“Quem” ou ‘O Que’ detém a manifestação do Anticristo?

Filed Under (Apostasia, Arrebatamento, Segunda Vinda de Jesus) by Geração Maranata on 12-07-2013

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"E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.

Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém." (2 Tessalonicenses 2:6-7)

 

 

 

“Quem” ou ‘O Que’ está detendo a manifestação do Anticristo?

 

Introdução

Várias teorias escatológicas se propõem responder essa pergunta.

As controvérsias já começam em torno das palavras "Quem" e "O Que".  Em 2 Tesssalonicenses 2:6, Paulo se refere àquele que impede de modo impessoal o que o detém, já em 2 Tesssalonicenses 2.7 usa o modo pessoal e o gênero masculino aquele que agora o detém”.  

Então, o que poderá está detendo a manifestação do Anticristo: será Algo ou Alguém?

Sobre essa pergunta há um consenso entre os que estudam Escatologia, que o termo ‘O QUE/ALGO’ seria a Lei, e o ‘QUEM/ALGUÉM’ seria aquele que faz a Lei se cumprir.

Segundo esse entendimento o Anticristo irá surgir em um período de grande apostasia e rebelião, quando os homens não suportarão leis e normas.

kairos

A palavra grega “kairós”, traduzida por “ocasião própria” nos dá a entender que o Anticristo será revelado no momento determinado por Deus.

καιρος kairos
1) medida exata
2) medida de tempo, maior ou menor porção de tempo, daí: 
    2a) tempo fixo e definido, tempo em que as coisas são conduzidas à crise, a esperada época decisiva 
    2b) tempo oportuno ou próprio 
    2c) tempo certo 
    2d) período limitado de tempo 
   2e) para o qual o tempo traz, o estado do tempo, as coisas e eventos do tempo
 
Seguindo por essa linha, podemos entender que assim como houve uma “plenitude do tempo” para a vinda de Cristo (veja Gálatas 4.4), também haverá uma “plenitude do tempo” para o surgimento do Anticristo, porém tudo estará sujeito ao plano divino.
 
katecho

O significado do verbo traduzido “deter” ou "reter" em si também produz muitas controvérsias:

κατεχω katecho
1) não deixar ir, reter, deter
    1a) de partir
    1b) conter, impedir (o curso ou progresso de)
          1b1) aquilo que impede, o Anticristo de manifestar-se
          1b2) checar a velocidade ou progresso de um navio i.e. dirigir o navio
    1c) manter amarrado, seguro, posse firme de
2) conseguir a posse de, tomar
    2b) possuir

Em geral a tradução desse verbo é "segurar firme", mas na conjugação passiva este verbo pode ser usado para ficar "preso" ou “detido” por um poder sobrenatural.

Outras três possibilidades de tradução têm sido propostas:
1) “restringir" e "atrasar".
2) "manter domínio".
3) "agarrar" 

ek mesou genêtai

A maioria das divergências e controvérsias tem como base principal a frase ‘ek mesou genêtai’. Segundo o Dicionário Bíblico Strong a tradução das palavras dessa frase é a seguinte:

εκ ek ou εξ ex
Preposição primária denotando origem (o ponto de onde ação ou movimento procede), de, de dentro de (de lugar, tempo, ou causa; literal ou figurativo);
1) de dentro de, de, por, fora de

μεσοω mesoo
1) estar no meio, estar no meio do caminho.

γινομαι ginomai
1) tornar-se, vir à existência, começar a ser, receber a vida
2) tornar-se, acontecer.
    2a) de eventos
3) erguer-se, aparecer na história, aparecer no cenário.
    3a) de homens que se apresentam em público
4) ser feito, ocorrer.
   4a) de milagres, acontecer, realizar-se
5) tornar-se, ser feito.

- Preposição grega ek: de dentro de

- Palavra grega mesou: estar no meio

- Verbo genêtai: retirado de

'Ek mesou genêtai' pode ser traduzida como: retirado a partir do meio, retirado do meio para fora ou fora do meio.  
 

II Tessalonicenses 2:6-7 em várias versões bíblicas:

kai nun to katechon oidate eis to apokaluphthênai auton en tô eautou kairô to gar mustêrion êdê energeitai tês anomias monon o katechôn arti eôs ek mesou genêtai (Original Grego - Textus Receptus).

καὶ νῦν τὸ κατέχον οἴδατε εἰς τὸ ἀποκαλυφθῆναι αὐτὸν ἐν τῷ ἑαυτοῦ καιρῷ. 7 τὸ γὰρ μυστήριον ἤδη ἐνεργεῖται τῆς ἀνομίας· μόνον ὁ κατέχων ἄρτι ἕως ἐκ μέσου γένηται(NA27 – Nestle-Aland)

(Léxico do Novo Testamento – Grego-Portugues – F. Wilbur Gingrich)   

E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado (genêtai) aquele que agora o detém; (RA – Almeida Revista e Atualizada)

E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério e da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do (ek) meio (mesou) seja tirado (genêtai)(RC95 – Almeida Revista e Corrigida)
 
E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do (ek) meio (mesou) seja tirado (genêtai)(ACF – Almeida Corrigida e Revisada Fiel)
 
E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora (genêtai); (AR – Almeida Revisada Imprensa Bíblica)
 
E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo. A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação, restando apenas que seja afastado (genêtai) aquele que agora o detém. (NVI – Nova Versão Internacional)
 
Agora sabeis aquilo que o detém, a fim de que seja revelado a seu tempo. Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente até que seja removido (genêtai) aquele que agora o detém. (SBB – Sociedade Bíblica Britânca)
 
Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento (genêtai) daquele que o detém. (Versão Católica)

Algumas Teorias Propostas

Várias teorias se propõem a identicar o agente que impede a manifestação do Anticristo. A mais aceita tem sido o Espírito Santo, mas há quem ache que é o próprio Satanás(!).

Selecionei algumas teorias mais discutidas em livros sobre Escatologia e na internet.

 

Império Romano

Essa teoria diz que o apóstolo Paulo foi muito vago quando escreveu esses versos, mas provavelmente deve ter sido explícito verbalmente aos crentes de Tessalônica.

Isso vem reforçar a teoria de que o Império Romano era o agente retentor, pois se tratava de um poder impessoal (O que) que encarnava a pessoa do Imperador (Quem).

Como havia uma acusação contra Paulo em Tessalônica (At.17:6), qualquer menção ao Império Romano tinha de ser vago, pois havia o perigo da carta cair em mãos erradas.

"Porque já o mistério da injustiça opera". (v.7).

O princípio de rebelião contra Deus já estava operante, mas ainda não estava em vigor em todo o mundo, como será na dominação do Anticristo.  Neste caso a pessoa que estava detendo o Anticristo era próprio Imperador reinante na época, no caso o Imperador Cláudio (41-54 d.C.).  O sucessor de Cláudio seria o Imperador Nero, o maior perseguidor dos cristãos.

"Até que do meio seja tirado" – o Imperador deveria ser removido, mas Paulo não poderia falar explicitamente sobre isso, por isso foi impreciso.

Quando essa proteção fosse retirada, as forças do Anticristo poderiam exercer, livremente a sua própria vontade.

Se a passagem fosse pós-paulina, alguma consideração poderia ser dada ao mito do Nero redivivo, segundo o qual se acreditava que Nero não morrera, mas teria se ocultado no oriente entre os Partas, para que depois pudesse comandá-los numa invasão contra Roma.

Algumas pessoas vêem sinais deste mito em Apc.13:13-14. Segundo este ponto de vista, o que detém seria o Imperador reinante e o rebelde seria Nero na sua volta.

Este mito, porém, surgiu tarde demais para ter influenciado o próprio Paulo, e até mesmo o medo dos Partas não era um fator importante na década de 50 d.C.

Como a teoria do iníquo ser manifestado com a remoção do Imperador não ocorreu, os adeptos deste ponto de visto dizem que na verdade Paulo quis dizer que a força que retém o Anticristo não é Império Romano propriamente dito, mas o princípio da lei e da ordem que foi tipificado por ele, e que ainda continua na forma de outros sistemas políticos.

 

Figura apocalíptica

Essa teoria considera que aquele que detém é uma figura apocalíptica, no mesmo modo como o Anticristo é o "anjo do abismo" de Apc.9:1 e 20:1.

O problema é explicar porque Paulo foi vago em suas palavras, pois ao contrário da teoria do Império Romano, neste caso não haveria problema em usar termos mais explícitos.

 

Satanás

James Frame em seu livro “A critical and exegetical commentary on the Epistles of St. Paul to the Thessalonians” considera que a força que mantém domínio não é outra senão a do próprio Satanás, cuja influência já está no mundo representando "o mistério da iniqüidade".

Nesta teoria Satanás teria um plano “secreto”, um projeto cuidadosamente preparado para projetar o seu governante ao mundo, mas só deverá fazer apenas no momento certo para tentar "enganar até os escolhidos".

Quando chegar o tempo determinado por Deus, Satanás sairá do caminho para que o anticristo possa ocupar o palco.

Esta opinião requer que o verbo “katecho” seja traduzido "manter domínio". Uma opinião semelhante é sustentada por Ernest Best, que pensa que o poder que mantém domínio, "o poder hostil ocupante," é um agente mau (mas não o próprio Satanás) que se colocará de lado quando o anticristo aparecer.

James Everett Frame (A critical and exegetical commentary on the Epistles of St. Paul to the Thessalonians)
Ernest Best (Second Epistle to the Thessalonians)

 

Governo Humano (Domínio Gentílico)        

Essa opinião está muito associada à teoria do Império Romano como detentor, segundo seus proponentes (Hogg e Vine) o detentor é o governo e a lei humana, para isso citam a passagem de Daniel 2:37-44:

No devido tempo, o Império Babilônico, a cujo rei as palavras foram ditas, foi sucedido pelos Persas, depois os Gregos, e novamente aos Romanos, que floresceu no dia do Apóstolo….   As leis, sob as quais esses estados mantiveram sua existência, foram herdados de Roma assim como Roma herdou-os do Império que a precedeu.   Assim, as autoridades existentes são ordenados por Deus…  autoridade constituída destina-se a agir na contenção da ilegalidade.”

C. F. Hogg e W. E. Vine (As Epístolas do Apóstolo Paulo aos Tessalonicenses)

 

A Igreja    

A sugestão de que o limitador de iniqüidade pode ser a Igreja é baseado pelo fato desta ser o sal da Terra em uma civilização corrupta e luz que brilha em um mundo de trevas.

Similar ao governo humano, a Igreja está sendo usado por Deus para impedir a manifestação plena do Maligno e quando esse limitador for retirado, não haverá mais impedimento para as trevas operarem.

 

Deus

O estudioso Howard Marshall (http://en.wikipedia.org/wiki/I._Howard_Marshall), por sua vez, é da opinião que Deus é quem está adiando a manifestação do homem da iniqüidade.

Trilling argumenta que a força que detém é simplesmente a demora da “parousia” (Segunda Vinda de Cristo) que os leitores estavam experimentando e que, em última análise era devida ao próprio Deus.

Trilling diz que não há nenhuma diferença essencial entre as formas neutra e masculina da expressão, embora reconheça que é Deus quem fica por detrás da ação detentora.   Best é contra esta interpretação, pois acredita que esta é uma maneira muito estranha de referir-se à ação de Deus, que a teoria requer que "ser afastado" signifique "retirar-se e que entender “katechôn” (deter) no sentido de “atrasar” é anormal.

George Ladd também sugere que a força de restrição é o poder de Deus e é essa força que está atrasando a revelação do iníquo. Ele argumenta que a designação neutra do v.6 é “a energia” e no v. 7 é o próprio Deus. A frase no v. 7 "até que ele saia do meio" refere-se ao próprio iníquo, que ao
“sair do meio" acabará por revelar quem ele é. 

Na visão de Ladd os versículos de 2 Tessalonicenses ficaria assim:
E agora vós sabeis o que o detém [o poder de Deus], a fim de que ele [o Anticristo] pode ser revelado em sua própria época. Pois o mistério da iniqüidade já opera; 7a só há Ele [Deus], que o deteria agora até que ele [o Anticristo] ser levado para fora do meio.

Howard Marshall (1 and 2 Thessalonians)

W . Trilling (Thessalonicherbrief)

George Ladd  – A Theology of the New Testament

Ernest Best – First and Second Epistles to the Thessalonians, The (Black's New Testament Commentary)

 

O Evangelho

O. Cullmann (http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Cullmann) é de opinião que o fator que detém é a proclamação do evangelho (neutro) pelos missionários cristãos e em especial pelo próprio Paulo (masculino); quando Paulo estiver "fora do caminho," então viria o Fim.

Essa teoria sugere que Paulo cristianizou o princípio de que todo Israel deve arrepender-se antes que o Fim pudesse vir.

Uma objeção a essa teoria é que Paulo, conforme I Ts.4:13-18, contava com a possibilidade da sua própria sobrevivência até à “parousia”. É, também, muito duvidoso se Paulo, embora insista na sua posição de apóstolo aos gentios, via-se como fator essencial no plano de Salvação de Deus em prol da humanidade.

 

Falsos profetas

Giblin entende que o termo “katechôn” tem o sentido de "agarrar" e argumenta que falsos profetas estavam enganando os tessalonicenses; eram liderados por um indivíduo específico que, segundo Paulo acreditava, deveria ser expulso antes da manifestação do rebelde e a destruição deste pelo Senhor ocorrer.

Esta opinião deixa de explicar porque a remoção de falsos profetas numa só igreja local deveria ocupar uma posição tão crucial no desenvolvimento do plano de Deus.

Charles Homer Giblin  – An Exegetical and Theological Reexamination of 2 Thessalonians 2

 

Arcanjo Miguel

Há uma teoria que diz ser o Arcanjo Miguel que impede a aparição do iníquo.

Concluem que quem se encaixa melhor com o perfil de detentor da Besta é Miguel, o arcanjo guerreiro, junto com o exército de anjos liderados por ele. Esses anjos de guerra lutam frente a frente com os espíritos do mal resistindo ao aparecimento do Filho da Perdição naqueles abrangentes destacados Impérios até que no final do último sairá do caminho, deixando o inimigo ter total influência sobre os governos da terra, com mais ênfase através da pessoa do Anticristo.

Desta forma, antes do início dos sete anos de tribulação Miguel e o exercito do Senhor permitirão a manisfetação do Anticristo.

Os proponentes desta teoria citam Apocalipse 12:7 onde Miguel aparece e expulsa o Dragão e seus anjos do céu.

Versículos chaves:
"Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia." ( Daniel 10:13)

"E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.." ( Daniel 12:1 )

"… E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;  Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus…
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso D'us, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso D'us os acusava de dia e de noite.
E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.
Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo
…" (Apocalipse 12:7-12)

 

Cristo ou O Dia de Cristo

No que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e nossa reunião com ele".

Esta teoria propõe que os versículos de II Tessalonicenses 2 não dizem respeito ao anticristo, mas a Cristo e ao Dia de Cristo.

Na verdade Paulo não estava preocupado com a vinda do iníquo, mas com a vinda do Senhor Jesus.

A confusão dos tessalonicenses não foi sobre a vinda do anticristo, mas sobre o boato de que Cristo já tinha chegado e eles estavam vivendo os dias de Cristo.

Assim, Paulo está explicando que a “parousia” do Messias ainda não havia ocorrido porque, na verdade, outros acontecimentos profetizados, devem ser satisfeitos em primeiro lugar.  

Então, o v.6 deve ser entendido dessa forma: "e agora vocês sabem o que está segurando ele (Cristo) no seu lugar", ou ainda, " E agora vós sabeis o que O detém (o dia de Cristo)."

Em seguida, no versículo 6, Paulo reitera dizendo: "E agora vocês sabem o que está segurando …." Paulo disse que o “Dia de Cristo” não viria até que a apostasia ocorresse e o homem do pecado fosse revelado. Esses dois eventos é que estavam atrasando a parousia do Messias e o arrebatamento da igreja.

"O qual convém que o céu contenha [O detenha] até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio." (Atos 3:21).

 

Essa profecia já foi cumprida

Segundo a linha escatológica Preterista essa profecia foi cumprida por ocasião da destruição de Jerusalém em 70 dC.

O ano provável que a Carta aos Tessalonicenses foi escrita foi entre 50 e 52 dC, cerca de 20 anos antes da destruição de Jerusalém por Roma.

Segundo os Preteristas a Segunda Vinda de Jesus, não foi física, mas alegórica na forma de Juízo para aquela geração, conforme Cristo profetizou em Mateus 24. 

Os Preteristas sustentam que o termo usado como “Dia do Senhor” já havia sido usado quando Deus levou juízo à Jerusalém pela mão da Babilônia, quando o primeiro Templo foi destruído.  Dessa forma, quando Paulo disse que o “Dia do Senhor” estava se aproximando ele queria dizer que novamente Deus iria trazer juízo e desta vez pela mão de Roma e que o Templo (o segundo) seria novamente destruído.  Por isso Paulo disse que o Dia do Senhor não seria surpresa para os crentes.

Segundo os Preteristas o Homem da Iniqüidade foi Nero que também é a Besta do Apocalipse. Os próprios tessalonicenses sabiam o que estava restringindo o Homem da Iniqüidade; de fato, o Homem da Iniqüidade já estava vivo e esperando ser “revelado”. 

Isso implica que por enquanto os cristãos poderiam esperar certa proteção do governo Romano. As leis romanas com respeito à religião estavam naquele tempo a favor do Cristianismo, enquanto considerado uma seita do Judaísmo e antes de Nero subir ao trono

 

Apóstolo Paulo

Para alguns teólogos, o próprio apóstolo Paulo era “aquele que o detém”, enquanto a sua mensagem, o evangelho de Cristo destinado a judeus e gentios, era de fato o elemento neutro ou impessoal da expressão “aquilo que o detém”. A missão paulina de levar o evangelho também aos gentios foi cumprida, e com isso a força restritiva que impedia a manifestação do Anticristo foi cessada.

 

Espírito Santo

Esse é a teoria mais aceita entre os cristãos, pois entendem que Paulo está se referindo ao Espírito Santo, uma vez que Ele pode ser descrito tanto no gênero masculino quanto no neutro; Ele também é apontado como Aquele que restringia as forças do mal no AT. 

Essa visão é a mais popular e argumenta que Paulo identifica “quem” e “o que” está detendo alguém como sendo o Espírito Santo.

O Espírito Santo é aquele que convence o mundo do pecado e do juízo tanto no A.T. como no Novo Testamento.  Assim, Ele deve ser o que detém algo aqui em 2 Tessalonicenses 2.

Esta interpretação é particularmente aceita entre os Pré-Tribulacionistas, que acham que essa identificação no texto deve ser outra prova convincente "para um evento secreto” do arrebatamento antes da tribulação.

Alegam que o Espírito Santo está detendo o pecado em geral e o homem do pecado (o Anticristo) em particular. Assim, na opinião deles, quando o Espírito Santo for retirado da terra com a igreja para o céu no (arrebatamento Pré-Tribulação), a restrição do pecado terá desaparecido da face da terra e o homem do pecado se manifestará ao mundo.

Gerald Stanton sugere algumas razões para aquele que O está detendo deve ser o Espírito Santo:

  1. Por mera eliminação, o Espírito Santo deve ser o detentor. Qualquer outra hipótese deixa de preencher as exigências;
  2. O iníquo é uma pessoa, e suas operações abrangem o reino espiritual. O detentor deve, da mesma forma, ser uma pessoa e um ser espiritual para deter o Anticristo até a hora de sua revelação. Meros agentes ou forças espirituais impessoais seriam insatisfatórios;
  3. Para alcançar tudo o que deve ser realizado, o detentor deve ser um membro da Trindade. Deve ser mais forte que o iníquo e mais forte que Satanás, que energiza o iníquo. Para deter o mal no decorrer dos séculos, o detentor deve ser eterno. O campo de ação do pecado é o mundo inteiro: logo, é imperativo que o detentor seja alguém não limitado pelo tempo e espaço;
  4. Essa era é de certa forma a "dispensação do Espírito", pois Ele trabalha agora de maneira diferente de outros séculos como uma Presença residente nos filhos de Deus. A era da igreja começou com o advento do Espírito no Pentecostes e terminará com o inverso do Pentecostes, a retirada do Espírito. Isso não significa que Ele não estará operando — apenas que não será mais residente.
  5. O trabalho do Espírito desde Seu advento incluiu a detenção do mal (João 16.7-11), (l João 4.4.) Como será diferente na tribulação;
  6. apesar de o Espírito não ter residido na terra durante os dias do Antigo Testamento, assim mesmo exerceu influência detentora, ver Isaías 59.19.

Portanto, Stanton argumenta que aquele que O detém deve ser o Espírito Santo.

Alguns Pós-Tribulacionistas apóiam esta visão. Robert Gundry (http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_H._Gundry) sugere três motivos:

1) A contenção do mal deve ser a missão do Espírito Santo porque alguns na igreja primitiva eram dessa opinião.
2) Ele deve ser o Espírito Santo porque, para impedir uma pessoa, outra pessoa é necessária.
3) Porque esta identificação se ajusta melhor ao problema gramatical do neutro mudando para o masculino no particípio.

Embora Gundry e outros pos-tribulacionistas concordam nesta parte com os Pré-Tribulacionistas sobre a identidade do limitador, eles discordam sobre a forma como se dará o lançamento de sua retenção.

Os Pós-Tribulacionistas argumentam que o Espírito Santo ainda habitará os crentes sobre a Terra, capacitando-os para o evangelismo durante este tempo de tribulação, e que Ele ainda vai regenerar os incrédulos que estiverem dispostos ao arrependimento. Mas eles acreditam que o Espírito permite a contenção do mal, para que Satanás trabalhe como lhe agrada.

Gerald Stanton – Kept From The Hour

Robert Gundry  – The Church and The Tribulation

Conclusão

O estudantes em Profecias acreditam que a passagem de 2 Tessalonicenses 2:6-8 é uma das mais difíceis para o entendimento, daí as muitas interpretações.

O apóstolo Paulo foi vago quando se referiu "aquele que o detém" além de utilizar termos pessoais e impessoais.

Por isso existem muitas hipóteses para tentar explicar o que Paulo quis dizer. As divergências são muitas ao ponto de ir de um extremo a outro, há quem ache que o próprio Satanás está detendo o Anticristo.

Atualmente a teoria mais aceita é o Espírito Santo com agente restritivo.

O fato é que não é prudente afirmar com certeza qual é a teoria correta. 

Maranata!

 

Fontes
 
http://www.bibletruth.cc/Body_the_restrainer.htm
 
http://www.davarelohim.com.br/quem-e-que-detem-o-Anticristo-%E2%80%93-2-ts-2-67/
 
http://anisiorenato.com/teologia9.htm
 
http://www.intratext.com/IXT/ELL0010/
 
http://www.biblestudytools.com/lexicons/greek/kjv/ginomai.html
 
http://en.wiktionary.org/wiki/%CE%B3%CE%AF%CE%BD%CE%BF%CE%BC%CE%B1%CE%B9
 
http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/309/o-Anticristo-aparecera-com-o-desaparecimento-daquele-que-agora-o-detem

O Arrebatamento Pré-Tribulacionista segundo Atos 15:13-18

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 09-10-2011

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E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.
E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo.
Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas,  
Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (Atos 15:13-18)

 

Em Atos 15:13-18 encontramos mais um grande apoio para a defesa da visão escatológica Pré-Tribulacionista.

Esse texto nos dá a entender que o arrebatamento da igreja terá que preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.

Já havia se passado quase 20 anos do advento da cruz, quando o Concílio de Jerusalém veio a ocorrer. Tiago, Pedro, Paulo, Barnabé, alguns crentes dos fariseus, e outros se reuniram para resolver a questão de saber se os gentios tinham de se converter ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. Mas uma outra questão, não dita, também estava em suas mentes e, como judeus, era ainda mais importante para eles. "Se não, o que estaria por ser tornar Israel?"

Os fariseus argumentaram que o caminho para o Cristianismo para os judeus e gentios era através do Judaísmo. Para eles, isso significava manter a Lei, ser circuncidado e seguir as tradições, além de reconhecer Jesus como o Messias. Então, Pedro, Barnabé e Paulo apresentaram uma opinião diferente, baseados em ver de 'primeira mão' o dom do Espírito Santo para os gentios. Eles disseram que por causa disso, os gentios devem ser autorizados a entrar diretamente para a Igreja.

Voltando para Atos 15:13 e para o resultado da reunião.

Quando terminaram, Tiago falou: "E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me:Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome." (Atos 15:13-14)

As palavras dos profetas estão de acordo com isso, como está escrito: "E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas, Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras." (Atos 15:15-18)

O que isso significa?

Em linguagem simples Tiago, o irmão de Jesus e chefe da Igreja em Jerusalém, disse que Israel estava para ser posta de lado enquanto o Senhor tomava um povo dentre os gentios, para si mesmo (ou por amor do Seu nome). Lembre-se: as 69 das 70 semanas de Daniel já havia se cumprido. Tornava-se óbvio que, com a crucificação do Senhor, o relógio tinha parado para o cumprimento profético da última semana (70ª semana). Apesar de Jerusalém e do Templo ainda não terem sido destruídos, segundo a profecia do Senhor, mas que em breve seria e seria uma questão de registro público.

Já havia sinais de que nem tudo estava bem quando o Templo ainda existia. Nos registros do Talmude judaico havia quatro indicações sinistras de que um problema estava por vir. (Talmud Mas. Yoma 39b):

1. No serviço de Yom Kipur dois bodes foram trazidos para o Sumo Sacerdote, um era para "para o Senhor" (a oferta de paz) e o outro era "para Azazel", também conhecido como o bode expiatório. Eles eram escolhidos por sorteio e a sorte para o bode do Senhor sempre surgia na mão direita do sumo sacerdote, porém após a cruz nunca mais ocorreu.

2. Um cordão escarlata era amarrado ao bode expiatório na porta do templo durante o culto. Depois que o sumo sacerdote, simbolicamente colocava os pecados de Israel sobre a cabeça do bode expiatório, ele cortava o cordão deixando uma parte no chifre do bode e o restante na porta do Templo. Em seguida, ele era levado para ser sacrificado no deserto. Anteriormente, o cordão que ficava na porta do Templo sempre ficavo branco quando o bode expiatório morria. Isto era visto como um cumprimento de Isaías 1:18, "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.", indicando que os pecados de Israel haviam sido perdoados. Após a cruz nunca mais o cordão ficou branco.

3. Uma das luzes, do lado oeste do Menorah (candelabro com sete pontas), não mais permanecia acesa. O número sete significa a conclusão divina, enquanto o número do homem é 6. As sete luzes significavam que, juntos, com Deus, Israel foi concluída e trouxe luz para o mundo. Mas agora, com apenas 6 luzes acesas, era evidente que Deus os tinham deixado.

4. As portas do Templo principal começaram a abrir por si mesmas. Os sacerdotes viram isso como um aviso de que Zacarias 11:1 logo seria cumprido. "Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os teus cedros." 

Durante a conquista de Jerusalém, os romanos atearam fogo ao Templo. O teto do Templo era feito de cedro do Líbano e coberto de folhas finas de ouro. O intenso calor do fogo derreteu o ouro que escorria pelas paredes nas rachaduras entre as pedras. Depois que o fogo cessou, os soldados romanos desmontaram pedra por pedra do Templo para pegar o ouro. Quando eles terminaram, a profecia proferida pelo Senhor no Domingo de Ramos se cumpriu de forma dramática. "E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:44)

Quando Tiago, fazendo referência a Pedro, falou que o Senhor tomou dos gentios um povo para Si mesmo em Atos 15:13-14, das palavras gregas que ele usou para "tomar de" foram 'lambano ek'. Juntas elas significam "tomar alguma (coisa) com a mão, a fim de levá-lo longe de um certo tempo e lugar.". Neste caso, a 'coisa' é a Igreja (o povo para si mesmo), e "um certo tempo e lugar" que seria realizado num tempo distante é a restauração de Israel na Terra, prevista para o final dos sete anos de sua aliança com Deus. Sabemos disso porque as duas primeiras palavras de Atos 15:15 , que fala sobre a reconstrução do Templo, são "depois disto", depois que a Igreja se for. Se ele sabia ou não, Tiago foi dizendo que o arrebatamento da Igreja deve preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.

λαμβανω lambano
1) pegar
    1a) pegar com a mão, agarrar, alguma pessoa ou coisa a fim de usá-la
          1a1) pegar algo para ser carregado
          1a2) levar sobre si mesmo
    1b) pegar a fim de levar
          1b1) sem a noção de violência, i.e., remover, levar
    1c) pegar o que me pertence, levar para mim, tornar próprio
          1c1) reinvindicar, procurar, para si mesmo
                 1c1a) associar consigo mesmo como companhia, auxiliar
         1c2) daquele que quando pega não larga, confiscar, agarrar, apreender
         1c3) pegar pelo astúcia (nossa captura, usado de caçadores, pescadores, etc.), lograr alguém pela fraude
         1c4) pegar para si mesmo, agarrar, tomar posse de, i.e., apropriar-se
        1c5) capturar, alcançar, lutar para obter
        1c6) pegar um coisa esperada, coletar, recolher (tributo)
  1d) pegar
        1d1) admitir, receber
        1d2) receber o que é oferecido
        1d3) não recusar ou rejeitar
        1d4) receber uma pessoa, tornar-se acessível a ela
                1d41) tomar em consideração o poder, nível, ou circunstâncias externas de alguém, e tomando estas coisas em conta fazer alguma injustiça ou negligenciar alguma coisa
  1e) pegar, escolher, selecionar
  1f) iniciar, provar algo, fazer um julgamento de, experimentar
2) receber (o que é dado), ganhar, conseguir, obter, ter de volta

εκ ek ou εξ ex
1) de dentro de, de, por, fora de

 

Em Seguida o que acontecerá?

Em Atos 15:15-18 Tiago citou Amós 9:11-12 para confirmar o seu entendimento de que depois que o Senhor tomar a Igreja, Ele fará com que o Templo seja reconstruído. Tiago sabia que logo o Templo seria destruído, mas ele usou uma profecia de Amós de 800 anos atrás para mostrar que o Templo seria reconstruído, quando o Senhor terminar com a Igreja. Depois os gentios, que perderem o arrebatamento, terão uma última chance de serem salvos também. Isto resolvia a questão do futuro de Israel.

“Naquele dia levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado,
para que o meu povo conquiste o remanescente de Edom e todas as nações que me pertencem”, declara o SENHOR, que realizará essas coisas." (Amós 9:11-12)

De Daniel 9:24-27 sabemos que reconstrução do Templo será um sinal de que Israel voltou à sua relação de aliança com Deus e o restante das 70 semanas da profecia de Daniel estará em curso.

A única razão para um Templo existir é permitir que Israel realize os rituais e sacrifícios da Antiga Aliança. Daniel 9:27 diz que o anticristo vai pôr fim ao sacrifício e à oferta no meio da 70 ª semana. Isto nos diz que um Templo terá sido construído e o início dos sacrifícios serão oferecidos novamente algum tempo antes.

Então aqui é o escopo da passagem.

Após a cruz, Israel foi temporariamente posta de lado enquanto Deus começou Sua obra redentora entre os gentios. Seu primeiro trabalho foi a de construir a Sua Igreja, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão (Mat.18:18).

Romanos 11:25 nos diz que Israel deveria ser endurecido, em parte, durante algum tempo: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.." (Romanos 11:25).

Paulo estava falando sobre o coração de Israel, que seria endurecido contra o entendimento. Em Lucas 19:41-45 Jesus disse que o fato óbvio de que o Messias tão esperado tinha visitado eles e que daí por diante seria escondido de seus olhos. "e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos." (Lucas 19:42)

Paulo disse que este seria o caso durante todo o tempo que o Senhor estivesse voltado para Sua Igreja. O fato de que alguns dizem que mais judeus vieram para Jesus nos últimos 19 anos do que nos últimos 1900 anos, pode ser uma indicação de que o tempo de endurecimento está chegando ao fim.

Nos dias de Paulo, a palavra grega pleroma traduzida por 'número completo' (plenitude) foi muitas vezes usada num sentido náutico. Ele referiu-se ao número de tripulantes necessários para um navio comercial para zarpar. Por causa dos perigos envolvidos em ser pego desprevenidos durante uma tempestade no mar, os navios não podiam deixar o porto até que eles tivessem o número total de marinheiros a bordo. Também a palavra grega eiserchomai traduzida como 'entrar em' 'haja entrado' significava para 'chegar a um destino programado'. Em Romanos 11:25 Paulo usou essas metáforas para descrever a Igreja deixando a Terra e chegando ao nosso destino Celestial antes que o coração de Israel seja amolecido.

πληρωμα pleroma
1) aquilo que é (tem sido) preenchido
    1a) um navio, na medida em que está cheio (i.e. tripulado) com marinheiros, remadores, e soldados
    1b) no NT, o corpo dos crentes, que está cheio da presença, poder, ação, riquezas de Deus e de Cristo
2) aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido
    2a) aquelas coisas com as quais um navio está cheio, bens e mercadorias, marinheiros, remadores, soldados
    2b) consumação ou plenitude do tempo
3) plenitude, abundância
4) cumprimento, realização

εισερχομαι eiserchomai
1) ir para fora ou vir para dentro: entrar
    1a) de homens ou animais, quando se dirigem para uma casa ou uma cidade
    1b) de Satanás tomando posse do corpo de uma pessoa
    1c) de coisas: como comida, que entra na boca de quem come

Quando o número total dos gentios tenha sido alcançado, iremos ser levados para casa de nosso Pai (João 14:2-3), enquanto Ele volta sua atenção novamente para Israel. Nessa época, será dado início os restantes sete anos da profecia de Daniel. As nações da Terra serão visitadas pelos julgamentos mais devastadores, entre as quais Israel foi espalhado, e serão completamente destruídas. Israel será purificada para se preparar para a Era do Reino que virá, e o restante dos gentios terão sua última chance de salvação.

Se pararmos para pensar, veremos que esses poucos versículos em Atos 15 respondem várias importantes questões teológicas: 

- Eles mostram que a Nova Aliança não substituiu a Antiga Aliança, mas apenas interrompeu ela.

- Eles provam que Deus não pretendia que a Igreja substituisse para sempre Israel no Seu plano, Ele apenas definiu que Israel seria posto de lado temporariamente para que a porta da salvação pudesse ser aberta para os gentios. Em Isaías 49:6 o Pai diz ao Filho: "É coisa pequena demais para você ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra".

Com a luz adicionada a partir Romanos 11:25, também podemos confirmar que Israel e a Igreja são como óleo e água na medida em que não se misturam. Para um ser o outro precisar ir. Os dois sistemas são teologicamente incompatíveis. Você não pode ter um sistema de fé evidenciado pela obediência à lei completa, com sacrifícios de animais diariamente funcionamento ao lado de um sistema de graça através da fé somente, sem outra exigência além do que creiais naquele que Ele enviou (João 6:29).

Portanto, a Igreja não é o ponto seguinte em uma linha reta da Criação à Eternidade. É uma mão gigante que leva os crentes a virar à direita a um destino único e exclusivo e permite que o Senhor cumpria Suas promessas a Israel, ao mesmo tempo.

Nós temos a tendência de pensar que a única razão para o arrebatamento é fazer com que a Igreja fique livre dos juízos dos Tempos do Fim. Mas isso nos mostra que há outra razão pela qual a Igreja não pode estar na Terra durante qualquer uma das 70 ª Semana de Daniel.

Temos que sair para que Israel possa voltar para Deus.

A partir desse olhar podemos perceber que nossa partida está chegando.

Você quase pode ouvir os passos do Messias.

 

Maranata!

 

Leia também:  As alianças Bíblicas e a Escatologia – Israel e a Igreja

 

Fonte: Adaptado de The Pre-Trib Rapture In Acts 15:13-18 (http://gracethrufaith.com)

 

Você está preparado para ouvir o som da Última Trombeta?

Filed Under (Arrebatamento, Israel e as Profecias) by Geração Maranata on 08-10-2011

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por Geração Maranata (com adaptações de espada.eti.br)

 

Você está preparado para ouvir o som da Última Trombeta?

Você está justificado diante de Deus ou corre o risco de passar pelo período do Julgamento?

O próximo grande evento do calendário de Deus será a remoção total dos cristãos genuínos deste mundo.

Observe o que foi dito: "cristãos genuínos", pois Deus conhece a diferença entre o "legítimo" e o "falsificado"!

Em qual categoria você se encontra?

Cristão Legítimo — aqueles que experimentaram um renascimento espiritual sobrenatural, sabem sem qualquer dúvida que Deus é seu Pai Celestial e que em breve os receberá por a toda a eternidade.

Cristão Falsificado — aqueles que são falsos convertidos e que "perderão o ônibus". A Bíblia se refere a eles como "joio no meio do trigo" e "bodes", em vez de ovelhas de Deus.

Há ainda outra categoria que não têm a menor ideia do que estamos falando e que, em sua maior parte, também não saberão após ter acontecido! 

A definição de um "mistério", do original grego Musterion é simplesmente um segredo que Deus não tinha anteriormente revelado como Escritura. Após Jesus Cristo ressuscitar dentre os mortos, Ele escolheu Saulo de Tarso para se tornar o apóstolo Paulo e pessoalmente revelou a ele as doutrinas da fé cristã — que incluíam diversos "mistérios" que não tinham sido revelados anteriormente:

μυστηριον musterion
1) algo escondido, secreto, mistério
    1a) geralmente mistérios, segredos religiosos, confiado somente ao instruído e não a meros mortais
    1b) algo escondido ou secreto, não óbvio ao entendimento
    1c) propósito ou conselho oculto
          1c1) vontade secreta
          1c1a) dos homens
          1c1b) de Deus: os conselhos secretos com os quais Deus lida com os justos, ocultos aos descrentes e perversos, mas manifestos aos crentes
2) nos escritos rabínicos, denota o sentido oculto ou místico
    2a) de um dito do AT
    2b) de uma imagem ou forma vista numa visão
    2c) de um sonho

"Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue." (Gálatas 1:15-16)

Um dos mais controversos desses mistérios envolve o "Arrebatamento da Igreja" — a ação de Deus remover em massa Seu povo da Terra. Mas, para a maioria que crê em uma interpretação literal da Bíblia, a única discordância gira em torno de quando e não se isso acontecerá.

Em algum ponto no futuro, Deus removerá todos os cristãos deste mundo em um instante. Quando acontecer, esse abençoado evento não somente tirará aqueles que estiverem vivos, mas também incluirá todos os que morreram no passado. Um dos aspectos mais maravilhosos será que cada indivíduo receberá um corpo glorificado, como aquele que Jesus Cristo tem agora no céu! Leia 1 Coríntios 15:35-58. Esse corpo estará livre do pecado e será perfeito em todos os aspectos — 'sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante': "Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Efésios 5:27)

"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (1 Tessalonicenses 4:13-18).

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Coríntios 15:51-52)

Quando aquela maravilhosa trombeta do céu soar, coincidirá com "a última trombeta de convocação".  Este último toque, também é conhecido pela tradição do povo judeu como Shofar Gadol (o Grande Shofar) conforme Isaías 27.13 que diz:

“Naquele dia, se tocará uma grande trombeta (Shophar Gadol), e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém." (Isaías 27.13)

Este é um toque messiânico, pois anuncia a vinda do grande Rei. Antigamente em Israel quando um rei era coroado, tocava-se o Shofar, após este, o povo bradava dizendo: “Viva o Rei!”, leia 1 Reis 1.38-40.

תקע taqa ̀
1) soprar, bater palmas, bater, fazer soar, empurrar, soprar, soar

גדול gadowl ou (forma contrata) גדל gadol
1) grande

שופר showphar ou שׂפר shophar
1) chifre, chifre de carneiro

Tekiáh-Gedolá: conhecido como o Grande Toque (Grande Shofar), é um Tekiáh prolongado, onde se aumenta o tom na metade do toque; é um som prolongado, tocado pelos rabinos judeus na conclusão do Rosh Hashanah — a celebração do Ano Novo judaico, chamado também de "Festa das Trombetas" — que Deus os instruiu a observar em Levítico 23:24:

"Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação." (Levítico 23:24)

O Shofar Gadol, também é uma convocação, um chamado aos perdidos da casa de Israel, um chamado às tribos perdidas do povo hebreu. Conforme o verso lido de Isaías 27.13, os Filhos de Israel, retornaram para Jerusalém, para adorar ao Senhor no Monte Santo. O Shofar Gadol é uma convocação para que o povo judeu retorne à adoração. É um Instrumento de Arrependimento.

Ao longo dos séculos, o ensino rabínico passou a ver o Rosh Hashanah como retrato de um tempo de julgamento individual. É verdadeiramente irônico que a maioria dos filhos de Israel (não todos, porque muitos se tornaram cristãos nascidos de novo) ainda se referem a si mesmos corporativamente como "o povo escolhido de Deus" (Deuteronômio 7:6). Mas eles, junto com bilhões de gentios incrédulos, serão deixados para trás para experimentar o Período da Tribulação — o julgamento de Deus sobre os judeus, em particular, e sobre o resto do mundo, em geral.

Assim, sem qualquer pista na mente, observe os seguintes comentários feitos por um rabino com relação à Mishna — a versão escrita da "Torah oral" do judaísmo rabínico:

Olhar Para o Futuro
Rabino Shlomo Jarcaig
"No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação." (Vayikra/Levítico 23:24). "Isso se refere ao festival conhecido como Rosh HaShanah. 
A Mishna nos informa (Tratado Rosh HaShanah 1:2) que esse é o dia do ano em que cada indivíduo é julgado. Como seu nome indica (literalmente, a cabeça do ano), ele também é o primeiro dia do ano judaico. Parece peculiar que sejamos julgados no primeiro dia do novo ano; como o julgamento baseia-se em nossas ações no ano anterior, o julgamento seria mais apropriado no último dia do ano. Além disso, as orações no dia não enfocam aquilo que se esperaria para um dia de julgamento. Não há ênfase em remorso ou em arrependimento. Ao contrário, nossa tarefa durante todo o dia é declarar que D-us é o Rei do Universo. Ademais, se este é, de fato, o Dia do Julgamento, por que a própria Torah não faz a mínima menção a esse fenômeno? As referências a um 'dia de descanso', lembrança de soar a trombeta" e uma 'santa convocação' dificilmente advertem as massas a se prepararem como gostariam antes de serem julgadas pelo Criador." (www.torah.org)

Mishná – do hebraico משנה, "repetição" e do verbo שנה, ''shanah", "estudar e revisar" – é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral.

Como indicam claramente os comentários do rabino, o evento não contém um simbolismo tópico para os judeus, a relevância de soar as trombetas para a qual a tradição rabínica erroneamente vê como sendo um 'dia de julgamento'. Por causa disso, acredita-se que elas irão, em algum ponto no futuro, literal, mas não intencionalmente, anunciar a partida para o lar celestial de um grupo de indivíduos especificamente escolhidos, a Igreja de Jesus Cristo (Efésios 1:4), ao contrário da eleição nacional de Israel — quando eles subirem para se encontrarem com Jesus nos ares!

"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor." (Efésios 1:4)

A razão por que se diz "erroneamente vê como sendo um dia de julgamento" é porque eles equiparam o Rosh Hashanah com o dia em que Deus os julgará como indivíduos. Mas, é claro, esse julgamento — o julgamento dos judeus e dos gentios que nunca receberam a Jesus Cristo como seu Salvador — ocorrerá diante do Grande Trono Branco após o reinado milenar de Cristo.

"E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles." (Apocalipse 20:11)

Entretanto, em outro sentido, o julgamento está em vista, porque após a Igreja partir, a ira de Deus será derramada sobre este mundo: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:9).

Muitos cristãos não compreendem o simbolismo que está por trás do Rosh Hashanah ou Festa das Trombetas. Com relação aos versos que descrevem essa festa (Levítico 23:23-25; Números 10:10 e 29:1-6), eis o que um dicionário bíblico tem a dizer sobre o assunto: "… o propósito especial desta festa, que é descrita nestes versos, não é conhecido." [Easton’s Illustrated Dictionary].

Deus deu a Israel um total de sete festas e as quatro primeiras já tiveram seu significado profético cumprido: Páscoa, Pães Ázimos, Primícias e Pentecostes.

A igreja passou a existir em Pentecostes e a próxima festa na sequência é Trombetas! Veja se não faz sentido que "a última trombeta de convocação" de 1 Coríntios 15:52 seja retratada pela Festa das Trombetas e que terá seu significado profético cumprido quando a igreja for removida do mundo!

"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Coríntios 15:52)

Isto nos leva à pergunta: Quando aquela tremenda e maravilhosa trombeta soar no céu, você estará justificado diante de Deus, ou será deixado?

Você estará "em Cristo" e partirá com os demais eleitos de Deus, ou ficará para trás para vivenciar os horrores da Tribulação — o período de sete anos durante o qual o Diabo possuirá um homem que se tornará o governante supremo do mundo, chamado na Bíblia de Anticristo?

"Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora." (1 João 2:18)

Existem inúmeras indicações que o mundo está caminhando rapidamente para as condições que a Bíblia prediz que existirão durante esse tempo futuro. Portanto, a cada tique-taque do relógio, a probabilidade cresce mais que a igreja esteja se aproxiamando da "hora zero".

Se você ainda não tem seu bilhete, passar tempo próximo ao portão de embarque não servirá para nada! Acorde e reconheça que a hora está avançada. Busque a salvação que somente pode ser obtida por meio da fé genuína em Jesus Cristo.

"Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos." (Jeremias 8:20).

 

http://espada.eti.br/p319.asp (com adaptações feitas pelo blog Geração Maranata)

Fontes:

http://tabernaculodedavid.sites.uol.com.br/shofar2.htm

http://wikipedia.qwika.com/en2pt/Shofar

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mishn%C3%A1

Dicionário Bíblico Strong – Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong – James Strong

 

Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento? Pós-Tribulacionismo

Filed Under (Arrebatamento, Estudos Bíblicos) by Geração Maranata on 10-09-2011

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This entry is part 2 of 2 in the series Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento?

Por Geração Maranata

Há cinco diferentes visões a respeito do Arrebatamento. As diferenças estão em quando ele acontecerá e quem será arrebatado.
 
São elas:
A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais.  Muitos afirmam que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará a Terra.
A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo)  passará ou não por esse período de Tribulação?
 
Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas, principalmente nos Dispensacionalistas.
 
Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.
 
 
 
Conceito

Jesus nos advertiu sobre um tempo de grande tribulação tal como o mundo jamais viu e que ocorreria antes do seu retorno, leia Mt 24:3-31.

A linha escatológica Pós-Tribulacionista defende que a Igreja passará por essa Grande Tribulação predita por Jesus, porém ela (a Igreja) será preservada da ira, ou seja, receberá uma proteção sobrenatural a exemplo de Israel que permaneceu no Egito durante o juízo das pragas, porém não foi atingido por elas.  Outros exemplos são os de Noé, Ló e dos cristãos de Jerusalém quando da destruição de 70 d.C, o Senhor providenciou meios, revelações e ajuda a Seus servos para que pudessem se proteger da ‘Ira’.

Isso é possível, pois “tribulação” e “ira de Deus” são diferentes. Enquanto a tribulação será experimentada por todos, a ira de Deus visará apenas os ímpios, no qual os cristãos salvos serão poupados; Ap.3:10 é citado para provar essa teoria, onde o Senhor promete nos guardar da hora da provação:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Ap 3:10)

O Pós-Tribulacionismo também identifica a Igreja como sendo os santos da Tribulação:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?  E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Apo 7:9, 13-14)

Nesta linha escatológica o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso são os mesmo eventos, não há distinção entre eles.  O Arrebatamento só ocorrerá no final da Grande Tribulação e os crentes salvos e vivos serão arrebatados para se encontrar com o Senhor no ar e voltarão imediatamente com Ele à Terra.

 

Ressurgimento

Desde a década de 50 vários teólogos vêm abandonando outras posições escatológicas, como o Pré-Tribulacionismo e aderindo ao Pós-Tribulacionismo.

O motivo desse ressurgimento deve-se em parte por influência do ministro Batista George E. Ladd, Professor de Novo Testamento do Seminário Teológico Fuller. Ladd foi um defensor notável do Pré-Milenismo Histórico e crítico do ponto de vista Dispensacionalista.  Escreveu alguns livros defendendo a tese Pós-Tribulacionista: “Crucial Questions About the Kingdom of God” (Questões Cruciais Sobre o Reino de Deus, de 1952), “The Blessed Hope” (A Bem-aventurada Esperança, de 1956) e “The Last Things” (As Últimas Coisas, de 1978).

George E. Ladd acreditava que o Pós-Tribulacionismo era o ponto de vista dos pais da Igreja e concluiu um estudo a esse respeito onde afirmou que: “Cada pai da Igreja que trata do assunto previa que a Igreja sofreria nas mãos do Anticristo”.

 

Principais Características

O Pós-Tribulacionismo utiliza o método de interpretação alegórico e por isso não faz distinção entre Israel e Igreja.

Crêem em duas ressurreições, sendo que a primeira será de todos os mortos salvos e ocorrerá no início do Milênio.

Quanto ao Reino de Deus, há Pós-Tribulacionistas que crêem que ele está presente nos corações dos homens (método alegórico) e há os que crêem em um Reino literal onde Cristo irá reinar nesta Terra.

Há Pós-Tribulacionistas que também são Pós-Milenistas e por isso crêem que Jesus voltará encerrando a Tribulação e também o Milênio e que ambos não têm tempo determinado, por esse motivo muitos ignoram a questão do Arrebatamento.

O Pós-Tribulacionismo nega:

- A doutrina da iminência (volta do Senhor a qualquer momento): ensina que vários sinais devem ser cumpridos antes que o Senhor possa vir.

- O cumprimento futuro da profecia de Daniel 9.24-27: alega que essa profecia já se cumpriu.

- O Dispensacionalismo: alega que o tempo chamado "tempo de angústia para Jacó" (Jr 30.7) também é para a Igreja e não só para Israel.

 

Alicerces Bíblicos

Arrebatamento e Segunda Vinda

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16-17)

O Pós-Tribulacionismo diz que somente Paulo mencionou que a Igreja seria tomada nos ares, e ele disse isso em apenas uma passagem da Carta aos Tessalonicenses. Por causa disso toda a discussão sobre Arrebatamento deve ter esses versos como fundamento.

Se esse é o único lugar nas Escrituras onde o Arrebatamento é mencionado, então todas as outras passagens que são citadas como base para o “Arrebatamento" têm que ter alguma conexão com este versículo.

Com base nesse argumento usam a passagem de Mateus 24:27-31, que julgam ser a mais próxima do Arrebatamento citado por Paulo:

“E, logo depois da aflição daqueles dias (Tribulação), o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos (Arrebatamento), de uma à outra extremidade dos céus.”

Com esses versículos fica provado que o Arrebatamento ocorrerá após a Tribulação, concluem.

Portanto, seria um equívoco perguntar quando o Arrebatamento ocorrerá, pois a Bíblia somente menciona a Vinda do Senhor e diz que quando Ele vier, nós seremos Arrebatados juntos para estar com Ele.

Logo, não existem dois eventos: Arrebatamento e Segunda Vinda. Há apenas um evento, por ocasião da Segunda Vinda os crentes serão Arrebatados.  Dizem que a Bíblia não faz esta distinção, caso fosse um evento distinto, não usaria o termo ‘parousia’, que significa ‘Vinda’, mas sim a palavra ‘Arrebatamento’.

Outro argumento é que a Bíblia usa pelo menos duas outras palavras para descrever o retorno do Senhor e também não faz distinção entre elas: ‘apokalupsis’ que significa ‘revelação’ e ‘epiphaneia’ que significa ‘manifestação’. Ambas as palavras vem do grego e são usadas para descrever a esperança da Igreja e em passagens onde o assunto é a Segunda Vinda. Neste caso seria estranho que a Bíblia usasse três diferentes palavras (parousia, apokalupsis e epiphaneia) para descrever dois eventos diferentes e que estão separados por sete anos. Em outras palavras, seria confuso usar estas três palavras para falar de dois eventos diferentes, sem procurar distingui-los.

 

Tribulação

Outro grande argumento dos Pós-Tribulacionistas é a promessa de que a Igreja passará pela Tribulação.

Passagens usadas como base:

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.  (Mateus 24.9-11)

Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.  (Marcos 13.9-13)

E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!  Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos.  Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?  (Lucas 23.27-31)

Crêem que esses versículos são dirigidos à Igreja e não à Israel, como querem os Pré-Tribulacionistas.   Outras passagens usadas como argumentos:

Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. (João 15.18,19)

Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16.1,2,33)

Segundo o Pós-Tribulacionismo, diante de todas essas promessas de uma Tribulação fica impossível dizer que a Igreja será Arrebatada antes desse período.

Todos esses argumentos são ainda mais fundamentados pela citação de perse­guições presentes em Atos, das quais a Igreja foi vítima como cumprimento parcial daqueles alertas:

E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia grande perseguição contra a Igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.  E uns homens piedosos foram enterrar Estêvão, e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. (At 8.1-3)

E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. (At 11.19)

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus. (At 14.22)

Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; (Rm 12.12)

 

Ressurreição

Segundo o Pós-Tribulacionismo a ressurreição dos santos mortos ocorrerá por ocasião do Arrebatamento da Igreja, usam o versículo de Tessalonicenses como base bíblica:

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. (l Ts 4.16).

Conseqüentemente, o Arrebatamento está junto com a ressurreição.

Outro argumento é as passagens que falam sobre uma ressurreição de santos mortos (primeira ressurreição) elas sempre estão associadas à Vinda do Senhor:

Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (Is 26.19),

Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (Rm 11.15),

E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.  E, ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus. (Lc 14.14,15)

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.  Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.  (Ap 20.4-6),

E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. (Ap 11.18),

E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. (Dn 12.1-3).

Os Pós-Tribulacionistas afirmam que as passagens do Antigo Testamento provam que a ressurreição dos santos ocorrerá com a Revelação de Cristo antes do Reino Milenar, logo a ressurreição da Igreja será junto com a ressurreição de Israel.  Então a ressurreição da Igreja marca a hora do Arrebatamento.

 

Parábola do  trigo e do joio

"Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queima­do; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" (Mt 13.30).

Os Pós-Tribulacionistas entendem que os anjos irão agrupar o joio no final dos tempos, mas só transladarão (arrebatar) a Igreja, representada pelo trigo do campo, deixan­do o joio confinado para julgamento.

 

As Setentas Semanas de Daniel

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9.24-27)

Segundos os Pós-Tribulacionistas a profecia de Daniel 9.24-27 já foi cumprida em sua totalidade, não havendo intervalo entre a sexagésima nona e a septuagésima semana da profecia. Dizem que todo o plano ali determinado já teve seu cumprimento concluído no ano 70 a.C. com a destruição de Jerusalém.

Argumentam que se existissem "espaços" entre as semanas a profecia seria vaga, ilusória e enganosa.

As "sessenta e nove semanas" ("sessenta e duas semanas" + "sete semanas"), chegaram “até o Messias”, ou seja, até o início de seu ministério.  Na verdade a última das "setenta semanas" proféticas começou com João Batista e sua pregação pública sobre o Reino de Deus e quando Cristo foi batizado, tentado e começou também a pregar meses depois.

A  primeira metade da semana (3 anos e meio) foi usada para pregar o evangelho do Reino.  Na metada da semana ocorreu a Páscoa ou quatrocentos e oitenta e seis anos e meio depois "do mandamento para restaurar e construir Jerusalém".

Cristo, de acordo com essa teoria, é Aquele que confirma a Aliança, e no período de Seu ministério as seis grandes promessas de Daniel 9.24 foram cumpridas: cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade, trazer a justiça eterna, selar a visão e a profecia e ungir o Santíssimo.

Portanto, esses sete anos, adicionados aos quatrocentos e oitenta e três anos, somam quatrocentos e noventa anos (70 semanas), de modo que toda a profecia, desde os tempos e acontecimentos correspondentes, foi cumprida ao pé da letra.

 

2 Tessalonicenses 1:5-10

Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do Reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder,  Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

Nesses versículos os Pós-Tribulacionistas afirmam que Paulo está indicando claramente que Deus dará aos crentes o descanso quando Jesus vier em chamas de fogo, trazendo retribuição. Então Paulo diz que os descrentes irão pagar as penalidades, "quando ele vem para ser glorificado nos santos naquele dia". Concluem que não há dúvida de que a Vinda para os santos e a Vinda para executar vingança são a mesma Vinda.

 

2 Tessalonicenses 2:1-3

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.

Nestes versos Paulo volta ao assunto ‘Segunda Vinda’. Ele o faz dizendo "quanto à Vinda do nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele". Então ele diz que o Dia do Senhor "não virá sem que primeiro venha a apostasia, e o homem da iniqüidade seja revelado, o filho da destruição".

Segundo o Pós-Tribulacionismo esta é a mais clara negação do Arrebatamento "a qualquer momento" – iminente – que alguém possa imaginar.

Dizem que esta passagem fala por si mesma, pois parafraseando o que Paulo está dizendo, teríamos: "Quanto à sua Vinda e a nossa reunião com ele, isto não acontecerá até…".

Então, colocando dessa forma, fica subentendido que Paulo liga a Vinda do nosso Senhor com a nossa reunião com Ele (Arrebatamento), porque ele está falando sobre ambos, logo não se trata de dois eventos separados.

Concluem que seria estranho Paulo alertar que o anticristo precisaria vir primeiro, pois eles não estariam ali para ver, neste caso Paulo deveria alertar que primeiro haveria o Arrebatamento.

 

Apocalipse 20:4-5

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.

Está claro para todos que, os eventos mencionados nos versos acima, ocorrerão depois da Tribulação, pois pessoas estão assentadas no trono reinando com Jesus. Com base nessa premissa, os Pós-Tribulacionistas afirmam que isto é a Primeira Ressurreição. Se o Arrebatamento é precedido pela Ressurreição dos crentes (1Ts 4:15-17; 1Co 15:52), e isto é a Primeira Ressurreição, então o Arrebatamento deve ser depois da Tribulação.

 

1 Coríntios 15:50-55

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

Esta passagem e a de 1 Ts 4:17 (“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”) são provavelmente as passagem mais conhecidas para as pessoas em geral, em relação ao Arrebatamento.

Porém, os Pós-Tribulacionistas, sustentam que a passagem de 1 Coríntios 15:50-55 não se refere ao Arrebatamento.  Dizem que Paulo enfatizou que iriam acorrer os seguintes eventos: o soar da trombeta, os mortos ressuscitarão e os vivos seriam transformados "num piscar dos olhos". Não há menção de um Arrebatamento.

O motivo pelo qual as pessoas relacionam essa passagem a existência de um Arrebatamento é a expressão "num piscar dos olhos", porém o que Paulo quis dizer é que num piscar de olhos seremos transformados e não ‘Arrebatados’.

 

1 Coríntios 15:23-24

Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua Vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.

Os Pós-Tribulacionistas argumentam que esta passagem mostra os seguintes tipos de ressurreição: do Senhor; a primeira (geral) ressurreição e então seguirá a segunda ressurreição.

Com isso a teoria Pré-Tribulacionista de que haverá múltiplas ressurreições dentro da Primeira Ressurreição é eliminada.

O argumento: se a ressurreição dos "que são de Cristo na sua Vinda" ocorre no Arrebatamento, então a "Primeira Ressurreição" de João (Ap 20:5) também ocorre no Arrebatamento. E se realmente "os que são de Cristo na sua Vinda" é uma referência a Segunda Vinda, então nem Paulo não menciona o Arrebatamento ou o Arrebatamento ocorre na Segunda Vinda. Que esta última é a verdadeira sabe-se porque é demonstrada pelo relato no livro de Apocalipse que mostra que aqueles que morrem durante a Tribulação, certamente seriam incluídos em "os que são de Cristo".

 

Mateus 24:29-31

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.  Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

Os Pós-Tribulacionistas se baseiam nesta passagem para sustentar a tese de que o Arrebatamento e a Segunda Vinda são o mesmo evento.

Não crêem que Jesus estava falando apenas para os judeus, como sustentam os Pré-Tribulacionistas, mas também para a Igreja que iria ser formada após sua ascensão.  Jesus falou essas palavras aos discípulos que seriam a fundação da futura Igreja.  Seria um absurdo achar que tudo Jesus falou e ensinou nos Evangelhos foi apenas para os judeus e sem aplicação para a futura Igreja.

O discurso de Jesus foi para responder a uma pergunta: "Que sinal haverá da sua Vinda, e o fim dos tempos?" Jesus respondeu descrevendo a Grande Tribulação, sua Vinda nas nuvens, o som de trombetas e a reunião dos eleitos (Arrebatamento).

 

Lucas 17:26-31

E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás.

Segundo os Pós-Tribulacionistas, Jesus está mostrando que Deus virá em juízo no mesmo dia em que os crentes serão salvos: "Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar".

 

2 Pedro 3:8-15

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.  Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;

Um dos argumentos Pós-Tribulacionista é que Pedro usa a expressão "como um ladrão" que é geralmente usada em referência à Segunda Vinda de Cristo.

Pedro descreve o evento dando a impressão de que os crentes estarão esperando ‘Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus ‘ e que estão conectados com a promessa de Deus ‘O Senhor não retarda a sua promessa’.

Pedro também declara que Paulo escreveu sobre essas coisas em suas epístolas.

Então concluem que se os eventos desta passagem ocorrem na Segunda Vinda, e se estes eventos eram o que os crentes nesta epistola estavam esperando, então a nossa esperança e a nossa expectativa é a Segunda Vinda e não o Arrebatamento: "O Senhor não retarda a sua promessa… mas o Dia do Senhor virá…", ou seja, a promessa será cumprida no Dia do Senhor.

Finalizam dizendo que a Igreja deve esperar ver estes eventos acontecerem e deve procurar estar preparada quando Ele vier. Isto dificilmente pode ser aplicado na visão Pré-Tribulacionista.

 

Proponentes

Alguns proponentes dessa escatologia são: Benjamin Newton, George Muller, William Booth (fundador do Exército da Salvação) e Charles Spurgeon.

 

Leia também:

Ponto de Vista Pós-Tribulacionista

Para saber mais:

Artigos do site www.projetoomega.com

Arrebatamento Pós-Tribulacionista: Uma Exegese De 2 Tessalonicenses 2:1-3 – www.postribulacionismo.blogspot.com/2010/05/por-pr.html

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Fontes:

“A teologia do Novo Testamento” – George Ladd

“O Arrebatamento Pós-Tribulacional” – Willian Arnold III

"Manual de Escatologia" – Dwight Pentecost

Bíblia de Estudos Profecias – Ed Atos

http://escatologiacrista.blogspot.com/

http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/Arrebatamentosecreto_samuel.htm

http://www.institutogamaliel.com/Escatologia.php
 
 

Ninguém sabe o dia ou a hora

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 18-05-2011

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Adaptado de Jack Kelley

As pessoas costumam usar duas frases para desencorajar a especulação sobre quando o Arrebatamento deverá ocorrer:

"Como um ladrão à noite" e "Ninguém sabe o dia ou a hora".

O dia ou a hora do Arrebatamento não podem ser conhecidos antecipadamente por qualquer pessoa sobre a Terra, pois pode ser que não estejam estabelecidos para ocorrer em um dia específico ou uma hora específica.

É muito provável que ele esteja estabelecido para ocorrer quando um número específico de crentes nascidos de novo seja alcançado, suposição baseada em Romanos 11:25:

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado."

Existem duas palavras Gregas neste verso que dão suporte crítico a um entendimento apropriado.

A primeira é traduzida como "plenitude". Este é um termo náutico que descreve o número predeterminado de marinheiros necessário para operar um navio. Até que um navio tivesse o número total de membros da tripulação, ele não poderia navegar. É por isso que os capitães de navios às vezes embebedavam homens insuspeitos e os raptavam tarde da noite, e então zarpavam imediatamente.

E a segunda, traduzida como "entrar" é também um termo náutico que descreve a chegada de um navio ao seu destino.

Ao usar esses termos, Paulo estava dizendo que o endurecimento do coração de Israel não será totalmente removido até que a Igreja atinja seu número predeterminado e tenha sido levada para o céu.

Não há nada de arbitrário sobre a atitude de Deus aqui. Ele já predeterminou o número e irá levar a Igreja ao seu destino assim que o número seja alcançado.

Ninguém sobre a terra sabe qual é o número total ou a contagem atual. Tudo o que podemos saber é que seremos Arrebatados quando o número total de Gentios tiver entrado e isso pode literalmente acontecer em qualquer dia. Então desapareceremos, as viseiras sairão de Israel e a 70ª semana começará.

Agora, de volta ao tópico. O que essas duas frases significam?  Será que sua intenção é desencorajar a especulação sobre a cronologia do Arrebatamento?

Como Um Ladrão

Retiradas as duplicidades, essa frase aparece 4 vezes no Novo Testamento. Estudemos cada uma delas e vejamos o que estão nos dizendo.

"Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão." (1 Tes. 5:1-4)

Esta é a única vez que Paulo usa a frase. Está claro que ele falava do Dia do Senhor, e que conquanto ele venha de surpresa para o descrentes, os eventos que levarão até ele não devem nos surpreender. Ele não faz menção do Arrebatamento aqui.

"Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão." (2 Pedro 3:10)

Esta é a única vez que Pedro usa a frase, e novamente a referência são os Juízos dos Tempos do Fim, não o Arrebatamento.

"Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei." (Apo. 3:3)

"Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nú, e não se vejam as suas vergonhas." (Apo. 16:15)

João utilizou a frase duas vezes, ambas citando o Senhor. Em Apo. 3:3 Ele criticava a Igreja de Sardes. Ele lhes lembrava que haviam se desviado de Sua palavra e deveriam acordar e voltar para ela. De outra forma não saberão quando Ele virá para eles. Note o palavreado. No arrebatamento Ele vem por nós, não para nós, e nós O encontraremos no ar. No verso 4 vemos que nem todos em Sardes estão dormindo. Existem uns poucos entre eles que estarão prontos para o Arrebatamento e andarão com Ele em mantos brancos.

Em Apo. 16:15 o mundo está bem dentro da Grande Tribulação, então a advertência do Senhor é para os crentes da Tribulação que serão responsáveis por manterem-se salvos durante o mais aterrorizante e perigoso tempo que o mundo já conheceu. Quando utilizadas simbolicamente, como aqui, vestimentas sempre representam justiça, e os crentes da tribulação serão responsáveis por manter a sua.

"Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas." (Apo. 16:15)

 

O Dia e a Hora

Agora veremos a outra frase popular, "Ninguém sabe o dia ou a hora".

"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mat. 24:36-37)

Depois da Grande Tribulação haverá vários sinais nos céus. O sol e a lua ficarão escuros e as estrelas cairão do céu:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas." (Mat. 24:29)

Então o sinal do Filho do Homem aparecerá e todas as nações lamentarão. Depois disso eles O verão vindo nas nuvens com poder e grande glória, tendo arrebanhado Seus eleitos de todo o Céu para se juntarem a Ele:

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus." (Mat. 24:30-31).

Isto é confirmado em Apo. 19:11-14.

"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro."

Tanto do contexto quanto da própria passagem fica claro que o Senhor estava se referindo ao dia e a hora da 2ª Vinda, quando Ele estará vindo conosco, não por nós.

"Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis." (Mat. 24:42-44)

Poucos versos depois, o Senhor repetiu o mesmo pensamento, novamente no contexto da 2ª Vinda.

"Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes." (Mat. 24:50-51)

E ainda poucos versos depois. Não há como isto possa se referir ao Arrebatamento porque as coisas que Ele descreveu não serão feitas aos descrentes no Arrebatamento. Ele está falando dos juízos que sucedem a 2ª Vinda.

"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." (Mat. 25:13)

Pela quarta vez, em 28 versos, o Senhor disse que os crentes que estiverem na Terra no tempo da 2ª Vinda, não saberão o dia ou a hora do Seu retorno. Esta em conformidade com o contexto da parábola das 10 Virgens.

"Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." (Mt 25:1-13)

Esta parábola não se refere à Igreja.  A Igreja é a Noiva, não uma dama de companhia (virgem), só há uma noiva e não 10, e o banquete vem depois das núpcias e não antes.

Não há como uma noiva recém casada ser excluída de seu próprio banquete de núpcias por um esposo que diz não conhecê-la. A parábola é a respeito dos sobreviventes da tribulação, 5 dos quais são salvos e entram no Reino e 5 que não são e não entram.

Qual É O Ponto?

"Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda." (2 Tim. 4:8)

Por mais que se procure nas Escrituras, não encontraremos uma das frases ("Como um ladrão à noite" e "Ninguém sabe o dia ou a hora") relacionada com o Arrebatamento.

Também não encontraremos nenhum verso proibindo ou mesmo desencorajando a especulação sobre a cronologia.

Ao contrário, o Senhor repreendeu os líderes religiosos do Seu tempo por não esperá-Lo, e ao fazê-lo nos encorajou a ficarmos alertas também. Ele criticou os Fariseus por não serem capazes de ler os sinais dos tempos:

"E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se." (Mat 16:1-3)

Por Exemplo, nos mandou entender a profecia das 70 Semanas de Daniel:

"Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda." (Mat. 24:15)

Paulo nos advertiu a não deixarmos os eventos que levem ao Dia do Senhor nos pegarem de surpresa:

"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão." (1 Tes. 5:4)

Como vemos acima, o Senhor prometeu que dará uma coroa àqueles que amarem a Sua vinda. Quantas razões mais precisamos?

Então, de onde veio essa idéia?

Parece que parte dela pode ser atribuída aos teólogos que mal-interpretaram as parábolas da 2ª Vinda em Mat. 24 e 25. Aparentemente eles não perceberam que quando o Senhor forjou a frase "Ninguém sabe o dia ou a hora" Ele falava sobre a Sua 2ª Vinda, não o Arrebatamento. Então é o desobediente que é pego de surpresa nessas parábolas, não o fiel.

Parte dela é também devida ao fato de que por gerações os lideres de igrejas desencorajaram ativamente o estudo da profecia por medo de que focalizar na volta do Senhor deixaria os membros menos entusiasmados a respeito de financiar seus prédios e outros programas terrenos. Eles desenvolveram interpretações que alegorizam tudo, fazendo parecer um conto de fadas em que ninguém realmente acredita. Esses são os escarnecedores de que Pedro nos advertiu, que dizem, "Onde está a promessa da sua vinda?" (2 Pedro 3:4)

Mas ainda tem mais. Mesmo entre os crentes pré-tribulacionistas, existe um medo do arrebatamento por causa de falsas doutrinas a que foram expostos.

A Hipótese do "arrebatamento parcial" sustenta que somente os verdadeiramente merecedores serão levados, enquanto o resto da Igreja será deixada para trás para purificar seus atos durante parte ou todos os juízos dos Tempos do Fim.

Outros dizem que crentes que não são também "vitoriosos" serão lançados nas Trevas Exteriores no arrebatamento e excluídos do Milênio. Essas opiniões corroem nossa segurança ao concluir que não saberemos se somos bons o bastante até ser tarde demais, e nos deixam temerosos de que não nos qualificaremos.

Existem também os "Cristãos Seculares" que não querem que a sua 'boa vida' termine antes de terem a chance de experimentá-la por inteiro. Sim, eles querem que o Senhor venha, só não ainda, não agora.

E finalmente há aqueles que sabem que se o Senhor viesse hoje, membros de sua família e círculo de amigos seriam deixados para trás. Eles não querem que o Senhor venha até que saibam que todos os que amam serão levados também.

Por todas essas razões e mais, ser confrontado com a idéia de que o Arrebatamento poderia estar muito próximo não é uma coisa reconfortante para muitos dos crentes.

Sugerir cronologias faz tudo parecer muito real, então eles não gostam disso. Quando dizem, "Ninguém sabe o dia ou a hora", querem dizer, "Não quero ouvir sobre isso".

Fique Quieto. Você Vai Assustá-los

Pessoas bem intencionadas incorretamente dizem que falar sobre os Tempos do Fim confunde os crentes, então não deveríamos fazê-lo. E se ficarmos todos alvoroçados e não acontecer? Eles perguntam.

Não é segredo que a igreja é povoada por várias pessoas que têm zelo sem conhecimento e que são facilmente iludidas por qualquer coisa que prometa tornar sua vida mais fácil (como o evangelho da prosperidade) ou os ajude a escapar de vez (arrebatamento-mania).

Em 1988 um livro intitulado '88 Razões Para o Arrebatamento Ocorrer' disparou um arrebatamento-mania. Agora um grupo de pessoas acreditam que o arrebatamento será no mês de maio-2011. E várias outras surgirão, porém com algumas horas de estudo essas previsões provam ser falsas teorias.

Paulo chamou os Bereanos de nobres porque eles vasculhavam as Escrituras diariamente para verificar o que ele pregava (Atos 17:11).

E esta é a resposta Bíblica correta a essas alegações. Não é tirar versos fora do contexto para silenciá-los. Isso só introduz outro falso ensinamento. E pior, encoraja a Igreja a voltar a dormir.

Quando ouvimos alguém sugerir ou mesmo insistir sobre este momento ou aquele outro, nossa resposta não deveria ser condenar a pessoa automaticamente por "estabelecer datas". Deveria ser "examinar cada dia nas Escrituras se estas coisas são assim" antes de tomar uma decisão a respeito.

É mais preferível ver a Igreja engajada em uma vívida discussão sobre a proximidade dos eventos dos tempos do fim do que nos ver atirar o velho "Ninguém sabe o dia ou a hora" enquanto enfiamos nossas cabeças de volta na areia.

Que assunto é um tópico mais importante para discussão hoje em dia? Além disso, as pessoas não caem quando as datas vêm e vão porque, se estão salvas, não podem cair. Se elas caírem, não estavam salvas para começar.

O Senhor não perde oportunidades para salvar as pessoas por causa dos erros que o homem comete. Ele conhecia aqueles que são Seus antes de estabelecer os fundamentos da Terra, e prometeu não perder um de nós sequer.

Por favor Igreja. Vamos voltar ao nosso trabalho. A Bíblia nos adverte que haverá falsos mestres e diz que eles serão responsabilizados. Mas ela também nos admoesta a fazer o nosso dever de casa para que conheçamos um(falso mestre) quando o virmos.

Fonte: www.olharprofetico.com (extraído: www.gracethrufaith.com)

 

 

Ponto de Vista Pós-Tribulacionista

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 08-05-2011

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Pós-Tribulacionismo – Defende que os cristãos serão Arrebatados no final da Grande Tribulação, quando também ocorrerá a Segunda Vinda de Cristo.

O autor do artigo a seguir, apresenta uma defesa ao Arrebatamento Pós-Tribulacionista.

Não compartilho desse posicionamento, pois acredito que Deus livrará a Noiva (Igreja) da Ira Vindoura.

Isso não quer dizer que a Igreja não possa passar por tribulações e perseguições, mas nunca o Juízo, pois esse, a Bíblia mostra que será para os injustos e os que rejeitaram a graça salvadora.

"Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça." Rom 1:18

"E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura." (1 Tes 1:10)

"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tes 5:9)

 

Os posicionamentos escatológicos não devem ser motivos para divisão, são apenas visões diferentes da profecia bíblica.  Nunca devemos nos esquecer que adoramos ao mesmo Deus e temos a mesma bendita esperança (Tito 2:13).

Com base nesse conceito, publico artigos com todas as teorias escatológicas, ora defendendo, ora refutando.

O estudante de escatologia poderá ler e confrontar todas essas correntes escatológicas.

 

Quais os principais fundamentos Pós-Tribulacionistas:

1. Jesus, em seu sermão profético, relaciona somente sua vinda após a tribulação, não mencionando em nenhum momento um arrebatamento oculto anterior ao momento da vinda em glória e sim um arrebatamento que faz parte de sua gloriosa vinda, logo após a grande tribulação (Mateus 24:29-31, Marcos 13:24-27 e Lucas 21:25-27)

2. A Bíblia não revela em nenhum lugar que a volta de Jesus será dividida em duas etapas: uma oculta, anterior à tribulação, e outra visível, após a tribulação. Pelo contrário, a Palavra determina apenas duas vindas: uma já concretizada há aproximadamente 2.000 anos e a outra ainda porvir (Hebreus 9:27-28)

3. Paulo revela que o arrebatamento ocorrerá ante a última trombeta. Jesus revelou que, por ocasião de sua vinda em glória, logo após a grande tribulação, haverá toque de trombeta. Portanto, nesse momento será tocada a última trombeta (I Coríntios 15:52, Mateus 24:31)

4. A promessa feita aos discípulos pouco após a ascenção de Cristo, aponta para seu regresso visível como Rei, pousando seus pés sobre o Monte da Oliveiras para derrotar o anticristo. Os discípulos, por ocasião da ascenção, estavam no Monte das Oliveiras e viram o acontecimento. Os anjos lhes revelaram que da mesma forma que Jesus tinha subido, Ele voltaria. Ou seja, de forma visível e pousando seus pés sobre o Monte das Oliveiras (Atos 1:11-12, Zacarias 14:3-4)

5. A Igreja primitiva não tinha qualquer idéia "pré-tribulacionista". Os cristãos primitivos esperavam a volta de Jesus já em seus dias, para livrá-los da perseguição e tribulação em que viviam, e não para evitar que eles entrassem num processo tribulacional. A idéia pré-tribulacionista surgiu no século XIX, atrelada ao dispensacionalismo (II Tessalonicenses 1:7-8)

6. Paulo descarta toda idéia de iminência anterior à concretização dos sinais profetizados por Jesus. Ele ensinou aos tessalonicenses que a vinda de Jesus e a nossa reunião com Ele, não ocorreria antes da apostasia generalizada e da manifestação do anticristo, mantendo a mesma ordem profetizada por Jesus no sermão profético (II Tessalonicenses 2:1-3, Mateus 24:10-15)

7. A volta de Jesus será como "um ladrão na noite" para aqueles que não a esperam e/ou não estão vigiando e atentos aos sinais (I Tessalonicenses 5:4, Apocalipse 3:3)

8. A volta de Cristo está relacionada na Bíblia ao DIA DO SENHOR, que será um dia literal e não um período de sete anos. Jesus mencionou a profecia de Joel 2:10 para especificar os sinais que antecederiam imediatamente sua vinda gloriosa, relacionando a mesma ao DIA DO SENHOR através dos mesmos sinais: o sol e a lua escurecendo. Joel nos revela que esses mesmos sinais antecederão o DIA DO SENHOR, relacionando esse dia ao dia da volta de Jesus e não ao período tribulacional de sete anos (Mateus 24:29, Joel 2:10, Isaias 13:10, Ezequiel 32:7-10)

9. É nítida na Bíblia a presença de servos de Deus em meio à tribulação dos últimos tempos. Não se trata de "ex-desviados", pois os cristãos da grande tribulação guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus, algo impossível sem a atuação do Espírito Santo. Muitos desses servos de Deus, a exemplo dos cristãos primitivos, serão martirizados e odiados "por todas as nações" (Apocalipse 12:17, Apocalipse 6:9-11, Apocalipse 14:8-13, Mateus 24:9-12, Marcos 13:20, João 17:15, Daniel 7:25-27)

10. Desses cristãos, alguns serão protegidos de forma sobrenatural durante a tribulação, a exemplo do que ocorreu com o povo de Israel no Egito durante as pragas (Apocalipse 3:10, Apocalipse 12:14-16, Daniel 11:33-34, Mateus 24:22)

11. O chamado para “vigiar” (o termo vigiar vem de vigília = noite) e se manter atento aos sinais e à santidade, se prolonga até o final da tribulação (Apocalipse 16:15)

12. Jesus, em sua primeira abordagem direta sobre sua volta, relaciona diretamente o momento do arrebatamento à sua vinda gloriosa e à derrota dos exércitos do anticristo no Armagedom. Isso fica patente ao comparar Lucas 17:28-37 com Apocalipse 19:11-21 (Presença de destruição, cadáveres e aves de rapina)

13. O objetivo da tribulação não é o extermínio da raça humana nem a destruição total do planeta. Jesus compara sua vinda aos dias de Noé no que concerne ao descaso das pessoas diante das profecias e à malignidade das duas épocas em questão. Porém, os acontecimentos são diferentes: No dilúvio, o propósito era destruir todo ser vivo, exceto Noé, família e os animais na arca. Na volta de Jesus, a destruição virá sobre o sistema maligno no qual o mundo jaz e sobre aqueles que se prostram diante de tal sistema (I João 5:19, I Coríntios 15:23-25, Gênesis 6:7, Gênesis 8:21-22)

14. Após a grande tribulação haverá sobreviventes, inclusive das nações que marcharão contra Jerusalem no Armagedom (Zacarias 14:16)

15. Não existe base bíblica para separar a igreja da Israel espiritual. Apesar de existirem castigos e promessas específicas para a nação israelense, não se justifica presumir por isso um arrebatamento pré-tribulacional. Nós somos o Israel de Deus, filhos de Abraão, segundo a promessa (Efésios 2:14, Gálatas 3:29, Romanos 11:24:32)

16. Não existe legitimação para “dividir” a atuação de Deus em dispensações  separadas e excludentes. O que vemos na Bíblia é uma revelação progressiva do plano de Deus para a humanidade. Deus trata com todos ao mesmo tempo. Um exemplo disso é que Deus continua atuando profeticamente com Israel em plena “era dos gentios”

17. Não existe base bíblica alguma para sustentar a volta de Jesus “a qualquer momento”. O próprio Cristo se deteve para revelar todos os grandes sinais que antecederiam sua volta. Após o cumprimento de todos os sinais profetizados pelo Mestre é que sua volta será “a qualquer momento”. Paulo também nos revela dois grandes sinais (Mateus 24:33, II Tessalonicenses 2:1-3). Não se pode usar as epístolas paulinas para sustentar a volta de Jesus “a qualquer momento”, pois elas foram escritas para diversas igrejas até 66 d.C., ano em que Paulo morreu decapitado em Roma. Naquele ano não havia se cumprido sequer o primeiro grande sinal profetizado por Jesus: a destruição de Jerusalem, que só ocorreu em 70 d.C. Paulo e nenhum dos apóstolos ensinaram um arrebatamento “sem sinais prévios”

16. A salvação nos livra da ira de Deus. Quando falamos em “ira” relacionada à  salvação espiritual, não é correto associar essa “ira” a um processo tribulacional, onde os danos sofridos pelos servos de Deus são físicos. O próprio autor do versículo em questão morreu decapitado dentro de um processo de perseguição e tribulação. A salvação que temos é espiritual e eterna, a qual nos torna isentos da ira eterna de Deus, porém não isentos de passar por tribulações (I Tessalonicenses 1:10, I Tessalonicenses 4:9)

19. Todos os termos neo-testamentários usados para referir-se à vinda de Jesus, nos dão a idéia de um evento visível, notável e não oculto: ephiphaneia (aparecimento), apokalipsys (revelação) e parousia (vinda-manifestação)

20. A primeira ressurreição ocorrerá por ocasião da vinda de Cristo em glória, no final da tribulação. Essa “primeira” ressurreição exclui uma ressurreição em massa anterior a esse momento (Apocalipse 20:4-6)

21. Toda a revelação escatológica de Jesus, dos apóstolos e até do Apocalipse, é direcionada à Igreja. Que objetivo haveria em revelar-nos esses pormenores e instruir-nos a estarmos atentos aos sinais, se a Igreja não estivesse inserida nesses acontecimentos?

22. As “bodas do Cordeiro” ocorrerão após  a vinda do reino de Deus. O anúncio dessas bodas é feito no final da tribulação (Apocalipse 19:7, Lucas 22:18 – Lucas 21:31)

23. Jesus nos insta a estarmos atentos aos sinais e a não sermos enganados em meio à tribulação pelos sinais malignos dos “anticristos” e “falsos profetas” (Marcos 24:4, Mateus 24:24, Lucas 12:54-59).

24. Jesus disse que “quem perseverar até o fim será salvo”. O “fim” de sua narrativa profética  no sermão do Monte das Oliveiras é sua vinda em glória, logo após a tribulação (Mateus 24:13, Mateus 24:6)

25. Jesus predisse que os seus servos seriam odiados “por todas as nações” e que o evangelho seria pregado em testemunho “a todas as nações”. Esses eventos ainda não aconteceram em sua plenitude e devem ocorrer durante a tribulação com a perseguição institucionalizada contra a Igreja e a diáspora decorrente dessa perseguição, produzindo um avivamento nunca antes visto e possibilitando a pregação a “todas as nações”.

26. Se o pré-tribulacionismo estiver certo, nós, pós-tribulacionistas, estamos preparados pela fé e através do novo nascimento para o arrebatamento anterior à tribulação. Se a posição pós-tribulacionista estiver certa, estaria a Igreja preparada em todos os aspectos para enfrentar esses momentos de sofrimento físico e social extremos? Estão todos sendo ministrados para enfrentarem essa possibilidade? Estão todos sendo ensinados a vigiarem em virtude do engano generalizado que se aproxima?

 

Perguntas aos que Crêem num Rapto Pré-Tribulacional

1. Se TODOS seremos transformados num momento, num abrir e fechar de olhos, como será possível que permaneçam escolhidos ou santos para serem transformados depois, no final da tribulação?

Quando a Bíblia fala do rapto, diz a respeito tanto dos vivos como mortos que “todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos” (1 Coríntios 15:51,52). Se o rapto ocorre antes dos 7 anos de tribulação, somente os crentes que estiverem vivos ou mortos até esse ponto serão transformados.

2. O que acontecerá com os crentes que morrerem durante este período de tribulação, ou que chegarem ao final da tribulação com vida? Serão imediatamente transformados os mortos? E então, com os vivos, o que se passará? Serão então arrebatados e transformados com um segundo grupo?

Não há base para tal crença. A Bíblia fala de um único rapto e não de dois, e de “uma só ressurreição (para vida)” (Apocalipse 20:5), não de duas; e esta ressurreição acontecerá no “ultimo dia” (João 6:39;40;44;54).

3. Se o rapto é na última trombeta, como é possível que ainda restem sete trombetas para soar? Além do mais, se o rapto é a última trombeta, quando soará a penúltima (antes da última) trombeta do rapto?

1 Coríntios 15:51-52 diz que a transformação será quando soar a última trombeta.

4. Quem são estes escolhidos? E se são escolhidos, porque permanecerão na terra e não foram no rapto?

Haverá falsos Cristos e falsos profetas enganadores no tempo da grande tribulação e tentarão enganar os escolhidos. Mateus 24:21,24.

5. Se a igreja é arrebatada antes da tribulação, quem pregará o evangelho do reino em todo o mundo?

Romanos 10:13-14,17 diz: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue?… De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” Alguns responderão que serão aqueles que ficarem que pregarão; outros têm dito que Deus terá um grupo reservado na terra para tal tarefa e outros dizem que serão os anjos. Ao que perguntamos:

Como é possível que os que não creram enquanto o Espírito Santo estava lhes dando poder e valor, possam estar agora diante da maior perseguição de todos os tempos pregando?

Nem sequer os apóstolos puderam sair a pregar sem que antes viesse o Espírito Santo. Alguns dizem que quem pregará serão os 144 mil selados que aparecem no livro de Apocalipse; porém, a Bíblia não diz que eles serão pregadores, e ainda que pudessem ser, isso é somente uma conjectura sem respaldo bíblico.

6. Providencie um texto bíblico onde diga que as bodas do Cordeiro ou as ceias durarão sete anos?

De acordo com a doutrina pré-tribulacionista, a igreja estará no céu celebrando as bodas do Cordeiro, enquanto os sete anos de tribulação estarão se passando sobre a terra.

7. Providencie um texto bíblico onde diga que as bodas do Cordeiro começarão sete anos antes da segunda vinda de Cristo.

8. Demonstre através da Bíblia que a grande tribulação durará sete anos.

9. Se o Espírito Santo, que tem um papel tão importante na salvação, não estará para redargüir e convencer o pecador de seu pecado, como, pois, crerão os que não são salvos? (De acordo com muitos pré-tribulacionistas, quando a igreja for levada antes do começo da grande tribulação, o Espírito Santo também será tirado do meio para que o Anticristo se manifeste).

10. Como é possível que a vinda do Senhor para redimir Seu povo seja em secreto e que ao mesmo tempo todos a vejam?

A vinda do Filho do Homem para Seu povo não será em secreto. Em Lucas 21:27-28, JESUS nos diz (leia com atenção):

“E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.

As coisas que sucederão serão os sinais no sol, na lua, nas estrelas, a angústia entre as pessoas, o bramido do mar e das orlas, o desfalecimento dos homens e o temor descritos em Lucas 21:25-27, justamente antes da vinda do Senhorpara redimir os Seus escolhidos.

11. O arrebatamento parcial (a maioria dos pré-milenistas crêem nele): não lhes recorda esta segunda oportunidade o ensinamento da heresia Católica Romana do purgatório, o qual é uma segunda oportunidade para os mortos pagar expiação por seus próprios pecados?

Esta crença ensina que somente os crentes que forem dignos serão arrebatados antes da tribulação, enquanto que os que não tiverem sido fiéis terão que passar pela tribulação e deixar que suas cabeças sejam cortadas para poderem ser salvos. Utiliza-se o verso de Hebreus 9:28 para demonstrar que se necessita preparação. É como um tipo de uma segunda oportunidade para os vivos.

12. Como é possível que, sendo novos convertidos, meninos na fé e sem o Espírito Santo (que supostamente já não está com os crentes), estes novos cristãos de menos de 3 anos de convertidos, sem igreja, nem pastor, nem mestre que lhes ensine a Bíblia, possam suportar os ataques do Anticristo e serem pregadores?

Os pré-tribulacionistas ensinam que durante a grande tribulação, os santos da tribulação são aqueles que se convertem a Cristo durante este período. Agora, neste tempo, não há muita perseguição, temos o Espírito Santo, e temos mestres e pastores que ensinam a Bíblia e a maioria não se atreve a dizer a um ímpio “Cristo te ama”.

Seguindo a teologia Pré-milenarista Dispensacionalista: Como é possível que a primeira ressurreição ocorra no rapto, sete anos ANTES da tribulação e que ao mesmo tempo a primeira ressurreição marque o começo do milênio em Sua segunda vinda DEPOIS da tribulação?

 

Obs: Na seção Comentários o Prof. José Nunes respondeu às perguntas Pós-Tribulacionistas. Confira.

 

Leia também:

Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento? Pré-Tribulacionismo

Defendendo o Arrebatamento Pré-Tribulação

 

Para saber mais:

http://pt.scribd.com/doc/6743475/o-Arrebatamento-Postribulacao

http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/paulojesusarrebatamento.htm

http://escatologiacrista.blogspot.com/2008/02/grande-tribulao.html

 

Fontes pesquisadas:

www.projetoomega.com

http://www.vidaeterna.org/esp/profecia/preguntas_rapto.htm

 

 

Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento? Pré-Tribulacionismo

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 03-04-2011

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Por Geração Maranata

Há cinco diferentes visões a respeito do Arrebatamento. As diferenças estão em quando ele acontecerá e quem será arrebatado.
São elas:
A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais.  Muitos afirmam que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará a Terra.
A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo)  passará ou não por esse período de Tribulação?
Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas, principalmente nos Dispensacionalistas.
Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.
 

Definições:

Milenistas – Trata-se da interpretação dos mil anos de reinado de Cristo sobre a terra. Existem três visões básicas sobre o milênio: pré-milenismo, pós-milenismo e amilenismo.

Dispensacionalistas – Doutrina teológica e escatológica que afirma que a segunda vinda de Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento e um período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o estabelecimento do reino de Deus na Terra. A palavra "dispensação" deriva-se de um termo latino que significa "administração" ou "gerência", e se refere ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo.

Amilenistas -O amilenismo clássico crê num milênio que iniciou-se com a primeira Vinda de Cristo, representando o período do Evangelho, que segue entre a Ressurreição de Cristo e a Segunda Vinda de Cristo.

 

Introdução

Arrebatamento do grego harpazo (αρπαζω), que significa: 1) pegar, levar pela força, arrebatar; 2) agarrar, reivindicar para si mesmo ansiosamente; 3) arrebatar.

"… depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." (1 Tes 4:17)

"… salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne." (Jd 23)

Essa palavra não aparece na Bíblia, mas é usada para descrever a “rápida trasladação para cima”, “arrebatar do fogo”,  “puxar com força para cima”.

Foi usada para descrever  o arrebatamento de Filipe de uma cidade para outra, após a conversão do eunuco etíope:

"Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo." (At 8:39).

Isso é exatamente o que Cristo vai fazer com os cristãos, a Noiva do Cordeiro!

 

Conceito

Resumidamente a linha escatológica do Pré-Tribulacionismo defende que Cristo virá buscar seus fiéis, a Igreja, no chamado “Arrebatamento”.  Os Pré-Tribulacionistas crêem que Cristo tirará a Igreja antes da Grande Tribulação e que esta tem como propósito encerrar o tempo dos gentios e preparar o povo de Israel para a restauração no milênio, governado por Cristo.

O Dispensacionalismo (Dispensação) ensina que há um tratamento diferente entre dois povos: judeus e gentios, visto que são grupos distintos, haverá um plano de Deus exclusivo tanto para Israel como para a Igreja, sendo que a Grande tribulação é uma Dispensação onde Deus tem como objetivo trabalhar com Israel e não com a Igreja, que já teve o seu período de salvação na Dispensação da Graça.  A igreja é um mis­tério não-revelado no Antigo Testamento.  Esse plano de mistério deve ser completado antes que Deus possa retomar seu plano com Israel e completá-lo. Essas considerações surgem do método literal de interpretação.

Neste caso, seria incoerente a Igreja passar pela Grande Tribulação devido esses propósitos, ou seja, o propósito da Grande Tribulação é preparar a conclusão do plano geral de Deus para a humanidade e não purificar ou testar a Igreja.

O Pré-Tribulacionismo acredita que Cristo voltará a qualquer momento para buscar sua Igreja. (Rm 8: 19-25; ICo 1:7; Fil 4:5; Tt 2:13; Tg 5:9; Jd 21: I Ts 4:18; etc).

 

Alicerces Bíblicos e Teológicos

  • Interpretação Literal das Escrituras – A interpretação literal da Bíblia, significa explicar o sentido do texto apenas com o uso normal do texto, levando em consideração a gramática, o contexto histórico e o contexto da passagem. (Leia o artigo sobre  Interpretação Literal e Alegórica aqui)
  • Pré-Milenismo – Ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar.
  • Futurismo – Crença que todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio. (Leia o artigo sobre o Futurismo aqui)
  • Diferença Entre Israel e a Igreja – Israel e a Igreja são vistos como dois organismos diferentes pela Bíblia, se fosse um apenas não haveria necessidade de restauração de Israel.

 

Principais Características

  • O Método de Interpretação é Literal e não Alegórica;
  • A Grande tribulação é a última das Setentas Semanas de anos de Daniel 9:24-27, portanto a Grande Tribulação terá a duração de sete anos.
  • As Setenta Semanas de anos de Daniel 9:24-27 estão determinadas para Israel, e não para a Igreja, portanto a Igreja não passará pela Grande Tribulação.
  • O Dispensacionalismo (Estudo das Dispensações) tem grande influência nas posições defendidas pelos Pré-Tribulacionistas, e pelos Pré-Milenistas, por crer que Deus não mistura as coisas, pelo contrário, ele tem um objetivo diferente em cada uma das Dispensações, e na Grande Tribulação seu maior objetivo é Repreender, castigar e educar a Israel com vara de juízo, preparando os Judeus para enfim aceitarem a Jesus Cristo como o Messias prometido, Ezequiel 20:37, Deuteronômio 4:30, visto que Israel não aceita a Jesus Cristo, mas fará acordo com o Anticristo Isaías 28:15, João 5:43, II Tes 2:3-4.
  • A Grande Tribulação é conhecida como tempo da 'Ira de Deus', ou seja, o período em que Deus irá derramar a sua Ira sobre os gentios que não aceitaram o amor de Cristo, oferecido durante a Dispensação da Graça, e tratar com o povo Judeu pela rejeição do Messias, Jesus Cristo (I Tes 1:10 e 5: 9 e Apocalipse 6:16-17). Neste contexto, Deus não iria derramar a sua Ira sobre a Igreja, que aceitou o amor de Cristo, a ponto de ser comparada a sua Noiva

 

Argumentos Essenciais

1 – O método literal de interpretação

A controvérsia básica entre amilenistas e pré-milenistas é a questão do método de interpretação empregado no tratamento de profecias:  interpretação literal x interpretação figurada. Caso o método literal de interpretação das Escrituras for o certo, então a interpretação pré-tribulacionalista é a correta.

Dessa maneira, a doutrina da volta pré-tribulacionalista de Cristo para instituir um reino literal resulta de métodos de interpretação literal das promessas e das profecias do Antigo Testamento. E natural, portanto, que o mesmo método básico de interpretação deva ser empregado na interpretação do arrebatamento.

2 – As Setenta Semanas de Daniel

Existem várias palavras usadas no Antigo e no Novo Testamento em referência ao período da septuagésima semana, as quais, quando examinadas em conjunto, oferecem a natureza essencial ou o caráter desse período:

1) ira (Ap 6.16,17; 11.18; 14.19; 15.1,7; 16.1,19; l Ts 1.9,10; 5.9; Sf 1.15,18);

2) julgamento (AP 14.7; 15.4; 16.5-7; 19.2);

3) indignação (Is 26.20,21; 34.1-3);

4) castigo (Is 24.20,21);

5) hora do julgamento (Ap 3.10);

6) hora de angústia (Jr 30.7);

7) destruição (Jl 1.15);

8)  trevas (Jl 2.2; Sf 1.14-18; Am 5.18).

Essas referências abrangem todo o período, não apenas parte dele, de modo que todo o período é assim caracterizado.

Esse período testemunhará o derramamento da ira divina por toda a terra, embora esteja em questão toda a terra, esse período é particularmente dirigido a Israel. Jeremias 30.7, que chama esse período "tempo de angústia de Jacó", confirma isso. Os acontecimentos da septuagésima semana são acontecimentos do "Dia do SENHOR" ou "dia de Jeová". O uso do nome Jeová indica o relacionamento de Deus com a nação de Israel.

Esse período está sendo profetizado em Daniel 9: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade" (v. 24). Todo esse período faz, então, referência ao povo de Daniel, Israel, e à cidade santa de Daniel, Jerusalém.

Visto que muitas passagens do Novo Testamento como Efésios 3.1-6 e Colossenses 1.25-27 mostram claramente que a Igreja é um mistério e sua natureza como um corpo composto por judeus e gentios não foi manifestada no Antigo Testamento, a Igreja não poderia estar nessa e em nenhuma outra profecia do Antigo Testamento.

Já que a igreja não teve sua existência senão depois da morte de Cristo (Ef 5.25,26), senão depois da ressurreição de Cristo (Rm 4.25; Cl 3.1-3), senão depois da ascensão (Ef 1.19,20) e senão depois da descida do Espírito Santo em Pentecostes, com o início de todos os Seus ministérios a favor do crente (At 2), não poderia constar das primeiras 69 semanas dessa profecia. Já que a igreja não faz parte das primeiras 69 semanas, que estão relacionadas apenas ao plano de Deus para com Israel, ela não pode fazer parte da septuagésima semana, que está, mais uma vez, relacionada ao plano de Deus para Israel, depois que o mistério do plano de Deus para a Igreja for concluído.

A Bíblia indica que existem dois propósitos principais a ser cumpridos na septuagésima semana.

1. O primeiro propósito está declarado em Apocalipse 3.10: "Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra". Esse período tem em vista "os que habitam sobre a terra", e não a Igreja. A mesma expressão ocorre em Apocalipse 6.10; 11.10; 13.8,12,14; 14.6 e 17.8. Na sua utilização, João oferece não uma descrição geográfica, mas sim uma classificação moral.

"A palavra "habitam" do grego 'katoikeo' é usada para descrever a totalidade do Deus que habitava em Cristo (Cl 2.9); é usada para a moradia permanente de Cristo no coração do crente (Ef 3.17) e dos demônios retornando para obter posse absoluta de um homem (Mt 12.45; Lc 11.26). Ela deve ser diferenciada da palavra 'oikeo', que é o termo geral para "habitar", e de 'paroikeo', que tem a idéia de transitório, "visitar". O termo 'katoikeo' inclui a idéia de permanência. Dessa maneira, o julgamento referido em Apocalipse 3.10 dirige-se aos habitantes da terra daquele dia, aos que se estabeleceram na terra como se fosse sua verdadeira casa, aos que se identificaram com o comércio e a religião da terra. (Henry C. THIESSEN, Will the church pass through the tribulation?, p. 28-9.)"

Visto que esse período está relacionado com os "que habitam a terra", os que se estabeleceram em ocupação permanente, não pode ter nenhuma referência à Igreja, que seria sujeita às mesmas experiências se estivesse aqui.

"Uma segunda consideração é o uso do infinitivo' peirasai' (tentar) para expressar propósito. A definição dessa palavra diz que Deus é o seu sujeito ao "infligir males a alguém para provar seu caráter e sua constância na fé". Como Deus vê a Igreja em Cristo e nEle aperfeiçoada, esse período não pode ter nenhuma referência a ela, pois sua legitimidade não precisa ser testada." (Henry C. THIESSEN)

"Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição." (Malaquias 4.5,6)

O profeta declara que o ministério desse Elias seria preparar para o Rei que estava prestes a vir. Em Lucas 1.17 promete-se que o filho de Zacarias "irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias" para atuar nesse ministério e "habilitar para o Senhor um povo preparado". Com respeito à vinda de Elias que deveria ter sido um sinal para Israel, o Senhor declara:

"Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as cousas; como, pois, está escrito sobre o Filho do homem que sofrerá muito e será aviltado? Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito". (Mc 9.12,13).

Jesus mostra a seus discípulos que João Batista tinha o ministério de preparar o povo (de Israel) para Ele.  "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mateus 11.14).

Então o primeiro ministério de João Batista era preparar a nação de Israel para a vinda do Rei (Jesus). Só podemos concluir, então, que Elias, que está por vir antes do terrível Dia do Senhor, tem um único ministério: preparar um remanescente em Israel para a chegada do Senhor (A Segunda Vinda de Cristo).

Concluindo: esses dois propósitos, a provação dos habitantes da terra e a preparação de Israel para o Rei, não têm nenhuma relação com a Igreja. Essa é a evidência complementar de que a Igreja não estará na septuagésima semana.

Há ainda outra consideração.

A última Semana de Daniel 9 é dividida em duas partes de três anos e meio cada, porém a natureza e o caráter da Semana é uma só, formando uma totalidade. Logo não há como admitir a permanência da Igreja na primeira metade da última Semana (teoria Meso-Tribulacionista), pois como ela estaria isenta septuagésima semana (70a. semana de anos) e permanecer na primeira metade da semana?

A impossibilidade de incluir a igreja na última metade torna igualmente impossível incluí-la na primeira parte, pois, embora as Escrituras dividam o período da semana, não fazem distinção a respeito da natureza e do caráter das duas partes.

3 – A natureza da Igreja

Há distinções entre a Igreja e Israel e são claramente demonstradas nas Escrituras.

  • Igreja e o Israel Nacional: a igreja é composta por aqueles que confessam a fé em Cristo e que tenham nascido de novo.  Israel nacional baseia-se em nascimento físico, e todos os que pertencem a esse grupo e não forem salvos serão sujeitos à ira da tribulação.
  • Igreja e o Israel Espiritual: Antes de Pentecostes, existiam indivíduos salvos, mas não existia Igreja, e eles faziam parte do Israel Espiritual, não da Igreja. Depois do Pentecostes e até o arrebatamento encontramos a Igreja, corpo de Cristo, mas não encontramos o Israel Espiritual. Depois do arrebatamento não encontramos a Igreja, mas novamente um Israel verdadeiro ou Espiritual.
  • Igreja – mistério não-revelado: não era mistério que Deus proveria salvação para os judeus, nem que os gentios seriam abençoados com esta salvação. O fato de que Deus formaria de judeus e gentios um só corpo nunca foi revelado no Antigo Testamento e constitui o mistério citado por Paulo em Efésios 3.1-7, Romanos 16.25-27 e Colossenses 1.26-29.  Todo esse novo plano não foi revelado até a rejeição de Cristo por Israel. É depois da rejeição que o Senhor faz a primeira promessa da futura igreja (Mateus 16.18). É depois da rejeição da cruz que a igreja tem seu início, em Atos 2. É depois da rejeição final de Israel que Deus chama Paulo para ser apóstolo aos gentios, e por meio dele o mistério da natureza da Igreja é revelado. Pode-se dizer que a Igreja é uma interrupção do plano de Deus para Israel, que não foi iniciada até que Israel rejeitasse a oferta do reino. Segue-se, logicamente, que esse plano de mistério deve ser concluído antes que Deus possa retomar Seu trato com a nação de Israel. O plano do mistério, tão distinto no seu início, certamente será separado na sua conclusão. Esse plano deve ser concluído antes que Deus retome e complete Seu plano para Israel. O conceito da Igreja como mistério leva, inevitável, ao arrebatamento pré-tribulacionista.

 

Evidências de um Arrebatamento Pré-Tribulacional

1 – Promessa de livramento da Ira de Deus

A Grande Tribulação é também chamada de  “O Dia da Ira do Senhor”.

“O Dia da Ira do Senhor” vai chegar para o mundo inteiro (Sl 110:5; Is 13:6-13 e Ap. 6:16-17). Os cristãos sempre foram sujeitos à perseguições, porém será diferente na Grande Tribulação. As perseguições são causadas por homens maus e pelo diabo, enquanto que na Grande Tribulação de sete anos será um período referente à ira divina. (Ap. 6:16-17; 14:10).

Alguns acreditam que a Igreja (todos os cristãos que formam a Noiva de Cristo) não será poupada no tempo da Ira, mas será salva através da mesma. Porém a Bíblia revela que os que estiverem na Terra durante a Grande Tribulação não escaparão da Ira:

"Pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão". (1 Tess 5:3)

A Bíblia promete o livramento da presença da Ira:

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21:36).

Desse forma, a Igreja deverá ser, fisicamente, removida da Terra, caso contrário, teria que suportar o dia da Ira. Deus promete a remoção em Apocalipse 3:10:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”.

Este verso não diz que Deus vai guardar a Igreja através da provação, mas livrá-la dela.

2 – O Arrebatamento é iminente

Qual é a definição bíblica de iminência?  Um acontecimento iminente é aquele que está sempre "pairando acima de alguém, constantemente prestes a vir sobre ou a alcançar alguém; próximo quanto à sua ocorrência" (Dr. Renald Showers – The Oxford English Dictionary, 1901, V. 66).

Assim, a iminência traz consigo o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Outras coisas podem acontecer antes do evento iminente, mas nada precisa acontecer antes que ele aconteça. Se alguma coisa precisa acontecer antes de determinado evento ocorrer, tal evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de que algo ocorra antes destrói o conceito de iminência.

Cristo ensinou isto em Mt 24:42, 44; 25:13 e Mc 13:30.

Paulo ensinou isto em Fl 4:5 (“Perto está o Senhor”); Tt 2:13.

Tiago ensinou em Tg 5:8-9.

Pedro ensinou na 1 Pe 4:7.

A Igreja primitiva vivia na expectativa da volta de Cristo (1 Tes. 1:9-10). O apóstolo Paulo assim instruiu a igreja em Tessalônica:

“MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tes. 5:1-9).

A igreja não está aguardando o aparecimento do Anticristo, mas a volta do Filho de Deus.

3 – Igreja, mistério não revelado no Velho Testamento (Ef 3:1-11)

A Igreja não faz parte da cronologia dos eventos narrados pelos profetas do Velho Testamento. Eles profetizaram claramente a Primeira Vinda de Cristo, o Seu miraculoso nascimento, Sua vida, morte, ressurreição e ascensão. Os mesmos profetas descreveram a Segunda Vinda de Cristo em glória, precedida por um tempo de tribulação mundial, seguida pelo estabelecimento do glorioso reino messiânico, a partir de Jerusalém. Porém, esses profetas não viram o mistério da Igreja:

“O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3:5).

Entre a Primeira e a Segunda Vindas, existe um intervalo que não foi visto pelos profetas do Velho Testamento. Este intervalo é a 'Era da Igreja'. Os profetas do VT não viram que Israel seria deixada, temporariamente, em compasso de espera, enquanto Deus iria chamar, entre todas as nações, um corpo especial de pessoas. Após ter completado este intento, e quando o tempo dos gentios chegar ao fim, Deus vai restaurar o relógio profético de Israel e cumprir todas as promessas do Velho Testamento em relação à Sua antiga nação escolhida, pois:

“…o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. (Rm 11:25).

A Grande Tribulação diz respeito a Israel, não à Igreja. Este período atual do mistério vai terminar com a remoção da Igreja da Terra. Então, o Senhor executará o Seu plano para a nação de Israel, quando cumprirá as profecias do Velho Testamento sobre o tempo das dores de Jacó, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.

4 – O Apocalipse mostra que a Igreja não estará na Terra durante a Grande Tribulação

  • A igreja não é vista na Terra nos capítulos 4 a 18 do Apocalipse.
  • Israel será a testemunha de Deus durante a Grande Tribulação e não a Igreja. (Apocalipse 7).
  • As orações dos santos em Apocalipse 8 são de julgamento. Somente Israel faz orações deste tipo. A Igreja é ensinado a orar pelos seus inimigos e não contra eles (Lc 9:51-56). As orações do Apocalipse são as orações dos Salmos, embasadas nas promessas feitas a Abraão, de amaldiçoar os que amaldiçoassem Israel (Gn 12:1-3).
  • Os gafanhotos com poder de escorpiões do Apocalipse 9 receberam permissão para atormentar os habitantes da Terra, exceto os judeus que tiverem na testa o sinal de Deus, colocado pelo anjo do Apocalipse 7. Se a Igreja estivesse na Terra estaria sujeita a este horrendo castigo de Deus.
  • Apocalipse 10 identifica os eventos de Apocalipse 4 a 18 com os eventos profetizados pelos profetas do Velho Testamento – os dias da Grande Tribulação e o Dia do Senhor. A Igreja nunca esteve na visão destas profecias do Velho Testamento, pois era um mistério oculto. A Igreja tem um propósito e um programa diferentes da nação de Israel. Esta nação é que está focalizada nas profecias do Velho Testamento e em Apocalipse de 4 a 18.
  • O ministério das duas testemunhas de Apocalipse 11 identifica-as com a nação de Israel e com as profecias do Velho Testamento sobre o “Dia do Senhor”. Estas duas testemunhas ministrarão em Jerusalém, a capital de Israel. A Igreja não tem Jerusalém como capital; sua cidade é celestial, não terrena (Cl 3:1-4; Fl 3:17-21). As duas testemunhas estão vestidas de pano de saco, o que é típico de Israel. Em parte nenhuma, a Igrejas se veste de pano de saco.  Apocalipse 11:4 identifica as duas testemunhas com a profecia do Velho Testamento, Zacarias 4:3, 11, 14 (As duas Oliveiras) se refere a Israel, não à igreja. Além disso, as duas testemunhas invocam julgamento sobre os inimigos (Apocalipse 10:5-6). Jesus repreendeu os Seus discípulos por desejarem isto e instruiu os crentes da Igreja no sentido de que deviam orar pelo bem-estar dos seus inimigos, não pela sua destruição. (Lucas 9:54-56; Romanos 12:14; 17-21).
  • O diabo persegue Israel, não a igreja, durante a Tribulação (Apocalipse 12). Não pode haver dúvida alguma de que a mulher neste capítulo é identificada como a nação de Israel. O verso 5 mostra uma mulher dando à luz Cristo; é óbvio que Jesus foi dado à luz por Israel, não pela igreja(Isaías 9:6-7; Romanos 9:5). Além disso, os símbolos de Apocalipse 12:1-2 lembram a familiar tipologia de Israel no VT, onde Israel é apresentada como uma mulher (Isaías 54:4-5). O sol, a luz e as doze estrelas lembram o sonho de José relativo a Israel (Gênesis 37:9). As palavras de Apocalipse 12:2 são quase uma exata citação de Miquéias 5:3, referindo-se ao trabalho de parto, que deu à luz o Messias. Estes símbolos não são usados nas Igrejas do Novo Testamento.

5 – A Purificação de Israel

A maioria das profecias sobre o Período da Tribulação encontra-se no Antigo Testamento e, portanto, é claramente destinada a Israel.

O Período da Tribulação objetiva fazer a purificação (ver Apocalipse 7:9 e 14:4) e preparar a conversão nacional de Israel (comparar com Ezequiel 20:37-38; Zacarias 13:1,8-9).  Até mesmo esse mais terrível de todos os tempos será usado por Deus para o bem final, e levará a história em direção ao fim que Ele planejou.  Apesar de todos os horrores desse tempo terrível, o objetivo é claro que ele levará ao livramento:

"Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela." (Jr 30:7).

6 – Casamento Judaico e a Igreja

Os paralelos entre o costume hebraico do casamento e o arrebatamento da igreja são inegáveis! A Noiva (a Igreja) deve esperar a vinda do Noivo (Jesus Cristo) na casa de seu pai (este mundo, controlado por Satanás). Quando o Noivo volta após um período de separação de dois anos (2.000 anos?), a Noiva é levada para a casa do Pai do Noivo (a casa do Pai Celestial) onde ocorre a cerimônia de casamento. A lua-de-mel na nova casa (as "moradas" de João 14:2) dura sete dias (corresponde aos sete anos do Período da Tribulação aqui na Terra).

 

Ataques ao Arrebatamento Pré-Tribulacional

A Doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional tem estado em grande ataque nestes últimos anos. Alguns exemplos de personagens influentes da Igreja Emergente atual:

  • Brian McLaren - pastor e fundador da 'Cedar Ridge Community Church' – zomba das “expectativas fundamentalistas” sobre a Segunda Vinda literal de Cristo com os Seus respectivos julgamentos sobre o mundo e admite que o mundo vai continuar conforme está, por centenas de milhares de anos (A Generous Ortodoxy, p. 305).  Ele chama o literal e iminente retorno de Cristo como “Escatologia Pop-Evangélica” (Ibid, p. 267) e “Escatologia do Escapismo” (Entrevista do Planet Preterist, em 30/01/2005. Ver o site http://planetpreterist.com/news-2774.html ). Mclaren diz que o Livro do Apocalipse “não trata de um futuro distante”, mas de “um meio de falar sobre os desafios do imediato presente” (The Secret Message of Jesus, 2007, p. 176). Ele diz que frases como “a lua se tornará em sangue” não podem ser tomadas mais literalmente do que as frases que lemos nos jornais de hoje em dia” (The Secret Message of Jesus, p. 178).
  • John Baker da Grace Church em Londres, Inglaterra. Rejeita o dispensacionalismo como sendo a “teologia da escapologia” e defende que “os cristãos devem investir na cultura atual, não ficando à espera, até que chegue o tempo” (Emerging Churches, pp. 78-79).
  • Tony Jones – Escritor e Pastor da Colonial Church of Edina.  Diz que a Igreja Emergente, ao contrário do ponto de vista dispensacionalista, caracteriza-se pela “escatologia da esperança” (An Emergent Manifesto of Hope, p. 130). Ele diz: “O que eu quero dizer é que as pessoas engajadas na igreja emergente tendem a ver a bondade e a luz no futuro de Deus, não trevas e ranger de dentes. Conquanto possa parecer óbvio a alguns seguidores de Deus, a teologia-pop de hoje está encarando o outro lado. Os novelistas e teólogos que lhes proveem o seu material tem a visão de que estamos numa espiral descendente e que, quando as coisas aqui em baixo estiverem bastante ruins, Jesus voltará em glória. Mas nós, que estamos representados neste livro, temos uma visão diferente. As promessas de Deus para o futuro são boas e nos aguardam, sinalizando para a frente”.
  • N. T. Wright – Professor e ex-Bispo da Diocese de Durham, Inglaterra.  Tem grande influência na Igreja Emergente, admoesta que a doutrina de um iminente Arrebatamento é perigosa, pois ela interfere na construção do reino e nas atividades ambientais. “Se vai acontecer um Armagedom, e todos nós estivermos no céu, tendo sido antes arrebatados, não interessa se vamos ter uma chuva ácida ou um derramamento de gases venenosos… Ou que nos interessa se bombardeiam civis no Iraque? Tudo que realmente importa é salvar almas para este céu despovoado” (Christians Wrong About Heaven, diz o Bispo “Time”, 07/02/2008).
  • Tony Campolo – Fundador e presidente do 'Evangelical Association for the Promotion of Education'.  Diz “Quero dizer que todo esse estofo (sobre a iminente vinda de Cristo e uma literal Tribulação) não provém apenas do fundamentalismo. Ela provém do dispensacionalismo, uma bizarra forma de fundamentalismo, a qual teve início uns 50 anos atrás. Acho que precisamos desafiar o governo a realizar a obra do reino de Deus, fazendo o que é correto aos olhos do Senhor. Toda essa visão de que o arrebatamento vai acontecer a qualquer momento é usada como uma fuga, para os cristãos não se comprometerem com os principados, os poderes e as estruturas políticas e econômicas de nossa época”. (Baptist Press, 27/06/2003).
  • Marc Driscol – Pastor do Mars Hill Church. Refere-se ao Arrebatamento Pré-Tribulacional como um “dispensacionalismo pessimista” (Litening to the Beliefs of Emerging Churches, p. 146). Ele avisa que os cristãos mentalmente ligados à Escatologia não são bem-vindos em sua igreja”.

 

A Importância do Arrebatamento Pré-Tribulacional

Cristo, Paulo, João e Pedro ensinaram que a volta de Jesus seria iminente e deveria ser esperada a qualquer momento (Mt 24:44; Fl 4:5; Tg 5:8-9 e 1 Pe 4:7). Os cristãos primitivos viveram na expectativa da volta de Cristo como um cumprimento literal das profecias:

“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Tes. 1:9-10).

A doutrina de um Arrebatamento Pré-Tribulacional motiva à purificação da vida pessoal do cristão:

  • Ela encoraja o crente nas tribulações e perseguições:

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1 Tes. 4:17-18).

  • Ela coloca o foco da igreja na Grande Comissão (Mt 28:18-20; Mc 16:15; At 1:8). Ela nos ensina a pregar o evangelho, a ganhar pessoas para Cristo e a estabelecer igrejas, pois “a igreja do Deus vivo [é] a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3:15), como o assunto mais urgente. D. L. Moddy estava certo quando disse: “Vejo este mundo como um barco destruído. Deus me deu um bote salva-vidas e me disse: ‘Moody, salve tantos quantos você puder’”.
  • Ela nos motiva a trabalhar na obra do Senhor (1 Co 15:58).
  • Ela nos motiva a uma vida obediente (1 Tes 5:4-7; 1 Jo 3:1-3).
  • Ela nos motiva a nos separarmos do mal (Tt 2:13-14).
  • Ela mantém os crentes longe da heresia e da apostasia (2 Tm 4:3-4 e 1 Jo 2:24-28).

 

Conclusão

Alguns proponentes dessa escatologia são: John Walvoord; J.Dwight Pentecost, John Feinberg, Herman Coyt, Charles Ryrie, Rene Pache, Henry c. Thiessen, Leon Wood, Hal Sindsay, Jonh Sproul, Richard Mayheu e outros como boa parte dos fundamentalistas.

 

 

Leia também:

Quando uma profecia é cumprida na história? Futurismo

Para saber mais:

A Base nas Escrituras Para Esperarmos o Arrebatamento Antes da Tribulação

A verdade sobre o Arrebatamento

Cinqüenta Evidências do Arrebatamento Pré-Tribulacional

 

Fontes:

www.wayoflife.org – “The Pre-Tribulation Rapture” – David Cloud

www.espada.eti.br

www.wikipedia.org

Manual de Escatologia – J. Dwight Pentecost

Dicionário Bíblico Strong – Hebraico/Aramaico/Grego

Bíblia de Estudo das Profecias

www.acts17-11.com/portuguese/

www.chamada.com.br

www.solascriptura-tt.org

**Geração Maranata** Cite a fonte de for copiar

Toda a Igreja será arrebatada?

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 05-03-2011

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por Geração Maranata

 

Ao ler a parábola das dez virgens (cinco noivas prudentes e cinco imprudentes) – Mateus 25:1-13 – entendemos  que nem todos na igreja estão preparados para o arrebatamento e, portanto, serão "deixados para trás", ou melhor, para depois, pois as bodas só serão celebradas depois do Tribunal de Cristo !

A promessa de Jesus à Igreja de Filadélfia (sexta Igreja na ordem da Carta) é específica e diz:

”Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.” (Apocalipse 3:10)

Enquanto que para a Igreja de Laodicéia (a sétima Igreja na ordem da Carta ) nosso Senhor Jesus adverte:

“… pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (Apocalipse 3:17)

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (Apocalipse 3:20)

Mais uma vez Jesus adverte…

“Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.” (Apocalipse 16:15)

Que vergonha?! Serão as más obras que possivelmente impedirão que muitos participem do arrebatamento (ou rapto) que se dará antes da Grande Tribulação.  Alguns estudiosos concordam que muitos da igreja vão ficar para serem provados, alguns com a pena de morte, pois outro texto diz:

“Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6:10)

Devemos levar em consideração que essas almas que clamam, não são as que sofreram martírio ao longo desses 2000 anos, pois por ocasião do arrebatamento a situação deles – antes da nossa, já terá sido resolvida, pois Paulo disse: "… os mortos em Cristo subirão e depois, nós os que estivermos vivos seremos transformados… " (I Tessanolicenses 4:16)

Quanto às almas que sofrerão o martírio durante a Grande Tribulação: alguns procedimentos serão tomados e uma palavra de consolo lhes será dirigida:

“A cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.” (Apocalipse 6:11)

Quando o anjo faz uma pergunta a João, toda a Igreja já foi purificada:

“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?” (Apocalipse 7:13)

“São estes os que vêm da Grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Apocalipse 7:13-14)

Um pouco mais à frente se ouve um louvor a ecoar:

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou.” (Apocalipse 19:7)

 

“Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus. (Apocalipse 19:9)

O próprio escritor de Hebreus teve uma revelação desse tempo glorioso nos céus, que está por se cumprir, tendo começado na antiguidade, vejamos:

“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados.” (Hebreus 12:22-23)

Outro detalhe, se a Igreja ainda estiver na terra por ocasião da Grande Tribulação, para que então seria preciso as Duas Testemunhas (Apocalipse 11:3-11)?!

É possível, como alguns crêem, que por ocasião da ressurreição das Duas Testemunhas, toda a Igreja já estará na Glória, pois em outro texto mostra que parte das Sete Taças ainda não foi derramada, vejamos:

“Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.” (Apocalipse 21:9)

 

Então o anjo revela a João os detalhes da Nova Jerusalém, que haverá de descer dos céus, bem como a situação dos que estão na terra e com uma observação muito importante: somente os Inscritos no Livro da Vida do

Cordeiro terão acesso à Nova Jerusalém, enquanto outros a contemplarão, mas não poderão entrar, vejamos:

“Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.” (Apocalipse 21:27)

No versículo anterior diz que as nações trarão honra e glória: “E lhe trarão a glória e a honra das nações.” (Apocalipse 21:26)

 

Voltando ao Arrebatamento e Ressurreições

A Igreja de Filadélfia é fiel e será preservada da Grande Tribulação, já a de Laodicéia é uma Igreja Apóstata e mundana (Apocalipse 3:14-22).

Milhões de cristãos estão brincado com a Graça de Deus, alguns sem saber, outros por indução e/ou ignorância de seus líderes (reprováveis quando confrontados pela Palavra).

Alguns líderes devem pensar que a ignorância dos fiéis, deverá incluí-los no arrebatamento, mas se fosse assim o Senhor não teria nos dado a Grande Comissão. A ignorância não tem o poder de salvar, pois logo não faria sentido continuar pregando o evangelho, buscar uma vida de santificação e a separação do mal, muito pelo contrário, sempre, desde a antiguidade os Atalaias (Mensageiros) de Deus estarão sempre advertindo e alertando.

Da mesma forma que a ignorância de leis da natureza não livra aquele que a viola, assim também a ignorância sobre a Salvação, não pode livrar os que vivem no pecado, deliberadamente ou não.

Jesus mesmo disse:

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.” (Lucas 21:34)

N. Lawrence Olson em seu livro “O Plano Divino Através dos Séculos”, aborda (entre outros assuntos) detalhadamente os temas: A Segunda Vinda de Cristo, Ressurreições e os Juízos:

a) Tribunal de Cristo (Bema);

b) O Trono da Glória de Cristo e

c) O Grande Trono Branco (Juizo final).

Quanto às ressurreições Paulo usa o termo grego Tagmati (grupos sucessivos, fileira ou formação militar):

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:16-17).

Na primeira Ressurreição se dará no advento da volta de Cristo nas nuvens (em secreto para a igreja, mas que afetará o mundo inteiro).  Existem outras Ressurreições que se darão no período da Grande Tribulação, mas que estão conectadas com a Primeira, ou seja:

a) Cristo, as Primícias,

b) Os Vencedores,

c) A Colheita Geral e

d) As Respigas, que serão recolhidas durante a segunda metade da Grande Tribulação.

“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Apocalipse 7:13-14)

Depois do Tribunal de Cristo (Bema), a distribuição dos galardões, as posições selecionadas no Exército de Cristo e tendo participado da Grande Ceia Celestial, todos os santos, montados em cavalos, rodeados das miríades e miríades de anjos, seguirão o Grande General, o Nosso Comandante, Jesus Cristo, para que se cumpra todos os desígnios de Deus, prescritos desde a Eternidade e revelados de geração em geração pela boca de seus servos, os profetas,começando por Enoque e terminando com João:

“Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele.” (Judas 1:14-15)

“… e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” (Apocalipse 19:14-16)

“Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse 19:6)

Centenas de profecias hão de se cumprir naqueles dias, por exemplo:

Do Profeta Obadias que disse: “Salvadores hão de subir ao monte Sião, para julgarem o monte de Esaú; e o reino será do SENHOR.” (Obadias 1:21)

De Isaias que falou do sentimento de gratidão e reconhecimento do remanescente de Israel :  “Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.” (Isaías 25:9)

Da Palavra de Consolo que virá da parte de Deus, especialmente para a nação Israelita: “Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te” (Isaías 54:7)

Da promessa de Deus de que mandará buscar todos os resíduos de Israel espalhados entre as nações , quando o Senhor fizer o censo de Seu Povo, reinando sobre toda a terra a partir de Jerusalém conforme o Salmista previu:

“E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela; e o próprio Altíssimo a estabelecerá. O SENHOR, ao registrar OS povos, dirá: Este nasceu lá. O SENHOR, ao registrar OS povos, dirá: Este nasceu lá. O SENHOR.” (Salmos 87: 5-6)

“Certamente, as terras do mar me aguardarão; virão primeiro os navios de Társis para trazerem teus filhos de longe e, com eles, a sua prata e o seu ouro, para a santificação do nome do SENHOR, teu Deus, e do Santo de Israel, porque ele te glorificou.” (Isaías 60:9)

“Então saberão que eu sou o SENHOR seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles.”  (Ezequiel 39:28 )

Toda a terra conhecerá o Senhor:

“Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Isaías 11:9)

“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Habacuque 2:14)

Glórias e honras ao Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso, o Santo que há de vir !!!

Maranata !

 

José Nunes Rodrigues Filho (PIB em Florianópolis – SC) é Professor de Velho Testamento e Escatologia e colaborador do blog Geração Maranata.

Se for copiar cite a fonte !

O Sermão do Monte, segundo o evangelho de Lucas

Filed Under (Arrebatamento, Estudos Bíblicos, Segunda Vinda de Jesus) by Geração Maranata on 29-10-2010

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por Jack Kelley

Estudantes de profecias freqüentemente prestam mais atenção à versão de Mateus do Sermão do Monte por causa de sua maior extensão e detalhe. Mas ao ignorarmos o relato de Lucas, perde-se um terço da mensagem do Senhor. Isto porque os discípulos fizeram três perguntas ao Senhor:  em Mateus 24 Ele respondeu somente às duas últimas e a resposta de Lucas à sua primeira pergunta, que confirma toda a mensagem.

Eis o motivo. Quando um profeta revelava eventos que ocorreriam além do tempo de vida das pessoas a quem falava, o Senhor normalmente fornecia um cumprimento parcial de curto prazo para validar a profecia distante. É por isto que Ele disse ao povo que se o que um profeta disse não se realizasse, então eles não deveriam temê-lo, pois ele não teria falado pelo Senhor. (Deut 18:21-22)

Existem vários desses cumprimentos parciais nas Escrituras que serviriam como bons exemplos, mas talvez o mais claro venha de João 5:43. Falando a Israel, Jesus disse, "Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis." Ele se referia ao Anticristo, a quem muitos de Israel crerão ser o Messias quando aparecer em cena no início da 70ª Semana de Daniel. Mas logo antes de Jesus ser entregue para ser executado, Pilatos ofereceu libertá-Lo como sinal da misericórdia de Roma, tradicionalmente expressa na Páscoa. Ele deu ao povo uma escolha, o inocente Jesus que veio no nome de Seu Pai, ou um assassino condenado chamado Barrabás, que veio em seu próprio nome. O povo escolheu Barrabás. Isso foi o cumprimento parcial que validou a profecia do Senhor sobre Israle e o Anticristo na 70ª Semana.

Como veremos, a destruição de Jerusalém em 69/70 AD foi o cumprimento parcial que validou a Profecia do Senhor sobre o Tempo do Fim.

Vejamos Lucas 21:5-36

E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse: "Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que não se deixará pedra sobre pedra, que não seja derrubada." E perguntaram-lhe, dizendo: "Mestre, quando serão, pois, estas coisas? E que sinal haverá quando isto estiver para acontecer?" (Lucas 21:5-7).

De acordo com Marcos 13:3, Pedro, João e André fizeram a pergunta. E em Mat 24:3 podemos ler a pergunta completa. "Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?"

Esta é a nossa primeira pista de que as coisas serão diferentes no relato de Lucas. Ele contém somente os discípulos fazendo a primeira pergunta.

Enquanto começamos, é importante entender que nenhum dos escritores do Evangelho pensava em si mesmo estritamente como historiador. Houvesse o Senhor desejado somente documentar a história, um único relato evangélico teria sido suficiente. Ao invés disso, a cada escritor foi designada uma audiência diferente, e sob a inspiração do Espírito Santo, eles adaptaram seu relato de acordo com as necessidades de cada audiência. Cada um também retratou Jesus um pouco diferentemente para mostrar um lado dEle em particular. Mateus escreveu para os Judeus mostrando-lhes que Jesus era seu Rei-Messias, o Leão de Judá. Marcos escreveu aos Romanos, descrevendo Jesus como o humilde Servo do Senhor. Lucas escreveu aos Gregos, retratando Jesus como o Filho do Homem, e João escreveu para a Igreja, identificando Jesus como o Filho de Deus.

Entre outras coisas, este foi o cumprimento de quatro profecias do Antigo Testamento sobre uma figura que Deus chamou de "O Ramo", uma referência messiânica. Em Jeremias 23:5 o Ramo é chamado de Rei. Em Zacarias 3:8 Ele é o Servo. Em Zacarias 6:12 Ele é o Homem e em Isaías 4:2 Ele é o Ramo do Senhor. Em cada caso a palavra Ramo está em maiúsculas. Os Cristãos primitivos às vezes eram chamados de Netzerim, o povo do Ramo.

Agora vamos à resposta do Senhor.

Disse então ele: "Vede não vos enganem, porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu, e o tempo está próximo. Não vades, portanto, após eles. E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo."

Então lhes disse: "Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino; e haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu." (Lucas 21:8-11)

No início, Sua resposta se parece muito com as de Mateus e Marcos. Mas isto está para mudar.

"Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes, por amor do meu nome. E vos acontecerá isto para testemunho. Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem. E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome. Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. Na vossa paciência possuí as vossas almas." (Lucas 21:12-19)

Esta corrente de acontecimentos claramente descreve a vida dos Apóstolos nos primeiros dias da Igreja. Pedro e João testificaram diante do Sinédrio. Paulo esteve em ambos os lados desta profecia, primeiro atacando os Cristãos com uma vingança e depois de sua conversão dando testemunho aos líderes como Félix, Festo e Herodes Agripa. Dos discípulos originais, somente João morreu de causas naturais e todos eles sofreram através das mais terríveis formas de tortura sem jamais retirar uma única palavra de seu testemunho.

"Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela. Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem." (Lucas 21:20-24)

Apesar de a maior parte desta passagem ser idêntica ao relato de Mateus, existem duas diferenças notáveis nos mostrando que não estão descrevendo o mesmo evento. Primeiro, em Mateus 24:15 o sinal de advertência de que é hora de fugir e a Abominação da Desolação no Lugar Santo. Aqui é o posicionamento do exército Romano ao redor de Jerusalém.

Normalmente seria muito tarde para fugir quando um exército pode ser visto cercando uma cidade. Mas em 68-69AD a situação política em Roma era instável, para dizer o mínimo. O ex-general dos exércitos Romanos no Oriente Médio era um homem chamado Tito Vespasiano. Ele recentemente havia passado seu comando para seu filho, também chamado Tito, para que pudesse se posicionar para ser o próximo Imperador. Isto aconteceu após a morte de Nero em 68, e Vespasiano foi nomeado Imperador em 1º de Julho de 69. Ele estivera preocupado de que precisaria de mais apoio militar para reforçar sua reivindicação, então, apesar de as legiões agora sob o comando de seu filho já terem iniciado seu cerco a Jerusalém, Vespasiano ordenou que retornassem a Roma. Quando eles começaram a se retirar para preparar a jornada, os crentes em Jerusalém que haviam sido ensinados sobre a advertência do Senhor se apressaram em escapar da cidade.

Mas antes que os Romanos pudessem sair, Tito Vespasiano enviou uma mensagem a seu filho de que as tropas não seriam necessárias e ordenou que retomassem o cerco a Jerusalém. Naquele momento todos os crentes já haviam escapado.

No mês que chamamos de Agosto de 69 AD os muros foram rompidos e o Templo foi capturado. A mobília interna pegou fogo e o calor fez com que o ouro que folheava as vigas de madeira do teto se derretesse. À medida que o ouro líquido escorria pelas paredes, ele correu para dentro das fendas entre as pedras. Quando o fogo apagou e as pedras esfriaram, os soldados Romanos derrubaram as ruínas pedra por pedra para pegar o ouro que havia escorrido entre elas e se solidificado. Nem uma pedra foi deixada sobre outra em cumprimento à profecia do Senhor.

Em 70 AD o exército Romano completou sua conquista da Terra Santa no cerco a Massada. Apesar de mais de um milhão de Judeus ter perecido, conforme a tradição, nem um único crente morreu na destruição de Jerusalém. (Alguns relatos históricos colocam a queda de Jerusalém e do Templo um ano antes em 68 AD mas existe um consenso geral de que aconteceu como eu descrevi.)

A segunda diferença entre os dois relatos é que enquanto o de Mateus termina na 2ª Vinda e tem o mundo todo em foco, o de Lucas descreve a diáspora Judaica e o subseqüente controle da cidade pelos Gentios. Em resumo, o relato de Lucas até agora se restringiu a descrever eventos relacionados à queda de Jerusalém. Ele estava descrevendo o cumprimento parcial de curto prazo dentro do tempo de vida da audiência do Senhor que valida o cumprimento total no Final dos Tempos.

"E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima." (Lucas 21:25-28)

Repentinamente Lucas expande a visão para incluir o mundo todo e o Final dos Tempos. Aqueles que estiverem vivos na Terra quando os sinais que ele descreveu começarem a acontecer entenderão que o evento culminante será o retorno do Senhor. E aos crentes é dito que quando começarmos a ver esses sinais pela primeira vez, deveremos começar a olhar para céu em expectação, pois o Senhor está vindo ao nosso encontro. Note como a narrativa muda da terceira pessoa "homens desmaiando de terror" e "verão vir o Filho do homem" para a segunda pessoa "olhai para cima" e "vossa redenção". E também como o foco muda do final da seqüência, "verão vir o Filho do homem", para o seu começo, "quando estas coisas começarem a acontecer". Se você já não soubesse disso dos ensinos de Paulo, não poderia reconhecer que Lucas está dando pistas de dois eventos separados, o Arrebatamento e a 2ª Vinda.

E disse-lhes uma parábola: "Olhai para a figueira, e para todas as árvores; Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto."

"Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar."

"E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem." (Lucas 21:29-36)

Como no relato de Mateus, a parábola da figueira não tem a intensão indicar Israel, mas a velocidade com que esses eventos se desdobrarão uma vez que comecem. A figueira era a última árvore a produzir folhas na primavera, assim eles sabiam quando viam as folhas da figueira que o verão estava realmente próximo. Da mesma forma, o período de tempo entre o começo dos sinais dos Tempos do Fim e o retorno do Senhor será relativamente curto.

Eu acho que esse resumo é direcionado tanto à geração viva durante a Queda de Jerusalém quanto à que está aqui no Final do Tempos. Trinta e cinco anos depois que o Senhor disse estas palavras os Romanos começaram sua campanha de três anos para completar a expulsão da nação Judaica. Muitos dos que receberam o ensino desta profecia pelos mesmos homens que a receberam direto da boca do Senhor ainda estavam vivos quando isso aconteceu. No Final dos Tempos, muitos dos que estiverem vivos quando estes sinais começarem a aparecer ainda estarão vivos na sua conclusão.

A última seqüência é especialmente significativa. "Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem."

Observando o sinal dos exércitos Romanos cercando Jerusalém e orando por livramento, a primeira geração da igreja foi capaz de escapar da morte e destruição do julgamento de Jerusalém. Assim também, aguardando os sinais dos Tempos do Fim e orando por livramento, a última geração da igreja será capaz de escapar da morte e destruição do julgamento da Terra. O cumprimento parcial então confirmou o cumprimento final de tudo o que está para acontecer agora.

Fontes:

olharprofetico.com.br

gracethrufaith.com

 

A Geração que “verá” a Volta de Cristo

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 31-08-2010

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por Tim Lahaye (Pre-Trib Perspectives)
"Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.
Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.
Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam."  (Mateus 24:32-34)

 

O teólogo reformado R. C. Sproul em sua defesa do Preterismo moderado (do qual é adepto) costuma citar o filósofo cético e ateu Bertrand Russell. Em seu livro "The Last Days According to Jesus" 1 [Os Últimos Dias Segundo Jesus], Sproul parece tentar agradar a Russell e seus seguidores com uma resposta à questão que Russel levantara sobre a divindade de Cristo. Ele tentou fazer com que a expressão “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mt 24.33-34), se referisse à geração dos discípulos, alguns dos quais ainda eram vivos quando o exército romano (não o Anticristo, como mostra a profecia) destruiu a cidade de Jerusalém no ano 70 d.C.

Nota: 
R. C. Sproul, 72 anos é um Teólogo Calvinista e pastor Presbiteriano. Para saber mais sobre ele e ler seus artigos e estudos acesse o site monergismo.com.
Bertrand Russell – (1872-1970) Foi um influente matemático e filósofo do século XX. Russell era ateu e uma de suas obras foi "Why I am not a Christian" (Porque eu não sou Cristão).

Russell, que corretamente demonstrara o fato de que aqueles discípulos não viram a volta de Cristo nem o cumprimento de muitas profecias proferidas naquele sermão do monte das Oliveiras, deu então um “salto” interpretativo para chegar à conclusão errônea de que Jesus não podia ser Deus em carne humana, visto que fracassara em cumprir aquela profecia durante o tempo de vida daqueles discípulos.

Ao que parece, nunca lhe ocorreu que a expressão “esta geração” não era uma referência àquela geração de discípulos do primeiro século, mas sim uma alusão à geração que veria a seqüência de eventos do fim dos tempos que acontecerá conforme Jesus profetizou. Provavelmente Russell tenha sido movido por um forte desejo de identificar Jesus como “o profeta” que Moisés predissera ser o Messias em Deuteronômio 18.18-19: "Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele."

Também é provável que ele tenha sido influenciado pelos céticos acerca de Jesus que viveram em sua própria geração ou pelos racionalistas alemães ou, ainda, pelos céticos franceses que o antecederam, os quais negaram a divindade de Jesus e a inspiração sobrenatural das Escrituras. O uso equivocado que ele fez de Mateus 24.32-34 foi, muito provavelmente, uma tentativa de tirar a credibilidade de Jesus.

Essa é apenas uma das razões pelas quais tantos escritores eruditos abordam esse assunto em livros, folhetos e periódicos. É importante que se faça isso, não pelo texto das Escrituras em si mesmo, mas por causa da interpretação errada. Uma das coisas básicas que podemos aprender no estudo da lógica é que se você começa um argumento baseado numa premissa falsa, chegará a uma conclusão falsa. Essa é a razão pela qual a primeira coisa que se faz num debate é averiguar a veracidade ou falsidade da premissa básica.

Nota: Premissa é a ideia ou fato inicial de que se parte para formar um raciocínio ou um estudo.

Em vez de adotar o sentido claro desse texto das Escrituras a fim de entender seu significado, nossos colegas de linha reformada e preterista querem nos levar a crer que Jesus fazia uma alusão aos discípulos do primeiro século.

Infelizmente, nossos amigos ligados à Igreja Reformada (na sua maioria, amilenistas ou pós-milenistas), que chegaram às suas conclusões em virtude de seu sistema teológico e não pelo sentido claro da interpretação das Escrituras, tentam ler nesse texto aquilo que simplesmente nele não está escrito. Erram em não aceitar a declaração feita por Jesus de que “não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v. 34) dentro de seu contexto, a qual refere-se à geração que veria os eventos que Ele acabara de profetizar.

Jesus respondeu à pergunta levantada pelos discípulos em Mateus 24.3, “…que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século?”. Contudo, os preteristas cometem o erro de pular falaciosamente (enganosamente) para a conclusão de que Jesus se referia àqueles que estivessem vivos quando o templo fosse destruído.

Daí, então, os preteristas ficam presos à obrigação de dizer, por exemplo, que Nero (o qual nunca esteve em Jerusalém para cumprir o que está escrito em 2 Tessalonicenses 2.8) é o Anticristo ou a “besta” de Apocalipse 13 (a qual ainda se manifestará no futuro) e que Satanás está preso. Alguns chegam mesmo a dizer que a Segunda Vinda de Cristo já aconteceu no ano 70 d.C. (ainda que tal “cumprimento” não preencha os requisitos das promessas feitas por Jesus acerca de Sua Vinda, muito menos do que foi predito pelos anjos e pelos apóstolos). A concepção de que estejamos vivendo hoje em dia no Reino é ridícula; várias outras idéias, igualmente sem base nas Escrituras, têm sido por eles propagadas e parece que não se dão conta [do seu engano].

Em vez de adotar o sentido claro desse texto das Escrituras a fim de entender seu significado, nossos colegas de linha reformada e preterista querem nos levar a crer que Jesus fazia uma alusão aos discípulos do primeiro século. Sua motivação ao fazê-lo não é porque o texto bíblico em questão ensine isso, mas porque suas pressuposições teológicas o exigem; do contrário, teriam de abandonar suas crenças Amilenistas e Pós-Milenistas. Aqueles que “interpretam as Escrituras em seu sentido literal, a menos que os fatos do contexto imediato nitidamente indiquem o contrário”, crêem, na sua esmagadora maioria, que Jesus voltará imediatamente após a concretização de muitos sinais que Ele apresentou nessa passagem como placas sinalizadoras em resposta às seguintes perguntas dos discípulos: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinais haverá da tua vinda e da consumação do século” (Mt 24.3).

Portanto, é importante examinar os eventos preditos por Jesus acerca de dias obviamente futuros, a fim de constatar se Ele aludia àquela geração do primeiro século ou fazia referência aos crentes que hão de contemplar os eventos profetizados.

Analise a relação abaixo e chegue à sua própria conclusão.

 

A Introdução do Discurso no Monte das Oliveiras

• Mateus 24.4-5: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”. Desde o momento da ascensão de Jesus aos céus, centenas de falsos cristos já apareceram.

• Mateus 24.6: “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras…”. Desde que Jesus predisse isso, já houve, pelo menos, 12 mil guerras.

• SUA MENSAGEM: “…vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”.

 

Jesus Predisse Sinais Que Antecederiam a Tribulação

• Mateus 24.5: “Porque virão muitos em meu nome […] e enganarão a muitos”. Centenas de falsos mestres apareceram em cena desde o primeiro século até agora.

• Mateus 24.7 – O primeiro sinal ou “dor de parto”: “Porque se levantará nação contra nação, reino contra reino”. Uma vez que a visão apresentada por Jesus neste versículo era de amplitude mundial, poderia ser uma alusão à I Guerra Mundial (1914-1917), a qual, historicamente, foi o primeiro conflito de proporções mundiais, iniciada por uma nação contra outra e que acabou por envolver as nações do mundo. “…e haverá fomes [a versão Almeida Revista e Corrigida acrescenta: ‘…e pestes’,] e terremotos em vários lugares”, que, literalmente, significa “em vários lugares ao mesmo tempo”. Isso ocorreu, pela primeira vez, depois da I Guerra Mundial. Nos idos de 1918 a 1920, a influenza foi provavelmente a “peste” mais letal do mundo em toda sua história. Os quatro elementos do primeiro sinal referiam-se à I Guerra Mundial.

• Mateus 24.8: “…tudo isto é o princípio das dores” (dores de parto) ou sinais da Sua Vinda. É interessante que depois disso, muitos outros sinais do fim dos tempos começaram a aparecer – Israel recebeu permissão para retornar à sua terra (em 1917, através da Declaração Balfour) e a Revolução Russa, que resultou no erguimento dessa nação como uma potência mundial, dentre outros sinais.

• Mateus 24.11: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”.

• Mateus 24.12-13: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (ou seja, entrará no Milênio).

• Mateus 24.14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”. (Temos nos aproximado rapidamente do cumprimento dessa profecia à medida que o Evangelho se torna conhecido ao redor do mundo). Muitos expositores da Bíblia crêem que os versículos acima descrevem os primeiros três anos e meio do período da Tribulação, tratado detalhadamente nos capítulos 6 a 12 de Apocalipse.

 

A Grande Tribulação

• Mateus 24.15: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel…”. Esse texto ensina que a [segunda metade da] Grande Tribulação terá inicío no momento em que o templo for profanado e destruído.

• Mateus 24.21-22: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”. (Para mais detalhes sobre esses três anos e meio da Tribulação, leia Apocalipse 13 a 18, período esse após o qual Jesus Cristo voltará com poder para estabelecer Seu Reino, conforme os capítulos 19 e 20 de Apocalipse). Visto que nunca houve um tempo como esse na história, fica evidente que os versículos profetizam eventos ainda futuros.

• Mateus 24.24: “Porque surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito”. Embora a Igreja tenha ficado infestada de falsos mestres que alegam ser “Cristo” ou “profetas”, os tais nunca realizaram “sinais e prodígios” capazes de enganar até mesmo os eleitos. A batalha entre os seguidores de Satanás e do Anticristo contra o Espírito Santo e os servos de Deus, durante a última metade do período da Tribulação será a maior batalha da história deste mundo.

• Mateus 24.29-30: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias […] todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”. O texto insiste em repetir veementemente que a Segunda Vinda de Cristo acontecerá imediatamente depois do pior período da história humana. Para qualquer leitor imparcial, a conclusão óbvia é a de que tal período ainda não ocorreu, mas aguarda sua concretização no futuro […] futuro esse que, segundo a opinião de muitos, pode estar bem próximo.

 

Conclusão

A geração que, conforme os versículos 32-34, contemplará todas essas coisas, de modo nenhum podia ser a geração de discípulos que viveu no primeiro século. Infelizmente, até onde se sabe, Bertrand Russell morreu e foi sepultado com a enganosa concepção de que Jesus cometeu um erro ao profetizar que Sua geração veria a Segunda Vinda dEle, concluindo, assim, que as palavras de Cristo não eram confiáveis. Na verdade, Jesus se referia à geração acerca da qual os discípulos indagaram ao perguntarem: “que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século”. Cristo descreveu“esta geração” como aquela que estará viva no momento em que “sucederão todas estas coisas” 2.  Visto que muitos sinais, ao que parece, já começaram a se cumprir, todos nós deveríamos orar e trabalhar a fim de advertir as pessoas para que não percam a oportunidade de encontrá-lO na Sua Vinda para buscar a Igreja, por ocasião do Arrebatamento

“Logo em seguida à tribulação daqueles dias […] todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30).

Notas:

1. A série de citações que R. C. Sproul faz dos escritos de Bertrand Russell encontra-se no livro de Sproul intitulado "The Last Days According to Jesus" (Grand Rapids: Baker, 1998, p. 11-15). As citações foram extraídas do livro de Bertrand Russell intitulado "Why I Am Not a Christian: And Other Essays on Religion and Related Subjects", organizado por Paul Edwards (Londres: Allen & Unwin / Nova York: Simon & Schuster, 1957).

2. Para uma apresentação mais detalhada e aprofundada desse assunto, por favor, veja em: Thomas Ice e Tim LaHaye, The End Times Controversies, Eugene: Harvest House, 2003, p. 83-108 (no capítulo 4, sob o título: Preterist “Time Texts”).

 

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