As Festas Judaicas e seu Cumprimento Profético – Yom Kippur

Categoria (Festas Judaicas e o Cumprimento Proféticos) por Geração Maranata em 19-06-2014

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Por Geração Maranata

As Sete Festas de Israel têm um significado profético, pois além de apontar para Cristo como o Cordeiro Pascal, elas também falam da ‘parousia’ que é a Segunda Vinda do Senhor Jesus.

As Festas Bíblicas foram ordenanças do Senhor e por quatro vezes encontramos a declaração de que elas seriam um 'estatuto perpétuo' para Israel. (Lv. 23)

Cristo cumpriu as quatro festas comemoradas na Primavera, no tempo exato designado para sua celebração, segundo o calendário judaico.

Isso quer dizer que, uma vez que o ciclo de festas da Primavera foi cumprido por Cristo em sua primeira Vinda, também o ciclo de festas do Outono será cumprido, no futuro, com os eventos relacionados à segunda Vinda de Jesus.

As Sete Festas são:

Primavera

Outono

 

Yom Kippur – Dia da Expiação

"Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao SENHOR. E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o SENHOR vosso Deus. Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo. Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo. Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações. Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado." (Levítico 23:26-32) 
 
“E no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis” (Números 29.7)

Contexto Histórico

Yom Kippur (יום כיפור‎) é uma das festas mais importantes para o Judaísmo e é comemorada no dia 10 de Tishrei (Setembro/Outubro do nosso calendário), ou seja, 10 dias depois do Yom Teru'ah (Festa das Trombetas), sendo chamada também de "Grande Shabbath" ou שבת שבתון (shabbath shabbathown) em Hebraico.

Também é conhecida como 'Dia da Expiação', 'Dia do Perdão' e 'Dia do Jejum'.

A palavra 'expiação' significa reconciliar, restaurar, tornar a ser um só, recomeçar…

A necessidade da Expiação surgiu do fato de que os pecados de Israel, caso não fossem expiados, os deixariam expostos à ira de Deus.

O Dia da Expiação tinha como propósito prover um sacrifício amplo, para expiar os pecados que porventura não tivessem sido cobertos pelos sacrifícios oferecidos durante todo o ano que estava chegando ao fim. Dessa maneira, o povo seria purificado dos seus pecados, afastando a ira de Deus e mantendo sua comunhão com Ele.

Os 10 dias que se seguem após a Festa das Trombetas (Yom Teruah) até o Yom Kippur são marcados pelo arrependimento (Teshuvah), confissões de faltas, perdão de ofensas e maior aproximação com Deus. No último dia é feito jejum de 24 horas.

Esses dias são conhecidos como:

1) Aseret Iemei Teshuvah (Dez dias de arrependimento), é significativo o fato de que 'teshuvah' (arrependimento) vir antes da redenção e perdão, Yom Kippur;

2) Yamim Noraim ou “Dias Temíveis” por se tratar de um tempo de arrependimento e humilhação, de preparação para apresentar-se purificado diante de Deus no décimo dia.

Yom Kippur é o dia que o Senhor, após avaliar os atos de cada um em Yom Teruah, promulga o julgamento, determinando o destino de cada um para o ano seguinte.

O dia de Yom Kippur é caracterizado pela abstinência do trabalho cotidiano, pela santa convocação (a 6a. do ano) e pelo jejum de 24 horas (de comida e água).

Por este motivo o Yom Kippur é considerado o dia mais santo e solene do ano.

A tradição judaica lista cinco proibições:

  1. Comer (come-se um pouco antes do pôr-do-sol ainda na véspera do dia até o nascer das estrelas do dia de Yom Kipur);
  2. Usar calçados de couro;
  3. Relacionamento conjugal;
  4. Passar cremes, desodorante, etc. no corpo;
  5. Banhar-se por prazer.

A intenção dessas proibições é afligir (oprimir, humilhar, mortificar..) o corpo e alma.

“E no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas (humilhareis a vós mesmos); nenhum trabalho fareis” (Números 29.7)

Em Israel, Yom Kippur é o único dia do ano em que todo o país pára, tudo é fechado, até os serviços essenciais funcionam em regime reduzido. Os transportes são imobilizados e as estradas ficam vazias.

Eventos Relacionados

A primeira vez que Moisés subiu ao monte para receber as Tábuas da Lei, foi em uma Festa Judaica, o Shavuot, porém, na descida do monte, encontrou o povo adorando o bezerro de ouro, por esse motivo ele quebrou as Tábuas da Aliança.

A tradição diz que Moisés subiu ao monte novamente à presença do Senhor no dia 1º de Elul e 40 dias depois desceu com as segundas tábuas da Lei no dia de Yom Kippur.

Por este motivo Yom Kippur é considerado um tempo de nova oportunidade, arrependimento e perdão.

כפר kippur
1) expiação
 
Procedente de כפר kaphar
1) cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação, cobrir com betume 
1a) (Qal) cobrir ou passar uma camada de betume 
1b) (Piel) 
1b1) encobrir, pacificar, propiciar 
1b2) cobrir, expiar pelo pecado, fazer expiação por 
1b3) cobrir, expiar pelo pecado e por pessoas através de ritos legais 
1c) (Pual) 
1c1) ser coberto 
1c2) fazer expiação por 
1d) (Hitpael) ser coberto

Nomes correspondentes ao Yom Kippur:

  • Dia da Expiação
  • Dia de jejum e aflição de alma
  • O Grande Dia 
  • Grande Shofar (Shofar HaGadol)
  • Fechamento dos Portões (Neilah)

A Cerimônia do dia da Expiação – Levítico capítulo 16

"Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias." (Levítico 16:16)

O dia de Yom Kippur é o mais santo e importante dentro do ritual de sacrifícios do Antigo Testamento. Este era o único dia no ano, que o Sumo Sacerdote podia entrar no Santos do Santos.

Toda a cerimônia só poderia ser celebrada pelo Sumo Sacerdote e apenas ele poderia entrar no Santo dos Santos com incenso e o sangue do sacrifício.

Neste dia ele vestia vestes especiais (Lv 16:4) e antes do ato da expiação, ele tinha que oferecer um novilho pelos seus próprios pecados.

Somente neste dia especial e durante a cerimônia, o Sumo Sacerdote pronunciava dez vezes o nome sagrado do Senhor 'YHWH'.

No ritual do Yom Kippur o Sumo Sacerdote deveria realizar dois sacrifícios especiais:

1) Um para purificação do santuário, purgando alguma profanação que ele ou a sua casa pudesse ter feito. Para isso era sacrificado um novilho e um carneiro:

"Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto." (Levítico 16:3); "Depois Arão oferecerá o novilho da expiação, que será para ele; e fará expiação por si e pela sua casa." (Levítico 16:6)

2) Dois bodes idênticos, sem mácula em que: um deles, escolhido através de sorte, era sacrificado no altar para purificação dos pecados do povo:

"Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório. Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias." (Levítico 16:15-16);

.. E o outro não era sacrificado, mas levado vivo e enviado para o deserto para 'Azazel': 

"E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo Senhor, e a outra pelo bode emissário (Azazel)." (Levítico 16:8)

"Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo. E Arão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto." (Levítico 16:20-22)

עזאזל  ̀aza’zel
1) remoção completa, bode emissário 

Há controvérsias na simbologia dos dois bodes na cerimônia de expiação.  Há os que defendem que:

[1] um deles (o que é sacrificado) representa Cristo e o outro (o que fica vivo), Satanás.

E outros que entendem que:

[2] os dois representam Cristo. 

[1] No primeiro entendimento, resta explicar o bode que representa Satanás, pois quanto ao primeiro todos concordam que simboliza Cristo. Os que defendem essa visão, explicam logo que não estão ensinando que Satanás faz parte do processo expiatório, mas que apenas leva sobre si, os pecados que ele mesmo havia ocasionado. Outro argumento apresentado é o temo Azazel, traduzido como 'emissário' em algumas traduções, mas que, segundo entendem, se refere a um nome próprio e uma tipologia de Satanás. Outro indício era que o bode Azazel não era sacrificado, por isso não poderia representar Jesus, pois não havia o derramamento de sangue.

[2] O segundo entendimento ensina que o bode emissário também é um tipo de Cristo. Primeiro argumento: ele levava sobre si todas as iniquidades do povo. 
Comparar:
"Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles… (Levítico 16:22)
Com: 
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1.29);
"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. (1 Pedro 2.24).
"… porque as iniqüidades deles levará sobre si." "… mas ele levou sobre si o pecado de muitos…" (Isaías 53:11-12)
 
O bode emissário, assim como o primeiro, deveria ser sem mácula e defeito, o que também aponta para Cristo e não Satanás.
 

Cumprimento Profético 

Cristo e o Dia da Expiação

"Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação.
Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
(Hebreus 9:11-12)
 
O Dia da Expiação aponta para a obra de Redenção do Senhor Jesus. Em Hebreus cap. 8 a 10 há um paralelo fantástico com Lev. 16. O autor de Hebreus realçou que os sacrifícios realizados no Antigo Testamento tinham que ser repetidos anualmente e consistia em uma cobertura do pecado e não uma remoção, o que indicava uma situação provisória.
 
Cristo, com seu sacrifício e sangue derramado na cruz, ofereceu à humanidade uma expiação completa e definitiva; com a remoção permanente do pecado afastou a ira de Deus, dando-nos a oportunidade de nos reconciliar e ter comunhão com Ele.
 
A figura do Sumo Sacerdote também é um símbolo de Cristo, pois, após Ele se oferecer em sacrifício, entrou no Santíssimo Lugar e "realizou a expiação" perante o Trono de Deus.
 
Portanto, não resta mais sacrifícios de animais depois da expiação feita pelo Senhor Jesus na Cruz!
 
"Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne,
Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?" (Hebreus 9:13-14)
 
O Ano do Jubileu

"Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra." (Levítico 25:8-9)

Yom Kippur também está ligado ao Ano do Jubileu (Yowbel em hebraico). “Yowbel” refere-se ao carneiro, cujo chifre foi usado para anunciar o ano festivo.  Outros comentaristas dizem que a palavra vem do verbo hebraico “trazer de volta,” pois os escravos voltavam a seu estado anterior de liberdade.

A cada sete anos era o Ano Sabático (ou Shemitá), conhecido como o descanso da terra: "Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha." (Levítico 23:3-4)

Contando 7 Shemitá's, ou 49 anos, chegamos ao 50º ano, o "Ano do Jubileu". 

יובל yowbel ou יבל yobel
1) carneiro, chifre de carneiro, trombeta, corneta 
1a) carneiro (somente em combinação) 
1a1) chifre de carneiro, trombeta 
1b) Ano do jubileu (marcado pelo sopro das trombetas)
 
שמטה sh ̂emittah (Ano Sabático)
1) suspensão da cobrança de tributos, remissão (temporária), perdão (da dívida)
 
No Yom Kipur do qüinquagésimo ano, tocava-se o shofar como sinal da libertação de todos os escravos hebreus, de perdão de dívidas e o retorno de terrenos a seus donos originais. Essa libertação, normalmente, só ocorreria no sétimo ano de servidão: "Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça." (Êxodo 21:2), mas no jubileu libertava-se até mesmo aqueles que estavam servindo recentemente. Todas as propriedades hereditárias de terras que haviam sido vendidas (muitas por motivo de dívidas) eram devolvidas, e todo homem retornava à sua família e à sua propriedade.

Portanto o Ano do Jubileu era um ano de liberdade e redenção e apontava para o ministério de Cristo, conforme Ele mesmo disse ao ler o livro de Isaías 61:1-3 na sinagoga de Nazaré:

"E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 'O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração,  A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos." (Lucas 4:17-21)

O último cumprimento do Ano do Jubileu se dará na Segunda Vinda de Cristo, onde a terra será redimida da maldição do pecado.
 
Atualmente, o ano do jubileu não é observado pelos judeus. (Fonte)
 

Grande Shofar (Shofar HaGadol)

Há três tipos trombetas para o povo judeu que estão associadas com as Festas Judaicas:
 
– A Trombeta soprada no dia de Shavuot (Festa de Pentecostes); 
– A Trombeta soprada no dia de Rosh Hashaná (Festa das Trombetas); 
– A Grande Trombeta que é soprada no dia Yom Kippur (Dia do Perdão)
 
É no Yom Kippur, quando a grande trombeta, conhecida em hebraico como o "Shofar HaGadol" é tocada: "E será naquele dia que se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria, e os que foram desterrados para a terra do Egito, tornarão a vir, e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém." (Isaías 27:13)
 
Shofar HaGadol é a última trombeta do Yom Kippur e, por isso acredita-se que seja o fim do período da Grande Tribulação e onde se dará o advento da Segunda Vinda de Cristo: "E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu." (Marcos 13:27).
 
Este Shofar HaGadol trará os eleitos de Deus, tanto no céu e na terra para iniciar o Reino Milenar com Jesus Cristo como Rei.
 

גדול gadowl ou (forma contrata) גדל gadol
1) grande

 

שופר showphar ou שׂפר shophar
1) chifre, chifre de carneiro

Livro Selado e Fechamento dos Portões 

O tempo para arrependimento até o Yom Kippur começava 1 mês antes (em Elul – último mês de verão), que era reservado para arrependimento, perdão e preparação para o Dia do Julgamento (Yom Kippur) que estava por vir.

No dia da Festa das Trombetas (Yom Teru'ah) dava-se início aos 10 dias de arrependimento que culminava com o grande jejum do Yom Kippur.

Nesses dias de arrependimento, Deus inscrevia o nome dos justos no Livro da Vida e no dia de Yom Kippur o Livro era selado.

Da mesma forma, também em Yom Teru'ah, os portões dos Ceús eram abertos e dez dias depois, com o toque do Shofar HaGadol no encerramento do Yom Kippur, ocorria também o fechamento dos Portões conhecido como Ne'ilah.

Por causa de mais essa 'sombra' aponta-se que o Arrebatamento ocorrerá no dia da Festa das Trombetas. Após o Arrebatamento e durante a Grande Tribulação haverá um tempo para arrependimento (os Rabiscos de Shavuot), porém com muita angústia e aflição de alma.

Com o estabelecimento do governo maligno do Anticristo e os juízos de Deus que sobrevirão à terra, levarão o povo judeu ao arrependimento, evidenciando assim o significado profético do Dia da Expiação: o arrependimento e consequente conversão do povo de Israel. Ver Deuteronômio 30:1-10.

O final desses dias culminará no Dia do Julgamento, onde o Livro da Vida estará selado e os portões dos Céus serão fechados.

נעל na ̀al
1) barrar, trancar, fechar com ferrolho 
 
A Figueira Israel

"Avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente." (Mateus 21:19)

"Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas." (Mateus 24:32-33)

É consenso que a Figueira representa a nação de Israel, apesar de haver quem nao concorde e afirmar que representa a Igreja.

Jesus amaldiçoou a Figueira que estava coberta de folhas em plena Primavera (março, abril e maio do nosso calendário), quando não se esperava encontrá-la dessa forma, pois a figueira, por ser uma árvore típica de cerrado, no inverno perde suas folhas e só volta a brotar no final da Primavera.

Há duas safras de figos: os figos temporãos que amadurecem em junho ou começo de julho e os figos serôdios, que constituem a safra principal, e amadurecem a partir de agosto, ou seja, as duas safras amadurecem no verão.

Logo, na estação da primavera, a figueira não deveria estar coberta de folhas, mas se (anormalmente) estava, então deveria também ter frutos temporãos, como não tinha, Jesus a amaldiçoou por enganar pela aparência, um prenúncio sobre o que aconteceria a Israel no futuro.

No ano 70 d.C. Jerusalém foi destruída pelo exército romano, iniciando-se o período de inverno para a Figueira Israel.

Em Mateus 24 Jesus listou vários sinais que antecederia sua volta e comparou a proximidade desses eventos com o reaparecimento das folhas na Figueira (Mt. 24:33).

Em Lucas 21:24 Jesus indica quando seria o final da estação de inverno para a Figueira: "E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem."  (Plenitude dos Gentios).

Israel foi pisada e espalhada por quase 2000 anos, mas ressurgiu em 1948 como nação, em 1967 Jerusalém foi reunificada por ocasião da Guerra dos Seis Dias e em 1980 Jerusalém foi declarada pelo Parlamento Israelense como capital indivisível e eterna de Israel.

Escatologicamente entendemos que a Figueira amaldiçoada por Jesus e que secou, começou a brotar em maio de 1948 e desde então temos presenciado o ressurgimento das folhas.

É interessante notar que Israel ressurgiu como nação no mês de Maio, justamente no final da primavera, época em que a figueira começa a reverdejar e os figos temporãos estão brotando.

Jesus disse que quando a Figueira começasse a brotar estaria próximo o verão.

O verão é a estação do amadurecimento dos figos, que começam a ser colhidos em junho/julho (temporãos), mas a grande colheita (serôdios) começava em agosto/Setembro (Elul-mês de arrependimento) e terminava em Setembro/Outubro (Tishrei-mês das Festas Yom Teru'ah, Yom Kippur e Sucot).

Em Sucot (Festa dos Tabernáculos), que começa no dia 15 de Tishrei, encerrava-se com grande alegria o ano agrícola, visto que a colheita já havia sido completada: "Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso. (Levítico 23:39)

Como vimos, o verão é o início do tempo para o arrependimento até o Yom Kippur e preparação para o Dia do Julgamento que estava por vir.

A estação do verão chegou e está próximo o tempo de arrependimento de Israel e, por conseguinte, o Arrebatamento da Igreja.

Portanto, devemos olhar atentamente para a Figueira (Israel) para não perdermos de vista os cumprimentos proféticos que estão se desenrolando diante de nós.

Maranata!

 

Fontes:

http://shofar-hagadol.blogspot.com.br/search?q=kipur
http://www.estudosgospel.com.br/estudos/diversos/o-dia-da-expiacao.html
http://www.jesusnet.org.br/tabernaculo/yomkippur.htm
http://www.mayimhayim.org/Festivals/Feast_index.htm
http://www.webjudaica.com.br/chaguim/textosFestaDetalhe.jsp?textoID=60&festaID=7

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