Sinais no Céu e as Festas Judaicas

Filed Under (Festas Judaicas e o Cumprimento Proféticos, Sinais Proféticos) by Geração Maranata on 26-09-2011

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Por Geração Maranata

 

"Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam" (Jr 10.2).

"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas…" (Lc 21.25)

A maioria dos que estudam as Profecias bíblica concorda que as Festas de Outono de Israel têm uma conexão profética a ser realizada no futuro.

Por conta disso, muitas teorias têm surgido sugerindo os mais absurdos tipos de cumprimento profético.

Há uma (de 2008) que relacionou quatro eclipses lunares e dois solares com as Festas Judaicas da Páscoa e Tabernáculos (que ocorrerão entre 2014 e 2015) e marcou o retorno do Senhor para 2015, com a Grande Tribulação iniciando em 2008.

Há ainda outra, que utilizando os mesmos eclipses, reajustou a data da Grande Tribulação começando ainda esse ano (leia sobre o assunto no final desse post) e o retorno do Senhor para 2018.

Apesar da grande possibilidade desses sinais poderem representar de fato um sinal profético, deve-se tomar cuidado em marcar datas e trazer descrédito às profecias bíblicas.

A respeito desse assunto, o estudioso em profecia Jack Kelley, escreveu (em 2008) o seguinte artigo:

 

O Cenário da Lua de Sangue

Há uma teoria circulando atualmente na web, promovido por um bem conhecido website de profecias, que mostra o resultado de traçar os eclipses do sol e da lua e compará-los com as Festas Levíticas, e nota que o único momento neste século quando 4 eclipses lunares totais, conhecidos como tetrade, coincidirão tanto com a Páscoa (Pesach)  quanto com a Festa dos Tabernáculos (Sucot) se dará nos anos 2014-2015.

Eclipses lunares também são conhecidos como "luas de sangue" porque a lua freqüentemente se torna vermelha durante um eclipse.

Também haverá 2 eclipses solares durante esse período. Na primavera de 2015 o ano religioso Israelense começará com um eclipse total do sol seguido, duas semanas depois, por um eclipse total da lua na Páscoa (Pesach). E então, seis meses depois a seqüência se repetirá com um segundo eclipse solar em Rosh Hashanna seguido, duas semanas depois, por outro eclipse total da lua na Festa dos Tabernáculos, tudo em 2015.

A última vez que algo assim ocorreu foi em 1967, quando Jerusalém se tornou novamente uma cidade Judia não dividida, e antes disso houve várias ocorrências durante os anos 1948-50, quando Israel estava se tornando uma nação. Não houve nenhuma ocorrência sequer nos anos 1800, 1700, 1600, e nenhuma em 1500 que coincidisse com Dias Festivos Judaicos.

 

O Que Isso Significa?

A conclusão sendo tirada disso pelo produtor do vídeo é que 2015 é o ano mais provável para a 2ª vinda do Senhor em todo o Século 21, e o outono (hemisfério norte – primavera no hemisfério sul) é o melhor momento naquele ano.

Entendidos em profecia de toda parte estão todos caindo uns sobre os outros para entrar nessa . Mas na correria da emoção que legitimamente acompanham pensamentos sobre o iminente retorno do Senhor, muitos estão ignorando uma ferramenta para avaliar onde estamos nos tempos do fim que eu apresentei inicialmente em minha série intitulada "Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos do Fim". É uma ferramenta de gestão de negócios chamada agenda reversa.

Alegações sensacionalistas como a que é feita nesse site podem resultar em real confusão se você não conhece a seqüência na qual os principais eventos dos Tempos do Fim ocorrerão. Na verdade, a ordem deles é muito lógica e, uma vez que a aprenda, você pensará porque não viu isso antes.

A melhor maneira de descobrir isso é executar o que o mundo dos negócios às vezes chama de exercício de agenda reversa. Ele envolve ir até o final de um processo e identificar seu resultado final. Então você lista em ordem reversa todas as coisas que têm que acontecer para produzir aquele resultado, voltando em direção ao presente. É mais simples do que parece, e muito mais simples em profecia do que nos negócios, porque existem muito menos eventos para organizar. 

Todos pensamos na Eternidade como o resultado final assim, começar do final e trabalhar para trás significa que começamos lá.

O último evento principal descrito a qualquer nível de detalhe na Bíblia é a Era do Reino ou Milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, o qual se distingue e precede a Eternidade.

  • A Eternidade não pode começar até que o Milênio termine.
  • O Milênio obviamente não pode começar até a Segunda Vinda, porque é quando o Senhor retorna para estabelecê-lo.
  • A Segunda Vinda não pode ocorrer até o final da Grande Tribulação.
  • E isso não pode ocorrer até que o Anticristo se coloque no Templo em Israel se declarando Deus (2 Tes 2:4).
  • Esse é o evento que Jesus advertiu Israel e Ele o chamou de "Abominação da Desolação" em Mat 24:15-21.
  • Mas isso não pode acontecer até que haja um Templo. Não existem um Templo em Israle desde 70 AD e não haverá um até que os Judeus resolvam que precisam de um.
  • Isso não ocorrerá até que Deus reinstale seu relacionamento do Antigo Concerto, sinalizando o início da 70ª semana de Daniel.
  • E isso não pode ocorrer até que a Batalha de Ezequiel 38-39 seja vencida, pois é a batalha de Ezequiel que oficialmente atrai os Judeus de volta para Deus (Eze 39:22).
  • E isso não pode ocorrer até que a Igreja se vá, porque a Igreja e Israel são mutuamente exclusivos para Ele (Rom 11:25 e Atos 15:13-18).
  • E isso nos traz ao presente, pois não há nenhum evento precedente ao Arrebatamento da Igreja. Isto pode acontecer a qualquer momento.

Utilizando essa ferramenta de agendamento podemos ver que como os eventos dos tempos do fim estão determinados a ocorrer, e o único cuja cronologia é especulativa e o Arrebatamento.

Alguns argumentam que existem dúvidas sobre a cronologia da Batalha de Ezequiel 38, mas a Bíblia é bastante clara ao dizer que a batalha de Ezequiel 38 é a chamada para 'acordar' Israel a fim de iniciar a 70ª semamna de Daniel. É o evento que traz Israel de volta ao concerto com Deus, exigindo que um Templo seja construído. A 70ª semana de Daniel tem por definição a duração de sete anos. A última metade é a Grande Tribulação, depois da qual o Senhor voltará.

 

Qual é o Ponto?

Isso me traz ao meu ponto, e para fazê-lo, usarei a ferramenta da agenda reversa novamente.

A fim de que o Senhor retorne no outono de 2015, a 70ª semana de Daniel teria que ter começado no outono de 2008. Isso significaria que a Batalha de Ezequiel 38 ja teria acontecido, e Deus teria sido reapresentado para Israel, trazendo-os de volta para o relacionamento da Antiga Aliança que resultaria em o Judaísmo Bíblico se tornar a religião nacional oficial de Israel. E o Anticristo já teria aparecido e ganhado poder suficiente para ajudar Israel a negociar um tratado de sete anos que inclui provisões para um Templo (Dan 9:27). 

Todas as condições para Ezequiel 38 ainda não foram cumpridas, apesar de a maioria dos jogadores já estarem alinhados. 

Se essas Luas de Sangue anteriores (1948 e 1967) de fato anunciaram o renascimento da nação e a reunificação de Jerusalém como parece, então o próximo passo na jornada de Israel em direção ao Reino é sua reunião nacional com seu Criador. Esta é maneira como Ezequiel viu isso acontecer, e importante o suficiente para Deus para merecer um tal anúncio celestial. Afinal de contas, Ele tem esperado para trazê-los de volta por 2000 anos.

"VINDE, e tornemos ao Senhor, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele."  (Oséias 6:1-2)

Graças a Deus, não demorará até que saibamos com certeza quem está certo e quem está errado. E não será necessário nenhuma ciência espacial para dizê-lo. Pois, se a 70ª semana de Daniel estiver determinada a começar nas Festas de Outono, então os próximos meses/anos assombrarão o mundo em uma série de espantosos cumprimentos proféticos sem paralelos desde a crucificação e ressurreição do Senhor. Você quase pode ouvir os passos do Messias.

Fonte: Olhar Profético (Adaptado do artigo escrito em 2008, quando essa teoria foi muito discutida)

 

Sinais nos Céus

Texto bíblico usado: "E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para SINAIS e para tempos determinados e para dias e anos." (Gn 1:14)

Eclipse Solar:

Por três anos consecutivos, 2008, 2009 e 2010, houve um eclipse solar parcial sempre no dia 1 de Av do caledário judaico:

– 1 de Agosto de 2008 (1 º de Av)
– 22 de julho de 2009 (1 º de Av)
– 11 de julho de 2010 (1 º de Av)

O mês de Av é considerado um mês de luto, onde se lembra a destruição dos dois Templos judaicos que ocorreram no mesmo dia: 09 de Av.

 

Eclipse Lunar:

– No ano judaico de 5708 (1948), ano da Independência do Estado de Israel, ocorreu um eclipse na Festa Judaica da Páscoa (Pessach) e no ano seguinte (1949) ocorreu o mesmo.

– Em 1967, ano que Israel unificou Jerusalém, ocorreu outro eclipse lunar na Páscoa (Pessach). No mesmo ano ocorreu outro eclipse lunar na Festa dos Tabernáculos (Sucot).

 

Tetrad

"O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo." (Joel 2:31)

Tetrad – fenômeno astronômico de rara ocorrência quando quatro eclipses lunares ocorrem em uma linha com intervalos de seis lunações (semestre) – Fonte: Wikipedia

Esse fenômeno ocorrerá nos anos de 2014 e 2015 e cairão nos dias das Festas Judaicas:

Tetrad Lunar:

– 2014: 15 de abril (Pessach) e 8 de outubro (Sucot)

– 2015: 4 de abril (Pessach) e 28 de setembro (Sucot) 

 

Eclipse Solar:

– 2015: eclipse total no dia 20 de março (15 dias antes do Pessach) e 13 de setembro (Rosh Hashanna).

Este ano (2011) surgiu uma nova teoria que tem sido muito divulgada na web.  

Essa nova teoria juntou a de 2008 e ligou ao Cometa Elenin.   Esta foi ainda mais longe e marcou a data para o início da Grande Tribulação para 29/09/2011!

Devemos tomar cuidado e seguir a orientação do Senhor: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;" (Mateus 24:4)

Quem quiser assistir ao vídeo que está circulando na web, acesse o link: http://www.youtube.com/watch?v=KXMwJqgyEhk&feature=player_embedded

Esse vídeo já começa com um erro de tradução de Gênesis 1:14, mudando a palavra 'estações' para 'festas'.  Daí pode-se ver a indução ao engano.  No meio do vídeo o autor mistura astronomia, astrologia, Elenin e Apocalipse 12 (A Mulher vestida de Sol).

 

Conclusão 

Como já mencionei, as coincidências desses sinais são um caso a considerar, pois podem fazer parte dos sinais do retorno de Cristo.  Porém fazer disso motivo para marcar datas é um erro que muitos têm cometido e levado as profecias bíblicas ao descrédito.

Vamos aguardar, vigiar e nos preparar! 

Maranata!

 

Veja também:

http://www.elshaddaiministries.us/

 

Fontes:

http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/161-o-cenario-da-lua-de-sangue (Traduzido de: http://gracethrufaith.com/estudios-biblicos-en-espanol/el-escenario-de-la-luna-color-de-sangre/)

http://www.chamada.com.br/mensagens/sinais.html

http://www.lasttrumpet.org/seven_proofs.htm

http://www.sonoma.edu/users/v/vegalu/eschatology_files/solar%20eclipses.pdf

http://www.sonoma.edu/users/v/vegalu/eschatology.html

http://www.youtube.com/watch?v=shLUhjaJMKs

http://believersjourney.blogspot.com.br/2011/05/solar-eclipse-patterns-2008-2020.html

 

As Festas Judaicas e seu Cumprimento Profético – Pessach

Filed Under (Festas Judaicas e o Cumprimento Proféticos) by Geração Maranata on 22-09-2011

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Por Geração Maranata

As Sete Festas de Israel têm um significado profético, pois além de apontar para Cristo como o Cordeiro Pascal, elas também falam da ‘parousia’ que é a Segunda Vinda do Senhor Jesus.

As Festas Bíblicas foram ordenanças do Senhor e por quatro vezes encontramos a declaração de que elas seriam um 'estateuto perpétuo' para Israel. (Levítico 23)

Cristo cumpriu as quatro festas comemoradas na Primavera, no tempo exato designado para sua celebração, segundo o calendário judaico.

Isso quer dizer que, uma vez que o ciclo de festas da Primavera foi cumprido por Cristo em sua primeira Vinda, também o ciclo de festas do Outono será cumprido, no futuro, com os eventos relacionados à segunda Vinda de Jesus.

As Sete Festas são:

Primavera

Outono

Nesta primeira série de estudos iremos abordar a primeira festa do ciclo da Primavera: a Páscoa

Páscoa (Pessach)

Introdução

Páscoa (do Hebraico פסח pessach e do Grego πασχα pasch) é uma festa judaica onde se comemora a libertação dos israelitas do Egito. A celebração é realizada entre os 14º e 22º dias de Nissan ou Adar II (Abib no Tanakh) que corresponde a março ou abril do nosso calendário.

Nota 1: O mês de Nissan é o nome dado ao primeiro mês do calendário judaico religioso, que se inicia com a primeira Lua nova da época da cevada madura em Israel. O nome Nissan tem origem babilônica. Na Torá o nome do mês é Abib que significa 'espigas verdes'. Nissan é um mês de 30 dias que marca o ínicio da primavera no hemisfério norte. 

Nota 2: Para o povo judeu havia o ano sagrado e o ano civil. O sagrado começava no 1° dia do mês de Abib/Nissan na Estação da Primavera. O civil começava no 1° dia do mês de Tishrei na Estação de Outono. O ano é dividido em 12 meses lunares, com um 13° mês 7 vezes em cada 19 anos.

O Pessach significa 'passagem' ou 'passar por cima' onde o Senhor poupou as casas dos Filhos de Israel e livrou-os da décima praga que foi a morte do primogênito de cada família egípcia. Portanto, se comemora a libertação dos filhos de Israel da escravidão do Egito além de marcar o nascimento dos hebreus como povo. 

A festa também tem um significado agrícola, pois marca o início do período de colheita na terra de Israel.  Os antigos pastores e agricultores comemoravam o início da colheita da cevada e a entrega do ômer. 

Nota: Ômer era uma medida de cevada (aproximadamente 2,2 l) que se levava ao Templo como oferta no segundo dia de Pêssach.

O "Último dia de Pessach", conhecido como 'Acharon shel Pessach' é também uma festa que comemora a Passagem do Mar Vermelho.

Contexto Histórico 

"Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia." (Gên 15:14-16)

Já havia se passado cerca de 430 anos desde que o Senhor falara a Abraão dizendo que sua descendência seria peregrina e ficaria sob servidão e aflição, contudo as Suas promessas não falham, pois Ele vela pela Sua Palavra para cumpri-la.

A peregrinação no Egito começou com a descida de Jacó e seus filhos para se encontrar com José que era governador do Egito.

Anos depois, os egípcios começaram a afligir os israelitas.  Quando os sofrimentos dos filhos de Israel tornaram-se insuportáveis, clamaram ao Senhor que ouviu seus clamores.  O Senhor então levantou Moiséis para que libertasse seu povo.  

O Senhor castigou a terra dos egípcios com pragas, mas apesar disso o coração do Faraó tornou-se endurecido e se recusava a deixar o povo de Israel sair, apenas na décima praga permitiu a libertação.

Décima e última praga: "À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá" (Êx 11.4-6).

O povo de Israel habitava no Egito e se não fosse a intervenção de Deus como poderiam escapar do anjo destruidor?

O Senhor então providenciou a proteção a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos.  Cada família tinha que tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia 14 de Abib (Êx 12.3-6). O sangue do cordeiro sacrificado deveria ser aspergido em ambas as ombreiras e na viga da porta das casas. Quando o Anjo passasse, passaria por cima daquelas casas que tivessem a marca do sangue. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, o povo de Israel foi protegido da condenação da morte que foi executada contra os primogênitos egípcios.

Neste evento o Senhor ensinou ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, a fim de prepará-los para o advento do "Cordeiro de Deus" (Jesus) que tiraria o pecado do mundo. Ver Êx 12  e João 1.2.

Naquela noite específica, os israelitas deveriam estar vestidos e preparados para viajar. A ordem recebida era assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermentos. Ao anoitecer, já estariam prontos para a refeição e para partir rápido, pois com a décima praga os egípcios rogariam que deixassem o país. No dia 15 de Abib os filhos de Israel deixaram a terra do Egito.

O Dia, a Hora e o Local da Páscoa

A Páscoa foi instituída na noite em que ocorreu o Êxodo do Egito. A primeira Páscoa foi celebrada na Lua Cheia, no final do dia 14 do mês de Abib, dali em diante deveria ser celebrada anualmente.

A festa começa com a morte de um cordeiro como oferta pelo pecado (Ex.12:2,6), no dia 14 do mês de abib, ou seja, um dia antes dos Pães Asmos (Lv.23:6) e dois dias antes das Primícias (Lv.23:12). 

O dia civil judaico (período de 24 horas) se inicia às 18:00h e termina às 18:00h do dia subseqüente, portanto a noite vem primeiro que o dia.

O dia judaico (12 horas) compreende o intervalo entre o nascer e pôr do sol (por volta de 06:00h às 18:00h), era dividido em três partes: manhã, meio-dia e tarde (Sl.55:17).

Os judeus distinguiam duas tardes no dia:

– a primeira ia das 15:00h às 18:00h (pôr do sol);

– a segunda se iniciava ao pôr do sol (em torno de 18:00h) indo até a escuridão da noite, aproximadamente às 19:00h. (Mt.14:15 e 23).

O sacrifício da Páscoa era oferecido "no crepúsculo da tarde" (Lv.23:5; Nm.28:4,8).

A passagem faz referência à primeira tarde (15:00h às 18:00h). A segunda tarde, que se iniciava às 18:00h, e a manhã, que tinha início às 06:00h, juntos formavam um dia (Gn.1:5). 

Mais tarde o Senhor estabeleceu um local apropriado para que o ritual da Páscoa fosse realizado:

"Então sacrificarás como oferta de páscoa ao Senhor teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o Senhor teu Deus. Senão no lugar que o Senhor teu Deus escolher para fazer habitar o seu nome, alé sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo em que saíste do Egito. Então a cozerás, e comerás no lugar que o Senhor teu Deus escolher…" (Dt.16:2,5-7).

Significado e Cumprimento Profético

Os cordeiros que eram sacrificados na Páscoa eram um símbolo, um tipo do verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo: Jesus Cristo. 

Cordeiro perfeito (Êxodo 12:5)

O cordeiro escolhido por cada família tinha que ser absolutamente perfeito. Isso significava que tinha que passar por uma investigação rigorosa para ver se havia algum defeito, não importa quão pequena seja. 1 Pedro 1:18-20 descreve Jesus como o Cordeiro Imaculado. Ele também passou por uma série de investigações para determinar se nEle havia alguma culpa:

  • Ele foi examinado pelos príncipes dos sacerdotes e os anciãos (Mateus 21:12)
  • Ele foi examinado por Pilatos (Mateus 27:1-26)
  • Ele foi examinado por Herodes (Lc 23:6-12)
  • Ele foi examinado pelo Sumo Sacerdote Anás (João 18:13, 24)
  • Ele foi examinado pelo sumo sacerdote Caifás (João 18:13-14, 19-24, 28)

Ninguém no mundo político e religioso encontrou qualquer causa para colocá-lo à morte. Ele era absolutamente inocente, o nosso Salvador perfeito. Não admira que só o Seu sangue poderia expiar o pecado.

Redenção:

O evento que corresponde à Páscoa no Novo Testamento é a Redenção.

Redenção tem a ver com libertação de escravos, pois alude à libertação que Deus concedeu a Seu povo Israel, da escravidão no Egito. Os Israelitas não tinham como alcançar a liberdade, e necessitavam de alguém que fizesse isto por eles.  E foi isto que o Senhor fez por Israel .Toda redenção acontece porque um preço é pago . Neste caso, a fiança foi o sangue do cordeiro da Páscoa. Os israelitas foram resgatados da morte e da escravidão egípcia, para passar a pertencer a outro dono, a Deus . A verdadeira Redenção significava que eles estariam livres dos cruéis egípcios para servir ao Deus vivo.

Assim como um cordeiro foi sacrificado no dia da Páscoa para a libertação dos Israelitas do Egito, Cristo foi sacrificado para a libertação dos nossos pecados:

"…Ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt.1:21);

"…pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados" (Ap.1:5);

"…Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado" (I Co.5:7).

A palavra hebraica chata’ usada para traduzir pecado é derivada de uma forma verbal que significa purificar, de modo que o substantivo significa um sacrifício que obtém a purificação.

חטא chata’

1) pecar, falhar, perder o rumo, errar, incorrer em culpa, perder o direito, purificar da impureza

Dessa forma entendemos melhor o sentido do texto de Gênesis 4:7: "…se, todavia, procederes mal, eis que o (a oferta pelo) pecado jaz à porta… …a ti cumpre dominá-lo (domá-lo)"

Esta identificação também pode ser vista no Novo Testamento: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez (oferta pelo) pecado por nós…" (II Co.5:21).

Este era o método usado por Deus, desde os tempos de Adão, para perdoar os pecados: O sangue deveria ser derramado, veja Gn.3:21.

"Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv.17:11).    

A palavra ‘expiação’ vem do hebraico:

כפר kaphar

1) cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação, cobrir com betume

A Bíblia diz que "…sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22). No tempo do Antigo Testamento o sangue dos animais apenas cobria os pecados. O sangue de Cristo tira o pecado do mundo “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”  (Jo.1:29).

O Dia do Sacrifício

A primeira Páscoa foi comemorada numa sexta-feira. Jesus Cristo também foi crucificado numa sexta-feira:

“E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos.”  (Mt.27:62)

E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado. (Mc.15:42)

E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado.  (Lc.23:54)

E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei. (Jo.19:14)

Jesus foi crucificado na hora terceira, ou seja, às 09:00h: "E era a hora terceira, e o crucificaram."  (Mc.15:25).

Da hora sexta à hora nona (12h00h às 15h00h) houve trevas sobre a terra (Mt.27:45; Lc.23:44-46):

"E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona." (Mt.27:45)

"E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol;  E rasgou-se ao meio o véu do templo. E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou."  (Lc.23:44-46).

Na hora nona, compreendida entre 15h00h e 18h00h (pôr-do-sol), Jesus rendeu o espírito cumprindo o mesmo período designado para o sacrifício da Páscoa, ou seja, no crepúsculo da tarde,

"No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do SENHOR." (Lv.23:5)

Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás à tarde:

"E o outro cordeiro sacrificarás à tarde, como a oferta de alimentos da manhã, e como a sua libação o oferecerás em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR." (Nm.28:4,8).

A Hora do Sacrifício

Tudo indica que Jesus morreu após às 15:00h que é a hora nona:

"E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol; E rasgou-se ao meio o véu do templo.  E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou." (Lc.23:44-46)

"Naquele tempo as horas não eram precisas, por isso é possível que Jesus tenha morrido entre 15:00h e 17:00h e sepultado após as 17:00h: E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado." (Mc.15:42),

O sábado iria começar às 18:00h: "Era o Dia da Preparação, e estava para começar o sábado." (Lc.23:54)

A Lei Judaica proibia o trabalho aos sábados e a permanência de um corpo morto na cruz:

“Se um homem culpado de um crime que mereça a morte for morto e pendurado num madeiro, não deixem o corpo no madeiro durante a noite. Enterrem-no naquele mesmo dia, porque qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus. Não contaminem a terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá por herança. (Dt.21:22,23)

“Esse era o Dia da Preparação, e o dia seguinte seria um sábado especialmente sagrado. Por não quererem que os corpos permanecessem na cruz durante o sábado, os judeus pediram a Pilatos que ordenasse que lhes quebrassem as pernas e os corpos fossem retirados.” (Jo.19:31).

Assim sendo, a morte de Jesus foi mais rápida do que se esperava: “Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido. Chamando o centurião, perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido.” (Mc.15:44).

Isto ocorreu por 4 motivos:

1) Jesus é o Cordeiro Pascal, e como tal deveria morrer no mesmo período do sacrifício da Páscoa: “Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr-do-sol.”  (Ex.12:6);

2) Suas pernas não poderiam ser quebradas para acelerar a sua morte:

"Vieram, então, os soldados e quebraram as pernas do primeiro homem que fora crucificado com Jesus e em seguida as do outro. Mas quando chegaram a Jesus, percebendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas.” (Jo.19:32,33)

“Vocês a comerão numa só casa; não levem nenhum pedaço de carne para fora da casa, nem quebrem nenhum dos ossos.” (Ex.12:46)

“Não deixarão sobrar nada até o amanhecer e não quebrarão nenhum osso do cordeiro. Quando a celebrarem, obedeçam a todas as leis da Páscoa.” Nm.9:12;

“protege todos os seus ossos; nenhum deles será quebrado.” (Sl.34:20);

3)  Seu corpo não poderia permanecer no madeiro:

“Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro,

"O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o SENHOR teu Deus te dá em herança.” (Dt.21:22,23)

4)  O próprio Jesus rendeu o seu espírito:

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (Jo.19:30) “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.(Jo.10:18)

“Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.” (Jo.2:19).

O Local do Sacrifício

O local exato da morte de Cristo não é conhecido, mas a Bíblia menciona que o lugar onde Cristo foi crucificado se chamava Calvário:

“E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.”  (Lc.23:33).

Em hebraico (aramaico) o nome é Gólgota:

“E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota,”  (Jo.19:17) que significa Lugar da Caveira: “E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira.” (Mt.27:33).

Jesus Cristo não poderia ser crucificado fora da Judéia, apesar de que foi crucificado fora de Jerusalém:

“E muitos dos judeus leram este título; porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim.” (Jo.19:20)

“E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.” (Mt.21:39)

“Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta.” (Hb.13:11,12

A Judéia era o local do templo de Salomão, onde Deus havia escolhido para habitar:

“E o SENHOR lhe disse: Ouvi a tua oração, e a súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.” (I Rs.9:3)

Tudo isto evidencia que Deus queria mostrar que só há um Caminho para a salvação. Os sacrifícios da Páscoa não podiam ser realizados em qualquer lugar, mas somente no lugar onde Deus havia determinado. Os sacrifícios e adoração fora de Jerusalém eram considerados pecado (I Rs.12:25-33; I Rs.13:9,10; I Rs.8:29,33,38,44; Dn.9:3).

Deus não aceita outro sacrifício além do sacrifício que Cristo realizou no Calvário. Desse modo, ordenando que os sacrifícios fossem realizados no templo, Deus estava querendo demonstrar que só há um caminho para a salvação.

Jesus é descendente de Judá “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” (Gn.49:9), leia toda a profecia (Gn.49:8-12).

Por esta razão a tribo de Judá recebeu lugar de honra na ordem dos acampamentos da tribo, diante do tabernáculo: “Os que armarem as suas tendas do lado do oriente, para o nascente, serão os da bandeira do exército de Judá, segundo os seus esquadrões, e Naassom, filho de Aminadabe, será príncipe dos filhos de Judá.” (Nm.2:3), veja também Lc.1:78,79; Sl.84:11; Ml.4:2.

A salvação vem dos judeus (Jo.4:22) e o judeu Jesus é a Porta (Jo.10:9) que dá acesso ao Pai.

O esquema abaixo mostra a localização das doze tribos em volta do tabernáculo. Veja que a tribo de Judá permanecia em frente da porta de entrada para o tabernáculo, no lado leste. Isso indicava que um descendente de Judá haveria de abrir o caminho que dá acesso a Deus. Leia as passagens: Lc.1:78; Nm.2:3; Sl.84:11; Ml.4:2.

Conclusão

A Palavra de Deus nos faz saber que o Senhor Jesus é a Verdadeira Páscoa, pois:

– É através Dele que passamos da morte para a vida;

– É através Dele e do Seu sacrifício que os nossos pecados são perdoados;

– É Nele que devemos iniciar um novo caminho de santificação, sem o qual não poderemos ver a Deus (Hebreus 12:14);

Por isso para nós também Páscoa significa “Passagem” e "Libertação":

Passagem” de uma condição de pecado para uma vida santificada em Cristo.

Libertação” do velho homem e transformação em “nova criatura” em Cristo.

Maranata!

Fontes:

http://www.pilb.t5.com.br/ – Direitos autorais de Luiz Antonio Ferraz, 1997

http://www.doutrinasbiblicas.com/pascoajudaica_t/pascoajudaica.htm

http://www.atosdois.com.br/print2.php?codigo=3869

http://www.estudosgospel.com.br/

http://servantofmessiah.org/times-and-seasons/feasts-of-the-lord/spring-feasts-of-the-lord/

Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento? Pós-Tribulacionismo

Filed Under (Métodos de Interpretação Profética) by Geração Maranata on 10-09-2011

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Por Geração Maranata

Há cinco diferentes visões a respeito do Arrebatamento. As diferenças estão em quando ele acontecerá e quem será arrebatado.
 
São elas:
A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais.  Muitos afirmam que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará a Terra.
A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo)  passará ou não por esse período de Tribulação?
 
Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas, principalmente nos Dispensacionalistas.
 
Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.
 
 
 
Conceito

Jesus nos advertiu sobre um tempo de grande tribulação tal como o mundo jamais viu e que ocorreria antes do seu retorno, leia Mt 24:3-31.

A linha escatológica Pós-Tribulacionista defende que a Igreja passará por essa Grande Tribulação predita por Jesus, porém ela (a Igreja) será preservada da ira, ou seja, receberá uma proteção sobrenatural a exemplo de Israel que permaneceu no Egito durante o juízo das pragas, porém não foi atingido por elas.  Outros exemplos são os de Noé, Ló e dos cristãos de Jerusalém quando da destruição de 70 d.C, o Senhor providenciou meios, revelações e ajuda a Seus servos para que pudessem se proteger da ‘Ira’.

Isso é possível, pois “tribulação” e “ira de Deus” são diferentes. Enquanto a tribulação será experimentada por todos, a ira de Deus visará apenas os ímpios, no qual os cristãos salvos serão poupados; Ap.3:10 é citado para provar essa teoria, onde o Senhor promete nos guardar da hora da provação:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Ap 3:10)

O Pós-Tribulacionismo também identifica a Igreja como sendo os santos da Tribulação:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?  E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Apo 7:9, 13-14)

Nesta linha escatológica o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso são os mesmo eventos, não há distinção entre eles.  O Arrebatamento só ocorrerá no final da Grande Tribulação e os crentes salvos e vivos serão arrebatados para se encontrar com o Senhor no ar e voltarão imediatamente com Ele à Terra.

 

Ressurgimento

Desde a década de 50 vários teólogos vêm abandonando outras posições escatológicas, como o Pré-Tribulacionismo e aderindo ao Pós-Tribulacionismo.

O motivo desse ressurgimento deve-se em parte por influência do ministro Batista George E. Ladd, Professor de Novo Testamento do Seminário Teológico Fuller. Ladd foi um defensor notável do Pré-Milenismo Histórico e crítico do ponto de vista Dispensacionalista.  Escreveu alguns livros defendendo a tese Pós-Tribulacionista: “Crucial Questions About the Kingdom of God” (Questões Cruciais Sobre o Reino de Deus, de 1952), “The Blessed Hope” (A Bem-aventurada Esperança, de 1956) e “The Last Things” (As Últimas Coisas, de 1978).

George E. Ladd acreditava que o Pós-Tribulacionismo era o ponto de vista dos pais da Igreja e concluiu um estudo a esse respeito onde afirmou que: “Cada pai da Igreja que trata do assunto previa que a Igreja sofreria nas mãos do Anticristo”.

 

Principais Características

O Pós-Tribulacionismo utiliza o método de interpretação alegórico e por isso não faz distinção entre Israel e Igreja.

Crêem em duas ressurreições, sendo que a primeira será de todos os mortos salvos e ocorrerá no início do Milênio.

Quanto ao Reino de Deus, há Pós-Tribulacionistas que crêem que ele está presente nos corações dos homens (método alegórico) e há os que crêem em um Reino literal onde Cristo irá reinar nesta Terra.

Há Pós-Tribulacionistas que também são Pós-Milenistas e por isso crêem que Jesus voltará encerrando a Tribulação e também o Milênio e que ambos não têm tempo determinado, por esse motivo muitos ignoram a questão do Arrebatamento.

O Pós-Tribulacionismo nega:

– A doutrina da iminência (volta do Senhor a qualquer momento): ensina que vários sinais devem ser cumpridos antes que o Senhor possa vir.

– O cumprimento futuro da profecia de Daniel 9.24-27: alega que essa profecia já se cumpriu.

– O Dispensacionalismo: alega que o tempo chamado "tempo de angústia para Jacó" (Jr 30.7) também é para a Igreja e não só para Israel.

 

Alicerces Bíblicos

Arrebatamento e Segunda Vinda

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16-17)

O Pós-Tribulacionismo diz que somente Paulo mencionou que a Igreja seria tomada nos ares, e ele disse isso em apenas uma passagem da Carta aos Tessalonicenses. Por causa disso toda a discussão sobre Arrebatamento deve ter esses versos como fundamento.

Se esse é o único lugar nas Escrituras onde o Arrebatamento é mencionado, então todas as outras passagens que são citadas como base para o “Arrebatamento" têm que ter alguma conexão com este versículo.

Com base nesse argumento usam a passagem de Mateus 24:27-31, que julgam ser a mais próxima do Arrebatamento citado por Paulo:

“E, logo depois da aflição daqueles dias (Tribulação), o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos (Arrebatamento), de uma à outra extremidade dos céus.”

Com esses versículos fica provado que o Arrebatamento ocorrerá após a Tribulação, concluem.

Portanto, seria um equívoco perguntar quando o Arrebatamento ocorrerá, pois a Bíblia somente menciona a Vinda do Senhor e diz que quando Ele vier, nós seremos Arrebatados juntos para estar com Ele.

Logo, não existem dois eventos: Arrebatamento e Segunda Vinda. Há apenas um evento, por ocasião da Segunda Vinda os crentes serão Arrebatados.  Dizem que a Bíblia não faz esta distinção, caso fosse um evento distinto, não usaria o termo ‘parousia’, que significa ‘Vinda’, mas sim a palavra ‘Arrebatamento’.

Outro argumento é que a Bíblia usa pelo menos duas outras palavras para descrever o retorno do Senhor e também não faz distinção entre elas: ‘apokalupsis’ que significa ‘revelação’ e ‘epiphaneia’ que significa ‘manifestação’. Ambas as palavras vem do grego e são usadas para descrever a esperança da Igreja e em passagens onde o assunto é a Segunda Vinda. Neste caso seria estranho que a Bíblia usasse três diferentes palavras (parousia, apokalupsis e epiphaneia) para descrever dois eventos diferentes e que estão separados por sete anos. Em outras palavras, seria confuso usar estas três palavras para falar de dois eventos diferentes, sem procurar distingui-los.

 

Tribulação

Outro grande argumento dos Pós-Tribulacionistas é a promessa de que a Igreja passará pela Tribulação.

Passagens usadas como base:

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.  (Mateus 24.9-11)

Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.  (Marcos 13.9-13)

E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!  Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos.  Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?  (Lucas 23.27-31)

Crêem que esses versículos são dirigidos à Igreja e não à Israel, como querem os Pré-Tribulacionistas.   Outras passagens usadas como argumentos:

Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. (João 15.18,19)

Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16.1,2,33)

Segundo o Pós-Tribulacionismo, diante de todas essas promessas de uma Tribulação fica impossível dizer que a Igreja será Arrebatada antes desse período.

Todos esses argumentos são ainda mais fundamentados pela citação de perse­guições presentes em Atos, das quais a Igreja foi vítima como cumprimento parcial daqueles alertas:

E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia grande perseguição contra a Igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.  E uns homens piedosos foram enterrar Estêvão, e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. (At 8.1-3)

E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. (At 11.19)

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus. (At 14.22)

Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; (Rm 12.12)

 

Ressurreição

Segundo o Pós-Tribulacionismo a ressurreição dos santos mortos ocorrerá por ocasião do Arrebatamento da Igreja, usam o versículo de Tessalonicenses como base bíblica:

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. (l Ts 4.16).

Conseqüentemente, o Arrebatamento está junto com a ressurreição.

Outro argumento é as passagens que falam sobre uma ressurreição de santos mortos (primeira ressurreição) elas sempre estão associadas à Vinda do Senhor:

Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (Is 26.19),

Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (Rm 11.15),

E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.  E, ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus. (Lc 14.14,15)

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.  Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.  (Ap 20.4-6),

E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. (Ap 11.18),

E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. (Dn 12.1-3).

Os Pós-Tribulacionistas afirmam que as passagens do Antigo Testamento provam que a ressurreição dos santos ocorrerá com a Revelação de Cristo antes do Reino Milenar, logo a ressurreição da Igreja será junto com a ressurreição de Israel.  Então a ressurreição da Igreja marca a hora do Arrebatamento.

 

Parábola do  trigo e do joio

"Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queima­do; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" (Mt 13.30).

Os Pós-Tribulacionistas entendem que os anjos irão agrupar o joio no final dos tempos, mas só transladarão (arrebatar) a Igreja, representada pelo trigo do campo, deixan­do o joio confinado para julgamento.

 

As Setentas Semanas de Daniel

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9.24-27)

Segundos os Pós-Tribulacionistas a profecia de Daniel 9.24-27 já foi cumprida em sua totalidade, não havendo intervalo entre a sexagésima nona e a septuagésima semana da profecia. Dizem que todo o plano ali determinado já teve seu cumprimento concluído no ano 70 a.C. com a destruição de Jerusalém.

Argumentam que se existissem "espaços" entre as semanas a profecia seria vaga, ilusória e enganosa.

As "sessenta e nove semanas" ("sessenta e duas semanas" + "sete semanas"), chegaram “até o Messias”, ou seja, até o início de seu ministério.  Na verdade a última das "setenta semanas" proféticas começou com João Batista e sua pregação pública sobre o Reino de Deus e quando Cristo foi batizado, tentado e começou também a pregar meses depois.

A  primeira metade da semana (3 anos e meio) foi usada para pregar o evangelho do Reino.  Na metada da semana ocorreu a Páscoa ou quatrocentos e oitenta e seis anos e meio depois "do mandamento para restaurar e construir Jerusalém".

Cristo, de acordo com essa teoria, é Aquele que confirma a Aliança, e no período de Seu ministério as seis grandes promessas de Daniel 9.24 foram cumpridas: cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade, trazer a justiça eterna, selar a visão e a profecia e ungir o Santíssimo.

Portanto, esses sete anos, adicionados aos quatrocentos e oitenta e três anos, somam quatrocentos e noventa anos (70 semanas), de modo que toda a profecia, desde os tempos e acontecimentos correspondentes, foi cumprida ao pé da letra.

 

2 Tessalonicenses 1:5-10

Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do Reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder,  Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

Nesses versículos os Pós-Tribulacionistas afirmam que Paulo está indicando claramente que Deus dará aos crentes o descanso quando Jesus vier em chamas de fogo, trazendo retribuição. Então Paulo diz que os descrentes irão pagar as penalidades, "quando ele vem para ser glorificado nos santos naquele dia". Concluem que não há dúvida de que a Vinda para os santos e a Vinda para executar vingança são a mesma Vinda.

 

2 Tessalonicenses 2:1-3

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.

Nestes versos Paulo volta ao assunto ‘Segunda Vinda’. Ele o faz dizendo "quanto à Vinda do nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele". Então ele diz que o Dia do Senhor "não virá sem que primeiro venha a apostasia, e o homem da iniqüidade seja revelado, o filho da destruição".

Segundo o Pós-Tribulacionismo esta é a mais clara negação do Arrebatamento "a qualquer momento" – iminente – que alguém possa imaginar.

Dizem que esta passagem fala por si mesma, pois parafraseando o que Paulo está dizendo, teríamos: "Quanto à sua Vinda e a nossa reunião com ele, isto não acontecerá até…".

Então, colocando dessa forma, fica subentendido que Paulo liga a Vinda do nosso Senhor com a nossa reunião com Ele (Arrebatamento), porque ele está falando sobre ambos, logo não se trata de dois eventos separados.

Concluem que seria estranho Paulo alertar que o anticristo precisaria vir primeiro, pois eles não estariam ali para ver, neste caso Paulo deveria alertar que primeiro haveria o Arrebatamento.

 

Apocalipse 20:4-5

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.

Está claro para todos que, os eventos mencionados nos versos acima, ocorrerão depois da Tribulação, pois pessoas estão assentadas no trono reinando com Jesus. Com base nessa premissa, os Pós-Tribulacionistas afirmam que isto é a Primeira Ressurreição. Se o Arrebatamento é precedido pela Ressurreição dos crentes (1Ts 4:15-17; 1Co 15:52), e isto é a Primeira Ressurreição, então o Arrebatamento deve ser depois da Tribulação.

 

1 Coríntios 15:50-55

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

Esta passagem e a de 1 Ts 4:17 (“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”) são provavelmente as passagem mais conhecidas para as pessoas em geral, em relação ao Arrebatamento.

Porém, os Pós-Tribulacionistas, sustentam que a passagem de 1 Coríntios 15:50-55 não se refere ao Arrebatamento.  Dizem que Paulo enfatizou que iriam acorrer os seguintes eventos: o soar da trombeta, os mortos ressuscitarão e os vivos seriam transformados "num piscar dos olhos". Não há menção de um Arrebatamento.

O motivo pelo qual as pessoas relacionam essa passagem a existência de um Arrebatamento é a expressão "num piscar dos olhos", porém o que Paulo quis dizer é que num piscar de olhos seremos transformados e não ‘Arrebatados’.

 

1 Coríntios 15:23-24

Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua Vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.

Os Pós-Tribulacionistas argumentam que esta passagem mostra os seguintes tipos de ressurreição: do Senhor; a primeira (geral) ressurreição e então seguirá a segunda ressurreição.

Com isso a teoria Pré-Tribulacionista de que haverá múltiplas ressurreições dentro da Primeira Ressurreição é eliminada.

O argumento: se a ressurreição dos "que são de Cristo na sua Vinda" ocorre no Arrebatamento, então a "Primeira Ressurreição" de João (Ap 20:5) também ocorre no Arrebatamento. E se realmente "os que são de Cristo na sua Vinda" é uma referência a Segunda Vinda, então nem Paulo não menciona o Arrebatamento ou o Arrebatamento ocorre na Segunda Vinda. Que esta última é a verdadeira sabe-se porque é demonstrada pelo relato no livro de Apocalipse que mostra que aqueles que morrem durante a Tribulação, certamente seriam incluídos em "os que são de Cristo".

 

Mateus 24:29-31

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.  Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

Os Pós-Tribulacionistas se baseiam nesta passagem para sustentar a tese de que o Arrebatamento e a Segunda Vinda são o mesmo evento.

Não crêem que Jesus estava falando apenas para os judeus, como sustentam os Pré-Tribulacionistas, mas também para a Igreja que iria ser formada após sua ascensão.  Jesus falou essas palavras aos discípulos que seriam a fundação da futura Igreja.  Seria um absurdo achar que tudo Jesus falou e ensinou nos Evangelhos foi apenas para os judeus e sem aplicação para a futura Igreja.

O discurso de Jesus foi para responder a uma pergunta: "Que sinal haverá da sua Vinda, e o fim dos tempos?" Jesus respondeu descrevendo a Grande Tribulação, sua Vinda nas nuvens, o som de trombetas e a reunião dos eleitos (Arrebatamento).

 

Lucas 17:26-31

E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás.

Segundo os Pós-Tribulacionistas, Jesus está mostrando que Deus virá em juízo no mesmo dia em que os crentes serão salvos: "Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar".

 

2 Pedro 3:8-15

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.  Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;

Um dos argumentos Pós-Tribulacionista é que Pedro usa a expressão "como um ladrão" que é geralmente usada em referência à Segunda Vinda de Cristo.

Pedro descreve o evento dando a impressão de que os crentes estarão esperando ‘Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus ‘ e que estão conectados com a promessa de Deus ‘O Senhor não retarda a sua promessa’.

Pedro também declara que Paulo escreveu sobre essas coisas em suas epístolas.

Então concluem que se os eventos desta passagem ocorrem na Segunda Vinda, e se estes eventos eram o que os crentes nesta epistola estavam esperando, então a nossa esperança e a nossa expectativa é a Segunda Vinda e não o Arrebatamento: "O Senhor não retarda a sua promessa… mas o Dia do Senhor virá…", ou seja, a promessa será cumprida no Dia do Senhor.

Finalizam dizendo que a Igreja deve esperar ver estes eventos acontecerem e deve procurar estar preparada quando Ele vier. Isto dificilmente pode ser aplicado na visão Pré-Tribulacionista.

 

Proponentes

Alguns proponentes dessa escatologia são: Benjamin Newton, George Muller, William Booth (fundador do Exército da Salvação) e Charles Spurgeon.

 

Leia também:

Ponto de Vista Pós-Tribulacionista

Para saber mais:

Artigos do site www.projetoomega.com

Arrebatamento Pós-Tribulacionista: Uma Exegese De 2 Tessalonicenses 2:1-3 – www.postribulacionismo.blogspot.com/2010/05/por-pr.html

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Fontes:

“A teologia do Novo Testamento” – George Ladd

“O Arrebatamento Pós-Tribulacional” – Willian Arnold III

"Manual de Escatologia" – Dwight Pentecost

Bíblia de Estudos Profecias – Ed Atos

http://escatologiacrista.blogspot.com/

http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/Arrebatamentosecreto_samuel.htm

http://www.institutogamaliel.com/Escatologia.php
 
 

Didaquê

Filed Under (Arqueologia, Artigos) by Geração Maranata on 03-09-2011

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Última página do Didaquê

Por Geração Maranata

Didaquê do grego 'Διδαχń', significa ensino, doutrina, instrução, mais conhecido como 'Instrução dos Doze Apóstolos' (Didache kyriou dia ton dodeka apostolon ethesin).

Didaquê é um documento cristão do século I constituído de dezesseis capítulos e de grande valor histórico e teológico.

Sua importância e utilização para a igreja primitiva era tanta que houve uma possibilidade de ser incluída no cânon do Novo Testamento, estabelecido no século IV.

Estima-se que tenha sido escrito antes da destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90 d.C., contudo são unânimes quanto a origem: Palestina ou Síria.

O senso comum é que não foi escrito pelos doze apóstolos, porém foi compilado por fontes orais que receberam os ensinamentos, o mais provável é que tenha sido escrito por mais de uma pessoa.

O texto foi mencionado por escritores antigos, inclusive por Eusébio de Cesaréia que viveu no século III, em seu livro "História Eclesiástica".  O manuscrito só foi descoberto em 1873 em um mosteiro em Constantinopla.

Didaquê é um conjunto de recomendações aos cristãos que cita direta ou indiretamente vários textos dos Evangelhos e Novo Testamento: Mateus, Lucas, I Coríntios, Hebreus, I Pedro, Atos, Romanos, Efésios, Tessalonicenses e Apocalipse.  Tipo de conteúdo:

– A oração do “Pai Nosso” sendo “ensinada pelo Senhor” findando com a afirmação de que Jesus voltará, como no livro Apocalipse: “ … conforme foi dito: "O Senhor virá e todos os santos estarão com ele". "Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu."

– São reforçados o batismo no nome do Pai, Filho e Espírito Santo, sendo argumento para apoio ao dogma da Trindade.

– Possui argumentos para o defesa teológica de que Jesus é Deus.

Ainda hoje o documento é pouco conhecido. Ao lê-lo perceber-se que suas instruções vão contra, basicamente, com que algumas igrejas cristãs vivem na atualidade, quanto a seus pastores e ao que pregam e doutrinas adotadas hoje por esta mesma maioria.

 

CAPÍTULO XI

1. Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.
2. Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te destruir, não lhe dê atenção. No entanto, se ele ensina para estabelecer a justiça e conhecimento do Senhor, você deve acolhê-lo como se fosse o Senhor.

6. Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar onde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.

10. Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.

12. Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.

 

CAPÍTULO XII

1. Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para conhecê-lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da direita.
2. Se o hóspede estiver de passagem, dê-lhe ajuda no que puder. Entretanto, ele não deve permanecer com você mais que dois ou três dias, se necessário.
3. Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe para se sustentar.
4. Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência, para que um cristão não viva ociosamente em seu meio.
5. Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente!

 

Controvérsias doutrinárias

O Didaquê possui algumas controvérsias doutrinárias, como por exemplo:

– Cap 4:6: "Se possuíres algo, graças ao trabalho de tuas mãos, dá-o em reparação por teus pecados."

– Cap 6:2: "Pois, se puderes portar todo o jugo do Senhor, serás perfeito; se não puderes, faze oque puderes."

– Cap 10:6: "Aquele que não é (santo) faça penitência: Maranatá! Amém."

Apesar de sua importância para os primeiros cristãos e fonte de estudo para nossa época, o Didaquê  nada mais é do que um conjunto de ensinamento e versiculos da própia Bíblia e não algo novo ou revelado pelo SENHOR.   Um dos pais da Igreja, o Apóstolo Atanásio (4 d.C) disse sobre o Didaquê: "não é Sagrado, porém útil na instrução dos cristãos."

 

Leia também:

http://pt.scribd.com/doc/51853305/Analise-do-Didaque

A Didaquê (Instituto Presbiteriano Mackenzie)

Faça download do Didaquê aqui:

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Didaqu%C3%AA

Didaquê: Documento teria instruções dos Doze Apóstolos após a crucificação de Jesus. Leia aqui

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