Slide: A História dos Palestinos

Filed Under (Israel e as Profecias, Vídeos) by Geração Maranata on 01-12-2012

Tag: ,

Por Dov Bigio

 
Nesta apresentação em Power Point, o autor descreveu de forma sucinta a trejetória do povo Palestino e o conflito com a nação de Israel.
Os fatos falam por si.
 

Fonte: http://www.slideshare.net/dovb/histria-dos-palestinos

 

Israel e a criação do Estado Palestino

Filed Under (Israel e as Profecias) by Geração Maranata on 09-03-2011

Tag: , ,

por Geração Maranata

Atualizado em 17/03/2014

Estamos cada vez mais vendo as profecias se cumprindo.  A Bíblia afirmou em Zacarias que Jerusalém seria um "cálice de tontear e um peso para todos os povos". Toda semana Jerusalém é notícia em jornais, revistas, tvs, etc.

Acredito que somos a geração que verá as profecias finais se cumprirem. Não quero entrar no mérito se estaremos aqui para ver tudo acontecer ou não.   Temos estudos abordando várias teorias neste sentido.

O importante é estar preparado para "ser digno de estar diante do Trono e do Cordeiro" (ver Ap 7:9 e comparar com Lc 21:36), seja antes, durante ou após a Tribulação.

Qual é a questão sobre a possível criação do Estado Palestino? a divisão de Jerusalém.

Em 1980, uma lei israelita declarou Jerusalém como capital eterna e indivísivel de Israel. Porém a ocupação de Jerusalém Oriental é considerada ilegal do ponto de vista do direito internacional e na época foi condenada por uma resolução das Nações Unidas.

A maioria dos países não reconhecem Jerusalém (a parte Oriental) como parte da capital de Israel. A Inglaterra, por exemplo, não reconhece a anexação de Jerusalém em 1967 e mantém apenas um consulado na cidade, que não se relaciona com o governo de Israel. A Bolívia e o Paraguai mantém suas representações em um subúrbio de Jerusalém – Mevasseret Zion. Costa Rica e El Salvador eram os únicos países que tinham embaixadas em Jerusalém, no entanto, em Agosto de 2006, o presidente da Costa Rica declarou sua intenção de transferí-la para Tel-Aviv e El Salvador fez o mesmo nove dias depois.

Em seu início de governo, Barack Obama declarou em um de seus discurso que iria trabalhar pela existência de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel.  "Deixe-me ser claro: a segurança de Israel é sacrossanta. É não-negociável. Os palestinos precisam de um Estado que seja contíguo e coeso, e que lhes permita prosperar. Mas qualquer acordo com o povo palestino deve preservar a identidade de Israel como Estado judeu, com fronteiras seguras, reconhecidas e defensáveis" disse Obama e acrescentou que  "Jerusalém continuará como capital de Israel, e deve permanecer sem ser dividida".

Em Setembro de 2010, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, através de um assessor, afirmou que Jerusalém deverá continuar sendo a "capital indivisível de Israel", esclarecendo a postura de Israel depois das declarações de seu ministro da Defesa, Ehud Barak, que sugeriu que a divisão era uma possibilidade. Barak sugeriu que Jerusalém Oeste e 12 bairros judeus, onde vivem 200 mil pessoas, permaneceriam sob o domínio de Israel e os bairros árabes, onde vivem cerca 250 mil pessoas, poderiam pertencer ao Estado Palestino.
Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas junto com o presidente americano Barack Obama, estão se aproximando para tentar uma negociação de paz.
 

 

Uma análise dos países de Ezequiel 38:

"Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal; E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada; Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gomer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo." (Ez 38:2-6)

"Sebá e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus leõezinhos te dirão: Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste a tua multidão para arrebatar a tua presa? Para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e os bens, para saquear o grande despojo?" (Ez 38:13)

Filhos de Noé

1) Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras

Filhos de Jafé: Esta expressão designa os povos situados ao norte e a nordeste do território ocupado pelos semitas. A expressão hebraica filho de… não se refere somente à filiação em sentido estrito, mas também pode designar a filiação a um grupo ou a uma categoria. Este versículo menciona os Cimérios (Gomer) da região do Cáucaso, os Lídios (Magogue) da Ásia Menor, os Medos (Madai) da região montanhosa a noroeste do Irã, os Gregos da Jônia (Javã), na costa ocidental da Ásia Menor e ainda povos que habitavam a região do mar Negro (Tubal e Meseque). Tiras, provavelmente, seja o nome bíblico dos Tirrenos, piratas do mar Egeu e antepassados dos Etruscos.

2) Os filhos de Gomer são: Asquenaz, Rifate e Togarma

Asquenaz: São os Citas, que, desde a costa do mar Negro, se expandiram para várias regiões da Ásia Menor e do Oriente Próximo. Rifate: Povo ainda não identificado. Togarma: A oeste da Armênia.

3) Os de Javã são: Elisá, Társis, Quitim e Dodanim

Elisá: Na costa oriental de Chipre (Ez 27.7). Társis: (Sl 48.7). Quitim: A ilha de Chipre e outras ilhas e costas do Mediterrâneo oriental (Ez 27.6). Dodanim: Ou Rodanim, nome que designa os habitantes da ilha de Rodes, no mar Egeu.

4) Os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã.

Cuxe, Mizraim, e Pute: Etiópia, Egito e o território da costa africana ao sul do mar Vermelho. Canaã é mencionado aqui por ter estado muito tempo sob o domínio egípcio. Os filhos de Cam: Os povos situados ao sul da Palestina e do território habitado pelos filhos de Sem.

5) Os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá; e os filhos de Raamá: Sabá e Dedã.

Sebá: Ver Sl 72.10. Havilá: Região da Arábia. Sabtá, Raamá e Sabtecá: Ao sul da Arábia, em direção ao Iêmen. Dedã: A noroeste da Arábia.

 

Gogue = significa “montanha” – príncipe profético de Rôs, Meseque e Tubal, e Magogue, rei da terra de Magogue que virá do norte e atacará a terra de Israel.

Magogue – provavelmente se entende serem os Cítios ou Tártaros, assim chamados pelos escritores árabes e sírios, e especialmente os turcos, que se originaram de Tártaro.

Magogue é a “terra de Gogue”:

1) o segundo filho de Jafé, neto de Noé, e progenitor de diversas tribos ao norte de Israel.

2) a região montanhosa entre a Capadócia e a Média e habitação dos descendentes de Magogue, filho de Jafé e neto de Noé.

Magogue significa: "o que transcende, encobre”

1) região ao norte de Israel da qual o rei de Gogue virá para atacar a Israel

Meseque = significa “escolhido”

1) filho de Jafé, neto de Noé, e progenitor dos povos do norte de Israel

1a) descendentes de Meseque freqüentemente são mencionados em conexão com Tubal, Magogue, e outras nações do norte incluindo os Moschi, um povo localizado nas fronteiras da Cólquida e Armênia

Tubal = significa “tu serás trazido”

1) filho de Jafé e neto de Noé

2) uma região na parte oriental da Ásia Menor

2a) talvez quase idêntica à Capadócia

Tubalcaim - significa "Aquele Que Faz Forjas" – artífice que trabalhou com bronze e ferro (Gn 4.22).

Persas - País hoje chamado de Irã

Etíopes/CuxePaís que ficava ao sul do Egito e que incluía a Núbia, o Sudão e o norte da Etiópia dos tempos modernos. Em hebraico esse país se chamava Cuxe, nome de um dos filhos de CAM. Israel teve alguns contatos com a Etiópia (Nm 12.1; 2Cr 12.3; 14.9-13; 2Rs 19.9). Os profetas a mencionaram (Is 11.11;18.1; 20.3-5; Jr 46.9; Ez 29.10; 30.4-9; Na 3.9; Sf 3.10). No NT relata-se o batismo de um alto funcionário da Etiópia (At 8.26-40).

Pute - Líbia  (Pute e os líbios) – nação e povo da África do Norte; provavelmente os Líbios, país localizado no norte da África, a oeste do Egito (Na 3.9; At 2.10)

Gomer = significa “completo”

1) o filho mais velho de Jafé e neto de Noé; o progenitor dos antigos cimerianos e outros ramos da família céltica

2) a esposa infiel do profeta Oséias; o relacionamento de Oséias com ela era um simbolismo do relacionamento de Deus com a desobediente Israel

Togarma = significa “tu a quebrarás”

1) filho de Gômer, neto de Jafé, e bisneto de Noé

2) território ocupado pelos descendentes de Togarma

2a) provavelmente a região conhecida como Armênia

Rôs = significa “cabeça”

1) um filho de Benjamim

2) Russos, descendentes dos antigos habitantes junto ao rio Araxes

 

Para saber mais: leia o post 'Um Olhar Aprofundado nos Equivalentes Modernos aos Nomes Bíblicos em Ezequiel 38', onde é identificado alguns países que farão parte da coalizão que invadirá Israel no futuro.
 
Postarei algumas notícias divulgadas pela Mídia sobre o assunto, que serão realimentadas conforme a evolução do acordo de paz e a criação do Estado Palestino.
 
 
Notícias 2014:
 
12 de março de 2014: Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,israel-aprova-exigencia-de-referendo-sobre-jerusalem,1140026,0.htm
 
Israel aprova exigência de referendo sobre Jerusalém
 
O Parlamento de Israel aprovou uma lei que exige um referendo nacional para aprovar qualquer proposta de retirada de território de Jerusalém Oriental, acrescentando uma nova barreira na negociação de um acordo de paz com os palestinos.
 
O destino de Jerusalém Oriental, que abriga vários locais de importância religiosa, é a questão mais preocupante das negociações de paz. Israel assumiu a área em 1967 e diz que ela faz parte de sua capital eterna. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.
 
A lei, aprovada por 68 votos a zero nesta quarta-feira, exige que seja realizado um referendo sobre qualquer cessão ou retirada de território "soberano" israelense. Parlamentares da oposição boicotaram a votação.
 
Essa votação encerrou uma série de votações polêmicas pelo Parlamento israelense. Também nesta quarta-feira, foi aprovada lei que permite a Israel convocar homens judeus ultraortodoxos para as Forças Armadas. A polêmica das exceções ao serviço militar começou com o estabelecimento de Israel como Estado em 1948, quando o governo permitiu que estudantes de desempenho exemplar deixassem de servir às Forças Armadas para realizar estudos religiosos. Ao longo dos anos, o número de exceções cresceu, com milhares de jovens religiosos escapando do serviço militar para estudar religião, enquanto a maioria dos outros homens judeus era obrigada a se submeter a três anos de serviço militar obrigatório.
 
As exceções provocavam ressentimento ante os ultraortodoxos e foram tema central nas eleições do ano passado. "A mudança começa amanhã e deve transformar a face da sociedade israelense", afirmou Yaakov Peri, ministro de gabinete de Yesh Atid, que ajudou a formular o projeto. A lei não impõe o recrutamento universal. Em vez disso, o Exército será obrigado a convocar um crescente número de judeus ultraortodoxos a cada ano, com o objetivo de recrutar 5,2 mil soldados ultraortodoxos em 2017. O país concederá incentivos financeiros para escolas religiosas que enviem seus alunos para o exército. Se a comunidade ultraortodoxa não atender a esse contingente, a legislação prevê serviço obrigatório para os judeus ultraortodoxos e sanções penais para os que não atenderem à convocação.
 
Na terça-feira, o Parlamento já havia aprovado uma polêmica lei eleitoral que eleva o porcentual de votos necessários para que um partido possa ser representado na casa legislativa. Os defensores a consideram necessária em nome da governabilidade. Os setores contrários consideram a medida antidemocrática e projetada especificamente para dificultar a eleição de políticos árabes israelenses. O projeto de lei foi aprovado com 67 votos a favor e nenhum contra no Parlamento de 120 cadeiras. A bancada de oposição retirou-se da votação.
 
O texto eleva de 2% para 3,25% o número de votos necessários para que um partido eleja uma bancada. Israel possui um sistema de representação proporcional. Os eleitores votam em listas apresentadas pelos partidos, e não em um político específico. Pela nova lei, calcula-se que um partido precisará ganhar pelo menos quatro cadeiras para superar a cláusula de barreira.
Fonte: Associated Press. 
 

 
 
Notícias 2013:
 
 
Israel e palestinos estabelecem prazo de nove meses para alcançar acordo de paz
 
Secretário de Estado dos EUA anuncia que nova rodada de negociações ocorre em duas semanas no Oriente Médio
 
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou nesta terça-feira que os negociadores israelenses e palestinos concordaram em se encontrar novamente em duas semanas para continuar negociações substantivas para um até agora distante acordo de paz. Ele afirmou que os lados estabeleceram como objetivo um prazo de nove meses (Abril/2014) para alcançar o pacto. [Nota: Pode ser coincidênica, mas neste mês/ano está previsto um grande sinal no céu (tetrad) que ocorrerá na Festa Judaica da Páscoa, leia mais aqui].
 
 
Segunda: Israel e palestinos retomam negociações de paz.
 
Falando depois de os dois lados terem terminado a primeira rodada de negociações nesta terça, Kerry disse que eles estavam comprometidos com um diálogo "sustentado, contínuo e substantivo nas questões centrais" que os dividiam. Ele disse que a próxima rodada marcará o início formal das negociações e acontecerá em Israel ou nos territórios palestinos.
 
"Eles estão à mesa com um único objetivo: uma visão para pôr fim ao conflito, pôr fim a todas as reivindicações", disse Kerry ao fim de dois dias de negociações em Washington. Ele fez as declarações ao lado dos negociadores-chefe dos dois lados que fizeram pronunciamentos breves sobre a necessidade de resolver o conflito de longa data.
 
Obama em apelo por paz em Israel: 'Coloque-se no lugar dos palestinos'
 
Antes do anúncio, o presidente dos EUA, Barack Obama, reuniu-se na Casa Branca com os negociadores israelense e palestino – a ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni, e o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat.
 
"Sei que o caminho é difícil. Não há uma ausência de céticos apaixonados. Mas com negociadores capazes e respeitáveis estou convencido de que conseguimos chegar lá", disse Kerry. Ele informou que os encontros em Washington foram "construtivos e positivos".
 
Dia 19: Israel e palestinos acertam bases para nova negociação, diz Kerry
 
Além disso, Kerry elogiou a "liderança corajosa" mostrada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para chegar a esse ponto. 
 
Na mesma coletiva, Erekat disse estar "feliz" que todos os assuntos seriam discutidos. "Os palestinos já sofreram o suficiente. É o momento de os palestinos viverem em paz, com liberdade e dignidade dentro de seu próprio Estado soberano."
 
Livni disse que, depois de anos de impasse, ela se sentia esperançosa – apesar de não ser ingênua: "É nossa tarefa trabalhar juntos para que possamos transformar a chama de esperança em algo real e duradouro. Acredito que a história não é feita por cínicos. É feita por realistas que não têm medo de sonhar. E que sejamos essas pessoas."
 
Domingo: Israel aprova libertação de árabes para reiniciar negociações
 
As negociações de paz entre os dois lados começaram na segunda-feira após três anos de hiato, um dia depois que Israel aprovou a libertação de mais de cem prisioneiros palestinos . O gabinete israelense deu sinal verde para a soltura de 104 prisioneiros palestinos de longa data em quatro estágios durante vários meses, vinculados ao progresso que for obtido no processo de paz.
 
As identidades dos presos não foram publicadas, mas, de acordo com informações, incluiriam aqueles que mataram israelenses ou informantes palestinos. O gabinete israelense também aprovou o esboço de um projeto de lei requerendo um referendo para qualquer acordo de paz com os palestinos que envolva concessões territoriais.
 
2012: ONU reconhece de forma implícita Estado Palestino
 
Entenda: O que significa o novo status palestino na ONU?
 
Nos últimos cinco meses, Kerry fez seis visitas oficiais ao Oriente Médio em um esforço para reiniciar as negociações. O ex-embaixador dos EUA em Israel Martin Indyk foi nomeado enviado especial dos EUA para o diálogo. O diplomata desempenhou um papel-chave nas negociações de Camp David em 2000, sob o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001).
 
A questão da construção dos assentamentos paralisou as negociações diretas em setembro de 2010 . As construções são consideradas ilegais sob a lei internacional, apesar da constestação de Israel.
 
 
Notícias 2012:

 
29/11/2012 – http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121127_palestinos_onu_pai.shtml
 
ONU aprova pedido da Autoridade Palestina para virar Estado observador
 
Por 138 votos a nove, a Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira uma ascensão do status dos palestinos nas Nações Unidas, de "entidade observadora" a "Estado observador não-membro". A importância é muito mais simbólica, já que a ONU não tem poder para reconhecer um estado palestino.
 
O Brasil está entre os países que votaram a favor da medida, que precisava apenas de maioria simples para ser aprovada. A maior oposição veio de EUA e Israel, que estão entre os nove membros que votaram contra. Os países que se abstiveram somam 41.
 
O pleito se segue a uma fracassada tentativa dos palestinos de integrar a ONU como membros permanentes, em 2011, quando não obtiveram apoio do Conselho de Segurança da ONU. O presidente palestino Mahmoud Abbas disse mais cedo que essa seria a "última chance" de uma solução para o conflito com Israel. Ele havia solicitado que a comunidade internacional desse uma "certidão de nascimento" para a Palestina.
 
Que impactos essa mudança – cujo caráter é majoritariamente simbólico – deve ter nas relações entre israelenses e palestinos e no pleito destes por um Estado próprio?
Entenda no guia abaixo:
 
 
O que a mudança de status significa?
 
A decisão desta quinta dá aos palestinos o status de "Estado observador não-membro", semelhante ao do Vaticano perante a ONU.
 
O novo status é principalmente simbólico, mas a liderança palestina argumenta que ele ajudará a delimitar o território que quer para seu Estado próprio – gradativamente tomado pelo avanço dos assentamentos israelenses. Também pode ajudar que essa delimitação de território ganhe reconhecimento formal.
 
O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, havia dito que a aprovação é "um passo muito importante para salvar a solução de dois Estados".
 
A mudança também significa que palestinos poderão participar dos debates da Assembleia Geral da ONU, aumentando suas chances de de integrar agências e entidades ligadas à ONU.
Talvez o maior temor de Israel seja o de que palestinos usem seu novo status para entrar no Tribunal Penal Internacional e tentar acionar Israel judicialmente por supostos crimes de guerra cometidos em territórios ocupados, como na Cisjordânia.
 
Israel classifica a iniciativa palestina de uma violação dos Acordos de Oslo (1993), que traçam caminhos para a negociação bilateral (atualmente interrompida) de paz.
 
 
Quem ganha politicamente?
 
A aprovação do novo status na ONU é uma vitória diplomática de Mahmoud Abbas, o líder da Autoridade Palestina e principal força política na Cisjordânia.
 
A vitória lhe dá cacife num momento em que o líder estava escanteado diante do fortalecimento político e militar do rival Hamas (grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) entre os palestinos, enquanto Abbas tinha pouco a comemorar com suas políticas mais moderadas.
 
No entanto, mesmo com a vitória desta quinta, Abbas precisará de muito mais para obter o Estado palestino. Quando acabarem as comemorações do novo status, o líder terá que rever sua estratégia política para colocar em prática o anseio por um Estado palestino.
 
 
O que querem os palestinos?
 
Os palestinos tentam há tempos estabelecer um Estado soberano na Cisjordânia, que inclua Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, seguindo o traçado de antes da Guerra dos Seis Dias (em 1967, quando Israel ocupou territórios reivindicados pelos palestinos).
 
Os Acordos de Oslo, entre a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) e Israel, levaram ao reconhecimento mútuo. No entanto, duas décadas de conflitos intermitentes desde então e a ausência de consenso em temas-chave impediram um acordo permanente. A última rodada de negociações terminou em 2010.
 
Com o impasse nas negociações, a liderança palestina passou a buscar o reconhecimento individual dos países de um Estado palestino. Essa é a principal razão por trás do atual pleito na ONU.
Em setembro de 2011, Abbas tentou obter o status de membro pleno da ONU, mas a tentativa não passou pelo crivo do Conselho de Segurança do órgão. Abbas tentou, então, um status menor, o de não-membro observador.
 
 
Quais são as divergências?
 
O reconhecimento diplomático palestino dá força simbólica ao pleito por um Estado que siga o traçado pré-1967 e às negociações de paz com Israel.
 
No entanto, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeita essa noção territorial como base para as negociações, descrevendo-as como "não realistas", já que grande parte dos territórios hoje reivindicados concentram grande população de judeus em assentamentos (considerados ilegais sob a lei internacional).
 
Outros temas-chave sobre os quais não há acordo entre israelenses e palestinos são o status de Jerusalém Oriental e o retorno de refugiados palestinos.
 
Para Israel, o novo status palestino na ONU é uma medida "unilateral" que viola os termos dos Acordos de Oslo.
 
 
Quem deve apoiar ou rejeitar o novo status palestino?
 
A reivindicação por um novo status na ONU não engajou os palestinos da mesma forma que em 2011. O novo status tem o apoio do Fatah, movimento secular que, com a Autoridade Palestina, administra a Cisjordânia.
 
A proposta foi inicialmente criticada por líderes do Hamas. No entanto, após os oito dias da recente ofensiva israelense em Gaza, o líder político do Hamas, Khaled Meshaal, elogiou a iniciativa do rival Fatah.
 
Em âmbito mais amplo, os 22 países da Liga Árabe também apoiaram a Autoridade Palestina.
 
A maior oposição vem de Israel, que tentou dissuadir Abbas ameaçando-o com a suspensão da coleta de impostos na Cisjordânia. Um documento vazado da Chancelaria de Israel sugere que se discutiu inclusive a derrubada de Abbas – mas a medida é considerada improvável por analistas, a não ser que o líder palestino use o novo status para tomar passos mais drásticos, como pressionar Israel no Tribunal Penal Internacional.
 
Nos últimos dias, autoridades israelenses indicaram que colocariam em vigor sanções contra os palestinos.
 
Os EUA, principais aliados de Israel mas também doador à Autoridade Palestina, também pode impor alguma sanção financeira.
 
Na Europa, outras nações que também financiam a AP também temem os desdobramentos da estratégia palestina. Só 9 dos 27 países-membros da União Europeia reconhecem a Palestina bilateralmente.
 
Notícias 2011:

 

Unesco concede status de membro pleno a palestinos e Israel alerta que decisão ameaça negociação de paz

JERUSALÉM e PARIS – A Unesco concedeu nesta segunda-feira (31-10-2011) status de membro pleno aos palestinos no organismo, que se torna o primeiro das Nações Unidas a adotar tal decisão desde que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, fez, em setembro, seu histórico discurso na Assembleia Geral pedindo o reconhecimento do Estado palestino. O governo de Israel reagiu minutos depois, advertindo que o resultado da votação na Unesco ameaça a retomada das negociações de paz com os palestinos.

 

"Essa é uma manobra palestina unilateral que não vai trazer mudança na prática, mas remove a possibilidade de um acordo de paz", disse em comunicado o ministério das Relações Exteriores israelense. "Essa decisão não vai transformar a Autoridade Nacional Palestina em um Estado e coloca obstáculos desnecessários na rota da renovação das negociações", completa a nota.

Na sede da Unesco em Paris, delegados de diversos países comemoraram quando foi anunciada a "vitória" dos palestinos, que conseguiram apoio de 107 Estados. Apenas 14 votaram contra, e 52 se abstiveram. Para que a adesão plena fosse concedida, eram necessários 81 votos entre os 173 membros do organismo.

Durante a reunião da Unesco em Paris para avaliar o pedido palestino, Estados Unidos, Canadá e Alemanha votaram contra a mudança de status dos palestinos. Brasil, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor. O Reino Unido se absteve. O resultado entra em vigor assim que a Autoridade Nacional Palestina assinar a carta da Unesco.

Os EUA, que já prometeram vetar no Conselho de Segurança a reivindicação palestina de ter uma cadeira na ONU, eram também os principais opositores, junto com Israel, aos pedidos de que os palestinos fossem membros plenos da Unesco e de outros organismos das Nações Unidas.

Congressistas americanos ameaçavam cortar o financiamento dos EUA à agência em caso de aprovação do status pleno para palestinos. A contribuição americana, de cerca de US$ 80 milhões por ano, representa 22% da verba total da Unesco.

Pelas regras da ONU, os palestinos poderiam integrar a agência independentemente do seu status dentro das Nações Unidas, onde atualmente eles são classificados como "entidade observadora".

O governo americano se opunha ao pedido palestino sob o argumento de que isso não ajudaria nos esforços para reativar as negociações de paz com Israel, que sofreram um colapso no ano passado.

Já Israel afirmava que o pedido palestino é uma politização da agência e que minaria a capacidade de cumprir seu mandato.
 

 

17/09/2011 – Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5914137/abbas-anuncia-que-buscara-status-pleno-para-palestina.aspx

Abbas anuncia que buscará status pleno para Palestina

Apesar da oposição de EUA e Israel, a Autoridade Palestina buscará a admissão do Estado palestino como membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) na próxima sexta-feira, durante a Assembleia-Geral em Nova York. A iniciativa não conta com o apoio do Hamas e foi anunciada pelo presidente Mahmoud Abbas em Ramalla (Cisjordânia).

A decisão põe os palestinos em rota de choque com Washington. Para ser um membro pleno da ONU, é preciso a aprovação do Conselho de Segurança e de dois terços dos votos dos 193 países da Assembleia-Geral. O problema é que a Autoridade Palestina não conseguirá passar da etapa do conselho, onde os americanos usarão o poder de veto, conforme anunciado pelo presidente Barack Obama.

Nesse caso, os palestinos pedirão um reconhecimento como Estado não membro na assembleia, pois, para tal status, não há necessidade de aprovação no Conselho de Segurança. Por isso, analistas dizem que o objetivo da Autoridade Palestina seria ter uma vitória simbólica, mostrando ter o apoio da comunidade internacional, isolando EUA e Israel. Além disso, seria possível tentar processar os israelenses por crimes na justiça internacional.

"Precisamos ser membros plenos da ONU. Precisamos de um Estado, de um assento nas Nações Unidas. É um direito legítimo", disse Abbas, acrescentando que o objetivo não será isolar Israel, mas para enfatizar a questão "da ocupação da Cisjordânia" e aumentar o poder de negociação dos palestinos. "Será de Estado para Estado a partir de agora", disse. No discurso, Abbas defendeu um Estado tendo como base as fronteiras pré-1967 e Jerusalém Oriental como capital. Ele não falou da questão dos refugiados.

O Departamento de Estado dos EUA disse ainda estar tentando encontrar uma saída para evitar uma crise. O veto deve prejudicar a imagem americana nos países árabes num momento considerado crítico. A União Europeia, ainda dividida sobre que rumo tomar, também tenta encontrar uma solução para evitar a ida dos palestinos para o conselho.

O gabinete do premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, divulgou comunicado dizendo que a "paz apenas pode ser alcançada por meio de negociações". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

17/06/2011 - Fonte: http://www.cafetorah.com/Europa-busca-mais-uma-iniciativa-de-paz-para-Oriente-Medio

Europa busca mais uma iniciativa de paz para Oriente Médio – Por quê? E por que agora?

As fronteiras de "1967 são de comum acordo" e o compromisso de "garantias de segurança" são os princípios básicos da iniciativa européia nova de paz no Oriente delineada pelo discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, realizado no Departamento de Estado em maio deste. O "Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e da Política de Segurança", Catherine Ashton, pediu uma convocação de urgência do chamado Quarteto (EUA, UE, ONU, Rússia) em uma carta que ela escreveu a Secretária dos EUA, Hillary Clinton, ao Secretário Geral da ONU, Ban KiMoon e Sergei Lavrov, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros.

"Os acontecimentos dramáticos de todo o mundo árabe", diz o facto de Ministro dos Negócios Estrangeiros da UE, tornam "ainda mais urgente encontrar uma solução duradoura para o conflito israelo-palestino".

"A construção de assentamentos e o fato de que o muro não está nas fronteiras de 1967" é a resposta seca de um político do alto escalão alemão para a questão de saber o principal obstáculo ao processo de paz no Médio Oriente.

O Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu argumenta: "Não é você dar mais um quilômetro e resolverá a paz". A raiz do conflito, afirma, é que os palestinos não querem reconhecer o direito de existência de Israel como um Estado judeu no Oriente Médio.

O que deve vir desta nova iniciativa, que não contém nada de substancialmente novo? E por que agora? O que é diferente de agora ou um, três, cinco ou dez anos atrás? É o West nervoso por causa da votação da ONU ameaçou os palestinos têm agendada para Setembro? Você sabia que apesar de tão cedo, em 1947 um Estado árabe tinha sido declarado no Mandato Britânico na Palestina, mas foi rejeitado por unanimidade pelos árabes, e ratificaram isto novamente em 1988 pelos palestinos?

Netanyahu exala uma sensação de que o conflito no Oriente Médio é insolúvel. É por isso que o chefe de governo israelense faz tudo o que ele pode controlá-lo como habilmente possível. Seu ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, é visto no exterior como um racista.

Entre os imigrantes russos e beduínos israelenses, ele é visto como portador de esperança para a igualdade dos não-judeus no Estado judeu. Ele descreve o plano da União Européia de certa forma como ingênuo. Os desenvolvimentos na Síria, Líbia e Iêmen, Sudão, Paquistão e Irã por último não são menos importante dos desafios atuais, mas não tem nada a ver com o Estado judeu, diz diplomata-chefe de Israel.

Perguntei ao político do alto escalão alemão em particular, se ele realmente acreditava que o muro e os assentamentos foram obstáculos para a paz no Oriente Médio. Ele olhou-me impotente nos olhos e confessou: "Não, mas agora não sabemos o devemos fazer" "Com uma declaração como essa você não vai ganhar a eleição", disse. "Exatamente", confirmou. Pode-se também optar por ficar em silêncio se não saber algo, esta é uma opção que eu não ousou usar naquele momento. Segurar a língua de uma pessoa não é fácil quando os políticos são eleitos ou jornalistas são pagos. Por esta razão, os jornalistas vão continuar a falar muito, mesmo quando eles realmente não sabem muito, e os políticos continuarão a exercer pressão sobre aqueles que reagem a eles, mesmo se eles estiverem errados.

 

19/05/2011 - Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/05/19/obama-defende-estado-palestino-com-fronteiras-de-1967-924494052.asp#ixzz1MphB87JX

Obama defende Estado palestino com fronteiras de 1967

WASHINGTON – O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu em discurso nesta quinta-feira (19/05) a criação de um Estado palestino de acordo com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, uma reivindicação chave da causa palestina. A defesa marca uma significativa mudança na política dos Estados Unidos e deve despertar, quase certamente, a ira de Israel.

Obama incitou Israel a aceitar que nunca se pode ter uma nação verdadeiramente pacífica baseada na "ocupação permanente ". Israel defende que endossar as fronteiras de 1967 – quando o país ocupou o leste de Jerusalém, a Cisjordânia e Gaza – prejudicaria as negociações de paz.

Enquanto o presidente discursava, porém, o Comitê de Planejamento e Construção de Jerusalém aprovou a construção de mais 1.550 casas no leste da cidade. Segundo o jornal israelense "Yediot Ahronot", as unidades serão erguidas nos bairros de Har Homa e Pisgat Zeev.

Obama diz que o futuro dos EUA está ligado ao Oriente Médio e ao Norte da África

Obama disse ainda que o futuro do país está ligado ao Oriente Médio e ao Norte da África. Em discurso do Departamento de Estado sobre os novos planos do seu governo para o mundo árabe, em Washington, o líder da Casa Branca afirmou que, após a queda de dois líderes (na Tunísia e no Egito), outros devem seguir o mesmo caminho. O presidente anunciou que os EUA lançarão um "amplo plano de comércio e investimentos" na região.

- De forma pacífica, o povo (da região) conseguiu mais mudanças em seis meses do que os terroristas em décadas – declarou Obama.

O presidente disse ainda que a prioridade do país na região é promover reformas:

- Temos uma oportunidade histórica. Temos uma chance de mostrar que a América valoriza mais a dignidade de um vendedor de rua da Tunísia do que o poder de um ditador.

Obama criticou que o poder na região esteja concentrado nas mãos de poucas pessoas e disse, ainda, que Washington vai apoiar a transição para a democracia nos países e deve "usar todos os seus recursos para encorajar a reforma no Oriente Médio e no Norte da África".

- Os EUA apoiam direitos e princípios universais, como o livre discurso e a igualdade entre homens e mulheres – comentou.

O presidente criticou durante os "opressores" regimes de Muamar Kadafi, na Líbia, e de Bashar al-Assad, na Síria, por sufocarem os anseios da população com grande violência. Diretamente para Assad, Obama afirmou que ou o presidente sírio lidera a transição para a democracia ou deve deixar o poder.

Bin Laden

Durante o discurso, Obama voltou a falar da morte de Osama bin laden. Segundo o presidente, a visão de destruição propagada por Bin Laden já estava desaparecendo mesmo antes de as forças americanas matarem o líder máximo da al-Qaeda. O chefe da Casa Branca ressaltou que "Bin Laden não é mártir".

Ajuda ao Egito

O país será um dos mais beneficiados pelo plano do governo americano. Obama anunciou que os EUA vão aliviar US$ 1 bilhão da dívida egípcia e realizar grandes investimentos no país até poucos meses governado pelo ditador Hosni Mubarak.

Brasil

O presidente citou o Brasil como um dos países que mostrou um impressionante progresso nos últimos anos.

"Os eventos nos últimos seis meses nos mostram que as estratégias de repressão e desvio não funcionam mais. Televisão por satélite e a Internet fornecem uma janela para um mundo mais amplo – um mundo de progressos impressionantes em lugares como a Índia, Indonésia e Brasil."

 

Abu Mazen e Khaled Mashaal pressionam por independência palestina

Revolta dos povos egípcio e tunisiano restauraram onfiança dos palestinos no seu futuro. Israel não aceitará solução imposta

06/03/2011

Duas vozes ameaçam Israel. Abu Mazen, como é conhecido no Brasil o presidente da Autoridade Palestina Mahmud Abbas, declarou ao presidente chileno, em visita a Ramallah, que chegou a hora "de a Palestina se transformar em um membro permanente das Nações Unidas". Ele reiterou à oposição de seu governo e partido a ideia de um Estado com fronteiras temporárias, atribuída aos israelenses. E expressou a Sebastián Piñera, presidente do Chile, que é esperança de declarar o Estado palestino indepentende nas linhas fronteiriças de 1967 no setembro próximo. E culpou Israel pelo atual impasse nas negociações de paz.

Khaled Mashaal, líder político da Frente de Resistência Islâmica (o Hamas), exilado em Damasco, na Síria, clamou na conferência sobre Jerusalém que tem lugar na capital do Sudão, Cartum, que o primeiro passo para a liberação da cidade da ocupação por Israel será a reconciliação entre o partido Fatah, de Abu Mazen, e o Hamas, cuja posição é de "jihad" – guerra santa. O atual status da parte oriental de Jerusalém, conquistada em 1967 pelos israelenses e unificada com a parte ocidental, é de “capital unida e única de Israel”.

E é bom lembrar que o presidente Mubarak, do Egito, recentemente derrubado do poder, tentou por todos os meios, políticos e diplomáticos, promover a reconciliação entre os grupos palestinos e a retomada das negociações com Israel, interrompidas em setembro do ano passado. Fracassou.

O presidente do Sudão (Cuxe bíblico), que hospeda a 8a conferência sobre Jerusalém, financiada pelo Irã (Persa bíblico), declarou hoje (06/03/2001), domingo, seu apoio ao povo palestino. Omar al-Bashir, reiterou que "o que está acontecendo agora na região é o prelúdio da 'batalha' por Jerusalém”. O que é mais preocupante para os israelenses é que al-Bashir afirmou que o acordo de paz com o Egito, de 1979, "foi um choque que o povo árabe não esqueceu até agora", insinuando a intenção de promover o fim do entendimento. Ficou implícito que serão desenvolvidas pressões para que também a Jordânia suspenda seu acordo com Israel.

O governo provisório do Egito, porém, declarou que pretende respeitar todos os compromissos do país, inclusive o acordo de paz com Israel. Piñera, do Chile, esteve com o primeiro-ministro de Israel Bibi Netanyahu antes de ir ao encontro de Abu Mazen em Ramallah. O Chile foi um dos países latino-americanos que reconheceu o Estado palestino. E seu presidente afirmou que sempre apoiou a existência de Israel dentro de fronteiras reconhecidas e que defende "que os palestinos têm o mesmo direito a seu próprio Estado democrático e independente".

Netanyahu terá declarado ao visitante chileno que Israel está preparado para sentar com Abu Mazen e negociar a paz. Mas, disse, “os palestinos sempre encontram motivos para não voltarem a negociar". Para Bibi, o líder palestino considera que tem o apoio majoritário da comunidade internacional. E seus porta-vozes insistem que em setembro próximo contarão com o voto de 150 países, o bastante para a proposta palestina ser aprovada com maioria a Assembleia Geral das Nações Unidas. Abu Mazen vem apelando ao Quarteto (EUA, ONU, Rússia e UE), para "forçar Israel a acabar com sua agressão e ocupação das terras palestinas".

Em Cartum, o líder político do Hamas declarou que a revolta dos povos egípcio e tunisiano restauraram a alta confiança dos palestinos no seu futuro. A queda de Mubarak foi muito comemorada pelo Hamas, que administra a Faixa de Gaza, bloqueada nos últimos anos de um lado por Israel e, de outro, pelo Egito.

Netanyahu já repetiu inúmeras vezes que só é possível uma solução da questão palestina em negociações diretas entre a delegação palestina e Israel. Ambos os lados sabem que terão que realizar sérias e dolorosas concessões só definíveis em negociações. Israel não aceitará solução imposta, sejam quais forem suas origens.

 

Israel avalia acordo provisório de longa duração com os palestinos

02/03/2011

JERUSALÉM — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trabalha com a possibilidade de propor um acordo provisório de longa duração com os palestinos, ao invés de tentar retomar as negociações de paz, indicou nesta quarta-feira a imprensa israelense.

Israel optou por não enviar delegados a Bruxelas, onde negociadores palestinos se reuniram nesta quarta-feira com representantes do Quarteto para o Oriente Médio (ONU, Estados Unidos, UE e Rússia) para tentar retomar o processo de paz.

"Os palestinos não querem estabelecer negociações sérias, por isso é preciso examinar a ideia de um acordo provisório em longo prazo", declarou uma fonte do gabinete de Netanyahu ao jornal israelense Hayom, considerado próximo a Netanyahu.

Esse plano poderá prever a criação de Estado palestino com fronteiras provisórias, enquanto se prosseguirá conversando sobre os principais pontos de um possível acordo final, afirma o Haaretz.

Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, confirmou nesta quarta-feira que um encontro foi realizado em Bruxelas a portas fechadas entre representantes do Quarteto e negociadores palestinos.

 

UE espera aprovação do Estado Palestino até setembro

15/02/2011

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, disse hoje que a comunidade internacional ainda espera um acordo de paz e a criação de um Estado Palestino até setembro, mesmo com os distúrbios políticos na região.

Apesar do impasse no qual se encontram as negociações de paz entre Israel e os palestinos, e da renúncia do gabinete palestino, bem como do negociador-chefe Saeb Erekat, Ashton disse que o objetivo ainda pode ser alcançado. "Eu acho que temos de tentar chegar a este objetivo", disse ela, admitindo que será "desafiante".

Ashton faz uma visita de um dia com o objetivo de estimular os dois lados a retomar as negociações, que chegaram a um impasse no final de setembro e que aparentemente não serão retomadas em breve. O prazo para um acordo de paz foi estabelecido inicialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando ele lançou as conversações diretas entre palestinos e israelenses em 2 de setembro. Mas o processo foi suspenso três semanas mais tarde.

O Quarteto para o Oriente Médio, formado pela União Europeia, Estados Unidos, Rússia e Nações Unidas, reiterou no início do mês seu apoio para que as "negociações sejam concluídas até setembro de 2011".

Ashton reuniu-se com o chanceler israelense Avigdor Lieberman antes de se dirigir para Ramallah, onde se encontrou, na tarde de hoje, com o ministro de Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki.

A rádio pública israelense informou que Lieberman disse que a comunidade internacional deve encontrar uma forma de impedir as ambições nucleares iranianas antes de pedir a Israel que faça concessões aos palestinos. Depois das negociações em Ramallah, Ashton retorna a Jerusalém para uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

As informações são da Dow Jones.

 

Jerusalém Oriental: Israel destrói hotel para construir casas para colonos

09-01-2011 – Medida já foi censurada pelo presidente palestino Mahmud Abbas

Máquinas israelitas destruíram um hotel em Jerusalém Oriental – onde os palestinos pretendem implementar a sua futura capital – para construir 20 casas para colonos judeus.

De acordo com a BBC, este ato foi recebido com repúdio parte do presidente palestino, Mahmud Abbas, que disse que Israel está destruindo qualquer tipo de possibilidade de regressar às conversações de paz.

Por sua vez, as autoridades judaicas responderam que têm o direito de construir novas habitações em qualquer parte da cidade.

«Isto é algo que qualquer país faz nos seus domínios sem necessidade de prestar qualquer esclarecimento a outros governos», disse o ministro das Infra-estruturas, Uzi Landau.

A construção dos colonos é considerada ilegal em territórios palestinos ocupados. Desde 1976, Israel implementou mais de uma centena, onde vivem quase meio milhão de colonos.

O hotel Shepherd foi construído na década de 1930 e chegou a ser casa de Amin al-Husseini, o grande mufti de Jerusalém

Fonte: www.tvi24.iol.pt/internacional/jerusalem-jerusalem-oriental-israel-palestina-medio-oriente-tvi24/1224457-4073.html

 

Histórico hotel Shepherd, em Jerusalém Oriental, tem ala demolida

Máquinas israelenses de uma empresa privada começaram neste domingo a demolição de uma das alas do histórico hotel Shepherd para preparar o terreno para implantação de um novo bairro judaico, na parte leste de Jerusalém.

Situado no bairro de Sheikh Jarrah, território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967, a demolição de uma parte do hotel e a criação do novo bairro foi alvo de duras críticas internacionais.

Nesta manhã, testemunhas disseram à Agência Efe que as máquinas chegaram ao local sob forte esquema de segurança e, logo em seguida, iniciaram a demolição.

O hotel em si ficará intacto. O que será destruído é uma ala que data do período em que a Jordânia controlava o leste de Jerusalém e toda a região da Cisjordânia, entre 1948 e 1967.

Ao todo, o complexo abrigará 20 casas, um estacionamento de três andares e uma estrada de acesso.

Construído no tempo mufti Hajj Amin al-Husseini, o recinto foi comprado em 1985 pelo empresário judeu americano Irving Moskowitz por US$ 1 milhão, informa o jornal "Ha'aretz", e no ano passado obteve a permissão do Comitê de Planejamento Urbano de Jerusalém para levantar um bairro judaico.

Além de estar em área ocupada, o hotel está cercado de população palestina, o que provocou uma onda de críticas por parte da ANP (Autoridade Nacional Palestina) e a comunidade internacional, que condenaram Israel por alterar o 'status quo' em uma zona cujo futuro depende de um acordo de paz.

Moscowitz é um conhecido multimilionário vinculado à direita israelense e ao movimento colonizador, e há anos financia iniciativas judias nos assentamentos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/mundo/857072-historico-hotel-shepherd-em-jerusalem-oriental-tem-ala-demolida.shtml

 

Notícias 2010:

04/2010 - ANP prevê Estado palestino em 2011

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyadm(*), afirmou em uma entrevista publicada em um jornal israelense Haaretz que haverá um Estado palestino junto ao de Israel em 2011. “O nascimento de um Estado palestino será comemorado como um dia de regozijo por toda a comunidade de nações”, declarou Fayyad.     “Chegará o momento em que este bebê nascerá. E calculamos que será em 2011. Essa é a nossa visão e reflexo de nossa vontade de pôr em prática o direito de viver em liberdade e dignidade em um país onde nascemos, junto ao Estado de Israel em completa harmonia”, previu o primeiro-ministro palestino.

Fayyad, cujo governo controla a Cisjordânia, pois a Faixa de Gaza é dominada desde junho de 2007 pelo movimento islamita Hamas, espera que os israelenses também participem das celebrações do estabelecimento do futuro Estado palestino.

O primeiro-ministro da ANP deu as boas-vindas à recente decisão do "Quarteto para o Oriente Médio":Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia, de apoiar o plano promovido por ele desde agosto de 2009 que tem como principal objetivo a criação do Estado palestino em 24 meses.

Segundo Fayyad, os palestinos desejam um Estado independente e soberano e descartou “um Estado de retalhos”.

O primeiro-ministro e seus assessores na Organização para a Libertação da Palestina (OLP) querem que o futuro Estado seja criado "durante o mandato do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama". “Se por alguma razão ou outra, em agosto de 2011, o plano fracassar, acho que teremos acumulado crédito na forma de atos positivos no terreno. A realidade vai se impor ao processo político para que se produza resultados”, sustentou.

Fayyad diz que em dois anos a sociedade palestina terá alcançado “grau de maturidade” que lhe permitirá “iniciar um processo de transformação de um conceito em uma possibilidade, em uma realidade”.

Para Fayyad, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sucumbiu aos colonos judeus, que, segundo o palestino, não refletem a visão da maioria dos israelenses. O primeiro-ministro da ANP reconhece, no entanto, que 250 mil colonos que residem nos territórios ocupados exercem uma grande pressão sobre o governo israelense.

Fayyad também afirmou que a espinhosa questão de Jerusalém não deve ser deixada para um estágio final em eventuais negociações de paz, mas “deve ser tratada desde o princípio”. “Vemos isto de forma política. Politicamente, sentimos o direito de ter um estado da Palestina na terra que foi ocupada em 1967, incluindo Jerusalém Oriental”, argumentou.

(*) Salam Fayyadm foi ex-economista do Fundo Monetário Internacional.

Set/2010 – Obama defenderá estado palestino como membro da ONU até 2011

Presidente americano concentra esforços nas negociações de paz com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai usar seu discurso na abertura da 65ª Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira para apelar "ao melhor que há em nós", no intuito de convencer israelenses e palestinos a aproveitar a "oportunidade única" que representam as atuais negociações – retomadas em Washington no início do mês – e chegar à paz.

"Desta vez, não deixaremos que o terror, a confusão, os gestos para a plateia ou políticos se interponham às negociações" (Barack Obama)

Obama ainda defenderá que é possível chegar a um acordo que permita a entrada de um novo membro na ONU dentro de um ano: "o estado independente da Palestina, que viva em paz com Israel", descreve. "Desta vez, não deixaremos que o terror, a confusão, os gestos para a plateia ou políticos se interponham", diz um trecho de sua fala divulgada antecipadamente pela Casa Branca.

Ele reconhece que "muitos são pessimistas sobre o processo" e opinam que a paz "simplesmente não é possível", mas manda um recado aos céticos e opositores da negociação, que tentarão dinamitá-la com "palavras e bombas": "É preciso lembrar que, se um acordo não for alcançado, os palestinos nunca conhecerão o orgulho e a dignidade de ter um estado próprio, e os israelenses nunca conhecerão a certeza e a segurança de uma vizinhança estável e soberana, comprometida com a coexistência".

Barack Obama ainda enfatiza que todos são responsáveis pelo sucesso das negoiciações. "Nós, que somos amigos de Israel, devemos entender que a verdadeira segurança do estado judeu passa por um território independente, que permita aos palestinos viver com dignidade e oportunidades."

Programação – O presidente americano é o segundo a falar na 65ª rodada de debates da Assembleia Geral da ONU, que começou nesta quinta. Como é tradição, o Brasil abre os discursos. Nesta ocasião, e pela primeira vez desde que assumiu o poder em 2002, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está presente, e é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Além do acordo de paz entre israelenses e palestinos, outros temas que serão discutidos são os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, as últimas tensões entre China e Japão, a guerra no Afeganistão e a mudança climática.

Out/2010 - Estado Palestino será criado em 2011, diz premiê

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, declarou nesta quinta-feira que o Estado Palestino será fundado em 2011 e que está preparando a infraestrutura para possibilitar sua criação.

"Agosto de 2011 será o prazo final da ocupação israelense" nos territórios palestinos e "no próximo verão (no hemisfério norte, inverno no hemisfério sul) os palestinos vão festejar o nascimento de seu Estado", disse Fayyad.

No entanto, analistas se dizem céticos sobre as promessas, a menos que sejam firmados acordos com Israel e com o grupo islâmico Hamas. O governo de Fayyad não tem controle algum sobre a Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas desde 2007 e onde moram 1,5 milhão de palestinos.

Fayyad, que assumiu o cargo de premiê em 2007, é um economista respeitado internacionalmente que trabalhou no Banco Mundial durante 8 anos.

Desde que foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, Fayyad vem se dedicando a construir a infraestrutura de um futuro Estado Palestino, consolidando a economia, as instituições e as forças de segurança na Cisjordânia.

Israel

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já declarou que o país "não aceitará medidas unilaterais" por parte dos palestinos.

O ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, instruiu nesta semana o departamento de planejamento do Ministério a elaborar um estudo sobre a possibilidade de que os palestinos declarem um Estado de maneira unilateral e obtenham o apoio da ONU.

"Temos que estar prontos para essa eventualidade", afirmou Lieberman.

Em suas declarações desta quinta-feira, Salam Fayyad também criticou Netanyahu e disse que "se o premiê israelense tem intenções sérias de fazer a paz, deve prender os colonos que envenenaram as oliveiras dos palestinos".

Fayyad se referiu a um incidente ocorrido nesta semana na Cisjordânia quando colonos do assentamento de Alon Moreh, nas proximidades da cidade de Nablus, contaminaram mais de 600 oliveiras da aldeia palestina de Dir Hatab com águas de esgoto.

Ele declarou também que Netanyahu "permite que os colonos façam atos de terrorismo contra os palestinos".

Negociações

Ainda nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, e o ministro da Inteligência egípcio, Omar Suleiman, se reúnem em Ramallah com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para discutir a possibilidade de retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos.

Abbas suspendeu as negociações no dia 26 de setembro, quando o premiê Netanyahu se negou a prolongar o congelamento da construção dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Netanyahu declarou que quer negociar "sem condições prévias", mas Abbas afirmou que não retomará as conversas "se os israelenses continuarem construindo os assentamentos".

Dez/2010 – UE prevê reivindicar avanços para criação de Estado palestino

BRUXELAS (AFP) – A UE prevê reivindicar, na segunda-feira (no caso 12/12/2010), "progressos urgentes" para a criação de um Estado palestino, mas não endurecerá sua política com Israel pela colonização na Cisjordânia, apesar da requisição neste sentido de 26 ex-encarregados europeus.

"São necessários progressos urgentes em vista de uma solução de dois Estados no conflito israelense-palestino", destaca o projeto de conclusões de uma reunião dos chefes da diplomacia europeia, prevista para segunda-feira em Bruxelas e do qual a AFP obteve uma cópia.

Esta nova declaração favorável a uma solução para o conflito fica restrita quando comparada com o apelo dos 26 ex-encarregados europeus a favor de endurecer a política com Israel por prosseguir com a colonização na Cisjordânia.

Em carta dirigida à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, os signatários, entre eles o antecessor, Javier Solana, reivindicam condicionar as relações com Israel a que detenha a construção de assentamentos, dando-lhes um ultimato até abril de 2011.

Do contrário, propõem enviar o caso à ONU, segundo a carta datada de 2 de dezembro e assinada também pelo ex-chanceler alemão Helmut Schmidt e por Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Europeia.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, também reivindicou esta semana aos 27 uma maior determinação no processo de paz, esperando que "chegue logo o momento em que a UE cumprirá um papel junto aos Estados Unidos".

Enquanto Brasil e Argentina reconheceram o Estado palestino e o Uruguai informou que o fará em 2011, à margem das negociações de paz, estas sofreram um novo revés na terça-feira, com o abandono de Washington de sua ideia de obter uma suspensão da colonização israelense para reativar o diálogo.

Abbas informou que os palestinos "não aceitarão negociações" com Israel "enquanto continuar a colonização".

Em seu projeto de conclusões, passível de modificação, os chefes da diplomacia têm previsto reiterar na segunda-feira o caráter "ilegal" das colônias israelenses, segundo o direito internacional, e o apelo para que Israel se torne a "futura capital dos dois Estados".

"A legitimidade do Estado de Israel e o direito dos palestinos a um Estado não devem ser postos em dívida jamais", diz o texto.

18/12/2010 –  Premier palestino não prevê declarar futuro Estado unilateralmente

O premier palestino, Salam Fayad, declarou à TV israelense Channel Two que não prevê declarar unilateralmente a criação de um Estado palestino, por considerar que se continuar a ocupação israelense não seria mais que um "Estado Mickey".

"O que procuramos (…) é um Estado da Palestina. Não procuramos uma declaração de independência suplementar", disse Fayad em entrevista gravada esta semana em Washington e difundida no sábado em Israel.

O primeiro-ministro, que havia fixado o verão (boreal) de 2011 como objetivo para a criação de um Estado palestino, assegurou que o estabelecimento de instituições seguia seu curso, mas a soberania dependia do consentimento de Israel.

"A realidade de um Estado pode existir em termos de instituições funcionais, mas se o exército israelense continuar no nosso território, não é um Estado soberano, é um Estado Mickey", insistiu.

"Não queremos um Estado Mickey, mas não queremos uma forma de autorregulação, queremos um Estado soberano da Palestina, onde os palestinos possam viver como homens livres", acrescetnou Fayad.

Os palestinos, exasperados pela ineficácia dos esforços americanos para reativar a paz, têm afirmado com frequência que proclamariam seu Estado de forma unilateral ou que pediriam o reconhecimento da ONU.

Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia apoiaram esta perspectiva, ao reconhecer a Palestina como "um Estado independente e soberano" dentro das fronteiras anteriores à ocupação israelense de 1967.

A União Europeia e os Estados Unidos reiteraram a intenção de agir em favor da criação de um Estado palestino, mas mediante uma solução negociada.

 

Conclusão

O que me preocupa é o Brasil estar entrando neste "barril de pólvora". Zacararias, em sua profecia, afirmou que todos os povos que vierem contra Jerusalém, sofrerão conseqüências.
Como Cristãos devemos orar pela Paz em Israel e pedir misericórdia a Deus sobre o nosso país.
 
"Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém.
 
Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra.
 
Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão, à direita e à esquerda, a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, em Jerusalém mesma.
 
Naquele dia, o SENHOR protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do SENHOR diante deles.
 
Naquele dia, procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém (Zac 12: 2-3,6–9)
 

Fontes:

www.haaretz.com/print-edition/news/palestinian-pm-to-haaretz-we-will-have-a-state-next-year-1.283802

www.noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/09/01/assessor-de-netanyahu-jerusalem-e-capital-indivisivel-de-israel.jhtm

www.noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2008/06/04/ult27u66258.jhtm

www.jb.com.br

www.noticias.terra.com.br/mundo

www.bbc.co.uk

www.veja.abril.com.br/tag/onu/

www.colunas.epoca.globo.com

 

Jerusalém pisada pelos gentios

Filed Under (Israel e as Profecias) by Geração Maranata on 07-08-2010

Tag: , ,

por Dave Hunt

 

Uma análise de Dave Hunt sobre a profecia de Lucas 21':24: "E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem."

Multidões, que pouco ou nada pensam sobre Deus ou Cristo, aceitam que há mais de 2000 anos Jesus nasceu em Belém e "que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?" (Mt 2.1-2). Estranhamente, muitos cristãos que crêem que Jesus nasceu "Rei dos judeus" não atribuem a esse título um significado literal, especialmente que ele tenha algo a ver com judeus. Profecias que falam de Cristo reinando sobre o mundo a partir do trono de Davi, em Jerusalém, são interpretadas como metáforas que se referem ao Seu presente reinado a partir do céu.

A cidade de Davi

Jerusalém foi fundada pelo rei Davi há 3000 anos atrás. A Bíblia se refere a Jerusalém como "cidade de Davi" por mais de 40 vezes. Lá Deus estabeleceu o trono de Davi para sempre, e desse trono o Messias, o Rei dos judeus, descendente de Davi, deve reinar sobre Israel e sobre o mundo (2 Cr 6.6; 33.7; 2 Sm 7.16; Sl 89.3,4,20,21,29-36, etc.). Na Bíblia, Jerusalém é citada mais de 800 vezes e é peça central nos planos de Deus. Lá Ele colocou Seu nome para sempre.

O que há por trás do anti-semitismo?

Satanás tem inspirado 3000 anos de anti-semitismo sabendo que somente o Messias, descendente de Abraão, Isaque e Jacó, pode derrotá-lo. Destruindo todos os judeus, ele teria evitado o nascimento do Messias. Satanás perdeu esse "round". Mas se todos os judeus fossem destruídos hoje, Deus não poderia cumprir Suas promessas de que Cristo reinará como Rei dos judeus, no trono de Davi, em Sua Segunda Vinda. Deus seria, então, um mentiroso e Satanás, o vencedor. A integridade e os propósitos eternos de Deus estão ligados à sobrevivência de Israel!

A quem pertence Jerusalém?

Yasser Arafat afirma que Israel sempre pertenceu aos árabes e que Jerusalém tem sido uma cidade árabe por milhares de anos. Na realidade, Jerusalém não é sequer mencionada no Corão. Em 15 de julho de 1889, o jornal Pittsburgh Dispatch declarou que, dos 40.000 residentes de Jerusalém, 30.000 eram judeus e a maioria dos outros eram cristãos. Em 1948, quando Israel declarou sua independência, somente 3 por cento da "Palestina" pertencia aos árabes.

Israel tem seu Knesset (Parlamento) em Jerusalém. Mas o mundo não aceita isso e as embaixadas estrangeiras se localizam em Tel Aviv. Desafiando a Deus e Seu Rei (leia o Salmo 2), o mundo tem seus próprios planos para Jerusalém.

Aqui confrontamos os aspectos mais amplos da guerra anti-semítica contra Deus e o Rei dos judeus: a tentativa de controlar Jerusalém e a terra de Deus (Lv 25.23). Inacreditavelmente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aplicou quase um terço de suas deliberações e resoluções a Israel, um país com menos de um milésimo da população do mundo! As Nações Unidas jamais condenaram os árabes pelo seu terrorismo, mas Israel já foi condenado mais de 370 vezes por se defender. Em março de 1999, Israel foi novamente notificado pela União Européia de que esta "não reconhece a soberania de Israel sobre Jerusalém". Numa bula papal, no Jubileu do Ano 2000, o papa João Paulo II mais uma vez rejeitou a soberania de Israel sobre Jerusalém.

Jerusalém pisada pelos gentios

Estamos vendo o cumprimento contínuo da notável profecia de Cristo:"Jerusalém será pisada por eles, até que os tempos dos gentios se completem" (Lc 21.24). A retomada de Jerusalém Oriental pelos israelenses em 1967 parecia marcar o fim dos "tempos dos gentios". No entanto, num lance surpreendente, Israel devolveu o monte do Templo aos cuidados do rei Hussein, da Jordânia, deixando o próprio coração de Jerusalém nas mãos dos gentios. Mais tarde [através do “Wagf”, a entidade muçulmana que passou a administrar o local], Yasser Arafat e sua OLP assumiram o controle do monte do Templo.

A doutrina católica romana de que a nação de Israel foi substituída por aquela Igreja tem se espalhado progressivamente também entre evangélicos. Essa substituição de Israel é uma forma sutil de anti-semitismo. Ao invés de mandar os judeus para as fornalhas, nega-se sua importância e até mesmo sua existência: por alguma distorção na História, os comumente chamados judeus não seriam realmente judeus – os verdadeiros judeus seriam os mórmons, os "israelitas britânicos", os católicos ou os cristãos.

O vergonhoso horror do anti-semitismo ao longo da História revela o coração humano. Satanás achou milhares de parceiros (muitos dos quais se diziam cristãos), ávidos por amaldiçoar, perseguir e até mesmo matar o povo escolhido de Deus. Roosevelt, Churchill e outros líderes aliados conheciam a "solução final do problema judeu" de Hitler e nada fizeram. Mesmo as nações neutras, como a Suíça e a Suécia, devolveram judeus refugiados às fornalhas de Hitler.

O objetivo do islamismo

Incrivelmente, um típico livro escolar da Jordânia iguala sionismo com nazismo. Entretanto, os árabes aplaudiram e ajudaram Hitler – e o islamismo busca colocar em prática a "solução final" de Hitler até hoje. Líderes políticos e religiosos muçulmanos estão continuamente fazendo ameaças hitlerianas na TV e nas rádios, pelos alto-falantes nas mesquitas ou nas ruas. A batalha entre Javé, o Deus de Israel, que ama os judeus como povo escolhido, e Alá, o deus do islamismo, que os odeia com furor, está alcançando um clímax apavorante.

Exterminar os judeus é dever de todo muçulmano religioso. Os muçulmanos sonham em destruir Israel. Os assassinos de inocentes cidadãos israelenses são exaltados em todo o mundo árabe e seus nomes são dados a feriados e ruas. Também são feitas comemorações em homenagem a terroristas. Os líderes islâmicos têm invocado um reavivamento espiritual como chave para a destruição de Israel – e o fundamentalismo islâmico, que descaradamente emprega o terrorismo, está agora se espalhando pelo mundo.

Todos os estudiosos islâmicos concordam que é dever sagrado de todo muçulmano, em qualquer idade, promover a jihad (guerra santa) sempre que possível, a fim de submeter o mundo inteiro ao islamismo. Há mais de 100 versos no Corão que falam em lutar e matar em nome da jihad. Um ministro do Gabinete líbio declarou: "A violência é a mais positiva forma de oração dos muçulmanos".

Saddam Hussein, apesar de ter invadido o Kuwait, é idolatrado por milhões de árabes porque seus mísseis "Scud" atingiram pesadamente alvos civis israelenses e ele, repetidamente, faz convocações para que se destrua Israel. Quando Kaddafi esbraveja que "a batalha contra Israel será tamanha que… Israel deixará de existir!", ele fala em nome de cada muçulmano. Maomé, o profeta fundador do islamismo, declarou que "a última hora não chegará antes que os muçulmanos lutem e matem os judeus".

O desejo islâmico de exterminar Israel é ensinado desde a infância. Um ministro da Educação da Síria escreveu: "o ódio que inculcamos nas mentes das nossas crianças desde o berço é sagrado". Um livro de ensino médio do Egito atesta: "Israel não sobreviverá se os árabes se mantiverem firmes no seu ódio". E um livro de quinta série declara: "os árabes não param de agir em direção ao extermínio de Israel". É um ato suicida de Israel trocar terra estratégica pela "paz" se é ameaçado por tamanhos inimigos – mas o mundo o tem forçado a fazê-lo.

Maomé mostrou aos muçulmanos como fazer "paz". Em 628 d.C. ele fez um tratado de paz com sua própria tribo kuraish. Dois anos depois, repentinamente ele atacou Meca e massacrou todos os homens. Arafat declarou publicamente: "em nome de Alá… eu o estou considerando (o acordo de paz entre Israel e OLP) tanto quanto nosso profeta Maomé considerou o acordo com a tribo kuraish… Paz, para nós, significa a destruição de Israel…" Não há lugar para o Rei dos judeus! Assim é o islamismo – preste bem atenção!

As nações muçulmanas estão se armando com mísseis, armas químicas, biológicas e nucleares. A Síria tem fabricado milhares de ogivas químicas, tem enormes estoques de armas biológicas e triplicou seu poderio aéreo e militar desde a guerra de Yom Kippur em 1973. O mundo inteiro sabe que essas armas têm apenas um propósito: destruir Israel. Mas Israel também possui armas nucleares (em novos e eficientes submarinos) e, se necessário, as usará. Então, quem promoverá a paz?

Nota: Segundo muitos estudiosos em profecias, vários países mulçumanos farão parte da coalizão que invadirá Israel (Ezequiel 38)

Cristo advertiu a respeito dessa incrível destruição e que ninguém seria salvo na terra se Ele não interviesse para fazê-la cessar (Mt 24.21-22). Essa impressionante profecia anunciava as modernas armas de hoje. Não é de se admirar que o Deus da Bíblia, que por doze vezes chama a si mesmo de "o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó", prometa repetidamente proteger Israel e Jerusalém nos últimos dias! Tendo feito Israel renascer em 1948, Deus completará o Seu propósito. Ele declara: "Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Acaso, eu que faço nascer… diz o Senhor… fecharei a madre?" (Is 66.8-9).

O mundo rebelde

Em sua louca rebelião contra Deus, o mundo faz seus próprios planos e rejeita o "Rei dos judeus" e Sua promessa de paz internacional reinando do trono de Davi em Jerusalém. Um governo mundial humanístico é um ideal que tem sido buscado desde Babel. Em 1921 foi estabelecido o Council on Foreign Relations – CFR (Conselho de Relações Exteriores). No ano seguinte, sua publicação Foreign Affairs (Relações Exteriores) afirmou que não haveria "paz ou prosperidade para a humanidade… até que fosse criado algum tipo de sistema internacional…". Em 1934, H.G. Wells declarou: "é preciso que se estabeleça uma fé e uma lei comum para a humanidade… A principal batalha é uma batalha educacional". As crianças estão sendo educadas para rejeitar a Deus e aceitar o Anticristo. Em 1973, no Saturday Review of Education, Gloria Steinem, líder feminista, afirmou que, por volta do ano 2000, "nós iremos, espero eu, criar nossos filhos para acreditarem no potencial humano, e não em Deus".

Em maio de 1947, Winston Churchill declarou: "A menos que se estabeleça e comece a dominar um eficaz supergoverno mundial…, as perspectivas de paz e progresso humano são obscuras e duvidosas…". Em 1948, no artigo UNESCO: Its Purpose and its Philosophy (UNESCO: Seu Propósito e Sua Filosofia), Sir Julian Huxley, o primeiro diretor-geral daquele organismo, explicou que "a filosofia geral da UNESCO deveria ser um humanismo científico mundial, global em sua extensão e evolutivo na sua prática… para ajudar no surgimento de uma cultura mundial única…" O Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, declarou que "o conceito de soberania nacional" está sendo redefinido e deverá ser colocado de lado. Num avanço rumo a uma religião mundial, "as Nações Unidas estenderam seu papel de manutenção da paz para o território espiritual" e convocaram "sua primeira cúpula de líderes religiosos mundiais".

Decepção com governos humanos

Independentemente do tipo de governo, os governantes são egoístas e opressores. Esse fato tem sido demonstrado repetidas vezes em muitas partes do mundo. A África se livrou do domínio colonial dos brancos. No entanto, ao invés da liberdade prometida, houve nova servidão sob déspotas negros. No lugar de paz e prosperidade, o caos, a pobreza, a intranqüilidade, as guerras étnicas e tribais são crescentes, com negros matando negros e a repetição de golpes e revoluções com que nada se ganha.

O comunismo também já foi uma grande esperança. A revolução comunista na Rússia foi financiada em grande parte por alguns dos homens mais ricos e poderosos da América. Em 1928, John Dewey escreveu no The New Republic que o comunismo, cujo ateísmo obrigatório exaltava, iria "neutralizar e transformar… a influência da família e da Igreja" e, finalmente, atingiria os objetivos estabelecidos no Manifesto Humanista.

Tudo soava tão bem: igualdade para todos. Mas aqueles que impuseram essa "igualdade" eram déspotas em busca dos seus próprios interesses egoístas, oprimindo e roubando quem estava abaixo deles. A corrupção prosperou na Rússia e na China e continua prosperando em cada nação comunista.

O mesmo também é verdade em relação ao islamismo. Maomé impôs o islamismo com a espada. Assim que ele morreu, muitos árabes tentaram abandonar o islamismo mas foram forçados a voltar à submissão nas Guerras de Apostasia, em que dezenas de milhares foram mortos. Isso também não trouxe paz. Os companheiros e parentes mais próximos de Maomé lutaram, barbaramente, para conquistarem a liderança, matando uns aos outros em nome de Alá e de seu profeta morto. Milhares de seguidores de Maomé foram massacrados por alguma facção rival.

O islamismo não mudou. Entre 1948 e 1973 houve 80 revoluções no mundo árabe, 30 das quais foram bem sucedidas, incluindo o assassinato de 22 chefes de Estado. Os sunitas, a maior seita islâmica, e os xiitas, a segunda maior, ainda lutam uns contra os outros. Na guerra de oito anos entre o Irã e o Iraque foram usadas 1.000 toneladas de gases venenosos e houve mais mortes do que na Primeira Guerra Mundial. O islamismo não consegue obter paz nem mesmo entre os muçulmanos. No entanto, o primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que o islamismo é sinônimo de "paz, tolerância e uma força para o bem". Incrivelmente, nos EUA a Catedral de Cristal (de Robert Schuller) mantém o "Instituto Cristão e Muçulmano Conjunto Pela Paz". Paz? Que paz seria essa?

Os países islâmicos são ditaduras dominadas por assassinos inescrupulosos e terroristas internacionais como Saddam Hussein do Iraque, Kaddafi da Líbia e Assad da Síria. Em nome de Alá eles prendem, torturam e matam dezenas de milhares dos seus próprios cidadãos e treinam e financiam o terrorismo mundial. Nos territórios da OLP, entregues por Israel, assim como em todos os países muçulmanos, não há liberdade de consciência, de expressão, de religião, de voto ou de imprensa.

Israel é a única democracia do Oriente Médio e ali existem os problemas típicos de uma democracia. A "Terra Santa" está contaminada por drogas, pornografia, prostituição, rebeldia juvenil, estupro, roubos e crimes. Israelenses são jogados uns contra os outros pelo egoísmo. A violência doméstica atinge mais de 200.000 mulheres israelenses por ano. A selvageria nas escolas israelenses se iguala à dos Estados Unidos. Os crimes violentos entre jovens israelenses mais do que duplicaram de 1993 até 1998. Há hostilidade entre israelenses religiosos e seculares e a desilusão com o judaísmo é crescente, especialmente entre a juventude.

Sacrifício pelo pecado

Se Jeremias estivesse vivo hoje em dia, mais uma vez advertiria Israel sobre o julgamento que virá por seu pecado. Israel precisa arrepender-se diante do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Mas, e se isso viesse a acontecer? Os rabinos não têm como oferecer perdão para pecadores arrependidos. Há mais de 1900 anos eles não têm Templo nem sacrifícios pelo pecado – exatamente como foi previsto (Os 3.4; Lc 21.20-24).

Por que Deus profetizaria e permitiria essa condição? A única resposta lógica é ter enviado Jesus, o Messias: como Cordeiro de Deus, Ele morreu pelos pecados dos judeus e dos gentios. Se a Sua morte na cruz foi o sacrifício maior, então os sacrifícios do Antigo Testamento tornaram-se desnecessários. Essa é a única explicação para Deus ter deixado Israel sem Templo ou sacrifícios por todos esses anos.

As Escrituras hebraicas contêm mais de 300 profecias contando quando e onde o Rei dos judeus nasceria, falando tudo sobre Ele, inclusive de Sua rejeição, crucificação e ressurreição. Todas essas profecias se cumpriram ao pé da letra em Jesus Cristo. Se Ele não é o Messias, então não há Messias. No dia exato revelado pelo anjo Gabriel a Daniel (Dn 9.25), Jesus entrou em Jerusalém e foi aclamado como o Messias, como Zacarias havia profetizado (Zc 9.9). A seguir, Ele foi crucificado pelos nossos pecados e ressuscitou, como os profetas de Israel tinham previsto. Na cruz, sobre a Sua cabeça, Pilatos escreveu a acusação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus" (Mt 27.37).

A volta do Messias

De acordo com os fatos históricos incontestáveis e os próprios profetas de Israel, os que esperam a primeira vinda do Messias estão 2000 anos atrasados. A única esperança para Israel é Sua segunda vinda.Tragicamente, será preciso que a batalha de Armagedom aconteça para que Israel reconheça o seu Messias. Quando Javé aparecer pessoalmente para salvar Israel da destruição, todos os judeus vivos verão que Ele é o Homem que foi traspassado e morto pelos seus pecados e ressuscitou, o próprio Messias prometido por seus profetas, a quem eles rejeitaram. Então todo o Israel ainda vivo virá a crer (veja Rm 11.26-27). E o Rei dos judeus finalmente "reinará para todo o sempre"! Por enquanto, Ele oferece perdão, paz, vida eterna e um reinado benevolente no trono de todo coração que se abrir para Ele.

Extraído: www.chamada.com.br

 

Israel: o Relógio de Deus

Filed Under (Israel e as Profecias) by Geração Maranata on 03-05-2010

Tag: , ,

por Randy Thomas

Você Já se perguntou por que a minúscula nação de Israel está nos noticiários quase todos os dias? Por que quando Israel faz qualquer coisa, isso certamente produzirá uma manchete? Por que todo o foco da paz no Oriente Médio se centraliza em torno de Israel? Por que Israel, o que há de tão significante nesse minúsculo país mais ou menos do tamanho de Sergipe?

A Promessa

Bem, tudo começou com uma promessa, uma promessa de Deus, e Deus não seria Deus se não cumprisse suas promessas. Essa promessa de Deus foi dada há cerca de 4.000 anos atrás a um homem chamado Abraão. Qual foi a promessa e o que ela tem a ver conosco no século 20? Bom, a promessa foi:

“Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gênesis 12.1-3

Então Abraão empacotou suas coisas, carregou seus camelos e burros e deixou a terra em que cresceu. Deixou o povo que amara por toda sua vida e a proteção e conforto de seu próprio pai e família. Esse foi um grande passo de fé, mas ele confiou em Deus para manter sua promessa e Ele o fez!

Apesar de Abraão jamais ter visto essa terra, Deus cumpriu sua promessa através dos seus descendentes. Deus guiou os descendentes de Abraão a uma terra onde corriam leite e mel. Ele os abençoou, eles prosperaram e se tornaram uma grande nação. Assim como Deus prometeu, essa terra, a terra prometida, é hoje conhecida como Israel, pelo menos parte dela. Na verdade a terra que Israel ocupa hoje é apenas uma pequena parte da terra que Deus prometeu a Abraão. Apesar de Israel estar dispondo de parte de suas terra hoje, num futuro próximo eles receberão toda a terra que Deus prometeu a Abraão. Mas esta é outra história que veremos depois.

O Acordo de Arrendamento

Agora, que Israel era uma nação, eles ocuparam a terra. Eles não possuíam a terra, Deus sim, mas podemos dizer que Deus arrendou a terra a Israel. Como em todos os arrendamentos, havia um acordo de arrendamento, uma lista de leis e regulamentos que deveriam ser seguidos. Deus deu a Israel uma lista de leis e regulamentos sob as quais deveria se abrigar. Enquanto Israel obedecesse às leis, lhe seria permitido viver na terra. Imagine ter a Deus como seu senhorio. Uma lei em particular que Deus deu a Israel, dizia respeito à própria terra. A lei era a seguinte:

“Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra. Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; E ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento. Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. Neste ano do jubileu tornareis cada um à sua possessão.” Levítico 25.2-13

Essa regra devia estar nas letras miúdas, porque Israel jamais obedeceu. A regra diz basicamente que Israel podia cultivar a terra, plantar e colher seus frutos e aproveitar sua generosidade. Eles poderiam fazer isso por seis anos, mas a cada sete anos teriam que deixar a terra descansar. Sem plantio, sem colheita, mas qualquer coisa que crescesse lhes seria permitido comer e dar para seus animais. Não lhes seria permitido colher e vender sua colheita. Em segundo lugar, após sete desses períodos de sete anos (7×7 = 49) terem se completado, eles deveriam proclamar o 50º ano como um ano de Jubileu.

Um Tempo de Celebração

O ano de Jubileu seria um tempo especial, seria um ano de liberdade, não somente para a terra, mas também para o povo. A terra novamente deveria permanecer inativa, sem plantio, sem colheita. Todos os escravos deveriam ser libertados, propriedades devolvidas aos seus donos originais, famílias seriam reunidas.

Deus estabeleceu essas regras para que ninguém tivesse um débito excessivo e escravos não permanecessem cativos por mais que 49 anos. Esse era também um tempo para o povo de Israel dar graças e honrar a Deus por lhes permitir viver e se utilizar da terra. Se o povo tivesse obedecido a Deus, tudo estaria muito bem, mas o povo de Israel se tornou avarento e teimoso. Não houve nenhuma celebração. Eles estavam para ser despejados.

O Princípio dos Ais

Sendo Deus um senhorio gracioso e paciente, teve paciência com a desobediência de Israel e lhes deu uma chance após outra de seguir as regras que estabeleceu. Finalmente, Deus disse “já chega!” e retirou a benção e a proteção que havia lhes dado. Por centenas de anos eles haviam vencido batalha após batalha, conquistando todos os seus inimigos e amontoando grandes riquezas, posses e rebanhos. Eles eram temidos por todos os seus inimigos, pois podiam ver que a mão de Deus protegia os Israelitas. Com a remoção da proteção divina, Israel logo perdeu sua posição como Nação Soberana. Israel foi conquistado e destruído pelo rei Nabucodonosor da Babilônia pela primeira vez em 606 a.C.. As cidades de Israel foram dizimadas e o povo levado cativo, muitos como escravos. Nunca mais eles seriam uma nação soberana. Eles existiram em várias formas de províncias numa sucessão de impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.

O Golpe Final

O povo de Israel tentou retomar sua situação original e fizeram várias tentativas de se reagrupar e formar seu próprio governo, mas o golpe final veio em 70 A.D. A Legião Romana, sob as ordens de Tito, foi despachada para Jerusalém para derrubar a última de uma série de rebeliões Israelitas. Suas ordens eram para destruir Israel como uma nação e como um povo distinto. A história nos conta que mais de um milhão de Judeus foram mortos. O Templo Judeu foi completamente destruído. Os sobreviventes foram espalhados como escravos e até mesmo proibidos de se ajuntarem em grupos de mais do que três, sob pena de morte. Os Judeus foram espalhados pelos continentes Asiático e Europeu, humilhados e desprezados onde quer que fossem. Ficaram desabrigados, conhecidos como os Judeus Errantes. Onde quer que fossem sofriam perseguição, mas não se esqueceram da promessa que Deus havia feito a Abraão. Eles sabiam que em algum momento no futuro, Deus cumpriria Sua promessa e eles iriam novamente superar todos os revezes e se tornar a Grande Nação que Deus pretendia que fossem. Uma nação que seria uma benção para todo o mundo.

As 70 Semanas de Daniel

A mais impressionante profecia: Era um período muito escuro na história da nação de Israel. Um povo sem uma terra própria. A punição de Deus ao povo de Israel por sua desobediência veio através de uma restituição! Israel deveria restituir a Deus por não seguir a regra dos 7 anos para deixar a terra descansar. Deus determinou sobre o povo de Israel que este lhe devia 70 semanas de anos (7×70=490) ou 490 anos.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.” Daniel 9.24-27

Nesse período de trevas surgiu um jovem profeta de Deus chamado Daniel. Ele foi usado por Deus como um facho de luz para relembrar ao povo de Israel Sua promessa. Sua luz ainda brilha hoje, para nossa geração, para nos mostrar que estamos nos aproximando do Tempo do Fim!

Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Jerusalém em 606 a.C. e voltou para casa com os melhores jovens de Israel. Um desses jovens se chamava Daniel. A Daniel foram dados pelo Reino Babilônico a melhor educação e o melhor treinamento possíveis. Daniel foi dotado por Deus de grande sabedoria e habilidades proféticas devido a sua grande fidelidade. Como de resultado de sua grande capacidade, Daniel foi promovido de escravo Judeu a conselheiro real e, mais tarde, Primeiro Ministro de toda a Babilônia, o maior de todos os impérios antigos.

Enquanto Daniel vivia no palácio real, o restante do povo Judeu vivia sob a jurisdição do exército Babilônico em Jerusalém. Havia um outro profeta de Deus, chamado Jeremias, que falou a esse povo. Jeremias declarou que, E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.” Jeremias 25.11

Anjo Gabriel

Enquanto Daniel orava por seu povo, Deus respondeu à sua oração enviando Seu Anjo Gabriel para lhe dar uma mensagem e o entendimento sobre eventos que ocorreriam no futuro. Daniel recebeu uma das mais impressionantes profecias já dadas a um homem. A profecia das 70 semanas de anos. Essa era uma visão do futuro, que incluía a vindoura rejeição de Jesus o Messias, a destruição de Jerusalém e os futuros impérios que dominariam o mundo.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.” Daniel 9.24

Este único verso resume a história Judaica, dos dias de Daniel ao retorno de Jesus Cristo. Foi dito a Daniel, “Setenta semanas foram determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade”. Os Judeus mediam o tempo em unidades, assim como os Gregos. Assim como nós usamos a palavra “década” para indicar um período de dez anos. Os Judeus mediam aos sétimos, ao invés de aos décimos como os Gregos. Assim, o Judaico ou Hebreu equivalente a uma década de dez anos era a palavra Hebraica shabua, ou “semana”, um período de sete anos. Setenta dessas “semanas” indicam um período de 490 anos. Então, a punição dada ao povo de Daniel, os Judeus, e à Cidade Santa de Jerusalém foi de 70 semanas ou 490 anos.

As Primeiras 69 Semanas

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.” Daniel 9.25-26

Quão Preciso é Daniel?

No final do século 19, Sir Robert Anderson, um inspetor aposentado da Scotland Yard revisou a profecia de Daniel das Setenta Semanas de Anos. Em seu livro, O Príncipe Vindouro, Anderson calculou as Primeiras 69 Semanas da profecia de Daniel. Daniel declarou que haveriam sete “sétimos” e sessenta e dois “sétimos” que perfazem 483 anos bíblicos (um ano bíblico é igual a 360 dias).

O Relógio Começa a Girar…

A história conta que em 14 de março de 445 a.C. um decreto foi expedido pelo rei Sírio Artaxerxes Longimanus, para reconstruir os muros de Jerusalém. Exatamente no dia 30 de março de 33 A.D. Jesus entrou em Jerusalém. Ao se aproximar de Jerusalém e ver a cidade, Ele chorou sobre ela e disse:

“Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.” Lucas 19.42-44

No ano 70 A.D., menos de 40 anos após a profecia de Cristo, o exército Romano sitiou Jerusalém, matando mais de um milhão de seus habitantes. A Legião Romana demoliu a cidade de Jerusalém, cumprindo completamente a profecia de Cristo de que “ não deixarão em ti pedra sobre pedra ” (Lucas 19.44). O Templo foi completamente destruído e demolido pedra por pedra para recuperar o ouro derretido que havia coberto suas paredes internas.

Ainda Está Confuso?

Pegue sua calculadora. Seguindo para trás a partir de nosso calendário, siga esses cálculos: De 14 de março de 445 a.C. (a data da ordem para reconstruir Jerusalém) até 14 de março de 32 A.D., são 476 anos de 365 dias cada, ou 173.740 dias. Some 24 dias de 14 de março de 32 A.D. até 6 de abril de 32 A.D. (Domingo de Ramos, o “corte” do Messias) – vinte e quatro dias. Então some 116 dias bissextos que ocorreram nesse período (calculados pelo Observatório Real, Greenwich, Reino Unido) – 116 dias. Esses números somados (173.740 + 24 + 166) totalizam 173.880 dias, a duração exata das 69 “semanas” de anos de Daniel (173.880 ÷ 360 ÷ 7 = 69).

Obs: utilizamos o ano 32 A.D., e não o ano 33 A.D., porque não existiu um ano 0 (zero). Portanto, para cálculos envolvendo as duas eras, precisamos subtrair um ano.

O Relógio Para de Girar…

Mas espere, eu pensei que você havia dito haverem 70 semanas, até aqui temos só 69 semanas. Correto, Deus parou seu relógio profético. A 70ª e última semana devida por Israel ainda está por vir. O período de sete anos de tribulação, a Septuagésima Semana de sete anos críticos, permanece por se cumprir em nossa geração. Em Daniel 9.24 nos é especificado que as “setenta semanas” foram decretadas sobre o povo de Daniel, os Judeus. As primeiras sessenta e nove semanas se relacionaram ao povo Judeu e ao testemunho de Deus ao mundo através do Seu Povo Escolhido. Em 70 A.D., Israel deixou de existir como nação e como povo, e tendo rejeitado o Messias, foram rejeitados por Deus como povo. A Septuagésima, e última, Semana de sete anos novamente focará sobre o lidar de Deus com Israel e o julgamento do mundo através de eventos que chamam a atenção.

360 x 7 = 2.520

Após a destruição de Jerusalém e a rejeição de Jesus como o Messias, os Judeus foram feitos cativos e dispersados pela Europa e Ásia; eles deixaram a Terra Prometida temendo ainda mais por suas vidas. Esse foi um período negro na história dos Judeus. Ainda assim, onde quer que vivessem, nunca esqueceram suas raízes nem a promessa que Deus fez a seus ancestrais de torná-los uma grande nação. A terra de Israel tornou-se um campo de dejetos, impróprio para pessoas e animais. Como notou Mark Twain, Israel se tornou um lugar desolado, árido e seco, onde não se viam árvores por quilômetros. A terra e o povo eram com um. Enquanto fossem obedientes a Deus, eles floresceriam. A desobediência provocou desespero e negação.

Por Quanto Tempo, Senhor?

Israel não se arrependeu de seu pecado ao final dos 70 anos de cativeiro em Babilônia. Alguns Judeus retornaram para a Terra Prometida, mas a maioria simplesmente se estabeleceu no Império Persa (Iran – Iraque). Então, quanto tempo até que Deus reunisse os Judeus e os restaurasse como a Nação de Israel? A solução para o mistério está em Levítico 26. “ E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então eu prosseguirei a castigar-vos sete vezes mais, por causa dos vossos pecados. ” Levítico 26.18. Em outras palavras, se Israel não se arrependesse, a punição prometida seria multiplicada por sete.

Houve um profeta de Deus chamado Ezequiel que, como Daniel, também foi capturado e levado para Babilônia. Ele ficou lá por cerca de 20 anos e, como Daniel, também conhecia as profecias de Jeremias de que o cativeiro em Babilônia duraria 70 anos. O Senhor apareceu a Ezequiel e lhe deu esta visão:

E tu toma uma sertã de ferro, e põe-na por muro de ferro entre ti e a cidade; e dirige para ela o teu rosto, e assim será cercada, e a cercarás; isto servirá de sinal à casa de Israel. Tu também deita-te sobre o teu lado esquerdo, e põe a iniqüidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás as suas iniqüidades. Porque eu já te tenho fixado os anos da sua iniqüidade, conforme o número dos dias, trezentos e noventa dias; e levarás a iniqüidade da casa de Israel. E, quando tiveres cumprido estes dias, tornar-te-ás a deitar sobre o teu lado direito, e levarás a iniqüidade da casa de Judá quarenta dias; um dia te dei para cada ano. ” Ezequiel 4.3-6

Então, vejamos: são 390 dias para a casa de Israel e 40 anos para a casa de Judá. São 430 anos, mas temos que subtrair os 70 anos que Israel serviu durante o cativeiro Babilônico. Assim, agora Israel devia a Deus 360 anos de punição, multiplicados por 7: 360 anos x 7 = 2.520 anos bíblicos, cada um de 360 dias. Mas quando os 2.520 anos de punição começaram? Da Bíblia e de outras fontes históricas, incluindo Flavius Josephus, o final do cativeiro Babilônico ocorreu na primavera de 536 a.C. Esta data será nosso ponto de partida.

2.520 anos bíblicos x 360 = 907.200 dias. Convertendo esse total para o nosso calendário de 365,25 dias, e dividindo em 907.200 dias chegamos a um total de 2.483,8 anos calendário. (nesses cálculos temos que ter em mente que só houve um ano entre 1 a.C. e 1 A.D.). Portanto, o final do cativeiro mundial de Israel ocorreria após um total de 2.483,8 anos se passarem a partir da primavera de 536 a.C.

Ossos Secos

O que fora outrora uma terra de onde fluíam leite e mel, era agora uma terra seca, nua e desolada. Um cemitério de coisas passadas, uma terra esperando por um milagre.

A Visão de Ezequiel…

A mão do SENHOR estava sobre mim, e Ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me colocou no meio de um vale; ele estava cheio de ossos. Ele me guiou por entre eles, e eu vi um monte de ossos no chão do vale, ossos que estavam muito secos. Ele me perguntou, “Filho do homem, podem esses ossos ter vida?” E eu disse, “Oh, SENHOR Soberano, somente Tu o sabes.” Então Ele me disse, “Profetiza a esses ossos e dize-lhes, ‘Ossos secos, ouçam a palavra do SENHOR! Isso é o que o SENHOR Soberano diz a esses ossos: Eu farei o fôlego entrar em vós, e vós vivereis. Eu vos darei tendões e porei carne sobre vós e vos cobrirei com pele; Eu vos darei fôlego, e vivereis. Então sabereis que Eu sou o SENHOR.’” Então, eu profetizei como me fora ordenado. E, enquanto eu profetizava, houve um barulho, um som de ossos se batendo, e os ossos se uniram, osso com osso. Enquanto eu olhava surgiram tendões e carne sobre eles, e pele os cobriu, mas não havia fôlego neles. Então, Ele me disse, “Profetiza ao fôlego; profetiza, filho do homem, e diga-lhe, ‘Isso é o que o SENHOR Soberano diz: Venha dos quatro ventos, oh fôlego, e sopra nesse defuntos, para que vivam.’” Assim eu profetizei como me ordenou, e o fôlego entrou neles; eles viveram e se colocaram sobre seus pés – um vasto exército. Então Ele me falou: “Filho do homem, esses ossos são toda a casa de Israel. Eles dizem, ‘Nossos ossos estão secos e nossa esperança se foi; nós fomos cortados.’ Portanto, profetiza e dize a eles: ‘Eis o que diz o SENHOR Soberano: Oh meu povo, Eu abrirei as vossas sepulturas e vos tirarei delas; Eu vos trarei de volta à terra de Israel. Então vós, meu povo, sabereis que Eu sou o SENHOR, quando Eu abrir as vossas sepulturas e vos tirar delas. Eu porei o meu Espírito em vós e vós vivereis, e Eu vos estabelecerei em vossa própria terra. Então saberei que Eu o SENHOR falei, Eu o fiz, declara o SENHOR.’” Ezequiel 37.1-14 (tradução livre da versão Inglesa Atualizada).

A Reunião, Um Milagre dos Dias Modernos

O Renascimento de Uma Nação

Deus lentamente começou a cumprir a visão de Ezequiel, de toda a terra os Judeus começaram a voltar para a terra prometida. Deus soprou novo espírito e vida nos Judeus. Em 14 de maio de 1948, exatamente 2.520 anos desde o fim do cativeiro Babilônico, os Judeus chocaram o mundo. Eles proclamaram a independência do renascido Estado de Israel, mesmo enquanto seis nações Árabes simultaneamente se preparavam para invadir o pequeno país e destruí-lo ao nascer. Em um súbito e não provocado golpe, os exércitos da Síria, Líbano, Egito, Iraque, Jordânia e forças voluntárias da Arábia Saudita, se lançaram sobre Israel. Era Davi contra Golias novamente. Para qualquer observador inteligente era óbvio que os Árabes fariam um trabalho rápido contra os menos preparados e menos armados Judeus. Seria necessário um milagre para Israel sobreviver.

Deus No Negócio dos Milagres

Pela Graça de Deus, despreparados e desequipados Israelitas foram vencedores. Humanamente falando, não há como explicar o bem treinado, pesadamente equipado exército Muçulmano que os sobrepujava em dez por um. A restauração de Israel é um milagre moderno de todas as formas. Sua contínua sobrevivência é um milagre ainda maior. Nunca na história tal coisa aconteceu. De estar espalhados sobre a terra por mais de 2.500 anos eles retornaram para o pedaço original de propriedade que Deus lhes havia prometido. Incrivelmente, sua cultura, costumes, leis religiosas e de dieta permaneceram intactos. E apesar de terem vivido sob condições terríveis em terras que não lhes pertenciam, um senso de nacionalismo sobreviveu em seus corações.

Uma Língua Morta Revive

Cumprindo as palavras do profeta Sofonias, mesmo a língua Hebraica, uma língua morta mesmo antes da ocupação Romana, é a língua oficial de Israel hoje.

Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, para que o sirvam com um mesmo consenso. ” Sofonias 3.9

O Hebraico prosaico e profissional, foi restaurado pelo estudioso Judeu Ben Yehuda no começo do século 20, mas não substituiu o Yiddish até 1948.

Tic… Tac… Tic… Tac…

Com a restauração de Israel em 14 de maio de 1948, Deus ligou o relógio profético novamente. Quando a Estrela de seis pontas de Davi acendeu sobre a recém-estabelecida nação de Israel, a contagem regressiva para o fim da era atual começou.

Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. ” Mateus 24.32-35

Na parábola da figueira, nos é mandado aprender sobre o tempo em geral logo antes do retorno de Jesus Cristo. Nós somos a geração que viu e testemunhou o renascimento de Israel.

Sem Engano

Não pode haver engano. O renascimento de Israel é o sinal chave ao redor do qual todos os outros sinais proféticos começam a aparecer. Nunca antes esse explicitamente predito evento apareceu na história. E não pode ser desfeito, Israel não pode deixar de ser uma nação, eles não podem parar de falar Hebraico novamente. Em outras palavras, uma vez que o renascimento de Israel foi posto em movimento, todos os outros eventos preditos se encaixam em seus lugares, e, todos eles levam a uma conclusão final. A Segunda Vinda de Cristo!

Maranata!

Extraído de www.olharprofetico

 

Razão Para Crer

Filed Under (Israel e as Profecias) by Geração Maranata on 01-05-2010

Tag: , ,

Por Dave Hunt

"Lembrai-vos das coisas passadas da antigüidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antigüidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Isaías 46.9-10).

A profecia bíblica é a chave para se entender tanto o passado quanto o futuro. Embora aos céticos essa talvez pareça uma pretensão absurda, ela é facilmente comprovada. Pelo fato de ter se cumprido a maior parte das profecias registradas na Bíblia, fica muito simples determinar se essas profecias são ou não confiáveis.

Dois importantes assuntos da profecia estendem-se consistentemente por toda a Escritura: (1) Israel; (2) O Messias que vem para Israel e através de Israel para o mundo como Salvador de toda a humanidade. Ao redor destes dois temas centrais quase todas as demais profecias se desenrolam e encontram o seu significado, seja o Arrebatamento da Igreja, o Anticristo, seu governo e religião vindouros, o Armagedom, a Segunda Vinda de Cristo, ou qualquer outra ocorrência profética. A Bíblia é absolutamente única na apresentação dessas profecias, as quais ela registra com detalhes específicos, começando há mais de 3.000 anos.

Cerca de 30% da Bíblia são dedicados à profecia. Esse fato confirma a importância do que tem se tornado um assunto negligenciado. Em contraste marcante, a profecia está completamente ausente no Corão, nos Vedas hindus, no Baghavad Gita, no Ramayana, nas palavras de Buda e Confúcio, no Livro de Mórmon, ou quaisquer outros escritos das religiões mundiais. Esse fato isolado já provê um inegável selo de aprovação divina sobre a fé judaico-cristã, que falta em todas as outras crenças. O perfeito registro do cumprimento da profecia bíblica é suficiente para autenticar a Bíblia, diferentemente de todos os outros escritos, como a única e inerrante Palavra de Deus.

Profecia – A Grande Prova

Há muitas provas importantes para a profecia bíblica. A primeira de todas, o cumprimento da profecia estabeleceu prova irrefutável da existência do próprio Deus que inspirou os profetas. Pelos importantes eventos da história mundial, profetizados centenas e mesmo milhares de anos antes de acontecerem, o Deus da Bíblia prova ser o único Deus verdadeiro, Criador do Universo e da humanidade, o Senhor da História – e que a Bíblia é a Sua Palavra infalível, dada a fim de comunicar os seus propósitos e meio de salvação a todos os que crerem. Aqui está uma prova tão simples que uma criança pode entender e tão profunda que os maiores gênios não podem refutar.

A profecia, pois, desempenha um papel vital ao revelar o propósito de Deus para a humanidade. Ela também fornece uma prova inteiramente segura na identificação do verdadeiro Messias de Deus, ou Cristo, e desmascara o impostor de Satanás, o anticristo, de maneira que ninguém que observar a Palavra de Deus venha a ser por ele enganado.

Entretanto, por ser a profecia única na Bíblia, ela é única para Cristo. Profecia nenhuma narrou a vinda de Buda, Maomé, Zoroastro, Confúcio, Joseph Smith, Mary Baker Eddy, os populares gurus hindus que têm invadido o Ocidente, ou qualquer outro líder religioso, todos eles sem as credenciais que distinguem Jesus Cristo. Entretanto, há mais de 300 profecias do Velho Testamento que identificam o Messias de Israel. Séculos antes de Sua vinda, os profetas hebreus estabeleceram critérios específicos que deveriam ser preenchidos pelo Messias. O cumprimento destas profecias nos mínimos detalhes da vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré demonstram indiscutivelmente ser Ele o prometido por Deus, o verdadeiro e único Salvador.

Visto que estes dois importantes itens da profecia bíblica, Israel e o Messias, são tratados em alguns dos meus livros, principalmente em "Quanto Tempo Nos Resta?", vamos resumi-los aqui rapidamente. Em Isaías 43.10, o Deus de Israel declara que os judeus são Suas testemunhas para o mundo do qual Ele é Deus. Tal é o caso, apesar de 30% dos israelitas hoje afirmarem ser ateus e a maior parte dos judeus do mundo inteiro jamais pensarem em dizer que Deus existe. Mesmo assim eles são testemunhas da existência dEle, tanto para si mesmos como para o mundo, por causa do espantoso cumprimento exato na história daquilo que Deus falou que iria acontecer a esse povo especial.

O Povo Escolhido – Sua Terra e Destino

Embora muito do que os profetas predisseram para Israel ainda seja para o futuro, nove profecias importantes envolvendo detalhes específicos e verificáveis já se cumpriram, exatamente como fora previsto séculos antes.

1. Deus prometeu uma terra e fronteira claramente definidas (Gênesis 15.18-21) a Abraão (Gênesis 12.1; 13.15; 15.7, etc.) e renovou tal promessa a Isaque, filho de Abraão (Gênesis 26.3-5), ao seu neto Jacó (Gênesis 28.13) e aos seus descendentes para sempre (Levítico 25.46; Josué 14.9, etc.).

2. É um fato histórico Deus ter trazido esse "povo escolhido" (Êxodo 7.4-8; Deuteronômio 7.6; 14.2, etc.) à Terra Prometida; uma surpreendente história de milagres por si só.

3. Quando os judeus entraram na Terra Prometida, Deus os advertiu que, se eles praticassem a idolatria e imoralidade dos habitantes primitivos, os quais Ele havia destruído por praticarem o mal (Deuteronômio 9.4), Ele os lançaria também para longe (Deuteronômio 28.63; 1 Reis 9.7 e 2 Crônicas 7.20, etc.). Que isso aconteceu é, também, inegável pela história.

Até este ponto, a história nada tem de especial. Outros povos acreditaram que uma certa área geográfica era a sua "terra prometida" e depois de entrarem nela foram posteriormente expulsos pelos inimigos. Porém, as próximas seis profecias e o seu cumprimento são absolutamente únicos na história dos judeus. A ocorrência desses eventos, exatamente como foram profetizados, jamais pode ter acontecido por acaso.

4. Deus declarou que o seu povo seria espalhado "entre todos os povos, de uma até à outra extremidade da terra" (Deuteronômio 28.64; comp. 1 Reis 9.7; Neemias 1.8; Amós 9.9; Zacarias 7.14, etc.). E assim aconteceu. O "judeu errante" é encontrado em toda parte. A precisão com que essas profecias aconteceram exclusivamente aos judeus se tornou marcante, porque segue cumprimento após cumprimento até que a existência de Deus através do trato com o Seu povo escolhido se torne irrefutável.

5. Deus os admoestou que onde quer que vagassem, os judeus seriam "pasmo, provérbio e motejo entre todos os povos" (Deuteronômio 28.37; 2 Crônicas 7.20; Jeremias 29.18; 44.8, etc.). Incrivelmente isso tem se tornado realidade a respeito dos judeus através de toda a história, exatamente como a geração presente pode muito bem constatar. A maledicência, o desprezo, as piadas, o ódio violento chamado anti-semitismo, não apenas entre os muçulmanos, mas até mesmo entre os que se chamam cristãos, é um fato único e persistente na história peculiar do povo judeu. Mesmo hoje, apesar da freqüente memória do Holocausto de Hitler, que chocou e envergonhou o mundo inteiro como um desafio à lógica e à consciência, o anti-semitismo está vivo e recrudesce em todo o mundo.

História de Perseguição

Além do mais, os profetas declararam que esse povo espalhado não apenas seria difamado, denegrido e discriminado, mas:

6. Seria perseguido e assassinado como nenhum outro povo na face da terra, fato que a história atesta com eloqüente testemunho, pois foi exatamente o que aconteceu aos judeus, século após século, onde quer que fossem encontrados. O registro histórico de nenhum outro grupo étnico ou nacional de pessoas contém algo que ao menos se aproxime do pesadelo de terror, humilhação e destruição que os judeus têm suportado na história, pelas mãos dos povos entre os quais foram espalhados.

Vergonhosamente, muitos que afirmaram ser cristãos e, portanto, seguidores de Cristo, que era um judeu, estavam na primeira fila da perseguição e extermínio dos judeus. Havendo ganho completa cidadania no Império Romano pagão, em 212 d.C., sob o Édito de Caracalla, os judeus se tornaram cidadãos de segunda classe e objeto de incrível perseguição depois que o Imperador Constantino supostamente se tornou cristão. A partir daí, foram os que se chamavam cristãos que se tornaram mais cruéis com os judeus do que os pagãos jamais haviam sido.

Os papas católicos romanos foram os primeiros a fomentar o anti-semitismo ao máximo. Hitler, que permaneceu católico até o fim, afirmaria que estava apenas seguindo o exemplo dos católicos e dos luteranos em concluir o que a igreja havia começado. O anti-semitismo fazia parte do catolicismo, do qual Martim Lutero jamais se libertou. Ele advogava que se incendiassem as casas dos judeus, dando-lhes a alternativa de se converterem ou ficarem sem a língua.[1] Quando os judeus de Roma foram libertados de seus guetos pelo exército italiano em 1870, sua liberdade finalmente pôs fim a cerca de 1.500 anos de inimaginável humilhação e degradação nas mãos dos que afirmavam ser os vigários de Cristo. Papa nenhum odiou os judeus mais do que Paulo IV (1555-1559), cuja crueldade foi além da imaginação humana. O historiador católico Peter de Rosa confessa que uma inteira “sucessão de papas reforçou os antigos preconceitos contra os judeus, tratando-os como leprosos, indignos da proteção da lei. Pio VII (1800-1823) foi sucedido por Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI e Pio IX (1846-1878) – todos eles discípulos de Paulo IV.[2] O historiador Will Durant nos lembra de que Hitler teve bons precedentes para a suas sanções contra os judeus:

O Concílio (católico romano) de Viena (1311) proibiu qualquer transação entre cristãos e judeus. O Concílio de Zamora (1313) estabeleceu que se proibissem aos cristãos de se associarem aos judeus… E levou as autoridades seculares (como a igreja havia há muito estabelecido em Roma e nos estados papais) a confinar os judeus em quarteirões separados (guetos) e compeli-los a usar um distintivo (antes havia sido um chapéu amarelo) e assegurar sua freqüência aos sermões para que se convertessem.[3]

Preservação e Renascimento

Deus declarou que apesar de tais perseguições e massacres periódicos,

7. Ele não permitiria que o Seu povo fosse destruído, mas o preservaria como um grupo étnico e nacional identificável (Jeremias 30.11; 31.35-37, etc.). Os judeus teriam toda razão de se misturarem através de casamentos [com os gentios], de mudarem seus nomes e de esconderem sua identidade de qualquer maneira possível, a fim de escaparem à perseguição. Por que preservaram sua linha sangüínea, se não possuíam uma terra própria, se a maioria não cria literalmente na Bíblia, e se a identificação racial só lhes trazia as mais cruéis desvantagens?

Deixar de se misturar em casamentos não fazia sentido. A absorção por aqueles entre os quais viviam pareceria inevitável, de modo que poucos sinais dos judeus como povo distinto deveriam permanecer até hoje. Afinal, esses desprezíveis exilados foram espalhados por todos os cantos da terra por 2.500 anos, desde a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 586 a.C. Poderia a "tradição" ser tão forte sem uma fé real em Deus?

Contra todas as previsões, os judeus permaneceram um povo distinto, depois de todos esses séculos. Este fato é um fenômeno sem paralelo na história e absolutamente peculiar aos judeus. Para a maioria dos judeus que viviam na Europa, a lei da igreja tornava impossível o casamento misto sem a conversão ao catolicismo romano. Aqui mais uma vez a igreja católica desempenhou um papel infame. Durante séculos era pecado mortal, sob a jurisdição dos papas, o casamento entre judeus e cristãos, evitando-se os casamentos mistos mesmo entre os que o desejassem.

A Bíblia diz que quando Deus determinou guardar o Seu povo escolhido separado para si próprio (Êxodo 33.16; Levítico 20.26, etc.), Ele o fez porque

8. Os traria de volta à sua terra nos últimos dias (Jeremias 30.10; 31.8-12; Ezequiel 36.24,35-38, etc.), antes da segunda vinda do Messias. Essa profecia e promessa há tanto esperada foi cumprida com o renascimento de Israel em sua Terra Prometida. Isso aconteceu em 1948, quase 1.900 anos após a Diáspora final, na destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., pelos exércitos romanos liderados por Tito. Essa restauração de uma nação, depois de 25 séculos, é absolutamente espantosa, um fenômeno sem paralelo na história de qualquer outro povo e inexplicável por meios naturais e muito menos pelo acaso. Mais notável é que

9. Deus declarou que nos últimos dias, antes da segunda vinda do Messias, Jerusalém se tornaria "um cálice de tontear… uma pedra pesada para todos os povos" (Zacarias 12.2-3). Quando Zacarias fez esta profecia, há 2.500 anos, Jerusalém permanecia em ruínas e cheia de animais selvagens. A profecia de Zacarias parecia uma grande loucura, mesmo após o renascimento de Israel em 1948. Pois hoje, exatamente como foi profetizado, um mundo de quase 6 bilhões de pessoas tem os seus olhos voltados para Jerusalém, temendo que a próxima Guerra Mundial, se explodir, seja travada sobre essa pequenina cidade. Que incrível cumprimento da profecia!

Nenhuma Explicação Normal

Israel ocupa 1/6 de 1% da área de terra que os árabes possuem. Os árabes têm o petróleo, a riqueza e a influência mundial que tais recursos aparentemente inesgotáveis proporcionam. Não apenas o pedacinho de terra de Israel é dificilmente perceptível no mapa-múndi, como também lhe faltam todas as coisas essenciais para que se torne o centro das preocupações de todo o mundo. Entretanto, desafiando o bom-senso, Israel é o foco da atenção mundial, exatamente como foi profetizado.

Jerusalém é uma pequenina cidade sem importância comercial ou localização estratégica. Mesmo assim, os olhos do mundo inteiro estão sobre ela mais do que sobre qualquer outra cidade. Jerusalém tornou-se realmente uma "pedra pesada" ao redor do pescoço de todas as nações do mundo, o problema mais irritante e instável que as Nações Unidas enfrentam hoje. E não há explicação lógica para isso. O que os profetas hebreus declararam há milhares de anos e que parecia absolutamente irreal em seu tempo está se cumprindo hoje. Essa é apenas uma parte da evidência de que os "últimos dias" profetizados estão chegando para nós, e que a nossa geração, provavelmente, verá o restante da profecia cumprida.

As profecias acima delineadas (para não citar inúmeras outras), têm sido assunto de conhecimento público nas páginas da Escritura e têm estado disponíveis para exame cuidadoso durante séculos. Que elas tenham se cumprido com detalhes não pode ser obra do acaso, sendo, na verdade, a prova evidente da existência do Deus que inspirou a Bíblia, provando a autenticidade e inerrância desse Livro. Em vista de tal clara e admirável evidência, somente podemos supor benevolentemente que nenhum agnóstico ou ateu tenha se atrevido a ler as profecias bíblicas e as tenha checado pessoalmente com a história e os eventos atuais.

Existem profecias adicionais concernentes a Israel e Jerusalém que se referem aos últimos dias, as quais ainda aguardam futuro cumprimento. Entretanto, podemos estar certos, baseados nas profecias que já se cumpriram, que estas também se realizarão em um futuro não muito distante. O tempo mais aterrador de destruição para os judeus e também para toda a população mundial ainda está por vir. Ele se chama "tempo de angústia para Jacó" (Jeremias 30.7).

Com espantosa precisão a Bíblia não menciona Damasco, Cairo, Londres ou Paris como centro da ação dos últimos dias, mas apenas duas cidades específicas: Jerusalém e Roma. Elas são divergentes, têm sido inimigas desde a época dos césares e notavelmente continuam rivais pela supremacia espiritual ainda hoje. A Roma católica reivindica ser a "Cidade Eterna" e a "Cidade Santa", títulos que a Bíblia deu a Jerusalém. Roma também afirma que é a "Nova Jerusalém", provocando um conflito direto com as promessas de Deus concernentes à verdadeira Cidade de Davi.

Passaram-se 2.000 anos de tensão e antagonismo entre Roma e Jerusalém. Durante quase 46 anos após o renascimento de Israel em 1948, o Vaticano se recusou a reconhecer esse país. Essa animosidade não foi apagada pela recente abertura que o Vaticano executou apenas como expediente para se aproximar de Israel. Roma quer exercer influência sobre o futuro de Jerusalém, que ela ainda insiste em tornar uma cidade internacional sobre a qual Israel não tenha mais direito do que qualquer outra nação.

Com espantosa precisão a Bíblia identifica Jerusalém e Roma como os pontos focais dos eventos profetizados para os últimos dias. Ambas vão ter sua parte no julgamento de Deus. Exige-se pouco mais do que atenção casual sobre as notícias diárias para se reconhecer a precisão da profecia. Também aí, no que a Bíblia diz sobre Roma e a Cidade do Vaticano, temos evidências adicionais de que esse Livro é a Palavra de Deus.

Fonte:

www.chamada.com.br

(extraído do livro "A Woman Rides the Beast", tradução de Mary Schultze)

 

Início | Download | Links | Contato
Misso Portas Abertas JMM ANEM
Destino Final Heart Cry Jocum Missao Total Missao Total Projeto Paraguai