"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" (Jeremias 17:9).
Humanismo: perspectiva histórica
O Humanismo secular tem se infiltrado em toda a sociedade e também, infelizmente, nas Igrejas Cristãs.
O Humanismo é uma filosofia que coloca os seres humanos como o centro, os principais. Afirma que o homem pode resolver os seus próprios problemas e é o senhor do seu próprio destino. Não existe, portanto, problema algum que ele mesmo não possa resolver.
O termo Humanista surgiu no século XV na Itália e designava originalmente os professores de gramática e retórica. Com a queda de Constantinopla em 1453 o Império Romano do Oriente desapareceu. Desde então, os eruditos migraram para o Ocidente onde passaram a introduzir a cultura grega(1), que mais tarde foi denominada Humanismo Renascentista. Este Humanismo abriu o caminho para uma transformação da visão do mundo, uma renovação do conhecimento, uma reorganização da vida académica, uma liberdade para criticar tradições e instituições, e uma nova visão da condição humana.
(1) Veja como o palco do final dos tempos está sendo montado. É consenso que o cenário final será o mesmo dos tempos de Jesus, onde a cultura, a filosofia e o modo de viver grego dominavva: a chamada "helenização".
Foi o Humanismo Renascentista que propiciou a Reforma religiosa do século XVI, visto que possibilitava uma nova visão crítica da autoridade e das doutrinas da Igreja Romana, proporcionando também o estudo da Bíblia nas suas línguas originais.
O Humanismo europeu, inicialmente, contribuiu para a Reforma Protestante, inclusive muitos desses Humanistas, como Erasmo de Roterdão e João Calvino, foram cristãos e escreveram dentro de uma perspectiva Bíblica. Porém, com o tempo, o Humanismo se transformou no que conhecemos hoje como Humanismo Secular. A partir do século XIX, filósofos e ideólogos do marxismo deram ao Humanismo uma perspectiva estritamente humana, independente de Deus e com uma total hostilidade às considerações teológicas.
A característica do Humanismo Secular é a adesão ao ponto de vista filosófico conhecido como Materialismo ou Naturalismo (2). Os principais pressupostos desse tipo de Humanismo são: Deus não existe; o universo é regido por leis naturais excluindo qualquer interferência externa (ex, milagres); a vida é o resultado do acaso; os seres humanos são o resultado eventual da evolução natural; a morte é o fim da existência individual; a história humana é uma sucessão de acontecimentos vinculados por relações entre causas e efeitos; a moral é um assunto exclusivamente humano (daí essa degradação moral atual); etc.
(2) O Naturalismo é escola literária conhecida por sua radicalização do Realismo e foi a base do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin.
Hoje o Humanismo está entranhado na Sociedade e suas consequências mais visíveis são:
Hedonismo – busca do prazer como sentido fundamental para a vida;
Consumismo – obter bens materiais, econômicos, status político, etc são os objetivos perante a perspectiva de que não há nada mais que esperar (além dessa vida);
Relativismo moral – "O que é verdade para ti não necessariamente o é para mim", ou seja, cada um deve determinar por si mesmo o que é o bem e o mal;
Aceitação social de ações e formas de vida antes consideradas imorais – consequência direta do relativismo moral, sendo o adultério e a homossexualidade os exemplos mais óbvios; alguns dirão que adúlteros e homossexuais sempre houve, porém a existência de aceitação e promoção pública destas abominações é a marca do nosso século e da nossa geração;
Desprezo pela vida humana – a partir de uma perspectiva materialista não há problemas em defender ações como o aborto ou a eutanásia.
Humanismo e Psicologia
O Humanismo está ligado a um dos ramos da Psicologia, chamada Psicologia Humanista.
A Psicologia é o estudo científico dos processos mentais e de comportamento e aplica esse conhecimento nas várias esferas da atividade humana.
A Psicologia, como um todo, é Humanista por natureza.
O Humanismo é racionalista, ou seja, se baseia na razão, rejeitando a fé, o sobrenatural e a Bíblia. A Psicologia é a maneira pela qual o homem tenta compreender a alma, sem, no entanto, ter referência ou reconhecimento do espiritual.
A Bíblia trata da espiritualidade do homem, da sua queda em pecado e das conseqüências que se seguiram. O resultado da queda, o pecado, é o que nos separa de Deus e exige um Redentor para restaurar essa relação.
Já a Psicologia secular, se baseia na idéia de que o homem é basicamente bom e a resposta para seus problemas reside dentro de si mesmo. A psicoterapia leva o paciente a se aprofundar na sua própria mente, em suas emoções e lidar com todas elas, a fim de descobrir a causa das suas dificuldades. Porém a psicoterapia, ainda que associada ao aconselhamento Cristão, é baseada em necessidades. Necessidades de autoestima, de amor, de aceitação, de importância, etc, pois acredita-se que, se essas necessidades forem satisfeitas, as pessoas serão mais felizes.
Termos da Psicologia
Na Psicologia a autoestima é a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, positiva ou negativa.
O ‘Si mesmo’ e o ‘Eu’ são termos distintos na Psicologia. Enquanto o "Eu" é a instância interna conhecedora e portadora de consciência, o "Si Mesmo" é o conhecimento que o indivíduo tem sobre si próprio. Então o “Eu” tem um aspecto descritivo chamado autoimagem e o “Si mesmo” um aspecto valorativo, a autoestima.
Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima e são os pilares que representam a dimensão intrapessoal:
Autoconfiança – uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho.
Autoaceitação – uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo,
A influência do Humanismo Secular e da Psicologia Humanista na Igreja
Seria ingenuidade pensar que a Igreja estaria imune às influências do Humanismo e da Psicologia Humanista que invadiu a Sociedade.
Além dos Cristãos serem influenciados do mesmo modo que a Sociedade, existem outros aspectos que afetam especialmente a Igreja:
Ênfase na função social da Igreja – É claro que a Bíblia nos exorta a ajudar aos necessitados, sendo esse um mandamento do Senhor (amar ao próximo) e é a marca da Igreja em todos os tempos, porém não se pode esquecer que a função primária da Igreja é a de levar a todos o Evangelho Salvador de Jesus Cristo.
Evangelho da prosperidade – Ênfase no materialismo (um dos pilares do Humanismo) onde o cristão deve reinvindicar o direito a grandes posses materiais nessa terra, se esquecento que o nosso verdadeiro tesouro está nos céus.
Manipulação Psicológica – As emoções fazem parte da nossa natureza e elas têm um papel importante no "culto racional" (Romanos 12: 1-2), porém muitos pregadores estão recorrendo às técnicas de manipulação de massas ao invés do poder do Espírito Santo, que é quem convence do pecado, da justiça e do juízo. É por isso que vemos muitas pessoas emocionadas, parecendo tocadas pelo Espírito, mas na realidade não há verdadeiro quebrantamento nem mudança de vida.
Subestimação do pecado – Não tem sido raro ver que, o que a Bíblia chama pecado, se interpreta como problemas psicológicos sem se dar conta que a verdadeira raiz é de cunho espiritual.
Teorias Psicológicas – Há uma proliferação de livros e seminários, baseados em teorias psicológicas usadas para melhorar a autoestima e promover o bem-estar por meios principal ou exclusivamente psicológicos. Quantas vezes não ouvimos alguém dizer que ir à Igreja faz bem, acalma, se sentem estimuladas, "recarrega as energias", etc..; quando na verdade a Igreja deveria ser o lugar onde o pecado é confrontado, onde as pessoas desejariam se tornar mais santas e converter seu coração e sua vida ao Senhor.
Com base neste último tópico, observamos que estamos vivemos num tempo que se tem valorizado demasiadamente o “auto”: autoestima, autoaceitação, autoafirmação, autoimagem, autoconfiança, etc, etc.
O “Eu” (ego) é o centro das atenções:
Está abalado? Afirme-se!
Está deprimido? Aceite-se!
Está desanimado? Encontre a alegria dentro de você!
Anseia felicidade? Confie em você!
Amar-se é a verdadeira chave para o sucesso.
Apaixone-se por você mesmo.
Adore-se.
Você é a pessoa mais importante desse mundo.
Essas afirmações estão em todos os lugares. Inclusive nas Igrejas.
O texto a seguir discorre de forma muito clara e objetiva tudo que foi exposto até aqui, o qual compartilho da íntegra:
A psicologização do cristianismo como sedução dos últimos dias
Por Sandro Moraes
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias virão tempos difíceis; pois os homens serão amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3.1,2)
"Tenho refletido muito no chamado evangelho “antropocêntrico” dos últimos dias e buscado evidências práticas que relacionem o evangelho da pós-modernidade ao cumprimento profético das palavras paulinas a Timóteo.
É uma realidade tão sutil que o evangelho centrado no homem “amante de si mesmo” é reproduzido por muitos com tanta reincidência que se torna assombroso pela incapacidade de multidões de discernir a tortuosidade.
O evangelho dos “amantes de si mesmos” é tão esmagador que tiraniza sem que o tiranizado perceba, visto que entorpecido pelo efeito embriagante e prazeroso do ego massageado, da sensação de bem-estar produzida pelo evangelho do “aceite-se a si mesmo”, mas que no final desemboca em caminhos de morte.
Nas músicas do universo gospel do evangelho da pós-modernidade há uma profusão de exemplos que, a despeito de serem numerosos, são imperceptíveis para muitos. Os adoradores adoram a Deus sem saber que não estão adorando o Criadore erguem às mãos ao alto.
São significativos os exemplos de letras cantadas nas igrejas que traduzem bem o espírito do nosso tempo:
“É impossível, mas Deus pode mudar o quadro da minha história”
“Uma nova história Deus tem pra mim, um novo tempo Deus tem pra mim”
“Os sonhos que Deus sonhou pra mim”
“Deus escreverá novas páginas da minha história”
“A minha sorte foi que Deus apostou em mim, acreditou em mim (?)
Mim, mim, mim, meu, meu, minha, eu, eu, eu…
Tento encontrar pelo menos nos salmos base escriturística para tantas canções voltadas para o homem, centradas na criatura cheia de desejos egoístas e materialistas, contudo cantadas como se fosse Deus quem estivesse sendo louvado.
Ao invés de erguermos as mãos para o alto, deveríamos apontá-las para nós mesmos, os verdadeiros adorados quando cantamos tais canções: louvores aos cínicos deuses-homens.
Que relação há entre esse estranho “evangelho” com o Evangelho da cruz que nos ensina: “Então Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24)?
O falso evangelho do “aceite-se a si mesmo”, antagônico ao verdadeiro Evangelho do “negue-se a si mesmo” nada mais é do que a cruz psicologizada, externada num “Cristo” trivializado.
Não raro pregadores, até bem intencionados, elaboram seus sermões em torno de teorias psicológicas. Dos púlpitos reverberam expressões como autoestima elevada, autoamor ou amor próprio, autoimagem positiva, autogratificação, autorealização, etc, como necessidades que precisam ser desenvolvidas no homem interior.
Já vi isso muitas vezes. São termos da Psicologia Humanista introjetadas no Evangelho como se este não fosse suficiente para resolver os problemas humanos, precisando receber o reforço poderoso de teorias formuladas por humanistas hostis à Palavra de Deus.
Durante praticamente 20 séculos a Igreja não precisou dos préstimos da Psicologia hunanizada para salgar e iluminar o mundo, mas agora ela é indispensável. O problema é que em muitos aspectos a Psicologia Humanista apresenta-se como religião rival ao Cristianismo.
E você sabe onde se originaram os tantos “autos” supramencionados? Originaram-se no coração do narcisista incorrigível Lúcifer.
Isaías 14.12-14: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.
Ezequiel 28.15,17a: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti; Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra…”.
Religião Ego
Ao introduzir, não o ateísmo, mas o politeísmo querendo ser semelhante ao altíssimo, ou seja, igual a Deus, Lúcifer mostra que ninguém teve tanta autoestima, autoamor, autosatisfação e autoimagem positiva quanto ele próprio. Ao introduzir o “eu quero” para rivalizar com a vontade soberana de Deus, Lúcifer, transformado em Satanás, inaugura a “religião ego” e introduz esse arsênico na raça humana no Éden ao propor a Eva que se ela comesse do fruto da árvore proibida seria como Deus, conhecedora do bem e do mal. O desejo de ser Deus que permeia tantas religiões encheu o coração do querubim da guarda ungido e posteriormente envenenou a mente humana.
Ídolo detestável adulado
Curiosa é a nossa relação com o ego. Ao conhecermos o autêntico Evangelho da cruz entendemos que devemos negar esse ídolo detestável, ou seja, negar a nós mesmos. Porém lutaremos contra a carne até recebermos os corpos incorruptíveis, glorificados após o arrebatamento quando o ego será finalmente mortificado. Até lá, com muita freqüência teremos uma relação paradoxal de amor e ódio com esse ídolo interior.
Num momento o negamos, em outro o adulamos e o massageamos. Esse ídolo que mata a todos como se estivesse doando vida, que jaz no peito de cada um é o demônio interior de todos os homens, ídolo perante o qual todos nos curvamos, mas que precisa ser rejeitado: o ego, miserável ego que se obstina em rivalizar com a vontade de Deus.
E para negá-lo necessitamos seguir o exemplo de Cristo Jesus, tendo em nós o mesmo sentimento que houve nEle que “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo; a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2.5-11).
Precisamos tomar sobre nós o jugo de Cristo e aprender dele que é manso e humilde de coração e em quem encontramos descanso para nossas almas (Mateus 11.29).
Temos que olhar para aquele que desceu do céu, não para fazer a própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou: o Pai celeste.
Que relação há entre autoestima elevada e autoamor ou autoimagem positiva com negar-se a si mesmo, ou seja, negar todo desejo pecaminoso contrário a Deus?
Que relação há entre nos esvaziarmos ou sermos mansos e humildes com os termos da psicologia humanista?
Nenhuma. Nos esvaziamos e nos negamos quando entronizamos Cristo no lugar do ego outrora entronizado no centro de nossas vidas. E só então podemos dizer como o apóstolo Paulo: “agora vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. (Gl 2:20)
O problema da autoestima
Nenhum ser humano sofre de baixa autoestima. Até o suicida tem autoestima elevada. Por amar tanto a si próprio, entende que não é merecedor de tanto sofrimento e tortura existencial e decide abreviar a sua vida para cessar o sofrimento.
A grande prova de que o homem pecador ama tanto a si mesmo é que o segundo grande mandamento de Cristo é: “ame ao próximo como a si mesmo”. Já nos amamos naturalmente, por isso Jesus nos ensinou a dividirmos esse amor com o próximo.
O ser humano pecador não precisa cultivar a autoestima, pois isso ele já faz naturalmente ao longo de uma vida.
Isso se chama egocentrismo. Necessita sim negar essa autoestima elevada seguindo o exemplo dos heróis da fé.
Paulo disse acerca de si mesmo, reconhecendo sua real condição, que era o principal dos pecadores (1 Timóteo 1.15);
Um homem miserável, desventurado (Romanos 7.24);
O menor de todos os santos (Efésios 3.8);
O profeta Isaías vociferou acerca de si próprio: “ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros” (Isaías 6.5);
Paulo exortou os filipenses (e a todos nós) a serem humildes considerando cada um os outros superiores a si mesmos (Filipenses 2.3);
E em Romanos 12.3 está registrado para a nossa edificação: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um”.
Portanto, conforme as Escrituras o nosso problema não é de baixa autoestima ou autoimagem distorcida. O problema básico do homem é a elevada autoestima, a autoimagem muito positiva, o amorpróprio, pecado.
O chamamento de Cristo é para nos esvaziarmos, negar a nós mesmos, que significa dizer negar o ego, e nos humilharmos debaixo da poderosa mão de Deus que nos capacita a sermos humildes como resultado da ação do Espírito Santo na vida de todo aquele que crê.
O Espírito gera em nós frutos antagônicos ao ídolo ego.
Confrontando a nova psicoespiritualidade
Muitas igrejas estão concedendo cada vez mais honra e crédito a Psicologia (Humanista).
Só as Escrituras não são mais suficientes.
Tomam de empréstimos termos da religião rival quando deveriam se despir daquilo que acolheram em seu seio. Para um retorno ao Cristianismo Bíblico, nós, como Igreja, temos que nos purificar das teorias e terminologias da Psicologia Humanista.
Até a vitória em Cristo propagada em muitos púlpitos é a vitória da carne, dos desejos para que bênçãos se transformem em materializações mercantilistas.
Fuja!
Melhor, combata essa nova psicoespiritualidade disseminada em muitos livros, canções e sermões, travestida de verdadeiro Evangelho sendo realisticamente o falso evangelho psicológico dos amantes de si mesmo, o evangelho desprovido da cruz centrado no homem e não em Cristo.
Fuja dos sermões psicologizados elaborados para agradar e massagear o ego, garantindo igreja cheia, mas afastando a todos os ouvintes não-bereanos e não-salvos da verdade que liberta.
O Humanismo e a Palavra de Deus excluem-se mutuamente.
Profeticamente falando, a “psicologia cristã” coopera para a formação da Igreja apóstata e para a futura religião do antiCristo.
Ela não é para aqueles que têm a mente de Cristo que sabem que a felicidade não habita na autoestima como ensina a psicologia, mas em Cristo, autor e consumador da nossa fé."
E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.
E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo.
Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas,
Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras. (Atos 15:13-18)
Em Atos 15:13-18 encontramos mais um grande apoio para a defesa da visão escatológica Pré-Tribulacionista.
Esse texto nos dá a entender que o arrebatamento da igreja terá que preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.
Já havia se passado quase 20 anos do advento da cruz, quando o Concílio de Jerusalém veio a ocorrer. Tiago, Pedro, Paulo, Barnabé, alguns crentes dos fariseus, e outros se reuniram para resolver a questão de saber se os gentios tinham de se converter ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. Mas uma outra questão, não dita, também estava em suas mentes e, como judeus, era ainda mais importante para eles. "Se não, o que estaria por ser tornar Israel?"
Os fariseus argumentaram que o caminho para o Cristianismo para os judeus e gentios era através do Judaísmo. Para eles, isso significava manter a Lei, ser circuncidado e seguir as tradições, além de reconhecer Jesus como o Messias. Então, Pedro, Barnabé e Paulo apresentaram uma opinião diferente, baseados em ver de 'primeira mão' o dom do Espírito Santo para os gentios. Eles disseram que por causa disso, os gentios devem ser autorizados a entrar diretamente para a Igreja.
Voltando para Atos 15:13 e para o resultado da reunião.
Quando terminaram, Tiago falou: "E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Homens irmãos, ouvi-me:Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome." (Atos 15:13-14)
As palavras dos profetas estão de acordo com isso, como está escrito: "E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas, Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras." (Atos 15:15-18)
O que isso significa?
Em linguagem simples Tiago, o irmão de Jesus e chefe da Igreja em Jerusalém, disse que Israel estava para ser posta de lado enquanto o Senhor tomava um povo dentre os gentios, para si mesmo (ou por amor do Seu nome). Lembre-se: as 69 das 70 semanas de Daniel já havia se cumprido. Tornava-se óbvio que, com a crucificação do Senhor, o relógio tinha parado para o cumprimento profético da última semana (70ª semana). Apesar de Jerusalém e do Templo ainda não terem sido destruídos, segundo a profecia do Senhor, mas que em breve seria e seria uma questão de registro público.
Já havia sinais de que nem tudo estava bem quando o Templo ainda existia. Nos registros do Talmude judaico havia quatro indicações sinistras de que um problema estava por vir. (Talmud Mas. Yoma 39b):
1. No serviço de Yom Kipur dois bodes foram trazidos para o Sumo Sacerdote, um era para "para o Senhor" (a oferta de paz) e o outro era "para Azazel", também conhecido como o bode expiatório. Eles eram escolhidos por sorteio e a sorte para o bode do Senhor sempre surgia na mão direita do sumo sacerdote, porém após a cruz nunca mais ocorreu.
2. Um cordão escarlata era amarrado ao bode expiatório na porta do templo durante o culto. Depois que o sumo sacerdote, simbolicamente colocava os pecados de Israel sobre a cabeça do bode expiatório, ele cortava o cordão deixando uma parte no chifre do bode e o restante na porta do Templo. Em seguida, ele era levado para ser sacrificado no deserto. Anteriormente, o cordão que ficava na porta do Templo sempre ficavo branco quando o bode expiatório morria. Isto era visto como um cumprimento de Isaías 1:18, "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.", indicando que os pecados de Israel haviam sido perdoados. Após a cruz nunca mais o cordão ficou branco.
3. Uma das luzes, do lado oeste do Menorah (candelabro com sete pontas), não mais permanecia acesa. O número sete significa a conclusão divina, enquanto o número do homem é 6. As sete luzes significavam que, juntos, com Deus, Israel foi concluída e trouxe luz para o mundo. Mas agora, com apenas 6 luzes acesas, era evidente que Deus os tinham deixado.
4. As portas do Templo principal começaram a abrir por si mesmas. Os sacerdotes viram isso como um aviso de que Zacarias 11:1 logo seria cumprido. "Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os teus cedros."
Durante a conquista de Jerusalém, os romanos atearam fogo ao Templo. O teto do Templo era feito de cedro do Líbano e coberto de folhas finas de ouro. O intenso calor do fogo derreteu o ouro que escorria pelas paredes nas rachaduras entre as pedras. Depois que o fogo cessou, os soldados romanos desmontaram pedra por pedra do Templo para pegar o ouro. Quando eles terminaram, a profecia proferida pelo Senhor no Domingo de Ramos se cumpriu de forma dramática. "E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:44)
Quando Tiago, fazendo referência a Pedro, falou que o Senhor tomou dos gentios um povo para Si mesmo em Atos 15:13-14, das palavras gregas que ele usou para "tomar de" foram 'lambano ek'. Juntas elas significam "tomar alguma (coisa)com a mão, a fim delevá-lolonge deum certo tempo elugar.". Neste caso, a 'coisa' é a Igreja (o povo para si mesmo), e "um certo tempo e lugar" que seria realizado num tempo distante é a restauração de Israel na Terra, prevista para o final dos sete anos de sua aliança com Deus. Sabemos disso porque as duas primeiras palavras de Atos 15:15 , que fala sobre a reconstrução do Templo, são "depois disto", depois que a Igreja se for. Se ele sabia ou não, Tiago foi dizendo que o arrebatamento da Igreja deve preceder o início da 70 ª Semana de Daniel.
λαμβανω lambano
1) pegar
1a) pegar com a mão, agarrar, alguma pessoa ou coisa a fim de usá-la
1a1) pegar algo para ser carregado
1a2) levar sobre si mesmo
1b) pegar a fim de levar
1b1) sem a noção de violência, i.e., remover, levar
1c) pegar o que me pertence, levar para mim, tornar próprio
1c1) reinvindicar, procurar, para si mesmo
1c1a) associar consigo mesmo como companhia, auxiliar
1c2) daquele que quando pega não larga, confiscar, agarrar, apreender
1c3) pegar pelo astúcia (nossa captura, usado de caçadores, pescadores, etc.), lograr alguém pela fraude
1c4) pegar para si mesmo, agarrar, tomar posse de, i.e., apropriar-se
1c5) capturar, alcançar, lutar para obter
1c6) pegar um coisa esperada, coletar, recolher (tributo)
1d) pegar
1d1) admitir, receber
1d2) receber o que é oferecido
1d3) não recusar ou rejeitar
1d4) receber uma pessoa, tornar-se acessível a ela
1d41) tomar em consideração o poder, nível, ou circunstâncias externas de alguém, e tomando estas coisas em conta fazer alguma injustiça ou negligenciar alguma coisa
1e) pegar, escolher, selecionar
1f) iniciar, provar algo, fazer um julgamento de, experimentar
2) receber (o que é dado), ganhar, conseguir, obter, ter de volta
εκ ek ou εξ ex
1) de dentro de, de, por, fora de
Em Seguida o que acontecerá?
Em Atos 15:15-18 Tiago citou Amós 9:11-12 para confirmar o seu entendimento de que depois que o Senhor tomar a Igreja, Ele fará com que o Templo seja reconstruído. Tiago sabia que logo o Templo seria destruído, mas ele usou uma profecia de Amós de 800 anos atrás para mostrar que o Templo seria reconstruído, quando o Senhor terminar com a Igreja. Depois os gentios, que perderem o arrebatamento, terão uma última chance de serem salvos também. Isto resolvia a questão do futuro de Israel.
“Naquele dia levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado,
para que o meu povo conquiste o remanescente de Edom e todas as nações que me pertencem”, declara o SENHOR, que realizará essas coisas." (Amós 9:11-12)
De Daniel 9:24-27 sabemos que reconstrução do Templo será um sinal de que Israel voltou à sua relação de aliança com Deus e o restante das 70 semanas da profecia de Daniel estará em curso.
A única razão para um Templo existir é permitir que Israel realize os rituais e sacrifícios da Antiga Aliança. Daniel 9:27 diz que o anticristo vai pôr fim ao sacrifício e à oferta no meio da 70 ª semana. Isto nos diz que um Templo terá sido construído e o início dos sacrifícios serão oferecidos novamente algum tempo antes.
Então aqui é o escopo da passagem.
Após a cruz, Israel foi temporariamente posta de lado enquanto Deus começou Sua obra redentora entre os gentios. Seu primeiro trabalho foi a de construir a Sua Igreja, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão (Mat.18:18).
Romanos 11:25 nos diz que Israel deveria ser endurecido, em parte, durante algum tempo: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.." (Romanos 11:25).
Paulo estava falando sobre o coração de Israel, que seria endurecido contra o entendimento. Em Lucas 19:41-45 Jesus disse que o fato óbvio de que o Messias tão esperado tinha visitado eles e que daí por diante seria escondido de seus olhos. "e disse: "Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos." (Lucas 19:42)
Paulo disse que este seria o caso durante todo o tempo que o Senhor estivesse voltado para Sua Igreja. O fato de que alguns dizem que mais judeus vieram para Jesus nos últimos 19 anos do que nos últimos 1900 anos, pode ser uma indicação de que o tempo de endurecimento está chegando ao fim.
Nos dias de Paulo, a palavra grega pleroma traduzida por 'número completo' (plenitude) foi muitas vezes usada num sentido náutico. Ele referiu-se ao número de tripulantes necessários para um navio comercial para zarpar. Por causa dos perigos envolvidos em ser pego desprevenidos durante uma tempestade no mar, os navios não podiam deixar o porto até que eles tivessem o número total de marinheiros a bordo. Também a palavra grega eiserchomai traduzida como 'entrar em' 'haja entrado' significava para 'chegar a um destino programado'. Em Romanos 11:25 Paulo usou essas metáforas para descrever a Igreja deixando a Terra e chegando ao nosso destino Celestial antes que o coração de Israel seja amolecido.
πληρωμα pleroma
1) aquilo que é (tem sido) preenchido
1a) um navio, na medida em que está cheio (i.e. tripulado) com marinheiros, remadores, e soldados
1b) no NT, o corpo dos crentes, que está cheio da presença, poder, ação, riquezas de Deus e de Cristo
2) aquilo que enche ou com o qual algo é preenchido
2a) aquelas coisas com as quais um navio está cheio, bens e mercadorias, marinheiros, remadores, soldados
2b) consumação ou plenitude do tempo
3) plenitude, abundância
4) cumprimento, realização
εισερχομαι eiserchomai
1) ir para fora ou vir para dentro: entrar
1a) de homens ou animais, quando se dirigem para uma casa ou uma cidade
1b) de Satanás tomando posse do corpo de uma pessoa
1c) de coisas: como comida, que entra na boca de quem come
Quando o número total dos gentios tenha sido alcançado, iremos ser levados para casa de nosso Pai (João 14:2-3), enquanto Ele volta sua atenção novamente para Israel. Nessa época, será dado início os restantes sete anos da profecia de Daniel. As nações da Terra serão visitadas pelos julgamentos mais devastadores, entre as quais Israel foi espalhado, e serão completamente destruídas. Israel será purificada para se preparar para a Era do Reino que virá, e o restante dos gentios terão sua última chance de salvação.
Se pararmos para pensar, veremos que esses poucos versículos em Atos 15 respondem várias importantes questões teológicas:
– Eles mostram que a Nova Aliança não substituiu a Antiga Aliança, mas apenas interrompeu ela.
– Eles provam que Deus não pretendia que a Igreja substituisse para sempre Israel no Seu plano, Ele apenas definiu que Israel seria posto de lado temporariamente para que a porta da salvação pudesse ser aberta para os gentios. Em Isaías 49:6 o Pai diz ao Filho: "É coisa pequena demais para você ser meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até aos confins da terra".
Com a luz adicionada a partir Romanos 11:25, também podemos confirmar que Israel e a Igreja são como óleo e água na medida em que não se misturam. Para um ser o outro precisar ir. Os dois sistemas são teologicamente incompatíveis. Você não pode ter um sistema de fé evidenciado pela obediência à lei completa, com sacrifícios de animais diariamente funcionamento ao lado de um sistema de graça através da fé somente, sem outra exigência além do que creiais naquele que Ele enviou (João 6:29).
Portanto, a Igreja não é o ponto seguinte em uma linha reta da Criação à Eternidade. É uma mão gigante que leva os crentes a virar à direita a um destino único e exclusivo e permite que o Senhor cumpria Suas promessas a Israel, ao mesmo tempo.
Nós temos a tendência de pensar que a única razão para o arrebatamento é fazer com que a Igreja fique livre dos juízos dos Tempos do Fim. Mas isso nos mostra que há outra razão pela qual a Igreja não pode estar na Terra durante qualquer uma das 70 ª Semana de Daniel.
Temos que sair para que Israel possa voltar para Deus.
A partir desse olhar podemos perceber que nossa partida está chegando.
Você está preparado para ouvir o som da Última Trombeta?
Você está justificado diante de Deus ou corre o risco de passar pelo período do Julgamento?
O próximo grande evento do calendário de Deus será a remoção total dos cristãos genuínos deste mundo.
Observe o que foi dito: "cristãos genuínos", pois Deus conhece a diferença entre o "legítimo" e o "falsificado"!
Em qual categoria você se encontra?
Cristão Legítimo — aqueles que experimentaram um renascimento espiritual sobrenatural, sabem sem qualquer dúvida que Deus é seu Pai Celestial e que em breve os receberá por a toda a eternidade.
Cristão Falsificado — aqueles que são falsos convertidos e que "perderão o ônibus". A Bíblia se refere a eles como "joio no meio do trigo" e "bodes", em vez de ovelhas de Deus.
Há ainda outra categoria que não têm a menor ideia do que estamos falando e que, em sua maior parte, também não saberão após ter acontecido!
A definição de um "mistério", do original grego Musterion é simplesmente um segredo que Deus não tinha anteriormente revelado como Escritura. Após Jesus Cristo ressuscitar dentre os mortos, Ele escolheu Saulo de Tarso para se tornar o apóstolo Paulo e pessoalmente revelou a ele as doutrinas da fé cristã — que incluíam diversos "mistérios" que não tinham sido revelados anteriormente:
μυστηριον musterion 1) algo escondido, secreto, mistério
1a) geralmente mistérios, segredos religiosos, confiado somente ao instruído e não a meros mortais
1b) algo escondido ou secreto, não óbvio ao entendimento
1c) propósito ou conselho oculto
1c1) vontade secreta
1c1a) dos homens
1c1b) de Deus: os conselhos secretos com os quais Deus lida com os justos, ocultos aos descrentes e perversos, mas manifestos aos crentes
2) nos escritos rabínicos, denota o sentido oculto ou místico
2a) de um dito do AT
2b) de uma imagem ou forma vista numa visão
2c) de um sonho
"Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue." (Gálatas 1:15-16)
Um dos mais controversos desses mistérios envolve o "Arrebatamento da Igreja" — a ação de Deus remover em massa Seu povo da Terra. Mas, para a maioria que crê em uma interpretação literal da Bíblia, a única discordância gira em torno de quando e não se isso acontecerá.
Em algum ponto no futuro, Deus removerá todos os cristãos deste mundo em um instante. Quando acontecer, esse abençoado evento não somente tirará aqueles que estiverem vivos, mas também incluirá todos os que morreram no passado. Um dos aspectos mais maravilhosos será que cada indivíduo receberá um corpo glorificado, como aquele que Jesus Cristo tem agora no céu! Leia 1 Coríntios 15:35-58. Esse corpo estará livre do pecado e será perfeito em todos os aspectos — 'sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante': "Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Efésios 5:27)
"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (1 Tessalonicenses 4:13-18).
"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Coríntios 15:51-52)
Quando aquela maravilhosa trombeta do céu soar, coincidirá com "a última trombeta de convocação". Este último toque, também é conhecido pela tradição do povo judeu como Shofar Gadol (o Grande Shofar) conforme Isaías 27.13 que diz:
“Naquele dia, se tocará uma grande trombeta (Shophar Gadol), e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém." (Isaías 27.13)
Este é um toque messiânico, pois anuncia a vinda do grande Rei. Antigamente em Israel quando um rei era coroado, tocava-se o Shofar, após este, o povo bradava dizendo: “Viva o Rei!”, leia 1 Reis 1.38-40.
גדול gadowl ou (forma contrata) גדל gadol 1) grande
שופר showphar ou שׂפר shophar 1) chifre, chifre de carneiro
Tekiáh-Gedolá: conhecido como o Grande Toque (Grande Shofar), é um Tekiáh prolongado, onde se aumenta o tom na metade do toque; é um som prolongado, tocado pelos rabinos judeus na conclusão do Rosh Hashanah — a celebração do Ano Novo judaico, chamado também de "Festa das Trombetas" — que Deus os instruiu a observar em Levítico 23:24:
"Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação." (Levítico 23:24)
O Shofar Gadol, também é uma convocação, um chamado aos perdidos da casa de Israel, um chamado às tribos perdidas do povo hebreu. Conforme o verso lido de Isaías 27.13, os Filhos de Israel, retornaram para Jerusalém, para adorar ao Senhor no Monte Santo. O Shofar Gadol é uma convocação para que o povo judeu retorne à adoração. É um Instrumento de Arrependimento.
Ao longo dos séculos, o ensino rabínico passou a ver o Rosh Hashanah como retrato de um tempo de julgamento individual. É verdadeiramente irônico que a maioria dos filhos de Israel (não todos, porque muitos se tornaram cristãos nascidos de novo) ainda se referem a si mesmos corporativamente como "o povo escolhido de Deus" (Deuteronômio 7:6). Mas eles, junto com bilhões de gentios incrédulos, serão deixados para trás para experimentar o Período da Tribulação — o julgamento de Deus sobre os judeus, em particular, e sobre o resto do mundo, em geral.
Assim, sem qualquer pista na mente, observe os seguintes comentários feitos por um rabino com relação à Mishna — a versão escrita da "Torah oral" do judaísmo rabínico:
Olhar Para o Futuro Rabino Shlomo Jarcaig "No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação." (Vayikra/Levítico 23:24). "Isso se refere ao festival conhecido como Rosh HaShanah. A Mishna nos informa (Tratado Rosh HaShanah 1:2) que esse é o dia do ano em que cada indivíduo é julgado. Como seu nome indica (literalmente, a cabeça do ano), ele também é o primeiro dia do ano judaico. Parece peculiar que sejamos julgados no primeiro dia do novo ano; como o julgamento baseia-se em nossas ações no ano anterior, o julgamento seria mais apropriado no último dia do ano. Além disso, as orações no dia não enfocam aquilo que se esperaria para um dia de julgamento. Não há ênfase em remorso ou em arrependimento. Ao contrário, nossa tarefa durante todo o dia é declarar que D-us é o Rei do Universo. Ademais, se este é, de fato, o Dia do Julgamento, por que a própria Torah não faz a mínima menção a esse fenômeno? As referências a um 'dia de descanso', lembrança de soar a trombeta" e uma 'santa convocação' dificilmente advertem as massas a se prepararem como gostariam antes de serem julgadas pelo Criador." (www.torah.org)
Mishná – do hebraico משנה, "repetição" e do verbo שנה, ''shanah", "estudar e revisar" – é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral.
Como indicam claramente os comentários do rabino, o evento não contém um simbolismo tópico para os judeus, a relevância de soar as trombetas para a qual a tradição rabínica erroneamente vê como sendo um 'dia de julgamento'. Por causa disso, acredita-se que elas irão, em algum ponto no futuro, literal, mas não intencionalmente, anunciar a partida para o lar celestial de um grupo de indivíduos especificamente escolhidos, a Igreja de Jesus Cristo (Efésios 1:4), ao contrário da eleição nacional de Israel — quando eles subirem para se encontrarem com Jesus nos ares!
"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor." (Efésios 1:4)
A razão por que se diz "erroneamente vê como sendo um dia de julgamento" é porque eles equiparam o Rosh Hashanah com o dia em que Deus os julgará como indivíduos. Mas, é claro, esse julgamento — o julgamento dos judeus e dos gentios que nunca receberam a Jesus Cristo como seu Salvador — ocorrerá diante do Grande Trono Branco após o reinado milenar de Cristo.
"E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles." (Apocalipse 20:11)
Entretanto, em outro sentido, o julgamento está em vista, porque após a Igreja partir, a ira de Deus será derramada sobre este mundo: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:9).
Muitos cristãos não compreendem o simbolismo que está por trás do Rosh Hashanah ou Festa das Trombetas. Com relação aos versos que descrevem essa festa (Levítico 23:23-25; Números 10:10 e 29:1-6), eis o que um dicionário bíblico tem a dizer sobre o assunto: "… o propósito especial desta festa, que é descrita nestes versos, não é conhecido." [Easton’s Illustrated Dictionary].
Deus deu a Israel um total de sete festas e as quatro primeiras já tiveram seu significado profético cumprido: Páscoa, Pães Ázimos, Primícias e Pentecostes.
A igreja passou a existir em Pentecostes e a próxima festa na sequência é Trombetas! Veja se não faz sentido que "a última trombeta de convocação" de 1 Coríntios 15:52 seja retratada pela Festa das Trombetas e que terá seu significado profético cumprido quando a igreja for removida do mundo!
"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (1 Coríntios 15:52)
Isto nos leva à pergunta: Quando aquela tremenda e maravilhosa trombeta soar no céu, você estará justificado diante de Deus, ou será deixado?
Você estará "em Cristo" e partirá com os demais eleitos de Deus, ou ficará para trás para vivenciar os horrores da Tribulação — o período de sete anos durante o qual o Diabo possuirá um homem que se tornará o governante supremo do mundo, chamado na Bíblia de Anticristo?
"Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora." (1 João 2:18)
Existem inúmeras indicações que o mundo está caminhando rapidamente para as condições que a Bíblia prediz que existirão durante esse tempo futuro. Portanto, a cada tique-taque do relógio, a probabilidade cresce mais que a igreja esteja se aproxiamando da "hora zero".
Se você ainda não tem seu bilhete, passar tempo próximo ao portão de embarque não servirá para nada! Acorde e reconheça que a hora está avançada. Busque a salvação que somente pode ser obtida por meio da fé genuína em Jesus Cristo.
"Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos." (Jeremias 8:20).
http://espada.eti.br/p319.asp (comadaptações feitas pelo blog Geração Maranata)
"E, pouco a pouco, come e bebe as coisas deste mundo, e não está mais focado em Jesus. Não come e nem bebe Dele."
"Os que aguardam a vinda do Senhor fitam os olhos em Cristo!"
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Uma das grandes tragédias no Cristianismo de hoje, creio que é a apostasia em relação à breve vinda do Senhor Jesus Cristo e honestamente, acredito que aqueles de nós que realmente aguardam a sua vinda e a desejam, ficariam completamente chocados com as massas no Cristianismo de hoje que já não acreditam na vinda do Senhor, que a descartam do seu pensamento e da sua teologia, que não aguardam a sua vinda: “Dizem, Ele não virá no meu tempo.”
Há ensinos que dizem que Ele poderá não vir nos próximos séculos, e então, põem de lado a verdade da Sua vinda.
Estamos vendo se cumprindo diante dos nossos olhos o aviso do apóstolo Pedro:
"Nos últimos dias, virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” (2 Pedro 3:3,4)
“Mas, o dia do Senhor virá como o ladrão de noite.” (2 Pedro 3:10)
Ele disse que aqueles que o esperam (sem pecado), Ele aparecerá segunda vez para salvação. Coroado de justiça… àqueles que aguardam, anseiam, amam a Sua vinda.
“Não sabes em que hora o teu Senhor virá.” (Mateus 24:42)
Não… Já não há mais tempo…
Não importa o que acontece à sociedade, se o mais importante na tua mente é que Jesus está prestes a voltar, a qualquer momento a qualquer hora, como disse que voltaria.
Esta é uma motivação para a santidade, para nos mantermos focados em Jesus Cristo, não importa o que acontece neste mundo moderno.
E hoje temos um exército de ministros nos púlpitos, pregadores da paz; a dizerem: Relaxem… Está tudo bem contigo. Está tudo bem comigo… Descontrai…
“E por se multiplicar a iniqüidade…” intensificar-se, tornar-se como uma avalanche, uma avalanche que nada pode parar, que aumenta mais e mais, e nada a pode parar… “E por se multiplicar a iniqüidade… o amor de muitos esfriará.” (Mateus 24:12)
O amor de muitos que professam o cristianismo, esfriará.
Isto está acontecendo agora, caso não vejas.
E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.
"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mt. 24:12,13), Será salvo…
Quem é, pois, o servo fiel e prudente… “
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar sustento a seu tempo? Bem aventurado aquele servo que o seu Senhor, quando vier, achar servindo assim.” (Mt. 24:45, 46)
A Bíblia diz:“ …e começar a espancar os seus conservos e a comer e a beber com os ébrios.” (Mt. 24:49)
Estes servos já não comem e bebem de Cristo, já não vão à Palavra. Agora se aborrecem com a Palavra de Deus, não querem ouvir falar nada sobre a vinda do Senhor, porque isso agora arruinará os seus estilos de vida.
Vivem para o diabo e dizem: “Bem Ele não vai voltar agora e se eu ficar doente, antes de morrer arrependo-me, e peço perdão.”
Os que aguardam a vinda do Senhor fitam os olhos em Cristo!
O que você tem comido e bebido?
Você está tão apaixonado por Jesus esta manhã, enquanto falo contigo, como estavas a um ano atrás?
Você está tão faminto pela Palavra de Deus como antes?
Ou você colocou Jesus em segundo plano na tua mente?
E, pouco a pouco, come e bebe as coisas deste mundo, e não está mais focado em Jesus. Não come e nem bebe Dele.
E você só faz isso porque não acredita realmente que Jesus está quase voltando.
Se acreditasse mesmo que Jesus está prestes a voltar a qualquer momento, se acreditasse no que Ele disse: “Estaria preparado.”
Entende: se não te alimenta, se não participa do banquete em Cristo, é porque não espera a Sua vinda. Você voltou para o mundo!
Voltou para a sua imundície!
É tempo de amarmos a pureza, e pararmos de amar a poluição que vem pelo ar, através da televisão, através do rádio, e impresso em revistas e livros.
Precisamos ficar sóbrios, e perceber que Deus está ativo para salvar, mas também está ativo para julgar. E há almas que estão perecendo, comendo e a bebendo com os ébrios (Mateus 24:49)
Significa que come e bebe a mesma comida que intoxicou o mundo. Eles estão intoxicados com jogos e entretenimento, e nem pensam em passar uma hora com Jesus e ouvindo a sua Palavra.
Há uma intoxicação com jogos nos Estados Unidos (como no Brasil) que é absolutamente demoníaca.
O que você tem comido e bebido do teu computador? Então…, o que tens comido e bebido?
E digo isto especialmente aos jovens!
Há 10 anos atrás, eu não poderia pregar isto. Mas é para isto que estamos destinados, amigos.
E digo-vos, se vocês têm comido e bebido da mesa errada.
Se vocês estão bebendo com os ébrios, não irão correr bem. Não irão correr bem.
Porque Jesus! Diz a Bíblia claramente, que: “os homens maus e enganadores, irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. (II Timóteo 3:13)
E eu e você não nos podemos ficar sentados aqui, e se tivéssemos uma visão plena, estaríamos todos prostrados a chorar, de joelhos, caídos sobre o nosso rosto. Se soubéssemos o que está para vir!
Não estão sóbrios…
Muitos precisam de Deus por vislumbres, por momentos. Mas se esquecem que será um julgamento eterno. Não pensamos nestas coisas.
A Igreja precisa de um senso de sobriedade, para que as coisas não continuem da maneira como estão.
Oh Jesus, creio que podes vir a qualquer momento, quero estar preparado! Deus, pelo teu Espírito Santo, capacita-me. Dá-me poder, para viver para ti.
O que há nesta vida… Graças a Deus pela família, pelos amigos, pelas suas bênçãos, mas este não é o mundo real. Nós seguimos para a eternidade.
Eu não vivo para hoje. Vamos estar perante Ele, enquanto crentes.
“A quem muito foi dado, muito será exigido.” (Lucas 12:48)
Se você o amasse, se acreditasse na Sua vinda, iria correr para Ele.
O objetivo da LEI é nos trazer um desespero e terror tão grande, que somos levados a Cristo, e à Sua misericórdia.
E pregar assim, é tentar trazer a você uma LEI, que exponha a sua preguiça, que exponha tudo o que não é de Jesus, e produza em você um santo terror; para que possas dizer: Vou correr para a Sua misericórdia.
A Sua misericórdia é para aqueles que já estão convictos dos seus pecados, que admitem que pecaram, que sabem que os seus pecados os condenam e uma vez que corres para Jesus… é aí que a misericórdia te será dada, e te inundará. É aí que a paz te encherá, é aí que o milagre acontecerá.
É por isto que já não há muita convicção na Igreja, é por isto que as pessoas, não se convertem de todo o coração: porque a Lei do Senhor não é dada como um espelho, para que haja convicção do pecado. Tem que haver!
Amigos, isto não é um jogo.
É a tua alma eterna…
E eu não vou ficar de pé perante o meu Criador, perante o meu bendito Jesus, com o sangue de ninguém em minhas mãos.
Mas agora…
Eu lhe pergunto:
Você está pronto para o encontro com Cristo agora?
A Sete Festas de Israel têm um significado profético, pois além de apontar para Cristo como o Cordeiro Pascal, elas também falam da ‘parousia’ que é a Segunda Vinda do Senhor Jesus.
As Festas Bíblicas foram ordenanças do Senhor e por quatro vezes encontramos a declaração de que elas seriam um 'estatuto perpétuo' para Israel. (Lv. 23)
Cristo cumpriu as quatro festas comemoradas na Primavera, no tempo exato designado para sua celebração, segundo o calendário judaico.
Isso quer dizer que, uma vez que o ciclo de festas da Primavera foi cumprido por Cristo em sua primeira Vinda, também o ciclo de festas do Outono será cumprido, no futuro, com os eventos relacionados à segunda Vinda de Jesus.
Pão ázimo ou asmo, do hebraico matstsah ou matzah, é um tipo de pão assado sem fermento, feito somente de farinha de trigo (ou de outros cereais como aveia, cevada e centeio) e água. A preparação da massa não deve exceder 18 minutos para garantir que a massa não fermente.
מצה matstsah
1) asmo (pão, bolo), sem fermento
A Festa dos Pães Asmos era comemorada no dia seguinte à Páscoa, ou seja no dia 15 de Abib e terminava no dia 21 do mesmo mês, portanto com duração de sete dias: "E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do SENHOR; sete dias comereis pães ázimos." (Lv.23:6)
Na verdade, os pães asmos deveriam ser comidos a partir da tarde do dia 14: " No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. (Ex 12:18)
Durante a semana da Festa dos Pães Asmos, o fermento e qualquer coisa fermentada tinham que ser removidos de todos os lares.
Em Êxodo 12.15 e 13.7 a palavra hebraica 'chametz' foi traduzida por "pão levedado", porém, o significado literal desse termo, é "coisa fermentada". Em outras palavras, nada que continha fermento devia ser encontrado entre eles, em hipótese alguma, "em todo teu território" (Êx 13.7). A desobediência a esta ordenança era uma punição gravíssima. (Ex: 12:15).
1) Fermento: do hebraico 'seor' é qualquer substância que seja capaz de produzir fermentação em massa de pão ou líquido.
שאר s ̂e’or
1) levedura
2) Fermentado: do hebraico 'chametz' é qualquer coisa fermentada ou que contém levedura
חמץ chametz
1) aquilo que está fermentado, levedura
"Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel." (Ex 12:15)
"Comam pão sem fermento durante os sete dias; não haja nada fermentado entre vocês, nem fermento algum dentro do seu território." (Ex 13:7)
Contexto Histórico
No Antigo Testamento guardava-se a Páscoa separada da Festa dos Pães Asmos, apesar de terem conexão.
A Páscoa era celebrada na tarde do dia 14 do mês de Abib, enquanto que a Festa dos Pães Asmos começava no dia 15 de Abib e se extendia por sete dias. Juntas formavam uma Festa dupla.
Já nos tempos de Jesus, as Festas da Páscoa e do Pães Asmos eram tratadas como uma única Festa: "Estava se aproximando a festa dos pães sem fermento, chamada Páscoa," (Luc 22.1).
Isso era devido não haver intervalo entre as duas Festas e porque ambas celebravam a mesma libertação do Egito (Êx 12.1-28). Na verdade a Festa dos Pães Asmos era a continuação da Festa Páscoa e durante essas duas Festas ainda tinha a Festas das Primícias.
A Importância do Pão Asmo para Israel:
Era usado na consagração dos sacerdotes (Exodo 29:2/Levítico 8:2).
Era usado na separação dos nazireus (Numeros 6:15,17)
Era usado na Páscoa.
Pães Asmos no Tabernáculo:
Ficavam em uma mesa onde havia pratos para os pães asmos e as taças de ouro. Os pães eram colocados nos pratos em duas pilhas de 6 pães cada uma.
São chamados de Pães da Proposição ou Pão da face ou da presença, significa o alimento espiritual e alimento universal. Não havia outro tipo de alimentação, não podia ser comido fora da Tenda e eram comidos no Sábado.
Significado e Cumprimento Profético
O Pão Asmo não continha fermento porque representava a pureza de Cristo.
Também é o símbolo do verdadeiro Pão da Vida, Jesus Cristo, onde até o local do Seu nascimento era profético, Belém significa “Casa do Pão”.
O aspecto profético da Festa dos Pães Asmos é que ela retrata o sepultamento de Jesus. Assim como a Festa da Páscoa ilustrava a Sua morte na Cruz, assim também a observância dos Pães Asmos ilustrava o Seu sepultamento.
A razão histórica para a Festa dos Pães Asmos é que foi exigido que Israel comesse pão sem fermento. Isto se deve ao fato de que o fermento é um símbolo da malícia e da maldade.
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Co 5:7-8)
Os Pães Asmos também expressam a nossa comunhão com Cristo, que começa com a nossa redenção e depois prossegue em uma vida santa.
Fermento, símbolo do pecado
Fermento em hebraico é s ̂e’or e deriva de sha’ar que significa “deixar de fora, sobras, restos”.
שאר sha’ar
1) restar, sobrar, ser deixado para trás
“Ao primeiro dia tirareis [shabath] o fermento [s ̂e’or] das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado [chametz]….” (Êxodo 12:15)
A palavra sha'ar descreve a porção de massa com fermento ativo que era deixada de fora para utilização no próximo fabrico de pão. A expressão referida na passagem de Êxodo 12:15 é "shabath sh’or". Apalavra Shabbat significa “parar, deixar de”. Daí o significado: deixar de pôr de lado a porção de massa com fermento ativo para o fabrico de pão do dia seguinte.
שבת shabath
1) parar, desistir, descansar
Nota: Shabbath (sábado) é procedente de shabath (descanso).
Sem esta porção de fermento, a massa para o fabrico de pão, levaria muito mais tempo para fermentar:
“E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse [chametz], e as suas amassadeiras atadas em suas roupas sobre seus ombros… E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque não se tinha levedado [chametz], porquanto foram lançados do Egito; e não se puderam deter, nem prepararam comida”. (Êxodo 12:34, 39)
A palavra Sh’or é muitas vezes confundida com Chametz, mas Chametz não é o fermento em si, mas sim qualquer massa já levedada – neste caso o pão ou a massa.
A palavra Chametz, como é normal nas palavras hebraicas, assume vários significados, um deles é “ser azedo”. É esse o sentido que se aplica quando falamos de massa Chametz. Esta massa diz-se azeda porque sofreu a ação da fermentação.
Sh’or também não é fermento no sentido que nós entendemos hoje, mas sim uma parte da "massa azeda” que era posta de lado para iniciar a fermentação da próxima massa para o fabrico de pão.
Sabemos hoje, que o fermento nada mais é do que bactérias que existem no ar, porém esse conceito não existia nos tempos antigos. A própria Palavra de Deus nos dá a entender que o Sh’or era algo visível, a ponto que tinha que ser posto fora de casa.
“Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado [Chametz] não se verá contigo, nem ainda fermento [Sh’or] será visto em todos os teus termos.” (Êx13:7)
Veja que não era apenas o Sh’or que tinha que pôr fora de casa, mas também o Chametz. Esta é a única passagem que diz que Chametz e Sh’or deveriam se retirados de casa, em todas as outras passagens falam apenas em pôr o Sh’or.
No entanto, o princípio por detrás de "pôr fora" quer seja Chametz quer seja o Sh’or é o mesmo, pois se não houver Chametz em casa não será comido, da mesma forma que sem Sh’or não se pode fazer Chametz. O mandamento consiste em que se coma Matstsah (pão feito de massa não levedada).
מצה matstsah
Sentido de ser devorado avidamente em virtude de sua doçura;
1) asmo (pão, bolo), sem fermento
A palavra Matstsah, contrariamente à palavra Chametz que significa “ser azedo”, significa “ser doce”. Esta designação apenas é válida quando aplicado à massa, porque se trata de uma massa que não levedou.
O Matstsah é uma imagem do próprio corpo de Cristo, o pão da vida, sem fermento (sem pecado). Veja: João 6:35, 48-51; Lucas 22:19.
O significado das palavras hebraicas Matstsah (pão ázimo) e Mitsvah (Mandamento) estão intimamente ligados, sendo mesmo sinônimos, pois significam o ensino puro, não adulterado da Torah que nos foi dada pelo Senhor, pelo que podemos dizer que: Jesus é o Pão não levedado da Torah!
Uma vez cozida, qualquer massa de pão que tivesse fermento deixa de o ter na sua forma ativa, pois o fermento morre com o cozimento. Porém, os “restos mortais” desse fermento permanecem na massa e são indissociáveis dela; daí que o Senhor nos diga para comermos pão sem fermento para não ingerirmos esses “restos mortais”.
מצוה mitsvah
1) mandamento
Aspecto Espiritual
O Novo Testamento nos fala de cinco tipos de Fermento:
Fermento dos Fariseus: "Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia." (Lucas 12:1) – A Hipocrisia era o fermento dos Fariseus, tipo: "faça o que eu digo, mas não o que eu faço"
Fermento dos Saduceus – "Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição…" (Marcos 12:18a) – Os Saduceus negavam o sobrenatural de Deus, como a ressurreição, os anjos, o Espirito Santo, etc. Era uma Religião baseada em filosofia.
Fermento de Herodes – "E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes." (Marcos 8:15) – Este fermento simboliza o amor pelo mundo e suas coisas. Jesus mencionava Herodes como um homem mundano (raposa). Herodes era um assassino, que apesar de ter ouvido tantas vez a mensagem de João não se arrependeu
Fermento dos Gálatas –"Um pouco de fermento leveda toda a massa." (Gálatas 5:9) – Os Gálatas misturavam Cristianismo com Legalismo e se preocuvam com aparências exteriores. Misturavam Lei e Graca; Carne e Espirito; Escravidão e Liberdade.
Fermento dos Coríntios – "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Coríntios 5:7-8) – O fermento dos Coríntios representa a malícia e os pecados da imoralidade.
Santificação, símbolo da ausência do fermento
"Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." (1 Coríntios 5:8).
Assim como a Festa dos Pães Asmos era celebrada imediatamente após o sacrifício da páscoa, aquele que é redimido pelo sangue de Cristo, deve imediatamente prosseguir em seu caminho em processo de santificação: "…aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Coríntios 7:1).
Esta oferta não poderia conter sangue do sacrifício porque o sangue era derramado por causa do pecado e "…aquele que sofreu na carne deixou o pecado" (1 Pedro 4:1) e"…quem morreu, justificado está do pecado… …a morte já não tem domínio sobre Ele" (Romanos.6:7,9).
Diversos textos da Palavra demonstram o processo de santificação do cristão após a Redenção. Devemos distingüir os textos que falam da Salvação e os que falam da Santificação. A tabela abaixo demonstra o paralelo dos textos bíblicos que tratam da Redenção e da Santificação do cristão (clique na tabela para ampliar).
Concluindo, as verdades simbólicas dos pães asmos para os cristãos são:
Consagração
Separação para o Senhor
"Jesus tira o fermento da nossa vida nos libertando do poder do pecado"
Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas … E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. Joel 2:30 (Joel 2:1,2a,30)
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar. (Apocalipse 9:2)
Associated Press | AP – Qua, 19 de setembro de 2011
Indonésios temem nova erupção de vulcão que matou 90 mil pessoas
A última vez que o vulcão mais mortal do planeta explodiu foi em 1815, matando 90 mil pessoas. Ele também foi responsável por um inverno vulcânico que causou a pior fome em todo o mundo no século 19.
Agora, ele pode explodir novamente.
Seu nome é Monte Tambora e está localizado na ilha de Sumbawa, na Indonésia. Apesar de não ter sido a explosão vulcânica mais poderosa da história, foi a que causou mais mortes diretas e indiretas.
Quando a explosão aconteceu em abril de 1815, Sumbawa foi destruída. A caldeira, em seguida, entrou em colapso, após alguns meses de atividade pesada. A maioria da população da ilha foi morta e sua vegetação foi reduzida a cinzas. Algumas árvores foram arrancadas e empurradas para dentro do mar, juntamente com cinzas, criando 3 quilômetros de jangadas gigantes. Tsunamis foram gerados pela explosão e afetaram as ilhas que ficavam nas proximidades.
A erupção do Tambora deixou uma cratera de 11 quilômetros de largura e um quilômetro de profundidade, espalhando cerca de 400 milhões de toneladas de gases sulfúrico na atmosfera e levando a "ano sem verão" nos EUA e na Europa. Foi várias vezes mais poderoso do que explosão do Krakatoa em 1883 – segunda pior da história – apesar de não ter a mesma fama internacional, porque a notícia se espalhou através dos barcos nos oceanos, disse o pesquisador Indyo Pratomo. Em contrapartida, a erupção do Krakatoa ocorreu quando o telégrafo já era popular, transformando-se em primeira notícia global.
O poder de destruição do Tambora afetou o mundo inteiro. Cinzas subiram em uma coluna que atingiu 43 quilômetros de altura, até a estratosfera. As partículas mais pesadas eventualmente caíram, mas um véu de aerossóis de sulfato permaneceu na estratosfera por anos, escurecendo a luz do sol em toda parte. Isso afetou todo o clima global em grande escala, e iniciou uma cadeia de eventos que matou milhões no Hemisfério Norte.
Pouco se sabia sobre o impacto global do Tambora, até a década de 1980, quando as amostras de gele da Groenlândia – que através da leitura dos anéis das árvores – revelou uma concentração incrível de camada de enxofre que remonta a 1816, disse o geólogo Jelle de Boer, co-autor de "Vulcões na História Humana: Os efeitos de longo alcance da grande erupção".
Gases tinham combinado com o vapor de água e formaram pequenas gotículas de ácido que permaneceram durante anos na atmosfera, circundando a Terra e alguns refletindo a radiação solar de volta para o espaço.
Inverno vulcânico mortal
No ano seguinte à explosão vulcânica não houve verão e as temperaturas desceram uma média de 0,5 grau Celsius. Não parece muito, mas o enxofre liberado pelo vulcão causou estragos em culturas agrícolas e morte da pecuária em todos os lugares.
Os Estados Unidos experimentaram geadas extremas e neve pesada em pleno mês de Julho (verão nos EUA), arruinando tudo nos campos. O mesmo aconteceu em outros lugares, causando uma grande fome em todo o mundo.
Essa fome ajudou a espalhar uma nova cepa da cólera na Ásia e uma epidemia de tifo no sudeste da Europa e no Mediterrâneo oriental.
Especialistas estão dizendo agora que o Monte Tambora está pronto para entrar em erupção novamente. Um fluxo constante de terremotos está agitando a ilha. Eram menos de cinco no mês de abril e agora aumentaram para mais de 200.
“Começou a expelir cinzas e fumaça no ar, algo tão alto quanto 1.400 metros. É algo que nunca vi antes”, diz Gede Suantika, do Centro de Vulcanologia do governo indonésio.
Autoridades elevaram o alerta para o segundo nível mais alto há duas semanas e estabeleceram um perímetro de perigo de cerca 3 quilômetros e seus habitantes estão evacuando a área sob as ordens do governo. A maioria das pessoas de lá conhece a história de 1815 e não precisa de qualquer ordem para começar a correr. Na verdade, as pessoas de fora da zona de perigo também estão fugindo por puro medo.
Não se espera uma repetição de 1815 ainda – é preciso muito mais de 200 anos para esse tipo de pressão enorme venha a acontecer novamente, acredita Boer, que leciona na Universidade Wesleyan, em Connecticut.
A atividade atual, segundo o vulcanologista islandês Haraldur Sigurdsson, pode ser parte do nascimento de um “filho” do Tambora, no processo de formação de um novo vulcão. A explicação, porém, pouco conforta os moradores da região.
A verdade é que ninguém sabe ao certo se o Monte Tambora vai explodir com a mesma intensidade de 1815, ou quando vai explodir. Mas sabemos que ele está despertando, o que certamente não é bom.
"Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis com os sinais dos céus, porque com eles os gentios se atemorizam" (Jr 10.2).
"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas…" (Lc 21.25)
A maioria dos que estudam as Profecias bíblica concorda que as Festas de Outono de Israel têm uma conexão profética a ser realizada no futuro.
Por conta disso, muitas teorias têm surgido sugerindo os mais absurdos tipos de cumprimento profético.
Há uma (de 2008) que relacionou quatro eclipses lunares e dois solares com as Festas Judaicas da Páscoa e Tabernáculos (que ocorrerão entre 2014 e 2015) e marcou o retorno do Senhor para 2015, com a Grande Tribulação iniciando em 2008.
Há ainda outra, que utilizando os mesmos eclipses, reajustou a data da Grande Tribulação começando ainda esse ano (leia sobre o assunto no final desse post) e o retorno do Senhor para 2018.
Apesar da grande possibilidade desses sinais poderem representar de fato um sinal profético, deve-se tomar cuidado em marcar datas e trazer descrédito às profecias bíblicas.
A respeito desse assunto, o estudioso em profecia Jack Kelley, escreveu (em 2008) o seguinte artigo:
O Cenário da Lua de Sangue
Há uma teoria circulando atualmente na web, promovido por um bem conhecido website de profecias, que mostra o resultado de traçar os eclipses do sol e da lua e compará-los com as Festas Levíticas, e nota que o único momento neste século quando 4 eclipses lunares totais, conhecidos como tetrade, coincidirão tanto com a Páscoa (Pesach) quanto com a Festa dos Tabernáculos (Sucot) se dará nos anos 2014-2015.
Eclipses lunares também são conhecidos como "luas de sangue" porque a lua freqüentemente se torna vermelha durante um eclipse.
Também haverá 2 eclipses solares durante esse período. Na primavera de 2015 o ano religioso Israelense começará com um eclipse total do sol seguido, duas semanas depois, por um eclipse total da lua na Páscoa (Pesach). E então, seis meses depois a seqüência se repetirá com um segundo eclipse solar em Rosh Hashanna seguido, duas semanas depois, por outro eclipse total da lua na Festa dos Tabernáculos, tudo em 2015.
A última vez que algo assim ocorreu foi em 1967, quando Jerusalém se tornou novamente uma cidade Judia não dividida, e antes disso houve várias ocorrências durante os anos 1948-50, quando Israel estava se tornando uma nação. Não houve nenhuma ocorrência sequer nos anos 1800, 1700, 1600, e nenhuma em 1500 que coincidisse com Dias Festivos Judaicos.
O Que Isso Significa?
A conclusão sendo tirada disso pelo produtor do vídeo é que 2015 é o ano mais provável para a 2ª vinda do Senhor em todo o Século 21, e o outono (hemisfério norte – primavera no hemisfério sul) é o melhor momento naquele ano.
Entendidos em profecia de toda parte estão todos caindo uns sobre os outros para entrar nessa . Mas na correria da emoção que legitimamente acompanham pensamentos sobre o iminente retorno do Senhor, muitos estão ignorando uma ferramenta para avaliar onde estamos nos tempos do fim que eu apresentei inicialmente em minha série intitulada "Sete Coisas que Você Precisa Saber para Entender a Profecia dos Tempos do Fim". É uma ferramenta de gestão de negócios chamada agenda reversa.
Alegações sensacionalistas como a que é feita nesse site podem resultar em real confusão se você não conhece a seqüência na qual os principais eventos dos Tempos do Fim ocorrerão. Na verdade, a ordem deles é muito lógica e, uma vez que a aprenda, você pensará porque não viu isso antes.
A melhor maneira de descobrir isso é executar o que o mundo dos negócios às vezes chama de exercício de agenda reversa. Ele envolve ir até o final de um processo e identificar seu resultado final. Então você lista em ordem reversa todas as coisas que têm que acontecer para produzir aquele resultado, voltando em direção ao presente. É mais simples do que parece, e muito mais simples em profecia do que nos negócios, porque existem muito menos eventos para organizar.
Todos pensamos na Eternidade como o resultado final assim, começar do final e trabalhar para trás significa que começamos lá.
O último evento principal descrito a qualquer nível de detalhe na Bíblia é a Era do Reino ou Milênio, o reino de 1000 anos do Senhor na terra, o qual se distingue e precede a Eternidade.
A Eternidade não pode começar até que o Milênio termine.
O Milênio obviamente não pode começar até a Segunda Vinda, porque é quando o Senhor retorna para estabelecê-lo.
A Segunda Vinda não pode ocorrer até o final da Grande Tribulação.
E isso não pode ocorrer até que o Anticristo se coloque no Templo em Israel se declarando Deus (2 Tes 2:4).
Esse é o evento que Jesus advertiu Israel e Ele o chamou de "Abominação da Desolação" em Mat 24:15-21.
Mas isso não pode acontecer até que haja um Templo. Não existem um Templo em Israle desde 70 AD e não haverá um até que os Judeus resolvam que precisam de um.
Isso não ocorrerá até que Deus reinstale seu relacionamento do Antigo Concerto, sinalizando o início da 70ª semana de Daniel.
E isso não pode ocorrer até que a Batalha de Ezequiel 38-39 seja vencida, pois é a batalha de Ezequiel que oficialmente atrai os Judeus de volta para Deus (Eze 39:22).
E isso não pode ocorrer até que a Igreja se vá, porque a Igreja e Israel são mutuamente exclusivos para Ele (Rom 11:25 e Atos 15:13-18).
E isso nos traz ao presente, pois não há nenhum evento precedente ao Arrebatamento da Igreja. Isto pode acontecer a qualquer momento.
Utilizando essa ferramenta de agendamento podemos ver que como os eventos dos tempos do fim estão determinados a ocorrer, e o único cuja cronologia é especulativa e o Arrebatamento.
Alguns argumentam que existem dúvidas sobre a cronologia da Batalha de Ezequiel 38, mas a Bíblia é bastante clara ao dizer que a batalha de Ezequiel 38 é a chamada para 'acordar' Israel a fim de iniciar a 70ª semamna de Daniel. É o evento que traz Israel de volta ao concerto com Deus, exigindo que um Templo seja construído. A 70ª semana de Daniel tem por definição a duração de sete anos. A última metade é a Grande Tribulação, depois da qual o Senhor voltará.
Qual é o Ponto?
Isso me traz ao meu ponto, e para fazê-lo, usarei a ferramenta da agenda reversa novamente.
A fim de que o Senhor retorne no outono de 2015, a 70ª semana de Daniel teria que ter começado no outono de 2008. Isso significaria que a Batalha de Ezequiel 38 ja teria acontecido, e Deus teria sido reapresentado para Israel, trazendo-os de volta para o relacionamento da Antiga Aliança que resultaria em o Judaísmo Bíblico se tornar a religião nacional oficial de Israel. E o Anticristo já teria aparecido e ganhado poder suficiente para ajudar Israel a negociar um tratado de sete anos que inclui provisões para um Templo (Dan 9:27).
Todas as condições para Ezequiel 38 ainda não foram cumpridas, apesar de a maioria dos jogadores já estarem alinhados.
Se essas Luas de Sangue anteriores (1948 e 1967) de fato anunciaram o renascimento da nação e a reunificação de Jerusalém como parece, então o próximo passo na jornada de Israel em direção ao Reino é sua reunião nacional com seu Criador. Esta é maneira como Ezequiel viu isso acontecer, e importante o suficiente para Deus para merecer um tal anúncio celestial. Afinal de contas, Ele tem esperado para trazê-los de volta por 2000 anos.
"VINDE, e tornemos ao Senhor, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele." (Oséias 6:1-2)
Graças a Deus, não demorará até que saibamos com certeza quem está certo e quem está errado. E não será necessário nenhuma ciência espacial para dizê-lo. Pois, se a 70ª semana de Daniel estiver determinada a começar nas Festas de Outono, então os próximos meses/anos assombrarão o mundo em uma série de espantosos cumprimentos proféticos sem paralelos desde a crucificação e ressurreição do Senhor. Você quase pode ouvir os passos do Messias.
Fonte: Olhar Profético (Adaptado do artigo escrito em 2008, quando essa teoria foi muito discutida)
Sinais nos Céus
Texto bíblico usado: "E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para SINAIS e para tempos determinados e para dias e anos." (Gn 1:14)
Eclipse Solar:
Por três anos consecutivos, 2008, 2009 e 2010, houve um eclipse solar parcial sempre no dia 1 de Av do caledário judaico:
– 1 de Agosto de 2008 (1 º de Av)
– 22 de julho de 2009 (1 º de Av)
– 11 de julho de 2010 (1 º de Av)
O mês de Av é considerado um mês de luto, onde se lembra a destruição dos dois Templos judaicos que ocorreram no mesmo dia: 09 de Av.
Eclipse Lunar:
– No ano judaico de 5708 (1948), ano da Independência do Estado de Israel, ocorreu um eclipse na Festa Judaica da Páscoa (Pessach) e no ano seguinte (1949) ocorreu o mesmo.
– Em 1967, ano que Israel unificou Jerusalém, ocorreu outro eclipse lunar na Páscoa (Pessach). No mesmo ano ocorreu outro eclipse lunar na Festa dos Tabernáculos (Sucot).
Tetrad
"O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo." (Joel 2:31)
Tetrad – fenômeno astronômico de rara ocorrência quando quatro eclipses lunares ocorrem em uma linha com intervalos de seis lunações (semestre) – Fonte: Wikipedia
Esse fenômeno ocorrerá nos anos de 2014 e 2015 e cairão nos dias das Festas Judaicas:
Tetrad Lunar:
– 2014: 15 de abril (Pessach) e 8 de outubro (Sucot)
– 2015: 4 de abril (Pessach) e 28 de setembro (Sucot)
Eclipse Solar:
– 2015: eclipse total no dia 20 de março (15 dias antes do Pessach) e 13 de setembro (Rosh Hashanna).
Este ano (2011) surgiu uma nova teoria que tem sido muito divulgada na web.
Essa nova teoria juntou a de 2008 e ligou ao Cometa Elenin. Esta foi ainda mais longe e marcou a data para o início da Grande Tribulação para 29/09/2011!
Devemos tomar cuidado e seguir a orientação do Senhor:"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;" (Mateus 24:4)
Quem quiser assistir ao vídeo que está circulando na web, acesse o link: http://www.youtube.com/watch?v=KXMwJqgyEhk&feature=player_embedded
Esse vídeo já começa com um erro de tradução de Gênesis 1:14, mudando a palavra 'estações' para 'festas'. Daí pode-se ver a indução ao engano. No meio do vídeo o autor mistura astronomia, astrologia, Elenin e Apocalipse 12 (A Mulher vestida de Sol).
Conclusão
Como já mencionei, as coincidências desses sinais são um caso a considerar, pois podem fazer parte dos sinais do retorno de Cristo. Porém fazer disso motivo para marcar datas é um erro que muitos têm cometido e levado as profecias bíblicas ao descrédito.
As Sete Festas de Israel têm um significado profético, pois além de apontar para Cristo como o Cordeiro Pascal, elas também falam da ‘parousia’ que é a Segunda Vinda do Senhor Jesus.
As Festas Bíblicas foram ordenanças do Senhor e por quatro vezes encontramos a declaração de que elas seriam um 'estateuto perpétuo' para Israel. (Levítico 23)
Cristo cumpriu as quatro festas comemoradas na Primavera, no tempo exato designado para sua celebração, segundo o calendário judaico.
Isso quer dizer que, uma vez que o ciclo de festas da Primavera foi cumprido por Cristo em sua primeira Vinda, também o ciclo de festas do Outono será cumprido, no futuro, com os eventos relacionados à segunda Vinda de Jesus.
Nesta primeira série de estudos iremos abordar a primeira festa do ciclo da Primavera: a Páscoa
Páscoa (Pessach)
Introdução
Páscoa (do Hebraico פסחpessach e do Grego πασχαpasch) é uma festa judaica onde se comemora a libertação dos israelitas do Egito. A celebração é realizada entre os 14º e 22º dias de Nissan ou Adar II (Abib no Tanakh) que corresponde a março ou abril do nosso calendário.
Nota 1: O mês de Nissan é o nome dado ao primeiro mês do calendário judaico religioso, que se inicia com a primeira Lua nova da época da cevada madura em Israel. O nome Nissan tem origem babilônica. Na Torá o nome do mês é Abib que significa 'espigas verdes'. Nissan é um mês de 30 dias que marca o ínicio da primavera no hemisfério norte.
Nota 2: Para o povo judeu havia o ano sagrado e o ano civil. O sagrado começava no 1° dia do mês de Abib/Nissan na Estação da Primavera. O civil começava no 1° dia do mês de Tishrei na Estação de Outono. O ano é dividido em 12 meses lunares, com um 13° mês 7 vezes em cada 19 anos.
O Pessach significa 'passagem' ou 'passar por cima' onde o Senhor poupou as casas dos Filhos de Israel e livrou-os da décima praga que foi a morte do primogênito de cada família egípcia. Portanto, se comemora a libertação dos filhos de Israel da escravidão do Egito além de marcar o nascimento dos hebreus como povo.
A festa também tem um significado agrícola, pois marca o início do período de colheita na terra de Israel. Os antigos pastores e agricultores comemoravam o início da colheita da cevada e a entrega do ômer.
Nota: Ômer era uma medida de cevada (aproximadamente 2,2 l) que se levava ao Templo como oferta no segundo dia de Pêssach.
O "Último dia de Pessach", conhecido como 'Acharon shel Pessach' é também uma festa que comemora a Passagem do Mar Vermelho.
Contexto Histórico
"Então disse a Abrão: Sabes, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia." (Gên 15:14-16)
Já havia se passado cerca de 430 anos desde que o Senhor falara a Abraão dizendo que sua descendência seria peregrina e ficaria sob servidão e aflição, contudo as Suas promessas não falham, pois Ele vela pela Sua Palavra para cumpri-la.
A peregrinação no Egito começou com a descida de Jacó e seus filhos para se encontrar com José que era governador do Egito.
Anos depois, os egípcios começaram a afligir os israelitas. Quando os sofrimentos dos filhos de Israel tornaram-se insuportáveis, clamaram ao Senhor que ouviu seus clamores. O Senhor então levantou Moiséis para que libertasse seu povo.
O Senhor castigou a terra dos egípcios com pragas, mas apesar disso o coração do Faraó tornou-se endurecido e se recusava a deixar o povo de Israel sair, apenas na décima praga permitiu a libertação.
Décima e última praga: "À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá" (Êx 11.4-6).
O povo de Israel habitava no Egito e se não fosse a intervenção de Deus como poderiam escapar do anjo destruidor?
O Senhor então providenciou a proteção a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tinha que tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia 14 de Abib (Êx 12.3-6). O sangue do cordeiro sacrificado deveria ser aspergido em ambas as ombreiras e na viga da porta das casas. Quando o Anjo passasse, passaria por cima daquelas casas que tivessem a marca do sangue. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, o povo de Israel foi protegido da condenação da morte que foi executada contra os primogênitos egípcios.
Neste evento o Senhor ensinou ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, a fim de prepará-los para o advento do "Cordeiro de Deus" (Jesus) que tiraria o pecado do mundo. Ver Êx 12 e João 1.2.
Naquela noite específica, os israelitas deveriam estar vestidos e preparados para viajar. A ordem recebida era assar o cordeiro, preparar ervas amargas e pães sem fermentos. Ao anoitecer, já estariam prontos para a refeição e para partir rápido, pois com a décima praga os egípcios rogariam que deixassem o país. No dia 15 de Abib os filhos de Israel deixaram a terra do Egito.
O Dia, a Hora e o Local da Páscoa
A Páscoa foi instituída na noite em que ocorreu o Êxodo do Egito. A primeira Páscoa foi celebrada na Lua Cheia, no final do dia 14 do mês de Abib, dali em diante deveria ser celebrada anualmente.
A festa começa com a morte de um cordeiro como oferta pelo pecado (Ex.12:2,6), no dia 14 do mês de abib, ou seja, um dia antes dos Pães Asmos (Lv.23:6) e dois dias antes das Primícias (Lv.23:12).
O dia civil judaico (período de 24 horas) se inicia às 18:00h e termina às 18:00h do dia subseqüente, portanto a noite vem primeiro que o dia.
O dia judaico (12 horas) compreende o intervalo entre o nascer e pôr do sol (por volta de 06:00h às 18:00h), era dividido em três partes: manhã, meio-dia e tarde (Sl.55:17).
Os judeus distinguiam duas tardes no dia:
– a primeira ia das 15:00h às 18:00h (pôr do sol);
– a segunda se iniciava ao pôr do sol (em torno de 18:00h) indo até a escuridão da noite, aproximadamente às 19:00h. (Mt.14:15 e 23).
O sacrifício da Páscoa era oferecido "no crepúsculo da tarde" (Lv.23:5; Nm.28:4,8).
A passagem faz referência à primeira tarde (15:00h às 18:00h). A segunda tarde, que se iniciava às 18:00h, e a manhã, que tinha início às 06:00h, juntos formavam um dia (Gn.1:5).
Mais tarde o Senhor estabeleceu um local apropriado para que o ritual da Páscoa fosse realizado:
"Então sacrificarás como oferta de páscoa ao Senhor teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o Senhor teu Deus. Senão no lugar que o Senhor teu Deus escolher para fazer habitar o seu nome, alé sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo em que saíste do Egito. Então a cozerás, e comerás no lugar que o Senhor teu Deus escolher…" (Dt.16:2,5-7).
Significado e Cumprimento Profético
Os cordeiros que eram sacrificados na Páscoa eram um símbolo, um tipo do verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo: Jesus Cristo.
Cordeiro perfeito (Êxodo 12:5)
O cordeiro escolhido por cada família tinha que ser absolutamente perfeito. Isso significava que tinha que passar por uma investigação rigorosa para ver se havia algum defeito, não importa quão pequena seja. 1 Pedro 1:18-20 descreve Jesus como o Cordeiro Imaculado. Ele também passou por uma série de investigações para determinar se nEle havia alguma culpa:
Ele foi examinado pelos príncipes dos sacerdotes e os anciãos (Mateus 21:12)
Ele foi examinado por Pilatos (Mateus 27:1-26)
Ele foi examinado por Herodes (Lc 23:6-12)
Ele foi examinado pelo Sumo Sacerdote Anás (João 18:13, 24)
Ele foi examinado pelo sumo sacerdote Caifás (João 18:13-14, 19-24, 28)
Ninguém no mundo político e religioso encontrou qualquer causa para colocá-lo à morte. Ele era absolutamente inocente, o nosso Salvador perfeito. Não admira que só o Seu sangue poderia expiar o pecado.
Redenção:
O evento que corresponde à Páscoa no Novo Testamento é a Redenção.
Redenção tem a ver com libertação de escravos, pois alude à libertação que Deus concedeu a Seu povo Israel, da escravidão no Egito. Os Israelitas não tinham como alcançar a liberdade, e necessitavam de alguém que fizesse isto por eles. E foi isto que o Senhor fez por Israel .Toda redenção acontece porque um preço é pago . Neste caso, a fiança foi o sangue do cordeiro da Páscoa. Os israelitas foram resgatados da morte e da escravidão egípcia, para passar a pertencer a outro dono, a Deus . A verdadeira Redenção significava que eles estariam livres dos cruéis egípcios para servir ao Deus vivo.
Assim como um cordeiro foi sacrificado no dia da Páscoa para a libertação dos Israelitas do Egito, Cristo foi sacrificado para a libertação dos nossos pecados:
"…Ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mt.1:21);
"…pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados" (Ap.1:5);
"…Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado" (I Co.5:7).
A palavra hebraica chata’ usada para traduzir pecado é derivada de uma forma verbal que significa purificar, de modo que o substantivo significa um sacrifício que obtém a purificação.
חטאchata’
1) pecar, falhar, perder o rumo, errar, incorrer em culpa, perder o direito, purificar da impureza
Dessa forma entendemos melhor o sentido do texto de Gênesis 4:7: "…se, todavia, procederes mal, eis que o (a oferta pelo) pecado jaz à porta… …a ti cumpre dominá-lo (domá-lo)"
Esta identificação também pode ser vista no Novo Testamento: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez (oferta pelo) pecado por nós…" (II Co.5:21).
Este era o método usado por Deus, desde os tempos de Adão, para perdoar os pecados: O sangue deveria ser derramado, veja Gn.3:21.
"Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv.17:11).
A palavra ‘expiação’ vem do hebraico:
כפרkaphar
1) cobrir, purificar, fazer expiação, fazer reconciliação, cobrir com betume
A Bíblia diz que "…sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb.9:22). No tempo do Antigo Testamento o sangue dos animais apenas cobria os pecados. O sangue de Cristo tira o pecado do mundo “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo.1:29).
O Dia do Sacrifício
A primeira Páscoa foi comemorada numa sexta-feira. Jesus Cristo também foi crucificado numa sexta-feira:
“E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos.” (Mt.27:62)
E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado. (Mc.15:42)
E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado. (Lc.23:54)
E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei. (Jo.19:14)
Jesus foi crucificado na hora terceira, ou seja, às 09:00h: "E era a hora terceira, e o crucificaram." (Mc.15:25).
Da hora sexta à hora nona (12h00h às 15h00h) houve trevas sobre a terra (Mt.27:45; Lc.23:44-46):
"E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona." (Mt.27:45)
"E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol; E rasgou-se ao meio o véu do templo. E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou." (Lc.23:44-46).
Na hora nona, compreendida entre 15h00h e 18h00h (pôr-do-sol), Jesus rendeu o espírito cumprindo o mesmo período designado para o sacrifício da Páscoa, ou seja, no crepúsculo da tarde,
"No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do SENHOR." (Lv.23:5)
Um cordeiro sacrificarás pela manhã, e o outro cordeiro sacrificarás à tarde:
"E o outro cordeiro sacrificarás à tarde, como a oferta de alimentos da manhã, e como a sua libação o oferecerás em oferta queimada de cheiro suave ao SENHOR." (Nm.28:4,8).
A Hora do Sacrifício
Tudo indica que Jesus morreu após às 15:00h que é a hora nona:
"E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol; E rasgou-se ao meio o véu do templo. E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou." (Lc.23:44-46)
"Naquele tempo as horas não eram precisas, por isso é possível que Jesus tenha morrido entre 15:00h e 17:00h e sepultado após as 17:00h: E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado." (Mc.15:42),
O sábado iria começar às 18:00h: "Era o Dia da Preparação, e estava para começar o sábado." (Lc.23:54)
A Lei Judaica proibia o trabalho aos sábados e a permanência de um corpo morto na cruz:
“Se um homem culpado de um crime que mereça a morte for morto e pendurado num madeiro, não deixem o corpo no madeiro durante a noite. Enterrem-no naquele mesmo dia, porque qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus. Não contaminem a terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá por herança. (Dt.21:22,23)
“Esse era o Dia da Preparação, e o dia seguinte seria um sábado especialmente sagrado. Por não quererem que os corpos permanecessem na cruz durante o sábado, os judeus pediram a Pilatos que ordenasse que lhes quebrassem as pernas e os corpos fossem retirados.” (Jo.19:31).
Assim sendo, a morte de Jesus foi mais rápida do que se esperava: “Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido. Chamando o centurião, perguntou-lhe se Jesus já tinha morrido.” (Mc.15:44).
Isto ocorreu por 4 motivos:
1) Jesus é o Cordeiro Pascal, e como tal deveria morrer no mesmo período do sacrifício da Páscoa: “Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr-do-sol.” (Ex.12:6);
2) Suas pernas não poderiam ser quebradas para acelerar a sua morte:
"Vieram, então, os soldados e quebraram as pernas do primeiro homem que fora crucificado com Jesus e em seguida as do outro. Mas quando chegaram a Jesus, percebendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas.” (Jo.19:32,33)
“Vocês a comerão numa só casa; não levem nenhum pedaço de carne para fora da casa, nem quebrem nenhum dos ossos.” (Ex.12:46)
“Não deixarão sobrar nada até o amanhecer e não quebrarão nenhum osso do cordeiro. Quando a celebrarem, obedeçam a todas as leis da Páscoa.” Nm.9:12;
“protege todos os seus ossos; nenhum deles será quebrado.” (Sl.34:20);
3) Seu corpo não poderia permanecer no madeiro:
“Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro,
"O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o SENHOR teu Deus te dá em herança.” (Dt.21:22,23)
4) O próprio Jesus rendeu o seu espírito:
“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (Jo.19:30) “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.(Jo.10:18)
“Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.” (Jo.2:19).
O Local do Sacrifício
O local exato da morte de Cristo não é conhecido, mas a Bíblia menciona que o lugar onde Cristo foi crucificado se chamava Calvário:
“E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.” (Lc.23:33).
Em hebraico (aramaico) o nome é Gólgota:
“E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota,” (Jo.19:17) que significa Lugar da Caveira: “E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira.” (Mt.27:33).
Jesus Cristo não poderia ser crucificado fora da Judéia, apesar de que foi crucificado fora de Jerusalém:
“E muitos dos judeus leram este título; porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim.” (Jo.19:20)
“E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.” (Mt.21:39)
“Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta.” (Hb.13:11,12
A Judéia era o local do templo de Salomão, onde Deus havia escolhido para habitar:
“E o SENHOR lhe disse: Ouvi a tua oração, e a súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.” (I Rs.9:3)
Tudo isto evidencia que Deus queria mostrar que só há um Caminho para a salvação. Os sacrifícios da Páscoa não podiam ser realizados em qualquer lugar, mas somente no lugar onde Deus havia determinado. Os sacrifícios e adoração fora de Jerusalém eram considerados pecado (I Rs.12:25-33; I Rs.13:9,10; I Rs.8:29,33,38,44; Dn.9:3).
Deus não aceita outro sacrifício além do sacrifício que Cristo realizou no Calvário. Desse modo, ordenando que os sacrifícios fossem realizados no templo, Deus estava querendo demonstrar que só há um caminho para a salvação.
Jesus é descendente de Judá “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” (Gn.49:9), leia toda a profecia (Gn.49:8-12).
Por esta razão a tribo de Judá recebeu lugar de honra na ordem dos acampamentos da tribo, diante do tabernáculo: “Os que armarem as suas tendas do lado do oriente, para o nascente, serão os da bandeira do exército de Judá, segundo os seus esquadrões, e Naassom, filho de Aminadabe, será príncipe dos filhos de Judá.” (Nm.2:3), veja também Lc.1:78,79; Sl.84:11; Ml.4:2.
A salvação vem dos judeus (Jo.4:22) e o judeu Jesus é a Porta (Jo.10:9) que dá acesso ao Pai.
O esquema abaixo mostra a localização das doze tribos em volta do tabernáculo. Veja que a tribo de Judá permanecia em frente da porta de entrada para o tabernáculo, no lado leste. Isso indicava que um descendente de Judá haveria de abrir o caminho que dá acesso a Deus. Leia as passagens: Lc.1:78; Nm.2:3; Sl.84:11; Ml.4:2.
Conclusão
A Palavra de Deus nos faz saber que o Senhor Jesus é a Verdadeira Páscoa, pois:
– É através Dele que passamos da morte para a vida;
– É através Dele e do Seu sacrifício que os nossos pecados são perdoados;
– É Nele que devemos iniciar um novo caminho de santificação, sem o qual não poderemos ver a Deus (Hebreus 12:14);
Por isso para nós também Páscoa significa “Passagem” e "Libertação":
“Passagem” de uma condição de pecado para uma vida santificada em Cristo.
“Libertação” do velho homem e transformação em “nova criatura” em Cristo.
A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais. Muitos afirmam que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará a Terra.
A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo) passará ou não por esse período de Tribulação?
Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas, principalmente nos Dispensacionalistas.
Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.
Conceito
Jesus nos advertiu sobre um tempo de grande tribulação tal como o mundo jamais viu e que ocorreria antes do seu retorno, leia Mt 24:3-31.
A linha escatológica Pós-Tribulacionista defende que a Igreja passará por essa Grande Tribulação predita por Jesus, porém ela (a Igreja)será preservada da ira, ou seja, receberá uma proteção sobrenatural a exemplo de Israel que permaneceu no Egito durante o juízo das pragas, porém não foi atingido por elas. Outros exemplos são os de Noé, Ló e dos cristãos de Jerusalém quando da destruição de 70 d.C, o Senhor providenciou meios, revelações e ajuda a Seus servos para que pudessem se proteger da ‘Ira’.
Isso é possível, pois “tribulação” e “ira de Deus” são diferentes. Enquanto a tribulação será experimentada por todos, a ira de Deus visará apenas os ímpios, no qual os cristãos salvos serão poupados; Ap.3:10 é citado para provar essa teoria, onde o Senhor promete nos guardar da hora da provação:
“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” (Ap 3:10)
O Pós-Tribulacionismo também identifica a Igreja como sendo os santos da Tribulação:
“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Apo 7:9, 13-14)
Nesta linha escatológica o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso são os mesmo eventos, não há distinção entre eles. O Arrebatamento só ocorrerá no final da Grande Tribulação e os crentes salvos e vivos serão arrebatados para se encontrar com o Senhor no ar e voltarão imediatamente com Ele à Terra.
Ressurgimento
Desde a década de 50 vários teólogos vêm abandonando outras posições escatológicas, como o Pré-Tribulacionismo e aderindo ao Pós-Tribulacionismo.
O motivo desse ressurgimento deve-se em parte por influência do ministro Batista George E. Ladd, Professor de Novo Testamento do Seminário Teológico Fuller. Ladd foi um defensor notável do Pré-Milenismo Histórico e crítico do ponto de vista Dispensacionalista. Escreveu alguns livros defendendo a tese Pós-Tribulacionista: “Crucial Questions About the Kingdom of God” (Questões Cruciais Sobre o Reino de Deus, de 1952), “The Blessed Hope” (A Bem-aventurada Esperança, de 1956) e “The Last Things” (As Últimas Coisas, de 1978).
George E. Ladd acreditava que o Pós-Tribulacionismo era o ponto de vista dos pais da Igreja e concluiu um estudo a esse respeito onde afirmou que: “Cada pai da Igreja que trata do assunto previa que a Igreja sofreria nas mãos do Anticristo”.
Principais Características
O Pós-Tribulacionismo utiliza o método de interpretação alegórico e por isso não faz distinção entre Israel e Igreja.
Crêem em duas ressurreições, sendo que a primeira será de todos os mortos salvos e ocorrerá no início do Milênio.
Quanto ao Reino de Deus, há Pós-Tribulacionistas que crêem que ele está presente nos corações dos homens (método alegórico) e há os que crêem em um Reino literal onde Cristo irá reinar nesta Terra.
Há Pós-Tribulacionistas que também são Pós-Milenistas e por isso crêem que Jesus voltará encerrando a Tribulação e também o Milênio e que ambos não têm tempo determinado, por esse motivo muitos ignoram a questão do Arrebatamento.
O Pós-Tribulacionismo nega:
– A doutrina da iminência (volta do Senhor a qualquer momento): ensina que vários sinais devem ser cumpridos antes que o Senhor possa vir.
– O cumprimento futuro da profecia de Daniel 9.24-27: alega que essa profecia já se cumpriu.
– O Dispensacionalismo: alega que o tempo chamado "tempo de angústia para Jacó" (Jr 30.7) também é para a Igreja e não só para Israel.
Alicerces Bíblicos
Arrebatamento e Segunda Vinda
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” (1 Tessalonicenses 4:16-17)
O Pós-Tribulacionismo diz que somente Paulo mencionou que a Igreja seria tomada nos ares, e ele disse isso em apenas uma passagem da Carta aos Tessalonicenses. Por causa disso toda a discussão sobre Arrebatamento deve ter esses versos como fundamento.
Se esse é o único lugar nas Escrituras onde o Arrebatamento é mencionado, então todas as outras passagens que são citadas como base para o “Arrebatamento" têm que ter alguma conexão com este versículo.
Com base nesse argumento usam a passagem de Mateus 24:27-31, que julgam ser a mais próxima do Arrebatamento citado por Paulo:
“E, logo depois da aflição daqueles dias (Tribulação), o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos (Arrebatamento), de uma à outra extremidade dos céus.”
Com esses versículos fica provado que o Arrebatamento ocorrerá após a Tribulação, concluem.
Portanto, seria um equívoco perguntar quando o Arrebatamento ocorrerá, pois a Bíblia somente menciona a Vinda do Senhor e diz que quando Ele vier, nós seremos Arrebatados juntos para estar com Ele.
Logo, não existem dois eventos: Arrebatamento e Segunda Vinda. Há apenas um evento, por ocasião da Segunda Vinda os crentes serão Arrebatados. Dizem que a Bíblia não faz esta distinção, caso fosse um evento distinto, não usaria o termo ‘parousia’, que significa ‘Vinda’, mas sim a palavra ‘Arrebatamento’.
Outro argumento é que a Bíblia usa pelo menos duas outras palavras para descrever o retorno do Senhor e também não faz distinção entre elas: ‘apokalupsis’ que significa ‘revelação’ e ‘epiphaneia’ que significa ‘manifestação’. Ambas as palavras vem do grego e são usadas para descrever a esperança da Igreja e em passagens onde o assunto é a Segunda Vinda. Neste caso seria estranho que a Bíblia usasse três diferentes palavras (parousia, apokalupsis e epiphaneia) para descrever dois eventos diferentes e que estão separados por sete anos. Em outras palavras, seria confuso usar estas três palavras para falar de dois eventos diferentes, sem procurar distingui-los.
Tribulação
Outro grande argumento dos Pós-Tribulacionistas é a promessa de que a Igreja passará pela Tribulação.
Passagens usadas como base:
Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. (Mateus 24.9-11)
Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações. Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo. (Marcos 13.9-13)
E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco? (Lucas 23.27-31)
Crêem que esses versículos são dirigidos à Igreja e não à Israel, como querem os Pré-Tribulacionistas. Outras passagens usadas como argumentos:
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. (João 15.18,19)
Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16.1,2,33)
Segundo o Pós-Tribulacionismo, diante de todas essas promessas de uma Tribulação fica impossível dizer que a Igreja será Arrebatada antes desse período.
Todos esses argumentos são ainda mais fundamentados pela citação de perseguições presentes em Atos, das quais a Igreja foi vítima como cumprimento parcial daqueles alertas:
E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia grande perseguição contra a Igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. E uns homens piedosos foram enterrar Estêvão, e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. (At 8.1-3)
E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. (At 11.19)
Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus. (At 14.22)
Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; (Rm 12.12)
Ressurreição
Segundo o Pós-Tribulacionismo a ressurreição dos santos mortos ocorrerá por ocasião do Arrebatamento da Igreja, usam o versículo de Tessalonicenses como base bíblica:
Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. (l Ts 4.16).
Conseqüentemente, o Arrebatamento está junto com a ressurreição.
Outro argumento é as passagens que falam sobre uma ressurreição de santos mortos (primeira ressurreição) elas sempre estão associadas à Vinda do Senhor:
Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. (Is 26.19),
Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (Rm 11.15),
E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos. E, ouvindo isto, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus. (Lc 14.14,15)
E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos. (Ap 20.4-6),
E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. (Ap 11.18),
E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. (Dn 12.1-3).
Os Pós-Tribulacionistas afirmam que as passagens do Antigo Testamento provam que a ressurreição dos santos ocorrerá com a Revelação de Cristo antes do Reino Milenar, logo a ressurreição da Igreja será junto com a ressurreição de Israel. Então a ressurreição da Igreja marca a hora do Arrebatamento.
Parábola do trigo e do joio
"Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" (Mt 13.30).
Os Pós-Tribulacionistas entendem que os anjos irão agrupar o joio no final dos tempos, mas só transladarão (arrebatar) a Igreja, representada pelo trigo do campo, deixando o joio confinado para julgamento.
As Setentas Semanas de Daniel
Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Daniel 9.24-27)
Segundos os Pós-Tribulacionistas a profecia de Daniel 9.24-27 já foi cumprida em sua totalidade, não havendo intervalo entre a sexagésima nona e a septuagésima semana da profecia. Dizem que todo o plano ali determinado já teve seu cumprimento concluído no ano 70a.C. com a destruição de Jerusalém.
Argumentam que se existissem "espaços" entre as semanas a profecia seria vaga, ilusória e enganosa.
As "sessenta e nove semanas" ("sessenta e duas semanas" + "sete semanas"), chegaram “até o Messias”, ou seja, até o início de seu ministério. Na verdade a última das "setenta semanas" proféticas começou com João Batista e sua pregação pública sobre o Reino de Deus e quando Cristo foi batizado, tentado e começou também a pregar meses depois.
A primeira metade da semana (3 anos e meio) foi usada para pregar o evangelho do Reino. Na metada da semana ocorreu a Páscoa ou quatrocentos e oitenta e seis anos e meio depois "do mandamento para restaurar e construir Jerusalém".
Cristo, de acordo com essa teoria, é Aquele que confirma a Aliança, e no período de Seu ministério as seis grandes promessas de Daniel 9.24 foram cumpridas: cessar a transgressão, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade, trazer a justiça eterna, selar a visão e a profecia e ungir o Santíssimo.
Portanto, esses sete anos, adicionados aos quatrocentos e oitenta e três anos, somam quatrocentos e noventa anos (70 semanas), de modo que toda a profecia, desde os tempos e acontecimentos correspondentes, foi cumprida ao pé da letra.
2 Tessalonicenses 1:5-10
Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do Reino de Deus, pelo qual também padeceis; Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder, Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).
Nesses versículos os Pós-Tribulacionistas afirmam que Paulo está indicando claramente que Deus dará aos crentes o descanso quando Jesus vier em chamas de fogo, trazendo retribuição. Então Paulo diz que os descrentes irão pagar as penalidades, "quando ele vem para ser glorificado nos santos naquele dia". Concluem que não há dúvida de que a Vinda para os santos e a Vinda para executar vingança são a mesma Vinda.
2 Tessalonicenses 2:1-3
Ora, irmãos, rogamo-vos, pela Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.
Nestes versos Paulo volta ao assunto ‘Segunda Vinda’. Ele o faz dizendo "quanto à Vinda do nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele". Então ele diz que o Dia do Senhor "não virá sem que primeiro venha a apostasia, e o homem da iniqüidade seja revelado, o filho da destruição".
Segundo o Pós-Tribulacionismo esta é a mais clara negação do Arrebatamento "a qualquer momento" – iminente – que alguém possa imaginar.
Dizem que esta passagem fala por si mesma, pois parafraseando o que Paulo está dizendo, teríamos: "Quanto à sua Vinda e a nossa reunião com ele, isto não acontecerá até…".
Então, colocando dessa forma, fica subentendido que Paulo liga a Vinda do nosso Senhor com a nossa reunião com Ele (Arrebatamento), porque ele está falando sobre ambos, logo não se trata de dois eventos separados.
Concluem que seria estranho Paulo alertar que o anticristo precisaria vir primeiro, pois eles não estariam ali para ver, neste caso Paulo deveria alertar que primeiro haveria o Arrebatamento.
Apocalipse 20:4-5
E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
Está claro para todos que, os eventos mencionados nos versos acima, ocorrerão depois da Tribulação, pois pessoas estão assentadas no trono reinando com Jesus. Com base nessa premissa, os Pós-Tribulacionistas afirmam que isto é a Primeira Ressurreição. Se o Arrebatamento é precedido pela Ressurreição dos crentes (1Ts 4:15-17; 1Co 15:52), e isto é a Primeira Ressurreição, então o Arrebatamento deve ser depois da Tribulação.
1 Coríntios 15:50-55
E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
Esta passagem e a de 1 Ts 4:17 (“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”) são provavelmente as passagem mais conhecidas para as pessoas em geral, em relação ao Arrebatamento.
Porém, os Pós-Tribulacionistas, sustentam que a passagem de 1 Coríntios 15:50-55 não se refere ao Arrebatamento. Dizem que Paulo enfatizou que iriam acorrer os seguintes eventos: o soar da trombeta, os mortos ressuscitarão e os vivos seriam transformados "num piscar dos olhos". Não há menção de um Arrebatamento.
O motivo pelo qual as pessoas relacionam essa passagem a existência de um Arrebatamento é a expressão "num piscar dos olhos", porém o que Paulo quis dizer é que num piscar de olhos seremos transformados e não ‘Arrebatados’.
1 Coríntios 15:23-24
Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua Vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.
Os Pós-Tribulacionistas argumentam que esta passagem mostra os seguintes tipos de ressurreição: do Senhor; a primeira (geral) ressurreição e então seguirá a segunda ressurreição.
Com isso a teoria Pré-Tribulacionista de que haverá múltiplas ressurreições dentro da Primeira Ressurreição é eliminada.
O argumento: se a ressurreição dos "que são de Cristo na sua Vinda" ocorre no Arrebatamento, então a "Primeira Ressurreição" de João (Ap 20:5) também ocorre no Arrebatamento. E se realmente "os que são de Cristo na sua Vinda" é uma referência a Segunda Vinda, então nem Paulo não menciona o Arrebatamento ou o Arrebatamento ocorre na Segunda Vinda. Que esta última é a verdadeira sabe-se porque é demonstrada pelo relato no livro de Apocalipse que mostra que aqueles que morrem durante a Tribulação, certamente seriam incluídos em "os que são de Cristo".
Mateus 24:29-31
E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
Os Pós-Tribulacionistas se baseiam nesta passagem para sustentar a tese de que o Arrebatamento e a Segunda Vinda são o mesmo evento.
Não crêem que Jesus estava falando apenas para os judeus, como sustentam os Pré-Tribulacionistas, mas também para a Igreja que iria ser formada após sua ascensão. Jesus falou essas palavras aos discípulos que seriam a fundação da futura Igreja. Seria um absurdo achar que tudo Jesus falou e ensinou nos Evangelhos foi apenas para os judeus e sem aplicação para a futura Igreja.
O discurso de Jesus foi para responder a uma pergunta: "Que sinal haverá da sua Vinda, e o fim dos tempos?" Jesus respondeu descrevendo a Grande Tribulação, sua Vinda nas nuvens, o som de trombetas e a reunião dos eleitos (Arrebatamento).
Lucas 17:26-31
E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás.
Segundo os Pós-Tribulacionistas, Jesus está mostrando que Deus virá em juízo no mesmo dia em que os crentes serão salvos: "Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar".
2 Pedro 3:8-15
Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;
Um dos argumentos Pós-Tribulacionista é que Pedro usa a expressão "como um ladrão" que é geralmente usada em referência à Segunda Vinda de Cristo.
Pedro descreve o evento dando a impressão de que os crentes estarão esperando ‘Aguardando, e apressando-vos para a Vinda do dia de Deus ‘ e que estão conectados com a promessa de Deus ‘O Senhor não retarda a sua promessa’.
Pedro também declara que Paulo escreveu sobre essas coisas em suas epístolas.
Então concluem que se os eventos desta passagem ocorrem na Segunda Vinda, e se estes eventos eram o que os crentes nesta epistola estavam esperando, então a nossa esperança e a nossa expectativa é a Segunda Vinda e não o Arrebatamento: "O Senhor não retarda a sua promessa… mas o Dia do Senhor virá…", ou seja, a promessa será cumprida no Dia do Senhor.
Finalizam dizendo que a Igreja deve esperar ver estes eventos acontecerem e deve procurar estar preparada quando Ele vier. Isto dificilmente pode ser aplicado na visão Pré-Tribulacionista.
Proponentes
Alguns proponentes dessa escatologia são: Benjamin Newton, George Muller, William Booth (fundador do Exército da Salvação) e Charles Spurgeon.
Didaquê do grego 'Διδαχń', significa ensino, doutrina, instrução, mais conhecido como 'Instrução dos Doze Apóstolos' (Didache kyriou dia ton dodeka apostolon ethesin).
Didaquê é um documento cristão do século I constituído de dezesseis capítulos e de grande valor histórico e teológico.
Sua importância e utilização para a igreja primitiva era tanta que houve uma possibilidade de ser incluída no cânon do Novo Testamento, estabelecido no século IV.
Estima-se que tenha sido escrito antes da destruição do templo de Jerusalém, entre os anos 60 e 70 d.C. Outros estimam que foi escrito entre os anos 70 e 90 d.C., contudo são unânimes quanto a origem: Palestina ou Síria.
O senso comum é que não foi escrito pelos doze apóstolos, porém foi compilado por fontes orais que receberam os ensinamentos, o mais provável é que tenha sido escrito por mais de uma pessoa.
O texto foi mencionado por escritores antigos, inclusive por Eusébio de Cesaréia que viveu no século III, em seu livro "História Eclesiástica". O manuscrito só foi descoberto em 1873 em um mosteiro em Constantinopla.
Didaquê é um conjunto de recomendações aos cristãos que cita direta ou indiretamente vários textos dos Evangelhos e Novo Testamento: Mateus, Lucas, I Coríntios, Hebreus, I Pedro, Atos, Romanos, Efésios, Tessalonicenses e Apocalipse. Tipo de conteúdo:
– A oração do “Pai Nosso” sendo “ensinada pelo Senhor” findando com a afirmação de que Jesus voltará, como no livro Apocalipse: “ … conforme foi dito:"O Senhor virá e todos os santos estarão com ele". "Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu."
– São reforçados o batismo no nome do Pai, Filho e Espírito Santo, sendo argumento para apoio ao dogma da Trindade.
– Possui argumentos para o defesa teológica de que Jesus é Deus.
Ainda hoje o documento é pouco conhecido. Ao lê-lo perceber-se que suas instruções vão contra, basicamente, com que algumas igrejas cristãs vivem na atualidade, quanto a seus pastores e ao que pregam e doutrinas adotadas hoje por esta mesma maioria.
CAPÍTULO XI
1. Se vier alguém até você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido. 2. Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te destruir, não lhe dê atenção. No entanto, se ele ensina para estabelecer a justiça e conhecimento do Senhor, você deve acolhê-lo como se fosse o Senhor.
6. Ao partir, o apóstolo não deve levar nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar onde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.
10. Todo profeta que ensina a verdade mas não pratica o que ensina é um falso profeta.
12. Se alguém disser sob inspiração: “Dê-me dinheiro” ou qualquer outra coisa, não o escutem. Porém, se ele pedir para dar a outros necessitados, então ninguém o julgue.
CAPÍTULO XII
1. Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para conhecê-lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da direita. 2. Se o hóspede estiver de passagem, dê-lhe ajuda no que puder. Entretanto, ele não deve permanecer com você mais que dois ou três dias, se necessário. 3. Se quiser se estabelecer e tiver uma profissão, então que trabalhe para se sustentar. 4. Porém, se ele não tiver profissão, proceda de acordo com a prudência, para que um cristão não viva ociosamente em seu meio. 5. Se ele não aceitar isso, trata-se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente!
Controvérsias doutrinárias
O Didaquê possui algumas controvérsias doutrinárias, como por exemplo:
– Cap 4:6: "Se possuíres algo, graças ao trabalho de tuas mãos, dá-o em reparação por teus pecados."
– Cap 6:2: "Pois, se puderes portar todo o jugo do Senhor, serás perfeito; se não puderes, faze oque puderes."
– Cap 10:6: "Aquele que não é (santo) faça penitência: Maranatá! Amém."
Apesar de sua importância para os primeiros cristãos e fonte de estudo para nossa época, o Didaquê nada mais é do que um conjunto de ensinamento e versiculos da própia Bíblia e não algo novo ou revelado pelo SENHOR. Um dos pais da Igreja, o Apóstolo Atanásio (4 d.C) disse sobre o Didaquê: "não é Sagrado, porém útil na instrução dos cristãos."