferência sobre Jerusalém, financiada pelo Irã (Persa bíblico), declarou hoje (06/03/2001), domingo, seu apoio ao povo palestino. Omar al-Bashir, reiterou que "o que está acontecendo agora na região é o prelúdio da 'batalha' por Jerusalém”. O que é mais preocupante para os israelenses é que al-Bashir afirmou que o acordo de paz com o Egito, de 1979, "foi um choque que o povo árabe não esqueceu até agora", insinuando a intenção de promover o fim do entendimento. Ficou implícito que serão desenvolvidas pressões para que também a Jordânia suspenda seu acordo com Israel.

O governo provisório do Egito, porém, declarou que pretende respeitar todos os compromissos do país, inclusive o acordo de paz com Israel. Piñera, do Chile, esteve com o primeiro-ministro de Israel Bibi Netanyahu antes de ir ao encontro de Abu Mazen em Ramallah. O Chile foi um dos países latino-americanos que reconheceu o Estado palestino. E seu presidente afirmou que sempre apoiou a existência de Israel dentro de fronteiras reconhecidas e que defende "que os palestinos têm o mesmo direito a seu próprio Estado democrático e independente".

Netanyahu terá declarado ao visitante chileno que Israel está preparado para sentar com Abu Mazen e negociar a paz. Mas, disse, “os palestinos sempre encontram motivos para não voltarem a negociar". Para Bibi, o líder palestino considera que tem o apoio majoritário da comunidade internacional. E seus porta-vozes insistem que em setembro próximo contarão com o voto de 150 países, o bastante para a proposta palestina ser aprovada com maioria a Assembleia Geral das Nações Unidas. Abu Mazen vem apelando ao Quarteto (EUA, ONU, Rússia e UE), para "forçar Israel a acabar com sua agressão e ocupação das terras palestinas".

Em Cartum, o líder político do Hamas declarou que a revolta dos povos egípcio e tunisiano restauraram a alta confiança dos palestinos no seu futuro. A queda de Mubarak foi muito comemorada pelo Hamas, que administra a Faixa de Gaza, bloqueada nos últimos anos de um lado por Israel e, de outro, pelo Egito.

Netanyahu já repetiu inúmeras vezes que só é possível uma solução da questão palestina em negociações diretas entre a delegação palestina e Israel. Ambos os lados sabem que terão que realizar sérias e dolorosas concessões só definíveis em negociações. Israel não aceitará solução imposta, sejam quais forem suas origens.

 

Israel avalia acordo provisório de longa duração com os palestinos

02/03/2011

JERUSALÉM — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trabalha com a possibilidade de propor um acordo provisório de longa duração com os palestinos, ao invés de tentar retomar as negociações de paz, indicou nesta quarta-feira a imprensa israelense.

Israel optou por não enviar delegados a Bruxelas, onde negociadores palestinos se reuniram nesta quarta-feira com representantes do Quarteto para o Oriente Médio (ONU, Estados Unidos, UE e Rússia) para tentar retomar o processo de paz.

"Os palestinos não querem estabelecer negociações sérias, por isso é preciso examinar a ideia de um acordo provisório em longo prazo", declarou uma fonte do gabinete de Netanyahu ao jornal israelense Hayom, considerado próximo a Netanyahu.

Esse plano poderá prever a criação de Estado palestino com fronteiras provisórias, enquanto se prosseguirá conversando sobre os principais pontos de um possível acordo final, afirma o Haaretz.

Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, confirmou nesta quarta-feira que um encontro foi realizado em Bruxelas a portas fechadas entre representantes do Quarteto e negociadores palestinos.

 

UE espera aprovação do Estado Palestino até setembro

15/02/2011

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, disse hoje que a comunidade internacional ainda espera um acordo de paz e a criação de um Estado Palestino até setembro, mesmo com os distúrbios políticos na região.

Apesar do impasse no qual se encontram as negociações de paz entre Israel e os palestinos, e da renúncia do gabinete palestino, bem como do negociador-chefe Saeb Erekat, Ashton disse que o objetivo ainda pode ser alcançado. "Eu acho que temos de tentar chegar a este objetivo", disse ela, admitindo que será "desafiante".

Ashton faz uma visita de um dia com o objetivo de estimular os dois lados a retomar as negociações, que chegaram a um impasse no final de setembro e que aparentemente não serão retomadas em breve. O prazo para um acordo de paz foi estabelecido inicialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando ele lançou as conversações diretas entre palestinos e israelenses em 2 de setembro. Mas o processo foi suspenso três semanas mais tarde.

O Quarteto para o Oriente Médio, formado pela União Europeia, Estados Unidos, Rússia e Nações Unidas, reiterou no início do mês seu apoio para que as "negociações sejam concluídas até setembro de 2011".

Ashton reuniu-se com o chanceler israelense Avigdor Lieberman antes de se dirigir para Ramallah, onde se encontrou, na tarde de hoje, com o ministro de Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki.

A rádio pública israelense informou que Lieberman disse que a comunidade internacional deve encontrar uma forma de impedir as ambições nucleares iranianas antes de pedir a Israel que faça concessões aos palestinos. Depois das negociações em Ramallah, Ashton retorna a Jerusalém para uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

As informações são da Dow Jones.

 

Jerusalém Oriental: Israel destrói hotel para construir casas para colonos

09-01-2011 – Medida já foi censurada pelo presidente palestino Mahmud Abbas

Máquinas israelitas destruíram um hotel em Jerusalém Oriental – onde os palestinos pretendem implementar a sua futura capital – para construir 20 casas para colonos judeus.

De acordo com a BBC, este ato foi recebido com repúdio parte do presidente palestino, Mahmud Abbas, que disse que Israel está destruindo qualquer tipo de possibilidade de regressar às conversações de paz.

Por sua vez, as autoridades judaicas responderam que têm o direito de construir novas habitações em qualquer parte da cidade.

«Isto é algo que qualquer país faz nos seus domínios sem necessidade de prestar qualquer esclarecimento a outros governos», disse o ministro das Infra-estruturas, Uzi Landau.

A construção dos colonos é considerada ilegal em territórios palestinos ocupados. Desde 1976, Israel implementou mais de uma centena, onde vivem quase meio milhão de colonos.

O hotel Shepherd foi construído na década de 1930 e chegou a ser casa de Amin al-Husseini, o grande mufti de Jerusalém

Fonte: www.tvi24.iol.pt/internacional/jerusalem-jerusalem-oriental-israel-palestina-medio-oriente-tvi24/1224457-4073.html

 

Histórico hotel Shepherd, em Jerusalém Oriental, tem ala demolida

Máquinas israelenses de uma empresa privada começaram neste domingo a demolição de uma das alas do histórico hotel Shepherd para preparar o terreno para implantação de um novo bairro judaico, na parte leste de Jerusalém.

Situado no bairro de Sheikh Jarrah, território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967, a demolição de uma parte do hotel e a criação do novo bairro foi alvo de duras críticas internacionais.

Nesta manhã, testemunhas disseram à Agência Efe que as máquinas chegaram ao local sob forte esquema de segurança e, logo em seguida, iniciaram a demolição.

O hotel em si ficará intacto. O que será destruído é uma ala que data do período em que a Jordânia controlava o leste de Jerusalém e toda a região da Cisjordânia, entre 1948 e 1967.

Ao todo, o complexo abrigará 20 casas, um estacionamento de três andares e uma estrada de acesso.

Construído no tempo mufti Hajj Amin al-Husseini, o recinto foi comprado em 1985 pelo empresário judeu americano Irving Moskowitz por US$ 1 milhão, informa o jornal "Ha'aretz", e no ano passado obteve a permissão do Comitê de Planejamento Urbano de Jerusalém para levantar um bairro judaico.

Além de estar em área ocupada, o hotel está cercado de população palestina, o que provocou uma onda de críticas por parte da ANP (Autoridade Nacional Palestina) e a comunidade internacional, que condenaram Israel por alterar o 'status quo' em uma zona cujo futuro depende de um acordo de paz.

Moscowitz é um conhecido multimilionário vinculado à direita israelense e ao movimento colonizador, e há anos financia iniciativas judias nos assentamentos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/mundo/857072-historico-hotel-shepherd-em-jerusalem-oriental-tem-ala-demolida.shtml

 

Notícias 2010:

04/2010 - ANP prevê Estado palestino em 2011

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyadm(*), afirmou em uma entrevista publicada em um jornal israelense Haaretz que haverá um Estado palestino junto ao de Israel em 2011. “O nascimento de um Estado palestino será comemorado como um dia de regozijo por toda a comunidade de nações”, declarou Fayyad.     “Chegará o momento em que este bebê nascerá. E calculamos que será em 2011. Essa é a nossa visão e reflexo de nossa vontade de pôr em prática o direito de viver em liberdade e dignidade em um país onde nascemos, junto ao Estado de Israel em completa harmonia”, previu o primeiro-ministro palestino.

Fayyad, cujo governo controla a Cisjordânia, pois a Faixa de Gaza é dominada desde junho de 2007 pelo movimento islamita Hamas, espera que os israelenses também participem das celebrações do estabelecimento do futuro Estado palestino.

O primeiro-ministro da ANP deu as boas-vindas à recente decisão do "Quarteto para o Oriente Médio":Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia, de apoiar o plano promovido por ele desde agosto de 2009 que tem como principal objetivo a criação do Estado palestino em 24 meses.

Segundo Fayyad, os palestinos desejam um Estado independente e soberano e descartou “um Estado de retalhos”.

O primeiro-ministro e seus assessores na Organização para a Libertação da Palestina (OLP) querem que o futuro Estado seja criado "durante o mandato do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama". “Se por alguma razão ou outra, em agosto de 2011, o plano fracassar, acho que teremos acumulado crédito na forma de atos positivos no terreno. A realidade vai se impor ao processo político para que se produza resultados”, sustentou.

Fayyad diz que em dois anos a sociedade palestina terá alcançado “grau de maturidade” que lhe permitirá “iniciar um processo de transformação de um conceito em uma possibilidade, em uma realidade”.

Para Fayyad, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sucumbiu aos colonos judeus, que, segundo o palestino, não refletem a visão da maioria dos israelenses. O primeiro-ministro da ANP reconhece, no entanto, que 250 mil colonos que residem nos territórios ocupados exercem uma grande pressão sobre o governo israelense.

Fayyad também afirmou que a espinhosa questão de Jerusalém não deve ser deixada para um estágio final em eventuais negociações de paz, mas “deve ser tratada desde o princípio”. “Vemos isto de forma política. Politicamente, sentimos o direito de ter um estado da Palestina na terra que foi ocupada em 1967, incluindo Jerusalém Oriental”, argumentou.

(*) Salam Fayyadm foi ex-economista do Fundo Monetário Internacional.

Set/2010 – Obama defenderá estado palestino como membro da ONU até 2011

Presidente americano concentra esforços nas negociações de paz com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai usar seu discurso na abertura da 65ª Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira para apelar "ao melhor que há em nós", no intuito de convencer israelenses e palestinos a aproveitar a "oportunidade única" que representam as atuais negociações – retomadas em Washington no início do mês – e chegar à paz.

"Desta vez, não deixaremos que o terror, a confusão, os gestos para a plateia ou políticos se interponham às negociações" (Barack Obama)

Obama ainda defenderá que é possível chegar a um acordo que permita a entrada de um novo membro na ONU dentro de um ano: "o estado independente da Palestina, que viva em paz com Israel", descreve. "Desta vez, não deixaremos que o terror, a confusão, os gestos para a plateia ou políticos se interponham", diz um trecho de sua fala divulgada antecipadamente pela Casa Branca.

Ele reconhece que "muitos são pessimistas sobre o processo" e opinam que a paz "simplesmente não é possível", mas manda um recado aos céticos e opositores da negociação, que tentarão dinamitá-la com "palavras e bombas": "É preciso lembrar que, se um acordo não for alcançado, os palestinos nunca conhecerão o orgulho e a dignidade de ter um estado próprio, e os israelenses nunca conhecerão a certeza e a segurança de uma vizinhança estável e soberana, comprometida com a coexistência".

Barack Obama ainda enfatiza que todos são responsáveis pelo sucesso das negoiciações. "Nós, que somos amigos de Israel, devemos entender que a verdadeira segurança do estado judeu passa por um território independente, que permita aos palestinos viver com dignidade e oportunidades."

Programação – O presidente americano é o segundo a falar na 65ª rodada de debates da Assembleia Geral da ONU, que começou nesta quinta. Como é tradição, o Brasil abre os discursos. Nesta ocasião, e pela primeira vez desde que assumiu o poder em 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está presente, e é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Além do acordo de paz entre israelenses e palestinos, outros temas que serão discutidos são os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, as últimas tensões entre China e Japão, a guerra no Afeganistão e a mudança climática.

Out/2010 - Estado Palestino será criado em 2011, diz premiê

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, declarou nesta quinta-feira que o Estado Palestino será fundado em 2011 e que está preparando a infraestrutura para possibilitar sua criação.

"Agosto de 2011 será o prazo final da ocupação israelense" nos territórios palestinos e "no próximo verão (no hemisfério norte, inverno no hemisfério sul) os palestinos vão festejar o nascimento de seu Estado", disse Fayyad.

No entanto, analistas se dizem céticos sobre as promessas, a menos que sejam firmados acordos com Israel e com o grupo islâmico Hamas. O governo de Fayyad não tem controle algum sobre a Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas desde 2007 e onde moram 1,5 milhão de palestinos.

Fayyad, que assumiu o cargo de premiê em 2007, é um economista respeitado internacionalmente que trabalhou no Banco Mundial durante 8 anos.

Desde que foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, Fayyad vem se dedicando a construir a infraestrutura de um futuro Estado Palestino, consolidando a economia, as instituições e as forças de segurança na Cisjordânia.

Israel

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já declarou que o país "não aceitará medidas unilaterais" por parte dos palestinos.

O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, instruiu nesta semana o departamento de planejamento do Ministério a elaborar um estudo sobre a possibilidade de que os palestinos declarem um Estado de maneira unilateral e obtenham o apoio da ONU.

"Temos que estar prontos para essa eventualidade", afirmou Lieberman.

Em suas declarações desta quinta-feira, Salam Fayyad também criticou Netanyahu e disse que "se o premiê israelense tem intenções sérias de fazer a paz, deve prender os colonos que envenenaram as oliveiras dos palestinos".

Fayyad se referiu a um incidente ocorrido nesta semana na Cisjordânia quando colonos do assentamento de Alon Moreh, nas proximidades da cidade de Nablus, contaminaram mais de 600 oliveiras da aldeia palestina de Dir Hatab com águas de esgoto.

Ele declarou também que Netanyahu "permite que os colonos façam atos de terrorismo contra os palestinos".

Negociações

Ainda nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, e o ministro da Inteligência egípcio, Omar Suleiman, se reúnem em Ramallah com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para discutir a possibilidade de retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos.

Abbas suspendeu as negociações no dia 26 de setembro, quando o premiê Netanyahu se negou a prolongar o congelamento da construção dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Netanyahu declarou que quer negociar "sem condições prévias", mas Abbas afirmou que não retomará as conversas "se os israelenses continuarem construindo os assentamentos".

Dez/2010 – UE prevê reivindicar avanços para criação de Estado palestino

BRUXELAS (AFP) – A UE prevê reivindicar, na segunda-feira (no caso 12/12/2010), "progressos urgentes" para a criação de um Estado palestino, mas não endurecerá sua política com Israel pela colonização na Cisjordânia, apesar da requisição neste sentido de 26 ex-encarregados europeus.

"São necessários progressos urgentes em vista de uma solução de dois Estados no conflito israelense-palestino", destaca o projeto de conclusões de uma reunião dos chefes da diplomacia europeia, prevista para segunda-feira em Bruxelas e do qual a AFP obteve uma cópia.

Esta nova declaração favorável a uma solução para o conflito fica restrita quando comparada com o apelo dos 26 ex-encarregados europeus a favor de endurecer a política com Israel por prosseguir com a colonização na Cisjordânia.

Em carta dirigida à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, os signatários, entre eles o antecessor, Javier Solana, reivindicam condicionar as relações com Israel a que detenha a construção de assentamentos, dando-lhes um ultimato até abril de 2011.

Do contrário, propõem enviar o caso à ONU, segundo a carta datada de 2 de dezembro e assinada também pelo ex-chanceler alemão Helmut Schmidt e por Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Europeia.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, também reivindicou esta semana aos 27 uma maior determinação no processo de paz, esperando que "chegue logo o momento em que a UE cumprirá um papel junto aos Estados Unidos".

Enquanto Brasil e Argentina reconheceram o Estado palestino e o Uruguai informou que o fará em 2011, à margem das negociações de paz, estas sofreram um novo revés na terça-feira, com o abandono de Washington de sua ideia de obter uma suspensão da colonização israelense para reativar o diálogo.

Abbas informou que os palestinos "não aceitarão negociações" com Israel "enquanto continuar a colonização".

Em seu projeto de conclusões, passível de modificação, os chefes da diplomacia têm previsto reiterar na segunda-feira o caráter "ilegal" das colônias israelenses, segundo o direito internacional, e o apelo para que Israel se torne a "futura capital dos dois Estados".

"A legitimidade do Estado de Israel e o direito dos palestinos a um Estado não devem ser postos em dívida jamais", diz o texto.

18/12/2010 –  Premier palestino não prevê declarar futuro Estado unilateralmente

O premier palestino, Salam Fayad, declarou à TV israelense Channel Two que não prevê declarar unilateralmente a criação de um Estado palestino, por considerar que se continuar a ocupação israelense não seria mais que um "Estado Mickey".

"O que procuramos (…) é um Estado da Palestina. Não procuramos uma declaração de independência suplementar", disse Fayad em entrevista gravada esta semana em Washington e difundida no sábado em Israel.

O primeiro-ministro, que havia fixado o verão (boreal) de 2011 como objetivo para a criação de um Estado palestino, assegurou que o estabelecimento de instituições seguia seu curso, mas a soberania dependia do consentimento de Israel.

"A realidade de um Estado pode existir em termos de instituições funcionais, mas se o exército israelense continuar no nosso território, não é um Estado soberano, é um Estado Mickey", insistiu.

"Não queremos um Estado Mickey, mas não queremos uma forma de autorregulação, queremos um Estado soberano da Palestina, onde os palestinos possam viver como homens livres", acrescetnou Fayad.

Os palestinos, exasperados pela ineficácia dos esforços americanos para reativar a paz, têm afirmado com frequência que proclamariam seu Estado de forma unilateral ou que pediriam o reconhecimento da ONU.

Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia apoiaram esta perspectiva, ao reconhecer a Palestina como "um Estado independente e soberano" dentro das fronteiras anteriores à ocupação israelense de 1967.

A União Europeia e os Estados Unidos reiteraram a intenção de agir em favor da criação de um Estado palestino, mas mediante uma solução negociada.

 

Conclusão

O que me preocupa é o Brasil estar entrando neste "barril de pólvora". Zacararias, em sua profecia, afirmou que todos os povos que vierem contra Jerusalém, sofrerão conseqüências.
Como Cristãos devemos orar pela Paz em Israel e pedir misericórdia a Deus sobre o nosso país.
 
"Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém.
 
Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra.
 
Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão, à direita e à esquerda, a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, em Jerusalém mesma.
 
Naquele dia, o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do SENHOR diante deles.
 
Naquele dia, procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém (Zac 12: 2-3,6–9)
 

Fontes:

www.haaretz.com/print-edition/news/palestinian-pm-to-haaretz-we-will-have-a-state-next-year-1.283802

www.noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/09/01/assessor-de-netanyahu-jerusalem-e-capital-indivisivel-de-israel.jhtm

www.noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/06/04/ult27u66258.jhtm

www.jb.com.br

www.noticias.terra.com.br/mundo

www.bbc.co.uk

www.veja.abril.com.br/tag/onu/

www.colunas.epoca.globo.com

 

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