O Arrebatamento Pré-Tribulacionista segundo Atos 15:13-18

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 09-10-2011

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E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.
E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo.
Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas,  
Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (Atos 15:13-18)

 

Em Atos 15:13-18 encontramos mais um grande apoio para a defesa da visão escatológica Pré-Tribulacionista.

Esse texto nos dá a entender que o arrebatamento da igreja terá que preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.

Já havia se passado quase 20 anos do advento da cruz, quando o Concílio de Jerusalém veio a ocorrer. Tiago, Pedro, Paulo, Barnabé, alguns crentes dos fariseus, e outros se reuniram para resolver a questão de saber se os gentios tinham de se converter ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. Mas uma outra questão, não dita, também estava em suas mentes e, como judeus, era ainda mais importante para eles. "Se não, o que estaria por ser tornar Israel?"

Os fariseus argumentaram que o caminho para o Cristianismo para os judeus e gentios era através do Judaísmo. Para eles, isso significava manter a Lei, ser circuncidado e seguir as tradições, além de reconhecer Jesus como o Messias. Então, Pedro, Barnabé e Paulo apresentaram uma opinião diferente, baseados em ver de 'primeira mão' o dom do Espírito Santo para os gentios. Eles disseram que por causa disso, os gentios devem ser autorizados a entrar diretamente para a Igreja.

Voltando para Atos 15:13 e para o resultado da reunião.

Quando terminaram, Tiago falou: "E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me:Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome." (Atos 15:13-14)

As palavras dos profetas estão de acordo com isso, como está escrito: "E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas, Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras." (Atos 15:15-18)

O que isso significa?

Em linguagem simples Tiago, o irmão de Jesus e chefe da Igreja em Jerusalém, disse que Israel estava para ser posta de lado enquanto o Senhor tomava um povo dentre os gentios, para si mesmo (ou por amor do Seu nome). Lembre-se: as 69 das 70 semanas de Daniel já havia se cumprido. Tornava-se óbvio que, com a crucificação do Senhor, o relógio tinha parado para o cumprimento profético da última semana (70ª semana). Apesar de Jerusalém e do Templo ainda não terem sido destruídos, segundo a profecia do Senhor, mas que em breve seria e seria uma questão de registro público.

Já havia sinais de que nem tudo estava bem quando o Templo ainda existia. Nos registros do Talmude judaico havia quatro indicações sinistras de que um problema estava por vir. (Talmud Mas. Yoma 39b):

1. No serviço de Yom Kipur dois bodes foram trazidos para o Sumo Sacerdote, um era para "para o Senhor" (a oferta de paz) e o outro era "para Azazel", também conhecido como o bode expiatório. Eles eram escolhidos por sorteio e a sorte para o bode do Senhor sempre surgia na mão direita do sumo sacerdote, porém após a cruz nunca mais ocorreu.

2. Um cordão escarlata era amarrado ao bode expiatório na porta do templo durante o culto. Depois que o sumo sacerdote, simbolicamente colocava os pecados de Israel sobre a cabeça do bode expiatório, ele cortava o cordão deixando uma parte no chifre do bode e o restante na porta do Templo. Em seguida, ele era levado para ser sacrificado no deserto. Anteriormente, o cordão que ficava na porta do Templo sempre ficavo branco quando o bode expiatório morria. Isto era visto como um cumprimento de Isaías 1:18, "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.", indicando que os pecados de Israel haviam sido perdoados. Após a cruz nunca mais o cordão ficou branco.

3. Uma das luzes, do lado oeste do Menorah (candelabro com sete pontas), não mais permanecia acesa. O número sete significa a conclusão divina, enquanto o número do homem é 6. As sete luzes significavam que, juntos, com Deus, Israel foi concluída e trouxe luz para o mundo. Mas agora, com apenas 6 luzes acesas, era evidente que Deus os tinham deixado.

4. As portas do Templo principal começaram a abrir por si mesmas. Os sacerdotes viram isso como um aviso de que Zacarias 11:1 logo seria cumprido. "Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os teus cedros." 

Durante a conquista de Jerusalém, os romanos atearam fogo ao Templo. O teto do Templo era feito de cedro do Líbano e coberto de folhas finas de ouro. O intenso calor do fogo derreteu o ouro que escorria pelas paredes nas rachaduras entre as pedras. Depois que o fogo cessou, os soldados romanos desmontaram pedra por pedra do Templo para pegar o ouro. Quando eles terminaram, a profecia proferida pelo Senhor no Domingo de Ramos se cumpriu de forma dramática. "E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:44)

Quando Tiago, fazendo referência a Pedro, falou que o Senhor tomou dos gentios um povo para Si mesmo em Atos 15:13-14, das palavras gregas que ele usou para "tomar de" foram 'lambano ek'. Juntas elas significam "tomar alguma (coisa) com a mão, a fim de levá-lo longe de um certo tempo e lugar.". Neste caso, a 'coisa' é a Igreja (o povo para si mesmo), e "um certo tempo e lugar" que seria realizado num tempo distante é a restauração de Israel na Terra, prevista para o final dos sete anos de sua aliança com Deus. Sabemos disso porque as duas primeiras palavras de Atos 15:15 , que fala sobre a reconstrução do Templo, são "depois disto", depois que a Igreja se for. Se ele sabia ou não, Tiago foi dizendo que o arrebatamento da Igreja deve preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.

λαμβανω lambano
1) pegar
    1a) pegar com a mão, agarrar, alguma pessoa ou coisa a fim de usá-la
          1a1) pegar algo para ser carregado
          1a2) levar sobre si mesmo
    1b) pegar a fim de levar
          1b1) sem a noção de violência, i.e., remover, levar
    1c) pegar o que me pertence, levar para mim, tornar próprio
          1c1) reinvindicar, procurar, para si mesmo
                 1c1a) associar consigo mesmo como companhia, auxiliar
         1c2) daquele que quando pega não larga, confiscar, agarrar, apreender
         1c3) pegar pelo astúcia (nossa captura, usado de caçadores, pescadores, etc.), lograr alguém pela fraude
         1c4) pegar para si mesmo, agarrar, tomar posse de, i.e., apropriar-se
        1c5) capturar, alcançar, lutar para obter
        1c6) pegar um coisa esperada, coletar, recolher (tributo)
  1d) pegar
        1d1) admitir, receber
        1d2) receber o que é oferecido
        1d3) não recusar ou rejeitar
        1d4) receber uma pessoa, tornar-se acessível a ela
                1d41) tomar em consideração o poder, nível, ou circunstâncias externas de alguém, e tomando estas coisas em conta fazer alguma injustiça ou negligenciar alguma coisa
  1e) pegar, escolher, selecionar
  1f) iniciar, provar algo, fazer um julgamento de, experimentar
2) receber (o que é dado), ganhar, conseguir, obter, ter de volta

εκ ek ou εξ ex
1) de dentro de, de, por, fora de

 

Em Seguida o que acontecerá?

Em Atos 15:15-18 Tiago citou Amós 9:11-12 para confirmar o seu entendimento de que depois que o Senhor tomar a Igreja, Ele fará com que o Templo seja reconstruído. Tiago sabia que logo o Templo seria destruído, mas ele usou uma profecia de Amós de 800 anos atrás para mostrar que o Templo seria reconstruído, quando o Senhor terminar com a Igreja. Depois os gentios, que perderem o arrebatamento, terão uma última chance de serem salvos também. Isto resolvia a questão do futuro de Israel.

“Naquele dia levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado,
para que o meu povo conquiste o remanescente de Edom e todas as nações que me pertencem”, declara o SENHOR, que realizará essas coisas." (Amós 9:11-12)

De Daniel 9:24-27 sabemos que reconstrução do Templo será um sinal de que Israel voltou à sua relação de aliança com Deus e o restante das 70 semanas da profecia de Daniel estará em curso.

A única razão para um Templo existir é permitir que Israel realize os rituais e sacrifícios da Antiga Aliança. Daniel 9:27 diz que o anticristo vai pôr fim ao sacrifício e à oferta no meio da 70 ª semana. Isto nos diz que um Templo terá sido construído e o início dos sacrifícios serão oferecidos novamente algum tempo antes.

Então aqui é o escopo da passagem.

Após a cruz, Israel foi temporariamente posta de lado enquanto Deus começou Sua obra redentora entre os gentios. Seu primeiro trabalho foi a de construir a Sua Igreja, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão (Mat.18:18).

Romanos 11:25 nos diz que Israel deveria ser endurecido, em parte, durante algum tempo: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.." (Romanos 11:25).

Paulo estava falando sobre o coração de Israel, que seria endurecido contra o entendimento. Em Lucas 19:41-45 Jesus disse que o fato óbvio de que o Messias tão esperado tinha visitado eles e que daí por diante seria escondido de seus olhos. "e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos." (Lucas 19:42)

Paulo disse que este seria o caso durante todo o tempo que o Senhor estivesse voltado para Sua Igreja. O fato de que alguns dizem que mais judeus vieram para Jesus nos últimos 19 anos do que nos últimos 1900 anos, pode ser uma indicação de que o tempo de endurecimento está chegando ao fim.

Nos dias de Paulo, a palavra grega pleroma traduzida por 'número completo' (plenitude) foi muitas vezes usada num sentido náutico. Ele referiu-se ao número de tripulantes necessários para um navio comercial para zarpar. Por causa dos perigos envolvidos em ser pego desprevenidos durante uma tempestade no mar, os navios não podiam deixar o porto até que eles tivessem o número total de marinheiros a bordo. Também a palavra grega eiserchomai traduzida como 'entrar em' 'haja entrado' significava para 'chegar a um destino programado'. Em Romanos 11:25 Paulo usou essas metáforas para descrever a Igreja deixando a Terra e chegando ao nosso destino Celestial antes que o coração de Israel seja amolecido.

πληρωμα pleroma
1) aquilo que é (tem sido) preenchido
    1a) um navio, na medida em que está cheio (i.e. tripulado) com marinheiros, remadores, e soldados
    1b) no NT, o corpo dos crentes, que está cheio da presença, poder, ação, riquezas de Deus e de Cristo
2) aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido
    2a) aquelas coisas com as quais um navio está cheio, bens e mercadorias, marinheiros, remadores, soldados
    2b) consumação ou plenitude do tempo
3) plenitude, abundância
4) cumprimento, realização

εισερχομαι eiserchomai
1) ir para fora ou vir para dentro: entrar
    1a) de homens ou animais, quando se dirigem para uma casa ou uma cidade
    1b) de Satanás tomando posse do corpo de uma pessoa
    1c) de coisas: como comida, que entra na boca de quem come

Quando o número total dos gentios tenha sido alcançado, iremos ser levados para casa de nosso Pai (João 14:2-3), enquanto Ele volta sua atenção novamente para Israel. Nessa época, será dado início os restantes sete anos da profecia de Daniel. As nações da Terra serão visitadas pelos julgamentos mais devastadores, entre as quais Israel foi espalhado, e serão completamente destruídas. Israel será purificada para se preparar para a Era do Reino que virá, e o restante dos gentios terão sua última chance de salvação.

Se pararmos para pensar, veremos que esses poucos versículos em Atos 15 respondem várias importantes questões teológicas: 

- Eles mostram que a Nova Aliança não substituiu a Antiga Aliança, mas apenas interrompeu ela.

- Eles provam que Deus não pretendia que a Igreja substituisse para sempre Israel no Seu plano, Ele apenas definiu que Israel seria posto de lado temporariamente para que a porta da salvação pudesse ser aberta para os gentios. Em Isaías 49:6 o Pai diz ao Filho: "É coisa pequena demais para você ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra".

Com a luz adicionada a partir Romanos 11:25, também podemos confirmar que Israel e a Igreja são como óleo e água na medida em que não se misturam. Para um ser o outro precisar ir. Os dois sistemas são teologicamente incompatíveis. Você não pode ter um sistema de fé evidenciado pela obediência à lei completa, com sacrifícios de animais diariamente funcionamento ao lado de um sistema de graça através da fé somente, sem outra exigência além do que creiais naquele que Ele enviou (João 6:29).

Portanto, a Igreja não é o ponto seguinte em uma linha reta da Criação à Eternidade. É uma mão gigante que leva os crentes a virar à direita a um destino único e exclusivo e permite que o Senhor cumpria Suas promessas a Israel, ao mesmo tempo.

Nós temos a tendência de pensar que a única razão para o arrebatamento é fazer com que a Igreja fique livre dos juízos dos Tempos do Fim. Mas isso nos mostra que há outra razão pela qual a Igreja não pode estar na Terra durante qualquer uma das 70 ª Semana de Daniel.

Temos que sair para que Israel possa voltar para Deus.

A partir desse olhar podemos perceber que nossa partida está chegando.

Você quase pode ouvir os passos do Messias.

 

Maranata!

 

Leia também:  As alianças Bíblicas e a Escatologia – Israel e a Igreja

 

Fonte: Adaptado de The Pre-Trib Rapture In Acts 15:13-18 (http://gracethrufaith.com)

 

Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento? Pós-Tribulacionismo

Filed Under (Arrebatamento, Estudos Bíblicos) by Geração Maranata on 10-09-2011

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Por Geração Maranata

Há cinco diferentes visões a respeito do Arrebatamento. As diferenças estão em quando ele acontecerá e quem será arrebatado.
 
São elas:
A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais.  Muitos afirmam que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará a Terra.
A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo)  passará ou não por esse período de Tribulação?
 
Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas, principalmente nos Dispensacionalistas.
 
Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.
 
 
 
Conceito

Jesus nos advertiu sobre um tempo de grande tribulação tal como o mundo jamais viu e que ocorreria antes do seu retorno, leia Mt 24:3-31.

A linha escatológica Pós-Tribulacionista defende que a Igreja passará por essa Grande Tribulação predita por Jesus, porém ela (a Igreja) será preservada da ira, ou seja, receberá uma proteção sobrenatural a exemplo de Israel que permaneceu no Egito durante o juízo das pragas, porém não foi atingido por elas.  Outros exemplos são os de Noé, Ló e dos cristãos de Jerusalém quando da destruição de 70 d.C, o Senhor providenciou meios, revelações e ajuda a Seus servos para que pudessem se proteger da ‘Ira’.

Isso é possível, pois “tribulação” e “ira de Deus” são diferentes. Enquanto a tribulação será experimentada por todos, a ira de Deus visará apenas os ímpios, no qual os cristãos salvos serão poupados; Ap.3:10 é citado para provar essa teoria, onde o Senhor promete nos guardar da hora da provação:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Ap 3:10)

O Pós-Tribulacionismo também identifica a Igreja como sendo os santos da Tribulação:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?  E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Apo 7:9, 13-14)

Nesta linha escatológica o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso são os mesmo eventos, não há distinção entre eles.  O Arrebatamento só ocorrerá no final da Grande Tribulação e os crentes salvos e vivos serão arrebatados para se encontrar com o Senhor no ar e voltarão imediatamente com Ele à Terra.

 

Ressurgimento

Desde a década de 50 vários teólogos vêm abandonando outras posições escatológicas, como o Pré-Tribulacionismo e aderindo ao Pós-Tribulacionismo.

O motivo desse ressurgimento deve-se em parte por influência do ministro Batista George E. Ladd, Professor de Novo Testamento do Seminário Teológico Fuller. Ladd foi um defensor notável do Pré-Milenismo Histórico e crítico do ponto de vista Dispensacionalista.  Escreveu alguns livros defendendo a tese Pós-Tribulacionista: “Crucial Questions About the Kingdom of God” (Questões Cruciais Sobre o Reino de Deus, de 1952), “The Blessed Hope” (A Bem-aventurada Esperança, de 1956) e “The Last Things” (As Últimas Coisas, de 1978).

George E. Ladd acreditava que o Pós-Tribulacionismo era o ponto de vista dos pais da Igreja e concluiu um estudo a esse respeito onde afirmou que: “Cada pai da Igreja que trata do assunto previa que a Igreja sofreria nas mãos do Anticristo”.

 

Principais Características

O Pós-Tribulacionismo utiliza o método de interpretação alegórico e por isso não faz distinção entre Israel e Igreja.

Crêem em duas ressurreições, sendo que a primeira será de todos os mortos salvos e ocorrerá no início do Milênio.

Quanto ao Reino de Deus, há Pós-Tribulacionistas que crêem que ele está presente nos corações dos homens (método alegórico) e há os que crêem em um Reino literal onde Cristo irá reinar nesta Terra.

Há Pós-Tribulacionistas que também são Pós-Milenistas e por isso crêem que Jesus voltará encerrando a Tribulação e também o Milênio e que ambos não têm tempo determinado, por esse motivo muitos ignoram a questão do Arrebatamento.

O Pós-Tribulacionismo nega:

- A doutrina da iminência (volta do Senhor a qualquer momento): ensina que vários sinais devem ser cumpridos antes que o Senhor possa vir.

- O cumprimento futuro da profecia de Daniel 9.24-27: alega que essa profecia já se cumpriu.

- O Dispensacionalismo: alega que o tempo chamado "tempo de angústia para Jacó" (Jr 30.7) também é para a Igreja e não só para Israel.

 

Alicerces Bíblicos

Arrebatamento e Segunda Vinda

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16-17)

O Pós-Tribulacionismo diz que somente Paulo mencionou que a Igreja seria tomada nos ares, e ele disse isso em apenas uma passagem da Carta aos Tessalonicenses. Por causa disso toda a discussão sobre Arrebatamento deve ter esses versos como fundamento.

Se esse é o único lugar nas Escrituras onde o Arrebatamento é mencionado, então todas as outras passagens que são citadas como base para o “Arrebatamento" têm que ter alguma conexão com este versículo.

Com base nesse argumento usam a passagem de Mateus 24:27-31, que julgam ser a mais próxima do Arrebatamento citado por Paulo:

“E, logo depois da aflição daqueles dias (Tribulação), o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos (Arrebatamento), de uma à outra extremidade dos céus.”

Com esses versículos fica provado que o Arrebatamento ocorrerá após a Tribulação, concluem.

Portanto, seria um equívoco perguntar quando o Arrebatamento ocorrerá, pois a Bíblia somente menciona a Vinda do Senhor e diz que quando Ele vier, nós seremos Arrebatados juntos para estar com Ele.

Logo, não existem dois eventos: Arrebatamento e Segunda Vinda. Há apenas um evento, por ocasião da Segunda Vinda os crentes serão Arrebatados.  Dizem que a Bíblia não faz esta distinção, caso fosse um evento distinto, não usaria o termo ‘parousia’, que significa ‘Vinda’, mas sim a palavra ‘Arrebatamento’.

Outro argumento é que a Bíblia usa pelo menos duas outras palavras para descrever o retorno do Senhor e também não faz distinção entre elas: ‘apokalupsis’ que significa ‘revelação’ e ‘epiphaneia’ que significa ‘manifestação’. Ambas as palavras vem do grego e são usadas para descrever a esperança da Igreja e em passagens onde o assunto é a Segunda Vinda. Neste caso seria estranho que a Bíblia usasse três diferentes palavras (parousia, apokalupsis e epiphaneia) para descrever dois eventos diferentes e que estão separados por sete anos. Em outras palavras, seria confuso usar estas três palavras para falar de dois eventos diferentes, sem procurar distingui-los.

 

Tribulação

Outro grande argumento dos Pós-Tribulacionistas é a promessa de que a Igreja passará pela Tribulação.

Passagens usadas como base:

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.  (Mateus 24.9-11)

Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.  (Marcos 13.9-13)

E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!  Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos.  Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?  (Lucas 23.27-31)

Crêem que esses versículos são dirigidos à Igreja e não à Israel, como querem os Pré-Tribulacionistas.   Outras passagens usadas como argumentos:

Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. (João 15.18,19)

Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16.1,2,33)

Segundo o Pós-Tribulacionismo, diante de todas essas promessas de uma Tribulação fica impossível dizer que a Igreja será Arrebatada antes desse período.

Todos esses argumentos são ainda mais fundamentados pela citação de perse­guições presentes em Atos, das quais a Igreja foi vítima como cumprimento parcial daqueles alertas:

E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia grande perseguição contra a Igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.  E uns homens piedosos foram enterrar Estêvão, e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. (At 8.1-3)

E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. (At 11.19)

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus. (At 14.22)

Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; (Rm 12.12)

 

Ressurreição

Segundo o Pós-Tribulacionismo a ressurreição dos santos mortos ocorrerá por ocasião do Arrebatamento da Igreja, usam o versículo de Tessalonicenses como base bíblica:

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. (l Ts 4.16).

Conseqüentemente, o Arrebatamento está junto com a ressurreição.

Outro argumento é as passagens que falam sobre uma ressurreição de santos mortos (primeira ressurreição) elas sempre estão associadas à Vinda do Senhor:

Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (Is 26.19),

Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (Rm 11.15),

E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.  E, ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus. (Lc 14.14,15)

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.  Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.  (Ap 20.4-6),

E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. (Ap 11.18),

E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. (Dn 12.1-3).

Os Pós-Tribulacionistas afirmam que as passagens do Antigo Testamento provam que a ressurreição dos santos ocorrerá com a Revelação de Cristo antes do Reino Milenar, logo a ressurreição da Igreja será junto com a ressurreição de Israel.  Então a ressurreição da Igreja marca a hora do Arrebatamento.

 

Parábola do  trigo e do joio

"Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queima­do; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" (Mt 13.30).

Os Pós-Tribulacionistas entendem que os anjos irão agrupar o joio no final dos tempos, mas só transladarão (arrebatar) a Igreja, representada pelo trigo do campo, deixan­do o joio confinado para julgamento.

 

As Setentas Semanas de Daniel

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9.24-27)

Segundos os Pós-Tribulacionistas a profecia de Daniel 9.24-27 já foi cumprida em sua totalidade, não havendo intervalo entre a sexagésima nona e a septuagésima semana da profecia. Dizem que todo o plano ali determinado já teve seu cumprimento concluído no ano 70 a.C. com a destruição de Jerusalém.

Argumentam que se existissem "espaços" entre as semanas a profecia seria vaga, ilusória e enganosa.

As "sessenta e nove semanas" ("sessenta e duas semanas" + "sete semanas"), chegaram “até o Messias”, ou seja, até o início de seu ministério.  Na verdade a última das "setenta semanas" proféticas começou com João Batista e sua pregação pública sobre o Reino de Deus e quando Cristo foi batizado, tentado e começou também a pregar meses depois.

A  primeira metade da semana (3 anos e meio) foi usada para pregar o evangelho do Reino.  Na metada da semana ocorreu a Páscoa ou quatrocentos e oitenta e seis anos e meio depois "do mandamento para restaurar e construir Jerusalém".

Cristo, de acordo com essa teoria, é Aquele que confirma a Aliança, e no período de Seu ministério as seis grandes promessas de Daniel 9.24 foram cumpridas: cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade, trazer a justiça eterna, selar a visão e a profecia e ungir o Santíssimo.

Portanto, esses sete anos, adicionados aos quatrocentos e oitenta e três anos, somam quatrocentos e noventa anos (70 semanas), de modo que toda a profecia, desde os tempos e acontecimentos correspondentes, foi cumprida ao pé da letra.

 

2 Tessalonicenses 1:5-10

Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do Reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder,  Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

Nesses versículos os Pós-Tribulacionistas afirmam que Paulo está indicando claramente que Deus dará aos crentes o descanso quando Jesus vier em chamas de fogo, trazendo retribuição. Então Paulo diz que os descrentes irão pagar as penalidades, "quando ele vem para ser glorificado nos santos naquele dia". Concluem que não há dúvida de que a Vinda para os santos e a Vinda para executar vingança são a mesma Vinda.

 

2 Tessalonicenses 2:1-3

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.

Nestes versos Paulo volta ao assunto ‘Segunda Vinda’. Ele o faz dizendo "quanto à Vinda do nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele". Então ele diz que o Dia do Senhor "não virá sem que primeiro venha a apostasia, e o homem da iniqüidade seja revelado, o filho da destruição".

Segundo o Pós-Tribulacionismo esta é a mais clara negação do Arrebatamento "a qualquer momento" – iminente – que alguém possa imaginar.

Dizem que esta passagem fala por si mesma, pois parafraseando o que Paulo está dizendo, teríamos: "Quanto à sua Vinda e a nossa reunião com ele, isto não acontecerá até…".

Então, colocando dessa forma, fica subentendido que Paulo liga a Vinda do nosso Senhor com a nossa reunião com Ele (Arrebatamento), porque ele está falando sobre ambos, logo não se trata de dois eventos separados.

Concluem que seria estranho Paulo alertar que o anticristo precisaria vir primeiro, pois eles não estariam ali para ver, neste caso Paulo deveria alertar que primeiro haveria o Arrebatamento.

 

Apocalipse 20:4-5

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.

Está claro para todos que, os eventos mencionados nos versos acima, ocorrerão depois da Tribulação, pois pessoas estão assentadas no trono reinando com Jesus. Com base nessa premissa, os Pós-Tribulacionistas afirmam que isto é a Primeira Ressurreição. Se o Arrebatamento é precedido pela Ressurreição dos crentes (1Ts 4:15-17; 1Co 15:52), e isto é a Primeira Ressurreição, então o Arrebatamento deve ser depois da Tribulação.

 

1 Coríntios 15:50-55

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

Esta passagem e a de 1 Ts 4:17 (“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”) são provavelmente as passagem mais conhecidas para as pessoas em geral, em relação ao Arrebatamento.

Porém, os Pós-Tribulacionistas, sustentam que a passagem de 1 Coríntios 15:50-55 não se refere ao Arrebatamento.  Dizem que Paulo enfatizou que iriam acorrer os seguintes eventos: o soar da trombeta, os mortos ressuscitarão e os vivos seriam transformados "num piscar dos olhos". Não há menção de um Arrebatamento.

O motivo pelo qual as pessoas relacionam essa passagem a existência de um Arrebatamento é a expressão "num piscar dos olhos", porém o que Paulo quis dizer é que num piscar de olhos seremos transformados e não ‘Arrebatados’.

 

1 Coríntios 15:23-24

Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua Vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.

Os Pós-Tribulacionistas argumentam que esta passagem mostra os seguintes tipos de ressurreição: do Senhor; a primeira (geral) ressurreição e então seguirá a segunda ressurreição.

Com isso a teoria Pré-Tribulacionista de que haverá múltiplas ressurreições dentro da Primeira Ressurreição é eliminada.

O argumento: se a ressurreição dos "que são de Cristo na sua Vinda" ocorre no Arrebatamento, então a "Primeira Ressurreição" de João (Ap 20:5) também ocorre no Arrebatamento. E se realmente "os que são de Cristo na sua Vinda" é uma referência a Segunda Vinda, então nem Paulo não menciona o Arrebatamento ou o Arrebatamento ocorre na Segunda Vinda. Que esta última é a verdadeira sabe-se porque é demonstrada pelo relato no livro de Apocalipse que mostra que aqueles que morrem durante a Tribulação, certamente seriam incluídos em "os que são de Cristo".

 

Mateus 24:29-31

E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.  Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

Os Pós-Tribulacionistas se baseiam nesta passagem para sustentar a tese de que o Arrebatamento e a Segunda Vinda são o mesmo evento.

Não crêem que Jesus estava falando apenas para os judeus, como sustentam os Pré-Tribulacionistas, mas também para a Igreja que iria ser formada após sua ascensão.  Jesus falou essas palavras aos discípulos que seriam a fundação da futura Igreja.  Seria um absurdo achar que tudo Jesus falou e ensinou nos Evangelhos foi apenas para os judeus e sem aplicação para a futura Igreja.

O discurso de Jesus foi para responder a uma pergunta: "Que sinal haverá da sua Vinda, e o fim dos tempos?" Jesus respondeu descrevendo a Grande Tribulação, sua Vinda nas nuvens, o som de trombetas e a reunião dos eleitos (Arrebatamento).

 

Lucas 17:26-31

E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás.

Segundo os Pós-Tribulacionistas, Jesus está mostrando que Deus virá em juízo no mesmo dia em que os crentes serão salvos: "Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar".

 

2 Pedro 3:8-15

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.  Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;

Um dos argumentos Pós-Tribulacionista é que Pedro usa a expressão "como um ladrão" que é geralmente usada em referência à Segunda Vinda de Cristo.

Pedro descreve o evento dando a impressão de que os crentes estarão esperando ‘Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus ‘ e que estão conectados com a promessa de Deus ‘O Senhor não retarda a sua promessa’.

Pedro também declara que Paulo escreveu sobre essas coisas em suas epístolas.

Então concluem que se os eventos desta passagem ocorrem na Segunda Vinda, e se estes eventos eram o que os crentes nesta epistola estavam esperando, então a nossa esperança e a nossa expectativa é a Segunda Vinda e não o Arrebatamento: "O Senhor não retarda a sua promessa… mas o Dia do Senhor virá…", ou seja, a promessa será cumprida no Dia do Senhor.

Finalizam dizendo que a Igreja deve esperar ver estes eventos acontecerem e deve procurar estar preparada quando Ele vier. Isto dificilmente pode ser aplicado na visão Pré-Tribulacionista.

 

Proponentes

Alguns proponentes dessa escatologia são: Benjamin Newton, George Muller, William Booth (fundador do Exército da Salvação) e Charles Spurgeon.

 

Leia também:

Ponto de Vista Pós-Tribulacionista

Para saber mais:

Artigos do site www.projetoomega.com

Arrebatamento Pós-Tribulacionista: Uma Exegese De 2 Tessalonicenses 2:1-3 – www.postribulacionismo.blogspot.com/2010/05/por-pr.html

.

Fontes:

“A teologia do Novo Testamento” – George Ladd

“O Arrebatamento Pós-Tribulacional” – Willian Arnold III

"Manual de Escatologia" – Dwight Pentecost

Bíblia de Estudos Profecias – Ed Atos

http://escatologiacrista.blogspot.com/

http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/Arrebatamentosecreto_samuel.htm

http://www.institutogamaliel.com/Escatologia.php
 
 

Sete Coisas que Você Precisa Saber sobre Profecias Bíblicas

Filed Under (Estudos Bíblicos, Segunda Vinda de Jesus) by Geração Maranata on 27-08-2011

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Por Geração Maranata

Nunca antes presenciamos tantas tempestades assassinas, terremotos em vários lugares, guerras e rumores de guerras e pestes, esses assuntos dominam os noticiários continuamente.

Não é surpresa que as pessoas estejam cada vez mais interessadas nas Profecia dos Tempos do Fim.

Até quem não cristão fica imaginando se o fim não está próximo!

Agora o surpreendente mesmo é que a maioria dos cristãos nada sabe sobre profecias. Seminários não ensinam, logo os pregadores não pregam, portanto, os cristãos não a aprendem. No entanto, a Bíblia fala mais de Profecia dos Tempos do Fim do que qualquer outro assunto.

Raramente vemos Igrejas pregando mensagens explicando o quão importante é a profecia bíblica e o cuidado que o cristão deve ter em ter uma vida de santidade e reta diante de Deus.

Os cristãos não dedicam mais tempo para estudar profecias porque ficam assustados quando leem ou ficam confusos. Isso não deveria ocorrer, pois para o crente, a profecia não deveria ser assustadora nem confusa, mas a chave para entender o plano de Deus para o homem.

O estudioso em profecias bíblicas, Jack Kelley, elaborou um estudo onde o objetivo é lançar bases sobre esse assunto tão importante e relevante para os dias atuais.

Nota: Este estudo é baseado nas posições escatológicas: Futurista, Pré-Tribulacionista e Pré-Milenistas (leia o que representa cada uma dessas visões em artigos postados neste blog). O que está exposto neste artigo é a opinião do autor que é compartilhado em grande parte por outros cristãos. Devemos nos lembrar que alguns eventos são um tanto obscuros, prova disso são as diversas controvérsias a respeito.

 

Sete Coisas que Você Precisa Saber

Há sete informações que são essenciais para a compreensão da Profecia dos Tempos do Fim. Essas sete coisas são as bases para a construção da fundação forte que nós queremos:

1) A Sequência de Eventos Principais dos Tempos do Fim

2) O Destino dos Três Componentes da Humanidade

3) O Objetivo e a Duração da Grande Tribulação

4) O Objetivo do Arrebatamento

5) As condições que cercam a Segunda Vinda

6) O Objetivo e a Duração do Milênio

7) A Eternidade

Uma vez aprendido, esses sete tópicos ajudarão a evitar os erros que têm lançado outros para fora do caminho e darão a capacidade de colocar todos os versos proféticos da Bíblia em seu contexto apropriado.

 

1) A Sequência de Eventos Principais do Fim dos Tempos

Primeiro é saber o que acontece e quando.

O estudo da profecia fica realmente confuso se não soubermos a sequência na qual grandes eventos dos Tempos do Fim ocorrerão. A melhor maneira de descobrir é fazer o que o mundo dos negócios às vezes chama de exercício de agenda.

Trata-se de ir até o fim de um processo e identificar o resultado final. Então você lista todas as coisas que precisam acontecer para produzir esse resultado. Daí você os coloca em ordem inversa, voltando até o presente. É mais simples do que parece, e muito mais simples em profecia do que nos negócios, porque há muito menos eventos para organizar.

Vamos listar os eventos principais primeiro, depois vamos organizá-los.

Quase todos sabem sobre a 2 ª Vinda e a Eternidade, e muitos também já ouviram falar do Arrebatamento da Igreja e da Grande Tribulação. Mas há também o Reino Milenar, a 70ª Semana de Daniel, e as Batalhas de Ezequiel 38-39, Salmo 83 e Isaías 17; um total de nove grandes eventos ainda estão por vir.

Vamos organizá-los, começando com o resultado final e trabalhando de volta para o começo.

Como acontece com a maioria das listas, a ordem em que alguns eventos irão ocorrer é óbvia, enquanto outros são menos, e no começo alguns não parecem se encaixar em qualquer lugar mesmo. Iremos ordenar as mais óbvias primeiro.

Todos nós pensamos na Eternidade como o resultado final, e assim a partir do final significa que começamos lá. Mas o principal último evento descrito em detalhe na Bíblia é a Era do Reino ou Milênio. É o Reino de 1000 anos do Senhor na Terra, que se distingue e precede a Eternidade. O último capítulo do Apocalipse descreve árvores em ambos os lados do Rio da Vida com frutos diferentes a cada mês. Isso significa que o tempo ainda existe, e eternidade, por definição, é a ausência de tempo. Falaremos mais sobre isso mais tarde.

Vejamos como fica a agenda inversa:

  • A Eternidade não pode acontecer até que o Milênio acabe.
  • O Milênio, obviamente, não pode começar até depois da Segunda Vinda, porque é quando o Senhor retorna para estabelecê-lo.
  • De acordo com Mat. 24:29-30 a Segunda Vinda não vai acontecer até o final da Grande Tribulação.
  • E isso não pode acontecer até o Anticristo estar no Templo em Israel declarando-se Deus. (2 Ts. 2:4). Esse é o evento que Jesus advertiu Israel a procurar como a salva de abertura da Grande Tribulação. Ele chamou de "A Abominação da Desolação" em Mat. 24:15-21. Daniel 9:27 indica que isso vai acontecer no meio do último período de sete anos, que os estudiosos chamam 70ª Semana de Daniel.
  • Mas a Abominação não pode acontecer até que haja um Templo. Não houve um Templo em Israel desde 70 AD e não haverá um até que os Judeus oficialmente decidam que precisam de um. Eles não precisarão de um até que Deus restabeleça seu relacionamento da Antiga Aliança, porque o único propósito do Templo é para adorá-Lo de acordo com exigências da Antiga Aliança. Isso vai sinalizar o início da 70ª semana de Daniel.
  • A 70ª Semana não pode começar até que a Batalha de Ezequiel 38-39 seja vencida, porque Deus vai usar essa batalha para despertar Israel e restabelecer a sua aliança com eles. Em Romanos 11:25 Paulo disse que Israel foi endurecido em parte até o que número total de gentios tenha entrado, uma referência ao Arrebatamento da Igreja, após o qual Israel será salvo.
  • Isso significa que o Arrebatamento tem que acontecer antes da Batalha de Ezequiel 38.

Agora, quando colocamos a Sequência dos Principais Eventos na sua devida ordem, fica parecido com isto:

  • O arrebatamento da Igreja,
  • A Batalha de Ezequiel 38,
  • A 70ª Semana de Daniel começa,
  • A Grande Tribulação,
  • A 2ª Vinda,
  • O Milênio,
  • A Eternidade

Para aqueles que leem as Escrituras como estão escritas (método literal), apenas dois dos eventos nesta sequência estão sujeitos a debate quanto à cronologia. Estes são o Arrebatamento da Igreja e a Batalha de Ezequiel 38, os dois primeiros em nossa lista.

Então, vamos descobrir por que eles têm que estar onde estão colocados na sequência.

Mantendo a mentalidade regressiva vamos começar com a batalha de Ezequiel e voltaremos até o Arrebatamento.

"E eu porei a minha glória entre os gentios e todos os gentios verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas tiver descarregado. E saberão os da casa de Israel que eu sou o Senhor seu Deus, desde aquele dia em diante. Então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles. Nem lhes esconderei mais a minha face, pois derramarei o meu espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus." (Ez 39:21-22, 28-29)

O Templo e a Batalha de Ezequiel

O Senhor declarou em termos inequívocos, que Ele vai usar a batalha de Ezequiel para "acordar espiritualmente" Seu povo e chamá-los para Israel de todo o mundo. Isto irá resultar no restabelecimento de seu relacionamento da Antiga Aliança, revivendo as longamente adormecida profecia das "70 Semanas" de Daniel para seus sete anos finais e exigindo que um templo seja construído. Sem ele não há nenhuma maneira de eles guardarem a Sua aliança.

Isto foi provado uma vez antes na história durante o cativeiro babilônico.

Quando Nabucodonosor destruiu o Primeiro Templo, Israel deixou de existir. Mas logo que Ciro o Persa derrotou Babilônia e libertou os judeus, eles voltaram para Israel e começaram a construir um Templo antes de qualquer outra coisa. Sem um Templo não há sacrifício pelo pecado, e sem que o sacrifício, os judeus não podem se aproximar de Deus.

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento se referem a um Templo em Israel no fim dos tempos. A única razão para um Templo é para executar as ordenanças da Antiga Aliança. Mas hoje a construção de um causaria um alvoroço tal que ninguém no seu perfeito juízo consideraria isso.

Apenas uma exigência unificada do povo de Israel acompanhada por uma silenciosa aceitação por seus vizinhos muçulmanos, tornaria a construção de um Templo ao menos imaginável.

A Batalha de Ezequiel tornará possível duas situações: uma nação judaica reavivada com a presença de Deus em sua vida nacional e uma força de ataque muçulmana totalmente derrotada e sem condições de resistir.

Com isso as condições perfeitas finalmente existiriam para começar a construir o Templo. Por estas razões, a Batalha de Ezequiel tem que ocorrer no limiar da 70ª Semana de Daniel.

O Arrebatamento

Agora, por que o Arrebatamento da Igreja deverá se antes da Batalha de Ezequiel?

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado." (Rom 11:25)

De acordo com Ezequiel 37:7-10 (Vale de Ossos Secos), Israel renasceria primeiro na incredulidade.

Paulo disse que eles permanecerão parcialmente separados de Deus até que a Igreja gentílica atinja o seu completamento total (número pré-determinado) e chegue ao seu destino.

Nota: A palavra grega πληρωμα(pleroma) traduzida como "plenitude" em Romanos 11:25 era um termo náutico normalmente utilizado para descrever o número total de tripulantes e de carga necessários para cumprir a missão de um navio. A embarcação não poderia navegar até que essa exigência fosse cumprida. A palavra traduzida "entrado" significa chegar a um local designado.

πληρωμα pleroma (Léxico Grego Strong)
1) aquilo que é (tem sido) preenchido
1a) um navio, na medida em que está cheio (i.e. tripulado) com marinheiros, remadores, e soldados
1b) no NT, o corpo dos crentes, que está cheio da presença, poder, ação, riquezas de Deus e de Cristo
2) aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido
2a) aquelas coisas com as quais um navio está cheio, bens e mercadorias, marinheiros, remadores, soldados
2b) consumação ou plenitude do tempo
3) plenitude, abundância
4) cumprimento, realização

Então o véu será puxado para trás enquanto e Deus se revelará a eles novamente.

Como vimos acima, Ele usará a Batalha de Ezequiel para começar essa renovação da Antiga Aliança com eles, fazendo, mais tarde, a transição de Israel da Antiga Aliança para a Nova no final da Grande Tribulação.

"Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito." (Zc 12:10).

Lembre-se, se eles não voltassem ao Antigo Concerto primeiro, não seria necessário um Templo. Ele os está retomando de onde pararam.

"E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome. E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito. Depois disto voltarei,e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas, conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.'" (Atos 15:13-18)

Isso foi cerca de 20 anos após a cruz.

A polêmica era se os gentios tinham que se tornar judeus antes de se tornarem cristãos. E se não, o que seria de Israel?

Tiago, o irmão do Senhor, explicou aos Apóstolos e outros presentes no Concílio de Jerusalém que Israel estava sendo temporariamente posto de lado enquanto Deus focalizava na Igreja.

Depois de ter tomado esse "povo para o Seu nome" (os cristãos) dentre os gentios, Ele voltaria e reconstruiria Seu Templo.

A palavras grega λαμβανω(lambano) traduzidas por 'tomar' significa 'levar alguma coisa para longe ou remover do seu lugar', então a passagem implica que Ele levaria a Igreja a algum lugar e então voltaria para reconstruir o Templo, restaurar Israel, e dar ao que sobrou da humanidade uma última chance de O buscarem.

λαμβανω lambano (Léxico Grego Strong)
forma prolongada de um verbo primário, que é usado apenas como um substituto em certos tempos
1) pegar
1a) pegar com a mão, agarrar, alguma pessoa ou coisa a fim de usá-la
1a1) pegar algo para ser carregado
1a2) levar sobre si mesmo
1b) pegar a fim de levar
1b1) sem a noção de violência, i.e., remover, levar
1c) pegar o que me pertence, levar para mim, tornar próprio
1c1) reinvindicar, procurar, para si mesmo
1c1a) associar consigo mesmo como companhia, auxiliar
1c2) daquele que quando pega não larga, confiscar, agarrar, apreender
1c3) pegar pelo astúcia (nossa captura, usado de caçadores, pescadores, etc.), lograr alguém pela fraude
1c4) pegar para si mesmo, agarrar, tomar posse de, i.e., apropriar-se
1c5) capturar, alcançar, lutar para obter
1c6) pegar um coisa esperada, coletar, recolher (tributo)
1d) pegar
1d1) admitir, receber
1d2) receber o que é oferecido
1d3) não recusar ou rejeitar
1d4) receber uma pessoa, tornar-se acessível a ela
1d41) tomar em consideração o poder, nível, ou circunstâncias externas de alguém, e tomando estas coisas em conta fazer alguma injustiça ou negligenciar alguma coisa
1e) pegar, escolher, selecionar
1f) iniciar, provar algo, fazer um julgamento de, experimentar
2) receber (o que é dado), ganhar, conseguir, obter, ter de volta

Essas três profecias da Bíblia deixam claro que, à medida que o Fim dos Tempos se aproximar, Deus vai começar a preparar Israel para ser Seu mais uma vez. Mas Ele não estará focado exclusivamente neles até que tenha terminado a construção da Igreja e nos levado ao nosso lugar designado.

"Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (João 14:2-3)

Ele não prometeu voltar para estar conosco aqui onde estamos, mas para nos levar para lá, onde Ele está. Depois disso Ele cuidará do reavivamento de Israel e da construção de seu Templo.

Por toda a Escritura, o Senhor parece estar envolvido ou com Israel ou com a Igreja, mas nunca com os dois ao mesmo tempo.

Tiago mostra isso em seu pronunciamento a respeito da Igreja em Atos 15. Todos os líderes da igreja primitiva sabia agora que assim que Deus alcançasse Seus objetivos com a igreja, Ele voltaria para Israel, e esse seria um sinal do fim da Era da Igreja.

Existem dois pontos críticos para lembrar aqui:

1) A Igreja não pôs fim à Era da Lei, mas apenas a interrompeu 7 anos antes da sua conclusão agendada. Esses sete anos, a chamada 70ª Semana de Daniel, têm de ser cumpridos para completar a Antiga Aliança.

2) A Antiga e a Nova Alianças, como praticadas em Israel e na Igreja, são teologicamente incompatíveis e, portanto, as duas só podem ocorrer na Terra, ao mesmo tempo, enquanto Israel estiver fora da aliança. Para que Israel volte para o Senhor, a Igreja tem que sair.

Por esta razão, o renascimento de Israel em 1948 e a reunificação de Jerusalém em 1967 são vistos como os sinais mais importantes de todos de que o Fim dos Tempos está sobre nós.

Além disso, há dois eventos que ainda não colocamos na sequência, e isso porque eles não são fáceis de encaixar ali: As Batalhas do Salmo 83 e de Isaías 17.

Quando Israel vencer as duas batalhas todos os seus inimigos na porta ao lado serão derrotados e eles entrarão em um breve período de paz que preparará o terreno para a Batalha de Ezequiel (Ezequiel 38:11).

Elas são chamados de 'batalhas' em vez de 'guerras', o que significa que serão de curta duração e poderão acontecer dentro de um período relativamente curto de tempo. Elas podem vir antes ou após o Arrebatamento, mas têm que acontecer antes que a Batalha de Ezequiel 38 ocorra.

 

2) O Destino dos Gentios (as Nações), de Israel e a da Igreja

Mesmo os assim chamados peritos interpretam mal a profecia quando não param para considerar a quem o Senhor, ou um de Seus profetas, está se dirigindo. Só porque alguma coisa está nos Evangelhos não significa necessariamente que ela seja para a Igreja, ou estando em Isaías que seja somente para Israel. Conhecer o destinatário de uma profecia é fundamental para entendê-la, e há três possibilidades.

Eu vou te mostrar o que quero dizer.

"Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades." (Efésios 2:15-16)

"Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos (gentios), nem à igreja de Deus." (1 Coríntios 10:32)

"Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." (Gálatas 3:26-28)

Da Criação até a Cruz, a raça humana passou a ser dividida em três grupos distintos.

Desde a Criação havia uma raça de seres humanos, a família do homem, mais tarde chamada de gentios.

Então, em Gênesis 12, Deus chamou Abraão para construir uma grande nação. Ele e seus descendentes foram chamados primeiro de Hebreus (Gênesis 14:13), e mais tarde de judeus (Esdras 4:12).

"Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão." (Gn 14:13)

"Saiba o rei que os judeus, que subiram de ti, vieram a nós em Jerusalém, e reedificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos." (Ed 4:12)

A partir desse momento, a população mundial era constituída de Judeus ou Gentios.

Mas na cruz, Deus criou a Igreja, tomada dentre os judeus e gentios, mas não compartilhando o destino de nenhum deles.

Agora eram três, e todos na Terra pertencem a de um desses grupos.

Em suas epístolas, Paulo sempre teve o cuidado de distinguir a Igreja dos judeus e gentios, na verdade chamou a Igreja de uma 'nova raça de humanos' (veja os versículos citados por Paulo logo acima).

Destino dos Gentios e Judeus

1) Gentios convertidos antes de Cristo e depois do Arrebatamento

"E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao SENHOR, para o servirem, e para amarem o nome do SENHOR, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Assim diz o Senhor DEUS, que congrega os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram." (Is 56:6-8)

De acordo com Isaías 56:6-8, os gentios que se converteram ao judaísmo antes da cruz tornaram-se parte de Israel e compartilham o seu destino, contanto que morram na fé de um Redentor vindouro. Já os gentios que encontraram seu Senhor após o arrebatamento, são chamados crentes da tribulação. Ou eles serão martirizados por sua fé, caso em que seus espíritos irão servir a Deus no Seu templo (Apo. 7:13-17) e serão unidos a corpos da ressurreição no tempo da 2ª Vinda (Apo. 20:04), ou sobreviverão à Grande Tribulação para ajudar a repovoar as nações da terra na Era do Reino (Milênio). Os gentios crentes sobreviventes serão as ovelhas no julgamento das ovelhas e das cabras que veremos mais tarde.

2) Situação dos Judeus antes de Cristo

"E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele (Jesus), entraram na cidade santa, e apareceram a muitos. E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus." (Mt 27:52-53)

O versículo acima parece nos mostrar que, assim como alguns judeus ressuscitaram (literalmente, como Lázaro) depois de Cristo, os judeus do passado que morreram na fé de um redentor vindouro antes de Jesus ir à cruz foram levados ao Céu com Ele depois de Sua ressurreição. Eles também vão receber corpos ressurretos na Segunda Vinda:

"E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente." (Daniel 12:1-3)

3) Judeus convertidos depois do Arrebatamento

Já os Judeus que receberem Jesus como seu Messias após a igreja desaparecer serão escondidos no deserto da Jordânia (Petra) durante a Grande Tribulação (Apo. 12:14). Os dois grupos irão habitar em Israel durante o Milênio (Ezequiel 43:6-7).

"E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente." (Apo 12:14)

"E ouvi alguém que falava comigo de dentro da casa, e um homem se pôs em pé junto de mim. E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos." (Ez 43:6-7)

3) Judeus e Gentios convertidos a Cristo

É claro que judeus e gentios que entregam seus corações para Jesus durante a era da Igreja tornam-se parte da Igreja e depois do arrebatamento ou ressurreição popularão a Nova Jerusalém (Apo. 21). Muitos de nós fomos ensinados a chamá-la de Céu, mas na verdade é uma entidade separada. (Será explicado melhor no item Milênio).

4) Judeus e Gentios não convertidos a Cristo

Sejam judeus ou gentios, aqueles que não se encaixam em uma das situações acima durante a sua vida serão trazidos de volta à vida para serem julgados no juízo do Grande Trono Branco de Apocalipse 20:11-15. Ele ocorre no fim do Milênio. Naquele tempo, eles serão condenados ao lago de fogo eterno (Apo. 20:14).

Ambas as promessas se realizam: Israel não é a Igreja nem a Igreja é Israel e ambos os grupos são distintos das nações Gentílicas.

  • No Antigo Testamento, Deus prometeu a Israel que voltaria um dia para habitar no meio deles na sua terra para sempre (Ezequiel 43:6-7).
  • No Novo Testamento, Jesus prometeu à Igreja que voltará e nos levará para estar com Ele na casa de Seu Pai (João 14:1-3).

Grande parte da confusão em torno da Profecia do Fim dos Tempos resulta quer da incapacidade de compreender, quer a recusa em aceitar esta verdade.

Por exemplo, muitos cristãos hoje acreditam que a Igreja substituiu Israel no plano de Deus (Teologia da Substituição) e herdou todas as bênçãos de Israel. Israel já não serve a qualquer propósito no mundo, eles pensam, então, quando Deus fala sobre Israel, no Novo Testamento, Ele realmente quer dizer a Igreja. Portanto, eles não compreendem a Doutrina da Eleição, o Sermão do Monte, a Grande Tribulação, e outros ensinos do Novo Testamento que têm a ver com Israel.

Além disso, muitos gentios se sentam nos bancos aos domingos e acham que estão na igreja, embora não tenham nascido de novo. Eles pensam que estão salvos porque tentam viver uma vida boa, ou dar dinheiro, ou pertencer a uma denominação em particular. Eles estão erroneamente convencidos de que as bênçãos da Igreja são deles.

 

3) O Propósito e o Comprimento da Grande Tribulação

"Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente." (Jeremias 30:7,11).

Jesus disse que a Grande Tribulação seria o período de julgamento mais intenso que o mundo já viu, maior do que as guerras mundiais, e ainda maior do que o dilúvio de Noé. Ele disse que se fosse deixado seguir o seu curso, nem um único ser humano sobreviveria. Mas por causa do Seu povo Ele iria interrompê-lo em seu tempo determinado.

"E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias." (Mateus 24:22).

O propósito da Grande Tribulação é duplo.

A explicação está na passagem de Jeremias acima, onde ela é chamada por seu nome do Antigo Testamento, o 'Tempo da Angústia de Jacó'. Deus vai usá-la para destruir completamente as nações entre as quais Seu povo foi espalhado, e para disciplinar Israel, purificando-os para morar com Ele na Terra Prometida. A Igreja, tendo sido purificada na cruz, não requer nem destruição nem disciplina e não tem parte na Grande Tribulação.

"Não importa onde você colocar o Arrebatamento no Cenário Final dos Tempos, se você acredita na obra toda-suficiente do Senhor na cruz, sabe então que a Igreja tem de ser protegida dos julgamentos do Tempo do Fim, não purificada por eles. Se você não acredita que a obra do Senhor foi suficiente, mas que os julgamentos são necessários para terminar o que Ele apenas começou, então você tem problemas muito maiores do que descobrir quando o arrebatamento ocorrerá."

A duração da Grande Tribulação é variadamente dada como 3 anos e meio (Daniel 12:7), 42 meses (Apo. 11:2), ou 1.260 dias (Apo. 12:6).

Se você usar um calendário (judaico) de 12 meses de 30 dias, para um total de 360 ​​dias em um ano, estas três medidas todas acabam por ter o mesmo comprimento.

Alguns comentaristas afirmam que em Mat. 24:22 Jesus disse que este tempo seria interrompido, e a tradução em Inglês parece dar a entender isso, mas tem que ser uma interpretação errada da intenção do Senhor. Digo isso porque, enquanto Daniel 12 foi escrito várias centenas de anos antes de o Senhor falar sobre o assunto, João escreveu o Apocalipse 60 anos depois da ressurreição. Então, sua duração ficou clara no depoimento prestado, tanto antes do tempo do Senhor quanto depois dele. Se Ele disse que a Grande Tribulação vai ser interrompida, então, Ele contradisse tanto Daniel quanto João, algo que a Bíblia não pode fazer. Mais provavelmente a intenção de Mat. 24:22 é explicar que se o Senhor não voltasse para pôr fim à Grande Tribulação na hora marcada, ninguém sobreviveria, mas por causa dos seus eleitos Ele voltará para pôr fim a ela.

As referências aos 3 anos e meio, 42 meses, 1.260 dias nos levam a acreditar que o calendário original da Terra consistia de 12 meses com 30 dias cada e, na verdade, parece que antes de cerca de 700 aC, toda a Terra usava esse calendário. Desde então uma série de calendários diferentes surgiram, aparentemente para compensar as mudanças que ocorreram na órbita da Terra por volta daquele tempo. (O calendário usado pelos países ocidentais (o gregoriano), hoje, tem apenas cerca de 400 anos de idade.)

Além disso, Daniel 9:27 adverte que uma abominação que causa desolação ocorrerá na metade dos últimos sete anos, ou 3 anos e meio do final. Em Mat. 24:21 Jesus identificou este evento como o início oficial da Grande Tribulação. Paulo confirma isso e acrescenta detalhes ao descrever o anticristo no Templo proclamando-se Deus (2 Tes. 2:4). Isso confirma o comprimento da Grande Tribulação como sendo 3 anos e meio.

A 'Abominação Que Causa Desolação' é uma profanação do Templo em particular que aconteceu apenas uma vez na história. Em 168 aC. o rei da Síria, Antíoco Epifânio, capturou o Templo e o converteu em um centro de adoração pagã. Ele ergueu uma estátua de Zeus com a sua própria face sobre ela no Lugar Santo, proclamando-se, assim, ser Deus, e exigiu que os judeus a adorassem sob pena de morte. Foi chamado de 'Abominação que causa Desolação' porque tornou o Templo inadequado para o uso e provocou a revolta de 3 anos e meio dos Macabeus. A recaptura e limpeza do Templo pelos judeus em 165 AC é celebrada na festa de oito dias de Hanukkah.

Para resumir, Daniel falou de uma abominação que causa desolação que marcaria a metade dos últimos sete anos. Um evento chamado de 'Abominação que causa Desolação' em 1º Macabeus ocorreu em 168 AC, mais de 300 anos depois. Mas, 200 anos depois disso, Jesus disse a seus discípulos que o povo de Israel deve ficar atento a uma futura 'Abominação que causa Desolação' e referiu-se à profecia de Daniel ao fazê-lo (Mat. 24.15-21). Ele disse que ela dará início à Grande Tribulação. Paulo também descreveu um evento futuro semelhante ao de 168 AC dizendo que o "Dia do Senhor" não poderia precedê-lo (2 Tes. 2:3-4).

Portanto, a abominação que causa desolação que teve lugar em 168 aC, foi apenas um cumprimento parcial da profecia de Daniel. Jesus se referiu a ela para que as pessoas no fim dos tempos sejam capazes de reconhecer o cumprimento quando eles a virem. Eles vão saber ao olhar para um homem de pé no Templo chamando a si mesmo de Deus e exigindo que sua imagem seja adorada. Jesus disse aos que vivem na Judeia (Israel) que quando o virem fujam para se esconder de imediato, pois a Grande Tribulação terá começado.

4) A finalidade do Arrebatamento

"Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura." (1 Tes. 1:9-10)

A palavra grega traduzida "da" na passagem acima é "apo (απο)". Literalmente, ela significa "manter o sujeito (nós) à distância do tempo, do lugar ou de qualquer relação com o evento em referência", neste caso da ira vindoura. Este versículo é um dos vários que explicam o propósito do arrebatamento da igreja, e ele é para nos colocar em segurança fora do caminho antes de Deus visitar a sua ira sobre a Terra.

απο – apo (Léxico Grego Strong)
partícula primária; preposição
1) de separação
1a) de separação local, depois de verbos de movimento de um lugar i.e. de partir, de fugir
1b) de separação de uma parte do todo
1b1) quando de um todo alguma parte é tomada
1c) de qualquer tipo de separação de uma coisa de outra pelo qual a união ou comunhão dos dois é destruída
1d) de um estado de separação. Distância
1d1) física, de distância de lugar
1d2) tempo, de distância de tempo
2) de origem
2a) do lugar de onde algo está, vem, acontece, é tomado
2b) de origem de uma causa

Quando é que a ira de Deus vem?

"E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: "Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?" (Apo. 6:15-17)

Depois de Apocalipse 3 a Igreja não é vista novamente na Terra até que voltamos com o Senhor em Apocalipse 21:2, conforme previsto em Apocalipse 17:14.

"E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido." (Apo 21:2)

"Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis. (Apo 17:14)"

Em Apocalipse 4, João vê uma porta aberta no céu e é dito para ele "Venha até aqui!" Imediatamente ele se encontra no espírito, em pé diante do trono de Deus no final dos tempos. Ele foi transportado para o tempo do arrebatamento.  Lá ele vê os 24 anciãos, assentados em seu próprios tronos ao redor do trono de Deus. Eles estão todos vestidos de branco, com coroas de ouro em suas cabeças. Eles se curvam diante do Senhor e colocam as suas coroas aos seus pés dando-Lhe honra e glória.

No capítulo 5 eles (os Anciãos) chamam a si mesmos de Reis e Sacerdotes enquanto cantam louvores a Deus. Por seus títulos, roupas, coroas, tronos, e atividades eles representam a Igreja recém-arrebatada.

Há quatro visualizações do Trono de Deus no Antigo Testamento:

Isaías 6:1-4 e Ezequiel 1 e 10 que não incluem esses 24 anciãos; a de Daniel 7:9-10, uma visão do fim dos tempos, sugere vários tronos, mas não oferece nenhum detalhe.

Porém o livro do Apocalipse os 24 anciãos são mencionadas 12 vezes. Algum grupo chegou no Céu que não estava lá nos tempos do Antigo Testamento, e 12 é o número de governo. É a Igreja que vem para governar e reinar com Cristo.

Assim, a Igreja é arrebatada no capítulo 4; é apresentada no céu no capítulo 5 e no capítulo 6 a Ira de Deus é derramada na Terra.

A primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses foi escrita em 51 dC e contem a primeira menção clara de um arrebatamento jamais dada. Nem Jesus nem os discípulos jamais o ensinaram. Sua existência foi mantida em segredo até então, assim como seu tempo exato é segredo até hoje.

Muitos dos erros cometidos sobre o momento do arrebatamento vêm de tentativas fúteis de encontrar passagens do Evangelho que o ensinem, como veremos no tópico 'Segunda Vinda'.

Achamos que o Arrebatamento talvez seja o componente mais importante da Profecia do Final dos Tempos, e para nós ele é.

Então, por que Jesus nunca o mencionou?

1 Coríntios 2:6-10 nos dá a resposta. "

Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus."

A frase "príncipes deste mundo" refere-se a Satanás e companhia. Se eles tivessem conhecido a abundância impressionante de bênçãos que o Senhor derramará sobre aqueles que aceitam a Sua morte como pagamento pelos seus pecados, eles teriam feito tudo ao seu alcance para impedir que O crucificassem. Pense nisso. Somos chamados Reis e Sacerdotes, recebendo riqueza e influência incalculáveis, feitos herdeiros com Cristo dos bens de Deus, algo que Satanás nunca poderia alcançar e nunca poderíamos merecer, e é tudo nosso só porque acreditamos. Esta constatação veio a Satanás depois que já era tarde demais para impedi-lo e transformou o que deveria ter sido sua maior vitória em uma derrota agonizante.

"E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo." (Colossenses 2:15)

Mas como tudo no plano de Deus, você vai encontrar pistas do Arrebatamento mesmo no Antigo Testamento. Veja esta passagem de Isaías 26:19-21:

"Os teus mortos e também o meu cadáver (o de Isaías) viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos."

Observe como os pronomes mudam da segunda pessoa quando Deus fala de Seu povo para terceira pessoa quando Ele fala do povo da Terra. Isso significa que os dois grupos são diferentes. A um é dito para esconder porque o outro vai ser punido.

Nota: a palavra hebraica traduzida como "vai" na frase "Vai povo meu" é traduzida como "vem" em algumas traduções, lembrando o comando a João em Apocalipse 4, "Sobe aqui!" Mas a palavra tem um outro significado primário e é o meu favorito. Significa desaparecer. "Desapareça, pavo meu!" Sim, nós vamos.

Léxico Hebraico Strong:
ילך yalak – palavra 'Vai" usada em Isaías 19:20
1) ir, andar, vir
1a1) ir, andar, vir, partir, prosseguir, mover, ir embora
1a2) morrer, viver, maneira de viver (fig.)
1b) guiar, trazer, levar embora, carregar, fazer andar
כחד kachad – Palavra Desaparecer com o sentido de se Esconder (Não foi essa a palavra usada no texto de Isaías, o autor quis demonstrar que a palavra "Esconder" em Hebraico pode ter outro significado)
1) esconder, ocultar, cortar fora, derrubar, tornar desolado, chutar
1a1) ser escondido
1a2) ser apagado, ser destruído, ser eliminado
1b) (Piel) cobrir, esconder
1c1) esconder
1c2) desaparecer, aniquilar

Agora leia duas das revelações mais conhecidas de Paulo sobre o Arrebatamento.

"Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (1 Tes. 4:15-17)

"MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas." (1 Tes. 5:1-5)

"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tes. 5:9)

Aqui está outra mudança dos pronomes.

Usando a terceira pessoa, Paulo descreve incrédulos pegos de surpresa, pensando que haviam entrado em um período de paz enquanto a destruição repentinamente chove sobre eles, cortando toda a esperança de escapar. Em seguida, Paulo muda para a segunda pessoa, dizendo que os crentes não devem ser pegos de surpresa enquanto o fim se aproxima, e, finalmente, para a primeira pessoa quanto ele nos inclui com ele, não estando destinados à ira.

Agora observe cuidadosamente enquanto colocamos os escritos de Isaías sobre os de Paulo.

"Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos." (Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.)

"Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira." (Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.)

"Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade." (Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.)

Embora a Bíblia contenha 66 livros e 40 escritores envolvidos, há um só Autor e a Sua mensagem é consistente desde Gênesis até o Apocalipse.

Foi assim que Paulo pode abrir sua passagem sobre o arrebatamento, dizendo: "… pela palavra do Senhor …". O Senhor nunca mencionou o arrebatamento nos Evangelhos. Paulo com certeza havia lido Isaías.

Além dessas, existem várias outras passagens onde nosso Senhor promete proteger-nos dos juízos vindouros.

Muitas pessoas dizem que a palavra arrebatamento não aparece em nenhuma dessas passagens.  Elas sabem que 'Arrebatamento' é uma palavra de origem latina, não hebraica ou grega, as línguas da Bíblia.

Nota: A primeira tradução da Bíblia foi para o latim (Vulgata) e o termo arrebatamento vem de lá.

A palavra Arrebatamento tem seu equivalente em grego como harpazo, que se encontra no texto grego de 1 Tes. 4:15-17. Quando traduzidas para o Português, ambas as palavras significam "ser apanhado, ou arrebatado." Há uma situação semelhante com a palavra Lúcifer, também de origem latina. Ela também não aparece em nenhum dos textos originais, mas ninguém seria ingênuo o suficiente para negar a existência de Satanás em uma base tão débil.

αρπαζω harpazo
1) pegar, levar pela força, arrebatar
2) agarrar, reivindicar para si mesmo ansiosamente
3) arrebatar

 

5) Condições Que Envolvem a 2ª Vinda

Uns dois dias antes de ser preso, Jesus teve uma conversa privada com quatro de seus discípulos, Seu círculo íntimo. Eles eram Pedro e André, Tiago e João, dois pares de irmãos. O objetivo da conversa era responder a perguntas que eles Lhe havia feito sobre a 2ª Vinda e do Fim dos Tempos. Eles ficaram confusos porque, segundo a profecia de Daniel 9:24-27 esses eventos estavam a apenas sete anos de distância e, ainda assim, Jesus tinha acabado de dizer-lhes que o Templo e todos os edifícios circundantes seriam demolidos tão completamente que nem uma pedra seria deixada de pé sobre a outra. Ele havia dito à multidão a mesma coisa no chamado Domingo de Ramos e disse que isso iria acontecer porque a nação não tinha reconhecido o tempo de Sua vinda para eles.

"E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lc 19:44).

Sua resposta às perguntas dos discípulos está contida em Mat. 24-25, Marcos 13 e Lucas 21.

Os teólogos a chamam de Sermão do Monte porque a conversa teve lugar no Monte das Oliveiras. Para este estudo, apenas vamos resumi-lo, concentrando-nos nas peças que nos ajudam a identificar o que o Senhor tem a dizer sobre as condições em torno da 2ª Vinda.

No relato de Mateus, o mais detalhado, Jesus incluiu diversas referências geográficas e de tempo específicas na sua resposta. Ele fez isso para que seus leitores não se confundam sobre quem e quando Ele estava falando. Ele nos comandou a compreender a passagem de Mat. 24:15, Ele queria ter certeza de que entendemos direito. Vamos usar essas referências para obter uma clara compreensão de Seu público alvo e do calendário de eventos.

"Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda;" (Mt 24:15)

A resposta às suas perguntas começa em Mat. 24:4 com uma visão geral.

Ele disse que falsos messias iriam enganar a muitos e que haveriam guerras e rumores de guerra, mas isso não estaria sinalizando o fim. Ele os caracterizou, juntamente com fomes e terremotos em vários lugares, como o princípio das dores. Dores de parto dizem a uma gestante que o trabalho de parto está chegando, mas não dizem exatamente quando ele vai ocorrer. É o mesmo com esses sinais.

Ele disse que eles (os judeus) serão perseguidos e condenados à morte e odiados por todas as nações, fazendo com que muitos se afastem da fé e até mesmo traiam uns aos outros, mas aqueles que permanecerem firmes até o fim serão salvos. Então Ele terminou Seu resumo em Mat. 24:14, dizendo que o evangelho seria pregado em todas as nações e, em seguida, viria o fim.

De acordo com Apo. 14:6-7, essa profecia será cumprida por um anjo logo após a Grande Tribulação começar:  "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas."

"Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes." (Mateus 24:15-16)

Esses dois versos nos dão as primeiras pistas específicas quanto ao público pretendido e quanto ao tempo da Sua resposta.

O Lugar Santo é o Templo judaico e, como aprendemos na Parte 2, a abominação que causa desolação é uma profanação específica que o torna impróprio para uso posterior.

O último Templo existente em Israel foi destruído em 70 dC, antes que essa profecia pudesse ser cumprida. A própria nação deixou de existir cerca de 135 dC e não reapareceu até 1948. Mas, como ainda não há Templo ali, a profecia ainda está por se cumprir.

Também é direcionada para aqueles que estão na Judeia, o nome bíblico para Israel. O Senhor estava advertindo as pessoas em Israel que estarão vivas quando um Templo estiver sendo construído lá para vigiarem por isso e, quando o virem, fugirem imediatamente.

"E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver." (Mateus 24:20-21)

As montanhas da Judeia são traiçoeiras no inverno, e os judeus são proibidos pela Lei de andar mais de mil passos no sábado, por qualquer motivo. Isso confirma que o aviso destina-se ao povo de Israel dos últimos dias, de volta em seu relacionamento da Antiga Aliança, no início da Grande Tribulação, 3 anos e meio antes da Segunda Vinda. A Igreja já terá ido embora.

Então, em Mateus 24:29 Ele disse que "logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas." Quando virem esses sinais eles saberão que a Grande Tribulação terminou.

Mat. 24:30 mostra as pessoas na Terra vendo o Sinal do Filho do Homem no céu, e depois seu retorno visível para a Terra com poder e grande glória. Isso fará com que todos os povos da Terra lamentem. Agora é tarde demais para que eles sejam salvos e eles percebem isso intuitivamente. Essa é a Segunda Vinda do Senhor.

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória."

Mat. 24:36 começa com "… daquele dia e hora ninguém sabe …" Que dia? Que hora? De acordo com Mat. 24:37 e 39 é o dia e a hora da Segunda Vinda.

Lembre-se de ficar no contexto. Esse foi o assunto de Jesus desde o versículo 30.

Acredito que a razão de Ele dizer: "dia e hora" foi para que soubéssemos com certeza que Ele estava falando sobre o dia e hora exatos de Sua Vinda, e não o tempo geral. O momento específico da 2ª Vinda está envolto em mistério. Nada menos que quatro vezes dentro de um período de 27 versos Jesus disse que o povo vivo na Terra no momento, não saberá com antecedência o dia e a hora da sua vinda (Mat. 24:36, 42-44, 50, Mat. 25:13). Na verdade a única vez que Ele usou a frase dia e hora foi em conjunto com Sua 2ª Vinda.

Isso dá suporte à ideia de que a Segunda Vinda ocorrerá, provavelmente, na Festa das Trombetas. Ela era chamada de a festa onde ninguém sabe o dia nem a hora porque acontecia em uma lua nova, que é muito difícil de ver no céu noturno. Acrescente a isso o fato de que imediatamente após a Grande Tribulação a Lua vai ficar inteiramente escura (Mateus 24:29) e se torna uma tarefa difícil, quase impossível.

Mat. 25 começa com a frase "Então, …" ou "Naquele tempo,…", que é o momento imediatamente após a 2ª Vinda, e contém três ilustrações que o Senhor usou para descrever julgamentos que Ele vai realizar depois que retornar. Eu vou apenas destacar o que elas revelam sobre a identidade de seus destinatários.

A Parábola das 10 Virgens

A primeira é a Parábola das 10 Virgens (Mateus 25:1-13). É uma história a cerca de 10 mulheres jovens à espera de um noivo que virá. Todas têm lâmpadas a óleo, mas por terem esperado um longo tempo, cinco ficam sem óleo e estão tentando comprar mais quando ele chega. Não tendo óleo elas são impedidas de entrar para o banquete do casamento. Esta parábola é por vezes utilizada para ilustrar a situação precária de "apóstatas" na Igreja, mas mesmo se você desconsiderar o problema com o tempo quase tudo nessa interpretação é errado.

Primeiro, se o óleo está sendo usado simbolicamente aqui, como eu acredito que está, então o princípio da consistência expositiva exige que ele represente o Espírito Santo. Este princípio diz que quando as coisas são usadas simbolicamente na Bíblia, o uso simbólico é consistente. Por exemplo levedura (fermento) sempre simboliza o pecado, e óleo sempre simboliza o Espírito Santo. A Igreja pode perder o Espírito Santo, ou esgotar o Seu estoque? Efésios 1:13 e 2 Coríntios 1:21-22 ambos dizem que o Espírito Santo foi selado dentro de nós como uma garantia da nossa herança, e que isso aconteceu apenas porque acreditamos na mensagem do Evangelho. Não há nada que alguém em qualquer lugar possa fazer para mudar isso.

Mas essa garantia não é indicada para os crentes da Tribulação. Na verdade Apo. 16:15 especificamente adverte-os a permanecerem acordados e manterem sua justiça, simbolizada por manter suas roupas com eles. (A roupa é frequentemente usada para representar a justiça, como em Isaías 61:10).

Apo. 16:15 implica que os crentes da Tribulação são responsáveis ​​por permanecerem firmes em sua fé para não perderem a sua salvação. Mat. 25:8 concorda, dizendo-nos que todas as 10 virgens tinham óleo em suas lâmpadas no início, mas as cinco tolas não tinham o suficiente para levá-las até o fim. Lembre-se, todas as 10 virgens são pegas dormindo quando Ele volta. É o óleo que distingue um grupo do outro, e não seu comportamento.

Em segundo lugar, essas 10 mulheres são chamadas virgens ou damas de honra, mas nunca de Noiva. Por outro lado, a Igreja é a Noiva, e nunca é chamada de dama de honra! E quando você já ouviu falar de uma noiva ter que implorar com o noivo para ser admitida em seu próprio banquete de casamento?

Terceiro, parece que essas jovens estão tentando entrar no Mitzvah Seudas (festa de casamento) um banquete que sucede a cerimônia de casamento. Se assim for, nenhuma delas conseguiu chegar à cerimônia de casamento propriamente dita, com ou sem óleo, então nenhuma delas pode ser a noiva. Na verdade não há menção da noiva em qualquer lugar desta parábola.

Logo presumimos que estas virgens não podem ser a Igreja. Eles representam os sobreviventes da Tribulação tentando entrar no Reino Milenar. Cinco foram salvas no tempo entre o arrebatamento e o fim da Grande Tribulação (representado pelo óleo), mantiveram-se firmes, e são bem-vindas a entrar. As cinco sem óleo quando ele chegou não permaneceram firmes e perderam seu lugar.

Esta parábola ensina que a volta do Senhor sinaliza o prazo após o qual até mesmo o pedido para ser salvo e receber o Espírito Santo será negado. A porta para o Reino será fechada e o Senhor irá negar conhecer quem chegou tarde demais.

A Parábola dos Talentos

Em Mateus 25:14, no início da parábola dos talentos, a palavra "também" significa que ele está dando uma outra ilustração do mesmo período de tempo como a parábola das 10 virgens, o dia da Sua Vinda.

Embora o uso do talento como um dom ou habilidade deriva desta parábola, um talento era uma unidade de medida grega, geralmente monetária. A chave para interpretar uma parábola é saber que tudo é simbólico de uma outra coisa, por isso, nesta parábola um talento representa algo valioso para o Senhor que ele desejava ter investido em Seu nome. Após Seu retorno, Ele pergunta àqueles a quem ele o tinha confiado que o que eles haviam realizado.

Aqueles que ensinam que os talentos são dons concedidos à Igreja para serem usados com sabedoria, produzindo um retorno mensurável, não leram o último verso da parábola. O servo que enterrou seu talento no chão e não produziu nada com ele foi jogado nas trevas exteriores, o destino dos incrédulos. Estará o Senhor ensinando uma salvação com base nas obras aqui? Nos ameaçando com a perda da nossa salvação se não produzirmos o suficiente com os dons que Ele nos deu? Claro que não.

Lendo a Bíblia, fica claro que o dinheiro não é importante para o Senhor. Mas o Salmo 138:2 diz que Ele valoriza a Sua Palavra acima de tudo. Acredito que os talentos representam a Sua Palavra. Aqueles que a semeiam nos corações de outros descobrem que ela se multiplica em novos crentes. Aqueles que a estudam descobrem que a sua própria compreensão cresce, multiplicando a sua fé.

Mas aqueles que ignoram a Sua Palavra descobrem que é como enterrá-la no chão. Longe da vista, longe do coração, até o pouco com que começaram está perdido para eles. Isso prova que ela nunca teve qualquer valor para eles e os condena como incrédulos, a serem lançados nas trevas exteriores. Eles ouviram a verdade e a ignoraram. Agora é tarde demais. Em 2 Tes. 2:10 Paulo os descreve como aqueles que perecem, porque eles se recusaram a amar a verdade para serem salvos. Alguns vão arcar com a responsabilidade maior de terem levado seus seguidores a se desviarem por sua recusa em ensinar a verdade.

Em Sua Palavra, o Senhor estabeleceu cada ação que Ele tomaria sobre seu plano para o Planeta Terra. "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas", disse Ele (Amós 3:7). Ele fez isso para que o homem nunca tivesse que ficar imaginando o que Ele estava fazendo. E sobre o Fim dos Tempos Ele tinha mais a dizer do que sobre qualquer outro assunto. Ninguém pode alegar ignorância. Mais uma vez o ponto é que alguns que sobreviverem à Grande Tribulação serão recebidos no Reino e alguns não, e a fé é o fator determinante.

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes

Mat. 25:31 não deixa dúvidas quanto ao seu tempo. Ele começa "Quando o Filho do Homem vier …" e segue falando sobre o Senhor estabelecendo o seu trono na Terra, depois de Seu retorno para o julgamento das nações, na verdade, um juízo dos gentios sobreviventes da tribulação. O Senhor não julga as nações no sentido eterno, apenas indivíduos. A palavra grega aqui é ethnos, e significa "povo de todo tipo." Eles vão ser julgados pelo modo como trataram "Seus irmãos" durante a Grande Tribulação. É chamado de Julgamento das Ovelhas e dos Bodes, com as ovelhas sendo aqueles que ajudaram seus irmãos através dos tempos horríveis que acabaram de passar e cabras sendo aqueles que não o fizeram.

Alguns dizem que seus irmãos são crentes, sejam judeus ou gentios, e outros dizem que eles são especificamente judeus, mas o ponto mais importante é que esses sobreviventes da Tribulação não estão sendo julgados por suas obras. Suas obras estão sendo citadas como prova de sua fé, como em Tiago 2:18. Ajudar a um crente, especialmente um judeu, durante a Grande Tribulação requererá ainda mais coragem do que na Alemanha de Hitler e, de acordo com alguns, será uma ofensa punível com a morte. Apenas um seguidor de Jesus, certo de seu destino eterno, se atreveria a fazê-lo ou mesmo a querê-lo. Aqueles que ajudaram a "Seus irmãos" terão demonstrado a sua fé por suas obras e serão conduzidos vivos ao Reino. Aqueles que se recusaram a ajudar terão condenado a si mesmos à escuridão por esta prova da sua falta de fé.

Todos as três ilustrações ensinam a mesma lição.

Os sobreviventes crentes viverão no Reino. Alguns terão confiado exclusivamente no dom da fé do Espírito Santo, como na Parábola das 10 Virgens. Outros terão multiplicado sua fé através do estudo e partilha da Sua Palavra, como na Parábola dos Talentos. Outros ainda terão colocado a sua fé em ação, arriscando suas vidas no negócio. Eles são as ovelhas do Julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Mas, tal como tem sido ao longo da história, todos serão salvos pela fé.

Onde está o Arrebatamento?

O Julgamento das Ovelhas e dos Bodes é, na verdade, uma expansão de Mat. 24:40-41 "será levado um, e deixado o outro…"

Por causa do problema de tempo, estes versos não podem estar descrevendo o Arrebatamento. Mas há mais. A palavra grega traduzida 'tomado' nos versículos 40 e 41 significa "recebido." Capitães escolhendo os lados em um jogo de futebol de areia apontam para alguém e dizem: "Vou levá-lo." Significa, "Venha até aqui. Você está no meu time." Nenhum problema até agora, o Senhor está levando alguns, mas não outros.

παραλαμβνω paralambano
1) tomar a, levar consigo, associá-lo consigo
1a) um associado, companheiro
1b) metáf.
1b1) aceitar ou reconhecer que alguém é tal como ele professa ser
1b2) não rejeitar, não recusar obediência
2) receber algo transmitido
2a) ofício a ser cumprido ou desempenhádo
2b) receber com a mente
2b1) por transmissão oral: dos autores de quem a tradição procede
2b2) pela narração a outros, pela instrução de mestres (usado para discípulos)

Mas o significado primário da palavra traduzida 'deixado' é "mandar embora", como um marido se divorciando iria "mandar embora" sua esposa. Naqueles dias, mulheres não tinham direitos e, exceto em circunstâncias muito incomuns, nem propriedade. A casa do casal era propriedade do marido, geralmente construída em terras de sua família. Se ele se divorciou de sua esposa, mandou-a ir morar em outro lugar, excluindo-a de sua presença. Incrédulos não serão mandado embora desta maneira no arrebatamento. Eles serão deixados no lugar em que estão para suportar os julgamentos.

αφιημι aphiemi
1) enviar para outro lugar
1a) mandar ir embora ou partir
1a1) de um marido que divorcia sua esposa
1b) enviar, deixar, expelir
1c) deixar ir, abandonar, não interferir
1c1) negligenciar
1c2) deixar, não discutir agora, (um tópico)
1c2a) de professores, escritores e oradores
1c3) omitir, negligenciar
1d) deixar ir, deixar de lado uma dívida, perdoar, remitir
1e) desistir, não guardar mais
2) permitir, deixar, não interferir, dar uma coisa para uma pessoa
3) partir, deixar alguém
3a) a fim de ir para outro lugar
3b) deixar alguém
3c) deixar alguém e abandoná-lo aos seus próprios anseios de modo que todas as reivindicações são abandonadas
3d) desertar sem razão
3e) partir deixando algo para trás
3f) deixar alguém ao não tomá-lo como companheiro
3g) deixar ao falecer, ficar atrás de alguém
3h) partir de modo que o que é deixado para trás possa ficar,
3i) abandonar, deixar destituído

Esta passagem não está descrevendo o Arrebatamento.

O momento, o contexto, e a disposição das partes estão todos errados. É um resumo do Julgamento das Ovelhas e dos Bodes. Os levados (recebidos) viverão no Reino em seus corpos naturais e ajudarão a repovoar a Terra, enquanto os deixados (mandados embora) serão colocados nas Trevas Exteriores, para sempre banidos da presença de Deus.

E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. (Mateus 24:37). Nos dias de Noé as pessoas da Terra poderiam ser separadas em três grupos. Havia os descrentes que pereceram no dilúvio, Noé e sua família, que foram preservados através do Dilúvio, e Enoque que foi levado da Terra antes do Dilúvio. (Enoque foi trasladado em Gênesis 5. Isso significa que Deus o levou vivo para o céu. O Dilúvio veio em Gênesis 6.)

No tempo da 2ª Vinda, o povo da terra também se dividirá em três grupos. O mundo incrédulo irá perecer nos juízos dos Tempos do Fim, Israel será preservado através dos julgamentos, e A Igreja será tomada da Terra antes dos julgamentos.

Há algumas semelhanças interessantes entre Enoque e a Igreja. Seu nome significa "ensino", uma das principais funções da Igreja. A tradição judaica diz que Enoque nasceu no dia 6 de Sivan. 6 de Sivan é o dia no calendário hebraico em que a Festa de Pentecostes é celebrada. É o dia em que nasceu a Igreja. Eu acho que Enoque é um bom modelo da Igreja.

Na 2ª Vinda a porta para a salvação será fechada. Os sobreviventes da Terra serão julgados e os que se tornaram fiéis serão recebidos no Reino. Os incrédulos serão levados para fora do planeta, privados da presença do Senhor para sempre. Eles queriam o Senhor fora de suas vidas, e agora eles conseguirão o que queriam.

6) A Duração e Objetivo do Milênio

Como a palavra Arrebatamento e Lucifer, Milênio é uma palavra de origem latina e não aparece em qualquer lugar nas Escrituras. Nós a obtemos de duas palavras latinas, mille, ou 1000, e annum, ou ano, a partir da tradução latina de Apo. 20:06. Mille annum, milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na Terra, é conhecido por Israel como a Era do Reino. É o sétimo e último milênio da Idade do Homem, que começou com o nascimento de Adão. É muitas vezes confundido com a eternidade, mas, como vimos anteriormente, os dois são distintos. Um Milênio é, obviamente, um período definido de tempo, enquanto por definição Eternidade é a ausência do tempo como nós o conhecemos.

O Milênio Na Terra

Durante o Milênio, o Senhor será Rei do Céu e da Terra, a Terra sendo restaurada à condição em que estava quando Adão foi criado. Isto incluirá a restauração da paz entre o homem e os animais, trazendo de volta o Meio-Ambiente, como o de um jardim, original da Terra, com o seu clima sub-tropical de extensão mundial, eliminando o mau tempo, as tempestades assassinas, os terremotos e os extremos de calor e frio. A extensão da vida do homem começará a aumentar novamente para igual à dos patriarcas de Gênesis. Doenças e enfermidades, os subprodutos do pecado, serão bastante reduzidas. Parece que a população da Terra será sustentada pelo retorno a uma economia agrária, mas sem todos os obstáculos enfrentados por Adão, quando a maldição de Gênesis 3 for finalmente removida. O homem facilmente produzirá o suficiente para o uso de sua família, e terá prazer em fazê-lo. Nenhum trabalho será improdutivo, ou principalmente para o benefício dos outros. As crianças vão crescer sem medo e os adultos vão envelhecer em paz. (Um resumo de Isaías 2:1-5, 4:2-6, 35, 41:18-20, 60:10-22,65:17-25, Miqueias 4:1-8)

Como a Terra voltará a ser povoada em sua maioria por sobreviventes da Tribulação em seus corpos naturais, ainda haverá pecado, embora em menor grau, especialmente no começo. No chamado Templo Milenar em Israel, os sacerdotes irão realizar sacrifícios diários pelo pecado, assim como nos dias do Antigo Testamento. Mas, enquanto os crentes do Velho Testamento observavam os sacrifícios do Templo para aprender o que o Messias faria um dia fazer por eles, os crentes Milenares irão observá-los para lembrar, e para seus filhos aprenderem, o que Ele já fez. (Eze. 40-47)

O Senhor reinará supremo sobre a Terra como Rei e Sumo Sacerdote, o cabeça tanto do governo mundial como de uma religião mundial. Ele não admitirá ameaças à sua paz estabelecida, nem qualquer desvio da Sua doutrina. (Salmo 2)

No início, apenas os crentes habitarão a Terra, desfrutando do ambiente verdadeiramente utópico com que a humanidade sempre sonhou, mas que somente Deus pode criar. Eles irão em breve começar a ter filhos que, à medida que amadurecerem, terão que optar por receber o perdão do Senhor, assim como nós temos. E como acontece hoje, alguns irão rejeitá-Lo para seguir seu próprio caminho. No momento em que Satanás for libertado no final do Milênio, haverá tantos que já rejeitaram o Senhor que ele vai encontrar rapidamente um enorme exército de recrutas para a sua última tentativa de expulsar o Senhor para fora do planeta.

Mas com o fogo do céu o Senhor destruirá o exército de Satanás, lançando-o no Lago de Fogo, onde será atormentado de dia e de noite para sempre. Nunca mais ele ou qualquer de seus cúmplices será livre para afligir o povo de Deus. (Apo. 20:7-10)

Como isso aconteceu?

O que começou como uma era de paz e prosperidade inimaginável, terá terminado em guerra aberta contra o mesmo Rei que a tornou possível. Como pode ser isso?

Antes do Milênio, o homem tinha três desculpas para sua incapacidade de agradar a Deus. A primeira era Satanás, cujos esquemas inteligentes levaram o homem ao erro. Mas durante todo o Milênio, Satanás estará preso na escuridão.

a segundo era a má influência dos incrédulos. Mas quando o Milênio começar, a Terra terá sido purificada de todos os seus infiéis. Somente àqueles que haviam dado o seu coração ao Senhor será permitida a entrada no Reino.

E a terceira era a ausência de Deus do nosso meio. Por 2.600 anos, com exceção de um período de 33 anos, Deus tem estado ausente do planeta deixando o homem "cuidar de si mesmo." Mas durante todo o Milênio, o Pai, o Filho e o Espírito Santo terão habitado no meio das pessoas da Terra.

No Milênio, os habitantes da Terra viverão nas circunstâncias ideais que Adão e Eva desfrutavam no Jardim do Éden. A maldição terá desaparecido e o Senhor estará lá entre eles, todo o mundo é crente e Satanás estará preso. E, no entanto, há pecado residual suficiente no coração do homem não regenerado para que ele se rebele na primeira chance que tiver. O homem pecador não pode habitar na presença de um Deus Santo, sendo incapaz de guardar Seus mandamentos. Ele precisa de um Salvador e Redentor para reconciliá-lo com Deus e de um transplante de coração para curá-lo de sua natureza pecaminosa. O ponto inteiro do Milênio é provar, de uma vez por todas, que o coração do homem é enganoso acima de todas as coisas e além da cura (Jer. 17:9) o que torna impossível para ele viver em uma maneira que agrada a Deus.

O Milênio Na Nova Jerusalém

A vida é muito diferente no Lar da Igreja Redimida. Embora os reis da Terra tragam-nos o seu esplendor, nenhum incrédulo jamais poderá colocar os pés no lugar, nem mesmo um crente em seu estado natural. Nossas mansões no céu são construídas do mais puro ouro, como são as ruas que correm diante delas, suas fundações feitas de pedras preciosas. Não há Templo na Nova Jerusalém, porque o Cordeiro de Deus habita lá e é o nosso templo. A fonte de energia que nos ilumina e aquece é a Glória de Deus, e o nosso brilho, por sua vez, fornece luz para as nações da Terra. (Apo. 21:9-27)

Nossos corpos glorificados terão sido libertados de seus grilhões dimensionais, o que nos permitirá aparecer e desaparecer à vontade, indo e vindo ao longo do tempo na velocidade do pensamento enquanto sondamos as ilimitadas delícias da Criação de Deus. Nenhum detalhe foi esquecido, no que se refere ao nosso conforto e felicidade. Não há mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, apenas as alegrias infinitas da exploração e da descoberta. Como está escrito: "Nenhum olho viu, nem ouvido ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam." (1 Cor 2:9).

Nossa casa não é na Terra, mas não é no Trono de Deus também. Descendo dos céus, mas nunca pousando na Terra, nossa casa poderia ser chamado de um satélite de órbita baixa na terminologia de hoje. 2250 Km de altura, largura e profundidade, ela não caberia em Israel, muito menos em Jerusalém. Se pousássemos na Terra precisamos de um espaço equivalente à área do estado do Maine até a Flórida e até o Centro-Oeste, ou toda a Europa Ocidental da Suécia até a Itália, e a Nova Jerusalém será mais de 4000 vezes mais alta que o mais alto edifício do mundo. Quase 2/3 do tamanho da Lua, ela simplesmente não caberá em qualquer lugar na Terra.

A Igreja tem sido descrita como a Pérola de Grande Valor. Uma pérola é criada no oceano e cresce como resposta a uma irritação. É a única gema preciosa que vem de um organismo vivo. Na época da colheita, ela é removida de seu habitat natural para ser colocada em uma ambiente personalizado onde se torna um objeto de adorno.

E assim é com a Igreja. Criada dentre as nações gentílicas, a Igreja foi um importante incômodo tanto para Israel quanto para o Império Romano. Apesar de centenas de anos de perseguição terem sido dedicados à nossa destruição, ela cresceu de forma constante. Na colheita seremos levados da Terra para ser colocados em mansões que o Senhor construiu especialmente para nós, para nos tornarmos o objeto de Seu adorno.

7) A Eternidade

Eu não posso dizer muito sobre a Eternidade, exceto que há uma. A Bíblia termina no final do Milênio, mas nos ensina que cada um que já nasceu vive para sempre. A questão não é se você tem a vida eterna. A questão é onde você vai passar a eternidade. Existem apenas dois destinos possíveis e nós descrevemos a ambos. Bem-aventurança eterna na presença de Deus, ou vergonha eterna e castigo, banidos da presença de Deus. Enquanto Deus é paciente, não querendo que nenhum se perca, não é uma decisão que Ele tenha que tomar. Ele a deu a você sabendo que, sem alternativa, a sua escolha de aceitá-Lo não teria sentido. Ele te ama o suficiente para arriscar que você tome a decisão errada e o suficiente para cumprir os seus desejos se você o fizer.

Ninguém conscientemente opta por ir a um lugar de tormento eterno. Mas muitos acabarão lá. Quando o fizerem será porque se recusaram a escolher o Céu, e essa é a única alternativa.

Aqui, então, estão Sete Coisas que Você Precisa Saber Para Compreender Profecia do Final dos Tempos. Dominá-las irá permitir-lhe sucesso em evitar todas as heresias e os falsos ensinos que gira em volta nestes últimos dias. O estudo da profecia não é uma questão de salvação, mas o Senhor fez com que fossemos admoestados em várias ocasiões a compreender os sinais dos tempos de modo que não sejamos pegos de surpresa. Devemos assistir com expectativa e esperar com certeza.

Em Apocalipse 1:3 nos foram prometidas bênçãos pelo nosso estudo diligente, e em 2 Timóteo 4:8 uma coroa por aguardar a Sua vinda. Mas, o maior dom que vem do estudo da profecia é o fortalecimento da nossa fé. Nada pode ser igual a assistir a Palavra de Deus passar do abstrato ao concreto ao vermos a Profecia Bíblica cumprida diante dos nossos olhos. Se você escutar atentamente, você quase pode ouvir os passos do Messias.

 

Extraído com adaptações de www.olharprofetico.com.br (texto original de www.gracethrufaith.com)

 

Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento? Pré-Tribulacionismo

Filed Under (Arrebatamento) by Geração Maranata on 03-04-2011

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This entry is part 1 of 2 in the series Quais as diferentes visões sobre o Arrebatamento?

Por Geração Maranata

Há cinco diferentes visões a respeito do Arrebatamento. As diferenças estão em quando ele acontecerá e quem será arrebatado.
São elas:
A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais.  Muitos afirmam que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará a Terra.
A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo)  passará ou não por esse período de Tribulação?
Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas, principalmente nos Dispensacionalistas.
Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.
 

Definições:

Milenistas – Trata-se da interpretação dos mil anos de reinado de Cristo sobre a terra. Existem três visões básicas sobre o milênio: pré-milenismo, pós-milenismo e amilenismo.

Dispensacionalistas – Doutrina teológica e escatológica que afirma que a segunda vinda de Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento e um período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o estabelecimento do reino de Deus na Terra. A palavra "dispensação" deriva-se de um termo latino que significa "administração" ou "gerência", e se refere ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo.

Amilenistas -O amilenismo clássico crê num milênio que iniciou-se com a primeira Vinda de Cristo, representando o período do Evangelho, que segue entre a Ressurreição de Cristo e a Segunda Vinda de Cristo.

 

Introdução

Arrebatamento do grego harpazo (αρπαζω), que significa: 1) pegar, levar pela força, arrebatar; 2) agarrar, reivindicar para si mesmo ansiosamente; 3) arrebatar.

"… depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." (1 Tes 4:17)

"… salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne." (Jd 23)

Essa palavra não aparece na Bíblia, mas é usada para descrever a “rápida trasladação para cima”, “arrebatar do fogo”,  “puxar com força para cima”.

Foi usada para descrever  o arrebatamento de Filipe de uma cidade para outra, após a conversão do eunuco etíope:

"Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo." (At 8:39).

Isso é exatamente o que Cristo vai fazer com os cristãos, a Noiva do Cordeiro!

 

Conceito

Resumidamente a linha escatológica do Pré-Tribulacionismo defende que Cristo virá buscar seus fiéis, a Igreja, no chamado “Arrebatamento”.  Os Pré-Tribulacionistas crêem que Cristo tirará a Igreja antes da Grande Tribulação e que esta tem como propósito encerrar o tempo dos gentios e preparar o povo de Israel para a restauração no milênio, governado por Cristo.

O Dispensacionalismo (Dispensação) ensina que há um tratamento diferente entre dois povos: judeus e gentios, visto que são grupos distintos, haverá um plano de Deus exclusivo tanto para Israel como para a Igreja, sendo que a Grande tribulação é uma Dispensação onde Deus tem como objetivo trabalhar com Israel e não com a Igreja, que já teve o seu período de salvação na Dispensação da Graça.  A igreja é um mis­tério não-revelado no Antigo Testamento.  Esse plano de mistério deve ser completado antes que Deus possa retomar seu plano com Israel e completá-lo. Essas considerações surgem do método literal de interpretação.

Neste caso, seria incoerente a Igreja passar pela Grande Tribulação devido esses propósitos, ou seja, o propósito da Grande Tribulação é preparar a conclusão do plano geral de Deus para a humanidade e não purificar ou testar a Igreja.

O Pré-Tribulacionismo acredita que Cristo voltará a qualquer momento para buscar sua Igreja. (Rm 8: 19-25; ICo 1:7; Fil 4:5; Tt 2:13; Tg 5:9; Jd 21: I Ts 4:18; etc).

 

Alicerces Bíblicos e Teológicos

  • Interpretação Literal das Escrituras – A interpretação literal da Bíblia, significa explicar o sentido do texto apenas com o uso normal do texto, levando em consideração a gramática, o contexto histórico e o contexto da passagem. (Leia o artigo sobre  Interpretação Literal e Alegórica aqui)
  • Pré-Milenismo – Ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar.
  • Futurismo – Crença que todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio. (Leia o artigo sobre o Futurismo aqui)
  • Diferença Entre Israel e a Igreja – Israel e a Igreja são vistos como dois organismos diferentes pela Bíblia, se fosse um apenas não haveria necessidade de restauração de Israel.

 

Principais Características

  • O Método de Interpretação é Literal e não Alegórica;
  • A Grande tribulação é a última das Setentas Semanas de anos de Daniel 9:24-27, portanto a Grande Tribulação terá a duração de sete anos.
  • As Setenta Semanas de anos de Daniel 9:24-27 estão determinadas para Israel, e não para a Igreja, portanto a Igreja não passará pela Grande Tribulação.
  • O Dispensacionalismo (Estudo das Dispensações) tem grande influência nas posições defendidas pelos Pré-Tribulacionistas, e pelos Pré-Milenistas, por crer que Deus não mistura as coisas, pelo contrário, ele tem um objetivo diferente em cada uma das Dispensações, e na Grande Tribulação seu maior objetivo é Repreender, castigar e educar a Israel com vara de juízo, preparando os Judeus para enfim aceitarem a Jesus Cristo como o Messias prometido, Ezequiel 20:37, Deuteronômio 4:30, visto que Israel não aceita a Jesus Cristo, mas fará acordo com o Anticristo Isaías 28:15, João 5:43, II Tes 2:3-4.
  • A Grande Tribulação é conhecida como tempo da 'Ira de Deus', ou seja, o período em que Deus irá derramar a sua Ira sobre os gentios que não aceitaram o amor de Cristo, oferecido durante a Dispensação da Graça, e tratar com o povo Judeu pela rejeição do Messias, Jesus Cristo (I Tes 1:10 e 5: 9 e Apocalipse 6:16-17). Neste contexto, Deus não iria derramar a sua Ira sobre a Igreja, que aceitou o amor de Cristo, a ponto de ser comparada a sua Noiva

 

Argumentos Essenciais

1 – O método literal de interpretação

A controvérsia básica entre amilenistas e pré-milenistas é a questão do método de interpretação empregado no tratamento de profecias:  interpretação literal x interpretação figurada. Caso o método literal de interpretação das Escrituras for o certo, então a interpretação pré-tribulacionalista é a correta.

Dessa maneira, a doutrina da volta pré-tribulacionalista de Cristo para instituir um reino literal resulta de métodos de interpretação literal das promessas e das profecias do Antigo Testamento. E natural, portanto, que o mesmo método básico de interpretação deva ser empregado na interpretação do arrebatamento.

2 – As Setenta Semanas de Daniel

Existem várias palavras usadas no Antigo e no Novo Testamento em referência ao período da septuagésima semana, as quais, quando examinadas em conjunto, oferecem a natureza essencial ou o caráter desse período:

1) ira (Ap 6.16,17; 11.18; 14.19; 15.1,7; 16.1,19; l Ts 1.9,10; 5.9; Sf 1.15,18);

2) julgamento (AP 14.7; 15.4; 16.5-7; 19.2);

3) indignação (Is 26.20,21; 34.1-3);

4) castigo (Is 24.20,21);

5) hora do julgamento (Ap 3.10);

6) hora de angústia (Jr 30.7);

7) destruição (Jl 1.15);

8)  trevas (Jl 2.2; Sf 1.14-18; Am 5.18).

Essas referências abrangem todo o período, não apenas parte dele, de modo que todo o período é assim caracterizado.

Esse período testemunhará o derramamento da ira divina por toda a terra, embora esteja em questão toda a terra, esse período é particularmente dirigido a Israel. Jeremias 30.7, que chama esse período "tempo de angústia de Jacó", confirma isso. Os acontecimentos da septuagésima semana são acontecimentos do "Dia do SENHOR" ou "dia de Jeová". O uso do nome Jeová indica o relacionamento de Deus com a nação de Israel.

Esse período está sendo profetizado em Daniel 9: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade" (v. 24). Todo esse período faz, então, referência ao povo de Daniel, Israel, e à cidade santa de Daniel, Jerusalém.

Visto que muitas passagens do Novo Testamento como Efésios 3.1-6 e Colossenses 1.25-27 mostram claramente que a Igreja é um mistério e sua natureza como um corpo composto por judeus e gentios não foi manifestada no Antigo Testamento, a Igreja não poderia estar nessa e em nenhuma outra profecia do Antigo Testamento.

Já que a igreja não teve sua existência senão depois da morte de Cristo (Ef 5.25,26), senão depois da ressurreição de Cristo (Rm 4.25; Cl 3.1-3), senão depois da ascensão (Ef 1.19,20) e senão depois da descida do Espírito Santo em Pentecostes, com o início de todos os Seus ministérios a favor do crente (At 2), não poderia constar das primeiras 69 semanas dessa profecia. Já que a igreja não faz parte das primeiras 69 semanas, que estão relacionadas apenas ao plano de Deus para com Israel, ela não pode fazer parte da septuagésima semana, que está, mais uma vez, relacionada ao plano de Deus para Israel, depois que o mistério do plano de Deus para a Igreja for concluído.

A Bíblia indica que existem dois propósitos principais a ser cumpridos na septuagésima semana.

1. O primeiro propósito está declarado em Apocalipse 3.10: "Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra". Esse período tem em vista "os que habitam sobre a terra", e não a Igreja. A mesma expressão ocorre em Apocalipse 6.10; 11.10; 13.8,12,14; 14.6 e 17.8. Na sua utilização, João oferece não uma descrição geográfica, mas sim uma classificação moral.

"A palavra "habitam" do grego 'katoikeo' é usada para descrever a totalidade do Deus que habitava em Cristo (Cl 2.9); é usada para a moradia permanente de Cristo no coração do crente (Ef 3.17) e dos demônios retornando para obter posse absoluta de um homem (Mt 12.45; Lc 11.26). Ela deve ser diferenciada da palavra 'oikeo', que é o termo geral para "habitar", e de 'paroikeo', que tem a idéia de transitório, "visitar". O termo 'katoikeo' inclui a idéia de permanência. Dessa maneira, o julgamento referido em Apocalipse 3.10 dirige-se aos habitantes da terra daquele dia, aos que se estabeleceram na terra como se fosse sua verdadeira casa, aos que se identificaram com o comércio e a religião da terra. (Henry C. THIESSEN, Will the church pass through the tribulation?, p. 28-9.)"

Visto que esse período está relacionado com os "que habitam a terra", os que se estabeleceram em ocupação permanente, não pode ter nenhuma referência à Igreja, que seria sujeita às mesmas experiências se estivesse aqui.

"Uma segunda consideração é o uso do infinitivo' peirasai' (tentar) para expressar propósito. A definição dessa palavra diz que Deus é o seu sujeito ao "infligir males a alguém para provar seu caráter e sua constância na fé". Como Deus vê a Igreja em Cristo e nEle aperfeiçoada, esse período não pode ter nenhuma referência a ela, pois sua legitimidade não precisa ser testada." (Henry C. THIESSEN)

"Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição." (Malaquias 4.5,6)

O profeta declara que o ministério desse Elias seria preparar para o Rei que estava prestes a vir. Em Lucas 1.17 promete-se que o filho de Zacarias "irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias" para atuar nesse ministério e "habilitar para o Senhor um povo preparado". Com respeito à vinda de Elias que deveria ter sido um sinal para Israel, o Senhor declara:

"Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as cousas; como, pois, está escrito sobre o Filho do homem que sofrerá muito e será aviltado? Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito". (Mc 9.12,13).

Jesus mostra a seus discípulos que João Batista tinha o ministério de preparar o povo (de Israel) para Ele.  "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mateus 11.14).

Então o primeiro ministério de João Batista era preparar a nação de Israel para a vinda do Rei (Jesus). Só podemos concluir, então, que Elias, que está por vir antes do terrível Dia do Senhor, tem um único ministério: preparar um remanescente em Israel para a chegada do Senhor (A Segunda Vinda de Cristo).

Concluindo: esses dois propósitos, a provação dos habitantes da terra e a preparação de Israel para o Rei, não têm nenhuma relação com a Igreja. Essa é a evidência complementar de que a Igreja não estará na septuagésima semana.

Há ainda outra consideração.

A última Semana de Daniel 9 é dividida em duas partes de três anos e meio cada, porém a natureza e o caráter da Semana é uma só, formando uma totalidade. Logo não há como admitir a permanência da Igreja na primeira metade da última Semana (teoria Meso-Tribulacionista), pois como ela estaria isenta septuagésima semana (70a. semana de anos) e permanecer na primeira metade da semana?

A impossibilidade de incluir a igreja na última metade torna igualmente impossível incluí-la na primeira parte, pois, embora as Escrituras dividam o período da semana, não fazem distinção a respeito da natureza e do caráter das duas partes.

3 – A natureza da Igreja

Há distinções entre a Igreja e Israel e são claramente demonstradas nas Escrituras.

  • Igreja e o Israel Nacional: a igreja é composta por aqueles que confessam a fé em Cristo e que tenham nascido de novo.  Israel nacional baseia-se em nascimento físico, e todos os que pertencem a esse grupo e não forem salvos serão sujeitos à ira da tribulação.
  • Igreja e o Israel Espiritual: Antes de Pentecostes, existiam indivíduos salvos, mas não existia Igreja, e eles faziam parte do Israel Espiritual, não da Igreja. Depois do Pentecostes e até o arrebatamento encontramos a Igreja, corpo de Cristo, mas não encontramos o Israel Espiritual. Depois do arrebatamento não encontramos a Igreja, mas novamente um Israel verdadeiro ou Espiritual.
  • Igreja – mistério não-revelado: não era mistério que Deus proveria salvação para os judeus, nem que os gentios seriam abençoados com esta salvação. O fato de que Deus formaria de judeus e gentios um só corpo nunca foi revelado no Antigo Testamento e constitui o mistério citado por Paulo em Efésios 3.1-7, Romanos 16.25-27 e Colossenses 1.26-29.  Todo esse novo plano não foi revelado até a rejeição de Cristo por Israel. É depois da rejeição que o Senhor faz a primeira promessa da futura igreja (Mateus 16.18). É depois da rejeição da cruz que a igreja tem seu início, em Atos 2. É depois da rejeição final de Israel que Deus chama Paulo para ser apóstolo aos gentios, e por meio dele o mistério da natureza da Igreja é revelado. Pode-se dizer que a Igreja é uma interrupção do plano de Deus para Israel, que não foi iniciada até que Israel rejeitasse a oferta do reino. Segue-se, logicamente, que esse plano de mistério deve ser concluído antes que Deus possa retomar Seu trato com a nação de Israel. O plano do mistério, tão distinto no seu início, certamente será separado na sua conclusão. Esse plano deve ser concluído antes que Deus retome e complete Seu plano para Israel. O conceito da Igreja como mistério leva, inevitável, ao arrebatamento pré-tribulacionista.

 

Evidências de um Arrebatamento Pré-Tribulacional

1 – Promessa de livramento da Ira de Deus

A Grande Tribulação é também chamada de  “O Dia da Ira do Senhor”.

“O Dia da Ira do Senhor” vai chegar para o mundo inteiro (Sl 110:5; Is 13:6-13 e Ap. 6:16-17). Os cristãos sempre foram sujeitos à perseguições, porém será diferente na Grande Tribulação. As perseguições são causadas por homens maus e pelo diabo, enquanto que na Grande Tribulação de sete anos será um período referente à ira divina. (Ap. 6:16-17; 14:10).

Alguns acreditam que a Igreja (todos os cristãos que formam a Noiva de Cristo) não será poupada no tempo da Ira, mas será salva através da mesma. Porém a Bíblia revela que os que estiverem na Terra durante a Grande Tribulação não escaparão da Ira:

"Pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão". (1 Tess 5:3)

A Bíblia promete o livramento da presença da Ira:

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21:36).

Desse forma, a Igreja deverá ser, fisicamente, removida da Terra, caso contrário, teria que suportar o dia da Ira. Deus promete a remoção em Apocalipse 3:10:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”.

Este verso não diz que Deus vai guardar a Igreja através da provação, mas livrá-la dela.

2 – O Arrebatamento é iminente

Qual é a definição bíblica de iminência?  Um acontecimento iminente é aquele que está sempre "pairando acima de alguém, constantemente prestes a vir sobre ou a alcançar alguém; próximo quanto à sua ocorrência" (Dr. Renald Showers – The Oxford English Dictionary, 1901, V. 66).

Assim, a iminência traz consigo o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Outras coisas podem acontecer antes do evento iminente, mas nada precisa acontecer antes que ele aconteça. Se alguma coisa precisa acontecer antes de determinado evento ocorrer, tal evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de que algo ocorra antes destrói o conceito de iminência.

Cristo ensinou isto em Mt 24:42, 44; 25:13 e Mc 13:30.

Paulo ensinou isto em Fl 4:5 (“Perto está o Senhor”); Tt 2:13.

Tiago ensinou em Tg 5:8-9.

Pedro ensinou na 1 Pe 4:7.

A Igreja primitiva vivia na expectativa da volta de Cristo (1 Tes. 1:9-10). O apóstolo Paulo assim instruiu a igreja em Tessalônica:

“MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tes. 5:1-9).

A igreja não está aguardando o aparecimento do Anticristo, mas a volta do Filho de Deus.

3 – Igreja, mistério não revelado no Velho Testamento (Ef 3:1-11)

A Igreja não faz parte da cronologia dos eventos narrados pelos profetas do Velho Testamento. Eles profetizaram claramente a Primeira Vinda de Cristo, o Seu miraculoso nascimento, Sua vida, morte, ressurreição e ascensão. Os mesmos profetas descreveram a Segunda Vinda de Cristo em glória, precedida por um tempo de tribulação mundial, seguida pelo estabelecimento do glorioso reino messiânico, a partir de Jerusalém. Porém, esses profetas não viram o mistério da Igreja:

“O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3:5).

Entre a Primeira e a Segunda Vindas, existe um intervalo que não foi visto pelos profetas do Velho Testamento. Este intervalo é a 'Era da Igreja'. Os profetas do VT não viram que Israel seria deixada, temporariamente, em compasso de espera, enquanto Deus iria chamar, entre todas as nações, um corpo especial de pessoas. Após ter completado este intento, e quando o tempo dos gentios chegar ao fim, Deus vai restaurar o relógio profético de Israel e cumprir todas as promessas do Velho Testamento em relação à Sua antiga nação escolhida, pois:

“…o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. (Rm 11:25).

A Grande Tribulação diz respeito a Israel, não à Igreja. Este período atual do mistério vai terminar com a remoção da Igreja da Terra. Então, o Senhor executará o Seu plano para a nação de Israel, quando cumprirá as profecias do Velho Testamento sobre o tempo das dores de Jacó, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.

4 – O Apocalipse mostra que a Igreja não estará na Terra durante a Grande Tribulação

  • A igreja não é vista na Terra nos capítulos 4 a 18 do Apocalipse.
  • Israel será a testemunha de Deus durante a Grande Tribulação e não a Igreja. (Apocalipse 7).
  • As orações dos santos em Apocalipse 8 são de julgamento. Somente Israel faz orações deste tipo. A Igreja é ensinado a orar pelos seus inimigos e não contra eles (Lc 9:51-56). As orações do Apocalipse são as orações dos Salmos, embasadas nas promessas feitas a Abraão, de amaldiçoar os que amaldiçoassem Israel (Gn 12:1-3).
  • Os gafanhotos com poder de escorpiões do Apocalipse 9 receberam permissão para atormentar os habitantes da Terra, exceto os judeus que tiverem na testa o sinal de Deus, colocado pelo anjo do Apocalipse 7. Se a Igreja estivesse na Terra estaria sujeita a este horrendo castigo de Deus.
  • Apocalipse 10 identifica os eventos de Apocalipse 4 a 18 com os eventos profetizados pelos profetas do Velho Testamento – os dias da Grande Tribulação e o Dia do Senhor. A Igreja nunca esteve na visão destas profecias do Velho Testamento, pois era um mistério oculto. A Igreja tem um propósito e um programa diferentes da nação de Israel. Esta nação é que está focalizada nas profecias do Velho Testamento e em Apocalipse de 4 a 18.
  • O ministério das duas testemunhas de Apocalipse 11 identifica-as com a nação de Israel e com as profecias do Velho Testamento sobre o “Dia do Senhor”. Estas duas testemunhas ministrarão em Jerusalém, a capital de Israel. A Igreja não tem Jerusalém como capital; sua cidade é celestial, não terrena (Cl 3:1-4; Fl 3:17-21). As duas testemunhas estão vestidas de pano de saco, o que é típico de Israel. Em parte nenhuma, a Igrejas se veste de pano de saco.  Apocalipse 11:4 identifica as duas testemunhas com a profecia do Velho Testamento, Zacarias 4:3, 11, 14 (As duas Oliveiras) se refere a Israel, não à igreja. Além disso, as duas testemunhas invocam julgamento sobre os inimigos (Apocalipse 10:5-6). Jesus repreendeu os Seus discípulos por desejarem isto e instruiu os crentes da Igreja no sentido de que deviam orar pelo bem-estar dos seus inimigos, não pela sua destruição. (Lucas 9:54-56; Romanos 12:14; 17-21).
  • O diabo persegue Israel, não a igreja, durante a Tribulação (Apocalipse 12). Não pode haver dúvida alguma de que a mulher neste capítulo é identificada como a nação de Israel. O verso 5 mostra uma mulher dando à luz Cristo; é óbvio que Jesus foi dado à luz por Israel, não pela igreja(Isaías 9:6-7; Romanos 9:5). Além disso, os símbolos de Apocalipse 12:1-2 lembram a familiar tipologia de Israel no VT, onde Israel é apresentada como uma mulher (Isaías 54:4-5). O sol, a luz e as doze estrelas lembram o sonho de José relativo a Israel (Gênesis 37:9). As palavras de Apocalipse 12:2 são quase uma exata citação de Miquéias 5:3, referindo-se ao trabalho de parto, que deu à luz o Messias. Estes símbolos não são usados nas Igrejas do Novo Testamento.

5 – A Purificação de Israel

A maioria das profecias sobre o Período da Tribulação encontra-se no Antigo Testamento e, portanto, é claramente destinada a Israel.

O Período da Tribulação objetiva fazer a purificação (ver Apocalipse 7:9 e 14:4) e preparar a conversão nacional de Israel (comparar com Ezequiel 20:37-38; Zacarias 13:1,8-9).  Até mesmo esse mais terrível de todos os tempos será usado por Deus para o bem final, e levará a história em direção ao fim que Ele planejou.  Apesar de todos os horrores desse tempo terrível, o objetivo é claro que ele levará ao livramento:

"Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela." (Jr 30:7).

6 – Casamento Judaico e a Igreja

Os paralelos entre o costume hebraico do casamento e o arrebatamento da igreja são inegáveis! A Noiva (a Igreja) deve esperar a vinda do Noivo (Jesus Cristo) na casa de seu pai (este mundo, controlado por Satanás). Quando o Noivo volta após um período de separação de dois anos (2.000 anos?), a Noiva é levada para a casa do Pai do Noivo (a casa do Pai Celestial) onde ocorre a cerimônia de casamento. A lua-de-mel na nova casa (as "moradas" de João 14:2) dura sete dias (corresponde aos sete anos do Período da Tribulação aqui na Terra).

 

Ataques ao Arrebatamento Pré-Tribulacional

A Doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional tem estado em grande ataque nestes últimos anos. Alguns exemplos de personagens influentes da Igreja Emergente atual:

  • Brian McLaren - pastor e fundador da 'Cedar Ridge Community Church' – zomba das “expectativas fundamentalistas” sobre a Segunda Vinda literal de Cristo com os Seus respectivos julgamentos sobre o mundo e admite que o mundo vai continuar conforme está, por centenas de milhares de anos (A Generous Ortodoxy, p. 305).  Ele chama o literal e iminente retorno de Cristo como “Escatologia Pop-Evangélica” (Ibid, p. 267) e “Escatologia do Escapismo” (Entrevista do Planet Preterist, em 30/01/2005. Ver o site http://planetpreterist.com/news-2774.html ). Mclaren diz que o Livro do Apocalipse “não trata de um futuro distante”, mas de “um meio de falar sobre os desafios do imediato presente” (The Secret Message of Jesus, 2007, p. 176). Ele diz que frases como “a lua se tornará em sangue” não podem ser tomadas mais literalmente do que as frases que lemos nos jornais de hoje em dia” (The Secret Message of Jesus, p. 178).
  • John Baker da Grace Church em Londres, Inglaterra. Rejeita o dispensacionalismo como sendo a “teologia da escapologia” e defende que “os cristãos devem investir na cultura atual, não ficando à espera, até que chegue o tempo” (Emerging Churches, pp. 78-79).
  • Tony Jones – Escritor e Pastor da Colonial Church of Edina.  Diz que a Igreja Emergente, ao contrário do ponto de vista dispensacionalista, caracteriza-se pela “escatologia da esperança” (An Emergent Manifesto of Hope, p. 130). Ele diz: “O que eu quero dizer é que as pessoas engajadas na igreja emergente tendem a ver a bondade e a luz no futuro de Deus, não trevas e ranger de dentes. Conquanto possa parecer óbvio a alguns seguidores de Deus, a teologia-pop de hoje está encarando o outro lado. Os novelistas e teólogos que lhes proveem o seu material tem a visão de que estamos numa espiral descendente e que, quando as coisas aqui em baixo estiverem bastante ruins, Jesus voltará em glória. Mas nós, que estamos representados neste livro, temos uma visão diferente. As promessas de Deus para o futuro são boas e nos aguardam, sinalizando para a frente”.
  • N. T. Wright – Professor e ex-Bispo da Diocese de Durham, Inglaterra.  Tem grande influência na Igreja Emergente, admoesta que a doutrina de um iminente Arrebatamento é perigosa, pois ela interfere na construção do reino e nas atividades ambientais. “Se vai acontecer um Armagedom, e todos nós estivermos no céu, tendo sido antes arrebatados, não interessa se vamos ter uma chuva ácida ou um derramamento de gases venenosos… Ou que nos interessa se bombardeiam civis no Iraque? Tudo que realmente importa é salvar almas para este céu despovoado” (Christians Wrong About Heaven, diz o Bispo “Time”, 07/02/2008).
  • Tony Campolo – Fundador e presidente do 'Evangelical Association for the Promotion of Education'.  Diz “Quero dizer que todo esse estofo (sobre a iminente vinda de Cristo e uma literal Tribulação) não provém apenas do fundamentalismo. Ela provém do dispensacionalismo, uma bizarra forma de fundamentalismo, a qual teve início uns 50 anos atrás. Acho que precisamos desafiar o governo a realizar a obra do reino de Deus, fazendo o que é correto aos olhos do Senhor. Toda essa visão de que o arrebatamento vai acontecer a qualquer momento é usada como uma fuga, para os cristãos não se comprometerem com os principados, os poderes e as estruturas políticas e econômicas de nossa época”. (Baptist Press, 27/06/2003).
  • Marc Driscol – Pastor do Mars Hill Church. Refere-se ao Arrebatamento Pré-Tribulacional como um “dispensacionalismo pessimista” (Litening to the Beliefs of Emerging Churches, p. 146). Ele avisa que os cristãos mentalmente ligados à Escatologia não são bem-vindos em sua igreja”.

 

A Importância do Arrebatamento Pré-Tribulacional

Cristo, Paulo, João e Pedro ensinaram que a volta de Jesus seria iminente e deveria ser esperada a qualquer momento (Mt 24:44; Fl 4:5; Tg 5:8-9 e 1 Pe 4:7). Os cristãos primitivos viveram na expectativa da volta de Cristo como um cumprimento literal das profecias:

“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Tes. 1:9-10).

A doutrina de um Arrebatamento Pré-Tribulacional motiva à purificação da vida pessoal do cristão:

  • Ela encoraja o crente nas tribulações e perseguições:

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (1 Tes. 4:17-18).

  • Ela coloca o foco da igreja na Grande Comissão (Mt 28:18-20; Mc 16:15; At 1:8). Ela nos ensina a pregar o evangelho, a ganhar pessoas para Cristo e a estabelecer igrejas, pois “a igreja do Deus vivo [é] a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3:15), como o assunto mais urgente. D. L. Moddy estava certo quando disse: “Vejo este mundo como um barco destruído. Deus me deu um bote salva-vidas e me disse: ‘Moody, salve tantos quantos você puder’”.
  • Ela nos motiva a trabalhar na obra do Senhor (1 Co 15:58).
  • Ela nos motiva a uma vida obediente (1 Tes 5:4-7; 1 Jo 3:1-3).
  • Ela nos motiva a nos separarmos do mal (Tt 2:13-14).
  • Ela mantém os crentes longe da heresia e da apostasia (2 Tm 4:3-4 e 1 Jo 2:24-28).

 

Conclusão

Alguns proponentes dessa escatologia são: John Walvoord; J.Dwight Pentecost, John Feinberg, Herman Coyt, Charles Ryrie, Rene Pache, Henry c. Thiessen, Leon Wood, Hal Sindsay, Jonh Sproul, Richard Mayheu e outros como boa parte dos fundamentalistas.

 

 

Leia também:

Quando uma profecia é cumprida na história? Futurismo

Para saber mais:

A Base nas Escrituras Para Esperarmos o Arrebatamento Antes da Tribulação

A verdade sobre o Arrebatamento

Cinqüenta Evidências do Arrebatamento Pré-Tribulacional

 

Fontes:

www.wayoflife.org – “The Pre-Tribulation Rapture” – David Cloud

www.espada.eti.br

www.wikipedia.org

Manual de Escatologia – J. Dwight Pentecost

Dicionário Bíblico Strong – Hebraico/Aramaico/Grego

Bíblia de Estudo das Profecias

www.acts17-11.com/portuguese/

www.chamada.com.br

www.solascriptura-tt.org

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Defendendo o Arrebatamento Pré-Tribulação

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por Jack Kelley

 

Alguém me fez uma grande pergunta outro dia: “As escrituras realmente prometem um arrebatamento Pré-Tribulação, ou isso é só uma opinião passada adiante de professor para aluno”? Então ele me desafiou a citar um só verso da Bíblia que levaria uma pessoa a acreditar na posição Pré-Tribulacionista se ainda não tivesse ouvido um professor falar sobre isso. Ele disse que em todos os seus estudos não havia sido capaz de encontrar nenhum. Vejamos se ele está certo.

 

Primeiro, Alguns Pontos Genéricos

O Arrebatamento não é outro nome para a Segunda Vinda. Como 1 Tes 4.15-17 e João 14.1-3 explicam, o Arrebatamento é um evento secreto, não agendado, onde Jesus vem a meio caminho da terra para encontrar Sua Igreja nos ares e nos levar para estar com Ele onde Ele está agora. Eu digo não agendado e secreto porque a sua cronologia específica permanece desconhecida até que ele verdadeiramente ocorra.

Por outro lado, a Segunda Vinda é um evento público agendado em que Jesus vem até a terra com Sua Igreja para estabelecer um Reino aqui. Eu digo agendado e público porque o tempo geral da Sua vinda será conhecido na terra com mais de 3 anos e meio de antecedência, e público porque todos na terra serão capazes de testemunhar Sua chegada. Mat 24.29-30 diz que isso acontecerá imediatamente após a Grande Tribulação e todas as nações verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu.

A afiliação à Igreja e, portanto, a participação no Arrebatamento depende de ter pessoalmente aceitado a morte do Senhor como pagamento total por seus pecados. Ainda que Sua morte tenha na verdade comprado o perdão para todos, nós temos que pessoalmente pedir para ter o nosso ativado. Todos os que pedem salvação recebem um incondicional, irrevogável “Sim!” (Mat 7.7-8, João 3.16, Efé 1.13-14). “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” (2 Cor 1.20).

 

Isso é Grego Para Mim

E finalmente, ainda que os críticos possam verdadeiramente dizer que a palavra Arrebatamento não aparece em nenhuma passagem das Escrituras, a declaração não é correta em sua intenção. Arrebatamento (rapto) é uma palavra de origem latina, não hebraica ou grega, as línguas da Bíblia. (A mais antiga tradução da Bíblia foi para o latim, e a palavra rapto vem dela). O seu equivalente grego é harpazo, que é encontrada no texto em grego de 1 Tes 4.17. Quando traduzidas para o Inglês (e outras línguas), ambas as palavras significam “ser apanhado, ou surrupiado”. Harpazo, a palavra que Paulo realmente usou, vem de raízes que significam “erguer do chão” e “tomar para si mesmo” e implicam em que ao fazê-lo o Senhor está ansiosamente nos reclamando para Si mesmo. Então, enquanto a palavra latina não aparece em nossas Bíblias, o evento que ela descreve certamente sim. Há uma situação similar com a palavra Lúcifer, também de origem latina. Ela não aparece em nenhum dos textos originais também, mas ninguém seria tolo o bastante para negar a existência de Satanás em uma base tão débil.

Com essa introdução, vamos primeiro à mais bem conhecida das passagens do Arrebatamento.

“Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tes 4.15-17).

A maioria de nós está familiarizada com esses versos. Mas note que eles não lhe dizem quando o arrebatamento ocorrerá, mas somente que ocorrerá. Note também que o Senhor na vem todo o caminho até a terra. Nós o encontramos nas nuvens e então, de acordo com João 14.1-3, voltaremos com Ele para o lugar de onde veio. Se isso fosse a 2ª Vinda, Ele estaria vindo aqui para estar onde estamos, não para nos levar para onde Ele está.

Paulo descreve o mesmo evento em 1 Cor 15.51-52. Em um instante, em um piscar de olhos, os mortos em Cristo ressuscitarão e os vivos serão transformados. Ali ele diz que está revelando um segredo, mas a ressurreição dos mortos não era um segredo. Ela pode ser encontra em todo o Antigo Testamento. O segredo era que alguns não morrerão, mas serão levados vivos para a presença do Senhor em seguida a uma transformação instantânea. O arrebatamento acontece rapidamente. Em um momento estamos caminhando na terra e no momento seguinte estamos no Reino.

Não tente usar a referência à trombeta no verso 52 para marcar a cronologia. Há várias “Ultimas Trombetas” na Bíblia e na tradição judaica. Esse verso significa somente que será a última trombeta que ouviremos antes de ser transformados. Como tanto a passagem de Coríntios como a de Tessalonicenses descrevem a mesma coisa, é seguro assumir que essa trombeta é a mesma mencionada em 1 Tes 4.16 e não nos aponta para nenhum outro evento.

Assim, essas duas referências dizem que uma geração de humanos não morrerá, mas será repentinamente transformada de nossa forma terrena para a celestial. E, como tanto Mat 24.31 (ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus) quanto Apo 17.14 (vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis) dizem que estaremos com o Senhor quando Ele retornar, isso tem que acontecer algum tempo antes da 2ª Vinda. E não podem ser somente os crentes ressuscitados voltando com Ele porque as passagens do Arrebatamento acima dizem que seremos transformados ao mesmo tempo em que os mortos são ressuscitados.

 

Então Quando Isso Acontece?

No Novo Testamento, a mais clara indicação que conseguimos no departamento de cronologia é encontrada em 1 Tes 1.9-10. “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”. A palavra grega traduzida como “da” nesta passagem é “apo”. Tomada literalmente, ela significa ser resgatado do tempo, lugar ou de qualquer relação com a Ira de Deus. Isso denota tanto afastamento quanto separação. Isso é apoiado por 1 Tes 5.9 que declara, “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

Alguns gostam de apontar que você não pode usar a Ira de Deus intercambiavelmente com a Grande Tribulação. Elas não são a mesma coisa, eles dizem. E estão certos, os dois termos não são sinônimos. A Grande Tribulação tem a duração de 3 anos e meio e começa em Apo 11-13. Já a Ira de Deus é muito mais longa, começando em Apo 6, como o verso 17 explica. Os advogados do arrebatamento Pós-Tribulação e Pré-Ira tentam negar, mas as Escrituras são claras. O tempo da Ira de Deus começa com o Juízo dos Selos. O Juízo das Taças, que acontece depois, não inicia o tempo da Sua Ira, eles concluem (Apo 15.1). Ser resgatada do tempo, do lugar e de qualquer relação com a Ira de Deus significa que a Igreja tem que desaparecer antes de Apo 6, e é por isso que cremos que o Arrebatamento acontece em Apo 4 e a Igreja é o grupo de crentes visto no Céu em Apo 5.

 

Seja Você o Juiz

Agora, vamos aplicar o teste do meu questionador. Poderia um crente, assentado sozinho na proverbial ilha deserta com nada mais que uma Bíblia e sem idéias pré-concebidas concluir que há um Arrebatamento pré-tribulação somente lendo sobre isso, ou ele somente poderia ser guiado a esta posição ouvindo primeiro alguém lhe ensinar sobre ela?

Bem, de Isa 13.9-13 e Amós 5.18-20 ele teria aprendido que Deus irá julgar a terra por seus pecados em um tempo terrível chamado o Dia do Senhor, quando Ele derramará Sua Ira sobre a humanidade.

Lendo Mat 24.21-22, ele aprenderia que esse tempo de julgamento seria tão ruim que, se o Senhor não pusesse um fim a ele, ninguém sobreviveria. Mas o Senhor porá um fim a ele voltando em poder e glória. Sabe que o Senhor não voltou ainda, ele saberia que a Ira de Deus ainda está no futuro.

Quando chegasse a 1 Tes 1.9-10, ele veria uma declaração bastante clara. Jesus nos resgata da ira vindoura. Na metodologia do “quem, o que, onde, quando e porque” dos repórteres investigativos, ele teria o Quem (Jesus), o o que (nos salva), e o quando (o tempo da ira por vir). Lendo adiante ele chegaria a 1 Tes 4.15-17 e teria o onde (da terra para as nuvens) e em 1 Tes 5.9 o porque (porque não estamos destinados à ira).

Daí ele logicamente concluiria que, já que seremos resgatados por volta do tempo da ira vindoura e como não estamos destinados para a ira, nosso resgate teria que precedê-la. Ele poderia também responder outra das perguntas do repórter investigativo em 1 Tes 4.15-17 e seria assim que aconteceria. O Senhor mesmo descerá do Céu para a nossa atmosfera e repentinamente nos arrebatar da terra para encontrar com Ele lá. No capítulo 5 ele aprenderia que nunca saberia o tempo exato desse evento mas somente que precederia a ira futura.

É claro que há muitas outras passagens que Eu poderia referenciar, mas acho que coloquei o meu ponto e respondi às perguntas. De fato, eu darei mais um passo. Creio que como nosso leitor hipotético não tem ninguém para persuadi-lo de forma diferente, ele assumiria o que está lendo como literal. E se esse for o caso, então a posição pré-tribulacionista é a única conclusão a que ele poderia logicamente chegar, porque todas as outras posições requerem uma reinterpretação de moderada a massiva das Escrituras.

Eu defendo que deixado sozinho para digerir isso somente com a ajuda do Espírito Santo, ele esperaria ser arrebatado antes de a Ira de Deus começar em Apo 6. Você vê, Deus não escreveu a Bíblia para nos confundir, mas para nos informar. É a humanidade que misturou tudo. Se você der o Espírito Santo a um estudante de mente limpa, não contaminada por opiniões e preconceitos humanos, Ele traria tal pessoa ao entendimento do Arrebatamento que é mais consistente com a interpretação literal das Escrituras. E isso requer um arrebatamento pré-tribulação.

 

Mas Espere, Tem Mais

Enquanto estamos no tópico, há um outro assunto que aponta para um Arrebatamento pre-tribulação e nos vem na forma de uma pista em 1 Tes 4.15, logo no começo da passagem do Arrebatamento. O verso 15 começa com a frase “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor”. Simplesmente não há no Novo Testamento lugar algum em que Jesus tenha falado sobre alguns serem ressuscitados e outros serem transformados para encontrar o Senhor nos ares. Ele nunca disse nada parecido com isso, nem mesmo insinuou tal coisa.

Aqueles que crêem vê-lo em Mat 24.40-41 primeiramente têm que ignorar o fato de que Jesus estava explicando eventos na terra no próprio dia de Seu retorno, o que colocaria o Arrebatamento após a 2ª Vinda, algo em que ninguém acredita. Eles também têm que ignorar o fato de que em Mat 24.40-41 tanto crentes quanto descrentes são mandados para algum lugar, os crentes sendo recebidos para Ele, enquanto os descrentes são lançados fora. Você tem que pesquisar as palavras gregas traduzidas como “levado” (paralambano) e “deixado” (alphiemi) para descobrir isso, mas quando o fizer você verá que o português é enganoso. Nenhum ponto de vista do Arrebatamento inclui o posicionamento dos não crentes, nem mesmo menciona isso.

Por falar nisso, este é um grande exemplo do porque de a interpretação literal, histórica, gramatical ser tão importante. Nossa Bíblia foi basicamente escrita em Hebraico e Grego. Toda tradução se baseia no movimento das palavras de uma língua para outra. Esse processo nem sempre produz um encaixe perfeito, e assim homens eruditos tem que fazer concessões a isso e exercer seu próprio julgamento de tempos em tempos. Mas os homens não são perfeitos. Todos nós temos nossos defeitos. Quando se trata de um assunto importante onde você quer um significado exato é sempre bom verificar novamente o trabalho deles.

Felizmente temos uma inacreditável ferramenta na Concordância de Strong. Ela contém cada palavra hebraica e grega da Bíblia com seus significados primários e secundários, com que freqüência cada palavra aparece na Bíblia e quais significados são usados em cada utilização. Você pode comparar esses com o significado que os tradutores usaram e ver se concorda com seu tratamento da passagem. Fazendo isso com Mat 24.40-41, você descobrirá que o significado principal de paralambano é receber e que o significado principal de alphiemi é lançar fora.

Pessoas com uma disposição pós-tribulacionista lêem 1 Tes 4.15, e então se voltam para Mat 24.40-41 onde encontram um grupo sendo “levado” e outro sendo “deixado” após o fim da Grande Tribulação. Presumindo que essas eram as próprias palavras do Senhor a que Paulo se referia, eles param por ai. Viram o que queriam ver.

É claro que nada disso diz respeito ao nosso leitor na ilha deserta acima. Os versos que usei lá são claros o bastante para não necessitar qualquer pesquisa na língua original. Então, ele não precisaria de uma Concordância de Strong, somente da Bíblia.

 

Qual é o Ponto?

Se Jesus nunca ensinou sobre o Arrebatamento, a quais das “próprias palavras do Senhor” Paulo se referia? Alguns dispensam a frase, dizendo que Paulo estava falando de uma conversa que teve com o Senhor que não aparece nas Escrituras. Mas eu creio que merecemos uma resposta melhor do que essa. Lembre-se, 1ª Tessalonicenses foi provavelmente a primeira comunicação escrita de Paulo, realizada em 51 AD. Dependendo da opinião de quem você aceita, o Evangelho de Mateus estava ou sendo escrito ou há cerca de 10 anos à frente. Aqueles que lhe atribuem uma data mais antiga dizem que foi escrito aos Judeus em Jerusalém e deve até mesmo ter sido escrito em Hebraico. Em qualquer dos casos, nem este nem qualquer outro evangelho estava ainda em ampla distribuição. (O Evangelho de Marcos, o outro candidato para o mais antigo a ser escrito, não contem um equivalente de Mat 24.40-41). Então, se Paulo estava se referindo às Escrituras, como creio que estava, tinha que ser o Antigo Testamento.

Sim, como tudo mais no plano de Deus, você encontrará pistas do Arrebatamento até mesmo no Antigo Testamento. Veja esta passagem de Isa 26.19-21. “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seus mortos”.

Note como os pronomes mudam da segunda pessoa quando Deus fala do Seu pova para a terceira pessoa quando Ele fala do povo da terra. Isso significa que os dois grupos são diferentes. Àqueles chamados de “meu povo” é mandado “entrar em seus quartos (lugares)” (os lugares de João 14.1-3?) por que os outros, chamados de “os moradores da terra”, serão punidos por seus pecados em um período de tempo chamado de Sua Ira. Parece familiar? (Nota: a palavra hebraica traduzida como “vai” na frase “Vai, pois, povo meu” é traduzida como “vem” em algumas traduções, lembrando o comando dado a João em Apocalipse 4, “Sobe aqui!”, mas a palavra tem outro significado principal que é meu favorito. Ela significa desaparecer. “Desaparece, pois, povo meu!” Sim, nós vamos.)

Nem com um esforço de imaginação essa passagem já foi cumprida literalmente. Ela é uma profecia para os Tempos do Fim que promete uma ressurreição dos mortos e a ocultação do povo de Deus enquanto a Ira de Deus é liberado sobre o povo da terra por seus pecados. E ela foi escrita 2750 anos atrás. A ocultação dos Judeus no deserto na terra no começo da Grande Tribulação (Apo 12.14) não pode ser considerada como um cumprimento para esta passagem porque nenhuma ressurreição a acompanha. (A ressurreição de crentes do Antigo Testamento acontece no final da Grande Tribulação – Dan 12.2.)

É claro, ninguém sabe com certeza que essa seja a passagem a que Paulo se referiu, nas como evidência de sua influência sobre ele, vamos compará-la com o que Paulo escreveu em 1 Tes 4-5.

Isaías: Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.

Paulo: Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

Isaías: Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.

Paulo: Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.

Isaías: Porque eis que o Senhor sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade.

Paulo: Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

As palavras são um pouco diferentes, mas realmente me parece que estão descrevendo o mesmo evento.

 

E Ainda Tem Mais

Há outras sólidas razões teológicas porque a Igreja será arrebatada antes de começarem os juízos dos Tempos do Fim. Uma é que o Senhor parece manter separados Israel e a Igreja, nunca lidando com ambos ao mesmo tempo (Atos 15.13-18). Se o propósito primário da 70ª semana de Daniel é finalmente cumprir as seis promessas a Israel em Daniel 9.24, então a Igreja tem que desaparecer.

Outra é que a Igreja foi purificada na cruz momento em que toda punição devida a nós foi carregada pelo próprio Senhor. Daquele momento em diante a Igreja é considerada por Deus como sendo tão reta quanto Ele (2 Cor 5.17 e 21). A idéia de que a Igreja necessite se submeter a alguma disciplina para se torna digna de habitar com Deus é contra as Escrituras e nega a obra completa do Senhor na cruz.

E terceiro, o propósito declarado da Grande Tribulação é bifacetado: purificar Israel e destruir completamente as nações descrentes (Jer 30.1-11). A Igreja não está destinada a nenhuma dessas conseqüências.

Há também diversas sub-pistas que por si só não podem ser usadas para apoiar a posição pré-tribulacionista, mas que sublinham a validade das passagens claras que acabei de citar. Tome por exemplo o fato de que Enoque, que carrega uma grande similaridade com a Igreja, desapareceu antes do Grande Dilúvio, que os anjos não puderam destruir Sodoma e Gomorra até que Ló e sua família estivessem a salvo, e que faltou Daniel na história da fornalha ardente, um modelo da Grande Tribulação.

Quando o Senhor descreveu Sua vinda em Lucas 17.26-29 Ele disse que seria tanto como os dias de Noé (alguns serão preservados através dos julgamentos) quanto como os dias de Ló (alguns serão tirados antes deles). E quanto à promessa que Ele fez à Igreja de Filadélfia de que nos manteria fora da “hora” da tribulação vindoura sobre todo o mundo (Apo 3.10). Será isso o mesmo que a “hora” da destruição de Babilônia em Apo 18?

Mas ao me pedirem para citar versos que não requeiram qualquer conhecimento anterior eu peguei dois que são os mais claros para mim, 1 Tes 1.9-10 e Isa 26.19-21. E assim, pelo testemunho de duas testemunhas, uma no Antigo Testamento e outra no Novo, nós vemos a separação física entre crentes e descrentes antes do tempo do Julgamento. E pelo testemunho de duas testemunhas uma coisa deve ser estabelecida (Deu 19.15).

É claro que alguns não se convencerão até que lhes mostremos um verso que diga que o Arrebatamento precederá a Grande Tribulação com todas as palavras. Obviamente, tal verso não existe. Eu acho que teremos que esperar e explicar isso a eles a caminho do Céu.

 

Fonte: www.olharprofetico.com.br

 

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