"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" (Jeremias 17:9).
Humanismo: perspectiva histórica
O Humanismo secular tem se infiltrado em toda a sociedade e também, infelizmente, nas Igrejas Cristãs.
O Humanismo é uma filosofia que coloca os seres humanos como o centro, os principais. Afirma que o homem pode resolver os seus próprios problemas e é o senhor do seu próprio destino. Não existe, portanto, problema algum que ele mesmo não possa resolver.
O termo Humanista surgiu no século XV na Itália e designava originalmente os professores de gramática e retórica. Com a queda de Constantinopla em 1453 o Império Romano do Oriente desapareceu. Desde então, os eruditos migraram para o Ocidente onde passaram a introduzir a cultura grega(1), que mais tarde foi denominada Humanismo Renascentista. Este Humanismo abriu o caminho para uma transformação da visão do mundo, uma renovação do conhecimento, uma reorganização da vida académica, uma liberdade para criticar tradições e instituições, e uma nova visão da condição humana.
(1) Veja como o palco do final dos tempos está sendo montado. É consenso que o cenário final será o mesmo dos tempos de Jesus, onde a cultura, a filosofia e o modo de viver grego dominavva: a chamada "helenização".
Foi o Humanismo Renascentista que propiciou a Reforma religiosa do século XVI, visto que possibilitava uma nova visão crítica da autoridade e das doutrinas da Igreja Romana, proporcionando também o estudo da Bíblia nas suas línguas originais.
O Humanismo europeu, inicialmente, contribuiu para a Reforma Protestante, inclusive muitos desses Humanistas, como Erasmo de Roterdão e João Calvino, foram cristãos e escreveram dentro de uma perspectiva Bíblica. Porém, com o tempo, o Humanismo se transformou no que conhecemos hoje como Humanismo Secular. A partir do século XIX, filósofos e ideólogos do marxismo deram ao Humanismo uma perspectiva estritamente humana, independente de Deus e com uma total hostilidade às considerações teológicas.
A característica do Humanismo Secular é a adesão ao ponto de vista filosófico conhecido como Materialismo ou Naturalismo (2). Os principais pressupostos desse tipo de Humanismo são: Deus não existe; o universo é regido por leis naturais excluindo qualquer interferência externa (ex, milagres); a vida é o resultado do acaso; os seres humanos são o resultado eventual da evolução natural; a morte é o fim da existência individual; a história humana é uma sucessão de acontecimentos vinculados por relações entre causas e efeitos; a moral é um assunto exclusivamente humano (daí essa degradação moral atual); etc.
(2) O Naturalismo é escola literária conhecida por sua radicalização do Realismo e foi a base do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin.
Hoje o Humanismo está entranhado na Sociedade e suas consequências mais visíveis são:
Hedonismo – busca do prazer como sentido fundamental para a vida;
Consumismo – obter bens materiais, econômicos, status político, etc são os objetivos perante a perspectiva de que não há nada mais que esperar (além dessa vida);
Relativismo moral – "O que é verdade para ti não necessariamente o é para mim", ou seja, cada um deve determinar por si mesmo o que é o bem e o mal;
Aceitação social de ações e formas de vida antes consideradas imorais – consequência direta do relativismo moral, sendo o adultério e a homossexualidade os exemplos mais óbvios; alguns dirão que adúlteros e homossexuais sempre houve, porém a existência de aceitação e promoção pública destas abominações é a marca do nosso século e da nossa geração;
Desprezo pela vida humana – a partir de uma perspectiva materialista não há problemas em defender ações como o aborto ou a eutanásia.
Humanismo e Psicologia
O Humanismo está ligado a um dos ramos da Psicologia, chamada Psicologia Humanista.
A Psicologia é o estudo científico dos processos mentais e de comportamento e aplica esse conhecimento nas várias esferas da atividade humana.
A Psicologia, como um todo, é Humanista por natureza.
O Humanismo é racionalista, ou seja, se baseia na razão, rejeitando a fé, o sobrenatural e a Bíblia. A Psicologia é a maneira pela qual o homem tenta compreender a alma, sem, no entanto, ter referência ou reconhecimento do espiritual.
A Bíblia trata da espiritualidade do homem, da sua queda em pecado e das conseqüências que se seguiram. O resultado da queda, o pecado, é o que nos separa de Deus e exige um Redentor para restaurar essa relação.
Já a Psicologia secular, se baseia na idéia de que o homem é basicamente bom e a resposta para seus problemas reside dentro de si mesmo. A psicoterapia leva o paciente a se aprofundar na sua própria mente, em suas emoções e lidar com todas elas, a fim de descobrir a causa das suas dificuldades. Porém a psicoterapia, ainda que associada ao aconselhamento Cristão, é baseada em necessidades. Necessidades de autoestima, de amor, de aceitação, de importância, etc, pois acredita-se que, se essas necessidades forem satisfeitas, as pessoas serão mais felizes.
Termos da Psicologia
Na Psicologia a autoestima é a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, positiva ou negativa.
O ‘Si mesmo’ e o ‘Eu’ são termos distintos na Psicologia. Enquanto o "Eu" é a instância interna conhecedora e portadora de consciência, o "Si Mesmo" é o conhecimento que o indivíduo tem sobre si próprio. Então o “Eu” tem um aspecto descritivo chamado autoimagem e o “Si mesmo” um aspecto valorativo, a autoestima.
Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima e são os pilares que representam a dimensão intrapessoal:
Autoconfiança – uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho.
Autoaceitação – uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo,
A influência do Humanismo Secular e da Psicologia Humanista na Igreja
Seria ingenuidade pensar que a Igreja estaria imune às influências do Humanismo e da Psicologia Humanista que invadiu a Sociedade.
Além dos Cristãos serem influenciados do mesmo modo que a Sociedade, existem outros aspectos que afetam especialmente a Igreja:
Ênfase na função social da Igreja – É claro que a Bíblia nos exorta a ajudar aos necessitados, sendo esse um mandamento do Senhor (amar ao próximo) e é a marca da Igreja em todos os tempos, porém não se pode esquecer que a função primária da Igreja é a de levar a todos o Evangelho Salvador de Jesus Cristo.
Evangelho da prosperidade – Ênfase no materialismo (um dos pilares do Humanismo) onde o cristão deve reinvindicar o direito a grandes posses materiais nessa terra, se esquecento que o nosso verdadeiro tesouro está nos céus.
Manipulação Psicológica – As emoções fazem parte da nossa natureza e elas têm um papel importante no "culto racional" (Romanos 12: 1-2), porém muitos pregadores estão recorrendo às técnicas de manipulação de massas ao invés do poder do Espírito Santo, que é quem convence do pecado, da justiça e do juízo. É por isso que vemos muitas pessoas emocionadas, parecendo tocadas pelo Espírito, mas na realidade não há verdadeiro quebrantamento nem mudança de vida.
Subestimação do pecado – Não tem sido raro ver que, o que a Bíblia chama pecado, se interpreta como problemas psicológicos sem se dar conta que a verdadeira raiz é de cunho espiritual.
Teorias Psicológicas – Há uma proliferação de livros e seminários, baseados em teorias psicológicas usadas para melhorar a autoestima e promover o bem-estar por meios principal ou exclusivamente psicológicos. Quantas vezes não ouvimos alguém dizer que ir à Igreja faz bem, acalma, se sentem estimuladas, "recarrega as energias", etc..; quando na verdade a Igreja deveria ser o lugar onde o pecado é confrontado, onde as pessoas desejariam se tornar mais santas e converter seu coração e sua vida ao Senhor.
Com base neste último tópico, observamos que estamos vivemos num tempo que se tem valorizado demasiadamente o “auto”: autoestima, autoaceitação, autoafirmação, autoimagem, autoconfiança, etc, etc.
O “Eu” (ego) é o centro das atenções:
Está abalado? Afirme-se!
Está deprimido? Aceite-se!
Está desanimado? Encontre a alegria dentro de você!
Anseia felicidade? Confie em você!
Amar-se é a verdadeira chave para o sucesso.
Apaixone-se por você mesmo.
Adore-se.
Você é a pessoa mais importante desse mundo.
Essas afirmações estão em todos os lugares. Inclusive nas Igrejas.
O texto a seguir discorre de forma muito clara e objetiva tudo que foi exposto até aqui, o qual compartilho da íntegra:
A psicologização do cristianismo como sedução dos últimos dias
Por Sandro Moraes
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias virão tempos difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3.1,2)
"Tenho refletido muito no chamado evangelho “antropocêntrico” dos últimos dias e buscado evidências práticas que relacionem o evangelho da pós-modernidade ao cumprimento profético das palavras paulinas a Timóteo.
É uma realidade tão sutil que o evangelho centrado no homem “amante de si mesmo” é reproduzido por muitos com tanta reincidência que se torna assombroso pela incapacidade de multidões de discernir a tortuosidade.
O evangelho dos “amantes de si mesmos” é tão esmagador que tiraniza sem que o tiranizado perceba, visto que entorpecido pelo efeito embriagante e prazeroso do ego massageado, da sensação de bem-estar produzida pelo evangelho do “aceite-se a si mesmo”, mas que no final desemboca em caminhos de morte.
Nas músicas do universo gospel do evangelho da pós-modernidade há uma profusão de exemplos que, a despeito de serem numerosos, são imperceptíveis para muitos. Os adoradores adoram a Deus sem saber que não estão adorando o Criadore erguem às mãos ao alto.
São significativos os exemplos de letras cantadas nas igrejas que traduzem bem o espírito do nosso tempo:
“É impossível, mas Deus pode mudar o quadro da minha história”
“Uma nova história Deus tem pra mim, um novo tempo Deus tem pra mim”
“Os sonhos que Deus sonhou pra mim”
“Deus escreverá novas páginas da minha história”
“A minha sorte foi que Deus apostou em mim, acreditou em mim (?)
Mim, mim, mim, meu, meu, minha, eu, eu, eu…
Tento encontrar pelo menos nos salmos base escriturística para tantas canções voltadas para o homem, centradas na criatura cheia de desejos egoístas e materialistas, contudo cantadas como se fosse Deus quem estivesse sendo louvado.
Ao invés de erguermos as mãos para o alto, deveríamos apontá-las para nós mesmos, os verdadeiros adorados quando cantamos tais canções: louvores aos cínicos deuses-homens.
Que relação há entre esse estranho “evangelho” com o Evangelho da cruz que nos ensina: “Então Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24)?
O falso evangelho do “aceite-se a si mesmo”, antagônico ao verdadeiro Evangelho do “negue-se a si mesmo” nada mais é do que a cruz psicologizada, externada num “Cristo” trivializado.
Não raro pregadores, até bem intencionados, elaboram seus sermões em torno de teorias psicológicas. Dos púlpitos reverberam expressões como autoestima elevada, autoamor ou amor próprio, autoimagem positiva, autogratificação, autorealização, etc, como necessidades que precisam ser desenvolvidas no homem interior.
Já vi isso muitas vezes. São termos da Psicologia Humanista introjetadas no Evangelho como se este não fosse suficiente para resolver os problemas humanos, precisando receber o reforço poderoso de teorias formuladas por humanistas hostis à Palavra de Deus.
Durante praticamente 20 séculos a Igreja não precisou dos préstimos da Psicologia hunanizada para salgar e iluminar o mundo, mas agora ela é indispensável. O problema é que em muitos aspectos a Psicologia Humanista apresenta-se como religião rival ao Cristianismo.
E você sabe onde se originaram os tantos “autos” supramencionados? Originaram-se no coração do narcisista incorrigível Lúcifer.
Isaías 14.12-14: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.
Ezequiel 28.15,17a: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti; Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra…”.
Religião Ego
Ao introduzir, não o ateísmo, mas o politeísmo querendo ser semelhante ao altíssimo, ou seja, igual a Deus, Lúcifer mostra que ninguém teve tanta autoestima, autoamor, autosatisfação e autoimagem positiva quanto ele próprio. Ao introduzir o “eu quero” para rivalizar com a vontade soberana de Deus, Lúcifer, transformado em Satanás, inaugura a “religião ego” e introduz esse arsênico na raça humana no Éden ao propor a Eva que se ela comesse do fruto da árvore proibida seria como Deus, conhecedora do bem e do mal. O desejo de ser Deus que permeia tantas religiões encheu o coração do querubim da guarda ungido e posteriormente envenenou a mente humana.
Ídolo detestável adulado
Curiosa é a nossa relação com o ego. Ao conhecermos o autêntico Evangelho da cruz entendemos que devemos negar esse ídolo detestável, ou seja, negar a nós mesmos. Porém lutaremos contra a carne até recebermos os corpos incorruptíveis, glorificados após o arrebatamento quando o ego será finalmente mortificado. Até lá, com muita freqüência teremos uma relação paradoxal de amor e ódio com esse ídolo interior.
Num momento o negamos, em outro o adulamos e o massageamos. Esse ídolo que mata a todos como se estivesse doando vida, que jaz no peito de cada um é o demônio interior de todos os homens, ídolo perante o qual todos nos curvamos, mas que precisa ser rejeitado: o ego, miserável ego que se obstina em rivalizar com a vontade de Deus.
E para negá-lo necessitamos seguir o exemplo de Cristo Jesus, tendo em nós o mesmo sentimento que houve nEle que “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo; a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2.5-11).
Precisamos tomar sobre nós o jugo de Cristo e aprender dele que é manso e humilde de coração e em quem encontramos descanso para nossas almas (Mateus 11.29).
Temos que olhar para aquele que desceu do céu, não para fazer a própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou: o Pai celeste.
Que relação há entre autoestima elevada e autoamor ou autoimagem positiva com negar-se a si mesmo, ou seja, negar todo desejo pecaminoso contrário a Deus?
Que relação há entre nos esvaziarmos ou sermos mansos e humildes com os termos da psicologia humanista?
Nenhuma. Nos esvaziamos e nos negamos quando entronizamos Cristo no lugar do ego outrora entronizado no centro de nossas vidas. E só então podemos dizer como o apóstolo Paulo: “agora vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. (Gl 2:20)
O problema da autoestima
Nenhum ser humano sofre de baixa autoestima. Até o suicida tem autoestima elevada. Por amar tanto a si próprio, entende que não é merecedor de tanto sofrimento e tortura existencial e decide abreviar a sua vida para cessar o sofrimento.
A grande prova de que o homem pecador ama tanto a si mesmo é que o segundo grande mandamento de Cristo é: “ame ao próximo como a si mesmo”. Já nos amamos naturalmente, por isso Jesus nos ensinou a dividirmos esse amor com o próximo.
O ser humano pecador não precisa cultivar a autoestima, pois isso ele já faz naturalmente ao longo de uma vida.
Isso se chama egocentrismo. Necessita sim negar essa autoestima elevada seguindo o exemplo dos heróis da fé.
Paulo disse acerca de si mesmo, reconhecendo sua real condição, que era o principal dos pecadores (1 Timóteo 1.15);
Um homem miserável, desventurado (Romanos 7.24);
O menor de todos os santos (Efésios 3.8);
O profeta Isaías vociferou acerca de si próprio: “ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros” (Isaías 6.5);
Paulo exortou os filipenses (e a todos nós) a serem humildes considerando cada um os outros superiores a si mesmos (Filipenses 2.3);
E em Romanos 12.3 está registrado para a nossa edificação: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um”.
Portanto, conforme as Escrituras o nosso problema não é de baixa autoestima ou autoimagem distorcida. O problema básico do homem é a elevada autoestima, a autoimagem muito positiva, o amorpróprio, pecado.
O chamamento de Cristo é para nos esvaziarmos, negar a nós mesmos, que significa dizer negar o ego, e nos humilharmos debaixo da poderosa mão de Deus que nos capacita a sermos humildes como resultado da ação do Espírito Santo na vida de todo aquele que crê.
O Espírito gera em nós frutos antagônicos ao ídolo ego.
Confrontando a nova psicoespiritualidade
Muitas igrejas estão concedendo cada vez mais honra e crédito a Psicologia (Humanista).
Só as Escrituras não são mais suficientes.
Tomam de empréstimos termos da religião rival quando deveriam se despir daquilo que acolheram em seu seio. Para um retorno ao Cristianismo Bíblico, nós, como Igreja, temos que nos purificar das teorias e terminologias da Psicologia Humanista.
Até a vitória em Cristo propagada em muitos púlpitos é a vitória da carne, dos desejos para que bênçãos se transformem em materializações mercantilistas.
Fuja!
Melhor, combata essa nova psicoespiritualidade disseminada em muitos livros, canções e sermões, travestida de verdadeiro Evangelho sendo realisticamente o falso evangelho psicológico dos amantes de si mesmo, o evangelho desprovido da cruz centrado no homem e não em Cristo.
Fuja dos sermões psicologizados elaborados para agradar e massagear o ego, garantindo igreja cheia, mas afastando a todos os ouvintes não-bereanos e não-salvos da verdade que liberta.
O Humanismo e a Palavra de Deus excluem-se mutuamente.
Profeticamente falando, a “psicologia cristã” coopera para a formação da Igreja apóstata e para a futura religião do antiCristo.
Ela não é para aqueles que têm a mente de Cristo que sabem que a felicidade não habita na autoestima como ensina a psicologia, mas em Cristo, autor e consumador da nossa fé."
E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.
E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo.
Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas,
Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (Atos 15:13-18)
Em Atos 15:13-18 encontramos mais um grande apoio para a defesa da visão escatológica Pré-Tribulacionista.
Esse texto nos dá a entender que o arrebatamento da igreja terá que preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.
Já havia se passado quase 20 anos do advento da cruz, quando o Concílio de Jerusalém veio a ocorrer. Tiago, Pedro, Paulo, Barnabé, alguns crentes dos fariseus, e outros se reuniram para resolver a questão de saber se os gentios tinham de se converter ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. Mas uma outra questão, não dita, também estava em suas mentes e, como judeus, era ainda mais importante para eles. "Se não, o que estaria por ser tornar Israel?"
Os fariseus argumentaram que o caminho para o Cristianismo para os judeus e gentios era através do Judaísmo. Para eles, isso significava manter a Lei, ser circuncidado e seguir as tradições, além de reconhecer Jesus como o Messias. Então, Pedro, Barnabé e Paulo apresentaram uma opinião diferente, baseados em ver de 'primeira mão' o dom do Espírito Santo para os gentios. Eles disseram que por causa disso, os gentios devem ser autorizados a entrar diretamente para a Igreja.
Voltando para Atos 15:13 e para o resultado da reunião.
Quando terminaram, Tiago falou: "E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me:Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome." (Atos 15:13-14)
As palavras dos profetas estão de acordo com isso, como está escrito: "E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas, Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras." (Atos 15:15-18)
O que isso significa?
Em linguagem simples Tiago, o irmão de Jesus e chefe da Igreja em Jerusalém, disse que Israel estava para ser posta de lado enquanto o Senhor tomava um povo dentre os gentios, para si mesmo (ou por amor do Seu nome). Lembre-se: as 69 das 70 semanas de Daniel já havia se cumprido. Tornava-se óbvio que, com a crucificação do Senhor, o relógio tinha parado para o cumprimento profético da última semana (70ª semana). Apesar de Jerusalém e do Templo ainda não terem sido destruídos, segundo a profecia do Senhor, mas que em breve seria e seria uma questão de registro público.
Já havia sinais de que nem tudo estava bem quando o Templo ainda existia. Nos registros do Talmude judaico havia quatro indicações sinistras de que um problema estava por vir. (Talmud Mas. Yoma 39b):
1. No serviço de Yom Kipur dois bodes foram trazidos para o Sumo Sacerdote, um era para "para o Senhor" (a oferta de paz) e o outro era "para Azazel", também conhecido como o bode expiatório. Eles eram escolhidos por sorteio e a sorte para o bode do Senhor sempre surgia na mão direita do sumo sacerdote, porém após a cruz nunca mais ocorreu.
2. Um cordão escarlata era amarrado ao bode expiatório na porta do templo durante o culto. Depois que o sumo sacerdote, simbolicamente colocava os pecados de Israel sobre a cabeça do bode expiatório, ele cortava o cordão deixando uma parte no chifre do bode e o restante na porta do Templo. Em seguida, ele era levado para ser sacrificado no deserto. Anteriormente, o cordão que ficava na porta do Templo sempre ficavo branco quando o bode expiatório morria. Isto era visto como um cumprimento de Isaías 1:18, "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.", indicando que os pecados de Israel haviam sido perdoados. Após a cruz nunca mais o cordão ficou branco.
3. Uma das luzes, do lado oeste do Menorah (candelabro com sete pontas), não mais permanecia acesa. O número sete significa a conclusão divina, enquanto o número do homem é 6. As sete luzes significavam que, juntos, com Deus, Israel foi concluída e trouxe luz para o mundo. Mas agora, com apenas 6 luzes acesas, era evidente que Deus os tinham deixado.
4. As portas do Templo principal começaram a abrir por si mesmas. Os sacerdotes viram isso como um aviso de que Zacarias 11:1 logo seria cumprido. "Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os teus cedros."
Durante a conquista de Jerusalém, os romanos atearam fogo ao Templo. O teto do Templo era feito de cedro do Líbano e coberto de folhas finas de ouro. O intenso calor do fogo derreteu o ouro que escorria pelas paredes nas rachaduras entre as pedras. Depois que o fogo cessou, os soldados romanos desmontaram pedra por pedra do Templo para pegar o ouro. Quando eles terminaram, a profecia proferida pelo Senhor no Domingo de Ramos se cumpriu de forma dramática. "E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:44)
Quando Tiago, fazendo referência a Pedro, falou que o Senhor tomou dos gentios um povo para Si mesmo em Atos 15:13-14, das palavras gregas que ele usou para "tomar de" foram 'lambano ek'. Juntas elas significam "tomar alguma (coisa)com a mão, a fim delevá-lolonge deum certo tempo elugar.". Neste caso, a 'coisa' é a Igreja (o povo para si mesmo), e "um certo tempo e lugar" que seria realizado num tempo distante é a restauração de Israel na Terra, prevista para o final dos sete anos de sua aliança com Deus. Sabemos disso porque as duas primeiras palavras de Atos 15:15 , que fala sobre a reconstrução do Templo, são "depois disto", depois que a Igreja se for. Se ele sabia ou não, Tiago foi dizendo que o arrebatamento da Igreja deve preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.
λαμβανω lambano
1) pegar
1a) pegar com a mão, agarrar, alguma pessoa ou coisa a fim de usá-la
1a1) pegar algo para ser carregado
1a2) levar sobre si mesmo
1b) pegar a fim de levar
1b1) sem a noção de violência, i.e., remover, levar
1c) pegar o que me pertence, levar para mim, tornar próprio
1c1) reinvindicar, procurar, para si mesmo
1c1a) associar consigo mesmo como companhia, auxiliar
1c2) daquele que quando pega não larga, confiscar, agarrar, apreender
1c3) pegar pelo astúcia (nossa captura, usado de caçadores, pescadores, etc.), lograr alguém pela fraude
1c4) pegar para si mesmo, agarrar, tomar posse de, i.e., apropriar-se
1c5) capturar, alcançar, lutar para obter
1c6) pegar um coisa esperada, coletar, recolher (tributo)
1d) pegar
1d1) admitir, receber
1d2) receber o que é oferecido
1d3) não recusar ou rejeitar
1d4) receber uma pessoa, tornar-se acessível a ela
1d41) tomar em consideração o poder, nível, ou circunstâncias externas de alguém, e tomando estas coisas em conta fazer alguma injustiça ou negligenciar alguma coisa
1e) pegar, escolher, selecionar
1f) iniciar, provar algo, fazer um julgamento de, experimentar
2) receber (o que é dado), ganhar, conseguir, obter, ter de volta
εκ ek ou εξ ex
1) de dentro de, de, por, fora de
Em Seguida o que acontecerá?
Em Atos 15:15-18 Tiago citou Amós 9:11-12 para confirmar o seu entendimento de que depois que o Senhor tomar a Igreja, Ele fará com que o Templo seja reconstruído. Tiago sabia que logo o Templo seria destruído, mas ele usou uma profecia de Amós de 800 anos atrás para mostrar que o Templo seria reconstruído, quando o Senhor terminar com a Igreja. Depois os gentios, que perderem o arrebatamento, terão uma última chance de serem salvos também. Isto resolvia a questão do futuro de Israel.
“Naquele dia levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado,
para que o meu povo conquiste o remanescente de Edom e todas as nações que me pertencem”, declara o SENHOR, que realizará essas coisas." (Amós 9:11-12)
De Daniel 9:24-27 sabemos que reconstrução do Templo será um sinal de que Israel voltou à sua relação de aliança com Deus e o restante das 70 semanas da profecia de Daniel estará em curso.
A única razão para um Templo existir é permitir que Israel realize os rituais e sacrifícios da Antiga Aliança. Daniel 9:27 diz que o anticristo vai pôr fim ao sacrifício e à oferta no meio da 70 ª semana. Isto nos diz que um Templo terá sido construído e o início dos sacrifícios serão oferecidos novamente algum tempo antes.
Então aqui é o escopo da passagem.
Após a cruz, Israel foi temporariamente posta de lado enquanto Deus começou Sua obra redentora entre os gentios. Seu primeiro trabalho foi a de construir a Sua Igreja, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão (Mat.18:18).
Romanos 11:25 nos diz que Israel deveria ser endurecido, em parte, durante algum tempo: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.." (Romanos 11:25).
Paulo estava falando sobre o coração de Israel, que seria endurecido contra o entendimento. Em Lucas 19:41-45 Jesus disse que o fato óbvio de que o Messias tão esperado tinha visitado eles e que daí por diante seria escondido de seus olhos. "e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos." (Lucas 19:42)
Paulo disse que este seria o caso durante todo o tempo que o Senhor estivesse voltado para Sua Igreja. O fato de que alguns dizem que mais judeus vieram para Jesus nos últimos 19 anos do que nos últimos 1900 anos, pode ser uma indicação de que o tempo de endurecimento está chegando ao fim.
Nos dias de Paulo, a palavra grega pleroma traduzida por 'número completo' (plenitude) foi muitas vezes usada num sentido náutico. Ele referiu-se ao número de tripulantes necessários para um navio comercial para zarpar. Por causa dos perigos envolvidos em ser pego desprevenidos durante uma tempestade no mar, os navios não podiam deixar o porto até que eles tivessem o número total de marinheiros a bordo. Também a palavra grega eiserchomai traduzida como 'entrar em' 'haja entrado' significava para 'chegar a um destino programado'. Em Romanos 11:25 Paulo usou essas metáforas para descrever a Igreja deixando a Terra e chegando ao nosso destino Celestial antes que o coração de Israel seja amolecido.
πληρωμα pleroma
1) aquilo que é (tem sido) preenchido
1a) um navio, na medida em que está cheio (i.e. tripulado) com marinheiros, remadores, e soldados
1b) no NT, o corpo dos crentes, que está cheio da presença, poder, ação, riquezas de Deus e de Cristo
2) aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido
2a) aquelas coisas com as quais um navio está cheio, bens e mercadorias, marinheiros, remadores, soldados
2b) consumação ou plenitude do tempo
3) plenitude, abundância
4) cumprimento, realização
εισερχομαι eiserchomai
1) ir para fora ou vir para dentro: entrar
1a) de homens ou animais, quando se dirigem para uma casa ou uma cidade
1b) de Satanás tomando posse do corpo de uma pessoa
1c) de coisas: como comida, que entra na boca de quem come
Quando o número total dos gentios tenha sido alcançado, iremos ser levados para casa de nosso Pai (João 14:2-3), enquanto Ele volta sua atenção novamente para Israel. Nessa época, será dado início os restantes sete anos da profecia de Daniel. As nações da Terra serão visitadas pelos julgamentos mais devastadores, entre as quais Israel foi espalhado, e serão completamente destruídas. Israel será purificada para se preparar para a Era do Reino que virá, e o restante dos gentios terão sua última chance de salvação.
Se pararmos para pensar, veremos que esses poucos versículos em Atos 15 respondem várias importantes questões teológicas:
– Eles mostram que a Nova Aliança não substituiu a Antiga Aliança, mas apenas interrompeu ela.
– Eles provam que Deus não pretendia que a Igreja substituisse para sempre Israel no Seu plano, Ele apenas definiu que Israel seria posto de lado temporariamente para que a porta da salvação pudesse ser aberta para os gentios. Em Isaías 49:6 o Pai diz ao Filho: "É coisa pequena demais para você ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra".
Com a luz adicionada a partir Romanos 11:25, também podemos confirmar que Israel e a Igreja são como óleo e água na medida em que não se misturam. Para um ser o outro precisar ir. Os dois sistemas são teologicamente incompatíveis. Você não pode ter um sistema de fé evidenciado pela obediência à lei completa, com sacrifícios de animais diariamente funcionamento ao lado de um sistema de graça através da fé somente, sem outra exigência além do que creiais naquele que Ele enviou (João 6:29).
Portanto, a Igreja não é o ponto seguinte em uma linha reta da Criação à Eternidade. É uma mão gigante que leva os crentes a virar à direita a um destino único e exclusivo e permite que o Senhor cumpria Suas promessas a Israel, ao mesmo tempo.
Nós temos a tendência de pensar que a única razão para o arrebatamento é fazer com que a Igreja fique livre dos juízos dos Tempos do Fim. Mas isso nos mostra que há outra razão pela qual a Igreja não pode estar na Terra durante qualquer uma das 70 ª Semana de Daniel.
Temos que sair para que Israel possa voltar para Deus.
A partir desse olhar podemos perceber que nossa partida está chegando.
Você está preparado para ouvir o som da Última Trombeta?
Você está justificado diante de Deus ou corre o risco de passar pelo período do Julgamento?
O próximo grande evento do calendário de Deus será a remoção total dos cristãos genuínos deste mundo.
Observe o que foi dito: "cristãos genuínos", pois Deus conhece a diferença entre o "legítimo" e o "falsificado"!
Em qual categoria você se encontra?
Cristão Legítimo — aqueles que experimentaram um renascimento espiritual sobrenatural, sabem sem qualquer dúvida que Deus é seu Pai Celestial e que em breve os receberá por a toda a eternidade.
Cristão Falsificado — aqueles que são falsos convertidos e que "perderão o ônibus". A Bíblia se refere a eles como "joio no meio do trigo" e "bodes", em vez de ovelhas de Deus.
Há ainda outra categoria que não têm a menor ideia do que estamos falando e que, em sua maior parte, também não saberão após ter acontecido!
A definição de um "mistério", do original grego Musterion é simplesmente um segredo que Deus não tinha anteriormente revelado como Escritura. Após Jesus Cristo ressuscitar dentre os mortos, Ele escolheu Saulo de Tarso para se tornar o apóstolo Paulo e pessoalmente revelou a ele as doutrinas da fé cristã — que incluíam diversos "mistérios" que não tinham sido revelados anteriormente:
μυστηριον musterion 1) algo escondido, secreto, mistério
1a) geralmente mistérios, segredos religiosos, confiado somente ao instruído e não a meros mortais
1b) algo escondido ou secreto, não óbvio ao entendimento
1c) propósito ou conselho oculto
1c1) vontade secreta
1c1a) dos homens
1c1b) de Deus: os conselhos secretos com os quais Deus lida com os justos, ocultos aos descrentes e perversos, mas manifestos aos crentes
2) nos escritos rabínicos, denota o sentido oculto ou místico
2a) de um dito do AT
2b) de uma imagem ou forma vista numa visão
2c) de um sonho
"Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue." (Gálatas 1:15-16)
Um dos mais controversos desses mistérios envolve o "Arrebatamento da Igreja" — a ação de Deus remover em massa Seu povo da Terra. Mas, para a maioria que crê em uma interpretação literal da Bíblia, a única discordância gira em torno de quando e não se isso acontecerá.
Em algum ponto no futuro, Deus removerá todos os cristãos deste mundo em um instante. Quando acontecer, esse abençoado evento não somente tirará aqueles que estiverem vivos, mas também incluirá todos os que morreram no passado. Um dos aspectos mais maravilhosos será que cada indivíduo receberá um corpo glorificado, como aquele que Jesus Cristo tem agora no céu! Leia 1 Coríntios 15:35-58. Esse corpo estará livre do pecado e será perfeito em todos os aspectos — 'sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante': "Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Efésios 5:27)
"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (1 Tessalonicenses 4:13-18).
"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Coríntios 15:51-52)
Quando aquela maravilhosa trombeta do céu soar, coincidirá com "a última trombeta de convocação". Este último toque, também é conhecido pela tradição do povo judeu como Shofar Gadol (o Grande Shofar) conforme Isaías 27.13 que diz:
“Naquele dia, se tocará uma grande trombeta (Shophar Gadol), e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém." (Isaías 27.13)
Este é um toque messiânico, pois anuncia a vinda do grande Rei. Antigamente em Israel quando um rei era coroado, tocava-se o Shofar, após este, o povo bradava dizendo: “Viva o Rei!”, leia 1 Reis 1.38-40.
גדול gadowl ou (forma contrata) גדל gadol 1) grande
שופר showphar ou שׂפר shophar 1) chifre, chifre de carneiro
Tekiáh-Gedolá: conhecido como o Grande Toque (Grande Shofar), é um Tekiáh prolongado, onde se aumenta o tom na metade do toque; é um som prolongado, tocado pelos rabinos judeus na conclusão do Rosh Hashanah — a celebração do Ano Novo judaico, chamado também de "Festa das Trombetas" — que Deus os instruiu a observar em Levítico 23:24:
"Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação." (Levítico 23:24)
O Shofar Gadol, também é uma convocação, um chamado aos perdidos da casa de Israel, um chamado às tribos perdidas do povo hebreu. Conforme o verso lido de Isaías 27.13, os Filhos de Israel, retornaram para Jerusalém, para adorar ao Senhor no Monte Santo. O Shofar Gadol é uma convocação para que o povo judeu retorne à adoração. É um Instrumento de Arrependimento.
Ao longo dos séculos, o ensino rabínico passou a ver o Rosh Hashanah como retrato de um tempo de julgamento individual. É verdadeiramente irônico que a maioria dos filhos de Israel (não todos, porque muitos se tornaram cristãos nascidos de novo) ainda se referem a si mesmos corporativamente como "o povo escolhido de Deus" (Deuteronômio 7:6). Mas eles, junto com bilhões de gentios incrédulos, serão deixados para trás para experimentar o Período da Tribulação — o julgamento de Deus sobre os judeus, em particular, e sobre o resto do mundo, em geral.
Assim, sem qualquer pista na mente, observe os seguintes comentários feitos por um rabino com relação à Mishna — a versão escrita da "Torah oral" do judaísmo rabínico:
Olhar Para o Futuro Rabino Shlomo Jarcaig "No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação." (Vayikra/Levítico 23:24). "Isso se refere ao festival conhecido como Rosh HaShanah. A Mishna nos informa (Tratado Rosh HaShanah 1:2) que esse é o dia do ano em que cada indivíduo é julgado. Como seu nome indica (literalmente, a cabeça do ano), ele também é o primeiro dia do ano judaico. Parece peculiar que sejamos julgados no primeiro dia do novo ano; como o julgamento baseia-se em nossas ações no ano anterior, o julgamento seria mais apropriado no último dia do ano. Além disso, as orações no dia não enfocam aquilo que se esperaria para um dia de julgamento. Não há ênfase em remorso ou em arrependimento. Ao contrário, nossa tarefa durante todo o dia é declarar que D-us é o Rei do Universo. Ademais, se este é, de fato, o Dia do Julgamento, por que a própria Torah não faz a mínima menção a esse fenômeno? As referências a um 'dia de descanso', lembrança de soar a trombeta" e uma 'santa convocação' dificilmente advertem as massas a se prepararem como gostariam antes de serem julgadas pelo Criador." (www.torah.org)
Mishná – do hebraico משנה, "repetição" e do verbo שנה, ''shanah", "estudar e revisar" – é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral.
Como indicam claramente os comentários do rabino, o evento não contém um simbolismo tópico para os judeus, a relevância de soar as trombetas para a qual a tradição rabínica erroneamente vê como sendo um 'dia de julgamento'. Por causa disso, acredita-se que elas irão, em algum ponto no futuro, literal, mas não intencionalmente, anunciar a partida para o lar celestial de um grupo de indivíduos especificamente escolhidos, a Igreja de Jesus Cristo (Efésios 1:4), ao contrário da eleição nacional de Israel — quando eles subirem para se encontrarem com Jesus nos ares!
"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor." (Efésios 1:4)
A razão por que se diz "erroneamente vê como sendo um dia de julgamento" é porque eles equiparam o Rosh Hashanah com o dia em que Deus os julgará como indivíduos. Mas, é claro, esse julgamento — o julgamento dos judeus e dos gentios que nunca receberam a Jesus Cristo como seu Salvador — ocorrerá diante do Grande Trono Branco após o reinado milenar de Cristo.
"E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles." (Apocalipse 20:11)
Entretanto, em outro sentido, o julgamento está em vista, porque após a Igreja partir, a ira de Deus será derramada sobre este mundo: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:9).
Muitos cristãos não compreendem o simbolismo que está por trás do Rosh Hashanah ou Festa das Trombetas. Com relação aos versos que descrevem essa festa (Levítico 23:23-25; Números 10:10 e 29:1-6), eis o que um dicionário bíblico tem a dizer sobre o assunto: "… o propósito especial desta festa, que é descrita nestes versos, não é conhecido." [Easton’s Illustrated Dictionary].
Deus deu a Israel um total de sete festas e as quatro primeiras já tiveram seu significado profético cumprido: Páscoa, Pães Ázimos, Primícias e Pentecostes.
A igreja passou a existir em Pentecostes e a próxima festa na sequência é Trombetas! Veja se não faz sentido que "a última trombeta de convocação" de 1 Coríntios 15:52 seja retratada pela Festa das Trombetas e que terá seu significado profético cumprido quando a igreja for removida do mundo!
"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Coríntios 15:52)
Isto nos leva à pergunta: Quando aquela tremenda e maravilhosa trombeta soar no céu, você estará justificado diante de Deus, ou será deixado?
Você estará "em Cristo" e partirá com os demais eleitos de Deus, ou ficará para trás para vivenciar os horrores da Tribulação — o período de sete anos durante o qual o Diabo possuirá um homem que se tornará o governante supremo do mundo, chamado na Bíblia de Anticristo?
"Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora." (1 João 2:18)
Existem inúmeras indicações que o mundo está caminhando rapidamente para as condições que a Bíblia prediz que existirão durante esse tempo futuro. Portanto, a cada tique-taque do relógio, a probabilidade cresce mais que a igreja esteja se aproxiamando da "hora zero".
Se você ainda não tem seu bilhete, passar tempo próximo ao portão de embarque não servirá para nada! Acorde e reconheça que a hora está avançada. Busque a salvação que somente pode ser obtida por meio da fé genuína em Jesus Cristo.
"Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos." (Jeremias 8:20).
http://espada.eti.br/p319.asp (comadaptações feitas pelo blog Geração Maranata)
"E, pouco a pouco, come e bebe as coisas deste mundo, e não está mais focado em Jesus. Não come e nem bebe Dele."
"Os que aguardam a vinda do Senhor fitam os olhos em Cristo!"
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Uma das grandes tragédias no Cristianismo de hoje, creio que é a apostasia em relação à breve vinda do Senhor Jesus Cristo e honestamente, acredito que aqueles de nós que realmente aguardam a sua vinda e a desejam, ficariam completamente chocados com as massas no Cristianismo de hoje que já não acreditam na vinda do Senhor, que a descartam do seu pensamento e da sua teologia, que não aguardam a sua vinda: “Dizem, Ele não virá no meu tempo.”
Há ensinos que dizem que Ele poderá não vir nos próximos séculos, e então, põem de lado a verdade da Sua vinda.
Estamos vendo se cumprindo diante dos nossos olhos o aviso do apóstolo Pedro:
"Nos últimos dias, virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” (2 Pedro 3:3,4)
“Mas, o dia do Senhor virá como o ladrão de noite.” (2 Pedro 3:10)
Ele disse que aqueles que o esperam (sem pecado), Ele aparecerá segunda vez para salvação. Coroado de justiça… àqueles que aguardam, anseiam, amam a Sua vinda.
“Não sabes em que hora o teu Senhor virá.” (Mateus 24:42)
Não… Já não há mais tempo…
Não importa o que acontece à sociedade, se o mais importante na tua mente é que Jesus está prestes a voltar, a qualquer momento a qualquer hora, como disse que voltaria.
Esta é uma motivação para a santidade, para nos mantermos focados em Jesus Cristo, não importa o que acontece neste mundo moderno.
E hoje temos um exército de ministros nos púlpitos, pregadores da paz; a dizerem: Relaxem… Está tudo bem contigo. Está tudo bem comigo… Descontrai…
“E por se multiplicar a iniqüidade…” intensificar-se, tornar-se como uma avalanche, uma avalanche que nada pode parar, que aumenta mais e mais, e nada a pode parar… “E por se multiplicar a iniqüidade… o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:12)
O amor de muitos que professam o cristianismo, esfriará.
Isto está acontecendo agora, caso não vejas.
E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mt. 24:12,13), Será salvo…
Quem é, pois, o servo fiel e prudente… “
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar sustento a seu tempo? Bem aventurado aquele servo que o seu Senhor, quando vier, achar servindo assim.” (Mt. 24:45, 46)
A Bíblia diz:“ …e começar a espancar os seus conservos e a comer e a beber com os ébrios.” (Mt. 24:49)
Estes servos já não comem e bebem de Cristo, já não vão à Palavra. Agora se aborrecem com a Palavra de Deus, não querem ouvir falar nada sobre a vinda do Senhor, porque isso agora arruinará os seus estilos de vida.
Vivem para o diabo e dizem: “Bem Ele não vai voltar agora e se eu ficar doente, antes de morrer arrependo-me, e peço perdão.”
Os que aguardam a vinda do Senhor fitam os olhos em Cristo!
O que você tem comido e bebido?
Você está tão apaixonado por Jesus esta manhã, enquanto falo contigo, como estavas a um ano atrás?
Você está tão faminto pela Palavra de Deus como antes?
Ou você colocou Jesus em segundo plano na tua mente?
E, pouco a pouco, come e bebe as coisas deste mundo, e não está mais focado em Jesus. Não come e nem bebe Dele.
E você só faz isso porque não acredita realmente que Jesus está quase voltando.
Se acreditasse mesmo que Jesus está prestes a voltar a qualquer momento, se acreditasse no que Ele disse: “Estaria preparado.”
Entende: se não te alimenta, se não participa do banquete em Cristo, é porque não espera a Sua vinda. Você voltou para o mundo!
Voltou para a sua imundície!
É tempo de amarmos a pureza, e pararmos de amar a poluição que vem pelo ar, através da televisão, através do rádio, e impresso em revistas e livros.
Precisamos ficar sóbrios, e perceber que Deus está ativo para salvar, mas também está ativo para julgar. E há almas que estão perecendo, comendo e a bebendo com os ébrios (Mateus 24:49)
Significa que come e bebe a mesma comida que intoxicou o mundo. Eles estão intoxicados com jogos e entretenimento, e nem pensam em passar uma hora com Jesus e ouvindo a sua Palavra.
Há uma intoxicação com jogos nos Estados Unidos (como no Brasil) que é absolutamente demoníaca.
O que você tem comido e bebido do teu computador? Então…, o que tens comido e bebido?
E digo isto especialmente aos jovens!
Há 10 anos atrás, eu não poderia pregar isto. Mas é para isto que estamos destinados, amigos.
E digo-vos, se vocês têm comido e bebido da mesa errada.
Se vocês estão bebendo com os ébrios, não irão correr bem. Não irão correr bem.
Porque Jesus! Diz a Bíblia claramente, que: “os homens maus e enganadores, irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. (II Timóteo 3:13)
E eu e você não nos podemos ficar sentados aqui, e se tivéssemos uma visão plena, estaríamos todos prostrados a chorar, de joelhos, caídos sobre o nosso rosto. Se soubéssemos o que está para vir!
Não estão sóbrios…
Muitos precisam de Deus por vislumbres, por momentos. Mas se esquecem que será um julgamento eterno. Não pensamos nestas coisas.
A Igreja precisa de um senso de sobriedade, para que as coisas não continuem da maneira como estão.
Oh Jesus, creio que podes vir a qualquer momento, quero estar preparado! Deus, pelo teu Espírito Santo, capacita-me. Dá-me poder, para viver para ti.
O que há nesta vida… Graças a Deus pela família, pelos amigos, pelas suas bênçãos, mas este não é o mundo real. Nós seguimos para a eternidade.
Eu não vivo para hoje. Vamos estar perante Ele, enquanto crentes.
“A quem muito foi dado, muito será exigido.” (Lucas 12:48)
Se você o amasse, se acreditasse na Sua vinda, iria correr para Ele.
O objetivo da LEI é nos trazer um desespero e terror tão grande, que somos levados a Cristo, e à Sua misericórdia.
E pregar assim, é tentar trazer a você uma LEI, que exponha a sua preguiça, que exponha tudo o que não é de Jesus, e produza em você um santo terror; para que possas dizer: Vou correr para a Sua misericórdia.
A Sua misericórdia é para aqueles que já estão convictos dos seus pecados, que admitem que pecaram, que sabem que os seus pecados os condenam e uma vez que corres para Jesus… é aí que a misericórdia te será dada, e te inundará. É aí que a paz te encherá, é aí que o milagre acontecerá.
É por isto que já não há muita convicção na Igreja, é por isto que as pessoas, não se convertem de todo o coração: porque a Lei do Senhor não é dada como um espelho, para que haja convicção do pecado. Tem que haver!
Amigos, isto não é um jogo.
É a tua alma eterna…
E eu não vou ficar de pé perante o meu Criador, perante o meu bendito Jesus, com o sangue de ninguém em minhas mãos.
Mas agora…
Eu lhe pergunto:
Você está pronto para o encontro com Cristo agora?
A Sete Festas de Israel têm um significado profético, pois além de apontar para Cristo como o Cordeiro Pascal, elas também falam da ‘parousia’ que é a Segunda Vinda do Senhor Jesus.
As Festas Bíblicas foram ordenanças do Senhor e por quatro vezes encontramos a declaração de que elas seriam um 'estatuto perpétuo' para Israel. (Lv. 23)
Cristo cumpriu as quatro festas comemoradas na Primavera, no tempo exato designado para sua celebração, segundo o calendário judaico.
Isso quer dizer que, uma vez que o ciclo de festas da Primavera foi cumprido por Cristo em sua primeira Vinda, também o ciclo de festas do Outono será cumprido, no futuro, com os eventos relacionados à segunda Vinda de Jesus.
Pão ázimo ou asmo, do hebraico matstsah ou matzah, é um tipo de pão assado sem fermento, feito somente de farinha de trigo (ou de outros cereais como aveia, cevada e centeio) e água. A preparação da massa não deve exceder 18 minutos para garantir que a massa não fermente.
מצה matstsah
1) asmo (pão, bolo), sem fermento
A Festa dos Pães Asmos era comemorada no dia seguinte à Páscoa, ou seja no dia 15 de Abib e terminava no dia 21 do mesmo mês, portanto com duração de sete dias: "E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do SENHOR; sete dias comereis pães ázimos." (Lv.23:6)
Na verdade, os pães asmos deveriam ser comidos a partir da tarde do dia 14: " No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. (Ex 12:18)
Durante a semana da Festa dos Pães Asmos, o fermento e qualquer coisa fermentada tinham que ser removidos de todos os lares.
Em Êxodo 12.15 e 13.7 a palavra hebraica 'chametz' foi traduzida por "pão levedado", porém, o significado literal desse termo, é "coisa fermentada". Em outras palavras, nada que continha fermento devia ser encontrado entre eles, em hipótese alguma, "em todo teu território" (Êx 13.7). A desobediência a esta ordenança era uma punição gravíssima. (Ex: 12:15).
1) Fermento: do hebraico 'seor' é qualquer substância que seja capaz de produzir fermentação em massa de pão ou líquido.
שאר s ̂e’or
1) levedura
2) Fermentado: do hebraico 'chametz' é qualquer coisa fermentada ou que contém levedura
חמץ chametz
1) aquilo que está fermentado, levedura
"Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel." (Ex 12:15)
"Comam pão sem fermento durante os sete dias; não haja nada fermentado entre vocês, nem fermento algum dentro do seu território." (Ex 13:7)
Contexto Histórico
No Antigo Testamento guardava-se a Páscoa separada da Festa dos Pães Asmos, apesar de terem conexão.
A Páscoa era celebrada na tarde do dia 14 do mês de Abib, enquanto que a Festa dos Pães Asmos começava no dia 15 de Abib e se extendia por sete dias. Juntas formavam uma Festa dupla.
Já nos tempos de Jesus, as Festas da Páscoa e do Pães Asmos eram tratadas como uma única Festa: "Estava se aproximando a festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa," (Luc 22.1).
Isso era devido não haver intervalo entre as duas Festas e porque ambas celebravam a mesma libertação do Egito (Êx 12.1-28). Na verdade a Festa dos Pães Asmos era a continuação da Festa Páscoa e durante essas duas Festas ainda tinha a Festas das Primícias.
A Importância do Pão Asmo para Israel:
Era usado na consagração dos sacerdotes (Exodo 29:2/Levítico 8:2).
Era usado na separação dos nazireus (Numeros 6:15,17)
Era usado na Páscoa.
Pães Asmos no Tabernáculo:
Ficavam em uma mesa onde havia pratos para os pães asmos e as taças de ouro. Os pães eram colocados nos pratos em duas pilhas de 6 pães cada uma.
São chamados de Pães da Proposição ou Pão da face ou da presença, significa o alimento espiritual e alimento universal. Não havia outro tipo de alimentação, não podia ser comido fora da Tenda e eram comidos no Sábado.
Significado e Cumprimento Profético
O Pão Asmo não continha fermento porque representava a pureza de Cristo.
Também é o símbolo do verdadeiro Pão da Vida, Jesus Cristo, onde até o local do Seu nascimento era profético, Belém significa “Casa do Pão”.
O aspecto profético da Festa dos Pães Asmos é que ela retrata o sepultamento de Jesus. Assim como a Festa da Páscoa ilustrava a Sua morte na Cruz, assim também a observância dos Pães Asmos ilustrava o Seu sepultamento.
A razão histórica para a Festa dos Pães Asmos é que foi exigido que Israel comesse pão sem fermento. Isto se deve ao fato de que o fermento é um símbolo da malícia e da maldade.
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Co 5:7-8)
Os Pães Asmos também expressam a nossa comunhão com Cristo, que começa com a nossa redenção e depois prossegue em uma vida santa.
Fermento, símbolo do pecado
Fermento em hebraico é s ̂e’or e deriva de sha’ar que significa “deixar de fora, sobras, restos”.
שאר sha’ar
1) restar, sobrar, ser deixado para trás
“Ao primeiro dia tirareis [shabath] o fermento [s ̂e’or] das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado [chametz]….” (Êxodo 12:15)
A palavra sha'ar descreve a porção de massa com fermento ativo que era deixada de fora para utilização no próximo fabrico de pão. A expressão referida na passagem de Êxodo 12:15 é "shabath sh’or". Apalavra Shabbat significa “parar, deixar de”. Daí o significado: deixar de pôr de lado a porção de massa com fermento ativo para o fabrico de pão do dia seguinte.
שבת shabath
1) parar, desistir, descansar
Nota: Shabbath (sábado) é procedente de shabath (descanso).
Sem esta porção de fermento, a massa para o fabrico de pão, levaria muito mais tempo para fermentar:
“E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse [chametz], e as suas amassadeiras atadas em suas roupas sobre seus ombros… E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado [chametz], porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida”. (Êxodo 12:34, 39)
A palavra Sh’or é muitas vezes confundida com Chametz, mas Chametz não é o fermento em si, mas sim qualquer massa já levedada – neste caso o pão ou a massa.
A palavra Chametz, como é normal nas palavras hebraicas, assume vários significados, um deles é “ser azedo”. É esse o sentido que se aplica quando falamos de massa Chametz. Esta massa diz-se azeda porque sofreu a ação da fermentação.
Sh’or também não é fermento no sentido que nós entendemos hoje, mas sim uma parte da "massa azeda” que era posta de lado para iniciar a fermentação da próxima massa para o fabrico de pão.
Sabemos hoje, que o fermento nada mais é do que bactérias que existem no ar, porém esse conceito não existia nos tempos antigos. A própria Palavra de Deus nos dá a entender que o Sh’or era algo visível, a ponto que tinha que ser posto fora de casa.
“Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado [Chametz] não se verá contigo, nem ainda fermento [Sh’or] será visto em todos os teus termos.” (Êx13:7)
Veja que não era apenas o Sh’or que tinha que pôr fora de casa, mas também o Chametz. Esta é a única passagem que diz que Chametz e Sh’or deveriam se retirados de casa, em todas as outras passagens falam apenas em pôr o Sh’or.
No entanto, o princípio por detrás de "pôr fora" quer seja Chametz quer seja o Sh’or é o mesmo, pois se não houver Chametz em casa não será comido, da mesma forma que sem Sh’or não se pode fazer Chametz. O mandamento consiste em que se coma Matstsah (pão feito de massa não levedada).
מצה matstsah
Sentido de ser devorado avidamente em virtude de sua doçura;
1) asmo (pão, bolo), sem fermento
A palavra Matstsah, contrariamente à palavra Chametz que significa “ser azedo”, significa “ser doce”. Esta designação apenas é válida quando aplicado à massa, porque se trata de uma massa que não levedou.
O Matstsah é uma imagem do próprio corpo de Cristo, o pão da vida, sem fermento (sem pecado). Veja: João 6:35, 48-51; Lucas 22:19.
O significado das palavras hebraicas Matstsah (pão ázimo) e Mitsvah (Mandamento) estão intimamente ligados, sendo mesmo sinônimos, pois significam o ensino puro, não adulterado da Torah que nos foi dada pelo Senhor, pelo que podemos dizer que: Jesus é o Pão não levedado da Torah!
Uma vez cozida, qualquer massa de pão que tivesse fermento deixa de o ter na sua forma ativa, pois o fermento morre com o cozimento. Porém, os “restos mortais” desse fermento permanecem na massa e são indissociáveis dela; daí que o Senhor nos diga para comermos pão sem fermento para não ingerirmos esses “restos mortais”.
מצוה mitsvah
1) mandamento
Aspecto Espiritual
O Novo Testamento nos fala de cinco tipos de Fermento:
Fermento dos Fariseus: "Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia." (Lucas 12:1) – A Hipocrisia era o fermento dos Fariseus, tipo: "faça o que eu digo, mas não o que eu faço"
Fermento dos Saduceus – "Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição…" (Marcos 12:18a) – Os Saduceus negavam o sobrenatural de Deus, como a ressurreição, os anjos, o Espirito Santo, etc. Era uma Religião baseada em filosofia.
Fermento de Herodes – "E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes." (Marcos 8:15) – Este fermento simboliza o amor pelo mundo e suas coisas. Jesus mencionava Herodes como um homem mundano (raposa). Herodes era um assassino, que apesar de ter ouvido tantas vez a mensagem de João não se arrependeu
Fermento dos Gálatas –"Um pouco de fermento leveda toda a massa." (Gálatas 5:9) – Os Gálatas misturavam Cristianismo com Legalismo e se preocuvam com aparências exteriores. Misturavam Lei e Graca; Carne e Espirito; Escravidão e Liberdade.
Fermento dos Coríntios – "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Coríntios 5:7-8) – O fermento dos Coríntios representa a malícia e os pecados da imoralidade.
Santificação, símbolo da ausência do fermento
"Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Coríntios 5:8).
Assim como a Festa dos Pães Asmos era celebrada imediatamente após o sacrifício da páscoa, aquele que é redimido pelo sangue de Cristo, deve imediatamente prosseguir em seu caminho em processo de santificação: "…aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Coríntios 7:1).
Esta oferta não poderia conter sangue do sacrifício porque o sangue era derramado por causa do pecado e "…aquele que sofreu na carne deixou o pecado" (1 Pedro 4:1) e"…quem morreu, justificado está do pecado… …a morte já não tem domínio sobre Ele" (Romanos.6:7,9).
Diversos textos da Palavra demonstram o processo de santificação do cristão após a Redenção. Devemos distingüir os textos que falam da Salvação e os que falam da Santificação. A tabela abaixo demonstra o paralelo dos textos bíblicos que tratam da Redenção e da Santificação do cristão (clique na tabela para ampliar).
Concluindo, as verdades simbólicas dos pães asmos para os cristãos são:
Consagração
Separação para o Senhor
"Jesus tira o fermento da nossa vida nos libertando do poder do pecado"
Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas … E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. Joel 2:30 (Joel 2:1,2a,30)
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar. (Apocalipse 9:2)
Associated Press | AP – Qua, 19 de setembro de 2011
Indonésios temem nova erupção de vulcão que matou 90 mil pessoas
A última vez que o vulcão mais mortal do planeta explodiu foi em 1815, matando 90 mil pessoas. Ele também foi responsável por um inverno vulcânico que causou a pior fome em todo o mundo no século 19.
Agora, ele pode explodir novamente.
Seu nome é Monte Tambora e está localizado na ilha de Sumbawa, na Indonésia. Apesar de não ter sido a explosão vulcânica mais poderosa da história, foi a que causou mais mortes diretas e indiretas.
Quando a explosão aconteceu em abril de 1815, Sumbawa foi destruída. A caldeira, em seguida, entrou em colapso, após alguns meses de atividade pesada. A maioria da população da ilha foi morta e sua vegetação foi reduzida a cinzas. Algumas árvores foram arrancadas e empurradas para dentro do mar, juntamente com cinzas, criando 3 quilômetros de jangadas gigantes. Tsunamis foram gerados pela explosão e afetaram as ilhas que ficavam nas proximidades.
A erupção do Tambora deixou uma cratera de 11 quilômetros de largura e um quilômetro de profundidade, espalhando cerca de 400 milhões de toneladas de gases sulfúrico na atmosfera e levando a "ano sem verão" nos EUA e na Europa. Foi várias vezes mais poderoso do que explosão do Krakatoa em 1883 – segunda pior da história – apesar de não ter a mesma fama internacional, porque a notícia se espalhou através dos barcos nos oceanos, disse o pesquisador Indyo Pratomo. Em contrapartida, a erupção do Krakatoa ocorreu quando o telégrafo já era popular, transformando-se em primeira notícia global.
O poder de destruição do Tambora afetou o mundo inteiro. Cinzas subiram em uma coluna que atingiu 43 quilômetros de altura, até a estratosfera. As partículas mais pesadas eventualmente caíram, mas um véu de aerossóis de sulfato permaneceu na estratosfera por anos, escurecendo a luz do sol em toda parte. Isso afetou todo o clima global em grande escala, e iniciou uma cadeia de eventos que matou milhões no Hemisfério Norte.
Pouco se sabia sobre o impacto global do Tambora, até a década de 1980, quando as amostras de gele da Groenlândia – que através da leitura dos anéis das árvores – revelou uma concentração incrível de camada de enxofre que remonta a 1816, disse o geólogo Jelle de Boer, co-autor de "Vulcões na História Humana: Os efeitos de longo alcance da grande erupção".
Gases tinham combinado com o vapor de água e formaram pequenas gotículas de ácido que permaneceram durante anos na atmosfera, circundando a Terra e alguns refletindo a radiação solar de volta para o espaço.
Inverno vulcânico mortal
No ano seguinte à explosão vulcânica não houve verão e as temperaturas desceram uma média de 0,5 grau Celsius. Não parece muito, mas o enxofre liberado pelo vulcão causou estragos em culturas agrícolas e morte da pecuária em todos os lugares.
Os Estados Unidos experimentaram geadas extremas e neve pesada em pleno mês de Julho (verão nos EUA), arruinando tudo nos campos. O mesmo aconteceu em outros lugares, causando uma grande fome em todo o mundo.
Essa fome ajudou a espalhar uma nova cepa da cólera na Ásia e uma epidemia de tifo no sudeste da Europa e no Mediterrâneo oriental.
Especialistas estão dizendo agora que o Monte Tambora está pronto para entrar em erupção novamente. Um fluxo constante de terremotos está agitando a ilha. Eram menos de cinco no mês de abril e agora aumentaram para mais de 200.
“Começou a expelir cinzas e fumaça no ar, algo tão alto quanto 1.400 metros. É algo que nunca vi antes”, diz Gede Suantika, do Centro de Vulcanologia do governo indonésio.
Autoridades elevaram o alerta para o segundo nível mais alto há duas semanas e estabeleceram um perímetro de perigo de cerca 3 quilômetros e seus habitantes estão evacuando a área sob as ordens do governo. A maioria das pessoas de lá conhece a história de 1815 e não precisa de qualquer ordem para começar a correr. Na verdade, as pessoas de fora da zona de perigo também estão fugindo por puro medo.
Não se espera uma repetição de 1815 ainda – é preciso muito mais de 200 anos para esse tipo de pressão enorme venha a acontecer novamente, acredita Boer, que leciona na Universidade Wesleyan, em Connecticut.
A atividade atual, segundo o vulcanologista islandês Haraldur Sigurdsson, pode ser parte do nascimento de um “filho” do Tambora, no processo de formação de um novo vulcão. A explicação, porém, pouco conforta os moradores da região.
A verdade é que ninguém sabe ao certo se o Monte Tambora vai explodir com a mesma intensidade de 1815, ou quando vai explodir. Mas sabemos que ele está despertando, o que certamente não é bom.