Quais são os sinais que antecedem a Volta de Jesus? Sociedade

Filed Under (Sinais Proféticos) by Geração Maranata on 31-07-2011

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"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te." (2 Timóteo 3:1-5)

por Geração Maranata

Sinais da Sociedade

O Senhor Jesus disse que nos últimos dias a sociedade seria tão maligna como foi nos dias de Noé, ou seja, seria imoral, resistente às leis, violenta, dada aos prazeres, etc.

Em 2 Timóteo 3:1-5, o apóstolo Paulo disse que a sociedade do tempo do fim seria caracterizada por três amores:

o amor a si mesmo (humanismo)

o amor ao dinheiro (materialismo)

o amor ao prazer (hedonismo)

A mente dos homens se tornará depravada: "Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam."(Rm 1:28)

As pessoas chamarão o mal de bem e o bem de mal: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!" (Isaias 5:20)

Todas essas profecias estão se cumprindo diante de nós.  A sociedade tem rejeitando as diretrizes cristãs para escolher a imoralidade.

O nosso século é marcado pela explosão do conhecimento e invenções que trouxeram ao homem moderno a possibilidade de ter uma vida com conforto, prazerosa e regalada.  Porém, esse modo de viver trouxe ao homem uma série de problemas comportamentais (antes não existentes) que fazem com que as pessoas façam tudo para manter ou alcançar esse padrão de vida.

As pessoas passam a ter diversos tipos de comportamentos e atitudes:

  • Aumento da competição;
  • Desejo de ganhar mais e mais;
  • Obrigações múltiplas diárias;
  • Work-a-holic (pessoas que se dedicam ao trabalho demasiadamente, como um vício);
  • Necessidade de procurar conhecimento novo a cada dia e primeiro do que os outros;
  • A alta atração por entretenimentos (cinema, internet, teatro, TV);
  • Aumento da concupiscência (desejos) por coisas
  • Afastamento do homem da família (pelo trabalho ou por meio de entretenimento);
  • Novas diretrizes que afastam Deus da Sociedade;
  • Novos tempos no meio Evangélico: comércio, novas crenças, novos costumes, etc.
  • Afastamento dos crentes das Igrejas por causa de trabalho, lazer, estudo.
  • Afastamento do pensamento do homem das coisas de Deus;

O novo estilo de vida do homem moderno tem levado ao distanciamento de Deus, como se 'coisas' suprissem a Sua presença.  Deus foi relegado a segundo plano na vida de muitas pessoas, inclusive de muitos crentes, que só cultuam a Deus quando dá tempo ou quando querem adquirir dEle mais 'coisas'.

Na verdade, as dificuldades que o seres humanos (incluindo os cristãos) estão enfrentando hoje estão relacionadas com o fato de estarmos vivendo os 'tempos difíceis' sobre os quais Paulo falou:

"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…" (2 Tm 3.1-2).

As pessoas estão morrendo por causa do amor – do amor a si próprias, do amor ao dinheiro e do amor aos prazeres desse mundo.

Desde sempre somos ensinados por vários 'especialistas em psicologia' que devemos amar a nós mesmos para amar ao próximo.

Até pregadores dizem isso nos púlpitos: "você precisa se amar".  Conselheiros e televangelistas dizem: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!"

A autocomiseração (sentir pena de si mesmo) e exaltação do ego são facilmente aceitas pelas pessoas.

Paulo diz que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em total contradição com o Mandamento que Jesus nos ensinou:

"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).

Jesus deixou claro que estava falando de apenas de dois mandamentos, pois disse:  "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40).

Não há nas Escrituras um mandamento que diz que a pessoa deve 'amar a si mesma'.

A humanidade é infeliz e sofre com os problemas da vida porque se tornou "amante de si mesma" e "mais amiga dos prazeres que amiga de Deus", ou seja o pecado do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas.

Com relação a 'amar-se a si mesmo', Dave Hunt, teólogo e pesquisador em Escatologia diz o seguinte:

Linguisticamente, em toda a Bíblia, o termo agapao é sempre dirigido aos outros, nunca a mim mesmo. O conceito de amor-próprio não é o tema do Grande Mandamento, mas apenas um qualificativo. Quando Jesus ordena amar a Deus “de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30), Ele enfatiza a natureza abrangente desse amor agapao(amor-atitude, que vai além da capacidade do homem natural, sendo possível exclusivamente pela graça divina). Se Ele usasse as mesmas palavras para o amor ao próximo, estaria encorajando-nos à idolatria. Contudo, para o grau de intensidade de amor que devemos ao próximo, Ele usou as palavras “como a ti mesmo.

Jesus não nos ordenou a amar a nós mesmos. Ele não disse que havia três mandamentos (amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos). Ele apenas afirmou: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). O amor-próprio já está implícito aqui – ele é um fato – não uma ordem. Nenhum ensino nas Escrituras diz que alguém já não ama a si mesmo. Paulo afirma: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5.29). Os cristãos não são admoestados a amar ou a odiar a si mesmos. Amor-próprio, ódio-próprio (que é simplesmente uma outra forma de amor-próprio ou preocupação consigo mesmo), e auto-depreciação (possivelmente uma desculpa para culpar a Deus por não conceder ao ego maiores vantagens pessoais), são atitudes centradas no eu. Os que se queixam da falta de amor-próprio geralmente estão insatisfeitos com seus sentimentos, habilidades, circunstâncias, etc. Se realmente odiassem a si mesmos, eles estariam alegres por serem miseráveis. Todo ser humano ama a si mesmo.

Em toda a Escritura, e particularmente dentro do contexto de Mateus 22, a ordem é dirigir aos outros todo o amor que o indivíduo tem por si. Não nos é ordenado que amemos a nós mesmos. Já o fazemos naturalmente. O mandamento é que amemos os outros como já amamos a nós mesmos. A história do Bom Samaritano, que segue o mandamento de amar o próximo, não só ilustra quem é o próximo, mas qual é o significado da palavra amor. Nesse contexto, amor significa ir além das conveniências a fim de realizar aquilo que se julga ser melhor para o próximo. A idéia é que devemos procurar o bem dos outros do mesmo modo como procuramos o bem (ou aquilo que podemos até erradamente pensar que seja o melhor) para nós mesmos – exatamente com a mesma naturalidade com que tendemos a cuidar de nosso bem-estar.

Portanto, independente da compreensão que se tenha dessa passagem bíblica, a verdade insconstestável é que o homem ama a si mesmo, do contrário Cristo teria dito: “Não odieis o próximo como a ti mesmo”. (Dave Hunt)

Paulo descreve quem são as pessoas 'amantes de si mesmas" ou "egoístas":  elas também são "avarentas, jactanciosas (ou presunçosas), arrogantes, blasfemadoras, desobedientes aos pais, ingratas, irreverentes, desafeiçoadas, implacáveis, caluniadoras, sem domínio de si, cruéis, inimigas do bem, traidoras, atrevidas, enfatuadas (ou soberbos), mais amigas dos prazeres que amigas de Deus" (2 Tm 3.2-4).

A lista de Paulo começa descrevendo as pessoas dos últimos tempos como amantes de si mesmas, ou seja, o egoísmo encabeça a lista dos males do final dos tempos. O materialismo vem em segundo lugar; as pessoas serão “avarentas”, amando o dinheiro e aquilo que ele é capaz de comprar;

Soberba – A pessoa ‘soberba’ (isto é, arrogante ou altiva) é ‘alguém que procura se mostrar superior aos outros’.

Orgulho e Vaidade – Muitos se gloriam de seus próprios atos e realizações com a finalidade de impressionar as pessoas. São adeptos do culto à personalidade, são presunçosos e soberbos e desejam ardentemente fama e projeção social.  A palavra “presunçosos” se refere a “alguém que alardeia e ostenta realizações, e em sua jactância ultrapassa os limites da verdade, procurando se destacar e se engrandecer em uma tentativa de impressionar”.

Egoísmo e Avareza – Essas são as características dos “amantes de si mesmos” e que fazem que elas sejam individualistas e tenham desejos incontrolável de alcançar seus interesses pessoais em detrimento do respeito e amor ao próximo. O egoísta é ambicioso e narcisista; adora a si mesmo (2 Tm 3.2). Já o avarento, “amante do dinheiro”, é obcecado pelo lucro. Nestes últimos dias, o materialismo tem levado as pessoas a se digladiarem pelo vil metal e infelizmente, as promessas de “fortuna fácil” têm atingido os púlpitos de muitas igrejas. "Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos." (1 Tm 6.10).

Incontinência – Sem domínio próprio, não consigam refrear seus impulsos naturais dominados pelo pecado (Rom 1.23-32).

Desobediência aos pais e ingratidão – Temos visto ao longo da história que a cultura anticristã tem incentivado a desobediência ao mandamento divino, explicito em Êxodo 20.12 "Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá.". Porém, nada se compara com a insubordinação obstinada dos filhos aos pais nesses últimos dias. Os ‘desobediente a pais e mães’ são os rebeldes.

Desamor e Crueldade – Há por toda a parte pessoas desprovidas de “afeto natural”, isto é, que não tem afeição, amor e cuidado nem mesmo pela própria família. São pais desafeiçoados aos filhos e filhos que não tem a menor consideração e carinho pelos pais.

Dureza do coração e Calúnia – A palavra de Deus adverte que nos últimos dias, os homens iriam se tornar irretratáveis, “duros de coração”, e incapazes de perdoar. Nas regras de sobrevivência do mundo moderno não há espaço para a compaixão e perdão.  Calúnia, no original “diábolos”: são caluniadores aqueles que se comprazem em depreciar a honra e a moral alheia .

Traição e Hipocrisia – São desvios de caráter de pessoas que se orgulham de enganar e descumprir promessas em razão de conveniências pessoais. Temos exemplos na política e em alguns executivos de empresas.

Aversão ao bem – A Bíblia diz que nos últimos dias os homens seriam inimigos do bem e se negariam a praticá-lo. Desprezariam os bons e amariam os maus.  Atualmente a industria do entretenimento tem induzido nossas crianças a gostarem de “heróis” de caráter explicitamente mau, seres demoníacos e monstros malignos através de jogos eletrônicos e das historias em quadrinhos.

Abuso do poder – Pessoas obstinadas, orgulhosas e atrevidas que abusam do poder e cultuam a própria personalidade.

Blasfêmia e Irreverência – Os ‘blasfemos’ são aqueles que usam suas palavras para caluniar os outros. Há os que ultrajam a glória de Deus e aqueles que difamam o comportamento religioso do cristão e a doutrina. Os blasfemos também são irreverentes. O termo “irreverente” significa “ímpio” ou “sem respeito pelo sagrado”. No final dos tempos os homens se afastarão de Deus a ponto de perderem o respeito pelas coisas santas.

Apego aos prazeres mundanos – A Bíblia diz que nos últimos dias os homens viverão em função do prazer deste mundo, isto é, serão “mais amigos dos deleites do que de Deus”. O estilo de vida mundano, chamado atualmente de 'hedonismo', prega que o principal alvo da vida humana é a obtenção do prazer, a fim de evitar a dor e o sofrimento. “Os principais pecados contra Deus, praticados por esse século vil, são: blasfêmia, irreverência e apego aos prazeres mundanos”.

 

Conclusão

Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva à morte espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "EU" e à vida eterna.

Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).

Para reflexão:

"… Nossos cultos geralmente são celebrações de nós mesmos, mais do que celebrações de Deus.

Nunca antes, nem mesmo na igreja medieval, os cristãos foram tão obsessivos consigo mesmos.

Auto-estima, auto-confiança, auto-isto e auto-aquilo têm substituído a discussão sobre os atributos de Deus. Ironicamente, isso tem criado o oposto do que tenciona.

Sem o conhecimento de Deus, em cuja imagem fomos criados, e sem a graça que nos transformou em filhos de Deus, o narcisismo, ou amor-próprio, desenvolve-se em depressão.

Em outras palavras, quando o crente procura realização pessoal em uma igreja bíblica é como girar em torno de si mesmo.

A casa de Deus é edificada para a glória e a satisfaç&atilde%3

Haverá um Reino Milenar depois que Cristo voltar? – Pré-Milenismo Histórico

Filed Under (Métodos de Interpretação Profética) by Geração Maranata on 24-07-2011

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por Geração Maranata

O Milênio

“E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.

E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem.

E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.

Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.

E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” (Apo: 20:1-10)

 

“E o Senhor será rei sobre toda a Terra; naquele dia um será o Senhor e um será o seu nome” (Zc 14:9)

 

A palavra millennium vem do latim mille annus que significa mil anos. O termo grego usado na Bíblia é chiliasm (quiliasmo).  

χιλιοι chilioi
plural de afinidade incerta
1) mil

ετος etos
1) ano

No capítulo 20 de Apocalipse encontramos a única menção de um reino milenial de Cristo e as divergências giram em torno desses mil anos.

Nem todos os cristãos acreditam que Jesus Cristo voltará literalmente à Terra para estabelecer um reino de paz e segurança que durará mil anos.

Quatro correntes escatológicas tentam explicar o significado do Milênio:

Pós-Milenismo

• Pré-Milenismo Histórico

Pré-Milenismo Dispensacionalista

Amilenismo

Nesta segunda série estudaremos o ensino do Milênio segundo a visão Pré-Milenista Histórica.

O Pré-Milenismo Histórico é uma das quatro correntes que tentam responder à pergunta:

“Haverá um reino milenial depois que Cristo voltar?”

Pré-Milenismo Histórico

Os adeptos desta visão afirmam que ela é a interpretação escatológica mais antiga sobre o Milênio, por isso é também chamada de Pre-Milenismo Clássico.

Acredita-se que foi a interpretação escatológica principal nos três primeiros séculos do Cristianismo, onde personagens como Papias, Irineu, Justino Mártir, Tertuliano e outros apoiaram essa interpretação.

 

Histórico

O Pré-Milenismo foi a visão predominante nos primeiros três séculos da Igreja.

Os que aderiam a esta visão incluía Papias (60-130dC), Justino Mártir (100-165dC), Irineu (130-202), Tertuliano (160-330dC), Orígenes (cerca de 185-254), Hipólito, Metódio, Comandiano, Lactanius e outros.

De acordo com alguns documentos, como o apócrifo ‘Epístola de Barnabé’, nos primeiros séculos da Igreja os cristãos aguardavam a volta de Jesus para estabelecer o Milênio de paz e justiça na Terra, ou seja, eles criam no Pré-Milenismo, porém depois de um período de Tribulação. Depois do reinado de mil anos é que seria estabelecido o Reino Eterno.

O motivo de os cristãos da época acreditarem na volta de Jesus depois de um período de tribulação era porque entendiam que já estavam vivendo esse período, que já durava muitos anos; então as muitas perseguições e sofrimentos eram considerados normais. Os líderes dessa época procuravam preparar os cristãos para uma época ainda pior que estaria por vir.

A visão do Milênio seria uma época de grande abundância, prosperidade e harmonia na criação. Papias, bispo de Hierápolis da Frígia, início do segundo século, cria dessa forma.

Porém, com o tempo, a crença de um Milênio literal já não era unânime. A partir do quarto século, muita coisa iria mudar e traria declínio à visão Pré-Milenista.

Vários fatores contribuíram para a mudança de visão:

1) Com o fim das perseguições, devido a cristianização promovida pelo Imperador Romano Constantino, a visão Amilenista tomou força. Esta continua sendo a posição da Igreja Católica Romana até os dias de hoje e foi defendida também pela maior parte dos reformadores protestantes.

2) A partir do século III d.C. teólogos de Alexandria (cidade localizada no Egito, hum!) introduziram outro ensino sobre o Milênio. Orígenes e Clemente sugeriram um ensino simbólico ou alegórico a respeito dos mil anos. A Igreja, exausta de tantas perseguições, havia esperado ardorosamente, mas em vão, pelo imediato retorno de Jesus, acabou deixando-se influenciar e abandonou a posição Pré-Milenista.

A proteção de Constantino ajudou na idéia de que o Milênio já havia começado. O que inicialmente foi considerado heresia, gradualmente, foi sendo aceito, especialmente através da influência de Agostinho, bispo de Hipona (396-430 d.C.) e Jerônimo (347-420 d.C.) . Agostinho rejeitava o Pré-Milenismo, tachando-o de literal e carnal demais, e espiritualizou o conceito.

3) A introdução da interpretação alegórica das Escrituras foi o fator decisivo para o declínio Pré-Milenista, pois esse ensino traz consigo um desprezo por tudo que é terreno e visível.

O Velho Testamento era, até meados do segundo século depois de Cristo, a única Bíblia da Igreja. O VT fala muito de um Reino na Terra, por isso alguns pais do segundo século (como Clemente e Orígenes) começaram a transformar essas passagens em alegorias para evitar os conflitos que uma interpretação mais literal poderia trazer. O Velho Testamento passou a ser visto, cada vez mais, não como uma parte importante do plano de Deus, mas apenas como uma história simbólica cheia de figuras das verdades espirituais e invisíveis.

4) A influência da filosofia grega e o gnosticismo também contribuíram e muito para o declínio da visão Pré-Milenista e pôs fim na esperança de um Reino Milenar. Um dos ensinos que parece ter contaminado muito o Cristianismo foi o conceito grego de que a matéria é má por natureza e que por isso é preciso se livrar desse corpo e desse mundo material para poder alcançar a perfeição, que no caso do Cristianismo seria o Céu que é totalmente espiritual e transcendental.

5) Outro fator foi o distanciamento entre a Igreja e os judeus. Embora os primeiros cristãos fossem todos judeus, depois da abertura para os gentios, a Igreja foi aos poucos se desligando de suas raízes originais. Houve várias causas para isso, uma das quais foi a destruição de Jerusalém em 70 d.C. O método de interpretação alegórica também contribuiu, fazendo com que os cristãos desprezassem a história da nação de Israel e o entendimento judaico das revelações de Deus. Isso preparou o caminho para a Igreja se considerar o novo Israel de Deus, herdeira de todas as promessas do Velho Testamento (num sentido espiritual), deixando Israel como povo e nação completamente fora.

Quais são as provas das Escrituras fornecidas pelos Pré-Milenistas Históricos para o ensino de que haverá um reinado milenar terreno após a volta de Cristo?

Para os Pré-Milenistas Históricos a Igreja é o Israel de Deus, mencionado por Paulo em Gl. 6:16. Não há nenhuma distinção entre Israel e Igreja hoje, e do mesmo modo não haverá no Milênio.

Para chegar a esta conclusão, fazem uso do mesmo princípio de interpretação utilizado pelos Amilenistas, em relação as profecias do Antigo Testamento. Porém acreditam que Deus restaurará a nação de Israel, pois para ela há promessas no Milênio.

Romanos 11 é usado para provar essa restauração:

“E se alguns dos ramos foram quebrados (Israel), e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles (A Igreja), e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.

Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.

Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.

E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados.” (Romanos 11:17-27) (grifo meu)

O Velho Testamento e Cristo falaram a respeito do governo do Ungido. Salmos 2 é usado como respaldo bíblico:

“Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.” (Salmo 2:6)

Apesar de que o único lugar onde a Bíblia menciona tal reino milenar terreno é Apocalipse 20:1-6, os Pré-Milenistas encontram uma descrição da Segunda Vinda de Cristo em Apocalipse 19 e Apocalipse 20 descreve eventos que sucederão à Segunda Vinda

Os primeiros três versículo de Apocalipse 20, descreveriam o aprisionamento de Satanás durante o Milênio depois da volta de Cristo.

Apocalipse 20:4 retrataria o reinado dos crentes ressuscitados com Cristo sobre a terra durante o milênio.

A palavra grega 'ezasan' (eles viveram ou, vieram à vida), encontrada nos versos 4 e 5, significariam ‘ressuscitado da morte de um modo físico’.

Ainda no verso 4, seria encontrado uma descrição da ressurreição física dos crentes no início do Milênio, mais tarde seria denominada “a primeira ressurreição”; no verso 5 encontraríamos uma descrição da ressurreição física dos incrédulos no final do Milênio.

Em 1 Coríntios 15.23-26, embora os Pré-Milenistas reconheçam que esta passagem não forneça uma prova conclusiva para um Milênio terreno, porém pode-se encontrar apoio neste ensino, especialmente nos versos 23 e 24

“Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias, depois (epeita) os que são de Cristo, na sua vinda. E então (eita) virá o fim (telos), quando ele entregar o Reino ao Deus e Pai…”

Nesses versículos, o Apóstolo Paulo estaria retratando o triunfo do Reino de Cristo realizado em três etapas:

– a ressurreição de Cristo;

– a Parousia, quando os crentes serão ressuscitados;

– o fim, quando Cristo entregará o Reino a Deus Pai;

Uma vez que há um intervalo significativo entre a primeira (ressurreição de Cristo) e a segunda etapa (ressurreição dos crentes), então não parece improvável que possa haver também um intervalo significativo entre a segunda e a terceira etapa.

As palavras 'então' (eita) e 'fim' (telos) deixariam lugar para um intervalo indefinido de tempo entre a Segunda Vinda e o Fim, quando Cristo completaria a subjugação de seus inimigos.

Este intervalo seria o Milênio.

Cronologia Pré-Milenista Histórica

De acordo com o Pré-Milenismo Histórico, vários eventos têm de acontecer antes que Cristo retorne:

• A evangelização das nações;

• A grande apostasia ou rebelião;

• A manifestação do anticristo;

• A grande tribulação;

• A Igreja atravessará a Tribulação final;

• A Segunda Vinda de Cristo não será um evento em duas etapas, mas uma ocorrência única;

• Quando Cristo voltar, os crentes que estiverem mortos serão ressuscitados, os crentes que estiverem ainda vivos serão transformados e então ambos os grupos serão juntamente elevados para encontrar com o Senhor nos ares;

• Após este encontro nos ares, os crentes acompanharão Cristo que descerá à Terra;

• Após Cristo ter descido à Terra, o anticristo será exterminado e seu Reino opressor chegará ao fim. Neste momento ou antes disso, a grande maioria dos judeus que estiverem vivos se arrependerá de seus pecados, crerá em Cristo como seu Messias e será salvo;

• Cristo estabelecerá seu Reino Milenar – um Reino que durará aproximadamente mil anos;

• Jesus governará visivelmente sobre todo o mundo, e seu povo redimido reinará juntamente com ele.

• Os redimidos incluem tanto judeus como gentios. Embora em sua maioria os judeus tenham se convertido recentemente, após a conversão dos gentios, eles não formarão um grupo separado, uma vez que haverá apenas um povo de Deus.

• Aqueles que reinarão com Cristo, durante o Milênio, incluem tanto crentes que acabam de ser ressuscitados da morte como crentes que ainda estavam vivos quando da volta de Cristo;

• As nações incrédulas, que ainda estiverem sobre a terra nessa época, serão governadas por Cristo com vara de ferro.

• Não deve-se confundir o Milênio com Estado Eterno, porque o pecado e a morte ainda existirão.

• Entretanto, o mal será amplamente restringido e a justiça prevalecerá na Terra como nunca antes aconteceu.

• Este será um tempo de justiça social, política e econômica, e de grande paz e prosperidade.

• A natureza refletirá as bênçãos desta era uma vez que a terra será extraordinariamente produtiva e o deserto florescerá como a rosa.

• Perto do fim do Milênio, porém, Satanás, que estava preso durante este período, será solto e sairá a enganar as nações mais uma vez.

• Ele congregará as nações rebeldes para a Batalha de Gogue e Magogue, e as levará para atacar o “acampamento dos santos”.

• Descerá fogo do céu sobre as nações rebeldes e Satanás será lançado no Lago de Fogo.

• Com o fim do Milênio, haverá a ressurreição dos incrédulos que morreram.

• Acontecerá o julgamento do Grande Trono Branco, no qual todos os homens, tanto crentes como incrédulos, serão julgados. Aqueles cujos nomes forem encontrados escritos no Livro da Vida ingressarão na vida eterna, enquanto aqueles cujos nomes não forem encontrados naquele livro serão lançados no Lago de Fogo.

• Depois disto, o Estado Eterno é instaurado: os incrédulos passam a eternidade no inferno, enquanto que o povo redimido de Deus vive para sempre na nova terra que foi purgada de todo mal.

 

Principais Argumentos contra o Pré-Milenismo Histórico

• Apocalipse 20 não fornece prova incontestável para um reinado milenar terreno que se seguirá à Segunda Vinda.

• O livro de 1 Coríntios 15.23,24 não fornece evidência clara um Reino milenar terreno.

• O retorno do Cristo glorificado e dos crentes glorificados, para uma terra onde ainda existe pecado e morte, violaria a finalidade da glorificação.

• O reinado milenar terreno não concorda com o ensino escatológico do Novo Testamento, uma vez que não pertence nem a era presente nem a era porvir.

• Os Pré-Milenistas se utilizam apenas da literatura apocalíptica para provar a literalidade do milênio, visto que o Velho Testamento não possui nenhum texto que relata um período literal de mil anos.

 

Conclusão

Este ponto de vista foi abandonado pela maior parte do Cristianismo, que passou a adotar a interpretação Amilenista e mais tarde Pós-Milenista.

Depois do século XIX surgiu a interpretação conhecida como Pré-Milenismo Dispensacionalista, porém difere em várias partes do Pré-Milenismo Histórico.

Alguns proponentes dessa interpretação escatológica: George Ladd, J. Barton Payne, Alexander Reese, Millard Erickson e outros.

 

Fontes de Pesquisas:

Livro ‘A Bíblia e o Futuro’ de Anthony Hoekema

http://br.dir.groups.yahoo.com/group/solascripturatt/message/6453

http://idac.info/pos_melenismo_amilenismo_e_pre_milenismo.html

http://www.revistaimpacto.com.br/divergencias-historicas-sobre-a-escatologia

Autor: ** Geração Maranata ** Se for copiar favor informar a Fonte!

Vídeo: Corra por sua Vida!

Filed Under (Vídeos) by Geração Maranata on 11-07-2011

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Corra, Igreja de Cristo!

Esse sermão é de longe uma das mensagens mais impactantes do pr Carter Conlon. No primeiro domingo após a tragédia de 11 de setembro de 2001 (ataques às Torres Gêmeas) o pr Conlon pregou esta mensagem comovente na Igreja de Times Square, em Manhattan. O sermão foi intitulado 'Run For Your Life' (Corra por sua vida). Todo o cristão deve ouvir este grito de alerta. É uma censura poderosa contra as doutrinas superficiais e mundanas que invadiram a Igreja de Jesus Cristo.

O vídeo abaixo tem apenas 4 minutos e é apenas uma parte de uma mensagem, que na íntegra, tem 1h 13min: http://www.youtube.com/watch?v=Kq1rE4ETUGA&feature=player_embedded

Trecho da mensagem:

Temos de derramar nossas vidas pelos propósitos de Deus.
Isso não é uma escolinha bíblica dominical para a igreja.
Isso não é um convite para contínuos passatempos.
Isso é uma guerra pelas almas dos homens.

Saia do meio deles!
Corra pela tua vida!

Porque isso é sobre a tua vida.
Isso não é apenas sobre uma teologia contrária.
Ou novos pontos conflitantes sobre Jesus.
Isso é sobre a tua vida!

Minha mente esta marcada para sempre com a história que ouvi de Policiais de Nova York.
Enquanto pessoas fugiam de edifício se despedaçando, havia policiais e bombeiros e outros que corriam em direção aos edifícios dizendo:
“Corra pela sua vida!”
Como se fossem seus próprios colegas.

Em alguns casos eu creio que eles sabiam que iam morrer, mas havia um senso de dever.
E eu indo ate Deus disse:
"Deus! Ó Jesus não deixe o meu senso de dever ser menor pelo teu reino do que o desses amados bombeiros e policiais foi por aqueles que pereciam enquanto as torres caíam."

Vivemos em uma geração onde Jesus tem caído pelas ruas.
Eu quero estar no meio daqueles que não estão correndo do conflito, mas estão correndo para o conflito e dizer:
Corra pela tua vida!

CORRA!
De evangelhos que focalizam apenas sucesso e prosperidade!

CORRA!
Daqueles que usam o nome de Cristo apenas para o seu próprio ganho.

CORRA!
Daqueles que roubam do teu bolso em nome de Jesus.

CORRA!
De evangelhos que somente estão focalizados no auto-progresso.

CORRA!
De igrejas onde o homem é glorificado e não Cristo.
Corra, corpo de Cristo, CORRA!
Saia, e não toques nada imundo (2Co 6.17)

CORRA!
De igrejas onde o ensino não tem Bíblia, a teologia não tem custo ou cruz.
Não há palavra que examina a alma.
Não há arrependimento de pecados.
Não há menção do Sangue de Jesus.

CORRA! é imundo CORRA!
Corra de igrejas onde você fica confortável em seus pecados.
Você vai à casa de Deus, tem pecado em sua vida e não é convicto dele está participando da mesa de demônios. (1Co 10.20-21)

CORRA!
De púlpitos que satisfazem homens políticos, que estão usando o púlpito de Deus para seus próprios interesses políticos

CORRA!
Daqueles que pregam divisões entre raças e culturas.
Corra, desligue, saia, fique longe disso!
Eles não sabem nada de Deus.

CORRA!
De movimentos ímpios espasmódicos e intermináveis profecias vazias.
Amada igreja CORRA pela tua vida!

CORRA!
De pregadores que são levantados só por contarem estórias e piadas e a Bíblia é deixada de lado.
Corra como nunca correu antes!

CORRA! CORRA! CORRA!

CORRA!
Das infinitas campanhas mercadológicas de igrejas onde o foco é a necessidade das pessoas e não Cristo.

CORRA!
De qualquer caminho para a vida abundante que não seja a cruz e a mortificação das obras da carne em sua vida.

CORRA!
De qualquer igreja que não desafie você a cumprir sua missão pessoal na terra.

CORRA!
De lideres que usam a igreja como reino pessoal.
O rebanho como propriedade particular.
E se consideram inquestionáveis e inatingíveis.

CORRA!
De igrejas onde santidade está ligada aparência exterior, usos e costumes de homens e não a uma entrega pessoal pelo Reino de Deus.
Onde vida abençoada é ter bens materiais e não o estar no centro da vontade de Deus ou o ser uma nova criatura.

CORRA!
De evangelhos onde, o fazer por onde ou o fazer por merecer substituiu a graça divina, o favor imerecido de Deus para todo homem.
Onde Deus se tornou o escravo e o homem o Senhor.

CORRA!
De toda religiosidade, pregação religiosa, ativismo religioso, rituais entre outras coisas.
Deus não criou uma religião, enviou Cristo para morrer por nós.
Religando-nos a Ele e para que assim pudéssemos seguir a pessoa de Cristo.

CORRA!
De igrejas onde a esperança está nas coisas terrenas e não nas eternas.
Onde as famílias têm sido destruídas pelo amor ao dinheiro.
Onde as pessoas têm duas vidas: uma na igreja e outra fora dela.
Onde os pastores não falam contra os pecados dos que tem dízimos altos.

CORRA!
De qualquer evangelho que não seja o de Cristo,
De qualquer caminhada que não seja a de Cristo,
De qualquer centralidade que não seja Cristo.

CORRA POR SUA VIDA!

Carter Conlon é pastor sênior da Igreja de Times Square, a mesma cujo fundador foi o amado Pr. David Wilkerson.

Links:

www.tscnyc.org

www.en.wikipedia.org/wiki/Times_Square_Church

Geração Maranata – **Ao reproduzir favor informar a fonte**

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