As Alianças Bíblicas e a Escatologia – Introdução

Filed Under (Alianças Bíblicas) by Geração Maranata on 07-11-2010

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por Geração Maranata

As alianças bíblicas são muito importantes para quem estuda escatologia.  O plano profético de Deus é determinado e prescrito por essas alianças.

O relacionamento de Deus com o homem é sempre mediado através de uma ou mais alianças bíblicas. Deus se comprometeu a realizar determinados eventos na história e a profecia diz respeito a "quando" essas promessas serão cumpridas totalmente.

As alianças bíblicas são bem diferentes das alianças teológicas da teoria "aliancista". Essa teoria vê as épocas da história como o desenvolvimento de uma aliança entre Deus e os pecadores, na qual Deus salvaria, por meio da morte de Cristo, todos os que viessem a Ele pela fé.

Resumo da teoria aliancista:

A aliança da redenção (Tt 1.2; Hb 13.20) –  A Trindade assumiu, cada um, parte no grande plano de redenção que é sua porção presente, conforme revelado na Palavra de Deus.   Nessa aliança o Pai entrega o Filho, o Filho se oferece sem mácula como sacrifí­cio eficaz e o Espírito administra e capacita a execução dessa aliança em todas as suas partes.

A aliança das obrasSegundo os teólogos são as bênçãos que Deus ofereceu ao homem.  Antes da queda, Adão relacionou-se com Deus pela aliança de obras. Até que seja salvo, o homem tem a obrigação implícita de ser semelhante em caráter a seu Cria­dor e de fazer a Sua vontade.

A aliança da graçaIndica todos os aspectos da graça divina para com o homem em todas as épocas. O exer­cício da graça divina torna-se possível e justificado pela satisfação de jul­gamentos divinos obtidos na morte de Cristo.

Apesar de a teoria teológica Aliancista  estar de acordo com a Bíblia, ela é insatisfatória para explicar as Escrituras escatologicamente, pois despreza o grande campo de alianças bíblicas que determinam todo o plano escatológico.

 

O uso bíblico da palavra Aliança

É usada nos relacionamentos entre Deus e o ho­mem, entre os homens e entre as nações. É usada para coisas temporais e coisas eternas.

Aliança divina é

1) uma disposição soberana de Deus, mediante a qual Ele estabelece um contrato incondicional ou declarativo com o homem, obrigando-se, em graça, por um juramento irrestrito, a conceder, de Sua própria iniciativa, bênçãos definidas para aqueles com quem compactua ou

2) uma proposta de Deus, em que Ele promete, num contrato condicio­nal e mútuo com o homem, segundo condições preestabelecidas, conce­der bênçãos especiais ao homem desde que este cumpra perfeitamente certas condições, bem como executar punições precisas em caso de não-cumprimento.

 

Natureza das Alianças

1. São Alianças literais e devem ser interpretadas literalmente. Tal interpretação está em harmonia com o método literal de inter­pretação.

2.  São Alianças eternas. Todas as alianças de Israel são chamadas eternas, com exceção da aliança Mosaica, que é declarada temporal e deveria continuar até a vinda da Semente Prometida (Jesus):

- A alian­ça Abraâmica é chamada "eterna" em Gênesis 17.7,13,19; 1 Crônicas 16.17; Salmos 105.10;

- A aliança Palestina é chamada "eterna" em Ezequiel 16.60;

- A aliança Davídica foi chamada "eterna" em 2Samuel 23.5, em Isaías 55.3 e em Ezequiel 37.25;

- A Nova Aliança é chamada "eterna" em Isaías 24.5, 61.8, em Jeremias 32.40, 50.5 e em Hebreus 13.20.

3. São Alianças incondicionais , visto que são literais, eternas e dependem solenemente da integridade de Deus para o seu cumpri­mento.

4. São Aliança estabelecidas com um povo pactual, Israel. Em Romanos 9.4 Paulo declara que a nação de Israel tinha rece­bido alianças do Senhor. Em Efésios 2.11,12 ele declara, contrariamen­te, que os gentios não haviam recebido tal aliança e conseqüentemente não gozavam de relacionamentos pactuais com Deus. Essas duas pas­sagens mostram, de modo negativo, que os gentios não tinham relacio­namentos de aliança e, de modo positivo, que Deus tinha firmado um relacionamento de aliança com Israel.

 

Tipos de Alianças

As alianças são contratos feitos entre indivíduos com o propósito de regulamentar esse relacionamento. Deus quer comprometer-se com Seu povo, ou seja, deseja cumprir Suas promessas para poder demonstrar na história que tipo de Deus Ele é.

Os relacionamentos na Bíblia – especialmente entre Deus e os homens – são legais ou judiciais. Por isso que eles são mediados pelas alianças. As alianças normalmente envolvem intenção, promessas e sanções.

Existem três tipos de Alianças na Bíblia:

1 – O tratado chamado de "Garantia Real" (incondicional) – Uma aliança promissória que surgiu de um desejo do rei em recompensar um servo leal. Por exemplo:

  • Aliança Abraâmica
  • Aliança Davídica

Devemos entender que essas alianças são incondicionais. Esse aspecto é importante na profecia bíblica, pois está em jogo se Deus é ou não obrigado a cumprir as Suas promessas, especialmente pa­ra com as partes originalmente envolvidas na aliança.

Por exem­plo, cremos que Deus deve cumprir em relação a Israel (como na­ção) as promessas feitas através das alianças incondicionais, como a Abraâmica, a Davídica e a Palestina. Se isso for verdade, então elas precisam ser realizadas literalmente – o que implica que mui­tos de seus aspectos ainda devem ser cumpridos.

“Uma aliança incondicional pode ser definida como um ato sobera­no de Deus, sendo que o Senhor, portanto, obriga a Si mesmo a fa­zer com que se cumpram as promessas, bênçãos e condições estabe­lecidas para o povo com quem fez a aliança. E uma aliança unilate­ral. Esse tipo de aliança é caracterizado pela forma verbal futura, que mostra a intenção dEle cumprir exatamente o que prometeu, no tempo determinado para isso. As bênçãos são garantidas por causa da graça de Deus.” (Fruchten-Baum)

 

2 – Tratado entre o "Suserano e o Vassalo " (condicional) - vin­cula um vassalo (inferior) a um suserano (superior) e a responsabi­lidade recai apenas sobre aquele que fez o juramento. Exemplos:

  • Quedorlaomer, rei de Elão (Gênesis 14)
  • Jabes-Gileade enquanto servia Naás (1 Samuel 11.1)
  • Aliança Adâmica
  • Aliança Noaica
  • Aliança Mosaica (Deuteronômio)

Tratado entre o "Suserano e o Vassalo" no formato de Deutero­nômio:

  • Preâmbulo (1.1-5)
  • Prólogo Histórico (1.6-4.49)
  • Principais Provisões (5.1-26.19)
  • Bênçãos e Maldições (27.1-30.20)
  • Continuidade das Alianças (31.1-33.29)

3 – O tratado de "Paridade"une duas partes iguais em um re­lacionamento e estabelece as condições estipuladas pelos seus par­ticipantes. Exemplos:

  • Abraão e Abimeleque (Gênesis 21.25-32)
  • Jacó e Labão (Gênesis 31.43-50)
  • Davi e Jônatas (1 Samuel 18.1-4; veja também 2 Samuel 9.1-13)
  • Cristo e os crentes pertencentes à era da Igreja, ou seja, Seus "amigos" (João 15)

 

Alianças Bíblicas

Existem pelo menos oito alianças mencionadas na Bíblia:

  • Aliança Edênica (Gênesis 1.18-30; 2.15-17)
  • Aliança Adâmica (Gênesis 3.14-19)
  • Aliança Noaica (Gênesis 8.20-9.17)
  • Aliança Abraâmica (por exemplo Gênesis 12.1-3)
  • Aliança Mosaica (Êxodo 20-23; Deuteronômio)
  • Aliança Davídica (2 Samuel 7.4-17)
  • Aliança Palestina (Deuteronômio 30.1-10)
  • Nova Aliança (por exemplo, Jeremias 31.31-37)

A maneira como as alianças se relacionam com Israel é de fun­damental importância para o estudante das profecias.

A tabela a se­guir ilustra como elas se desenvolvem e suas aplicações:

Continua: Aliança Abraâmica

 

Fontes:

Manual de Escatologia – Dwight Pentecost

Profecias de A a Z – Thomas Ice & Timothy Demy

 

 

 

As alianças Bíblicas e a Escatologia – Aliança Abraâmica

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por Geração Maranata

 

A Aliança Abraâmica é a precursora das Alianças redentoras e todas as bênçãos espirituais de Deus partem dela (ver Gênesis 12.1-3,7; 13.14-17; 15.1-21; 17.1-21; 22.15-18).

Essa Aliança representa uma questão fundamental na profecia bíblica, no que diz respeito a ainda ser ou não válida para o povo de Israel.

As três principais promessas da Aliança Abraâmica estão relacionadas com terra, semente (descendência) e uma bênção que se estenderá para todo o mundo (Gênesis 12.1-3).

Enquanto Abraão e seus descendentes diretos – Israel – são os principais envolvidos na promessa, os gentios também são incluídos como participantes.

 

Aliança pode ser subdividida em 14 aspectos (a partir do texto de Gênesis):

1. Uma grande nação surgiria de Abraão: Israel (12.2; 13.16; 15.5; 17.1-27; 22.17).

2. Ele recebeu a promessa de uma terra específica: a terra de Canaã (12.1,5-7; 13.14-15,17; 15.18-21; 17.8).

3. O próprio Abraão seria abençoado (12.2; 15.6; 22.15-17).

4. O nome de Abraão seria grande (12.2).

5. Abraão seria uma benção para os outros (12.2).

6. Os que o abençoassem seriam abençoados (12.3).

7. Os que o amaldiçoassem seriam amaldiçoados (12.3).

8. Em Abraão todos os habitantes da terra seriam abençoados já que era uma promessa que se estenderia aos gentios (12.3; 22.18).

9. Abraão teria um filho com sua esposa, Sara (15.1 -4; 17.1 ó-21).

10. Seus descendentes seriam escravos no Egito (15.13-14).

11. Assim como Israel, outras nações surgiriam de Abraão (17.3-4,6); os Estados árabes são algumas dessas nações.

12. Seu nome seria mudado de Abrão para Abraão (17.5).

13. O nome de Sarai seria mudado para Sara (17.15).

14. Haveria um sinal da aliança – a circuncisão (17.9-14). De acordo com a Aliança Abraâmica, a circuncisão era uma identificação do que é ser judeu.

 

As 14 promessas são distribuídas e se cumprem nas três partes:

1. Abraão – 1,2,3,5,6,9,11,12,13

2. Israel, a semente – 1,2,5,6,7,10,14

3. Gentios – 6,7,8,11

 

Os relacionamentos de alianças eternas e misericordiosas feitas entre Deus e Israel podem ser graficamente demonstradas da seguinte maneira:

 

(A aliança geral e básica com Abraão)
(As outras alianças)
1. A promessa de uma terra nacional.
Gn 12.1 Gn 13.14,15,17
1. A aliança palestina deu a Israel garantia particular da restauração permanente e definitiva à terra.
Dt 30.3-5 Ez 20.33-37,42-44
2. A promessa da redenção nacional e universal. Gn 12.3 Gn 22.18 Gl 3.16
2. Uma nova aliança está particular mente relacionada à bênção espiritual e à redenção de Israel. Jr 31.31-40 Hb 8.6-13 etc.
3. A promessa de numerosos descendentes que formariam uma grande nação. Gn 12.2 Gn 13.16 Gn 17.2-6 etc.
3. A aliança davídica está relacionada a promessas de dinastia, nação e trono.
2 Sm 7.11,13,16 Jr 33.20,21 Jr 31.35-37

Dessa maneira, pode-se dizer que as promessas de terra da aliança abraâmica são desenvolvidas na aliança palestina, as promessas de semente são desenvolvidas na aliança davídica e as promessas de benção são desenvolvidas na nova aliança. Esta, então, determina todo o futuro plano para a nação de Israel e é um fator de grande importância na escatologia bíblica.

 

O Caráter da Aliança Abraâmica

Como a aliança abraâmica trata da posse da Palestina por Israel, de sua continuidade como nação para possuir essa terra e de sua redenção a fim de que possa gozar a benção na terra sob seu rei, é de grande importância descobrir o método de cumprimento dessa aliança. Se é uma aliança literal a ser cumprida literalmente, então Israel deve ser preservado, convertido e restaurado. Se é uma aliança incondicional, esses acontecimentos na vida nacional de Israel são inevitáveis.

 

Elemento Condicional

Enquanto Abraão morava na casa de Terá, um idólatra (Js 24.2), Deus ordenou que ele deixasse a terra de Ur, embora isso exigisse jornada a uma terra estranha e desconhecida (Hb 11.8), e fez promessas específicas que de pendiam desse ato de obediência. Abraão, em obediência parcial, visto que não quis separar-se de sua família, viajou a Harã (Gn 11.31). Ele não recebeu nenhuma das promessas ali. Apenas com a morte do pai (Gn 11.32) é que Abraão começa a receber alguma parte da promessa de Deus, pois somente depois desse fato é que Deus o leva para a terra (Gn 12.4) e lhe reafirma a promessa original (Gn 12.7).

É importante observar a relação da obediência com o plano da aliança. Quer Deus instituísse um plano de aliança com Abraão, quer não, isso dependia do ato de obediência de Abraão em abandonar a terra. Quando, por fim, esse ato foi cumprido e Abraão obedeceu a Deus, Deus instituiu um plano irrevogável e incondicional. Essa obediência, que se tornou a base da instituição do plano, é citada em Gênesis 22.18, em que a oferta de Isaque é apenas mais uma evidência da atitude de Abraão para com Deus.

A existência de um plano de aliança com Abraão dependia do ato de obediência de Abraão. Quando ele obedeceu, a aliança instituída dependia não da obediência continuada de Abraão, mas da promessa de quem a instituiu. O fato da aliança dependia da obediência; o tipo de aliança inaugurada era totalmente desvinculado da obediência continuada de Abraão ou de sua semente.

 

Elemento Incondicional (visão pré-milenista)

A questão de a aliança abraâmica ser condicional ou incondicional é reconhecida como ponto crucial de toda a discussão relacionada ao cumprimento da aliança abraâmica. Vários argumentos têm sido apresentados para apoiar a proposta dos pré-milenistas quanto ao caráter incondicional dessa aliança:

1) Todas as alianças de Israel são incondicionais, com exceção da mosaica. A aliança abraâmica é expressamente declarada eterna e, por conseqüência,incondicional em várias passagens (Gn 17.7,13,19; l Cr 16.17; Sl 105.10). A aliança palestina também é declarada eterna (Ez 16.60). A aliança davídica é apresentada da mesma forma (2Sm 7.13,16,19; l Cr 17.12; 22.10; Is 55.3; Ez 37.25). A nova aliança com Israel é igualmente eterna (Is 61.8; Jr 32.40; 50.5; Hb 13.20).

2) Com exceção da condição original de abandonar sua terra natal e dirigir-se à terra prometida, a aliança é firmada sem condições.

3) A aliança abraâmica é confirmada repetidamente por reiteração e por ampliação. Em nenhuma dessas ocasiões as promessas adicionadas se condicionam à fé da semente ou do próprio Abraão; nada se diz sobre ela estar sujeita à fé futura de Abraão ou de sua semente.

4) A aliança abraâmica é formalizada por um ritual divinamente ordenado que simboliza o derramamento de sangue e a passagem entre as partes do sacrifício (Gn 15.7-21; Jr 34.18). Essa cerimônia foi dada a Abraão como garantia de que sua semente herdaria a terra nas mesmas fronteiras dadas a ele em Gênesis 15.18-21. Nenhuma condição está conectada à promessa nesse contexto.

5) Para distinguir os que herdariam as promessas como indivíduos dos que eram apenas a semente física de Abraão, foi dado o sinal visível da circuncisão (Gn 17.9-14). Os incircuncisos eram considerados não alcançados pela bênção prometida. O cumprimento último da aliança abraâmica e a posse da terra pela semente não dependiam, contudo, da fidelidade ao pacto de circuncisão. Na verdade as promessas da terra fo ram concedidas antes que a cerimônia fosse introduzida.

6) A aliança abraâmica foi confirmada pelo nascimento de Isaque e de Jacó, os quais receberam repetições das promessas na forma original (Gn 17.19; 28.12,13)

7) O fato notável é que as repetições da aliança e o seu cumprimento parcial acontecem a despeito da desobediência. E claro que em vários instantes Abraão se afastou da vontade de Deus. No próprio ato as promessas são repetidas a ele.

8) As confirmações posteriores da aliança foram feitas em meio a apostasia. Muito importante é a promessa dada por Jeremias de que Israel continuaria como nação para sempre (Jr 31.36)

9) O Novo Testamento declara a aliança abraâmica imutável (Hb 6.13-18; cf. Gn 15.8-21). Ela não foi apenas prometida, mas solenemente confirmada pelo juramento de Deus.

10) Toda a revelação das Escrituras a respeito de Israel e de seu futuro, contida no Novo e no Antigo Testamento, se interpretada literalmente, confirma e sustenta o caráter incondicional das promessas feitas a Abraão.

 

Argumentos amilenistas contra o caráter incondicional da aliança Abraâmica

Oswald T. Allis, um dos principais defensores da posição amilenista, sistematiza o pensamento dessa escola de interpretação.

1) "Deve-se observar que pode haver uma condição numa ordem ou promessa sem estar especificamente declarada. Exemplo disso é a carreira de Jonas. Jonas recebeu a ordem de pregar juízo incondicio nal, sem nenhuma reserva: "Em quarenta dias, Nínive será destruída" […] A condição não declarada foi pressuposta no próprio caráter de Deus como um Deus de misericórdia e compaixão […] O juízo da família de Eli (1 Sm 2.30) é exemplo notável desse princípio." Allis argumenta que pode haver condições implícitas, não declaradas.

Contra-argumento

Em resposta a esse argumento, podemos observar que Allis começa com uma admissão desconcertante — não existem condições declaradas nas Escrituras nas quais o amilenista possa buscar confirmação de sua defesa. Toda a sua posição repousa no silêncio, em condições implícitas e não declaradas. No caso de Eli, não existe nenhuma relação, pois Eli estava vivendo sob a economia mosaica, condicional em seu caráter e sem relação com a aliança abraâmica.

O fato de a aliança mosaica ser condicional não significa que a aliança abraâmica também precise ser. E, além disso, no que diz respeito a Jonas, devemos observar que também não existe relação. A mensagem que Jonas pregou não constituía uma aliança e não se relaciona de forma alguma à aliança abraâmica. Era um princípio bem estabelecido das Escrituras (Jr 18.7-10; 26.12,13; Ez 33.14-19) que o arrependimento afastaria o juízo. O povo se arrependeu e o juízo foi retirado. Mas a pregação de Jonas, da qual é dada apenas uma declaração resumida, de forma alguma altera o caráter da aliança abraâmica.

 

2) "É verdade que, nos termos expressos da aliança abraâmica, a obediência não é declarada como condição. Mas dois fatos indicam claramente que a obediência estava pressuposta. Um, é que obediência é a pré-condição de bênção em todas as circunstâncias. O segundo fato é que, no caso de Abraão, o dever da obediência é particularmente salientado. Em Gênesis 18.17s. diz-se claramente que, da escolha de Abraão, Deus propôs trazer à existência, por piedosa preparação, uma semente justa que "guardaria o caminho do Senhor", para que em conseqüência e recompensa de tal obediência "o Senhor cumpra a Abraão tudo o que a respeito dele falou".

Contra-argumento

Mais uma vez, Allis reconhece que as Escrituras não contém, em parte alguma, nenhuma declaração de condições estipuladas. Embora isso devesse ser suficiente em si mesmo, há outras considerações concernentes a esse argumento. Primeiramente, é errado declarar que a obediência é sempre uma condição para a bênção. Se isso fosse verda de, como poderia um pecador ser salvo?

Mais uma vez, é importante observar que uma aliança incondicional, que confere certeza ao plano pactual, pode conter bênçãos condicionais. O plano será cumprido, mas o indivíduo recebe as bênçãos relacionadas apenas por ajustar-se às condições das quais essas bênçãos dependem. E o caso da aliança abraâmica. Além do mais, já foi dito que, embora a instituição do plano pactual entre Deus e Abraão de pendesse do ato de obediência deste em abandonar sua casa, uma vez inaugurada a aliança, ela não impunha condição alguma. E, finalmente, a aliança é reafirmada e ampliada para Abraão depois de atos defini dos de desobediência (Gn 12.10-20; 16.1-16).

 

3) "A obediência foi vitalmente ligada à aliança abraâmica e isso é demonstrado com clareza especial pelo fato de que havia um sinal, o rito da circuncisão, cuja observância era de fundamental importância. A eliminação do povo da aliança era a punição para quem não o observasse. O rito era em si um ato de obediência (1 Co 7.19)."

Contra-argumento

Em resposta a essa alegação, é suficiente destacar que o rito da circuncisão, dado em Gênesis 17.9-14, veio muitos anos após a instituição da aliança, e após repetidas reafirmações a Abraão (Gn 12.7; 13.14-17; 15.1-21). Que motivo há em exigir que um sinal siga a aliança quando a aliança está claramente em vigor antes da instituição do sinal? Então, novamente, a partir de um estudo do rito conclui-se que a circuncisão está relacionada ao gozo das bençãos da aliança e não à sua instituição ou continuidade.

 

4) "Os que insistem em que a aliança abraâmica foi totalmente incondicional na verdade não a consideram como tal; isso também é demonstrado pela grande importância que os dispensacionalistas atribuem ao fato de Israel estar "na terra" como condição prévia da benção sob essa aliança."

5) "Que os dispensacionalistas não consideram a aliança abraâmica totalmente incondicional também se evidencia pelo fato de que jamais os ouvimos falar sobre a reintegração de Esaú à terra de Canaã e à completa bênção sob a aliança abraâmica. Mas, se a aliança abraâmica fosse incondicional, por que Esaú foi excluído das bênçãos?"

Contra-argumento

Esses dois argumentos podem ser respondidos juntos. Em cada caso, que o que se tem em mente é o relacionamento com as bençãos, não o relacionamento com a continuidade da aliança. Como se afirmou anteriormente, as bençãos eram condicionadas à obediência, à permanência no lugar da bênção. Mas a aliança em si vigorava quer estivessem na terra, quer fossem contemplados ou não com a bênção.

Por outro lado, se a desobediência e a retirada da terra anulassem a aliança, não importaria se Esaú tivesse permanecido na terra ou não. Mas, já que bênçãos cairiam sobre o povo da aliança, Esaú foi excluído porque não estava qualificado para recebê-las, uma vez que não cria nas promessas. Observamos que a primogenitura (Gn 25.27-34) desprezada por Esaú era a promessa de que ele seria o herdeiro da aliança abraâmica. Já que essa se baseava na integridade de Deus, Esaú deve ser visto como homem que não cria que Deus pudesse cumprir ou cumprisse a Sua palavra. Da mesma forma, a bênção desprezada (Gn 27) lhe pertencia sob a aliança, e dela Esaú foi privado por causa de sua descrença manifesta no desdém em relação à primogenitura. A rejeição de Esaú ilustra o fato de que a aliança era seletiva e deveria ser cumprida por meio da linhagem escolhida por Deus.

 

6) "A certeza do cumprimento da aliança não se baseia no fato de ser incondicional, nem seu cumprimento depende da obediência imperfeita de homens pecadores. A certeza do cumprimento da aliança e a segurança do crente sob ela, em última análise, dependem totalmente da obediência a Deus."

Contra-argumento

É impossível deixar de notar a mudança completa na linha de raciocínio nesse aspecto. Até aqui sustentou-se que a aliança não será cumprida porque ela é uma aliança condicional. Agora se afirma que a aliança será cumprida com base na obediência de Cristo. Como nossas bençãos espirituais são resultado dessa aliança (Gl 3), o amilenarista é obrigado a reconhecer algum cumprimento. Se ela tivesse sido ab-rogada, Cristo jamais teria vindo. Se a segurança oferecida sob ela fosse condicional, não haveria certeza de salvação. Conquanto concordemos largamente que todo cumprimento se baseia na obediência de Cristo, esse fato não altera o caráter essencial da aliança que tornou necessária a vinda de Cristo. Se Cristo veio como cumprimento parcial da aliança, Sua segunda vinda promete um cumprimento completo.

 

7) Allis segue outra linha de raciocínio quando escreve a respeito do cumprimento dessa aliança:

a) "Com respeito à semente, devemos observar que as mesmas palavras que aparecem na aliança são usadas para a nação de Israel na época de Salomão. Isso indicaria que a promessa foi considerada cumprida nesse aspecto na época de ouro da monarquia."

b) "Com respeito à terra, o domínio de Davi e de Salomão estendia-se do Eufrates ao rio do Egito […] Israel tomou posse da terra prometida aos patriarcas. Eles a possuíram, mas não “para sempre”. Aposse da terra foi perdida pela desobediência […] ela pode ser considerada cumprida sécu los antes do primeiro advento…"

Contra-argumento

Allis argumenta agora que a aliança não terá cumprimento futuro por que já foi cumprida historicamente. A história de Israel, mesmo sob a glória dos reinados de Davi e de Salomão, nunca realizou a promessa feita a Abraão. Logo, à experiência histórica citada não podemos atribuir cumprimento. Mais ainda, se a aliança fosse condicional, visto que Israel esteve muitas vezes em desobediência entre a instituição da aliança e o estabelecimento do trono de Davi, como explicar algum cumprimento? A incredulidade que se seguiu à era de Davi não se diferenciava da que a precedeu. Se a descrença posterior anulava a aliança, a descrença anterior teria impedido qualquer espécie de cumprimento.

 

Implicações Escatológicas da Aliança Abraâmica

O significado da Aliança Abraâmica para a profecia bíblica está relacionado com a maneira de vermos como Deus está cumprindo as Suas promessas. É consenso que Jesus facilita o cumprimento de muitos aspectos da aliança (Galatas 3.6-4,11).

Amilenistas, pós-milenistas e teólogos aliancistas normalmente crêem que a Igreja se apossou de todas as promessas, enquanto a nação de Israel foi posta de lado.

Os pré-milenistas em geral acreditam que a Igreja é co-participante das bençãos espirituais da aliança (Romanos 15.27; Galatas 3.6-29). Eles concluem que no futuro Israel experimentará o cumprimento das suas promessas nacionais, quando o povo voltar a ser reunido e aceitar Jesus como Messias. Assim, a Igreja é vista como participante, através de Abraão, das promessas e não como suplantadora daquilo que foi estipulado para ser cumprido através da nação de Israel.

Apenas o cumprimento literal de todas as bençãos para Israel, para os gentios e para a Igreja faz justiça ao plano de Deus, conforme estabelecido na Bíblia.

Uma vez verificado que a aliança abraâmica é uma aliança incondicional feita com Israel, que conseqüentemente não pode ser cumprida nem abolida por nenhum outro povo além da nação de Israel, observamos que Israel tem promessas com respeito à terra e à descendência que determinam o plano de Deus. Os termos terra e descendência, juntamente com a palavra benção, resumem os aspectos essenciais da parte escatológica da aliança. Um exame da promessa de Deus a Abraão mostrará a dupla ênfase da promessa.

 

"Darei à tua descendência esta terra (Gn 12.7).

Porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência (Gn 13.15,16).

Naquele mesmo dia fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua des cendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gn 15.18).

Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decur so das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus (Gn 17.7,8)"

 

 

Fontes:

Manual de Escatologia – Dwight Pentecost

Profecias de A a Z – Thomas Ice & Timothy Demy

**Geração Maranata** Se for copiar cite a Fonte!

As alianças Bíblicas e a Escatologia – Aliança Davídica

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por Geração Maranata

Aliança Davídica

A Aliança Davídica é uma aliança de Deus feita com o rei Davi. É a última aliança no Antigo Testamento e extensão da Aliança Abraâmica.

A promessa feita constitui-se em Reino Eterno, Casa ou Dinastia Eterna, Descendência Eterna e Trono Eterno.

Quando se fala em reinado aponta-se para Jesus, pois Cristo é o cumprimento final das duas Alianças: Abraâmica e Davídica.

“Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apo. 22:16).

Davi foi “um homem segundo o coração de Deus” (1 Samuel 13:14), Deus se agradou de Davi de tal maneira que lhe fez uma promessa que nunca tinha feito a nenhum homem: Teu trono (Davi) será firme para sempre” (2 Samuel 7:16), ou seja a Casa de Davi existirá para sempre, jamais terminará.

Várias vezes nos livros de Salmos, Amós, Isaías, Miquéias, Jeremias e Zacarias, e em um período de 500 anos Deus sempre lembrou a promessa: “Seu trono (Davi) não terá fim”.

 

A promessa feita por Deus a Davi é apresentada em 2 Samuel 7:12-16:

“Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelece¬rei o seu Reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o Trono do seu Reino. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoi¬tes de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu Reino serão firmados para sempre diante de ti; teu Trono será estabele¬cido para sempre.”

 

E também:

“Fiz Aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu Trono de geração em gera¬ção” (Sl 89.3,4).

“Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim tornarei incontável a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim… Assim diz o SENHOR: Se a minha Aliança com o dia e com a noite não permanecer, e eu não mantiver as leis fixas dos céus e da terra, também rejeitarei a descendência de Jacó e de Davi, meu servo…” (Jr 33.22,25,26).

A Aliança Davídica é uma Aliança Incondicional feita entre Deus e o rei Davi (2 Samuel 7:4-17; 1 Crônicas 17:10-15).

Esta Aliança am­plia a Aliança Abraâmica (com relação à semente) e se concentra em um descendente da tribo de Judá: o rei Davi.

Cristo é o cumprimento fi­nal desta Aliança.

A Aliança Davídica é impor­tante para a profecia bíblica porque ainda não foi totalmente cumprida, o que só acontecerá no Reino Milenar de Cristo.

 

Características da Aliança

As características essenciais dessa Aliança, no campo escatológico, ficam clara em três palavras encontradas em 2 Samuel 7.16:

Casa – Faz referência aos descen­dentes físicos de Davi. A promessa é que não serão substituídos com­pletamente por outra família. A linhagem de Davi será sempre a família real.

Reino – Refere-se ao Reino político de Davi sobre Israel. ‘Reinar para sempre’ significa que a autoridade e o governo de Davi sobre Israel jamais serão tomados ou transferidos a outra família, e durará eternamente.

Trono – Não se trata de Trono material, mas a dignidade e o poder que eram soberanos e supremos em Davi como Rei. O direito de reinar sempre pertenceu à descendência de Davi.

 

Caráter Incondicional da Aliança

O elemento Condicional na Aliança era se os descendentes de Davi ocupariam continuamente o Trono ou não.

A desobediência trouxe castigo, mas jamais anularia a Aliança.

Se a descendência de Davi tivesse obedecido, o Trono de Davi jamais teria vagado até a vinda do Descendente por excelência (Jesus); no entanto, por terem sido desobedientes, o Trono foi derrubado, e permanecerá “um tabernáculo caído”, “uma casa desolada”, até ser reconstruída e restaurada pelo Descendente Excelente (Jesus).

No salmo 89 Davi previu que seu Reino seria derrubado:

“Mas tu rejeitaste e aborreceste; tu te indignaste contra o teu ungido. Abominaste a Aliança do teu servo; profanaste a sua coroa, lançando-a por terra. Derrubaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações. Todos os que passam pelo caminho o despojam; é um opróbrio para os seus vizinhos. Exaltaste a destra dos seus adversários; fizeste com que todos os seus inimigos se regozijassem. Também embotaste o fio da sua espada, e não o sustentaste na peleja. Fizeste cessar a sua glória, e deitaste por terra o seu trono. Abreviaste os dias da sua mocidade; cobriste-o de vergonha. (v. 38-45)

Essa previsão foi feita antes da realização do que lhe tinha sido prometido:

“Achei a Davi, meu servo; com santo óleo o ungi. Com o qual a minha mão ficará firme, e o meu braço o fortalecerá.  O inimigo não o importunará, nem o filho da perversidade o afligirá. E eu derrubarei os seus inimigos perante a sua face, e ferirei aos que o odeiam. E a minha fidelidade e a minha benignidade estarão com ele; e em meu nome será exaltado o seu poder. Porei também a sua mão no mar, e a sua direita nos rios.

Ele me chamará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação.  Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra.  A minha benignidade lhe conservarei eu para sempre, e a minha aliança lhe será firme, e conservarei para sempre a sua semente, e o seu trono como os dias do céu.” (v. 20-29).

Davi também previu que, por fim, a promessa seria cumprida (em Cristo) e louvou o Senhor pela sua fidelidade:

“Até quando, SENHOR? Acaso te esconderás para sempre? Arderá a tua ira como fogo?  Lembra-te de quão breves são os meus dias; por que criarias debalde todos os filhos dos homens? Que homem há, que viva, e não veja a morte? Livrará ele a sua alma do poder da sepultura? Senhor, onde estão as tuas antigas benignidades que juraste a Davi pela tua verdade?  Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos; como eu trago no meu peito o opróbrio de todos os povos poderosos, com o qual, SENHOR, os teus inimigos têm difamado, com o qual têm difamado as pisadas do teu ungido. Bendito seja o SENHOR para sempre. Amém, e Amém.” (v. 46-52)

Várias razões apóiam a posição de que a Aliança Davídica é Incondicional.

1) Primeiro, como as outras Alianças de Israel, ela é chamada Eterna em 2 Samuel 7:13,16; 23:5; Isaías 55:3 e Ezequiel 37:25. A única maneira pela qual ela pode ser eterna é se for Incondicional e baseada na fidelidade de Deus para sua execução.

2) A Aliança Davídica também am­pliou as promessas da “Descendência” da Aliança Abraâmica, que é Incondicional, compartilhando assim o caráter da Aliança original (Abrâamica).

3) A Aliança Davídica foi reafirmada por Deus, mesmo após repetidos atos de desobediência por parte da nação. Cristo, o Filho de Davi, veio oferecer o Reino de Davi após gerações de apostasia. Essas reafirmações não se fariam nem poderiam ser feitas se a Aliança fosse Condicional.

 

A Aliança Davídica não é Alegórica

1)     Há várias razões para crer­mos que o ‘Trono’ e o ‘Reino’ de Davi devem ser entendi­dos literalmente, entre elas podemos citar:

  • Eles foram prometidos solenemente, confirmados por juramento e logo não podem ser alterados nem quebrados;
  • Se as previsões de Davi estiverem erradas, então também ele não era profeta;
  • Salomão estava convicto de que a Aliança se referia a um Trono e Reino literais. (2Cr 6:14-16);
  • Salomão afir­mou que a Aliança foi cumprida nele, pois ele era filho de Davi e se assentou no Trono de Davi, assim Jesus, Filho de Davi, fará no Reino Milenal;
  • A linguagem usada, quando se fala em Trono e Reino de Davi, é literal, como se vê em Jeremias 17:25 e 22:4;
  • O Trono e o Reino são: promessa e herança, e o descendente e herdeiro é Jesus Cristo;
  • Ao negar que a Aliança Davídica é lieral, tira-se do herdeiro Jesus a herança a Ele prometida;
  • Não há como interpretar que o Trono de Davi é o Trono do Pai no céu;
  • Se o Trono de Davi é o Trono do Pai no céu, então ele sempre existiu;
  • Se as Alianças forem “simbólicas” ou “típicas”, então a credibilidade e o significado delas seriam deixadas à livre interpretação de homens, e o próprio Davi se tornaria “símbolo” ou “tipo”;
  • Deus é fiel em Suas promessas e não enganaria ninguém usuando figuras de linguagem em Suas Alianças;
  • O Trono e o Reino que foram derrubados serão restaurados futuramente;

 

2)     Davi entendia que a Aliança era literal e se cumpriria literalmente:

No Salmo 72, Davi descreve um reinado de um Filho superior a Salomão.

No Salmo 132, Deus promete a Davi que um dos seus descendentes se assentaria no seu ‘Trono’, essa mesma frase, Pedro, em Atos 2.30,31, atribuiu a Jesus:

“Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.”

Em 2 Samuel 23:5, Davi em seu leito de morte disse: “Pois estabeleceu comigo uma Aliança eterna, em tudo bem definida e segura. Não me fará ele prosperar toda a minha salvação e toda a minha esperança?”

Isaías 55:3 Deus confirmou o que Davi disse, chamando a Aliança de “perpétua”, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi: “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi”

 

3)     A nação de Israel cria em uma interpretação literal da Aliança Davídica:

O conceito que os judeus tinham do Reino, naquela época, era resumido sob cinco características: terreno, nacional, messiânico, moral e futuro.

  • Terreno – Quando Israel se viu subjugado por um governo estrangeiro, a esperança de um Reino terreno se intensificou ainda mais, porque esse Reino seria estabelecido na terra e traria libertação ao povo de Israel.
  • Nacional – O Reino esperado tinha relação específi­ca com Israel, sendo prometido apenas para aquela nação.
  • Moral – Israel seria purificado como nação.
  • Messiânico e Futuro – Como o Reino ainda não existia, os judeus entenderam que viria na época da primeira vinda de Cristo. A crença de Israel a respeito desse Reino eram esperanças ainda não realizadas.

 

4)     O Novo Testamento revela uma interpretação literal da Aliança:

  • No Novo Testamento há 59 referências a Davi. Em nenhuma dessas referências há ligação da atual atividade de Cristo com o Trono de Davi. Não é apresentado nenhum ensinamento de que o Trono do Pai no céu deva ser identificado com o Trono de Davi.  Cristo está sentado no Trono do Pai, mas isso não é a mesmo que estar sentado no Trono de Davi.
  • Em todas as pregações a respeito do Reino fei­tas pelo apóstolo João (Mt 3.2), por Cristo (Mt 4.17), pelos doze apóstolos (Mt 10.5-7), pelos setenta (Lc 10.1-12), em nenhuma delas o Reino oferecido a Israel é al­guma coisa além de um Reino literal terreno.
  • Mesmo após a rejeição des­sa oferta por Israel e o anúncio do mistério do Reino (Mt 13), Cristo prevê tal Reino literal terreno (Mt 25.1-13,31-46). O Novo Testamento nunca relaciona o Reino prometido a Davi à passagem terrena de Cristo.
  • O anjo, que anunciou o que lhe havia sido entregue por Deus, disse a Maria:
  • “Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o Trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a Casa de Jacó, e o seu Reinado não terá fim” (Lc 1.31-33; grifo do autor).

A mensagem do anjo centralizava-se em três palavras-chave da Aliança original de Davi: o Trono, a Casa e o Reino.

 

A Aliança não foi cumprida ao longo da história

A teoria amilenista sustenta que a Aliança Davídica foi cumprida historicamente. O argumento usado foi o cumprimento no império de Salomão. O reinado de Salomão e a terra do Reino, cumpriram a Aliança de tal modo que nenhum cumprimento futuro deve ser esperado (I Reis 4.21):

“E dominava Salomão sobre todos os reinos desde o rio até à terra dos filisteus, e até ao termo do Egito; os quais traziam presentes, e serviram a Salomão todos os dias da sua vida.”

Refutando:

Tomando esse texto como base, entende-se que a Aliança foi cumprida literalmente. Então os Amilenistas acabam entrando em contradição quando dizem que a Aliança tem seu cumprimento espiritual pela Igreja.

Porém, a Aliança não foi cumprida por Salomão:

  • A terra não foi possuída permanentemente como foi prometido a Abraão.
  • “Desde o rio do Egito” (Gn 15.18) e “até à fronteira do Egito” (1 Rs 4.21) não são equivalentes geograficamente.
  • Salomão não ocupou toda essa terra; simplesmente coletou tributos, como superioridade temporária e não eterna.
  • Depois de Salomão, Deus ainda continuou prometendo a posse da terra o que demonstra que Salomão não cumpriu a Aliança de Abraão.

Visto que essa Aliança não foi cumprida literalmente na história de Israel, deve haver cumprimento futuro literal da Aliança em virtude do seu caráter Incondicional.

 

Implicações Escatológicas

A Aliança Davídica é de suma importância para o entendimento dos acontecimentos futuros.

Entendendo que o cumprimento literal da Aliança Davídica se dará ainda no futuro, a nação de Israel passa a ter um importante papel escatológico:

  • Israel deve ser preservado como nação – O Trono e o Reino prometidos em Aliança a Davi estão ligados à nação judaica e por isso requer a preservação da nação. Isso foi realizado, visto que Israel voltou a ser uma nação desde 1948. Mesmo com vários países que não aceitam o Estado de Israel e que inclusive odeiam ao ponto de querer sua destruição, Israel permanece de pé e isso não é por acaso, pois sem nação não há como restaurar o Reino de Davi.
  • Jesus, ‘Filho de Davi’ deve voltar à terra, de forma corporal e literal, para reinar sobre o Reino prometido de Davi. A alegação de que Cristo está assentado no Trono do Pai reinando sobre um Reino espiritu­al, a Igreja, não cumpre as promessas da Aliança.
  • Um Reino terreno literal será constituído e Jesus reinará sobre ele.
  • Esse Reino será eterno, pois o “Trono”, “Casa”, e “Reino” foram prometidos a Davi para toda a eternidade, não haverá fim do Reino do Messias sobre o Reino de Davi a partir do Trono de Davi.

 

Como a Casa de Davi seria novamente estabelecida?

500 anos se passaram desde que Deus havia feito a promessa a Davi.  O profeta Amós disse que a Casa de Davi estava caída, mas seria levantada novamente:

“Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade; Para que possuam o restante de Edom, e todos os gentios que são chamados pelo meu nome, diz o SENHOR, que faz essas coisas.” (Am 9:11-12)

Na época de Amós a monarquia Davídica era vil e desonrada.  Porém a Casa de Davi seria levantada, não por Davi, mas por seu Descendente por Excelência (Jesus):

“Um menino nos nasceu, e o principado esta sobre os seus ombros….deste principado jamais terá fim sobre o trono de Davi” (Isaías 9:6,7)

“ E tu Belém Efrata (cidade de Davi) de ti sairá o que será o Senhor a Israel ” (Miquéias 5:2,4).  Que descendente de Davi nasceu em Belém ?

“Naquele dia a casa de Davi será como DEUS” (Zacarias 12:8).

Somente um herdeiro de Davi que nasceria de uma virgem, seria humano, mas seria também “Emanuel” (Deus conosco), o poderoso de Deus, o Pai eterno, o Príncipe da Paz. (Isaías 7:13,14; 9:6,7; 11:1; Jeremias 23:5; Ezequiel 34:23;37:24; Oséias 3:4,5).

Na plenitude dos tempos, o anjo Gabriel foi enviado a Maria, em Nazaré, que era da Casa de Davi:

“Maria …eis que conceberás e darás a luz um filho, e por-lhe-ás o nome de JESUS, este será grande, e será chamado filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o TRONO DE DAVI seu pai, e REINARÁ ETERNAMENTE…E O SEU REINO NÃO TERÁ FIM” (Lucas 1:30-33)

A profecia de Amós se cumpriu (em parte) por Jesus, Ele já levantou a Casa de Davi, pois assumiu o título de Rei, os gentios já têm buscado ao Senhor, porém com a Volta do Senhor Jesus, esta profecia se cumprirá totalmente, com o Reino Milenar.

 

CONCLUSÃO

A Casa de Davi já está levantada e isto foi realizado por Jesus Cristo seu herdeiro legal.

A Casa de Davi não é a Igreja, apesar desta estar ligada diretamente a Cristo, por isso há quem sustenta que fazemos parte da casa de Davi, ou seja, da linhagem real, uma vez que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, e Ele nos comprou com seu sangue e nos constituiu como rei e sacerdotes e portanto, a Igreja passaria ser a ‘Casa de Davi Espiritual".

Porém este pensamento abriria muitos precedentes e confusão, e um caminho da dedução é perigoso, pois como a casa de Davi é Deus "Naquele dia o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do SENHOR diante deles." (Zac. 12:8), ou seja o próprio Senhor Jesus, nós já nos desqualificamos neste ponto, pois somos criaturas, servos, filhos, obra das mãos de Deus.

 

Notas de Pesquisas:

www.wikipedia.org

Manual de Escatologia – Dwight Pentecost

www.ebdweb.com.br/2008/02/18/a-casa-de-davi

www.cacp.org.br

As alianças Bíblicas e a Escatologia – Israel e a Igreja

Filed Under (Alianças Bíblicas) by Geração Maranata on 18-04-2011

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This entry is part 4 of 5 in the series As alianças Bíblicas e a Escatologia

por Geração Maranata

Uma refutação à Tese Amilenista, Pós-milenistas e Aliancistas sobre o papel da Igreja e Israel no contexto da Escatologia.

(Leia também "As Alianças Bíblicas e a Escatologia – Aliança Abraâmica")

 

"Amilenistas, Pós-milenistas e teólogos aliancistas normalmente crêem que a Igreja se apossou de todas as promessas, enquanto a nação de Israel foi posta de lado.”

De acordo com o texto acima, os que defendem essa tese estão em confronto direto com inumeráveis profecias !

O apóstolo Paulo percebendo a arrogância dos cristãos novos de Roma – ele sendo um judeu – conhecedor profundo da Lei, Salmos e Profetas e profecias, entra em confronto com aquela nova mentalidade que nascia em Roma e que já continha o embrião do anti-semitismo e anti-sionismo, e por esse motivo Paulo traz a mente uma reflexão sobre como a natureza reage a enxertos:

“Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!

Dirijo-me a vós outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério,

para ver se, de algum modo, posso incitar à emulação os do meu povo e salvar alguns deles.

Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?

E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.

Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da

raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.

Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.

Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme.

Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará.

Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus,

se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.

Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo.

Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira,

quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!

Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos):

que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Romanos 11:12-25)

 

Alguns foram quebrados, com propósito de que outros fossem enxertados e por esse motivo escrevendo aos Efésos Paulo os convida novamente a uma relexão:

"Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas,

naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.

Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,

e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.

E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto;

porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito." (Efésios 2:11-18)

 

Jesus disse em João 15:1-2:

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda."

Alguns ramos foram cortados – por causa da incredulidade – porque não creram e desconheciam as Escrituras que apontavam profeticamente para Jesus, mas os gentios foram enxertados mediante a fé, que é produzida nos corações por obra do Divino Espírito Santo, pois conforme a carta aos Éfesos todos eram ignorantes da Lei, dos profetas e das alianças.

Ainda na época de Neemias, quando imbuido de reconstruir os muros de Jerusalém ele deu ordens dizendo:

"Acharam escrito na Lei que o SENHOR ordenara por intermédio de Moisés que os filhos de Israel habitassem em cabanas, durante a festa do sétimo mês;

que publicassem e fizessem passar pregão por todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte e trazei ramos de oliveiras, ramos de zambujeiros, ramos de murtas, ramos de palmeiras e ramos de árvores frondosas, para fazer cabanas, como está escrito.

Saiu, pois, o povo, trouxeram os ramos e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, e nos seus pátios, e nos átrios da Casa de Deus, e na praça da Porta das Águas, e na praça da Porta de Efraim.

Toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas habitou; porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria." (Neemias 8:14-17)

 

Moisés, figura de Cristo, inspirado pelo Espítiro Santo, registrou na Lei do Senhor o que séculos mais tarde Neemias, então governador e reconstrutor de Jerusalém, ordenou aos filhos de Israel,  pós-cativeiro Babilônico.

Anos mais tarde os Profetas Zacarias e Ageu encorajam a Zorobabel reconstruir o Templo de Jerusalém. O Templo, entre outras importâncias, significava um ícone nacional de Israel para que todas as nações ao redor soubessem dos feitos Divinos e poderosos, pois quando os utensílios foram trazidos novamente para Jerusalém, Deus causou terror e espanto contra ladrões e assaltantes que espreitavam viajantes com objetos valiosos a fim de assaltá-los e roubá-los.

Ageu 2:21 fala a Zorobabel, governador de Judá: "Farei abalar o céu e a terra;"

Deus revelou a Ageu que no futuro haveria outra Casa (Templo) e virão à ela a glória das nações:

Ageu 2:7 "Farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos."

Ageu 2:9 "A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos."

Porém ao Profeta Zacarias Deus revelou o que há de vir no futuro e todas nações que deverão obedecer, sob pena de sofrer alterações climáticas que prejudicará o plantio e a colheita.

Zacarias 14:16-17 "Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos. Se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva."

 

Podemos ler nessas poucas passagens, como os planos de Deus com Israel e Sua misericórdia para com todos os povos são imutáveis.

O fato de a Lei prever a Festa das Cabanas ou Tabernáculos tem implicações proféticas profundas e que revela implicitamente Jesus Cristo, a Videira Verdadeira; os ramos cortados – judeus que não creram nEle e estão perdidos; a oliveira brava, as murtas, os jambujeiros, as palmeiras, etc (todos representando gentios) enxertados na videira verdadeira e por fim a declaração magistral de Paulo em Romanos 11:15 "Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?"

Por fim deparamos com o futuro profético de que não somente a Nação de Israel já está no processo de restauração total, como também o Templo Milenial revelado a Ageu e o Governo Mundial de Jesus que se dará a partir de Jerusalém.

O rio que haverá de brotar do Seu trono: Zacarias 14:8 "Naquele dia, também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e a outra metade, até ao mar ocidental; no verão e no inverno, sucederá isto.", o Espírito Santo dá a entender claramente a dependência de Israel (que brotará vida no Mar Morto) como também das águas que desembocarão no Mar Mediterreo (as naus que representam todas nações gentílicas).

Depois de quase três milênios de desobediências, perseguições, destruições, humilhações, cativeiros, mortes dor e pranto nacional, qual a nação que poderá dizer:

"Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos." Isaías 25:9

E o mesmo Deus lhes dirá:

"Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te;" Isaías 54:7

"Já não esconderei deles o rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o SENHOR Deus." Ezequiel 39:29
 

É evidente que a mensagem é para Israel uma vez que Jesus prometeu à Sua Igreja :

"Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mateus 28:20

Enquanto que para Israel até hoje a revelação a Oséias e Moisés foi:

"Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar." Oséias 3:4

"Esconderei, pois, certamente, o rosto naquele dia, por todo o mal que tiverem feito, por se haverem tornado a outros deuses." Deuteronômio 31:18

 

Mediante a textos tão explícitos e assombrosos da Palavra de Deus, referentes à Restauração de Israel, o Reinado e Domínio de Jesus Cristo sobre o mundo, Sua Igreja co-regente, (Apoc.2:26 ), não há sustentação bíblica que dá respaldo às essas teses teológicas: Amilenista, Pós-Milenista e Aliancista da ” Teologia da Substituição” que na verdade é a vereda que conduz à Apostasia.

Paulo lamenta por seus patrícios que rejeitaram Jesus, mas aponta o futuro da nação e sua conversão nacional como outrora Deus revelou a Ezequiel (Ez 39:29 ) e Zacarias (Zc 12:10)

"Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados.

Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas;

porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

Porque assim como vós também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à vista da desobediência deles,

assim também estes, agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia, à vista da que vos foi concedida.

Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos." Romanos 11:27-32

O Mistério que esteve oculto (A Igreja), já estava representada pelo Castiçal de Sete Ramos ao lado das Tribos de Israel (Nos Doze pães da proposição) desde o Tabernáculo e que, paralelos, olhavam o incensário antes do Santo dos Santos, onde estava a Arca do Concerto:

"A saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho;" Efésios 3:6

Apocalipse 21:2,12-14:

"Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.

Tinha grande e alta muralha, doze portas, e, junto às portas, doze anjos, e, sobre elas, nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

Três portas se achavam a leste, três, ao norte, três, ao sul, e três, a oeste.

A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro."

 

Israel, simbolo da ”Esposa de Deus”

Igreja, símbolo da ”Noiva do Cordeiro”

Sempre juntos, mas distintos:

Para Israel:

"Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra." (Isaías 54:5)

Para Igreja:

"Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito." (Efésios 5:27)

"O meu amado fala e me diz: Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem." (Cantares 2:10)

 

Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. (Ef 5:32)

Maranata !

Este artigo é de autoria de José Nunes Rodrigues Filho (PIB em Florianópolis–SC) – Professor de Velho Testamento e Escatologia e colaborador do blog Geração Maranata.

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As alianças Bíblicas e a Escatologia – Aliança Palestina

Filed Under (Alianças Bíblicas) by Geração Maranata on 25-01-2013

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por Geração Maranata

Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo:
Å tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o perizeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. (Gênesis 15:18-21)

 

Aliança Palestina

 

Introdução

Na Aliança que Deus fez com Abraão, o Senhor ordenou-o: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. (Gênesis 12:1)Quando Abraão se separou de Ló, Deus disse: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. (Gênesis 13:14-15)

A Aliança Palestina ou Cananita é uma expansão ou ampliação da Aliança Abraâmica em relação à terra. Deus prometeu à Abraão que sua descendência habitaria em uma terra que Ele mesmo escolheu: a terra de Canaã.

E apareceu-o SENHOR a Abrão, e disse: Å tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. (Gênesis 12:7)

Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. (Gênesis 13:15)
 
E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus. (Gênesis 17:7-8)

O pacto foi feito entre Deus e Israel na terra de Moabe durante o Êxodo, antes de tomarem posse da terra:

Estas são as palavras da aliança que o SENHOR ordenou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel, na terra de Moabe, além da aliança que fizera com eles em Horebe. (Deuteronômio 29:1)

E será que, sobrevindo-te todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus,E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma,Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus.
Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o SENHOR teu Deus, e te tomará dali;
E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais.
E o SENHOR teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao SENHOR teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas.
E o SENHOR teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, e sobre os teus odiadores, que te perseguiram.
Converter-te-ás, pois, e darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno. (Deuteronômio 30:1-8)

Estava implícito na Aliança com Abraão que a terra da Palestina seria o legado de Deus à família de Abraão. Os descendentes de Abraão tinham direito ao território que ia "desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates".

A fronteira ocidental da Terra Prometida era o mar Mediterrâneo (Js 15:12) e a fronteira oriental incluía o planalto entre o rio Jordão, o território de Basã e a região síria de Hamat-Zoba (2Cr 8:3-4). Durante o reinado de Davi e Salomão, todo esse território foi ocupado por Israel ou esteve subordinado a ele por tratado (1Rs 8:65).

As Terras Bíblicas incluem territórios que hoje estão sob o domínio do Egito, Jordânia, Líbano e Síria.

Aspecto Condicional

Pelos aspectos condicionais da Aliança Mosaica (Aliança de Deus com Moisés), Israel estava obrigado a obedecer aos mandamentos, julgamentos e ordenações da Lei para que pudesse usufruir das bençãos imediatas da Aliança Palestina, que além de desfrutar da terra, teria segurança contra os inimigos externos, chuvas regulares, imunidade contra pragas e boa colheita.

Portanto, a Aliança Palestina estabelecia condições para que Israel desfrutasse da terra que lhes pertencia por direito e por causa do pecado e desobediência eles seriam espalhados entre as nações:

E será que, sobrevindo-te todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o SENHOR teu Deus,

E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma,
Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. (Deuteronômio 30:1-3)
 
E espalhar-vos-ei entre as nações, e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas. (Levítico 26:33)
 
E os espalharei entre gentios, que não conheceram, nem eles nem seus pais, e mandarei a espada após eles, até que venha a consumi-los. (Jeremias 9:16)
 
Portanto, dize: Assim diz o Senhor DEUS: Ainda que os lancei para longe entre os gentios, e ainda que os espalhei pelas terras, todavia lhes serei como um pequeno santuário, nas terras para onde forem. Portanto, dize: Assim diz o Senhor DEUS: Hei de ajuntar-vos do meio dos povos, e vos recolherei das terras para onde fostes lançados, e vos darei a terra de Israel. (Ezequiel 11:16-17)

 

Israel falhou em cumprir a Aliança durante o período dos Juízes, no Reinado e mais tarde no Reino dividido. Por causa disso o povo de Israel foi levado ao cativeiro e espalhado, conforme havia sido profetizado. Mesmo depois do retorno do exílio babilônico, apenas uma fração da terra foi ocupada.  

Mais tarde, no ano 70 dC, exércitos de Roma, liderados pelo comandante Tito, destruiu Jerusalém e espalhou os israelitas ao redor do mundo e assim ficaram por quase 2000 anos; até que, em 1948, o moderno Estado de Israel surgiu, ocupando uma pequena fatia da Terra Prometida.

Resumindo, a Aliança Palestina dá a terra aos hebreus, porém não significa que eles estarão na terra e desfrutarão dela continuamente, mas que no final, Israel a possuirá e viverá nela para sempre.

 

A Aliança Palestina e seu caráter incondicional

A importância desta Aliança consiste no fato da afirmação de que a posse da terra prometida pertence a Israel. O aspecto condicional para que o povo desfrutasse da terra, não anulava a Aliança, mas a promessa original seria cumprida mesmo diante da desobediência. 

A respeito disso o apóstolo Paulo escreveu:Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. (Gálatas 3:17)

A Aliança feita por Deus à Israel deve ser vista como Incondicional e há muitos motivos que apóiam isso:

  • Deus chama a Aliança de Eterna: Contudo eu me lembrarei da minha aliança, que fiz contigo nos dias da tua mocidade; e estabelecerei contigo uma aliança eterna. (Ezequiel 16:60)
  • A Aliança Abraâmica é eterna e incondicional, logo a Aliança Palestina também é, pois é uma expansão desta.
  • Deus efetuará a conversão essencial para que ela venha a se cumprir. Nas Escrituras, a conversão de Israel será um ato soberano de Deus:
E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados. (Romanos 11:26-27)
 
Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.
E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito.
E naquele dia, diz o SENHOR, tu me chamarás: Meu marido; e não mais me chamarás: Meu senhor.
E da sua boca tirarei os nomes dos Baalins, e não mais se lembrará desses nomes.
E naquele dia farei por eles aliança com as feras do campo, e com as aves do céu, e com os répteis da terra; e da terra quebrarei o arco, e a espada, e a guerra, e os farei deitar em segurança.
E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.
E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao SENHOR.
E acontecerá naquele dia que eu atenderei, diz o SENHOR; eu atenderei aos céus, e estes atenderão à terra.
E a terra atenderá ao trigo, e ao mosto, e ao azeite, e estes atenderão a Jizreel.
E semeá-la-ei para mim na terra, e compadecer-me-ei dela que não obteve misericórdia; e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus!  (Oséias 2:14-23)
 
Portanto, dize: Assim diz o Senhor DEUS: Ainda que os lancei para longe entre os gentios, e ainda que os espalhei pelas terras, todavia lhes serei como um pequeno santuário, nas terras para onde forem.
Portanto, dize: Assim diz o Senhor DEUS: Hei de ajuntar-vos do meio dos povos, e vos recolherei das terras para onde fostes lançados, e vos darei a terra de Israel.
E virão ali, e tirarão dela todas as suas coisas detestáveis e todas as suas abominações.
E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne;
Para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus.
Mas, quanto àqueles cujo coração andar conforme o coração das suas coisas detestáveis, e as suas abominações, farei recair nas suas cabeças o seu caminho, diz o Senhor DEUS.  (Ezequiel 11:16-21)
 
  • Partes desta Aliança já se cumpriram literalmente. Israel foi disperso pela nações, por causa de sua infidelidade, e tem retornado à terra e aguarda o retorno definitivo. Esses cumprimentos parciais, que foram literais, indicam um cumprimento literal futuro de partes ainda não realizadas, nos mesmos moldes.
 
O único fator que tem adiado e atrasado o cumprimento pleno da promessa é o tempo que Israel dará ouvido ao Senhor: E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus. (Deuteronômio 28:2)
 
Porém o tempo dessa conversão será determinada por Deus: Porém não vos tem dado o SENHOR um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje. (Deuteronômio 29:4)
 
Entende-se que essa “abertura de ouvidos” ocorrerá no fim da Grande Tribulação: E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito. Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom, no vale de Megido.(Zacarias 12:10-11)

 

Aliança Confirmada

Quando o povo estava no cativeiro babilônico, o profeta Ezequiel, no capítulo 16 de seu livro, escreveu que Deus, apesar das circunstância, confirma a Aliança, seu amor e misericórdia para com Israel.  

Neste cápitulo Deus lembra que tomou Israel como esposa: E assim foste ornada de ouro e prata, e o teu vestido foi de linho fino, e de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, e mel e azeite; e foste formosa em extremo, e foste próspera, até chegares a realeza. (v13).

Porém ela agiu pior que uma prostituta ao adulterar com as outras nações e seus deuses: Mas confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama, e prostituías-te a todo o que passava, para seres dele. (v15). 

Por causa disso Deus castigou-a com a dispersão e rejeição: Então farão subir contra ti uma multidão, e te apedrejarão, e te traspassarão com as suas espadas. E queimarão as tuas casas a fogo, e executarão juízos contra ti aos olhos de muitas mulheres; e te farei cessar de ser meretriz, e paga não darás mais. (v 40-41).

Todavia não seria definitivo e prometeu restauração: Contudo eu me lembrarei da minha aliança, que fiz contigo nos dias da tua mocidade; e estabelecerei contigo uma aliança eterna… Porque eu estabelecerei a minha aliança contigo, e saberás que eu sou o SENHOR; Para que te lembres disso, e te envergonhes, e nunca mais abras a tua boca, por causa da tua vergonha, quando eu te expiar de tudo quanto fizeste, diz o Senhor DEUS. (v 60, 62-63)

 

Aspectos Escatológicos

Com base nas disposições feitas até o momento, Israel deverá ser reunido de sua dispersão, instalado em sua terra e sua posse restaurada, será convertido como nação e ainda testemunhará o julgamento de seus inimigos.

Essa sequencia de acontecimentos geram uma expectativa escatológica, uma vez que grande parte ainda não ocorreu em sua plenitude.

Sequência escatológica baseada na Aliança Palestina:

1) Israel seria tirada da terra por causa de sua infedelidade e desobediência: E o SENHOR vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; (Deuteronômio 28:64)

2) Haverá um arrependimento futuro de Israel: E será que, sobrevindo-te todas estas coisas … E te converteres ao SENHOR teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, Então o SENHOR teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o SENHOR teu Deus. (Deuteronômio 30:1-3)

3) O Messias retornará: Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito. (Zacarias 12:10)

4) Israel será reintegrado à terra: E o SENHOR teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais. (Deuteronômio 30:5)

5) Israel será convertido como nação: Converter-te-ás, pois, e darás ouvidos à voz do SENHOR; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno (Deuteronômio 30:8)

6) Os inimigos de Israel serão julgados: E o SENHOR teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, e sobre os teus odiadores, que te perseguiram. (Deuteronômio 30:7)

7) Israel receberá benção completa: E o SENHOR teu Deus te fará prosperar em toda a obra das tuas mãos, no fruto do teu ventre, e no fruto dos teus animais, e no fruto da tua terra para o teu bem; porquanto o SENHOR tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais, (Deuteronômio 30:9)

 

Conclusão

A Aliança Palestina confirmou que Israel era o nome a ser dado à terra entregue originalmente na Aliança Abraâmica.  

Por ser uma Aliança Incondicional, a desobediência de Israel não invalidou seu direito de posse sobre a terra; entretanto, a desobediência interfere no proveito que poderia ter da terra.  

A Aliança Palestina foi vista como sendo válida séculos depois (ver Ezequiel 16:1-63) e continua sendo válida até hoje.

***

Para terminar, um pouco da história da terra e seus primeiros ocupantes:

Um pouco de história

Canaã

Segundo o Wikepédia, Canaã era "a antiga denominação da região correspondente à área do atual Estado de Israel (inclusive as Colinas de Golã), da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, de parte da Jordânia (uma faixa na margem oriental do Rio Jordão), do Líbano e de parte da Síria (uma faixa junto ao Mar Mediterrâneo, na parte sul do litoral da Síria)". Leia Números 34:1-15 e Deuteronômio 3:8.

O povo cananita sofreu influência de vários povos, principalmente dos mesopotâmicos (sumerianos, assírios, caldeus). 

O nome Canaã é alusivo ao filho de Cã e neto de Noé, de onde se atribui a origem dos cananeus (Gênesis 10). 

Canaã foi a 12a. geração depois de Adão: Adão > Sete > Enos > Quenã > Malalel > Jarede > Enoque > Metusalém > Lameque > Noé > Cã > Canaã.

Canaã era neto de Noé e por causa do pecado de seu pai, Cã, foi amaldiçoado por seu avô, Noé, quando este se recuperou da embriaguez: E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos. (Gênesis 9:25)

Canaã foi "pai" de 11 tribos que viveram na área da Síria e Palestina e o termo cananeu identificava os habitantes daquela região. Descobertas arqueológicas recentes de alguns artefatos confirmam as descrições bíblicas dos cananeus.

 

Ocupação de Israel nas terras de Canaã

Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o SENHOR teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o SENHOR jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó. (Deuteronômio 9:5)
 
Os cananeus eram um povo cruel e devasso. Sua cultura adotava práticas de prostituição cultual e sacrificios de crianças.
 
Eram um povo de estatura elevada, descendentes dos gigantes: enaquins, refains, horreus, emins e zanzumins. (Leia Os Nephilins – Três Teorias
 
Por causa disso veio o julgamento de Deus para esse povo e Israel foi o instrumento para aplicar a justiça, da mesma forma, que anos depois, Deus usou nações pagãs (Assíria e Babilônia) para julgar Israel.
 
Sob a liderança de Josué, os israelitas se mudaram para o território e ocuparam as cidades.
 
Porque o SENHOR teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, e de mananciais, que saem dos vales e das montanhas;
Terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel.
Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre. (Deuteronômio 8:7-9)
 
Quando, pois, o SENHOR teu Deus te introduzir na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria, com grandes e boas cidades, que tu não edificaste,
E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares. (Deuteronômio 6:10-11)
 
Outro motivo porque Deus ordenou a completa destruição dos habitantes de Canaã era para que Israel não se contaminasse: “Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o SENHOR vosso Deus.” (Deuteronômio 20:18). 
 
Porém os israelitas desobederam a ordem de Deus e deixaram alguns vivos, que mais tarde corromperam a nova geração: E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao SENHOR, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel… E deixaram ao SENHOR Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses dos povos, que havia ao redor deles, e adoraram a eles; e provocaram o SENHOR à ira. Porquanto deixaram ao SENHOR, e serviram a Baal e a Astarote. (Juízes 2:10,12-13).

***

Notas de Pesquisa:

Livro: Profecias de A a Z – Thomas Ice & Timoty Demy

Notas da Bíblia de Estudos das Profecias

Livro:Manual de Escatologia – Dwight Pentecost

Wikipedia.com

 

 

 

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